Voar com a Emirates – Bangkok – Dubai

emirates - 37Quando nos surge na cabeça  a ideia de luxo, conforto e sofisticação  durante um voo, o nome da Emirates vem sempre à tona como a principal referência. Eleita por várias vezes a melhor companhia aérea do mundo, com mais de 140 destinos, e uma frota invejável de aviões desde o Boing 777 ao A380 ( o maior avião comercial do mundo). Para a nossa última viagem à Tailândia contamos com o apoio da Emirates, com voos entre Lisboa-Dubai e Dubai- Bangkok em classe executiva, onde além dos aviões pudemos testar todas as comodidades de voar com um gigante como a Emirates.

Relatando um pouco da nossa viagem de regresso a Portugal, a experiência de voar com a Emirates em Executiva ou Primeira Classe, começa ainda no hotel, com os viajantes a terem ao seu dispor um serviço de chauffeur para os transportar até ao aeroporto, e o quanto isso pode ser benéfico em cidades como Bangkok. Infelizmente não testamos o serviço, uma vez que chegamos a Bangkok de um voo doméstico vindo de Phuket.

Check-in
Quantos de nós não tiveram de passar já séculos em filas que parecem intermináveis, aqui com a separação por categorias de voo e o elevado número de balcões, tudo se desenrola com a maior das calmas, não demorando mais de 5 minutos a cumprir todos os pormenores, com um atendimento aprimorado e eficaz, com as malas a serem enviadas directamente para o Aeroporto do Porto com a prioridade garantida na classe Executiva.

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Segurança
No aeroporto de Suvarnabhumi (Bangkok), os passageiros a voar em Executiva e Primeira têm direito a passar pela segurança na via prioritária (usada pelas equipas de voo, ou diplomatas por exemplo), fazendo com que tudo se processe de forma muito mais rápida, desde a inspecção da bagagem de mão ao controlo dos passaportes. Mais uma vez estávamos livres em pouco mais de 5 minutos, com toda a parte complicada que antecede o voo, feita da forma mais descontraída possível.

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The Emirates Lounge (Bangkok)
Depois de um pequeno passeio pelas lojas e de gastar os últimos Bahts, dirigimo-nos ao exclusivo Lounge da Emirates. A sala Vip, como lhe poderíamos chamar, no aeroporto de Bangkok é um espaço amplo, desenhado com o conforto em mente. A sala é ótima para quem quiser descansar ou claro para quem precisa de trabalhar ente os voos, com acesso à internet, computadores  e impressoras sempre ao dispor. Mas voltemos ao conforto, o Lounge da Emirates conta  com excelentes chuveiros e casas de banho (limpas a cada utilização), salas de estar, os principais jornais internacionais e claro uma grande selecção de comida e bebidas à discrição dos seus utilizadores.

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Dos vinhos fanceses, ao champanhe Moët et Chandon,  gins Bombay e Tanqueray, vinho do Porto Taylor’s, a oferta de bebidas espirituosas é alargada e para todos os gostos e perfeita para umas horas de relaxamento antes de um longo voo. Nas comidas a oferta da Emirates centra-se sempre em produtos Halal, com um largo leque de opções, das saladas, queijos, uma simpática selecção de pães, aos pratos quentes, onde pudemos provar uma boa quiche, salmão  grelhado com lentilhas, ou alguns pratos de caril com matiz bem tailandesa.

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As refeições estão bem preparadas para o nível de catering, reconfortantes e confortáveis, como tudo deve ser antes do voo.

Embarque
A responsável pela recepção informa-nos pouco tempo antes do início do embarque para o nosso voo que acontece próximo do Lounge, pelo que a caminhada é pequena. Mais uma vez a separação das classe e as duas mangas que separam o piso superior (Primeira e Executiva) e o piso inferior (Económica) fazem com que o embarque para o A380 seja rápido, sem grandes filas ou tempos de espera.

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Avião
Bem, o A380-800 é o maior avião comercial do mundo, e a frota da Emirates foi equipada de uma forma irrepreensível, não me canso de utilizar a expressão “o luxo está nos pequenos detalhes” e a Emirates levou isso ao extremo.  Tudo é relativamente novo nestes A380 , pelo que quando entramos a sensação só pode ser a melhor, enquanto pensamos “a sério?”. Os lugares  da executiva funcionam como pequenas cabines, em que a privacidade do utilizador é um dos pontos chave, as poltronas transformam-se em camas planas, com espaço e conforto. Existe um pequeno mini-bar, e uma mesa especialmente bem pensada para colocar o objectos ou bebidas sem atrapalhar a mobilidade do passageiro. Temos ainda uma confortável almofada, uma manta, meias e máscara para dormir.

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Outra das principais mais-valias do A380 são os verdadeiros Sky Bar, na primeira e na executiva, e como é fantástico durante um voo de 6,5 horas, alguém se poder levantar e ir até ao bar, pedir uma bebida entre a fantástica selecção (incluído cocktails) e socializar um pouco com outros passageiros ou a equipa de comissários de bordo. “E em caso de turbulência ?” perguntam vocês, bem, estes pequenos lounges possuem uma série de poltronas com cinto de segurança para que não seja necessário regressar ao lugar durante essas fases menos boas de um voo. No entanto, e infelizmente não nos cruzamos com o Cristiano Ronaldo nem com o Pelé!

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Kits de Higiene
Pouco depois de estarmos no avião foi entregue a cada passageiro um kit de higiene criado em parceria com a Bulgari, pelo que não faltaram produtos de excelente qualidade, tanto no kit das senhoras como no masculino e um bonito nécessaire.

 Refeições
Logo à chegada ao nosso lugar somos recebidos por um copo de Moët et Chandon ( ou sumos) para brindar ao início de mais uma voo. Como o nosso voo era noturno apenas seria servido o pequeno almoço, com uma cuidada selecção de produtos, desde os vários tipos de pão e pastelaria, fruta fresca laminada na hora, sumos naturais, ou os mais completos pratos de ovos mexidos e salsichas.

emirates - 14 Ficamo-nos pela opção mais simples, com ótima fruta, manteiga e compota, pastelaria e yogurte, tudo servido numa mesa bem composta, com toalha de pano, pratos de porcelana e elegantes talheres. Já no Lounge/ Bar, estão sempre a ser servidos lanches, com sandwiches, sushi, bolos  ou frutos secos para acompanhar as bebidas. Falando em bebidas, a carta é extensa e a seleção é melhor que a do Lounge em Bangkok, marcada por produtos como a Vodka Grey Goose, Hennessy XO, Chivas Regal 18 Anos, Glenfiddich e muitos outros de primeira categoria.

Serviço
O Serviço que experienciamos foi impecável a todos os níveis à semelhança do que já havia acontecido “em terra”. Um Staff alargado e sempre presente, com o próprio responsável da equipa a apresentar-se a cada passageiro, uma equipa com um sorriso invejável  e atenções desdobradas, com a capacidade de atenderem a quase todos os pedidos e comunicarem com os seus passageiros ( a equipa do nosso voo falava 16 línguas).

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Entretenimento
Um voo não se faz só de uma cama confortável ( não que seja mau dormir durante todo um voo), ou de bebidas de qualidade superior, para isso a Emirates tem o ICE ( sigla para Informações, Comunicação, Entretenimento ) vencedor há 10 anos consecutivos de melhor sistema de entretenimento em voo.  Um alargadíssimo leque de filmes, séries, canais de tv, jogos, ou a possibilidade de utilizar o email ou o telefone.  O controlador em estilo de tablet, serve para controlar desde a poltrana, à função de massagem e claro o próprio sistema ICE, de uma forma bastante eficaz.

Deu para ver uma série de filmes, descansar, dormir, conversar, e aproveitar ao máximo o A380 da Emirates.

Voar nunca foi tão fácil!

Nota
Não Percam o próximo artigo, sobre o fantástico aeroporto do Dubai e o voo no 777 de regresso a Lisboa.

Fotos: Flavors & Senses e Emirates
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Éclair Niepoort

niepoortleitaria-3“E por que não juntar a casa familiar de vinho do Porto mais irreverente e criativa com outra casa histórica e familiar cujo negócio se baseia numa receita quase centenária de éclaires?” Foi o que pensaram a Niepoort e a Leitaria da Quinta do Paço ao juntarem “armas”, como quem diz ideias, para criar um éclair marcado pelo vinho do Porto, numa junção que faz todo o sentido, ou não fosse o vinho do Porto a marca maior da cidade e região em que a Leitaria da Quinta do Paço explora o seu Produto.

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A ideia foi juntar um vinho do Porto, um Ruby Niepoort à cobertura de chocolate clássica da marca, assim como uvas passas maceradas no mesmo vinho, ao famoso creme de chantily que recheia os éclaires.  O Resultado é um éclair leve, fresco, muito pouco marcado pelo vinho, tendo a sua expressão maior na presença das uvas passas.

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Claro está que para a degustação ser perfeita o ideal é acompanhar o éclair com um copo de vinho do Porto Niepoort ( ou dois, porque um bom Porto nunca vem só).

Leitaria da Quinta do Paço
Pc. Guilherme Gomes Fernandes 47, Porto
NorteShopping e Mercado do Bom Sucesso
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Pedro Lemos abre “STASH”

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O Porto vive amanhã a abertura do novo espaço de Pedro Lemos,  o carismático e talentoso chef por trás do restaurante homónimo (vencedor do Título de Restaurante de Autor nos prémios Flavors & Senses em 2013 e 2014). Pedro teve sempre bem patente uma paixão por petiscos e a tradição bem portuguesa de tascas e tabernas, além da vontade de ter um espaço em nome próprio na baixa Portuense.

Assim, nasce na movimentada praça Guilherme Gomes Fernandes, o STASH, um espaço com ambiente de pub ou de dinner sofisticado, e sandwiches que fogem da norma à boa imagem do seu autor. Como rosto do projecto estará Joana Espinheira, o braço direito ( e esquerdo) de Pedro Lemos. Segundo o chef, o conceito parte de juntar dois ou 3 ingredientes de altíssima qualidade e confeccionados com o máximo rigor, sem complicar demasiado e deixando que cada elemento da sandwich sobressaia por si próprio. Com preços entre os 3,5€ e os 10€, vai haver opções para todos os gostos e feitios, desde a Vegetariana, o STASH Burguer, a de Barriga de Porco ou a de atum com guacamole. Com uma carta curta e simples, haverá ainda oportunidades para ver novas criações surgirem quase diariamente num jeito de cozinha de mercado, criando com o que de melhor houver disponível no dia.

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Nos vinhos, a ideia é promover o espumante , de forma a fazer lembrar os “maus” frisantes que tanto se consumiam e consomem nas tascas tradicionais um pouco por todo o País. Para isso fizeram uma parceria com a Quinta das Bágeiras, criando um selo de qualidade e a presença constante do espumante bairradino, seja a copo ou em garrafa.

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Pelo que pude provar durante a apresentação do Stash à imprensa, o espaço  promete vir a dar muito que falar e muitas dores de cabeça aos concorrentes  do “entre duas fatias de pão”, da surpreendente carne do hambúrguer ( não tenho grandes dúvidas em afirmar que será o hambúrguer com a melhor carne na cidade), a fantástica sandwich de sapateira e caranguejo de casca mole, que nos transporta para um ambiente de marisqueira, só falta o fino. A mais tradicional, a sandwich de barriga de porco com notas bem marcadas da vinha de alhos, transporta-nos para as memórias da aldeia, do fumeiro e da matança do porco e eleva-se com a junção do molho de horseradish e dos excelentes pickles que a acompanham.

O STASH promete ser o “esconderijo” mais conhecido da cidade e a vontade de ver a fila em torno da praça será certamente muito mais que uma vontade!

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Stash
Praça Guilherme Gomes Fernandes, 60, Porto
914 567 616
stashporto@gmail.com

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Cantinho do Avillez – Porto

cantinho - 8Que por esta altura José Avillez é o maior  nome da gastronomia nacional poucos terão dúvidas, mas quando surgiu o rumor de que o “Rei do Chiado” se iria instalar no Porto, o burburinho foi imenso, entre crentes, cépticos e empresários concorrentes. O que é certo é que José Avillez não pára, e se não bastasse a quantidade de restaurantes na baixa Lisboeta, ainda conseguiu maneira de se tornar um cliente habitual da A1 entre Lisboa e Porto.

O Cantinho do Avillez foi o seu “primeiro filho” desde a saída do Tavares. Um sucesso desde a sua abertura, tendo já duplicado a lotação e mantendo a lista de reservas  esgotada quase diariamente, pelo que trazer esse conceito para a movida e agitada cidade do Porto seria a aposta mais certeira. A carta e as ideias são as mesmas da casa Lisboeta, com uma ou outra adaptação à gastronomia da cidade e da região (como adiantou José Avillez, nesta entrevista).

Com o design a cargo de Ana Anahory e Filipa Almeida que já haviam assinado o primeiro restaurante, o espaço é bastante agradável e funcional, com uma decoração leve e moderna que transporta muito bem o conceito do restaurante.

cantinho - 7Passando ao lado da impecável carta de cocktails, com os clássicos do irmão Lisboeta, iniciamos a refeição com um excelente couvert (2,85€), bons pães, azeitonas, uma ótima manteiga de trufa e um fantástico creme de tomate.

cantinho - 5Nuggets de Bacalhau com maionese de alho e cebolinho (9€)
Uma versão quase saudável do clássico infantil. Chegaram à mesa com um pouco de óleo em excesso, mas crocantes. Interior supreendente com os pedaços de bacalhau no ponto perfeito, a lascar e a preservar a sua gelatina. Muito bom.

cantinho - 6Terrina de Foie Gras com compota de cebola e tostas (13,75€)
Quando a carta tem terrina de Foie, ou mi-cuit, ou o que lhe quiserem chamar com Foie, raramente não acaba na mesa. Aqui uma terrina muito saborosa, que podia estar um pouco menos cozinhada para ter uma textura melhor. A compota de cebola funcionou muito bem como complemento. Uma ótima entrada.

cantinho - 4Portuguesinha (3€/und)
A Portuguesinha é uma das novidades deste Cantinho do Porto, uma empada cujo recheio é uma homenagem ao cozido à portuguesa, com as suas carnes e couves. Excelente recheio, húmido e saboroso. Nota menos positiva para a massa que precisava de cozinhar um pouco mais. Ainda assim, uma empada que promete criar seguidores.

cantinho - 3Vieiras Salteadas, ovas de truta, risotto de espargos, açafrão e limão (18,75€)
Pedimos para dividir, um dos pratos mais escolhidos da carta, vindo já dividido e com o mesmo cuidado na apresentação. Risotto no ponto, o que é raro nos nossos restaurantes, com boa combinação de sabores e texturas além das vieiras tecnicamente irrepreensíveis. Está explicado o porquê de ser um prato com tantos adeptos.

cantinho - 2Prego Mx-Lx (9,25€)
Inspirado numa viagem do Chef ao México, esta é uma forma diferente de comer um prego. Carne saborosa e delicada, pimentos suaves, cebola rocha e um bom guacamole, são o recheio para umas boas e caseiras Tortilhas. Estas últimas tinha um senão, para quem como nós queria criar mais do que um prego e partilhar o prato, eram demasiado grandes para colocarmos apenas alguns ingredientes ficando um conjunto demasiado massudo.

cantinho - 1Avelã3 (5,50€)
Apesar de algumas novidades da carta de sobremesas, não abdicamos da clássica combinação de avelãs criada pelo José Avillez, Gelado, Espuma e ralada. Doçura equilibrada, com leve toque de caramelo (do praliné usado na espuma) e com um bom jogo de textura. Foi um ótimo final para uma longa refeição.

A carta de vinhos não é grande mas conta com algumas das melhores opções nacionais. Acompanhamos a refeição com um excelente Tinto, Rufo do Vale D. Maria.

O Serviço foi uma das coisas que mais nos surpreendeu, com a casa aberta há pouco mais de um mês (aquando da nossa visita), e com a sala composta, tudo decorreu sem complicações, os pratos surgiram no timing, com a atenção certa e uma simpatia e descontração perfeitas para o espaço.

Considerações Finais
Não seria de esperar outra coisa de um chef como José Avillez e talvez isso explique um pouco do seu sucesso, mas nunca esperei que tudo corresse tão bem numa primeira visita e num espaço de tempo tão curto desde a sua abertura. Bom conceito, bons ingredientes e boa técnica (com um ou outro erro menos relevante). Com o nome maior da Capital a viajar para o Porto e a apresentar este tipo de cozinha, o Cantinho do Avillez será certamente um caso de grande sucesso na cidade e uma das revelações do ano para a Gastronomia Portuense. Resta saber se outros dos seus conceitos viajarão também para o Porto no futuro.

Cantinho do Avillez – Porto
Rua Mouzinho da Silveira, 166, Porto
+351 223 227 879

Nota
A Refeição descrita foi oferecida pelo Cantinho do Avillez Porto, sendo a opinião e o texto da exclusiva responsabilidade do autor.

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As Melhores Dicas para conhecer Londres

London - 11mLondon Bridge

Londres é uma cidade maravilhosa, cosmopolita e moderna com a tradição também ela a ser muito bem preservada. O lado empresarial da cidade é tão vincado e a cidade vive tão depressa que muitas das vezes nem nos conseguimos aperceber do quão  turística a cidade também é.

A altura do ano em que se viaja para Londres é um dos pontos importantes, durante a Primavera e o Verão é a época alta da cidade, com tradicionalmente melhor tempo é uma altura boa para aproveitar os bonitos parques da cidade. Já no Inverno a época alta repete-se antes do Natal, com a cidade repleta de enfeites e luzes que lhe dão um encanto especial. O início do Outono é normalmente uma das melhores alturas para conhecer a cidade, menos visitantes e temperaturas agradáveis com menos chuvas. Se viajarem no Inverno não se esqueçam que às 17h é de noite e que as principais atrações da cidade fecham mais cedo, pelo que convém planear as visitas com mais tempo.

London - 43 Trafalgar Square

Para quem visita Londres pela primeira vez e não pretende abdicar do habitual circuito turístico da cidade, uma das boas opções é o London Pass, permite evitar as filas nos locais a visitar enquanto se poupa dinheiro. O London Pass é um cartão turístico para a cidade que garante a entrada em mais de 60 atrações turísticas.

Os preços variam de acordo com a quantidade de dias, 1 dia £49, 2 dias £68, 3 dias £81 (a nossa opção para esta viagem) e 6 dias £108. Os preços são mais baixos para as crianças.
Caso sejam turistas ávidos de conhecer a história, os museus e os pontos mais importantes da cidade, este cartão compensa, uma vez que se a viagem for bem planeada vão visitar vários locais por dia e no total pagariam mais individualmente do que o valor do London Pass, além disto, permite também evitar as filas (e o dinheiro que muitas vezes isso vale…), e andar sempre a fazer contas, compra-se, gasta-se um valor exacto e acabou! No entanto, atenção, duas das atracões mais procuradas da cidade não estão incluídas no cartão, o London Eye e Madame Tussaud’s.

Para se movimentarem pela cidade, o melhor é optar pela rede de transportes públicos. Podem optar por adquirir um Oyster card que é um cartão utilizado no sistema de transportes públicos, incluindo o Metro, Overground, DLR, parte da linha férrea e autocarros. Este cartão custa £5, e pode ser carregado com o valor que quiserem, ao qual será descontado o valor das viagens que fizerem, no final da vossa viagem podem ir a uma estação devolver o cartão e devolvem-vos o valor do custo dele. Eu tenciono voltar a Londres muitas vezes, por isso resolvi ficar com ele para as visitas seguintes.

London - 112Hyde Park

O Táxi (os pretos e clássicos) são também uma opção viável e eficiente mas que acaba por se tornar bastante dispendiosa. Como quase tudo na cidade, aliás!

Uma das coisas que não devem deixar de fazer é ver um dos famosos Musicais do West End Londrino, os bilhetes podem ser comprados antecipadamente via internet nos inúmeros sites da especialidade. Para os indecisos  ou quem quiser comprar um bilhete no dia, o melhor é deslocarem-se até à cabine do TKTS, junto da estação de metro de Leicester Square, onde poderão comprar bilhetes para os espetáculos do dia a metade do preço. Atenção quem nem sempre há bilhetes disponíveis para todas as peças.

E porque não podiamos deixar Londres sem falar em gastronomia ( é uma das grandes capitais gastronómicas do mundo), aproveitem a fantástica oferta de street food que existe por toda a cidade. Desde o Borough market a Nothing Hill ou Convent Garden, a oferta é muita e variada, podendo encontrar alguns fantásticos pães artesanais, a sanduíches mais elaboradas , paellas,  fantásticos queijos artesanais ou a moderna e saudável comida do grupo Street Kitchen.

London - 85

Se tiverem alguma dúvida ou questão em que eu possa ajudar na preparação da vossa viagem, não hesitem em deixar nos comentários!

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Vídeo da Semana #3

Que o MAD Symposium (evento organizado por René Redzepi do Noma) é nos dias que correm um dos mais concorridos e inspiradores eventos gastronómicos do mundo já não existem dúvidas. O seu jeito descontraído, o ambiente informal e as apresentações estilo TED em torno da cozinha, fazem voar os bilhetes e levam toda a nata da gastronomia até Copenhaga.

No MAD4 que decorreu este ano e que teve Alex Atala (D.O.M.) como co-curador, houve uma oradora que enche qualquer português de orgulho. Isabel Soares, Co-fundadora da “Fruta-Feia“, apresentou ao mundo, com um toque de simplicidade, humildade e timidez, o protejo que fez nascer. A “Fruta Feia” promove a utilização dos frutos e vegetais que apesar da boa qualidade não apresentam a “imagem” pretendida pelos grandes distribuidores, alimentos que não sendo vendidos se transformavam irremediavelmente em desperdício ( a cooperativa já conseguiu evitar mais de 41 toneladas).

Mas o melhor é ver o vídeo, até porque “gente bonita come fruta feia”.

Isabel Soares: “Beautiful People Eat Ugly Fruit” from madfeed.co on Vimeo.

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O Gaveto

 Gaveto -7 Para um jantar que se pretendia de celebração optamos por comemorar com um bom marisco e entre uma ou outra opção a escolha recaiu sobre O Gaveto. Aberto por Manuel Pinheiro há mais de 30 anos, O Gaveto é um dos símbolos da restauração de Matosinhos, pela qualidade imposta nos produtos e a mestria com que se foi impondo diante de muitos concorrentes. Hoje é caso para dizer que a tradição ainda é o que era, com os filhos do fundador ao leme, o espaço mantém a traça original, com um ambiente acolhedor e familiar como um restaurante deste cariz deve ser.

A cozinha também mantém essa tradição e lembrando os grandes mestres cozinheiros de antigamente, está entregue nas mãos de Humberto Alonso desde a abertura do restaurante.

Gaveto -6Bem instalados e já acompanhados das habituais torradas das marisqueiras da região a primeira escolha não podia deixar de ser as Amêijoas à Bulhão Pato ( já muito se leu aqui sobre amêijoas).

Gaveto -5Amêijoas à Bulhão Pato (18,5€)
Bivalve de grande qualidade, cozinhado no ponto certo e de sabor presente, sem ser sobreposto pelo alho ou os coentros. O Molho, rico em azeite foi um delicado pecado. Um Excelente início.

Gaveto -4Sapateira Recheada (35€/kg) e Camarão Gigante (55€ /kg)
Continuando no marisco, uma bem avantajada sapateira recheada. Cozinhada no ponto com a carne suculenta e um bom recheio, onde apenas o excesso de pimento se sobrepunha um pouco aos demais ingredientes. Quanto ao camarão, irrepreensível,  textura, cocção, e sabor. Muito, muito bons.

Gaveto -3 Churrasquinho no Pão (Prego em pão) (7€)
Depois de uma dose farta de marisco, a sapateira tinha mais de um kg, terminamos com o clássico prego em pão, aqui bem representado por um excelente bife do lombo, no ponto desejado e de ótimo sabor. Apenas o pão poderia ser de melhor qualidade. Destaque ainda para o imprescindível molho picante da casa.

Gaveto -2Pão de Ló de Ovar (4,5€) Trouxa de ovos (2,5€)
Porque um mal nunca vem só, lá fomos obrigados a juntar 3, dois doces conventuais e um vinho do Porto para combinar na perfeição. O Pão de Ló, estilo Ovar, ainda que de produção industrial, é de excelente qualidade, cremoso quanto baste e sem excesso de doçura ( arrisco a dizer que é o mesmo que é vendido por um outro grupo como o Melhor do Universo). A trouxa de ovos, era também ela de boa qualidade mas sem deixar grande memória.

Uma das coisas que mais distingue O Gaveto das demais Marisqueiras das redondezas, é a sua carta de Vinhos, sem dúvida uma das melhores e mais bem catalogadas da cidade, e provavelmente com a melhor relação de custo-benefício. Acompanhamos o Marisco com um Alvarinho Contacto de Anselmo Mendes (15,25€), que cumpriu muito bem o seu propósito.  Os doces foram acompanhados por um Tawny Niepoort 10 anos (5,75€). Todo o serviço de vinhos é de extrema qualidade, com o cuidado e a atenção certa nas temperaturas e copos para cada vinho.

O Serviço de sala, clássico e tradicional é de uma simpatia inigualável e de uma genuinidade que já não existe. Fizeram-me sentir em casa, sem banalizar o acto de comer e servir, e isso é muito difícil.

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Considerações Finais
O Gaveto é um daqueles restaurantes que deve agradar a todos, não pelos malabarismos da comida, pelas técnicas arrojadas ou o serviço de um restaurante estrelado, mas sim pelos seus ingredientes e a forma simples como são tratados.  Um espaço histórico que tem sabido manter as tradições da comida Portuguesa ao mesmo tempo que sabe acompanhar as tendências mais actuais, sendo isso mais visível, por exemplo, no cuidado com a sua carta e serviço de vinhos. Não é um restaurante barato, mas é um espaço de onde certamente não sairão defraudados, pela qualidade dos seus ingredientes e pela mão certeira que os comanda quase de olhos vendados. Numa próxima visita deixamos os mariscos de lado (ou iremos tentar) e passamos a testar os seus mais tradicionais e famosos pratos de arroz e peixe.

O Gaveto
Rua Roberto Ivens, 826, Matosinhos – Porto
229 378 796

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Vídeo da Semana #2

Com a chegada do Luxo Asiático à oferta hoteleira de Paris, com exemplos como o Shangri-la, o Mandarim Oriental ou o mais recente The Peninsula, os históricos hotéis da cidade sofreram e sofrem gigantescas reformulações para manter e cativar os seus clientes. Um desses clássicos é o Plaza Athénée na elitista Av. Montaigne, hotel onde o Mestre Alain Ducasse tinha o seu principal restaurante de Paris, galardoado com 3 estrelas Michelin.

Com toda a remodelação do Hotel e depois da perda das 3 estrelas devido ao encerramento,  com uma visão que lhe é característica, Ducasse rasga completamente com o passado, e cria um menu sem carnes, focando-se nos produtos do mar (a sua grande paixão), nos legumes e nos cereais para criar uma nova e mais sofisticada cozinha.

O Vídeo desta semana mostra o processo de criação deste novo restaurante, da paixão dos mais exímios e tradicionais produtores, ao mais sofisticado design Parisiense.

NATURALITÉ from Simon Pénochet on Vimeo.

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Porto – PROVA Wine Food & Pleasure

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O Porto vive dias lindos no que diz respeito à renovação e abertura de novos espaços. Muitos, é certo, não terão qualidade para sobreviver depois do Boom da abertura, por um ou outro motivo, mas quase sempre pela sua base ( uma cópia de um outro negócio – vejamos as “tapas” que são petiscos e outros estabelecimentos). Depois existem os outros, simples, bem pensados e acima de tudo diferenciados, e é aqui que se insere o PROVA Wine Food & Pleasure, um Winebar, que promete fazer do vinho a concorrência que o Gin tanto precisa.

Prova-7            Prova-6            Prova-4

Aberto desde Março, entre o gastronómico Largo de São Domingos e o agitado Hard Club na Rua Ferreira Borges, o PROVA segue a paixão de Diogo Amado, o jovem proprietário, que sonha e vive o vinho. O Espaço pretende dar a conhecer vinhos mais e menos conhecidos de todas as regiões do País, com uma oferta alargada quer em garrafa quer a copo e a preços corretos (tão difíceis de encontrar nos dias que correm). As escolhas de Diogo não são óbvias, e nem sempre fáceis de vender, pelo que o desafio de convidar os seus clientes a experimentar algo novo, a quebrarem preconceitos e a conhecer uma outra realidade dos nossos vinhos, é sem dúvida uma mais valia.

Prova-2

A ajudar os vinhos e porque são bem mais inseparáveis que o Romeu e a Julieta, está a comida, para já servem tábuas de queijos, presunto ibérico, e tostas, mas a julgar pelo espaço de cozinha que se pode ver da sala, e alguns jantares vínicos que já realizaram, o mais certo é acabarem com um trabalho mais profundo no que a comida diz respeito.

Prova-3

O espaço é descontraído, com uma decoração simples, marcada claro pelas garrafas da sua matéria prima, boa música ambiente, criando um ambiente perfeito para um momento de descontração entre amigos que partilham a paixão pelo vinho e para outros, quem sabe a descobrirem.

Quem se apaixonar por algum dos inúmeros vinhos da carta, podem optar por levar algumas garrafas para casa a um preço mais convidativo que o do bar.

E aqui fica um brinde às boas ideias, e ao sucesso! Porque o segredo está nas coisas mais simples.

Prova-8           Prova-9            Prova-5

PROVA Wine Food & Pleasure
Rua Ferreira Borges, 86 – Porto
00351 917 943 056

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Viajando Por Cinque Terre

cinque terre -18Manarola

No Noroeste de Itália,  numa longa e estreita faixa costeira coberta de montanhas, rochedos, e casas coloridas, encontramos uma das maravilhas do mundo – Cinque Terre! Esta região pertence à costa oriental da Ligúria, mais concretamente à Riviera di Levante.
Como o próprio nome indica, são cinco aldeias independentes, Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola, e Riomaggiore.
Chegamos de comboio, Via La Spezia, por ser mais fácil e rápido do que conduzir até alguma das cidades. Começamos por Riomaggiore e fomos percorrendo cada uma destas preciosidades da natureza, consagradas Património Mundial da Unesco desde 1997.

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Estes cinco magníficos e elegantes locais estão literalmente plantados no topo de vertiginosas falésias voltadas para o mar, estando apenas ligados por um caminho antigo, Sentiero Azzurro, ou Caminho Azul. Esta ligação entre as pequenas cidades oferece-nos uma vista deslumbrante sobre a costa e as vinhas em socalcos, permitindo também o acesso a algumas praias isoladas. No entanto, a percorrê-lo na totalidade, leva cerca de 5h, e como passamos apenas um dia em Cinque Terre, optamos por fazer as ligações entre cada terra de comboio, é um método mais rápido, mas que não tem certamente a mesma graça e ousadia do que percorrer as subidas e descidas e desfrutar da paisagem na sua plenitude.

cinque terre -13Estação de Riomaggiore

Um dia dá perfeitamente para fazer toda a visita, no entanto, podem optar por ficar uma noite numa das terras e aproveitar mais as cinco cidades, e se forem no verão, aproveitar também as praias.
Há apenas um local que é de percurso obrigatório a pé, a Via dell’ Amore, a ligação entre Riomaggiore e Manarola. Este demora cerca de 15min, e é um percurso que como o próprio nome leva a crer, será o mais romântico de todo o Sentiero Azzurro, e que conquistou o seu nome por ser o ponto de encontro de amantes das duas terras. Quanto ao seu romantismo apenas posso falar do que dizem, porque para mal dos meus pecados, a via estava fechada para manutenção. Mas se tiverem oportunidade não percam esta caminhada!

cinque terre -6comida de rua em Cinque Terre

Cinque Terre faz parte duma perspectiva diferente, eu não vos posso dizer que haja locais de interesse a visitar, ou pontos de visita obrigatórios, o sucesso desta região não é esse, mas sim toda a sua estrutura, as casinhas coloridas, a construção em socalcos, toda a paisagem deslumbrante sobre a costa, com a água como pano de fundo e o horizonte em cada ponto.

É uma região típica, mágica, diferente, saída dum outro mundo, duma outra realidade. Enfim, mais um paraíso, naquele que é cada vez mais o meu país de eleição – Itália.

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