Salsify at The Roundhouse

Encosta acima, encosta abaixo, muito verde e um horizonte azul que se confunde com o céu, é assim o caminho para chegar à The Roundhouse, a casa que serviu de posto de caça a Lord Charles Somerset, antigo governador do cabo, que posteriormente foi hotel, salão de chá, entre outras atividades …. e que hoje alberga o novo restaurante de Luke Dale-Roberts, o bem sucedido chef e empresário que domina a restauração na Cidade do Cabo (podem ler mais sobre Luke – aqui).

Um edifício histórico, de forma rara, redonda como o nome indica, e com uma das mais bonitas vistas sobre Camps Bay, serviu de base para Sandalene (quem mais poderia ser!) criar um cenário completamente inesperado para quem, como nós, visita o restaurante pela primeira vez.

A vista sobre Camps Bay

Se a experiência de um restaurante vai muito para além da comida que nos é servida, no Salsify isso é rapidamente perceptível mal entramos no restaurante e nos deparamos com as primeiras nuances da decoração. À medida que vamos sendo acompanhados à mesa, a nossa host vai também introduzindo-nos à história do edifício e aos diferentes cenários criados por Sandalene. Da estátua da Lady Salsify ao graffiti de Lord Charles, tudo faz sentido e surpreende.

Lady Salsify

Alguns detalhes da decoração

Já à mesa, o espectáculo vai-se sucedendo de outra forma, com a equipa a mostrar logo de início que apesar de ser um restaurante novo (teria cerca de um mês quando o visitamos), todos estavam preparados e o serviço bem afinado. Introduzidos à carta e ao menu de degustação, optou-se por este último, acompanhado pelas escolhas vínicas do Sommelier Nash Kanyangarara.

Rapidamente somos introduzidos aos primeiros snacks, aqui com uma tempura de beterraba com sementes de mostarda e um biscoito de aipo com pesto de estragão trufa e parmesão.  Ambos muito bons na conjugação de texturas e sabores que abriram o palato para o que se seguiria.

Para acompanhar, e porque um cocktail nunca é demais, começamos com o Gin Tónico de assinatura, preparado na mesa, com toranja e bitters de cereja, e uma Margarita de Abacaxi e Fava Tonka.

Excelentes cocktails

Seguiu-se o momento do Pão, com uma excelente manteiga trabalhada com pó e óleo de folha de figueira. Não é fácil pedir um início muito melhor do que o que tivemos até aqui…

Minestrone de Primavera, Polvo, ostras e ervas
Um caldo claro que nos leva para água de tomate, com pedaços de polvo, ostra, salicórnia e algumas ervas. Muito bom no jogo de texturas e sabor, no entanto e olhando ao prato, certamente um pouco mais de salinidade só lhe ficaria bem!

No copo esteve um Pino Gris, Migliarina Grey Matter 2017. Uma casta rara na África do Sul, que aqui resultou num vinho cool e super fresco, cuja acidez crocante e o lado cítrico do vinho fez maravilhas na harmonização!

Espargos Grelhados, girassol e molho holandês
O Girassol é um elemento chave do prato, presente em várias formas, desde a semente, ao óleo com que montaram o molho holandês e o pesto gelado que cobre os espargos. Excelente prato vegetariano, da aparente simplicidade da cocção à magia de uma boa matéria prima como era o caso destes espargos.

A harmonizar esteve um vinho que me deixou rendido, Orpheus & The Raven Old Bushvine  Chenin Blanc 2017 – demonstra no nariz o seu estágio em madeira, em bom equilíbrio com a fruta. Na boca é rico e concentrado, resultando muito bem com as nuances gordas do prato e o sabor único dos espargos.

Vieira, Caril, romã e bhaji de cebola
Uma viagem às influências indianas na costa africana, com uma vieira irrepreensível, e várias técnicas de cocção que levaram o prato a bom porto. Fresco, especiado, crocante e leve!

Para acompanhar o prato a escolha do sommelier recaiu sobre um Chardonnay Domaine des Dieux 2014, um vinho complexo de nariz exótico e palato equilibrado pelas notas cítricas. Um certo lado doce do vinho conjugou muito bem com a vieira e o caril.

Peixe de linha, ervilhas, feijões e mateiga com fermento
Kabeljou, um peixe muito comum na região, aqui trabalhado de forma simples, e com o seu sabor a ser facilmente vencido pelos restantes elementos do prato. Mexilhões, ervilhas, ervas, butarga e um molho de manteiga queimada com um sabor distinto dado pelo fermento que elevaram o acompanhamento.

E porque as harmonizações estavam em alta, esta não foi excepção, com um Fable Mountain Jackal Bird 2014, um blend dominado pela Chenin Blanc, com estágio prolongado em contacto com as borras, que resulta num vinho diferenciador, complexo e introspectivo. No nariz, um lado cítrico, casca de melão e especiarias, enquanto na boca sentimos um bom punhado de fruta, com uma textura bem vincada e uma mineralidade muito própria que fez o casamento com o prato resultar.

Peito de pato à Pequim, Ameixa amarga e creme de noz
Longe de um verdadeiro pato à Pequim, este peito cozinhado de forma irrepreensível, o seu molho delicioso com as ameixas, os pickles e salsa de noz, criaram um conjunto de conforto sem o peso que muitas das vezes estraga o prato de carne num menu de degustação.

A acompanhar bebeu-se Foundry Shirah 2012, de boquet bem perfumado, com ervas, ameixa e especiarias. Na boca é complexo e intenso o que o tornou uma boa companhia para o pato.

Scone de Morango, compota de mirtilo e geleia de framboesa
Mais em jeito de primeira sobremesa do que de pré, esta combinação de frutos vermelhos em diferentes texturas e com diferentes cocções, equilibrado no açúcar e refrescado pelo gelado acabou por criar uma boa passagem e a desejada limpeza no palato.

Abacaxi Assado, bolo de coco, Kefir de leite de cabra gelado
Uma sobremesa que representa bem a forma como gosto de acabar uma degustação, leve e fresca, com bons contrastes de sabores e aqui também as diferentes temperaturas a fazerem toda a diferença. Muito bom!

As harmonizações finalizaram-se com um Keermont Fleurfontein Sauvignon blanc 2017, um Late Harvest, de excelente qualidade, com notas de alperce seco, citrinos e frutos secos, bem acompanhados por uma ótima acidez.

Um ótimo final, para um almoço já de si longo, a que se seguia uma longa caminhada no topo da Table Moutain (não, não houve nenhum incidente!)

Quanto ao serviço, irrepreensível! Profissional desde o primeiro contacto, cria facilmente um ambiente de fine dining mas com a descontração e leveza que o espaço pede. Nota apenas para a mise en scene, será mesmo necessário finalizarem todos os pratos na mesa?

Nos vinhos, e como foram lendo ao longo do artigo o trabalho de Nash Kanyangarara, contribuiu e muito para que me rendesse aos vinhos Sul Africanos.

Considerações Finais
Luke Dale-Roberts, a sua esposa Sandalene e desta vez com o chef Ryan Cole, criaram aquele que será provavelmente o “next big thing!” da Cidade do Cabo, depois do The Test Kitchen  e dos bem sucedidos e mais casuais The Pot Luck Club e The Shortmarket Club, o Salsify é já é um ótimo restaurante em qualquer lugar do mundo. A visita é obrigatória para os foodies que visitam a cidade, e se puderem optem pelo almoço e usufruam de uma vista inesquecível sobre um dos cartões postais da cidade.

Agora é esperar que consiga uma reserva num futuro regresso à Cidade do Cabo. Não será fácil certamente!

Salsify at the Roundhouse
Preço médio: 80€ sem vinhos
  The Roundhouse, Camps Bay – Cidade do Cabo
+27 021 01 06 444
reservations@salsify.co.za

English Version

Fotos: Flavors & Senses

 

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The Shortmarket Club

“Em equipa que ganha não se mexe…”

Foi assim que o aclamado chef Luke Dale-Roberts (nº 44 na World´s 50 Best Restaurants com o seu The Test Kitchen) se juntou à sua mulher Sandalene, e aos seus braços direitos, Wesley Randles na cozinha e Simon Widdison  na sala para, em meados de 2016, abrirem mais um espaço de sucesso, o The Shortmarket Club.

A premissa é aparentemente simples, um restaurante no centro da cidade, numa zona boémia e vibrante, um edifício histórico e uma cozinha que combina criatividade e conforto.

Randles e Simon, que trabalham com Luke desde os primeiros tempos do The Test Kitchen, assumem a gestão do espaço enquando Sandalene mostrou mais uma vez o brilhantismo da sua decoração.

Ao chegarmos à porta do Shortmarket Club pela primeira vez, dificilmente podemos esperar o que daí virá, uma entrada estreita e um corredor que nos levam a uma escadaria que termina num ambiente surpreendente. Podia ser um qualquer club ou speakeasy inglês, mas trata-se de um confortável e luxuoso restaurante em Cape Town.

Já instalados, não tardamos a pedir alguns cocktails enquanto vamos olhando para a carta e escolhendo pratos para uma refeição que se pretendia leve e rápida…

Ostras de Saldanha Bay
Ostras frescas da baía de Saldanha junto à cidade do cabo servidas com ótimo leche de tigre e limão. Um ótimo início!

A acompanhar chegou também um pão de boa qualidade, feito na casa, acompanhado por manteiga e ricotta caseira com bons temperos.  As primeiras impressões dificilmente poderiam ter sido melhores.

Atum Sambal Oelek
Com este primeiro prato finalizado na mesa com óleo de coco quente, percebemos a influência asiática no processo de criação. O Atum em jeito de tataki estava temperado com sambal oelek (condimento de malaguetas típico do Sri Lanka e Sudoeste Asiático), combinado com coentros, manjericão e cebola roxa. O contraste do óleo quente com a textura fresca do atum e das ervas criou uma boa simbiose de sabores e texturas na boca. Muito elegante!

Tártaro de Cabra de leque, parmesão, noz e molho ponzu
Cabra de leque é a famosa gazela de pequeno porte que serve de imagem à seleção Sul Africana de Rugby. Prato muito bem apresentado e muito bem conseguido, com vários elementos e texturas, mas com a carne a manter-se como destaque principal.

Couve flor tandoori
O prato vegetariano é um mergulho na Índia, onde não faltou o sambal, o masala, o arroz jasmim, o coco e o chutney. Mais uma vez um excelente contraste de sabores e texturas que resultou num prato vegetariano que não me importaria nada de degustar várias vezes.

Bochecha de Porco crocante, endívia, gorgonzola e mel
Um prato de assinatura do chef que nos conquista rapidamente, o jogo de texturas e a apresentação segue a mesma linha dos pratos anteriores, aqui com o contraste do queijo, com a vinagrete de mel e as nozes pecan a funcionar muito bem com a gordura do porco e o lado amargo da endívia.

Batatas assadas em gordura de pato
Como acompanhamento pediu-se umas batatas assadas, mas na realidade este “simples” prato foi talvez o mais surpreendente. Textura e sabor, muito sabor, fizeram destas as melhores batatas que provei em muito, muito tempo!

Simples e bem executados cocktails, aqui com a versão de um Clover club

Pêssego, ricotta, gelado de pinhão, pão de ló e mel infusionado com hortelã, tomilho e limão
Uma sobremesa leve e delicada, muito bem conseguida na combinação de sabores, com destaque mais uma vez para a excelente ricotta e o ponto do fruto. Um belíssimo final!

O serviço não podia ter decorrido de melhor forma, sentados ao balcão, não faltaram temas de conversa com a equipa de bar, sempre prestáveis e com a resposta na ponta da língua para as diversas questões sobre os pratos.

Considerações Finais
Apesar do selo de garantia dos seus proprietários confesso que não cheguei ao The Shortmarket Club com as maiores expectativas, no entanto, as surpresas foram-se sucedendo desde a porta (chegamos antes de abrirem e sem reserva e garantiram-nos logo ali que nos conseguiriam dois lugares no bar), à decoração, passando pela atenção da equipa e acabando como é óbvio na proposta gastronómica. Esta última com o cozinheiro a apresentar um conceito próximo da cozinha de bistrô, com simplicidade, conforto e sabor mas com uma influência bem vincada dos sabores asiáticos, da frescura, ervas, especiarias e muitas texturas.
Uma agradável surpresa no coração da Cidade do Cabo, que se revela o espaço certo para uma refeição de fine dining um pouco mais informal, num ambiente único e cosmopolita!

 

The Shortmarket Club
Preço médio: 50€ sem vinhos
88 Shortmarket Street – Cidade do Cabo
+27 021 447 28 74
info@theshortmarketclub.co.za

English Version

Fotos: Flavors & Senses

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A magia e os néctares africanos da Bouchard Finlayson

Estabelecida em 1989 na famosa região vínica de Walker Bay na Western Cape, a Bouchard Finlayson sempre se assumiu como um produtor boutique, focado na qualidade e diferenciação dos seus vinhos. Internacionalmente ganhou prestígio e pergaminhos com as suas produções de Pinot Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc, muito por culpa de Peter Finlayson, que antes de se estabelecer e fundar a empresa junto com a família Bouchard, criou durante vários anos os míticos vinhos da Hamilton Russell, onde começou a explorar a sua paixão pelo Pinot Noir, e a forma do explorar naquela região tão própria de Capetown.

Peter Finlayson

Hoje as ações da empresa estão entregues à família Tollmans (responsáveis pelo grupo de hotéis Red Carnation), mas os vinhos e as vinhas continuam entregues às mãos treinadas de Peter.

Por falar em vinhas, nem só de Pinot, Chardonnay ou Sauvignon Blanc vivem as terras da empresa, expandidas por um vasto e virgem território que respeita e homenageia toda a flora da região, ou não fosse a região do Cabo considerada um Reino Floral (Fitocório) por si só, conhecido por Fynbos.

E foi por aí mesmo que começou a nossa visita pelos domínios da Bouchard Finlayson, uma visita pela propriedade, para conhecer uma vastidão de plantas, flores e alguns animais que habitam os terrenos lado a lado com as vinhas. Para isso não podíamos ter tido mais sorte, a acompanhar-nos esteve Frank Woodvine, o Botânico responsável por manter toda a propriedade bem conservada em termos de plantas e biodiversidade da região.

Frank Woodvine e a famosa Prótea Sul Africana

O passeio começa de forma simples, uma viagem de carro até um descampado onde Frank começa por nos explicar algumas questões relativas à atmosfera e ao fynbos. Até aqui tudo bem, depois o difícil é mesmo acompanhar o ritmo de Frank, encosta acima enquanto se movimenta em direção a mais uma planta. Seria fácil de compreender essa dificuldade se o Frank não tivesse quase 90 anos, mas assim só serve mesmo para nos dizer que temos de passar mais tempo no monte e menos no ginásio.

O passeio é lindíssimo, as plantas são de uma beleza ímpar, e apesar de já conhecermos algumas delas, é sempre diferente quando as vemos no seu habitat. Mas o especial desta viagem é mesmo o Frank, a sua postura, o brilhantismo com que nos fala e explica cada detalhe e acima de tudo a sua forma de estar e o modo como entregou a sua vida a defender a essência da sua região.

Obrigado Frank!

Uma toca de Porco-espinho

 Depois de uma longa e inspiradora caminhada regressamos à Adega, agora sim para nos sentarmos à mesa e podermos provar os famosos vinhos da casa servidos pela mão do próprio Peter.

Começamos com o Blanc de Mer 2018, um blend, onde predomina o riesling, com notas bem florais, e aromas de alperce e marmelo, bem equilibrados por uma interessante frescura, ou não estivéssemos com o oceano logo ali ao lado. Seguiu-se o Sauvignon Blanc 2018, uma casta que no meu caso é sempre um pouco mal amada, salvo raras excepções de terroir, e aqui se mostrou fresco, muito, muito tropical, crocante e de final equilibrado. Uma boa surpresa!

enquanto vamos provando os vinhos…

Ainda nos brancos, provou-se o Chardonnay Sans Barrique 2017, que como o próprio nome indica não passa por madeira. Um vinho fresco, muito elegante, de nariz diverso, e com uma complexidade acima da média, revela que à semelhança dos vinhos  mais estruturados pela madeira, também ele irá envelhecer muito bem. O Mission Valley 2016 é um Chardonnay “clássico”, à boa maneira da Borgonha, com estágio em madeira durante 8 meses. Um belíssimo vinho, complexo, estruturado, com a madeira muito bem casada, a fruta a fazer-se sentir, com destaque para pera e pêssego e um final longo que se mantém na boca.

Nos tintos, passamos pelo Galvin Peak 2016, um 100% pinot noir que nos mostra bem porque é Peter Finlayson conhecido por criar os melhores pinot noir sul africanos. Nariz floral, com fruta vermelha, madeira muito bem conjugada com a fruta, trazendo à boca uma excelente complexidade e equilíbrio. Um belo vinho!

Provou-se ainda o Hannibal 2016, um blend onde predomina a Sangiovese, com pinot noir e nebbiolo, entre outras castas. Um trabalho clássico de enologia, que resulta num vinho que facilmente nos transporta para Itália e os aromas e sabores dos seus vinhos, embora aqui resulte num blend complexo, leve e fácil mas simultaneamente tânico e complexo na fruta. Muito bom!

Por fim,  não podíamos deixar de escrever sobre o Tête de Cuvée 2017, um vinho raro e exclusivo, do qual foram feitos apenas 4 barris. Trata-se de um 100% pinot noir, que apenas é lançado em anos excepcionais, aqui a apresentar um que ainda se está a construir, com a madeira a precisar ainda de mais tempo para se casar com a fruta, mas também a apresentar uma combinação de fruta escura e especiarias muito prometedora. Daqui a 5/6 anos será um grandíssimo vinho!

Parece que terminamos bem!

Dificilmente poderíamos pedir melhor para uma primeira prova de vinhos em solo africano, excelentes vinhos e um cicerone de respeito! A Bouchard Finlayson é uma daquelas empresas que apesar de fugir das regiões mais afamadas de Stellenbosch ou Constantia, conseguiu o seu lugar na rota dos vinhos sul africanos, muito por culpa de Peter Finlayson, por um dia ter acreditado que o vale de Hemel-en-Aarde seria perfeito para as uvas mais famosas da Borgonha.

Uma região imperdível, vinhos irresistíveis!

Bouchard Finlayson 
Visitas de Segunda a Sexta – 9h/17h | Sábado – 10h/13H
R320 Road, Hermanus 7200 – África do Sul
South Africa+27 28 312 3515
info@bouchardfinlayson.co.za

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Fotos: Flavors & Senses

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The Twelve Apostles

Numa das melhores localizações de Cape Town fica um dos mais idílicos hotéis de sempre!

Com a Twelve Apostles e a Table Mountain (quem não sabe ao que me refiro vai ter de ler o artigo sobre o que fazer na cidade do Cabo) como confidentes, este hotel roubou o nome à primeira!

Pertence ao grupo Red Carnation da família Todman desde 2002, e é um dos elementos pertencentes ao Leading Hotels of the World.

Primeira impressão
O The Twelve Apostles causa uma excelente primeira impressão mesmo antes de chegarmos ao hotel, quando decide preparar ao pormenor toda a nossa estadia sem sequer nos conhecer.

Respondemos a um questionário por e-mail que garantiu ao hotel um total conhecimento sobre as nossas preferências e sobre nós.

O caminho para o hotel percorre-se com o Atlântico como companhia, as vistas são de cortar a respiração e a atmosfera da beleza de Cape Town intensifica-se quando entramos no The Twelve Apostles.

Somos recebidos por toda uma equipa repleta de boa disposição e com sorrisos estampados no rosto.

O hotel é todo branco e encontra-se inserido entre a montanha e o oceano! Combinação perfeita, certo?!

Facilmente nos apercebemos que o estilo colonial é dominante, sendo o branco e azul às cores utilizadas, desde as fardas do staff à decoração de cada pormenor.

Na recepção somos convidados a sentar e a descansar um pouco da longa viagem.

Imediatamente percebo a simpatia dos funcionários, sempre atentos às nossas necessidades. O lobby é pequeno e agitado duma forma elegante, sem aquele exagero de um business hotel.

Adornado por flores e peças de arte convida ao confronto mas também à curiosidade de querer ver mais e mais.

Somos acompanhados ao nosso quarto e vamos apreciando tudo à nossa volta, todo o chão é em alcatifa, o que lhe confere um conforto sem igual mas que também deve dar imenso trabalho aos funcionários! Cada parede tem um quadro, alguns daqueles que da vontade de trazer connosco para casa, e o que mais captou a minha atenção foi o facto de haver funcionários por todo o lado, com um ar educado e tímido mas sempre dispostos a fazer da nossa estadia a melhor de sempre.

Cara de sono?

Quartos
Mesma linha colonial. Um Deluxe Room onde o Branco e azul são dominantes. Confortável e elegante ao mesmo tempo.

A casa de banho era pequena mas perfeitamente funcional e tinha menu de sabonetes – algo que nunca vi em nenhum hotel!

A cama, uma King Size, era de extremo conforto e tinha o menu de almofadas mais incrível de sempre.

Um dos ex libris do quarto? A varanda com vistas quer para a montanha quer para o Oceano.

No quarto tínhamos à disposição chá e café e esperavam-nos também vinho e doces.

Os roupões eram os mais bonitos que já tive, numa espécie de kimono azul e branco, de tão elegantes que fui à loja do hotel, que tinha coisas muito interessantes, comprar um para trazer comigo para casa.

O melhor do quarto, aliás, o melhor do hotel foi o serviço. Todas as noites chegávamos ao quarto e ele estava preparado duma forma tão peculiar – Iluminado com velas, com cromoterapia e com os roupões deixados graciosamente em cima da cama. Um completo sonho!

Restaurantes
O hotel conta com três restaurantes bem distintos.

O principal – o Azure é onde servem o pequeno almoço, e deixem-me que vos diga, o The Twelve Apostles tem dos melhores e mais variados pequenos almoços que já provei.

Com ostras e espumante à discrição, tem um menu que garante opções para todos os palatos.

 E por falar num pequeno almoço com vistas…

Este restaurante tem um ambiente elegante e extremamente cosy que segue a linho de decoração de todo o hotel. Tem uma varanda com uma vista privilegiada sobre o oceano, que garante uma atmosfera romântica.

Ao jantar o ambiente é de Fine dining e tivemos uma experiência bastante interessante numa das nossas noites no hotel.

 selecção de pães e manteigas do Azure

Reconhecido com um dos mais famosos restaurantes de inspiração clássica de Cape Town, o nosso jantar começou com uma boa seleção de pães, onde se destacava a focaccia, e seguiu por uma longa degustação, onde não faltou abalone, uma panna cotta de ervilhas,  Mexilhões,  um fantástico lombo de cabra-de-leque, um tipo de Gazela, e um belo bife com abóbora e cogumelos shiitake.

 Um delicioso lombo de Cabra-de-leque servida com beterraba, pickles e jus de veado

Entre vários vinhos e vários pratos seguimos para o capítulo doçeiro com diversas texturas de chocolate, cacau e cereja. Muito bom!!

 Chocolate, cacau e cereja

Outra das opções de restaurante e o The Café Grill – aqui é onde são servidas todas as refeições ao longo do dia, quando, por exemplo, estamos a relaxar na piscina. E que parece um autêntico restaurante de praia, vão perceber o que quero dizer ao olharem para as fotografias.

The Café Grill

Está quase como que inserido na montanha e na natureza envolvente, e é um dos mais bonitos locais de todo o hotel, pois contempla mesmo ao seu lado, uma piscina de de água natural vinda da montanha (gelada, como é óbvio!) que nos transporta com os sons da natureza para outro mundo!

E por último mas não menos importante! Temos o meu local preferido do hotel! O Leopard Bar!

The Leopard Bar

Que local incrível! No dia em que chegamos à Cidade do Cabo já era tarde, e optamos por não sair do hotel, mas também não nos apetecia jantar uma refeição completa, por isso optamos por ir ao bar e petiscar algo por lá, mas mal nós sabíamos que o bar era um dos principais pontos de encontro dos moradores de Cape Town. E então de repente demos de caras com um ambiente extremamente cosmopolita, agitado e cheio de energia, com uma atmosfera quase Londrina!

Sabíamos que a noite prometia!

Primeiro um por do sol de cortar a respiração, depois música ao vivo (como é habitual todas as noites) e depois um menu de Gins que nos surpreendeu duma forma que não esperávamos.

Pelo meio fomos petiscando, porque entre Gins, espumante e cocktails a coisa já não estava fácil! Mais uma vez, também aqui, o mais importante foi a componente humana! O barman que acompanhou a nossa noite foi duma simpatia e duma atenção sem igual.

Incrível como é sempre essa componente humana que que mais me cativa seja em que serviço for.

Degustação de alguns surpreendentes Gin’s Sul Africanos

Serviços
O The Twelve Apostles, como qualquer outro hotel de luxo, abrange todos os serviços típicos desta categoria de hotéis. Talvez o que mais o destaca seja esta componente humana de que tanto falo, mas sobre isso aprofundo no próximo item.

O hotel conta com uma sala de eventos com terraço, perfeita para qualquer tipo de celebração. E com o oceano como companhia. Aqui podem celebrar-se pequenos encontros, conferências, festas e até mesmo casamentos, apoiados pelo catering do restaurante principal.

Quanto a locais de lazer o hotel conta com duas piscinas, uma, como já referi, de água natural, proveniente da montanha, e outra de água quente num terraço muito bem situado em frente ao oceano.

Para os mais ativos existe um ginásio aberto 24h por dia.

Um dos ex libris do hotel, é o seu Spa.

Este está munido de 7 salas de tratamento, uma área de bem estar com águas aromatizadas e pequenos snacks e um circuito de água que todos os spas deveriam ter – três pequenas piscinas, uma com um efeito terapêutico semelhante ao mar morto, outra extremamente quente e outra gelada! A ideia é fazer as três num total de 15 minutos e depois descansar 2h! É uma espécie de relaxamento total, em que a sensação que temos é a de que o nosso corpo pesa uma tonelada e em que ao fim de 2h estamos novos e rejuvenescidos!

Uma sensação de bem estar perfeita!

Outra das atividades diferenciadoras do Hotel é o seu cinema, com direito a pipocas e coca cola como manda a tradição!

Mas o hotel é mais do que meras atividades de interior e por isso garante aos seus hóspedes uma panóplia de opções por toda a cidade. Seja passeios à V&A Waterfront, seja para alguma praia mais longe, seja para a Table Mountain. Esses passeios podem ser organizados pelo hotel ou o staff pode apenas garantir o transporte até locais próximos, uma vez que tem uma série de shuttles sempre disponíveis para transportar todos os hóspedes.

Nota máxima para este ponto, uma vez que a equipa reúne todos os esforços para suprir todas as nossas necessidades, garantindo acima de tudo a nossa segurança.

No nosso caso em concreto e como fomos jantar a alguns restaurantes, o hotel garantiu sempre que não regressávamos de táxi mas sim com um dos motoristas deles.

Nisto, o Concierge foi incansável, – obrigada Dane por tudo!

Outra das atividades do hotel é organizar piqueniques nos locais mais paradisíacos da cidade e visitas a regiões ou quintas vínicas!

No caso fomos até à Bouchard Finlayson, uma vez que esta pertence à mesma família proprietária do hotel. Aqui tivemos o prazer de conhecer o carismático Frank Woodvine, de quase 90 anos, que nos mostrou toda a propriedade e nos deu uma aula de biologia como nunca tivemos em todos os nossos anos de escola, e que foi dos anfitriões mais enérgicos de sempre, que com os seus quase 90 anos corria por todo a vegetação e vinha e me fazia suar para o acompanhar!

Acompanhar o Frank foi um dos melhores e simultaneamente mais difíceis, momento de toda a viagem

A clássica Protea de Cape town

Bouchard Finlayson

Após está agradável surpresa foi tempo de relaxar para um almoço com Peter Finlayson e degustar os seus vinhos, provavelmente os mais famosos Pinot Noir da África do Sul, mas sobre isso falará o João.

Além desta região e quinta, o hotel organiza para os seus hóspedes idas a muitas outras regiões, como Kostantia e Stellenbosch.

Atendimento
Sem me querer tornar repetitiva, já vos disse que o melhor do hotel foi o staff?!

Acho que deve ter sido dos melhores serviços que já tivemos num hotel. A equipa era duma simpatia genuína, duma preocupação constante, desde os motoristas dos shuttles aos recepcionistas, aos barman do Leopard Bar e ao Dane, um dos concierges, que foi maravilhoso connosco e com que criamos uma empatia muito grande.

Até à funcionária da loja do hotel onde comprei o meu roupão era meiga!

Nada falhou nesta equipa!

Acho que só me resta falar-vos na Rainha do Hotel!!!! A Ingwe, e quem é ela perguntam vocês? Uma gatinha muito linda que circula pelo hotel livremente e que basicamente manda naquilo tudo! Tanto que, os pratinhos de comida e de água estão atrás da recepção! Por isso, não se admirem de chegarem ao hotel e a Ingwe Estar sentada a descansar na secretaria da recepção ou no sofá!

Até breve The Twelve Apostles!

The Twelve Apostles
Quartos a partir de 300€
Victoria Road, Camps Bay – Cape Town 
+27 21 4379 000
reservations1@12apostles.co.za

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Fotos: Flavors & Senses

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Voar com a Iberia para a África do Sul

Sempre gostei de voar, mais pelo significado e pela vontade de chegar a um novo destino, do que propriamente pelas horas de voo, o prazer de estar num avião ou o desespero que é o tempo perdido em aeroportos e segurança (sempre a pior parte).

Se para mim, que viajar significa quase sempre prazer e coisas boas, é assim, imaginem para quem voa constantemente em trabalho! É por esses e para esses que as companhias trabalham constantemente para melhorar os seus serviços, criando Lounges nos Aeroportos e áreas nos aviões, nomeadamente as Business e First class, onde o conforto e as comodidades transformam, as horas “perdidas” em momentos bem mais convidativos, quer para quem precisa de trabalhar, quer para quem simplesmente necessita de um bom descanso antes da chegada ao seu novo destino.

Na sequência da nossa última viagem para a África do Sul, mais propriamente para a Cidade do Cabo, o melhor voo que encontramos foi com a Iberia, fazendo Porto – Madrid, Madrid – Joanesburgo e Joanesburgo – Cidade do Cabo. Voos mais curtos, com uma companhia confiável (desculpem-me algumas das companhias africanas) e com muito menos horas de escalas e voos, sem dúvida a melhor opção para quem quer partir rumo à ponta de África a partir do Porto.

Premium Lounge Velásquez

Nesta viagem tivemos oportunidade de conhecer dois dos Lounges da Iberia no Aeroporto de Madrid, primeiro o Premium Longe Velásquez e posteriormente antes do regresso ao Porto, o Premium Lounge Dali, nomeados numa clara homenagem aos grandes artistas espanhóis.

Premium Lounge Velásquez
Bem recebidos à entrada, somos rapidamente conduzidos ao interior do Lounge depois da confirmação dos nossos acessos. Espaço recentemente redecorado, não faltam diferentes zonas de descanso ou de trabalho, com luz apropriada, bons materiais e todo o tipo de ligações para que não haja nenhuma bateria sem carga, como já é habitual num bom Lounge.

A comida e as bebidas à discrição de cada visitante, são sempre alguns dos pontos mais avaliados por quem visita estes espaços, pelo que aqui isso não é esquecido, é certo que não estamos perante as “loucuras” das grandes companhias do Médio Oriente, mas não faltam Gins e outros digestivos de primeira categoria, juntando-se a bons vinhos espanhóis e uma vasta selecção de cervejas.

Na comida, a oferta flui entre as saladas, sandes, seleção de queijos e embutidos e claro alguns pratos quentes, para terminar em beleza com os sempre simpáticos gelados da Häagen-Dazs que acabaram a acompanhar-me na rápida viagem até à porta que nos levaria ao avião.

Embarque
Chegamos perto do final da hora dos embarques (o conforto do Lounge tem destas coisas) e fomos prontamente acompanhados à porta de acesso para a business class, pelo que tudo decorreu rapidamente, em poucos minutos estávamos confortavelmente instalados e com um copo de um simpático Cava nas mãos.

 

Avião
Bem, o Airbus A330 é um dos aviões comerciais mais utilizados do mundo, e o da Iberia, mantém as mesmas linhas que muitas outras companhias, e ainda bem, o conforto, espaço e entretenimento estão garantidos nas cabines individuais da Business Class.

Existe os habituais espaços para guardar bens, carregadores, uma mesa especialmente bem pensada para colocar o objectos ou bebidas sem atrapalhar a mobilidade do passageiro. Almofadas confortáveis, uma manta, meias e, claro, um acento totalmente reclinável.

Refeições
Como é habitual, à chegada somos recebidos com um copo de Cava ou sumos naturais, para brindar ao início de mais um voo. Como o nosso voo era noturno começamos com um jantar  tardio, com várias opções à carta, que resultaram em alguns momentos surpreendentes. Uma salada de peixe fumado com laranja, pão escuro, queijo azul e marmelada, e mais uma salada, com legumes crocantes e vinagrete foi um surpreendente início de refeição a bordo.

Peixe fumado e laranja

Mantendo-me no vinho branco, seguiu-se uma bochecha de porco ibérico com esmagada de batata e legumes (já vi bem pior a ser servido em teoricamente “bons” restaurantes).

Bochecha de Porco Ibérico

Para finalizar o jantar, uma das boas surpresas foi um bolo de cenoura e especiarias, bem acompanhado por um copo de Xerez (que diga-se fez um belo trabalho a ajudar-me a adormecer).

 Bolo de cenoura e especiarias

Depois de alguns Gin & Tonic, uns quantos filmes e umas boas horas de sono, chegou o momento do pequeno-almoço, aqui também com uma irrepreensível selecção, Omelete, carnes fumadas, tostas, fruta laminada e os iogurtes que normalmente também habitam no frigorifico cá de casa. Estávamos em boas mãos!

Pequeno-almoço

Serviço
O Serviço que experienciamos foi irrepreensível a todos os níveis. Sem um Staff alargado, estiveram sempre presentes, com uma especial atenção ao nosso conforto e ás nossas necessidades durante o tempo de voo.

Entretenimento
Um voo não se faz só de uma cama confortável (não que seja não seja perfeito, poder dormir durante todo um voo, com todo o conforto do mundo), ou de bebidas e comida, para isso a Iberia conta com alargadíssimo leque de filmes e séries,  muitos deles em várias línguas (incluindo o português), canais de tv, jogos, e ate mesmo alguns MB de acesso Wi-fi para que nenhum email ficasse por enviar durante o voo.

Deu para ver uma série de filmes, descansar, dormir e aproveitar ao máximo o voo.

No regresso a Madrid, e depois de mais uma confortável viagem nocturna, seguiu-se um belo almoço na cidade e um regresso ao Aeroporto, mais propriamente, ao Lounge Dali, antes do regresso a casa.

Premium Lounge Dali
Fomos novamente bem recebidos à entrada e rapidamente chegamos a um espaço também ele recentemente redecorado, e muito semelhante ao Lounge Velásquez, aqui com a vantagem de aproveitar uma zona arquitectónica muito bonita do aeroporto.

Lounge bem cheio de visitantes, mas ainda assim foi fácil uma zona de descanso confortável para aguardar pelo voo de regresso ao Porto, enquanto vamos aproveitando mais um ou outro snack, e claro o gin tónico que nunca pode faltar.

Voar assim torna-se fácil! A Iberia conseguiu surpreender-me do primeiro ao último momento desta ligação entre Portugal e a África do Sul.

Até breve!

Versão Portuguesa

Fotos: Flavors & Senses

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Flavors & Senses – Os Melhores Para 2019: A Cerimónia

A 6ª edição dos prémios Flavors & Senses – Os Melhores Para… foram entregues na passada segunda-feira dia 25 de Março, no sempre elegante e romântico Hotel Pestana Palácio do Freixo, inserido na agitada semana da Porto Food Week.

Momentos de espera antes da abertura da sala

Uma parceria de sucesso, que nos permitiu mais uma ver dar um salto qualitativo a que sempre nos propomos, uma melhor organização, mais convidados, e claro um ambiente de festa e descontração onde a gastronomia é a nossa celebração.

Este ano contamos com o patrocínio da Belo Inox, a empresa portuguesa de cutelaria que acreditou nas nossas ideias loucas e abraçou o desafio de se tornar o patrocinador principal dos prémios, assim como de todas as categorias de personalidades.

O apoio já habitual da Riedel, através da Portfolio, que permitiu à Alejandra Jaña, personalizar para os nossos prémios duas das peças mais emblemáticas da marca, o copo Riedel Sommelier Bordeaux Grand Cru e o Decanter Tyrol com os quais presenteamos os vencedores.

Outro apoio de peso foi a Zomato, que este ano se juntou a nós para apoiar os prémios, criando coleções específicas com todos os nomeados, e com apoio específico à categoria “Restaurante Trendy”.

Com um maravilhoso dia de “Verão” e os convidados a chegar a bom ritmo, começamos a festa com grandes Vinhos como já vem sendo hábito nos nossos eventos. Mais uma vez a cargo da Niepoort, com o tempo a pedir stocks dos brancos Wana Bi e Gonçalves Faria, aos quais se juntaram o natural e descontraído Drink Me do projecto Nat’Cool e o do Dão 100% Touriga Nacional.

Este ano as iguarias foram apresentadas de diferente forma, com o Chefe Tony Salgado, do Pestana Palácio do Freixo, a trabalhar as carnes frescas da Bísaro, assim como o Polvo e o Bacalhau da Brasmar. Para cativar alguns dos palatos mais apurados do País, não faltaram croquetes de alheira, polvo panado com guacamole, Bao de entrecosto de bísaro, Cachaço de bísaro com espuma de batata ou creme de bacalhau e grão com ovo Bt.

“My Precious”

Como não podia deixar de ser houve também a sempre concorrida bancada da Bísaro, que este ano nos conquistou mais uma vez com o seu presunto com 30 meses de cura, magistralmente cortado no momento. Destaque ainda para os restantes cortes e peças de fumeiro, como o Lombo, Cachaço (sempre o meu preferido), chouriça picante e claro pão, bola e folar que me transportam sempre para o coração de Trás-os-Montes.

Antes de passarmos à apresentação dos prémios, mais uma vez a meu cargo e da Cíntia (qualquer dia já pareço um “monstro de palco”), houve tempo para a primorosa atuação da fadista Helena Sarmento, que com os seus músicos, trouxe um pouco mais de brilho e charme ao nosso evento.

O fado de Helena Sarmento que abrilhantou o início da entrega de prémios

Este ano coube à categoria de Loja Gastronómica a abertura dos prémios, com o a Queijaria do Almada a sair premiada.

Alberte Xoan, o galego responsável pela Queijaria do Almada, preparado para um discurso em “Portunhol”

Seguiram-se os Restaurantes Fora de Portas, com o prémio “Restaurante Beiras”a ser recebido pelo surpreendido Ricardo Nogueira do afamado Mugasa, celebre pelo seu incomparável  Leitão à Bairrada. Já no Restaurante “Trás-os-Montes” o vencedor foi o recém estrelado G Pousada, com António Geadas a subir ao palco para celebrar o trabalho de toda uma família. Para finalizar os prémios “regionais”, subiu ao palco  António Loureiro, que pela 1ª vez venceu o prémio “Restaurante Minho” depois de ter, também ele, conquistado a estrela para o seu A Cozinha por António Loureiro.

 O emotivo Ricardo Nogueira do Mugasa

Tó Geadas, fala da família e toda a importância da sua união para atingirem todo o reconhecimento que têm conseguido nos últimos meses para o seu G.

 António Loureiro o grande vencedor dos restaurantes Minhotos, com o seu “A Cozinha” 

A equipa da Zomato anuncia o vencedor da categoria Trendy

Ao agitado e cosmopolita Romando Privé, couve o título de “Restaurante Trendy”, com Nelson Pena a fazer prova de que é possível estar na moda e criar projectos originais, fora dos centros urbanos.

Visivelmente emocionado, Nelson Pena agradeceu e falou sobre um grande projecto de família, que são os seus restaurantes 

A Pedro Braga do Mito, calhou a subida ao palco pela vitória na categoria “Restaurante de Partilha”.

Pedro Braga, o homem forte de 2019 no que diz respeito a cozinha de “Partilha”

O prémio de “Restaurante Tradicional”, caiu novamente nas mãos da Adega São Nicolau, com Renata Coelho, a protagonizar um dos momentos mais simbólicos e emocionantes da noite.

Renata Coelho, responsável pela Adega São Nicolau, com mais um prémio de “Restaurante Tradicional”

Seguiram-se os prémios Especializados, com o de “Cozinha Internacional” a viajar mais uma vez para o japonês Ichiban.

 João Vitorino, em representação de toda a equipa do Ichiban

Enquanto o jovem Fava Tonka, levou para casa o de “Cozinha de Produto” pelo seu trabalho em torno dos legumes e vegetais.

Ricardo Rodrigues e Nuno Castro, os enfants terribles de Leça da Palmeira

Com Nuno Castro e Ricardo Rodrigues a voltarem mais tarde ao Palco para receberem respectivamente os prémios de “Chefe a Seguir” e “Empresário do Ano”.

Cíntia Oliveira e Raquel Castro da Belo Inox durante o anúncio do Empresário do Ano

Ricardo Rodrigues com o prémio Belo Inox de Empresário do Ano

E Nuno Castro, bem vestido, com a jaleca de Chefe Revelação e um belíssimo faqueiro Belo Inox

Na nova categoria de “Casual Fine Dining”, onde se premeiam restaurantes sofisticados, com cunho de autor, bom ambiente mas com um clima e uma cozinha menos “exigente” que os padrões conhecidos para os espaços de alta cozinha, o vencedor foi o Almeja, do jovem e talentoso chefe João Cura, que voltaria também ele ao palco para receber o prémio de “Restaurante Revelação”.

Paulo Amado das Edições do Gosto e criador do Pensar Cozinha, a receber o chef João Cura pelo prémio de Restaurante Revelação

João Cura do Almeja, numa das suas subidas ao palco


Nos prémios de “Serviços”, o prémio ficou mais uma vez nas mãos da equipa de “O Paparico”, para a categoria de “Serviço de Sala”. Enquanto que o The Yeatman levou novamente para casa o título de melhor “Serviço de Vinhos”, este ano com o Apoio da Niepoort.

Sérgio Cambas e José Araújo, os rostos que ano após ano fazem brilhar a sala d’ O Paparico

Um prémio em que ambos, Sérgio Cambas de O Paparico e Beatriz Machado do The Yeatman, quiseram deixar os prémios nas mãos das suas equipas.

Beatriz Machado do The Yeatman juntamente com alguns elementos da sua equipa e Paulo Silva da Niepoort

Uma das categorias que mais prazer nos deu criar nesta edição de 2019, foi a de “Chefe Pasteleiro by Belo Inox”, com o prémio a cair nas mãos do génio criativo, Fábio Quiraz, pelo trabalho que tem vindo a realizar n’ O Paparico.

 Fábio Quiraz, o jovem transmontano que se transformou num dos mais talentosos e promissores pasteleiros nacionais 

Para terminar, o ainda jovem Euskalduna, e o seu líder  Vasco Coelho Santos, revelaram-se mais uma vez os grandes vencedores da noite, com 3 prémios, respetivamente  “Restaurante de Autor”“Chefe do Ano by Belo Inox” e o almejado “Restaurante do Ano” uma prova de que um projecto tão diferenciador, conseguiu entrar de estaca e fixar-se como um dos porta estandartes da cena gastronómica portuense e nacional.

Vasco Coelho Santos a admirar o faqueiro personalizado que premiou o Chefe do Ano


 Euskalduna Studio e Semea by Euskalduna em Palco pela vitória em Restaurante do Ano

Prémios e vencedores apresentados, foi tempo dos convidados se soltarem e confraternizarem enquanto iam regando o espírito com os vinhos da Niepoort e enquanto passavam também ao capítulo doceiro com os nossos já clássicos e deliciosos Pastéis dos Remédios e os Pudins Abade Priscos da Doçaria da Cruz de Pedra em Braga.

Impossível resistir ao Abade Priscos da Doçaria da Cruz de Pedra

E foi assim, mais uma vez, com um incrível clima de confraternização e amizade que acabamos a noite a celebrar as pessoas, o seu trabalho e toda a cena gastronómica do Porto e do Norte. Muito mais do que os vencedores, celebrou-se uma identidade, uma cultura e um momento ótimo da nossa gastronomia.

Não posso finalizar o artigo sobre este inesquecível final de tarde, tão memorável e  tão bem passado sem referir o apoio incondicional do Tiago Lessa e do seu Estúdio Cozinha, do design sempre preciso da Alejandra Jaña, e da Químico Digital, empresas e pessoas dispostas a ajudar sem pedir ou exigir nada em troca, só assim  fizemos o impossível de criar um evento deste género, que vive sem grandes patrocínios ou fundos.

Que surgam mais novidades e até 2019!

PS.

Caso Queiram saber mais sobre cada um dos restaurantes vencedores podem visitar o site da Zomato 

Mais Informações:
Belo Inox | Edições do Gosto | Pensar Cozinha | Portfolio | RiedelNiepoort | Bísaro | Doçaria Cruz de PedraBrasmar | Estúdio Cozinha | We Came From Space |Químico Digital | Pestana Palácio do Freixo | Zomato

Fotos: Luís Ferraz/ Edições do Gosto

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Flavors & Senses – Os Melhores para 2019: Nomeados e Vencedores

Este ano os prémios “Flavors and Senses – Os Melhores Para…” estiveram de regresso, depois de uma pausa e uma reflexão em 2018, 2019 marcou a sua 6a edição e, como qualquer criança, soube manter o seu processo de crescimento, 1º associando-se à edição de estreia da PORTO FOOD WEEK, mas também por continuar a melhorar a sua oferta em termos de categorias e novos prémios. Este ano deu-se a divisão da categoria RESTAURANTE ESPECIALIZADO, a partir da qual nasceram os prémios COZINHA INTERNACIONAL e RESTAURANTE DE PRODUTO, assim como as novas categorias CASUAL FINE DINING, e o prémio especial para celebrar o melhor da pastelaria – CHEFE PASTELEIRO DO ANO. Uma alteração que visa dar protagonismo a mais espaços e a mais trabalhos de valor que merecem também eles ser reconhecidos pela excelência do seu trabalho.

A escolha dos nomeados é feita depois de muito debate entre a nossa equipa, depois de avaliarmos a média de uma primeira escolha onde consultamos um restrito grupo de pessoas, desde simples comensais a chefes, bloggers e jornalistas, e finalizada por nós com todo o cuidado e dedicação, pelo que acreditamos que todos os 5 nomeados merecem um destaque especial e que cada um deles seria um justo vencedor na respetiva categoria.

Mas, como em todos os prémios, tem de existir sempre um vencedor e para isso recorremos uma vez mais a um alargado leque de votantes, este ano com um número recorde de participantes, cerca de 140 pessoas, entre empresários, jornalistas, críticos, bloggers, chefes, produtores de vinho e gastrónomos de reconhecido valor.

Este ano o cenário idílico do HOTEL PESTANA PALÁCIO DO FREIXO foi o local escolhido para um animado final de tarde, em que após o fórum PENSAR COZINHA, conseguimos reunir na sua essência o fantástico cenário gastronómico nortenho, dos restaurantes mais clássicos e tradicionais aos chefes com estrela Michelin.

Um ambiente descontraído, de diversão e convívio que deixou bem patente o dinamismo que se vive atualmente na região. Para abrir as “hostilidades” nada como o animado fado de Helena Sarmento, ou não estivéssemos nós aqui para celebrar também Portugal. Seguindo a ideia de manter as animosidades e o espírito “livre” valeram os vinhos da NIEPOORT, sempre irreverentes e irrequietos, apresentando aqui algumas das suas propostas além Douro e além ideias pré-formatadas sobre Vinho. Nat’Cool, Gonçalves Faria, Wanna Bi e Dão Touriga Nacional levaram-nos numa viagem vínica pelos vinhos Nortenhos da empresa.

Desta vez, e graças ao generoso chefe Tony Salgado, os produtos já habituais da BÍSARO, como o presunto com 30 meses de cura com direito a corte manual, o delicioso pão artesanal de Trás-os-Montes, ganharam nova vida através de menu elaborado especialmente para o evento, onde não faltou também o fantástico bacalhau e o polvo da BRAMAR e o final sempre feliz, com os Pudins Abade Priscos da DOÇARIA CRUZ DE PEDRA.

Destaque para o apoio incondicional da RIEDEL que ano após ano surpreende com os seus copos (da linha Sommelier) e decanters de assinatura (verdadeiras obras de arte) que presenteiam os vencedores. Este ano os prémios contaram também com o apoio da ZOMATO, que patrocinou a categoria Trendy, ou não fosse a sua intenção mostrar o que está na moda e o que de melhor se faz na gastronomia.

Este ano o evento não seria possível sem o patrocínio da BELO INOX, a elegante marca de cutelaria 100% portuguesa, que se aliou a nós para abrilhantar o evento e proporcionar grandes surpresas a alguns dos nossos vencedores.

Finalizado na perfeição, o sempre irrepreensível design da ALEJANDRA e as impressões da QUÍMICO DIGITAL.

Deixo-vos aqui mais uma vez os vídeos de todos os nomeados em cada categoria, e os respetivos Vencedores:

Loja GASTRONÓMICA

Vencedor : QUEIJARIA DO ALMADA

Restaurante BEIRAS

Vencedor : MUGASA

Restaurante TRÁS-OS-MONTES

Vencedor : RESTAURANTE G POUSADA

Restaurante MINHO

Vencedor : A COZINHA POR ANTÓNIO LOUREIRO

Restaurante de PARTILHA 

Vencedor :MITO

Restaurante TRADICIONAL

Vencedor : ADEGA S. NICOLAU

Restaurante TRENDY

Vencedor :ROMANDO PRIVÉ

Restaurante ESPECIALIZADO – COZINHA INTERNACIONAL

Vencedor : ICHIBAN

Restaurante ESPECIALIZADO – PRODUTO

Vencedor : FAVA TONKA

Serviço de VINHOS


Vencedor : THE YEATMAN

Serviço de SALA

Vencedor : O PAPARICO

Restaurante CASUAL FINE DINING

Vencedor : ALMEJA

Restaurante de AUTOR

Vencedor : EUSKALDUNA

Restaurante REVELAÇÃO

Vencedor :ALMEJA

Empresário do Ano

Vencedor :RICARDO RODRIGUES

Chefe a Seguir

Vencedor :NUNO CASTRO

Chefe Pasteleiro do Ano

Vencedor :FÁBIO QUIRAZ

Chefe do Ano

Vencedor :VASCO COELHO SANTOS

Restaurante do Ano

Vencedor : EUSKALDUNA

Para finalizar queria agradecer aos restantes elementos da equipa do Pestana Palácio do Freixo, da Intermagazine/Edições do Gosto e ao Tiago Lessa pelos fantásticos vídeos e toda a fotografia, e claro, a todos os presentes e a todas as pessoas que direta ou indiretamente tornaram este evento possível.

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Chegou a 1ª PORTO FOOD WEEK para agitar ainda mais o cenário gastronómico Portuense

Inspirados pelo sucesso das 3 edições da Lisboa Food Week, as Edições do Gosto, decidiram que era tempo de rumar a norte, que o Porto também mexe, e o seu cenário gastronómico está cada vez mais vivo e criativo. É tempo de mostrar outros nomes ao mundo, outros restaurantes e outras formas de ver e pensar a gastronomia Portuguesa

E é já no próximo dia 21 que à boa maneira Portuense se dá início a um ciclo de jantares, tertúlias e rotas, que prometem tudo menos sossego aos foodies mais ávidos da cidade.

Para começar, uma mesa bem farta e nortenha, com a Ordem da Cabidela, onde Marco Gomes, convida para o seu Oficina, 5 chefs para criarem as suas receitas de cabidela, da galinha ao coelho, sem esquecer o Leitão, o Borrego o Javali. Diz-se até que haverá espaço para uma “cabidela” de sobremesa!

Antiqvvm

No dia 22, e porque estamos em final de semana, 2 jantares imperdíveis, o estrelado chef Vítor Matos, celebra no Antiqvvm a história e a técnica da cozinha francesa, celebrada com os delicados vinhos que fazem da França a grande potência vínica. Enquanto por outro lado, o mais clássico Hélio Loureiro, celebra as raízes e tradições da “Cozinha à Moda do Porto”

Para dia 23 à tarde está reservado um momento ao qual ninguém que visite o Porto pode resistir, uma Rota das Tascas, onde não faltarão as famosas bifanas, as sandes de pernil e, claro, os míticos cachorrinhos!

No mesmo dia mas ao jantar, juntam-se dois cozinheiros disruptivos, dois pensadores contra corrente, que transportam as suas ideias para os pratos, são eles Pedro Limão e o lisboeta Hugo Brito que à mesa do restaurante Pedro Limão, prometem muito arrojo e criatividade num menu a 4 mãos.

Para dia 24 e porque é Domingo, a galeria Fernando Santos, abre-se ao debate criativo entre artistas, sejam eles músicos, pintores, actores e, claro, cozinheiros. Mas nem só de arte e cozinha tratarão as conversas, dia 26, alguns dos principais empresários da restauração portuense juntam-se no Terminal 4450, entre eles Vasco Coelho Santos, Ricardo Rodrigues, Sérgio Cambas e Vasco Mourão, para debater o estado atual e o futuro da restauração Portuense.

Ao jantar de dia 26, Vasco Coelho Santos abre as portas do seu Euskalduna, a Arnaldo Azevedo e Pedro Braga, três cozinheiros bem distintos, que se juntam para um “Elogio à cozinha portuguesa” através de uma homenagem a Maria de Lourdes Modesto – Já esgotado!

Para dia 27 a gastronomia junta-se à música para “O som que a cozinha tem”, no Hard Rock Café, em jeito de discussão sobre processos de criação e a influência da música nas cozinhas. O músico João Só, Tiago Pereira e o chef João Pupo serão os intervenientes neste debate.

Ainda no dia 27, n’ O Paparico, o jantar promete uma homenagem às cozinhas históricas do Douro.

O Paparico

A 28, o regresso do mestre Miguel Castro Silva à cidade do Porto, dá-se com um jantar no seu Casario, onde prepara uma viagem pelos seus pratos mais clássicos.

Como não podia deixar de ser a 29 homenageia-se o vinho do Porto, com um jantar no Ode – Porto Wine House, com o mais célebre vinho português a servir de harmonização a pratos de inspiração Portuguesa.

Mas voltemos atrás no tempo, até dia 25, o dia alto da semana, que começa logo cedo com a estreia do fórum “Pensar Cozinha”, com curadoria de Paulo Amado e co-apresentado por Alexandre Silva. Um dia para ouvir, aprender e debater sobre o estado atual da nossa gastronomia, o território e o futuro da nossa cozinha.

Mais informações e bilhetes – aqui.

No mesmo dia, pelas 18h30, é tempo dos Prémios Flavors & Senses – Os Melhores para 2019, que depois de um ano de pausa, voltam a celebrar o que de melhor se faz na gastronomia do Porto e Norte de Portugal. Mas sobre isso falaremos mais tarde…

E porque não há festa que se preze se não houver uma after party, o restaurante Mito será o palco para essa mesma after, organizada pela Confraria da Rabanada, onde vários chefes irão apresentar as suas versões da cada vez mais famosa sobremesa!

O fim de uma semana ao rubro, dá-se com uma festa no Hotel Palácio do Freixo, onde Tony Salgado, Rui Martins, Luís Gaspar, António Carvalho celebram a “Baca na brasa”. Uma festa onde não faltarão as deslumbrantes vistas sobre o Douro, o fogo e a excelência da carne nacional!

Haja estomago que aguente uma semana assim!

Mais informações – Porto Food Week

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Um Hotel, o Douro, uma cozinha e 4 mãos de Luxo

Já se passaram largos meses desde a nossa última descida ao Douro, no entanto vale sempre a pena recordar que qualquer desculpa é um boa desculpa para regressar ao Douro! Mais ainda quando se regressa a um paraíso à beira rio plantado – Six Senses Douro Valley – desta vez para um jantar muito especial.

Um jantar que junta o enfant terrible da cozinha portuguesa, Ljubomir Stanisic, que nos dias de hoje dispensa apresentações, com um bem mais sossegado Alexandre Silva, o criativo e estrelado chef por trás do Loco.

Água e azeite, que se moldaram, se tornaram amigos e pela primeira vez cozinharam juntos, um feito para o alentejano mais jugoslavo do país (o trocadilho está certo, que ljubomir já se assume como um puro sangue alentejano) que diz “gostar pouco de pessoas”.

O cenário não podia ser melhor, uma mesa corrida para cerca de 14 pessoas, uma cozinha aberta e uma extensa equipa focada em proporcionar-nos uma experiência única de alta cozinha em pleno Douro.

E começamos bem o desfile de 14 pratos, um “mata-bicho”, que é como quem diz um tártaro de novilho entre duas fatias de bacon crocantes. A refrescar a untuosidade estava um bom apontamento de caviar de lima.

“Mata-bicho”

Depois da carne seguem-se os sabores a mar, numa ordem disruptiva mas que se revelou assertiva. Uma folha de videira crocante com caviar,  para um primeiro kick de mar. Seguido por “hossomaki” de uni, que é como quem diz, ouriço do mar enrolado em alga nori.

Uma bomba de mar e umami que resultou em grande nível.

Seguiu-se uma ostra com caril verde, moderado e equilibrado, em que a ostra conseguiu manter o protagonismo.

No copo esteve, como sempre a bom nível, o Vértice Cuvée, cuja bolha e acidez o tornam num bom parceiro para os primeiros snacks.

Seguiu-se um ovo, que é como quem diz, Berbigão, gelatina de uva e alho selvagem.

A alto nível estava o tártaro de gamba com sementes de mostarda e pickle de alho.

Mexilhão, Maçã e tomilho

Continuando nos sabores do mar, surge o Mexilhão, no seu molho, refrescado pela maçã e aromatizado pelo tomilho, num bom jogo de sabores e texturas.

A brindar, esteve a bom nível o ainda muito jovem Encruzado 2016 O Oenólogo da Casa da Passarela.

Em jeito de pausa nos sabores do mar, que tiveram a predominância no jantar, surge uma espécie de “ravioli”, panado e frito, recheado com queijo da serra numa espécie de carbonara e acompanhado por umas generosas lascas de trufa negra de verão. Saboroso e delicado com notas de sabor a terra que já se pediam nesta fase do jantar.

Sashimi de salmonete

Seguiu-se um regresso ao mar, com fresco e delicado salmonete, preparado com um toque de mestria por Alexandre Silva, antes de voltarmos à terra com um fígados de aves e cerejas de Resende, em jeito de chupa-chupa para adultos. Delicioso!

 

Enquanto isso, no copo havia tempo para conhecer o Encosta do Bocho com um Grande Reserva 2014. Um blend clássico do Douro bem casado com a madeira.

Continuamos com uma ótima gamba rosa, acompanhada pelo molho das cabeças, um rico tártaro de lingueirão e caril de coco. Boas texturas e  cocção da gamba, a contrastar bem com a intensidade dos molhos.

Seguiu-se a sopa de sardinha com alho francês. Um calor reconfortante nesta fase do jantar, elevado pela intensidade e riqueza de sabores a que não era fácil ficar indiferente.

Seguiu-se o Pregado cujo porte, de tão grande, deu para criar dois pratos distintos. Primeiro a aba, a minha parte favorita e que os portugueses insistem em continuar a deixar nas travessas. Aqui acompanhada por uma pequena mas intensa pasta de carne fermentada. Um prato que tinha tudo para dar errado mas que no fim nos surpreendeu positivamente.

Pregado, molho de algas e percebes

Ponto irrepreensível no pregado (será assim tão difícil aos nossos restaurantes não deixarem o peixe “morrer” na grelha?), acompanhado por um mergulho no seu habitat, molho de algas, percebes e um pouco mais de algas, a trazer uma explosão de mar ao palato.

Subindo a história dos pratos, subimos também o nível dos vinhos, com estes pratos a serem acompanhados pelo brilhante Branco de Cristiano Van Zeller, o Quinta Vale D. Maria Vinha do Martim 2016. Um branco de rara beleza, repleto de citrinos, mineralidade e uma ótima integração da madeira. Uma presença na boca que não deixa ninguém indiferente!

Peixe-galo, cerejas de Resende e espinafres

Se a esta altura do artigo se perguntam se não houve loucuras de Ljubomir durante o jantar, este momento que se segue bem pode ser a maior delas, e o pior – ou melhor dependendo do Ponto de vista – e que foi apoiada por Cristiano Van Zeller. Pois bem, o prato de Peixe-galo, de cocção irrepreensível, acompanhado por espinafres crus e cerejas de Resende foi harmonizado por um “modesto” Porto de 1870, uma amostra de casco do espólio da família Van Zeller.

Se funcionou? Estranhamente sim! Mas devo confessar que pouco me ficou na memória depois do Porto, um vinho para o qual não interessam notas de prova. Simplesmente sublime!

Uma trufa de verão de porte considerável 

Bochecha de Porco Bísaro, cogumelos, legumes e trufa negra

Foram muitos os pratos, os momentos de destaque e as surpresas antes de chegar a um competente prato de bochecha de Porco Bísaro, com sabores do bosque, sem pesos nem excessos, que era o que se pedia nesta altura.

Tal como se impunha e se esperava dos dois chefs, o final deste longo jantar foi leve e refrescante. Primeiro com ervas e folhas em jeito de sorvete para limpar todo o palato, e depois com morangos e frutos vermelhos, cheios de sabor, bem combinados com um granizado e um sorvete. Final Perfeito!

Um jantar único e irrepetível, pautado por pratos que se fundiram, como raramente se encontra nestes jantares a 4 mãos, onde é sempre fácil perceber os pratos de um ou outro cozinheiro, seja pelo estilo ou pela linha de cozinha.

Aqui Ljubomir e Alexandre Silva mesclaram-se como ninguém, para gáudio dos comensais que puderam desfrutar de produtos de primeira qualidade trabalhados com mestria e surpresa.

Esta série de jantares seguiu-se com Hugo Nascimento e Henrique Sá Pessoa e prometem voltar em 2019 para abrilhantar ainda mais os serões do Six Senses Douro Valley, e sempre com o mote de qualidade e sustentabilidade que tanto caracterizam o hotel.

Quanto a nós, resta-nos regressar ao Six Senses para conhecer o Terroir, o restaurante vegetariano que apaixonou Ljubomir, e onde tentam fazer uma cozinha baseada numa filosofia de baixa pegada ambiental, trabalhando com pequenos produtores e aproveitando ao máximo as hortas de que dispõe no hotel e nas suas imediações.

Até breve!

Hotel Six Senses Douro Valley
Quartos a partir de 290€
Quinta de Vale Abraão– Samodães, Lamego
+351 254 660 600 
reservations-dourovalley@sixsenses.com

English Version

Fotos: Flavors & Senses

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Six Senses Douro Valley – O Regresso ao Paraíso

Quando se ama uma experiência num dos mais bonitos locais do mundo, o que se faz?

Volta-se a repeti-la, obviamente!

No Outono de 2016 conhecemos o Six Senses Douro Valley (ver) e ficamos deslumbrados com aquele que consideramos um dos melhores hotéis da Europa. Neste último Verão decidimos revisita-lo!

As cores do Douro são totalmente distintas nesta época do ano, e as atividade do hotel também.

O motivo que nos levou novamente ao Six Senses (não que seja necessária uma razão específica) foi o jantar a quatro mãos de Ljubomir Stanisic e Alexandre Silva.

Á medida que nos aproximávamos do hotel podíamos ir observando o Douro e a sua combinação perfeita com a natureza envolvente. O verde das vinhas e o formato delas a desceram em socalco até ao rio fazem com que este continue a ser um dos mais belos postais do mundo.

O hotel mantém a mesma imponência de casa senhorial do século XIX mas desta vez a minha perspectiva dele era ainda mais perfeita, o Sol fazia parte da fotografia!

Fomos recebidos com a mesma delicadeza e a mesma elegância que tanto caracterizam o serviço do Six Senses Douro Valley.

 Um quarto com vista

Seguimos para o nosso quarto, ficamos no Quinta Panorama Suite com uma vista deslumbrante sobre o Douro que se apodera de toda a atmosfera através das janelas que sobem desde o chão até ao teto, quer no quarto quer na sala.

A ligação entre a tecnologia (hi-tech) o conforto e a decoração do quarto fazem jus à acumulação de prémios que o hotel soma a cada ano.

A tarde já ia longa num dos meus locais preferidos do hotel, o Wine Library & Terrace, onde a vida se faz apenas de vinhos e livros, quando decidimos prolongá-la um pouco mais para aproveitar um belo momento de ócio no Quinta Bar & Lounge.

A noite terminou com um belo jantar e uma companhia perfeita no Restaurante Vale do Abraão, onde os chefes Ljubomir e Alexandre Silva presentearam todos os comensais com uma experiência gastronómica fabulosa. Mas sobre isso o João fala-vos ao pormenor noutro artigo.

Confesso que não foi fácil chegar ao quarto nessa noite!!!

No dia seguinte a luz entrava duma forma quase mágica através da imensa janela do nosso quarto, o Douro chamava por mim, mas o que me fez verdadeiramente levantar, após a longa noite do dia anterior, foi o pequeno-almoço do Six Senses!

Este é seguramente um dos melhores pequenos-almoços de hotel que já provei, e como sabem eu já tive o privilégio de provar alguns!

Um espaço e uma companhia perfeita para um pequeno almoço ao ar livre

É um facto de que as fotografias não falam, mas olhando para estas acredito que a hipersalivação seja algo com o qual vão ficar familiarizados!

Bem, barriguinha cheia é tempo de relaxar!

Quando estivemos a primeira vez no Six Senses o frio e a chuva eram demasiados para que conseguíssemos sequer ficar a conhecer o exterior do hotel, e por isso ficamos muito bem entregues ao Spa.

Desta vez o Sol que se fazia sentir convidava aos jardins, aos terraços e à piscina. Passeamos um pouco, fomos ver a famosa horta do Ljubomir e descansamos a manhã toda na piscina! Como todas as manhãs do ano deveriam ser!

O staff do hotel continua simpático como da primeira vez, continua com um sorriso no rosto e continua atento às necessidades de cada hóspede.

Foi um prazer regressar e foi um privilégio ser recebidos novamente pela querida Joana Van Zeller e por toda a equipa.

Mais uma vez…

Até breve Six Senses Douro Valley!

Hotel Six Senses Douro Valley
Quartos a partir de 290€
Quinta de Vale Abraão– Samodães, Lamego
+351 254 660 600 
reservations-dourovalley@sixsenses.com

English Version

Fotos: Flavors & Senses

 

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