A Porto Food Week está de regresso à cidade Invicta

Depois do inevitável adiamento, a Porto Food Week regressa à cidade em moldes de “safe edition” de 12 a 20 de Junho, num momento onde se privilegia não só a ida e descoberta de novos restaurantes como também experiências diferenciadoras de  take away ou delivery. São cerca de 16 restaurantes e mais de 20 chefs envolvidos para relançar o movimento gastronómico da cidade.

A II edição da Porto Food Week, estava agendada para o final do mês de Março, mas teve que ser adiada por motivos que todos, infelizmente, conhecemos!  Numa altura em que desconfinar é preciso, a organização surge com um programa muito semelhante ao original, com rotas – grelhados, arrozes e novos restaurantes –, diversos jantares, almoços e demonstrações e conversas gastronómicas, que irão da critica gastronómica (com a nossa presença) à demonstração de receitas de rabanadas, conduzidas por chefs da #confrariadarabanada.

Com o mote de “safe edition”, a aposta passa fortemente por criar menus e propostas que além de poderem ser experienciadas nos restaurantes, poderão também ser degustadas em casa, através do take away e delivery (isto para quem ainda não se sentir tão à vontade com o desconfinamento).A Francesinha do Brasão

A semana começa, como não poderia deixar de ser, com a “Francesinha à mesa”, realizando-se simultaneamente nos restaurantes Cervejaria Brasão Aliados e Foz, juntamente com o Terminal 4450, com menus em torno da iguaria portuense e da cerveja Superbock 1927 (patrocinadora do evento).

Ainda no Terminal 4450, celebram-se as rabanadas! De 12 a 14 de Junho, seja no restaurante ou em Take Away, será possível provar as rabanadas de alguns renomeados chefs da cidade como Nuno Castro, Tiago Bonito e Arnaldo Azevedo.

A Rabanada do Euskalduna que serviu de mote ao nascimento da confraria

Segue-se o “Novo Porto” a 13 de Junho que nos traz três criativos restaurantes: Almeja, Atrevo e Apego. Três localizações, três chefs e três menus bem distintos, que mostram as características e as abordagens únicas ao produto de cada um.

Outro prato bem portuense a merecer destaque são as Tripas, com o almoço de 14 de Junho a merecer o título  “Das Tripas Coração” . Uma homenagem à tradição portuense a decorrer em simultâneo na Adega S. Nicolau e no restaurante Líder.

Adega São Nicolau

A 16 é a vez de Vasco Coelho Santos convidar alguns amigos a criar um menu em torno de Bivalves e moluscos para ser servido no Semea by Euskalduna.

Nuno Castro e Pedro Braga reúnem-se no Fava Tonka para um jantar a 4 mãos no dia 17 de Junho, com um menu em torno dos vegetais e da criatividade de cada um dos cozinheiros. A 18 o GWR PWR sobe ao palco do Cruel, com as chefs Joana Duarte e de Margarida Rego a criarem um menu surpresa em torno das memórias que as conduziram ao longo da carreira.

Fava Tonka

Os petiscos também ganham destaque durante esta semana gastronómica, no dia 19 com os restaurantes Bacalhau, Mito e Oficina a oferecerem diferentes propostas para partilhar. A 20, e para terminar em beleza com uma refeição “mais leve” a Ordem da Cabidela faz o seu encontro anual no In Diferente.

Mas porque nem só de Jantares, Restaurantes e Take Away vive a Gastronomia, há ainda espaço para conversas gastronómicas – A 15 de Junho sobre Crítica Gastronómica – com Paulo Amado, Rafael Tonon, Rui Martins, José Augusto Moreira e eu mesmo!  Segue-se a Neuro Food Talk, sobre emoções, cozinha e as reacções provocadas no cérebro, com a presença de Marta Almendra, João Pupo Lameiras, Nuno Castro, Pedro Braga, Pedro Mendonça e Marta Fraga.

Haverá ainda tempo para demonstrações em directo nas redes sociais, onde será possível aprender a fazer diferentes estilos de rabanadas, bolos e cocktails !

 

Saibam todo o programa aqui!

 

 

 

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La Table D’Eugène

Montmartre é um dos bairros obrigatórios de Paris! Das suas colinas, à basílica do Sacre-Coeur, da vista única sobre os telhados da cidade, aos artistas que se acumulam na Place du Tetre, as suas construções históricas, e claro o ambiente boémio dos anos 2o/30 que ainda se consegue respirar entre as suas ruas estreitas e inclinadas.

Como em qualquer ponto mais turístico a melhor opção é fugir dos espaços com grande aglomerado, sentir a atmosfera do bairro e da sua arquitectura deambulando entre as suas ruas enquanto se imaginam na companhia de Hemingway, Picasso, Monet e muitos outros.

É aí que surge o La Table D’Eugène, considerado por muitos como o melhor restaurante do icónico bairro parisiense. Aberto em 2008 por Geoffroy Maillard, começou por ser um clássico Bistrot de bairro, mas a formação de Geoffroy – passou por  Le Nôtre, Plaza Athénée com Éric Briffard e por fim o Epicure do Hotel Le Bristol com Éric Frechon – levou-o a caminhar a passo para o fine dining, que em 2015 culminou na conquista da 1ª estrela michelin, que mantém desde então.

Chegados ao restaurante e passando a longa cortina, somos prontamente surpreendidos por uma sala pequena, bem decorada e acolhedora, sem o formalismo aparente de um clássico michelin. Bem recebidos e prontamente acompanhados à mesa, não tardamos a receber uma pequena explicação sobre conceito, carta e menus.

À boa maneira francesa, o brinde inicial fez-se com Champagne Pierre Gimonnet & Fils 1er Cru enquanto chegavam à mesa os primeiros snacks.

Dashi, foie gras e ravioli de rábano

Tartelete de milho com ovas de salmão

Tempura de vegetais com carvão vegetal e especiarias

Se não tínhamos chegado ao restaurante com ideias feitas e expectativas traçadas, logo aqui percebemos onde estávamos e que algo de bom haveria de surgir naquele almoço. Excelentes o Dashi e Tempura!

Ceviche de Vieira, rabanete, citrinos, meregue e ovas
“Leche” servido num shaker como se de um cocktail se tratasse, um prato repleto de elementos frescos e texturas que demonstram o grande apuro técnico da equipa. Um início leve e fresco com uma elegância marcante.

Gravlax de Cavala, água chile de beterraba, dashi e hibiscos
Um prato trabalhado a partir de uma cor, e da conjugação de um interessante gravlax de cavala com sabores mais térreos. Tecnicamente perfeito e com uma excelente combinação de sabores, poderia apontar-lhe apenas que o gravlax acaba por perder um pouco do protagonismo, perante tantos e bons elementos, texturas e sabores.

Pela mão da encantadora Catherine, chegou ao copo um Pouilly-Fumé Les Cris 2018 do Domaine A. Cailbourdin, um puro Sauvignon Blanc, frutado e marcado pela mineralidade. Acompanhou bem a cura do peixe e as notas de terra do prato.

Raíz de Aipo, queijo pecorino e manteiga fumada
O prato vegetariano do menu foi também o mais desafiante em termos de sabores e texturas. A cocção da raíz de aipo moldou-lhe a intensidade enquanto lhe dava uma textura agradável e um sabor que funcionou lindamente com as notas fumadas da manteiga e untuosidade da espuma de queijo.

Ao copo chegou um Arbois Cuvée d’Automne do Domaine de la Pinte, um clássico do Jura, em que as notas complexas da Savagnin, moldadas pelo Chardonnay, resultam num vinho complexo e fresco, cujas notas de frutos confitados e secos funcionou lindamente com o prato.

 Tamboril, couve, kale e beterraba
Se ao ser pousado na mesa o prato indiciava “bom aspecto”, à prova revelou-se fantástico! A cocção do tamboril estava irrepreensível – como muito poucos que tive o prazer de degustar -, bem conjugado com os sabores terrestres e as notas especiadas da pimenta que envolvia o peixe. Um grande, grande prato!

Pintada, puré de vegetais, alho francês, amendoim e mole
Bonito, repleto de texturas e sabores que elevaram a pintada a um grande nível. Mais um prato em que se percebeu facilmente o elevado nível da cozinha aqui praticada. E sim, aquele molho que veem na foto obrigou-me a continuar a comer pão (bom pão, por sinal).

Acompanhou-se, e bem, com um tinto de Languedoc repleto de fruta vermelha e boa estrutura, um Corbières Rozeta 2017 de Maxime Magnon.

Queijo de cabra, azeitona e caramelo de whisky – uma pré sobremesa que era também um desafio à degustação pela conjugação de sabores. Óptima!

Pera, limão, chocolate branco, gengibre, líchias e geranium
A sobremesa manteve o nível alto dos pratos salgados, com o chef a trabalhar mais uma vez, e bem, as combinações de texturas, num final leve e fresco, como tanto me agrada.

Esfera de chocolate
Quando pensávamos que tudo estava terminado, surge na mesa um clássico do restaurante, A esfera de chocolate, coberta com molho de chocolate, gelado de chocolate e fava tonka e crêpes dentelle. Um pedaço de pecado para quem não resiste a uma sobremesa com chocolate. Nós não resistimos, de todo!

Finalizou-se com um Gaillac DouxLoin de L’Oeil du Domaine Plageoles 2016, cuja doçura e aromas funcionou particularmente bem com a pêra.

O serviço foi irrepreensível ao longo de todo o almoço, com os pratos a serem corretamente explicados, sem pressas nem pretensiosismos.

Considerações Finais
Um restaurante de bairro, que é muito mais do que isso! Em poucos anos Geoffroy Maillard transformou o seu pequeno bistrot naquilo que melhor sabe fazer, um fine dining! Sem as decorações palacianas, nem as mesas pomposas de muitos dos grandes restaurantes da cidade, o chef conseguiu aqui um excelente equilíbrio entre informalidade e requinte, aliados à alta cozinha. Os pratos apresentam uma capacidade técnica muito acima da média, assim como uma surpreendente capacidade de conjugação de sabores.

Foi certamente uma das mesas que mais se surpreendeu nas últimas visitas a Paris. A voltar com prazer!

La Table D’Eugène
Preços a partir de 38€ – menu de almoço (sem vinhos)
18 rue Eugène Sue – Paris
+33 1 42 55 61 64

English Version

Fotos: Flavors & Senses

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Maison Favart

Na Rue de Marivaux, na histórica praça junto da Opéra Comique e no coração do 2 º distrito de Paris, está o elegante Boutique Hotel Maison Favart.
Não sendo o meu bairro favorito da eterna Cidade da Luz, é certamente um bairro que transborda energia boémia. Efusivo quanto baste, é o bairro dos Grands Boulevards, onde se misturam amantes de música, cinema e gastronomia. Este último, como sabem, é de grande importância para nós, pelo que não nos faltou uma visita à Passage des Panoramas, alguns restaurantes e winebars do bairro.

Muito próximo, é possível encontrarmos alguns dos locais mais icónicos da cidade – a Ópera Garnier, as Galeries Lafayette, o Le Printemps e a praça Vendôme.

A Maison Favart está repleta de história, devendo o seu nome ao célebre casal Favart, responsáveis pelo nascimento da Opéra Comique na cidade.

Mal chegamos ao hotel, e mesmo antes de entrar, a sensação que dá é a de estarmos perante uma espécie de casa de bonecas, elegante e com um certo toque de magia nos seus tons cinza e rosa. A fachada da Maison Favart transporta-nos de imediato no tempo, numa história imersa na beleza do séc. XVIII.

Mal entramos a sensação é de surpresa – quase como se fossemos transportados para um porta-jóias com música clássica como som ambiente. Toda a decoração é requintada, onde os tons pastel, cinza e rosa se mesclam nos tecidos aveludados.

Conforto e sensação de bem estar são as palavras de ordem, mas a elegância é uma constante.

Um autêntico estilo do séc. XVIII mas revisitado!

A equipa recebe-nos com um sorriso caloroso enquanto nos serve um café junto à lareira e trata do nosso check in.

Da poltrona é possível ver o jardim de inverno que se situa mesmo ao lado da receção. Cada recanto do hotel é único e leva-nos a viajar nas memórias do casal Favart.

A Maison Favart conta com 39 quartos, de diferentes tipologias, desde o Clássico, ao Deluxe, Duplex, ou Suite, até à La Petite Maison.

Ficámos num  Quarto Clássico.

As cores fortes dadas pelo rosa contrastavam com a serenidade trazida pela luz que invadia o quarto vinda da Place Boieldieu.

O quarto tinha uma decoração de estilo contemporâneo mas com inspiração no séc. XVIII. Aconchegante, confortável e, à semelhança do restante hotel, tinha uma elegância que parecia a personificação de uma casa de bonecas.

Após umas horas a usufruir do nosso quarto, foi tempo de explorar o honesty bar da Maison Favart. Mesmo ao lado da receção, naquela que é também a sala do pequeno-almoço, temos um espaço de bar, com aquele conceito que eu tanto gosto, o de honestidade! Em que cada hóspede se pode servir do que tem à disposição e apontar o que gastou. Um fim de tarde bem passado num momento de ócio que apela a um comportamento tão nobre.

Honesty bar

E por falar nesta sala, onde se serve um pequeno-almoço típico parisiense, é provavelmente a que melhor descreve aquilo que tenho vindo a dizer: este hotel é uma espécie de porta jóias ou de casa de bonecas. Vejam e digam-me se não tenho razão na descrição?!

Outro dos serviços do hotel é a sua área de bem estar composta por piscina aquecida com cascata de água e uma espécie de nuvem de espelhos, uma sauna e uma sala de massagens com uma excelente marquesa de água que proporciona um verdadeiro refúgio do bulício de Paris nesta altura do ano.

Aqui, encontramos também um pequeno ginásio para ajudar a desgastar o exagero de ingestão gastronómica e vínica ao longo de toda a estadia!

Outra das atividades que a Maison Favart promove é a visita a uma propriedade de viticultura – a Domaine de la Soucherie  – que pode receber hóspedes para estadia na sua La Maison des Amis, e os seus quatro quartos elegantemente decorados, ou apenas para visita à propriedade e degustação, com uma vista deslumbrante sobre o vale, e tudo isto a menos de 2h30 de Paris.

A Maison Favart é um pequeno e mágico refúgio no centro de Paris. Um boutique hotel que nos faz regressar à infância e àquele local seguro.

É uma casa enfeitada com glamour de outra era, onde sorrisos e lembranças de outros séculos nos enchem a alma!


Maison Favart
Quartos a partir de 270€
5, rue de Marivaux – Paris
+33 1 42 97 59 83
contact@lamaisonfavart.com

English Version

Fotos: Flavors & Senses

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Zuma Dubai

Trendy, trendy, Trendy ! Muitos são os restaurantes onde “ver e ser visto” são palavras de ordem, no entanto, poucos ou nenhum conseguem levar e manter um padrão de alto nível como o Zuma – são mais de 10 restaurantes espalhados pelo mundo, milhares de clientes, milhares de pratos e um padrão sempre relativamente elevado.

No meio de tudo isto o Zuma Dubai é o porta estandarte do grupo fundado em 2002 por Reiner Becker e Arjun Waney, pelo que não poderíamos deixar de o visitar na nossa primeira visita ao Dubai. Um feito ninguém tira a este Zuma, conseguir ser durante mais de 10 anos o restaurante mais badalado e celebrado do Dubai e é um feito de grande valor! Especialmente numa cidade onde tudo acontece e onde não param de abrir novas cadeias e restaurantes de elevado nível.

Conseguir mesa não é tarefa fácil, mas um bom concierge é meio caminho andado e lá nos conseguiram encaixar na primeira hora do almoço! Chegamos 5 minutos antes da abertura e pudemos acompanhar à distância o briefing de toda a equipa, num misto de exigência com sessão de motivação e energia, rapidamente cada elemento recolheu à sua posição e fomos prontamente acompanhados à mesa.

O espaço, dividido em diferentes patamares, vive da luz natural e de uma decoração cosmopolita onde impera o conforto e os longos balcões onde podemos acompanhar o trabalho, quer na Robata quer no Sushi bar.

Confortavelmente instalados e atendidos de forma célere e exímia, começamos pelos cocktails como não poderia deixar de ser, ou não fosse o bar um dos pontos fortes do restaurante.

Rikka tonic

Usuzukuri de hamachi, ponzu e óleo de trufa

O prato mais celebrizado, e simultaneamente o mais copiado do Zuma – finas fatias de Hamachi cobertas cm molho ponzu, preparado com óleo de trufa. Ao contrário daquilo que normalmente provamos nas “cópias”, aqui o aroma falso do óleo não se sobrepõe a nada, deixando brilhar o peixe e a frescura do ponzu, dando-lhe apenas um pouco mais complexidade.

Vieiras, Umeboshi e mentaiko
Vieiras de Hokkaido preparadas na Robata, servidas no ponto com um pouco de umeboshi e ovas de mentaiko. Saboroso e delicado!

Karaage de frango
Coxas de frango desossadas, panadas e fritas com um molho levemente picante. Petisco bem conseguido, da textura à suculência e sabor. Viciante!


Geshi smash

Sashimi
Fatias de diferentes peixes, com destaque para a apresentação e para a qualidade do atum. Peixe bem cortado mas sem se revelar surpreendente.

Nigiri premium
Uma seleção dos melhores nigiris criados no restaurante, com destaque para o toro de atum com ouriço, o camarão com trufa de verão, a enguia preparada na casa e, claro, o wasabi fresco, e verdadeiro, que – para quem nunca o provou – faz toda, mas toda a diferença! Arroz no ponto e peixe bem cortado.

Mais cocktails – eu nem queria!

Souflé de Maracujá, Gelado de sesámo
Souflé preparado com mestria, interior quente e cremoso, a contrastar  muito bem com a temperatura e o sabor do gelado. Um final delicado e saboroso!

 O serviço decorreu de forma exímia, das recomendações à mise en scène tudo funcionou de forma célere e com uma boa disposição contagiante, especialmente se tivermos em conta o número de clientes que atendem diariamente.

Considerações Finais
O Zuma é há mais de 10 anos o restaurante mais concorrido do Dubai, tornando-se quase num ritual para os expatriados que por lá vão passando. Ser trendy e hype é nos dias de hoje algo relativamente fácil de conseguir, haja algum bom gosto e muito dinheiro para investir, o difícil é conseguir isso tudo com recurso a produto de boa qualidade, e uma consistência muito acima da média, quer no serviço quer na comida.

É certo que está longe de ser inesquecível, ou uma experiência única para comensais experientes, especialmente quando temos em conta os preços praticados, no entanto, toda a experiência é de alto nível e tornou-se quase numa visita obrigatória para quem passa pelo Dubai.

Zuma Dubai
Preços a partir de 50€ – menu de almoço (sem vinhos)
Dubai Mall Fashion Avenue Ground Floor nº203
+971 4 32 00 477

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Fotos: Flavors & Senses

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Leonardo

Ver restaurantes dentro de museus já todos estamos habituados, mas e se de repente a ideia fosse colocar um museu dentro de um restaurante? Foi o que pensaram as mentes por trás do grupo egípcio Stella di Mare, quando decidiram que esse seria o mote para o restaurante principal do seu 1º hotel no Dubai.

E tema para o museu? Quem mais senão Leonardo da Vinci, como fica logo patente no nome do restaurante, Leonardo!

Localizado na grandiosa Dubai Marina e com entrada directa pela rua, é depois de uma curta viagem de elevador que somos rapidamente surpreendidos por uma grande sala, de recantos bem trabalhados e de ambiente caloroso e romântico repleto de obras de da Vinci trabalhadas em diferentes escalas.

Calorosamente recebidos, ou não houvesse uma série de italianos na equipa. A viagem até à mesa não é fácil, com o olhar a desviar-nos na direcção de uma e outra réplica do mestre renascentista. Já sabem como gostamos do renascentismo, certo?

Confortavelmente instalados, tudo surge imaculado, das cadeiras à toalha, copos, e a curiosa posição dos guardanapos. Enquanto isso uma extensa variedade de pão não se fez tardar a chegar à mesa.

Cesto com diferentes pães, onde se destacava uma ótima focaccia e o amuse bouche – um delicioso Agnolotti de cordeiro com molho de cogumelos

Salmão, molho de atum e pó de coentros
Uma versão do Vitello Tonnato em que a carne é substituída por um mi-cuit de salmão servido frio – não sei se era essa a intenção, mas claramente me pareceu que tépido seria mais interessante! Boa conjugação com molho e as notas salgadas da alcaparra.

Sformatino de curgete, sopa de tomate fresco
Uma boa versão de um clássico, que me fez viajar por breves instantes até às mãos de Fabio Picci, o mestre fiorentino do Cibrèo. Excelente textura e sabor simples e delicado!

Cacio e Pepe
Um dos meus clássicos romanos favoritos, o Cacio e Pepe, vive da junção, como o próprio nome diz, de queijo e pimenta. Nesta versão fez-se acompanhar de duas fatias crocantes de bacon. Bom o spaghettoni, cozinhado bem no ponto, no entanto o sabor deixou algo a desejar, por falta de pimenta e de um molho cremoso que envolvesse ainda mais a pasta.

Tortelli de lebre, creme de feijão cannellini e molho de alecrim
Um patamar muito acima do anterior, com as massas a serem servidas no ponto e com a proporção certa de massa para recheio. Tudo muito bem ligado pelo creme e o molho aromático de alecrim. Um belíssimo prato!

Magret de pato, grelos e molho de manga e toranja
Pato bem rosado como pretendemos, tenro e saboroso a acompanhar estranhamente bem o molho de manga, muito por culpa da ligação menos doce da toranja e o amargo dos grelos. Um bom prato.

Slush de Café, mousse de chocolate, creme de baunilha e arroz crocante e Semifreddo de avelã com creme de baunilha
Notas positivas também para as sobremesas, com destaque para a boa combinação de texturas e de sabores da sobremesa de café e chocolate, assim como para o crocante de frutos secos e sementes que acompanhava o bem conseguido semifreddo.

No copo estiveram vinhos italianos, nomeadamente o branco siciliano Ca’di Ponti Catarratto,  um branco seco de uma casta pouco conhecida, que resultou num vinho simples com um bom lado aromático, e o tinto, Piemonte Barbera 2018 de Araldica, um vinho fácil, sem grandes pretensões – um piemonte para todos os dias.

O serviço decorreu com o maior dos profissionalismos, tecnicamente correcto e com bom ambiente.

Considerações Finais
Numa cidade onde existe tudo, mais um restaurante italiano não é obviamente sinónimo de sucesso, por isso aqui fez-se mais, criou-se uma sala única e uma atmosfera romântica que nos leva a saber e conhecer um pouco mais sobre o trabalho de um dos grandes nomes da nossa história.

A sala e qualidade do serviço são o grande destaque deste restaurante, onde a cozinha complementa bem todo o ambiente e cenário criados.

Leonardo Dubai
Preços a partir de 50€ (sem vinhos)
Stella Di Mare Hotels & Resorts
Al Mattla’ee Street – Dubai
eonardo.dubai@stelladimare.com

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Fotos: Flavors & Senses

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Park Hyatt Dubai

O Dubai fazia parte do meu imaginário como uma espécie de filme de ficção científica, aquele local onde me sentiria parte dum qualquer mundo no ano de 2100! Identificava-o na minha mente como frenético, caótico e alucinante. Categorizei-o como sendo uma cidade extremamente cara e sem grande interesse para uma possível viagem!

Enganei-me redondamente!!! Não em tudo… é sim uma espécie de cenário de ficção científica!

Chegar ao Dubai, vindos da calma e paradisíaca Abu Dhabi cria um impacto em nós que tem tanto de entusiasmante como de estranho! Impossível perceber a dimensão dos arranha céus que rasgam o céu em tons de cinza metalizado! De Abu Dhabi ao Dubai é cerca de 1h e pouco de táxi, e os táxis praticam preços bem acessíveis, mesmo em viagens assim mais longas.

Mal chegamos ao Dubai é perceptível que a cidade está em constante mutação! Acredito que quando regressar já se terão erguido mais uns quantos arranha céus!

Esta viagem tinha como objetivo descansar, 2019 estava a ser um ano caótico e tudo o que eu precisava era de acalmar um pouco, e consegui essa proeza (sim, para mim acalmar um pouco é uma autêntica proeza!) em Abu Dhabi, mas quando me deparei com a loucura do Dubai achei que isso não seria possível!

Mais uma vez… enganei-me redondamente! E devo esse engano ao Park Hyatt Dubai, que se traduziu num autêntico oásis no meio da frenética cidade do Dubai!

Claro que posso começar por vos contar o nosso primeiro dia com o nosso cicerone de serviço, o amigo de longa data Nelson Catanho, que vive no Dubai há já bastante tempo, e que começou por nos levar a um brunch. Ao que parece as sextas-feiras no Dubai equivalem aos nossos domingos, ou seja, dia de Brunch e de dolce far niente!

E quem acha que não se bebe álcool no Dubai??? Pois bem… Desenganem-se!

Bebe-se sim, e muito, mesmo muito!!!

 

Mas, deixemos as histórias que não se podem ou devem contar e vamos lá ao que interessa! O nosso pequeno grande refúgio – Park Hyatt Dubai!

Primeira impressão
Chegamos ao hotel já de noite, mas a sua imponência era bem perceptível mesmo sem grande luz.

Localizado no extenso complexo Dubai Creek Golf & Yacth Club o Park Hyatt Dubai significa o verdadeiro escape de luxo na localização mais idílica. Estamos perto do caos da cidade, mas quase como se escondidos num mundo à parte, onde apenas a serenidade impera!

A chegada ao Lobby permitiu-nos imaginar um filme das mil e uma noites, com uma decoração maioritariamente árabe e com a riqueza dos detalhes a fazer-se notar de imediato.

O check in foi rápido, e prontamente fomos acompanhados ao nosso quarto, e muito bem acompanhados – de carro! Como o hotel tem dimensões consideráveis e para não cansar o hóspede, somos acompanhados por um funcionário de carro até ao nosso quarto. E que quarto!!!

Quartos
O hotel conta com 223 quartos e 34 suites, todos eles com uma vista deslumbrante para a Dubai Creek.

O nosso quarto, com um pequeno jardim e acesso direto à Marina, tornou-se no refúgio perfeito logo pela manhã com os sons da natureza a fazerem-se ouvir discretamente.

Enorme, com uma decoração que combinava pormenores árabes com estilo moderno, a casa de banho foi o local perfeito para mim. Banheira ao centro, rodeada de espelhos que faziam a separação perfeita do restante quarto, chuveiro espaçoso e um closet ao lado dos espelhos.

O quarto tinha a disposição perfeita para um despertar bem calmo, com a cama de frente para o enorme jardim e a vista sobre a Marina.

Os tons de beje, castanho e laranja subtil condicionaram os nossos sentidos em direção ao relaxamento.

Brasserie du Park

Restaurantes
Gastronomia de qualidade, decoração elegante e vistas deslumbrantes caracterizam os restaurantes e bares do Park Hyatt Dubai. Aqui encontramos gastronomia ocidental, tailandesa e francesa. Comecemos pela Brasserie du Park – com um toque de cozinha clássica francesa, foi aqui que nos deliciamos todos os dias com um excelente pequeno-almoço.

Já no Noépe, somos agraciados com as melhores vistas sobre a elegante marina e usufruirmos do conforto dum ambiente tipicamente de verão, que nos remete facilmente para Ibiza ou Mykonos, onde o branco e o azul marinho preenchem os elementos decorativos e onde podemos relaxar envoltos na brisa que se faz sentir e nos protege do bulício da cidade.

Noépe

Aqui tivemos um jantar agradável onde pudemos experimentar uma série de petiscos onde o Mar e marisco são o grande destaque do restaurante.

Prato de marisco do Noépe

O destaque do jantar vai claramente para o prato de marisco, onde não faltavam amêijoas, mexilhões, camarão, ostras e lavagante. Seguiu-se um bom périplo de snacks, como ceviche de atum, camarão e lulinhas fritas e para finalizar uma boa costela de vitela assada lentamente.

Não podia faltar a minha dose de açúcar!

Um dos locais que mais me apaixonou foi o eclético Seventyseventy!

Um espaço requintado, inspirado no design elegante do início dos anos 70.

Seventyseventy

A moda, o design e a atitude fazem deste espaço um local para clientes que procuram sofisticação.

Com cocktails de assinatura apaixonam-nos em todas as ocasiões, antes do jantar, ou num fim de noite num cenário de música da época a marcar um momento icónico numas férias memoráveis.

Outro dos espaços, mas que não tivemos oportunidade de experimentar, é o The Thai Kitchen. Com verdadeiros sabores da Tailândia, usando ingredientes tradicionais e importados diretamente de lá.

Já o Shisha Lounge foi um dos meus espaços favoritos para as noites quentes que se fizeram sentir. Um lounge em que o conforto é a palavra de ordem, com sofás, almofadas, velas, e uma cozinha árabe de café e shisha, com vista para a pitoresca marina e para o Dubai Creek.

Um dos locais mais utilizados durante a nossa estadia, uma vez que não arredávamos pé da piscina, ou da Lagoa, foi o Pool Bar, localizado no ambiente tranquilo da piscina.

Decoração elegante com apontamentos árabes foi o local perfeito para terminar todos os dias “exaustivos” de total relaxamento!

Para quem fica no hotel numa longa estadia e quer variar na gastronomia tem ainda várias opções no extenso complexo Dubai Creek Golf & Yacth Club – o Casa de Tapas, o Boardwalk, o Cielo Sky Lounge e o QD’s Bar & Grill.

The Lagoon
Serviços

Não me vou estender a falar dos serviços inerentes a qualquer cinco estrelas, principalmente sendo este hotel do grupo Hyatt. Quem segue o blog sabe perfeitamente do luxo a que o grupo Hyatt já nos habituou.

Aqui no Park Hyatt Dubai interessa sim falar dum local – The Lagoon! Um autêntico oásis no coração do hotel. Localizado nas margens do Dubai Creek, esta majestosa lagoa com efeito de infinity pool inclui também uma bela praia particular.

Quase como um retiro tropical de areia branca e água quente onde ao longe conseguimos quase sentir o bulício da frenética Dubai. Os locais privados em torno da Lagoa são o local perfeito para um sunset inesquecível.

Foi sem dúvida o meu local nestas férias!

A piscina rodeada com o seu jardim e o Spa Amara são um ex libris também, e fazem as delícias dos mais novos e das famílias, mas a Lagoa torna-se facilmente no local favorito dos casais pela sua tranquilidade e ambiente intimista.

O Park Hyatt Dubai é também o local perfeito para os amantes de Golfe ou não estivesse ele inserido num imenso complexo de Golfe, onde a loucura da cidade não se faz sentir e apenas a calma é nossa confidente.

Atendimento
O Hotel tem aquilo a que eu chamo de equilíbrio perfeito no que diz respeito ao atendimento. A sensação que dá é que temos toda a privacidade do mundo mas quando precisamos dum funcionário ele aparece miraculosamente!

um dos meus spots preferidos do hotel

Por exemplo, passar o dia na Lagoa ou na piscina, e de repente pensar: “este calor merecia algo bem fresco!” Abrem os olhos e andam funcionários a distribuir gelados! Isto é a dinâmica do hotel! Atentos às necessidades dos hóspedes mas sem o mínimo de invasão!

Imaginem-se numa cidade que não parece ter fim, numa cidade que não parece dormir e numa cidade que nos entra na mente como se nos fosse possuir… essa cidade, que parece só existir nos recônditos mais loucos da nossa mente, é o Dubai!

Mas agora imaginem que conseguem estar nessa cidade mas protegidos pela serenidade dum local que parece quase ser o paraíso – esse local é o Park Hyatt Dubai!

Park Hyatt Dubai
Quartos a partir de 170€
PO Box 2822, Dubai – Emirados Árabes Unidos
+971 4 602 1234
dubai.park@hyatt.com

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Fotos: Flavors & Senses

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Din Tai Fung Dubai

Din Tai Fung é um nome inconfundível para quem gosta de gastronomia, famosa pelos seus xiao long bao e todos os clássicos de dim sum, preparados à mão em cada uma das suas lojas. Hoje este pequeno restaurante de Taiwan, nascido nos anos 70 tornou-se numa das maiores cadeias mundiais de restaurantes, estando espalhada um pouco por todo o mundo, mas sempre com mesmo foco inicial – bons produtos, trabalho de artesão, pratos feitos na hora e um serviço rápido e atento.

Considerando a minha paixão por comida chinesa, e em particular por bom dim sum, não podia deixar escapar esta oportunidade para visitar um dos seus espaços durante a nossa estadia no Dubai, mais propriamente a loja do Dubai Mall. A visita deu-se durante o período do Ramadão, pelo que a afluência estava limitada a estrangeiros e turistas, pelo que fomos prontamente atendidos e acompanhados à mesa.

Sobre a decoração, nada a apontar, nem é isso que nos traz aqui, embora a vista para a famosa fonte do Dubai Mall e o prórprio Burj Khakifa sejam um ponto a destacar. Isso, e claro, a possibilidade de ver as mãos eficientes da equipa a preparar os nossos dim sum.

A velocidade com que produzem as pequenas peças de comida é  por si só uma atração.

Ao contrário do habitual aqui não há porco, de forma a respeitar os costumes locais, a carne de ovelha e galinha ganham destaque numa adaptação aos clássicos da cozinha chinesa.

Shumai de galinha e camarão
Um clássico bem executado, com a carne de galinha a manter a suculência, massa irrepreensível e camarão no ponto. Um belo início!

Xiao long bao de caranguejo e galinha
São a bandeira da casa e facilmente se percebe porquê! Apresentação delicada, dobras certeiras e recheio delicioso, que quando comido como mandam as regras do xiao long bao se transforma na epítome da comida de conforto.

Jiaozi de camarão e galinha
O tradicional prato chinês que deu origem às famosas gyozas no Japão. Era assim que eu desejava que me fossem sempre servidos, capa fina e bem crocante a contrastar com a maciez da restante massa e suculência e sabor do recheio. Perfeitos!

Sopa de wonton de camarão e galinha com noodles
Sopa não é propriamente o melhor prato quando lá fora estão cerca de 40ºC, mas este caldo de galinha exímio, a textura dos noodles e os fantásticos wontons fizeram tudo mudar de figura. Delicioso da primeira à última garfada.

Considerações Finais
Quando Bing Yi-Yang e a sua mulher decidiram transformar a sua loja de óleo num balcão de venda de xiao long bao, estavam longe de imaginar até onde levariam o nome da sua pequena loja em Taiwan. Hoje estão por todo o mundo, e em Hong Kong conquistaram a tão almejada estrela michelin, que só serve para garantir que aquilo que fazem é efetivamente bem feito. No Dubai a experiência é um tanto ou quanto única, face à substituição da carne de porco, normalmente mais saborosa e suculenta, por galinha, ainda que o resultado final seja francamente positivo, não dando por nós a desejar que o recheio fosse diferente.

A mim resta-me esperar! Na ânsia de voltar a um destino em que um Din Tai Fung esteja ali ao virar da esquina para mais um festim de conforto, sabor e prazer!

Din Tai Fung Dubai – The Dubai Mall
Preços a partir de 25€ (sem vinhos)
Dubai Mall Fashion Avenue Ground Floor nº203
+971 4 32 00 477

English Version

Fotos: Flavors & Senses

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Park Hyatt Abu Dhabi

Às vezes a única coisa que precisamos é fugir um bocadinho à realidade, e para isso nada melhor do que nos refugiarmos num autêntico cenário das mil uma noites.

Foi isso que nos fez optar pelo Park Hyatt Abu Dhabi. Hyatt é sempre sinónimo de luxo e arte de saber receber. É daqueles grupos que quem nos segue sabe que nunca nos desilude, e a ideia de passar uns dias no Park Hyatt Abu Dhabi parecia dar-nos a garantia de um refúgio que teria tanto de excitante como de relaxante!

E assim foi! Mas já lá iremos.

Localização e Primeira Impressão
O Park Hyatt Abu Dhabi Hotel e Villas está convenientemente localizado na praia de Saadiyat e perto de tudo o que é importante nesta região. Do aeroporto, das principais áreas financeiras e comerciais, dos campos de golfe, das principais atrações e a apenas alguns minutos do distrito cultural de Saadiyat.

Tornando bastante acessível a visita aos mais mediáticos locais como é o caso da imponente Mesquita  Sheikh Zayed e do icónico Louvre Abu Dhabi.

Mal chegamos ao hotel era tal a sua grandeza que o deslumbramento foi inevitável.

Um lobby de cortar a respiração, decoração simples, com cores neutras mescladas com cores quentes, e uma música ambiente que nos faz entrar de imediato num qualquer filme das mil e uma noites.

O lobby, enorme, menos intimista devido a essa particularidade, mas com um ambiente bastante calmo que transmitia na mesma uma sensação de privacidade.

A equipa, bastante simpática e eficaz no check in, acompanhou-nos entretanto ao quarto.

Quartos
O hotel conta com 306 quartos, dos quais alguns são quartos propriamente ditos, outros suites e algumas vilas.

Ficamos num quarto King Bed com vistas para o mar. Uma decoração contemporânea com detalhes árabes que lhe conferiam tanto de conforto como de luxo.

À nossa espera estavam vários tipos de fruta, frutos secos e pastelaria. Pequenos detalhes que fazem toda a diferença, com os mesmos a serem repostos diariamente e a mostrar os diversos produtos da região.

O quarto com cerca de 50m2 tinha uma casa de banho em mármore, bastante espaçosa, um quarto com uma cama king size extremamente confortável, espaço de escritório e um sofá que conferia ainda mais conforto ao quarto.

O ex libris? Uma varanda com uma vista de cortar a respiração sobre a praia e o mar de Saadiyat, onde tive uma das melhores experiências desta estadia… no primeiro dia acordei às 6h e, sem perturbar o ainda dorminhoco João, decidi aproveitar o silêncio perfeito do nascer do sol e a sensação plena de paz que o mar transmite naturalmente.

Restaurantes
O hotel conta com quatro opções, sendo que uma delas se divide em duas.

The Park Grill

O Park Bar & Grill é o restaurante galardoado do Park Hyatt Abu Dhabi. Desde as excelentes carnes grelhadas no carvão, ao saboroso marisco passando pelos pratos asiáticos.

Tivemos um jantar incrível na esplanada com a noite quente de Abu Dhabi como nossa companheira. Boa matéria prima, trabalhada de forma simples como se pretende num restaurante onde a grelha é o destaque.

Tártaro de Atum

Lavagante grelhado

Do tártaro de Atum, ao bife de Wagyu passando pelo lavagante grelhado ou pelo pide com trufa negra, a execução esteve à altura, ou não fosse a cozinha comandada por um chef brasileiro apaixonado pela grelha.

As vistas noturnas do The Park Grill são meio caminho andado para uma excelente refeição

Este restaurante tem também no piso superior o The Park Bar, com uma seleção ótima de cocktails e com um ambiente vibrante. Aqui pudemos degustar um menu de inspiração asiática, onde a cozinha Vietnamita e Tailandesa se destacam. A acompanhar, uma degustação única de cocktails para celebrar a nossa primeira noite pelas arábias!

The Park Bar

Um negroni de influência asiática

A refeição foi leve, fresca e de grande prazer como se espera da cozinha desta região. Nota alta para o Pho, os tacos vietnamitas e o caril de camarão.

Tudo delicioso!

O hotel conta ainda com aquele que é considerado um dos terraços mais cosmopolitas de Abu Dhabi – o Beach House.

Beach House

Um espaço que conquistou turistas e locais, pelas vistas deslumbrantes sobre a praia de Saadiyat, a música, e claro, a cozinha mediterrânea onde os sabores espanhóis e o modelo de tapas é a principal referência.

Tivemos oportunidade de almoçar aqui depois de uma manhã incrível de muito sol e muito mar. Começando com cocktails (já me conhecem!) e acabando numa ótima crema catalana de sobremesa.

Os ótimos camarões al ajillo no Beach House

O local de pequeno almoço, e um dos espaços mais importantes para mim (quem lê os meus artigos conhece bem a minha predileção por pequenos almoços), é o The Café.

Um espaço aberto o dia todo que serve especialidades do Médio Oriente e cozinha internacional.

The Café

Quanto ao pequeno almoço, efetivamente não se poderia pedir muito mais, dos sumos naturais, à pastelaria, da cozinha internacional à cozinha clássica do médio oriente, a produtos sem glúten, nada foi deixado ao acaso, ou não estivéssemos num Park Hyatt.

 

Por fim, mas não menos importante, temos o The Library.

Um salão de chá contemporâneo que serve diferentes tipos de chás e café, além de chocolates e doces caseiros.

Com os seus detalhes de couro laranja, mármore preto e lareira convida a momentos de ócio únicos.


Serviços
A verdade é que quando ficamos num hotel do grupo Hyatt não há praticamente nada que não seja possível ao hóspede, porque o mais importante é que o hóspede sinta a felicidade plena que o fará regressar.

Por isso, além de todos os serviços inerentes a qualquer hotel de luxo, o Park Hyatt Abu Dhabi tem o privilégio de estar literalmente em cima da praia de Saadiyat, o que permite ao seu hóspede usufruir da beleza de areia fina e mar de água quente.

Uma das coisas que mais me surpreendeu nesta viagem aos EAU foi encontrar uma praia como a de Saadiyat, com um ambiente de serenidade, de água cristalina e temperatura perfeita, e que me permitiu relaxar e sentir-me num autêntico oásis sem ter que recorrer aos tradicionais paraísos do globo para “fazer praia”.

As várias piscinas e jacuzzis ao longo do hotel garantem diversão e relaxamento quer aos mais novos quer aos mais velhos.

E apesar de eu gostar de praia, adoro piscina! E foi onde passei parte do meu tempo durante esta estadia, primeiro porque o complexo de piscinas era tão grande que conseguíamos quase estar sozinhos durante grande parte do dia, segundo porque como havia piscinas e locais específicos para crianças, o silêncio era uma constante, e por último, e mais importante, estava mais próxima do bar e por isso os cocktais chegavam mais rápido até mim!!!

O seu ginásio e spa permitem enaltecer ainda mais os momentos de relaxamento e de ausência do mundo real.

Importante referir que atualmente eu já me considero uma aficionada da atividade física (nem por isso, mas pelo menos já o pratico!) e por  isso logo no primeiro dia fui cliente acérrima do ginásio. No primeiro e único dia, aliás!!!

A recepção do Atarmia Spa A relaxante piscina privada do Spa

Há um conjunto de atividades que podem ser realizadas através do hotel, basta para isso contactar o Concierge e personalizar tudo ao seu próprio gosto. Seja um passeio de barco, um passeio pela cidade, uma visita a um qualquer local de interesse, ou até a oportunidade de usufruir de outras praias ou  de alguns dos famosos parques de diversões de Abu Dhabi. Tudo é possível neste Park Hyatt!

Durante a nossa estadia em Abu Dhabi optamos por visitar dois locais dos mais imperdíveis, a Mesquita Sheik Zayed com a sua imponência inigualável e o Louvre Abu Dhabi com a sua arquitetura desconcertante.

Mas o hotel também não é apenas um fantástico resort de praia focado no lazer e relaxamento,  o hotel é simultaneamente o local perfeito para a organização de conferências e congressos com as suas seis salas e salões.

Mas nem só para trabalho servem estas salas! Qualquer que seja a comemoração, qualquer que seja a data, qualquer que seja o momento, o Park Hyatt Abu Dhabi ajuda a preparar o dia mais feliz e importante de sempre!

Este espaço é verdadeiramente um local perfeito para umas fantásticas férias, sejam uma lua de mel, umas férias de amigos ou em família. Na realidade era tudo o que eu estava a precisar no momento em que fizemos esta viagem!

O Park Hyatt Abu Dhabi é um autêntico oásis que nos faz ter vontade de ficar sem hora de saída e nos perdermos numa história mística das mil e uma noites.

Do local idílico à gentileza da equipa e ao quão diversificados são os serviços, tudo neste oásis nos leva a deixá-lo com saudade e ânsia de querer voltar em breve.

Por isso,

Até breve Park Hyatt Abu Dhabi!

Park Hyatt Abu Dhabi
Quartos a partir de 315€
PO Box 2822, Abu Dhabi – Emirados Árabes Unidos
+971 2 407 1234
abudhabi.park@hyatt.com

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Fotos: Flavors & Senses

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Jòia par Hélène Darroze

Hélène Darroze é tudo menos um nome desconhecido, se a maioria dos franceses a conhecem enquanto jurada do famoso Top Chef, os gastrónomos conhecem-lhe todos os passos desde o berço. Nascida numa histórica família de cozinheiros, fez a sua formação superior em gestão, e foi enquanto trabalhava na administração do restaurante Louis XV de Alain Ducasse, que o célebre chef a incentivou a voltar-se para os fogões, e em bom tempo o fez – da cozinha de Ducasse à 1ª estrela Michelin no “velho” restaurante de família, à sua chegada a Paris onde atingiu as 2 estrelas no restaurante homónimo, à chegada a Londres onde conta hoje com 2 estrelas, e claro, ao prémio de melhor chef feminina do Mundo em 2015.

Hélène, como boa celebridade que se preze, decidiu também ela aproximar a sua cozinha a um maior número de pessoas e da democratização da bistronomie, instalando-se assim no 8º bairro de Paris com o seu Jòia, um espaço bem distante da linha gastronómica, onde o objectivo é claramente levar até aos seus clientes a cozinha que normalmente pratica em casa junto dos amigos e da família.

Se a cozinha bebe inspiração nas origens de Hélène, mais propriamente no Sudoeste de França e no País Basco espanhol, a imagem do restaurante vive muito da influência dos anos passados em Inglaterra. Se no piso inferior as mesas altas e a cozinha ganham destaque, no piso superior tudo muda. Um elegante bar de cocktails e uma sala, repleta de sofás, livros e cores quentes com um único objectivo, fazerem-nos sentir em casa. E conseguiram!

Já instalados, não há como não começar pelos cocktails de assinatura, uma extensa carta cuidadosamente preparada e de onde se destaca este Gioia com vodka Grey Goose, Martini Ambrato, bergamota, absinto Larusée, toranja e soda. Muito bom!

Terrina com pistácio da Sícilia
O início não podia ser mais explícito do que vimos aqui provar e partilhar. Terrina executada com primazia, boa no tamanho, na textura e no sabor. Muito bem acompanhada por pão de qualidade e pickles.

Foie Gras de Landes, pimenta timut
Mais um produto da sua região trabalhado com excelência, aqui com um mi-cuit de grande qualidade, quer na textura, quer no sabor e muito bem acompanhado pelo delicioso chutney.

Ovo e trufa
Leve, untuoso e familiar são três adjectivos que muito caracterizam este prato, com o ovo cozinhado no ponto, a trufa preta, as folhas e as pequenas torradas crocantes.

Galinha de Landes, Brioche e foie
A maioria dos pratos principais é preparado para duas pessoas, pelo que este não é excepção nem poderia ser mais “caseiro”! Carne no ponto, a beneficiar do brioche e do foie que foi utilizado por baixo da pele para aumentar o sabor. Para acompanhar pediu-se uma salada de folhas e batata crocante com queijo brébis, que cumpriram bem com as suas funções!

Mil Folhas de Matcha, creme de yuzu
A sobremesa mais instagramada e famosa do espaço, vive do seu aspeto é certo, mas a leveza das suas folhas associadas à cremosidade e riqueza do mascarpone e ao creme de yuzu, são uma surpresa vencedora.
Tarte de chocolate, gelado de trigo sarraceno
De longe uma das melhores tartes de chocolate que já provei… técnica exímia, massa fina, recheio cremoso e sem excessos de doçura, deixando antever boa qualidade na escolha do chocolate. Já a improvável escolha do trigo sarraceno para ombrear com o chocolate, foi também ela muito bem conseguida. Uma salva de palmas para o pasteleiro por favor!

Durante o almoço bebeu-se, e bem, um Chardonnay da Borgonha de 2016, do Domaine de Béru. A carta de vinhos tem a particularidade de conter apenas vinhos feitos por mulheres, como é o caso da nossa Filipa Pato.

O serviço seguiu os parâmetros do esperado, muito diligente, bastante eficiente e a combinação certa de simpatia e rigor que só os franceses sabem.

Considerações Finais
Com este Jòia, Hélène Darroze decide jogar fora do seu habitual campeonato, trazendo à mesa a sua comida de conforto e memória, executando-a com rigor e produtos de excelência e o óbvio senão – o preço condizente. O Jòia é um daqueles espaços que irá viver muito para lá do nome que o assina, e onde poderemos encontrar facilmente os deslumbrados com a estrela de tv, os gastrónomos e pessoas que simplesmente querem petiscar enquanto desfrutam de uma bem desenvolvida carta de cocktails. Um espaço acolhedor, em que apetece ficar a apreciar as pequenas coisas da vida trabalhadas com mestria.

Ps: o menu de almoço com opções a 24€ e 29€ é habitualmente um sucesso!

Jòia par Hélène Darroze
Preços a partir de 60€ (sem vinhos)
39 rue des Jeuneurs – Paris
+33 (0) 1 40 20 06 06
reservation@joiahelenedarroze.com

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Fotos: Flavors & Senses

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Au Passage

O Au Passage nasceu com o Boom de neo-bistrots e Wine bars que foram invadido Paris a partir de 2010. Cedo ganhou destaque e em 2012 era já um dos preferidos da agitada nova cozinha parisiense, sendo inclusive um dos premiados como “Fooding d’Amour 2012”!

Quis o destino que um espaço que tanto reflecte uma nova forma de olhar a cidade, longe do luxo e dos palácios, mas sempre focado em mostrar os melhores produtos franceses, tenha vivido sobretudo de chefs estrangeiros ao leme da cozinha. De James Henry a Dave Harrison passando por Shaun Kelly ou Edward Delling-Williams (que já passou pelo Euskalduna para um jantar a 4 mãos com Vasco Coelho Santos), e que agora a “sorte” tenha calhado a Luís Andrade, um português, feito designer e transformado em cozinheiro pela vida parisiense.

Há anos que o restaurante andava na nossa lista de espaços a visitar, e desta vez tínhamos a desculpa perfeita!

O espaço reflete a agitação da nova e viva Paris, bem diferente da histórica Belle Époque, é certo! A decoração, saída de uma qualquer feira da ladra, transporta-nos para um ambiente de tal informalidade, que não é fácil distinguir entre clientes e funcionários, tal é a agitação que se vive durante o jantar.

Aqui é mais provável jantarmos ao som de Tupac ou B.I.G. que de uma calma música ambiente, acabando a abanar a cabeça enquanto vamos partilhando os vários pratos que compõem a carta e damos mais um mergulho na boa seleção de vinhos naturais.

Salsicha seca
A forma mais habitual de começar um jantar por aqui. Produto de excelente qualidade, bem acompanhado por pickles  e um excelente pão, que viria a revelar-se essencial durante todo o jantar.

Ostras e maracujá
Ostras de bom tamanho, regadas com uma espécie de ponzu de maracujá. Primeiro estranha-se depois acabamos rendidos e a achar a combinação de Luís Andrade bem conseguida.

Vieira e Kumquat
Aqui percebemos rapidamente que apesar de toda a descontração do espaço, dos preços e do ambiente, a cozinha segue numa direção quase oposta – há aqui muito trabalho, muitas ideias e muito rigor na escolha de produtos. Vieiras em tártaro, temperadas na perfeição, com elementos crocantes a dar o toque necessário e uma emulsão de kumquat, que nos prepara para perceber que o segredo deste chef são os molhos.

Abalone, aipo e cogumelos
O toque mais japonês do menu, chega com um delicioso caldo, bem rico pelo sabor dos cogumelos, ladeados pelo toque de frescura do aipo e a textura única do abalone. Muito bom!

Lavagante
Tagliatelle feito no restaurante, com um molho fantástico e repleto de sabor, com o lavagante cozinhado num ponto tão certo, que nem sempre o encontramos assim em restaurantes estrelados. Um dos melhores pratos de pasta com marisco que já provamos!

O padrão estava elevadíssimo! Na realidade estávamos como duas crianças a pensar no que mais poderia sair dali quando:

Moleja, Espinafres e tâmaras
Um grande, grande prato! Molejas bem trabalhadas com um delicioso molho de carne, feito com manteiga de alcaparras. Espinafres suaves com o toque de sabor e textura da amêndoa, e uma incrível pasta de tâmara. A esta altura já não havia pão que resistisse aos molhos.

Pombo, shiitake, café e Polenta
Mais um prato de grande de rigor técnico, onde menos é claramente mais! Tudo cozinhado nos tempos certeiros, com o pombo a fazer-se acompanhar mais uma vez por um molho de elevadíssimo nível e uma bem conseguida polenta de café.

Tarte de Belém e Chocolate
Duas sobremesas bem distintas, uma a fazer uma espécie de regresso a casa para o chef que pegou na receita do clássico Gâteau breton e o recheou com um creme semelhante ao nosso famoso pastel português.
O chocolate, como o próprio nome indica, era isso mesmo, diferentes técnicas e texturas de chocolate, apresentadas num só prato, onde o destaque vai claramente para a bem conseguida mousse.

Ambas as sobremesas se revelaram um final mais que feliz!

Sobre o serviço, é importante lembrar o comentário feito anteriormente, sobre ser difícil distinguir entre staff e clientes, o que neste caso provou a diligência e a camuflagem de que são munidos estes colaboradores.

Considerações Finais
Para quem vive a restauração como eu, não há muitas coisas melhores do que sair surpreendido de um restaurante, fazer wow a cada prato, enquanto reviramos os olhos e lambemos os lábios. Quando um espaço como o Au Passage, com menus em ardósias, copos sem interesse e uma decoração em jeito de aproveitamentos, nos surpreende desta maneira, é a felicidade total! Ao olhar para a carta e os seus preços estamos longe de perceber o trabalho por trás de cada prato, seria bem mais fácil descongelar e usar o micro-ondas, mas não, “não teria a mesma graça!” deverá pensar Luís Andrade e a sua equipa, que começam pela manhã a preparar os jantares (o restaurante apenas está aberto das 19h à 1h30).
É uma lufada de ar fresco encontrar pessoas dispostas a trabalhar ao ritmo da estação, com menus que mudam diariamente e que não têm pretensões de sobrecarregar os clientes com preços altos, porque qualidade, padrão e rigor em nada lhes falta!

Um restaurante a ir, voltar e repetir sem desculpas.

Au Passage
Preços a partir de 35€ (sem vinhos)
1 bis, Passage Saint-Sébastien – Paris
+33 (0) 1 43 55 07 52
baraupassage@gmail.com

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Fotos: Flavors & Senses

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