Chryseia 2014 e a criatividade de Hans Neuner

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Foi no passado dia 6 de Julho no restaurante Ocean (** Michelin) do Hotel Vila Vita Park que a Prats & Symington – a joint venture entre a família Symington e o famoso produtor de Bordéus, Bruno Prats – apresentou pela 13ª vez o seu já clássico Chryseia, um dos nomes mais prestigiados do Douro, que nasceu em 200o depois do convite da família Symington a Bruno Prats para juntos criarem um vinho de mesa que rivalizasse com os melhores do mundo. E assim nasceu o Chryseia, feito a partir das  Quintas de Roriz e da Perdiz, um vinho que na sua 2ª colheita se tornou o primeiro vinho da região a entrar no Top100 da Wine Spectator, tendo inclusive, com a bem sucedida colheita de 2011, alcançado a 3ª posição do mesmo ranking.

Mas deixemos a história e passemos ao presente!

Com a sempre exímia organização do grupo, não houve poupança nos detalhes para a apresentação deste que é o grande vinho de mesa do grupo, começando a recepção aos convidados com o sempre elegante Pol Roger Pure Extra BrutUm champanhe clássico e bem afinado, com notas cítricas e florais a juntarem-se a notas de pão e fermento com um final longo e uma excelente estrutura.

oceanchry-2 Roger Kolbu, André Ribeirinho (Adegga) e Bruno Prats oceanchry-4Rodrigo Menezes, Miguel Pires e Joe Alvares-Ribeiro

E claro, depois de uma agradável receção seguiu-se um ainda mais interessante almoço na renovada sala do Ocean, sobre o comando atento de Hans Neuner.

oceanchry-6 oceanchry-8Rupert Symington na apresentação do almoço

Convidados instalados e apresentações feitas foi tempo de dar o brilhantismo à cozinha e deixarmo-nos levar pelo cuidado posto em cada prato. E não podíamos ter começado de melhor forma, Carabineiro com ervilha, toucinho e flor de sabugueiro e Ostras com foie gras, ananás dos açores e malva rosa, ambos harmonizados com um Pol Roger Brut Vintage de 2004.

oceanchry-12Ostras com foie gras, ananás dos açores e malva rosa

Sobre os pratos, ambos irrepreensíveis, pela conjugação nobre de ingredientes locais com a sazonalidade e a criatividade, no entanto, é impossível não destacar o prato de ostras, em que apesar de estas perderem algum protagonismo no conjunto lhe conferem uma frescura e uma subtileza de sabor a mar únicas. Um grande prato! Quanto ao vinho, foi uma escolha perfeita, que começa por surpreender pela sua cor dourada,  fruto da evolução com notas florais e de marmelo no nariz e uma boca bem delicada e gulosa, que acaba de forma cítrica, fazendo-nos querer beber mais, e mais…

Seguiu-se a manteiga e o pão caseiro feito com sourdough, que merece destaque de prato por si só.

oceanchry-13O lindíssimo trabalho técnico posto na criação das manteigas, ou serão as “jóias” ?

O almoço não se limitou à apresentação do Chryseia, mas sim da apresentação de todos os selos de 2014 da Prats & Symington. Começando assim pelo Prazo de Roriz, um vinho que é certamente uma das melhores relações qualidade preço do Douro no seu segmento, e que tem neste 2o14 um vinho que começa a fugir para a elegância em detrimento do peso e concentração, numa mistura bem conseguida de várias castas em que a Touriga Nacional dá apenas um complemento. Frutos vermelhos sem excesso, especiarias e alguma mineralidade dão o mote para um vinho que proporcionará excelentes momentos a quem o provar.

No nosso caso acompanhou bem um Robalo do Mar com Morcela e Aipo, com as notas mais pesadas e de especiarias da morcela a ligarem-se optimamente ao vinho, criando um prato lindíssimo e com uma grande paleta de sabores bem conjugados. Soberbo!

oceanchry-14Robalo do Mar com Morcela e Aipo

Partimos depois para um dos mais criativos pratos do menu de Hans Neuner, o Queijo de Porco, que é nada mais nada menos do que um falso queijo, com direito a selo e caixa de madeira, que se trata mais concretamente de uma espécie de ravioli feito de queijo e recheado com bochecha de porco e umas “pétalas” de cebola que lhe dão outra textura, dimensão e frescura!

oceanchry-16Queijo de Porco

Um grande prato que harmonizou com o Post Scriptum 2014, ainda um pouco fechado, pelo que vai beneficiar bem do tempo em garrafa, e que segue um caminho oposto ao do Prazo de Roriz, com mais Touriga Nacional e concentração, onde predomina a fruta madura e a potência, ainda que o consigam fazer com bastante elegância e sem excessos. Será certamente mais um grande Post Scriptum.

oceanchry-15 Charles Symington durante a apresentação do Post Scriptum

oceanchry-17Bruno Prats a apresentar o “Homenageado” Chryseia 2014 

E chegou o momento que nos levou a todos até ao Algarve, provar a última colheita do Chryseia, o 2014, um ano que segundo Charles Symington teve algumas semelhanças com 2007 (um grande ano no Douro). Quanto ao vinho, é garantidamente um vinho do Douro, com esse DNA bem marcado na sua prova, com a Touriga Franca a sobrepor-se no lote pela 1ª vez à Touriga nacional, proporcionando  uma frescura e mineralidade que equilibram muito bem o poder e concentração do vinho e a garantir-lhe a longevidade que um vinho desta categoria merece.

oceanchry-18Novilho com cebolas, cogumelos e massa mãe

Para “complementar” o Chryseia, Hans Neuner serviu um Novilho com cebolas, cogumelos e massa mãe. Aqui com pequeno problema de tempo de serviço, com a nossa mesa a ser a última a ser servida e a carne a passar do ponto e a tornar-se um pouco seca. Nota altíssima para o jus que acompanha a carne e que merece estrelas por si só.

No Capítulo doceiro, foi servida uma sobremesa fresca à base de Cerejas, chocolate e cacau, que apesar de estar uns níveis abaixo dos restantes pratos do almoço, cumpriu bem com o seu propósito. Melhor foi a companhia, um Vintage 2004 da Quinta de Roriz, ainda com bastante fruta escura e notas de compota que se ligaram muito bem com a cereja e uma ótima acidez a fazer maravilhas com o chocolate.

Para o final ficaram os habituais petit fours e um fantástico Graham’s 30 anos, com uma bonita cor de tom âmbar, boa frescura para a idade e cheio de frutos secos e delicadas notas de mel que nos apetece continuar a saborear até ao fim (um problema comum dos bons vinhos do Porto).

oceanchry-21O line up do dia 

Foi um grande almoço, que mais uma vez prova a qualidade do trabalho da equipa comandada por Hans Neuner no Ocean! já a renovação da sala e da cozinha veio trazer à equipa um novo alento e quiçá a luta por uma 3ª estrela.  Quanto aos vinhos não há dúvidas que esta parceria entre a Symington e Bruno Prats cria ano após ano alguns dos vinhos mais interessantes da região Duriense.

ocean Um brinde ao Chryseia e ao Douro com Graham’s 30 anos 

Quanto a estes 2014 são mais uma produção de sucesso garantido!

English Version

Fotos: Flavors & Senses

Nota
Estivemos na apresentação do Chryseia a convite da Prats & Symington, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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O Paparico (2016)

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Já muito se falou e escreveu sobre O Paparico – foi até eleito Restaurante do Ano nos prémios Flavors & Senses – Os Melhores para 2014 (ver) – , um restaurante fora da órbita turística da cidade que se tornou um verdadeiro fenómeno de sucesso entre estrangeiros e locais, com uma oferta de cozinha tradicional portuguesa mais aprumada e um serviço de sala que fazia inveja à grande maioria dos restaurantes com estrela Michelin.

Pois bem, esse mesmo O Paparico mudou! Mas não se assustem, não fechou, não serve hamburgers, nem tão pouco baixou a qualidade, muito pelo contrário. Está é a dar o salto qualitativo que sempre se percebeu ser o sonho de Sérgio Cambas, o proprietário, que com a maturidade certa, o crescente interesse da cidade do Porto nos roteiros internacionais e uma melhor alavanca financeira, potenciada pelo sucesso da sua mais recente aposta, o Brasão Cervejaria, decidiu mudar e levar este já clássico da cidade para outros voos!

Mas que mudanças são essas? Perguntarão os leitores menos atentos.

São acima de tudo mudanças de posicionamento, um pouco como alguns velhos restaurantes de família que vão passando de geração em geração, moldando-se aos tempos e passando de uma cozinha tradicional até à alta cozinha, como acontece muito em França ou na vizinha Espanha, em que muitos dos principais cozinheiros de hoje foram moldando os restaurantes tradicionais que herdaram de família.

opaparico2016O Clássico bar de O Paparico, que em tempos serviu de berço ao fenómeno do Gin na cidade do Porto

Aqui Sérgio Cambas decidiu que não havia de esperar pela próxima geração e pôs mãos à obra, tirou a sua equipa de cozinha da zona de conforto e desafiou-os a fazer mais e melhor, sempre com o foco nos sabores da tradição portuguesa, desafiou a sala a fazer também ela mais e melhor, servindo apenas menus de degustação, apostando na mise en scène e dando ainda mais protagonismo aos vinhos, e acima de tudo desafiou-se a si próprio, quando se propôs a mudar uma fórmula de sucesso.

Mas deixemos as histórias e passemos ao que realmente interessa, a nossa experiência!

Sabendo deste novo arrojo do restaurante, lá decidimos fazer uma visita. O conceito de porta fechada mantém-se, com o toque da campainha a trazer uma recepção pronta, que nos trata pelo nome ( a revelar um estudo das reservas e um cuidado com o detalhe que muito raramente se vê fora do circuito dos grandes restaurantes), e que cordialmente nos sugere uma bebida no bar enquanto são ultimados os detalhes na mesa.

E assim começou a nossa experiência neste O Paparico v2.0, com uma conversa amena e romântica, umas folhas crocantes de farinha de arroz, água aromatizada com alecrim e limão e um brinde com o excelente espumante bairradino Wijion 100% Baga, servido num fantástico copo Riedel, que lhe fez sobressair a bolha fina e uma mousse de grande elegância.

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Chegando à sala, percebe-se que diminuíram o número de mesas e que as mesmas se tornaram mais amplas, e que a iluminação também sofreu grandes alterações (ideais para aqueles que insistem em tirar fotografias da comida!!!). Já na mesa, somos recebidos com tradição e alguma modernidade, com a broa de Avintes, o pão caseiro, um excelente folar transmontano, azeitonas curtidas ao jeito das alcaparras transmontanas e a imprescindível manteiga, aqui com duas versões, manteiga de cabra e cabra com algas – deliciosas.

Enquanto nos explicam a nova carta percebemos as principais alterações, deixando de haver uma opção à carta, que antigamente contava com pratos para partilhar, surgindo apenas 3 opções de menus de degustação, 3, 4 e 6 pratos e preços entre os 65€ e os 100€ com propostas de harmonização de vinhos entre 30 e 50€ dependendo do menu escolhido.

opaparico2016-3Canja de galinha

Escolhas feitas e pratos deixados na mão da equipa (é possível criar o nosso menu com base nas propostas apresentadas, 3 entradas, 3 peixes e 3 carnes), eis que surge o primeiro amuse bouche, uma Canja de galinha, reinterpretada  com um excelente  caldo, o arroz ou a massa dão a vez a uma espécie de espuma, onde não faltou também a gema, e que não se lembra de batalhar pelos ovinhos da canja.. Um inicio que apela à memória e nos reconforta.

opaparico2016-4Terrina de Arouquesa e Presunto de porco preto

Seguiu-se um dos clássicos da casa, a excelente Terrina de Vitela Arouquesa com vinho do Porto, preparada ao jeito da Tangerina de Heston Blumenthal, com a textura e o sabor bem afinados e um Presunto de Porco Preto com pão crocante, bem ao jeito espanhol, servido com uma desconcertante imagem do animal! Este apontamento visual, certamente causará muita discórdia, uns amarão a ideia, outros não se sentirão confortáveis a comer enquanto cruzam o olhar com o porco. Mas se a intenção é causar impacto, tensão e até uma conversa de discórdia, a ideia está mais do que conseguida.

A harmonizar, esteve um Sousa Lopes Late Harvest 2013 da casta Petit Manseng, um dos melhores colheita tardia produzidos em solo nacional, mais propriamente em Famalicão na Adega Casa da Torre, com uma excelente cor, notas florais, pêssego e mel e uma boca de final longo e a doçura bem equilibrada pela sua acidez bem vincada. Perfeito, quer com a terrina quer com o presunto.

opaparico2016-5Salada de Polvo

Para terminar os snacks – se é que se lhe pode chamar assim – seguiu-se um bom exemplo da tradição portuguesa levada a outros níveis de execução e apresentação, sem descaracterizar o sabor, uma aparentemente simples Salada de Polvo, com a salsa a ser substituída por uma excelente e refrescante emulsão de molho verde, o polvo a ser apresentado em fatias finas e a cebola em forma de quenelle cortada numa brunoise tão pequena que deixaria os senhores do Le Cordon Blue envergonhados. Delicado, simples, saboroso e familiar, onde se destaca não só a técnica como a qualidade do produto onde não falta sequer o toque do soberbo vinagre da Quinta das Bágeiras.

No copo esteve o leve e fresco Sílica branco 2013, um vinho versátil à mesa, cujo lado cítrico combinou muito bem com o polvo. opaparico2016-6Feijoada de Carabineiro
Pegando na bem tradicional feijoada de mariscos, juntou-se-lhe o rei dos camarões, um feijão de qualidade superior e técnicas mais contemporâneas. Carabineiro com a cocção afinada, em que a sua sempre preciosa cabeça deu origem a uma espécie de azeite em pó, bem acompanhado pelos excelentes feijões num conjunto refrescado pelos pequenos apontamentos de hortelã. Fosse o molho da feijoada um pouco mais apurado e seria um prato perfeito.

Para acompanhar o marisco o escanção surpreendeu-nos com uma cerveja, mas não uma cerveja qualquer, mas sim a artesanal Deus  – Brut des Flandres, uma cerveja complexa que viaja entre a Bélgica, onde é produzida, e a região de Champanhe, onde é fermentada pela segunda vez e envelhecida segundo o método da região. Uma cerveja com notas de espumante, aromas complexos e sabor delicado.

opaparico2016-8Tabafeira, a Chouriça da resistência
Considerada muitas vezes sinónimo de alheira, a tabafeira era conhecida em Trás os Montes como um chouriço semelhante à alheira mas produzido para ser consumido de imediato, sem a necessidade de ir para o fumeiro.  Aqui recria-se essa combinação do pão com a gordura e as carnes de coelho e perdiz, com um esparregado bem fino de espinafres, mostarda hidratada, água de cogumelos e um gel de ovo. Ingredientes bem ligados, com um bom jogo de texturas, mas sem grande graça ou sabor digno de destaque. Não sendo mau, foi o prato menos interessante desta longa refeição.

No copo esteve um dos melhores exemplos da casta Chardonnay produzidos em Portugal, o Quinta do Cidrô 2012 da Real Companhia Velha, ligeiramente mais evoluído do que esperaria, mas com a estrutura, corpo e complexidade certas para o prato.

opaparico2016-9Caldeirada
Mais um clássico português que hoje é recriado na maioria dos restaurantes nacionais de fine dining, a Caldeirada. A d’ O Paparico leva Imperador, Pargo, Salmonete, amêijoa e mexilhões, tudo cozinhado no ponto certo, com finas lâminas de batata e um molho untuoso e cheio de sabor que nos remete para as memórias do sabor. O prato é depois elevado pela intensificação dos sabores a mar dados pelas algas e refrescado pela acidez subtil de um gel de laranja que acompanha o conjunto. O momento alto da noite!

A acompanhar esteve o não menos interessante Arinto dos Açores Sur Lies 2014 de António Maçanita, mais uma prova do grande trabalho que o Maçanita tem vindo a realizar com os vinhos dos Açores. Não se confunda o Arinto dos Açores com aquele que conhecemos no continente, esta é uma casta autóctone, cuja localização lhe transmite uma salinidade e acidez únicas, com a maturação sobre as borras a trazer maior complexidade e intensidade. Um vinho muito, muito fresco, cheio de cítrinos, e uma boca com bom corpo e untuosidade que se fundiu e limpou muito bem com o molho da caldeirada. Um vinho que quero muito provar depois de envelhecido durante uns bons anos.

opaparico2016-10Meia unha com Grão
Adoro mão de vaca, pézinhos de porco e todos os cortes menos nobres e gelatinosos, pelo que não resisti a pedir esta adaptação da clássica mão com grão. Carne gelatinosa e bem saborosa num preparado em jeito de terrina, bom chouriço e um caldo rico e delicado. Nota alta para a qualidade do grão apresentado, muito, muito bom!

A escolha para a harmonização recaiu sobre um Loureiro 2009 Royal Palmeira, também ele mantido em contacto com as borras, criando um loureiro elegante e complexo ainda marcado por fruta fresca e um lado fumado fruto da boa evolução em garrafa.

opaparico2016-11Cabrito com legumes à padeiro
Comida familiar e de conforto, onde o assado de domingo é rei. Aqui com um cabrito desossado de grande qualidade, cozinhado no ponto, com ótima textura e suculência, acompanhado de legumes bem trabalhados e a batata assada, tudo isto sobre um creme feito à base de arroz de miúdos do cabrito. As avós que me perdoem mas seria ótimo que o habitual cabrito de domingo fosse sempre assim!

No copo esteve um tinto do Alentejo, Altas Quintas Reserva-do 2005, um vinho a quem os anos fizeram maravilhas, equilibrando-lhe o álcool e o estágio em madeira com uma acidez soberba, fruta escura, notas balsâmicas, especiarias e muitas ouras coisas que iam surgindo à medida que o vinho se ia abrindo no copo. Um grande vinho que completou e engrandeceu o prato.

opaparico2016-12Pré-sobremesa

A refeição já ia longa e bem regada quando passamos às sobremesas, começamos com um bonito “falso” morango que serviu de pré-sobremesa, servido com sorvete de morango, morango liofilizado, merengue, crumble e natas azedas. Excelente empratamento e excelente sabor.

opaparico2016-13Chocolate, Avelã e alfarroba 
Quando muitas vezes sabemos que as sobremesas são o calcanhar de aquiles de muitos restaurantes, somos tentados a esperar o mesmo, mas saíu-nos uma boa surpresa. Apurado sentido estético numa conjugação quase garantida. Fantástico sorvete de cacau, com uma boa “bomboca” de chocolate, e avelã com bolo de alfarroba. Prato com um bom jogo de texturas e doçura equilibrada.

A harmonizar esteve um Niepoort Lbv 2007, com o habitual perfil da casa, mais seco, mas mais bem concentrado e com notas de fruta e chocolate que funcionaram muito bem com a sobremesa.

 opaparico2016-14O ovo
Servido numa galinha de vidro semelhante às muitas de chocolate que na minha infância apareciam lá por casa por altura da Páscoa, o Ovo! Ou seja, uma homenagem às tradicionais sobremesas portuguesas, à base de muita gema e acúcar, aqui com os clássicos fios de ovos a servir de ninho, merengues, crumble de canela e um ovo feito à base de uma espécie de zabaglione com recurso a nitrogénio líquido. Fresca, equilibrada e bem conseguida, uma sobremesa que terá ainda muito espaço para outras versões.

A acompanhar esteve um Colheita Dalva de 1985, muito bem envelhecido, com uma excelente cor e notas de mel, frutos secos e baunilha que se tornaram uma companhia irrepreensível para uma sobremesa à base de ovos.

 opaparico2016-15Toucinho do Céu
E porque a dieta já estava perdida, aceitamos provar ainda mais uma sobremesa, Toucinho do céu. Desta feita com o toucinho a ser concebido mais ao jeito espanhol do que ao português, com uma textura mais próxima do pudim que do nosso toucinho com amêndoa e chila. Aqui bem complementado com avelãs picadas, sorvete de limão e uma folha de avelã. Teve tanto de delicia como de pecado!

Para fechar o capitulo vínico e porque o nível de álcool também já ia alto, um Madeira Ribeiro Real Malvasia 20 anos da Barbeito, mais um grande, grande vinho, cor âmbar lindíssima, notas de madeira exótica, chocolate, caramelo que se fundiu muito bem com a sobremesa e um corpo doce e suave com um final seco, que nos faz querer continuar a beber.

Uma coisa que odeio em restaurantes de fine dining é a expressão “infusão do chef” que depois nos chega à mesa com etiqueta de uma determinada marca de chás e muita das vezes sem grande interesse ou qualidade. Pelo menos aqui a infusão é feita na casa, com recurso a hortelã e mais uns apontamentos que a memória me esconde. A acompanhar não faltou uma caixa de música, que noutro ambiente seria excessiva e demasiado forçada mas que naquela sala, com aquela decoração e  naquele ambiente acaba por funcionar como um bom cofre de petit fours.

opaparico2016-16caixa de musica, que é como quem diz de petit fours

Como fui falando, o serviço de vinhos foi irrepreensível do primeiro ao último segundo, copos de 1ª linha, vinhos servidos no tempo certo e antes de cada prato, bem explicados e acima de tudo muito bem conjugados com os pratos, e sempre com opções fora da caixa.

Um serviço notável que se funde bem com o meticuloso trabalho que a equipa de sala foi realizando ao longo de todo o jantar, sob a batuta minuciosa de Sérgio Cambas.

Considerações Finais
Diz-se que a sorte protege os audazes, outros dirão que são os audazes que escrevem a sua própria sorte, o que é certo é que Sérgio Cambas tem um pouco de ambas as expressões e que este seu “novo” O Paparico merece bem que a sorte o acompanhe. De um clássico sempre seguro passou a um fine dining com poucos pontos de comparação em Portugal, por toda a experiência que oferecem desde o momento em que se toca à companhia até ao momento em que se apaga a luz da última mesa na sala. Do serviço não há muito a dizer, existem muito poucos que o façam tão bem ou melhor em Portugal, quanto à cozinha, é bonito ver uma mudança tão radical, uma saída da zona de conforto e claro, o resultado conseguido, porque a verdade é que não basta querer fazer mais e melhor, é preciso conseguir, é preciso manter o padrão e melhorar cada detalhe. Desta experiência saímos mais do que satisfeitos, com um menu bastante extenso em que uns pratos estavam uns níveis a cima de outros como seria expectável.

Agora com uma experiencia deste nível logo na fase de mudança, espero grandes coisas para o futuro desta versão 2.o d’ O Paparico. Imperdível!

O Paparico 
Rua de Costa Cabral 2343, Porto
+351 225 400 548

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses 

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Um Jantar, 3 Génios e uma mesa bem composta

niepoortleitaria-4O clássico Demijohn da Niepoort

É sempre bom receber convites e ver que o trabalho que se realiza tem alguma importância para as pessoas, mas existem vários tipos de convites, muitos não fazem o mínimo sentido, outros não nos agradam, outros somos forçados a recusar for falta de disponibilidade, e outros, são especiais, são convites que não vêm em press release nem com o nome trocado, são pessoais, com mensagens curtas mas cheias de conteúdo! E são estes convites que não esquecemos, que quando os recebemos nos deixam cheios de ânsia, e que no dia seguinte as memórias tomam conta do nosso pensamento!

Para provocar esses momentos especiais não há como as empresas como as vínicas, e como a Niepoort em particular contar-se-ão certamente muito poucas (mesmo, muito, muito poucas!).

Dito isto, nada como revelar o conteúdo do convite, que num pequeno, mas fantástico espaço como o Feeling Grape, reúne 3 grandes génios, Dirk Niepoort, sobre o qual já quase tudo foi dito e escrito –  embora cada vez que partilhe um momento com Dirk, sinta que por mais que se possa escrever e ler sobre o seu trabalho não existe nada melhor do que ouvi-lo, especialmente enquanto o bebemos também –  Philippe Pacalet, o génio da Borgonha, que volta ao Porto (ver 1º artigo) para nos mostrar os seus vinhos únicos, que com toque de vigneron e mão subtil expressa como ninguém os vários Terroirs que os Deuses criaram naquele canto tão especial, e por último, mas não menos importante, Vítor Claro, o cozinheiro que também produz vinho, mas que não se limita a assiná-los, cria-os, estuda-os e suja as mãos na altura da acção.

A noite, ou a tarde para ser mais honesto, começou bem com clássico Porto Branco velho, um vinho com cerca de 70 anos em garrafa e outros tantos antes de ser engarrafado, uma experiência única sempre que o provamos, com o seu lado seco a revelar-se o aperitivo perfeito, com a complexidade da idade e um final que chama pela comida.

Seguiram-se algumas amostras de futuros lançamentos da Niepoort, alguns dedos de conversa (com direito a desenferrujar o francês) e um ouvido afinado de bom aluno enquanto se ouviam algumas palavras sábias, fossem elas de vinho ou da vida.

niepoortpacalet16Bacalhau à Conde da Guarda 
Um prato mítico do Aviz, que o Vítor moldou ao seu estilo e que se tem tornado ao longo dos anos a sua maior assinatura, não havendo hoje gastrónomo que se preze que não reconheça as duas quenelles que o chef coloca com toda a sua subtileza no prato. É uma combinação perfeita de bacalhau, puré e manteiga que se cruza com a frescura e o umami de um tártaro “simples” de tomate. Dois elementos que se complementam na perfeição, e que não poderiam ser um melhor cartão de visita para o que o Vítor Claro pretende que seja a “sua cozinha”, bom produto, muito sabor, elegância e uma subtileza tão elegante que chega a enervar.

Para que não houvesse dúvidas sobre o que nos traria este jantar, o Bacalhau foi harmonizado com o Chablis 1er cru Beauroy 2013 de Pacaletum vinho e um ano, que nas palavras do próprio, expressa bem o seu terroir, com uma mineralidade fantástica, e uma complexidade que o tornou a companhia perfeita para o fiel amigo.

niepoortpacalet16-2 Tártaro de Atum e Ostra
Seguiu-se outro prato fresco, e mais uma vez surge aquela acutilante subtileza, que se transforma numa bomba de sabor, elegante e sem roupagens estranhas, está lá o atum – um rico Bonito dos Açores – as ostras, e o sumo de salada Waldorf, que é como quem diz aipo, maça e pepino(?). Tudo irrepreensível,  com a mão na medida certa e muita frescura!

Para harmonizar, Dirk e Philippe trouxeram o Chassagne-Montrachet 2013obviamente mais um 100% Chardonnay, com uma expressão bem distinta do Chablis, com mais estrutura, aromas mais exóticos, um lado salino e mineral que o tornam bem gastronómico.

niepoortpacalet16-4 Lula Oriental 
Um prato servido a dois tempos, e que também a dois tempos me fez entrar numa espécie de Bungee jumping entre a Terra e o Céu. Um fino tagliatelle de lula gigante crua, marinada em molho de sésamo e soja, com pepino fresco, cebolinho e azeite. Simples, muito simples, fresco, irreverente, delicado e honestamente único.

Para segundo tempo, um caldo, feito com a mesma lula, a sua tinta e coentros. Uma sopa fina, elegante e reconfortante depois de vários pratos frios. Um daqueles caldos que todos gostaríamos de ter quando chegamos a casa.

Para acompanhar um dos grande pratos da noite um dos melhores vinhos provados, o Nuits-Saint-Georges 1er Cru Argillas 2012, elegante, complexo, com fruta vermelha e negra, notas salinas e uma mineralidade que lhe dá uma vida rara e uma energia contagiante a quem o bebe.

niepoortpacalet16-6Lombo de Vitela Maronesa
O delicado lombo de maronesa, cozinhado em “ponto de rebuçado”, acompanhado por foie gras fresco e o seu saboroso molho, equilibrado de forma mais arrojada pelo manjericão e o cebolinho, que contrastam e equilibram o foie com o seu lado vegetal e frescura. Um prato untuoso, intenso e ao mesmo tempo estupidamente delicado.

Para harmonizar com a carne esteve o Chambolle – Musigny 1er Cru 2012, um dos clássicos de Pacalet, um vinho elegante, fácil de perceber e impossível de não se gostar. Com bastante fruta escura e especiarias, que resultam num vinho complexo e profundo,  mais consensual que o Nuits-Saint-Georges 1er Cru Argillas.

niepoortpacalet16-8Paulo Silva AKA o mestre do tacho

niepoortpacalet16-9Robalo de Mar e tomatada 
Depois de uma troca de pratos e vinhos orquestrada como já é habitual por Dirk Niepoort, eis que surge o tacho na mesa, com uma impressionante massada de Robalo, com mais um impressionante caldo de peixe e tomate, lascas suculentas de um robalo de porte generoso e uma massinha no ponto que dá ao prato conforto e substância. Um daqueles pratos que nos remete para a cozinha da avó, com o tacho, a partilha, o conforto, mas um sabor que nos leva para as estrelas – sejam as do guia vermelho ou as do espaço.

Para finalizar os pratos principais, o grande Corton-Charlemagne Grand Cru 2013provavelmente o principal branco do portfólio de Philippe Pacalet, complexo, profundo, focado, com uma ótima acidez e mineralidade. Um branco único!

Para terminar, deu-se folga ao Chef que se juntou aos convidados, enquanto se degustava um excelente Queijo da Serra e claro os vinhos do Porto da Niepoort.

Começando por um Niepoort Vintage de 77 em garrafa de litro, um vinho ainda com garra, com notas de fruta e um lado quase medicinal que recorda rebuçados da tosse, com taninos subtis e muito poder. Um vinho que ainda pode ser guardado!

Para terminar, e porque o Dirk nunca faz a coisa por menos, um dos raros Niepoort Garrafeira 1931, o primeiro garrafeira da casa, que é hoje a única produtora desta categoria de vinhos do Porto que envelhecem em Demijohn’s (grandes garrafões de vidro) e que o IVDP insiste em não autorizar enquanto denominação. Mas bom, o que interessa é o vinho, e esse mais do que notas, é uma história, que se aproxima a bom ritmo de um século de vida, e muitas, muitas emoções. O vinho, esse, está cheio de aromas, que se confundem e se mesclam dando-lhe uma complexidade invejável, mantendo uma frescura também ela especial. Mas bom, aqui o importante era saborear o momento, um grande jantar, 3 grandes senhores e muito, muito vinho.

niepoortpacalet16-10A herança e o génio

Considerações Finais  
Philippe Pacalet é uma pessoa especial, a paixão e o cuidado com que trata os seus diferentes vinhos e a subtileza com que os trata  de forma a que cada um deles expresse da melhor forma possível o terroir em que se inserem, ou não usasse apenas Chardonnay e Pinot Noir para criar mais de duas dezenas de vinhos bem distintos. Assim sendo, não seria possível encontrar para Pacalet um melhor paralelo na cozinha do que Vitor Claro.

Hoje está claro que todos os cozinheiros falam no produto, na origem e na sua importância, mas é Claro quem vive essa busca e essa expressão do produto, sem cirurgias nem maquilhagens! Uma cozinha de rigor técnico, em que os sabores são exponenciados sem serem falseados ou exagerados, e a subtileza e delicadeza das conjugações são impressionantes.

Foi um jantar em que a determinada altura, mais do que os grandes vinhos, a cozinha me emocionou, pelo sabor, simplicidade e elegância, uma cozinha que reflete bem a identidade de quem a criou.

Agora que o restaurante do Vitor, também conhecido como Claro, foi renovado, que a equipa foi reforçada e que os media lhe começam a dar alguma atenção, muitos perguntarão se o Claro mereceria uma estrela, mas a questão que se põe aqui é outra, será que as estrelas merecem o Claro?!

Podem encontrar todos os vinhos de Philippe Pacalet aqui.

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Fotos: Flavors & Senses

Nota
Estivemos na apresentação dos vinhos de Philippe Pacalet a convite da Niepoort, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Vinum

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O Vinum dispensa apresentações por estas bandas, foi eleito “Restaurante Revelação” nos prémios “Flavors & Senses – Os Melhores para 2014” e desde aí tem sido uma presença assídua entre os nomeados nas nossas várias categorias. A junção entre a Graham’s (Symington) e o savoir faire do grupo Vasco Sagardi tem-se revelado uma parceria feliz, que trouxe até ao Porto não só a melhor carne e os melhores cortes, como a melhor técnica de dominar  a parrilla e as brasas.

Mas, com a recente mudança de chef – ao comando do Vinum está agora Hugo Rocha, que entre vários restaurantes estrelados passou também pelo famoso Alinea de Chicago – a cozinha passou assim a ocupar um lugar de destaque ao lado da parrilla, mantendo o respeito pelos produtos e as técnicas fiéis à cozinha basca e portuguesa.

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Com esta mudança lá decidimos fazer mais uma visita e provar algumas das propostas mais recentes da carta, que conta agora também com menus de degustação (5o€ + suplemento de vinhos) .

O ambiente estava perfeito, bem instalados, com uma vista única sobre as duas margens do Douro que só o Vinum proporciona, e uns raios de sol que foram tão raros no passado mês de Maio.

vinum2016-10parece que faltava algum alecrim na cozinha!

Começamos, como não poderia deixar de ser, pelo pão de farinha tradicional que continua a ser o melhor pão artesanal dos restaurantes do Porto, bem acompanhado pelo azeite da Quinta do Ataíde. E como uma espécie de amuse bouche uns pimentos padrón que mostram bem a costela espanhola do restaurante.

vinum2016pimentos padrón

vinum2016-2Rosbife, parmesão e vinagrete de mostarda (16€)
Optou-se por partilhar algumas entradas, em boa hora! Rosbife, bem preparado, com textura e espessura certeiras, bem acompanhado pela vinagrete de mostarda, as notas do pinhão tostado e, claro, o sabor do parmesão de boa qualidade. Muito Bom!

vinum2016-3Salada de Pato à Vinum (17€)
Outra excelente salada, desta vez com pato fumado, rillettes de pato e foie, com tostas crocantes, laranja amarga assada e folhas verdes. Prato muito equilibrado, com as notas amargas da laranja a contrastar bem com a gordura e os pequenos apontamentos de compota que se apresentavam no prato. Excelente a Rillette, que resulta numa das melhores saladas da cidade!

vinum2016-4Espargos Brancos na grelha (22€)
Espargos brancos, levemente grelhados, para adquirirem o aroma e sabor do fumo, bem acompanhados por uma vinagrete simples e fresca. De negativo apenas a textura do espargo, que normalmente no branco já é sempre mais tenra, mas aqui a ser tenra em demasia.

A harmonizar com as entradas esteve o sempre festivo Altano branco 2015, com boa frescura e uma estrutura leve que acompanhou bem.

vinum2016-5Guisado de Bacalhau, alcachofras e amêijoas (26€)
Um prato que mostra bem a identidade deste “novo” Vinum e o seu respeito pela tradição e pelos ingredientes. Bacalhau de meia cura à boa maneira Basca, cocção irrepreensível, caldo apetitoso, onde o pão volta a ganhar um lugar na prova. Nota alta ainda para as ótimas e suculentas amêijoas e a textura e notas de terra que a alcachofra trouxe ao prato. Vale a visita!

vinum2016-6Magret de pato, foie gras, cebola tenra recheada e molho Grahams Six Grapes (23€)
Pato selvagem cozinhado no ponto, saboroso e com a pele bem tostada, falhou na textura da peça, mais rija que o desejado! Excelente a junção das lascas de foie fresco, e da cebola recheada com compota de cebola e cebolinho, cujo lado vegetal e fresco contrasta muito bem com o pato, o foie e o molho de porto graham’s. Provavelmente com outro magret será um prato para ficar na memória.

Acompanhou-se quer o peixe quer a carne com um Pombal do Vesúvio 2013, um vinho bem feito, com notas características do Douro, e um toque de especiarias que foi particularmente feliz com o pato.

vinum2016-12 A Tábua de Queijos com o impressionante Stilton de Billy Kevan

vinum2016-8Chocolate e laranja amarga (7€)
Apresentação demasiado clássica para uma sobremesa que se revelou uma boa surpresa, com as notas mais ácidas da laranja a quebrar muito bem a doçura e a conjugar muito bem com o chocolate.

vinum2016-9Pera em Quinta do Ataíde Bio, gelado de nata (7€)
Um porto seguro da doçaria portuguesa, com a pera cozida no ponto, molho equilibrado e doce q.b., bem acompanhada pelo gelado de nata e um crumble de bolacha que adiciona uma nova textura ao prato. Simples e bem feito!

Com as sobremesas, ou não estivéssemos nós numa das mais importantes Caves de Vila Nova de Gaia, não faltaram os vinhos do Porto, onde se provaram o Graham’s 20 anos, o 30 anos (perfeito com a sobremesa de chocolate e laranja, graças às suas notas de laranja, estrutura e uma acidez que impressiona) e o LBV 2009, que funcionou muito bem com a pera.

vinum2016-7O Carrinho de Vinho do Porto a copo do Vinum, com destaque para a lindíssima caixa do Ne Oublie 

O Serviço decorreu de forma calma e pausada, com técnica e rigor nos momentos mais necessários e descontração no tempo certo.

Considerações Finais
O Vinum é um daqueles restaurantes em que me dá sempre um grande prazer voltar, não porque quero ser surpreendido com alguma preparação mais elaborada, ou uma proposta imprevisível, mas porque sei sempre que vou contar com ingredientes de alta qualidade e uma preparação simples que raramente foge do irrepreensível. Agora com Hugo Rocha na cozinha podemos contar com pratos ainda mais seguros e capazes de fazer frente à sua carne de vaca velha e à parrilla que tantas vezes me fez feliz só com a carne certa, o sal e claro, a técnica!

Não é um restaurante para todos os dias até porque a carteira se iria ressentir, mas é um restaurante imperdível, da vista à cozinha não esquecendo os vinhos.

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Restaurante Vinum 
Rua do Agro nº 141 (Graham’s Port Lodge), Gaia
+351 220 930 417

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses 

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A Rota – Pop Up Dining

arota-3Foi no passado mês de Maio que os Reubicados Colectivo chegaram ao Porto com os seus jantares pop up. Uma espécie de eventos underground, em que jovens cozinheiros de diferentes pontos do mundo – neste caso, a Laila Bazahm de Singapura e a trabalhar em Barcelona e o Diogo Cabral do portuense Traça – se juntam para divulgar e misturar culturas através da gastronomia.

Se esta mistura não bastasse para cativar os “gastro-freaks”, os Reubicados juntaram-se à não menos Freaky Niepoort para harmonizar os seus eventos com alguns dos vinhos mais irreverentes da casa e algumas amostras de vinhos que ainda não viram a luz do dia.

arota-5Carmelo e Paulo Silva (Niepoort) e Linda Silva (Reubicados Colectivo)

Motivos mais que suficientes para encher o primoroso espaço Feeling Grape (saber mais), conhecer pessoas novas e brindar a projectos irreverentes que trazem um pouco mais de cor à monotonia e formalidade com que normalmente se lida com comida, gastronomia e vinhos.

E começamos bem, com um Redoma Branco 1996, o 1º branco da Niepoort com o selo Redoma, a revelar algumas diferenças de evolução entre as garrafas provadas, mas a mostrar-se em boa forma, revelando que a “vida adulta” lhe trouxe qualidades únicas. Antes de se dar início ao jantar, provou-se ainda uma amostra de um espumante Blanc de Noir, 100% Pinot Noir, que certamente virá dar muitas alegrias à casa.

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Já na longa mesa partilhada com gente de todas as áreas e idades vão começando as conversas e apresentações, enquanto nos era explicado que cada prato seria harmonizado às cegas com 2 vinhos, ficando depois ao critério de cada um a escolha do vinho que melhor harmonizava com o prato.

arota-7Sardinha, emulsão de limão e pele crocante

Para abrir a degustação coube a Diogo Cabral apresentar a sua sardinha panada com panko, uma refrescante emulsão de limão que contrastava bem com a gordura do peixe e da fritura e uma pele de sardinha estaladiça para intensificar o seu sabor. A harmonizar esteve um Pinot Noir do Douro e o aromático Loureiro Dócil. Aqui a minha escolha recaiu sobre a elegância do Pinot e forma como contrastava com o prato.

arota-8Tártaro de Bacalhau, tofu de amendoim e caldo de Laksa 

De seguida Laila apresentou-nos um prato que trouxe boas memórias da nossa recente viagem por Singapura (ver), em que nos apresenta um excelente caldo de laksa bem acompanhado por amendoim e o nosso bacalhau. Parece estranho, é certo, mas o resultado final surpreendeu-nos a todos.

No copo estiveram os Brancos Navazos e VV. Dois grandes brancos, dois vinhos únicos mas muito distintos, sendo que aqui o vinho ideal para o prato era o VV 2013 da Bairrada pelo seu lado menos exuberante e a sua acidez mais cítrica que equilibrava melhor o prato.

arota-9Bacalhau confitado, emulsão de salsa, azeitona preta e batata frita

Seguiu-se mais uma proposta nacional, com um bacalhau cozinhado no ponto, mas pouco interessante, onde falharam as batatas, demasiado queimadas, e que tiraram ao prato o lado crocante que este necessitava. No copo viajamos até à Áustria com o Sydhang 2013 e uma amostra de Fuder de 2013, dois vinhos bem distintos com o Sydhang a mostrar toda a elegância que Dorli e Dirk deram a este vinho da casta Blaufraenkisch.

arota-10Veado, Cogumelos, Vinho do Porto e Couve flor

Passando à carne, Diogo apresentou o seu “ingrediente fetiche”, o veado, suculento e saboroso, sobre um puré leve de couve flor, e ligeiros apontamentos de porto e cogumelos. Um prato simples, mas reconfortante e bem conseguido. A harmonizar esteve uma amostra do Ultreia 2014, ainda muito jovem, que irá evoluir muito bem na garrafa, e um vinho de outro produtor, o Quinta da Carolina 2006, que surpreendeu pelo estado em que se apresentava,  sem uma concentração excessiva, madeira bem integrada e fruta na medida certa. Muito Bom!

 arota-11Rendang de Bocheca de Porco, creme de batata e arroz tufado

Mais um excelente prato da Laila Bazahm, com a bochecha a apresentar uma textura perfeita, com o molho do rendang equilibrado e sem ser demasiado intenso, com um puré/creme leve e as notas crocantes do arroz tufado. O melhor da noite!

Para este prato a harmonização esteve a cargo  do Clos de Crappe 2013 – o último lançamento “louco” da Niepoort – e de uma amostra de Lote D (feito por Daniel Niepoort, o filho mais velho de Dirk). Embora tivesse preferido ver o Clos de Crappe com um outro prato deste jantar, a minha escolha recaiu ainda assim sobre ele, embora seja um pouco injusto comparar um vinho “pronto” com uma amostra ainda em fase evolutiva, e que no caso particular deste Lote D, mostra bem que a linha criativa da Niepoort tem uma linhagem de sucessão repleta de talento, porque este promete vir a ser um vinho bem particular.

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arota-12Manga, Coco e Sticky Rice

Se o objectivo era terminar a refeição ao jeito do Sudoeste Asiático, nada como a famosa manga com sticky rice, aqui apresentada pela Laila de uma forma um pouco mais moderna, com a manga liofilizada, o coco em espuma e o arroz.  Boas memórias se reavivaram!

Provou-se o clássico moscatel do Douro da Niepoort, com as notas clássicas da casta e uma acidez e frescura que lhe são particulares.

Para terminar ao jeito da Niepoort nunca poderia faltar o Porto, desta vez com o “futuro” Garrafeira de 1985, apresentado pelo sempre singular Nicholas Delaforce, enólogo responsável pelos vinhos do Porto. Fresco e elegante, com uma complexidade singular que dispensa o prato e vale por si só.

arota-6Diogo Cabral do Traça 

Quanto à cozinha, tenho de destacar o trabalho da cozinheira Laila Bazahm, com excelentes pratos, boa integração da cozinha asiática numa roupagem mais técnica e moderna e acima de tudo muito, muito sabor.

Não faltaram ainda outros vinhos que se foram provando ao longo da noite, entre boa música e boas conversas, entre amigos e desconhecidos, num jeito único de promover a gastronomia e o vinho. De facto é sempre bom conhecer pessoas novas e ouvir experiências e opiniões diferentes, especialmente quando existe um interesse em comum, concordando-se ou não com os melhores pratos ou os melhores vinhos!

Reubicados Colectivo

Fotos: Flavors & Senses

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Um dia em Kuala Lumpur

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Depois de uma viagem memorável pela exímia Singapura e pelo espiritual Bali, e antes de regressar a casa, eis que fazemos uma breve paragem na capital da Malásia, Kuala Lumpur.

Esta cidade é a maior da Malásia, sendo o centro cultural e económico do país, e é onde se situa a residência oficial do Rei, o Palácio Istana Negara.

História
Kuala Lumpur parece ter a sua origem no ano de 1850 quando o chefe malaio de Kelang, Raja Abdullah, contratou trabalhadores para abrirem minas de estanho.

Estes fizeram-no na confluência de Sungai Gombak (ou Sungai Lumpur – que significa rio enlameado) e Sungai Klang. Kuala Lumpur significa, então, “confluência enlameada”.

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A Malásia foi colónia inglesa durante cerca de um século, já esteve sob o domínio japonês, já se preocupou com o comunismo, mas desde 1957 que é independente, e Kuala Lumpur é a sua capital desde 1963.

Kuala Lumpur é formada pela mistura de diferentes culturas. Diferente da restante Malásia, onde o povo malaio compreende a maioria étnica, a maior parte dos habitantes de Kuala Lumpur são malaio-chineses. Há também malaio-indianos, europeus, asiáticos e outras raças indígenas.

A administração está a cargo da Câmara Municipal, que por sua vez responde ao Ministério Federal da Malásia.

– Língua Oficial: O malaio é o idioma oficial, no entanto, o inglês é muito falado.

– Religião: O Islamismo é a religião mais praticada, no entanto, há outras religiões como Budismo, Cristianismo e Hinduísmo.

– Moeda: Ringgit Malaio (MYR) – 1€ = 4,44305 MYR

– Clima: Quente e húmido durante todo o ano, com chuvas que podem ir de Março a Maio e de Setembro a Novembro. Estivemos no início de Março e o clima estava perfeito, quente e sem chuva!

– Vacinas: não são necessárias (para portugueses).

– Passaporte: Como é habitual é obrigatória a apresentação de um passaporte com validade de 6 meses.

– Visto: não necessitamos de visto (Portugal), a não ser que pretendam ficar no país por mais de 90 dias.

– Como chegar: Voamos, como já é habitual, com a Emirates – Porto-Lisboa (TAP); Lisboa-Dubai; Dubai-Singapura (Aeroporto Chang), partindo depois para outros destinos, mas é possível voarem directos do Dubai para Kuala Lumpur com a Emirates. No nosso caso, chegamos a partir do aeroporto de Ngurah Rai em Bali, com um voo da AirAsia, que liga toda a Ásia à capital malaia, ao aeroporto Internacional de Kuala Lumpur no distrito de Sepang a cerca de 50km do centro da cidade, este voo teve a duração de cerca de 3h.
Todas as principais empresas de aviação voam regularmente para Kuala Lumpur.

– Fuso Horário: + 8h (relativamente a Portugal).

– Transportes: Kuala Lumpur é servida por todo o tipo de transportes públicos, sendo os mais utilizados o comboio e o Bus. A Uber também está disponível na cidade, mas não é aconselhável o seu uso a partir do Aeroporto (já irão perceber porquê!).

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Kuala Lumpur foi apenas um ponto de passagem antes de regressarmos a Portugal, mas já que aqui estávamos tentamos aproveitar ao máximo.

Escolhemos como casa o imponente Grand Hyatt Kuala Lumpur (ver), e nas poucas horas pela cidade optamos por passear à descoberta desta e visitar alguns pontos importantes.

Assim sendo, a questão que se coloca é, o que fazer em Kuala Lumpur em apenas 24h?

Deambular pela cidade sem destino era uma opção, mas existiam alguns lugares que eu gostava de visitar. Assim, optamos por ver dois desses locais, as Batu Caves e Chinatown.

Kl - 4Os “reis” das Batu Caves

Sim, as Torres Petronas também poderiam ser uma opção, mas o Grand Hyatt situava-se mesmo no distrito financeiro da cidade ou como eles lhe chamam, Triângulo Dourado, e o nosso quarto tinha uma vista privilegiada sobre as Torres e isso foi mais do que suficiente para mim.

Até porque, acho que efetivamente o interessante nas Petronas é mesmo a vista que estas oferecem de toda a cidade. De resto são apenas duas torres gigantes de 452m de altura em aço e vidro ligadas por uma ponte! Sim, sem dúvida que à noite, quando completamente iluminadas, são uma verdadeira obra megalómana e que rouba totalmente a nossa atenção!

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Bem, mas falando-vos um pouco do nosso tempo em Kula Lumpur, digamos que este não começou da melhor forma!

Chegamos a Kuala Lumpur já de noite e como o aeroporto fica longe do centro da cidade, chamamos um uber – erro crasso – jamais o cometam!

Entramos no uber, confirmamos a morada do hotel, e 10 segundos à frente fomos mandados parar por um polícia. Bem, após uma conversa deste com o condutor que, como é óbvio, não percebemos, eis que nos pede os passaportes! E o passaporte é aquela coisa da qual nós não nos separamos nem por um milésimo de segundo quando estamos bastante longe de casa! Certo?
Ninguém nos dizia nada… não percebíamos nada do que diziam… e o pânico começou a instalar-se!

Finalmente, e após alguns minutos (que pareceram uma eternidade!) fomos informados pelo agente da autoridade que não podíamos pedir uber no aeroporto, que era ilegal, proibido, etc etc etc! Enfim, que podíamos andar de Uber na cidade mas no aeroporto tínhamos que utilizar somente o táxi ou os autocarros. E pronto, lá fomos nós de táxi, pagar 10 vezes mais pela viagem até ao hotel, mas pronto, chegamos inteiros e sem confusões!

Nesse dia e após este começo atribulado e uma viagem de cerca de 1h para chegar ao centro de Kuala Lumpur, já só queríamos dormir, e felizmente o Grand Hyatt tratou muito bem de nós!

GHKL - 2A tão merecida cama no Grand Hyatt depois da aventura

Após uma belíssima noite de sono e um pequeno-almoço delicioso lá fomos nós, agora de Uber (!), numa viagem de cerca de 15 minutos até às Batu Caves.

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Batu Caves

Ao chegar já se vê ao longe a imponente e gigante (43m de altura) estátua dourada de Murugan – Deus da Guerra para o Hinduísmo.

Talvez o momento mais estonteante da visita às Batu Caves seja mesmo o facto de nos depararmos com esta majestosa figura que se opõe à naturalidade das cavernas com quase 400 milhões de anos!

No fundo este local é nada mais que a mistura dum templo religioso com as formações rochosas talhadas pela natureza ao longo de milhões de anos.

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Mas este local nem sempre foi assim tão sagrado, já serviu única e exclusivamente como fornecedor de guano – fezes de aves – para o povo que ali vivia utilizar como fertilizante, mas foi graças a um indiano devoto que a partir do século XIX este local passou a ser visto como um local sagrado capaz de atrair crentes de todo o mundo.

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O complexo das cavernas inclui templos, altares, museus, e uma espécie de zoológico. E para poderem usufruir de tudo disto preparem-se para subir 272 degraus!

Logo à entrada somos brindados com um verdadeiro museu a céu aberto do Hinduísmo, diferentes figuras divinas dão as boas-vindas a este verdadeiro monumento da natureza que são as Batu Caves.

A entrada no complexo e a subida pelas escadas até ao topo é gratuita, se optarem por visitar a Dark Cave e a Galeria de História Natural têm que pagar – entre 35 a 80 MYR, dependendo se querem a visita educacional ou a de aventura – aqui terão oportunidade de fazer uma visita guiada ao interior real de algumas das centenas de grutas e ver espécies únicas de vários tipos, desde plantas a insectos e aves (principalmente morcegos). Não fomos, porque além de eu não me dar muito bem com locais demasiado húmidos e escuros, as fotografias, expostas na entrada, do tipo de aranhas e insectos que íamos encontrar destruiu por completo qualquer curiosidade que pudesse ter!

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Este local encontra-se no segundo piso da imensa escadaria.
No terceiro e último piso existe um templo, alguns altares assim como figuras hindus, e algum comércio de souvenirs alusivos à religião.

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Importante:
– As mulheres não podem entrar de vestimentas curtas, devem colocar um lenço ou sarong a tapar os membros inferiores.
– Cuidado com os macacos que se encontram às centenas ao longo de todo o complexo! São agressivos e roubam tudo o que encontram!

Kl - 20A minha antiga garrafa de água!

Devo confessar que esperava mais deste local, passando a imponência do seu aspeto exterior, com uma perfeita fusão da espiritualidade com a natureza, ao subir as dezenas de degraus o que se vai encontrando no interior das grutas não vai ao encontro do espanto inicial.

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Não sei explicar, mas não me dá a sensação de pureza e verdadeira espiritualidade.
Talvez tenha sido eu que não me tenha conseguido ligar ao local…

Bem, terminada esta visita foi tempo de seguir para o outro local que ainda queria ver, Chinatown. Daqui seguimos de comboio até à estação KL Central (barato e bem organizado) numa curta viagem que nos colocou diretamente onde queríamos (os transportes públicos funcionam muito bem na cidade). A estação é mesmo do lado das Batu Caves, virando à direita quem sai do complexo. Ao longo do trajeto até à estação ainda é possível comprar algo para comer ou beber numa das diferentes barracas que se apresentam na rua.

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Kl - 33Petaling Street

Chinatown

Cidade que é cidade tem que ter uma Chinatown, principalmente quando essa cidade tem uma cultura chinesa tão enraizada como é o caso de Kuala Lumpur.

Assim, Chinatown transporta-nos para um ambiente cheio de cor, luz, loucura, agitação, barulho (muito), e muitas réplicas!!!
Esta é das regiões mais importantes da cidade e encontra-se sempre repleta de pessoas, não só turistas mas também locais.

A região presenteia-nos com imensos templos, mercados, restaurantes, lojas, e permite-nos encontrar basicamente tudo para todos os gostos.

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Alguns dos locais mais interessantes são o Mercado Central – onde se encontra um dos principais focos da comunidade artística da cidade, promovendo o artesanato tradicional e que melhor define as tradições Malaias (o Mercado Central é muito próximo de Chinatown, há quem o considere parte desta e quem o considere uma região à parte); o imponente Sri Mahamariamman – o principal templo Hindu de Kuala Lumpur; e o Malaysia Heritage Walk – uma das principais ruas, que no fundo se traduz num mercado a céu aberto.

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Além destes espaços encontram-se muitos mais templos, lojas e mercados, por isso, façam como nós e explorem Chinatown sem pressas. A animação é uma constante e ainda podem aproveitar para fazer umas comprinhas!

Gostei da agitação de Chinatown mas não a achei lá muito tradicional, mas sim muito mais uma infinidade de lojas a vender réplicas de vários produtos!

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Bem, já exaustos mas felizes por “fazer render” este dia, decidimos terminá-lo com uma das coisas que mais adoramos, Street Food numa das ruas gastronómicas mais movimentadas da cidade, a Jalan Alor, (relativamente perto do distrito financeiro) onde pudemos provar comida verdadeiramente tradicional!

Kl - 35Restaurantes em Jalan Alor

Como no dia a seguir o voo era ao início da tarde, e a viagem até ao aeroporto ainda demorava cerca de 1h, optamos por ficar apenas a relaxar na piscina do Grand Hyatt, e não visitamos mais nada na cidade.

Assim, podemos dizer que apenas tivemos um dia para explorar a capital da Malásia.

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Mas, a realidade é que muitas pessoas que conheço passaram em Kuala Lumpur só mesmo para fazerem uma escala, um pouco maior ou menor que a nossa, e também só aproveitaram alguma coisa da cidade, como nós.

Se forem com mais tempo, aqui estão alguns locais a não perder (pelo menos de acordo com o que pude apurar junto de outros viajantes e de habitantes de Kuala Lumpur):

– Butik Bintang (esta é uma das regiões principais, com ruas interessantes cheias de comércio local, restaurantes, comida de rua, lojas de artesanato, lojas de roupa, entre outros. Apesar de termos andando por estas ruas, pois o nosso hotel era relativamente próximo, não as exploramos muito.)

– Changkat Bukit Bitang (rua na região de Bukit cheia de bares e animação noturna)

– Merdeka Square (local onde foi proclamada a independência da Malásia)
e Museu Sultan Abdul Samad (museu que conta a história da Malásia)

– Museu Nacional

– Thea Hou Temple (templo chinês mais importante da cidade – dedicado à Deusa do Céu)

– Torres Petronas, Menara KL (Torre de televisão com uma das melhores vistas da cidade e mais barato que a subida às Petronas!) e Suria KLCC Shopping Complex

– Chow Kit Market (mercado tradicional e sem a enchente turística habitual)

– Masjik Jamed (Mesquita mais antiga da cidade)

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Se fizerem uma escala em Kuala Lumpur aproveitem para absorver o que puderem da cidade, pouco ou muito, dá sempre para ficar a conhecer alguma coisa!

Não vou mentir e dizer que é uma das minhas cidades preferidas, porque definitivamente não o é, mas já que fiz uma escala destas aproveitei ao máximo para a conhecer.

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Onde Ficar
Grand Hyatt Kuala Lumpur

 English Version

Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Bali com o apoio da Samsonite.

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Grand Hyatt Kuala Lumpur

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Vindos da pureza, espiritualidade e serenidade de Bali, chegamos à frenética Kuala Lumpur na Malásia, e nada melhor que um hotel com o selo Hyatt para desfrutarmos de uma curta estadia na cidade.

O Grand Hyatt Kuala Lumpur fica mesmo no “centro da ação” da cidade, basta para isso dizer-vos que da janela do nosso quarto a imagem que nos invadia era, nada mais nada menos, que as imponentes Petronas Twin Towers! Situado estrategicamente no chamado Golden Triangle, o local, em Kuala Lumpur, onde os negócios e o entretenimento acontecem, este hotel encontra-se adjacente ao Kuala Lumpur Convention Center e rodeado pelos luxuriantes jardins do parque da cidade, que produzem um belo espetáculo de luzes quando anoitece.

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Como sabem, para nós, tudo o que tenha o cunho Hyatt tem garantia da qualidade, e o Grand Hyatt Kuala Lumpur não foi exceção.

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Primeira Impressão
Kuala Lumpur é “povoada” por arranha céus, e à medida que íamos chegando próximo do nosso hotel, percebíamos que essa quantidade de edifícios que rasgam os céus se adensava ainda mais. E o Grand Hyatt era, também ele, um desses edifícios enormes que nos fazem querer subir ao topo e observar tudo à nossa volta.

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Um hotel com um lobby literalmente gigante que mais parece um shopping, com pessoas a entrar e sair, como se de uma empresa se tratasse! Um ambiente típico de um meticuloso hotel de negócios. Mal entramos neste lobby fomos encaminhados por um simpático funcionário até ao 39º piso, onde a verdadeira receção se localizava e onde a ação se desenrolava! Mal chegamos fomos agraciados com uma vista de cortar a respiração sobre a cidade e sobre as elegantes Petronas.

O nosso check in foi feito sem demoras e fomos encaminhados ao nosso quarto.

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Quartos
Chegamos à noite a Kuala Lumpur o que fez com que a visão que tínhamos da janela do nosso quarto fosse completamente estonteante, a luz das Torres iluminava de tal forma o ambiente que quase parecia de dia, e o aço e vidro que constituem a estrutura das torres refletiam essa mesma luz duma forma tão perfeita que quase me senti a tocar nas Petronas!

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O quarto de estilo contemporâneo, à semelhança do restante hotel, estava organizado de uma forma perfeita, a cama, enorme e cujo o conforto nos convidava a utilizá-la, situava-se mesmo em frente à imensa janela que nos presenteava com uma vista deslumbrante sobre a cidade. Em baixo pude vislumbrar aquela que iria ser a minha companheira de relaxamento, a enorme piscina, e ao fundo o espetáculo de luzes do parque da cidade que nos deliciou com os seus tons vivos e a sua combinação de cores.

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A casa de banho era inteligentemente separada do quarto por um vidro que alternava entre o transparente e o fosco, e que também ele nos permitia a belíssima vista sobre a cidade.

À nossa espera, em jeito de Boas-Vindas, estavam frutas e doces, e ainda chá e café, acessíveis durante toda a estadia.

O hotel, sendo enorme, possui, ao todo, 370 quartos, dos quais 42 são suites.

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Restaurantes
O Grand Hyatt Kuala Lumpur conta com três espaços gastronómicos, o Thirty8, o JP peres e o Poolside.

O primeiro, que como o próprio nome indica, se localiza no 38º andar, foi onde tomamos um dos pequeno-almoços mais completos desta viagem pela Ásia, e onde tivemos oportunidade de almoçar como uma vista de 360º sobre Kuala Lumpur, este serve, essencialmente, gastronomia ocidental, chinesa e japonesa.

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Por sua vez, o JP peres, localizado na entrada do hotel, serve o melhor da cozinha tradicional malaia.

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Por último, mas não menos importante, temos o Poolside, um espaço que faz as delícias de quem passa o dia todo a “morenar” na piscina!

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Serviços
Como qualquer outro hotel do excelente grupo Hyatt Hotels, o Grand Hyatt Kuala Lumpur apresenta todos os serviços capazes de satisfazer todas as necessidades dos seus hóspedes, da mais geral, à mais peculiar.

Desde o Concierge ao serviço de quartos 24h que utilizamos e adoramos, até ao serviço de lavandaria, Wi-Fi, transporte, entre outros.

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O seu ex libris passa pelo espaço de Welness, seja pela imensa piscina (que para mim ficaria perfeita num ambiente de Rooftop, mas não se pode ter tudo, não é?!) com vista privilegiada para as Petronas Twin Towers, seja pelo Fitness Centre que funciona 24h por dia e apresenta equipamento inovador para quem quer manter-se em forma, além de aulas personalizadas com profissionais de excelência, seja pelo deslumbrante Essa Spa que pretende trazer a paz e a serenidade em quem nele entrar, uma experiência que pode ser apreciada individualmente ou com a nossa cara-metade.

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Para quem quer apreciar um momento calmo mas delicioso o local ideal é o Thirty8 com o seu Afternoon Tea Delights. Por sua vez, para um final de tarde este também é o local ideal, com música ao vivo e cocktails de assinatura.

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Mas, indubitavelmente este é um hotel de negócios, razão pela qual foi galardoado com o prémio Best Business Hotel in Kuala Lumpur na 2015 Business Traveller Asia-Pacific Awards, e por isso apresenta sete salas equipadas com toda a sofisticação e luxo necessários para todo o tipo de eventos, quer seja para congressos ou conferências, quer para festas diversas, como por exemplo casamentos.

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Atendimento
Acho sinceramente que tudo que tenha a assinatura Hyatt tem a garantia da excelência e do luxo, e o Grand Hyatt Kuala Lumpur não foi exceção.

Num hotel com um cunho tão financeiro e com dimensões tão megalómanas não podemos esperar ser “apaparicados” daquela forma tão exagerada (que eu Amo!) como num hotel mais pequeno e pessoal, no entanto, tendo em conta as suas dimensões nada falhou, até porque o hotel é munido de um considerável número de funcionários capazes de nos fazerem sentir acompanhados ao longo de toda a nossa estadia.

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O luxo está presente em cada detalhe, e o carinho também, seja nos simpáticos funcionários que nos guiam até ao 39º andar quando chegamos e nos sentimos meio perdidos naquela entrada gigante, seja nos doces que nos esperam no quarto, seja no funcionário sorridente que transformou um simples Room Service num jantar romântico com vista privilegiada para as Petronas!

Confesso que não sendo Kuala Lumpur um dos meus destinos de eleição esta experiência no Grand Hyatt enriqueceu bastante esta breve passagem pela cidade.

Mais um brilharete Hyatt!

Grand Hyatt Kuala Lumpur
Quartos a partir de 170€
12 Jalan Pinang – Kuala Lumpur
+60 3 2182 1234
kualalumpur.grand@hyatt.com

English Version

Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Kuala Lumpur com o apoio da Samsonite.
Estivemos no Grand Hyatt a convite do grupo Hyatt, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Bali – TOP 20

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Como vos referi no artigo anterior (ver) viajamos por três regiões de Bali – Ubud, Ungasan (na Península de Bukit) e Seminyak. Por isso, este Top 20 terá essencialmente locais a visitar ou atividades a fazer nestas ou próximo destas zonas.

Como já disse, foram apenas 5 dias em Bali, e infelizmente tivemos de deixar alguns destes locais para uma próxima visita!

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UBUD

Esta zona é considerada o centro cultural de Bali. Uma região no centro da ilha cercada de casas preenchidas por pequenos altares com oferendas, mercados, templos, floresta e campos de arroz.

A serenidade da sua beleza contrasta com a confusão de algumas das suas ruas. Mas aqui a espiritualidade e a natureza são rainhas!

A partir de Ubud é possível visitar quase tudo na ilha de Bali, e sendo um ponto tão importante, faz com que a maioria dos viajantes fiquem instalados nesta região e façam tudo a partir dela.

Percam o máximo de dias que puderem nesta região.

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Pelas ruas de Ubud sentem-se os olhares da pureza Balinesa, cheiram-se os incensos das múltiplas oferendas ao deuses, e observam-se as celebrações espirituais.

É o local dos artesãos e cultivadores de arroz.
É o local onde nos perdemos na beleza da serenidade mesmo quando a multidão se faz ouvir bem alto.

Os habitantes ostentam as suas vestes, os seus sarongs brilhantes e coloridos e fazem-nos sentir numa constante cerimónia.

Tudo é diferente em Ubud, aqui respira-se a verdadeira essência de Bali.

Ubud é relativamente fácil de percorrer a pé, tem uma rua principal, a Jalan Raya Ubud que corta Ubud de este a Oeste, e que se cruza com a Jalan Raya Forest que segue para sul e que faz o caminho da Floresta dos Macacos.

– O que visitar em Ubud (e que dá para ver/fazer a pé):

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1º – Santuário da Floresta dos Macacos
Um verdadeiro santuário dos macacos e que prometia ser dos locais mais mágicos desta viagem a Bali. E assim foi!

Uma floresta em que os macacos são reis, onde ostentam as suas caudas e pedem (ou exigem e roubam!) comida a quem por lá passa.

O complexo transmite uma paz e harmonia que são quase indescritíveis. Rodeado de natureza com o verde predominante e as cascatas em que os templos Hindus parecem ser as moradias de eleição dos macacos.

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A missão do Santuário dos Macacos é a conversação de toda a área baseada no conceito de Tri Hita Karana – em que a paz e a liberdade só serão obtidas quando observados os três relacionamentos em harmonia: 1. Os Deuses abençoam a vida, a natureza e o seu conteúdo; 2. A natureza oferece o sustento para as necessidades dos seres humanos; 3. Os humanos têm a obrigação de organizar uma estrutura de vilas para construir templos, realizar cerimónias, fazer oferendas e resolver os seus problemas em conjunto.

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Os macacos correspondem ao Deus Hanuman na religião Hinduista, o rei dos macacos que emprestou a sua agilidade, a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita de Ravana. Este pediu em troca que pudesse viver enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim, Hanuman tornou-se imortal. Simbolicamente, o macaco é a Ciência Superior, a Lógica Superior, que possibilita “medir o mundo”, medir a Grande Obra.

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A entrada no complexo custa 40mil rupias – aproximadamente 3€.
Horários: das 8h30 às 18h (ultima entrada às 17h30).
Dicas:
– Não se ponham a alimentar os macacos ou a tentar chegar até eles como se os fossem domesticar! Isso não vai acontecer e arriscam-se a receber uma mordida bem agressiva.
– Os macacos estão no habitat deles, são eles que mandam, respeitem-nos.
– Não levem sacos com comida, eles vão cheirar e vão atacar-vos para a tentar roubar.
– Há pessoas a vender bananas à entrada do complexo, não as comprem, não vão ter sossego a visita toda. Se o fizerem pelo menos atirem-nas para o chão, em vez de tentarem brincar com os macacos como se eles fossem crianças!

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2º – Palácio Real
O símbolo da realeza de Ubud situa-se mesmo em frente ao Mercado, onde ainda hoje mora a família real, apesar de esta já não ter grande voto na matéria na governação da cidade! O complexo é constituído por uma série de belíssimos edifícios de arquitetura balinesa, que lhe dão o ar de templo sagrado. Pelos seus jardins erguem-se estátuas dos deuses, e um dos ex libris nesta visita é a possibilidade de assistir (paga-se, claro) a um espetáculo de Dança Balinesa, que acontece quase todos os dias ao fim da tarde.

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3º Mercado de Ubud
O centro comercial de Ubud é um autêntico festim de negociatas! Basicamente vão encontrar um pouco de tudo à venda, comida, artesanato, vestuário, e coisas que não lembram a ninguém!

Os preços são fabulosos se vocês tiverem capacidade de negociar, se não, preparem-se para ser roubados!

O complexo é constituído por várias lojas, e há barriquinhas, ou uma espécie delas, espalhadas à volta das lojas. Todos vos vão tentar vender algo!

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É um local fascinante para observar a cultura e a vida mais agitada dos balineses. Um local imperdível, sem dúvida.
Compramos fruta, compramos sarongs, e absorvemos a arte de negociar deste povo tão carismático!

A frase que fica no ouvido: “how much do you want to pay?”!
Horários: 8h às 18h

4º Café Lotus
Próximo ao Palácio Real está um dos mais mediáticos cafés/restaurantes de Ubud, o Café Lotus.
Este local icónico conta com mais de 30 anos a receber turistas de todo mundo e a acarinhar os seus habitantes.

Todo o local tem um ambiente mágico, desde os seus jardins com o mítico lago de lotus, até culminar no templo que lhe faz fronteira, o Pura Saraswati.

Um local para relaxar e desfrutar.

Aqui também se realizam espetáculos de Dança Balinesa ao fim da tarde, exceto às sextas-feiras – o bilhete é vendido em conjunto com o jantar, e só desta forma, por isso os preços variam de acordo com a distância do palco.

5º Pura Saraswati
Localizado bem no coração de Ubud, o templo da água é um dos templos mais facilmente acessíveis na região, que fica bem ao lado do Café Lotus.
O templo foi projetado por Gusti Nyoman Lempad, um dos arquitetos e artistas mais importantes de Ubud, e está repleto de esculturas artísticas que cobrem o templo em honra de Saraswati, a deusa do conhecimento e da arte, mas a sua principal atração é a lagoa pitoresca em frente ao templo, repleta de flor de lótus.
A entrada é gratuita.

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6º Dança Balinesa
Uma das atividades imperdíveis em Ubud é assistir a um espetéculo de Dança Balinesa. Esta pode ser de vários tipos, todas igualmente fascinantes.

Podem fazê-lo como já referi no Palácio Real, no Café de Lotus e no Pura Saraswati. Em qualquer um deles irá valer a pena.
As vestimentas brilhantes, os sorrisos e os movimentos delicados fazem-nos esquecer do quotidiano e transportam-nos para outro mundo.

– O que visitar a partir de Ubud (próximo):
Aqui o ideal é contratarem os serviços dum motorista privado que vos levará a todos estes locais durante um dia inteiro e ainda executa a função de guia turístico, como referi no artigo anterior (ver).

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7º – Pura Goa Gajah
O Templo Goa Gajah, também conhecido como Caverna do Elefante devido à enorme rocha cuja a entrada se assemelha a uma boca aberta de um qualquer animal ou figura mítica demoníaca (na minha opinião nada parecido com um elefante!), data do século IX.

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Este foi dos templos que achei menos interessante. Ao lado da caverna podemos ver um altar em pedra esculpido com as três figuras da Santa Trindade (saber mais).

Bali - 33Santa Trindade

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Próximo da capela existe uma belíssima fonte – talvez o mais interessante de todo o complexo.
A entrada no templo tem o valor de 15 mil Rupias – 1€.
Horários: 8h às 16h

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7º Pura Gunung Kawi
Este templo, localizado a cerca de 15km de Ubud, foi um dos meus templos favoritos. Para percorrê-lo esperam-nos centenas de degraus, mas nada disso importa pois estes são adornados com paisagens mágicas de campos de arroz.

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Este templo do século XI foi construído para o Rei Anak Wungsu e suas esposas e é composto por majestosos altares de pedra esculpidos numa falésia.

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A entrada no templo tem o valor de 15 mil rupias – 1€
Horários: 7h às 17h

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8º – Pura Tirtha Embul
Um dos templos mais importantes para o povo Balinês situa-se a cerca de 20km de Ubud na vila de Manukaya. Construído no século X este é um local de purificação do corpo e da mente.

Foi dos locais mais espirituais de toda a viagem. Aqui uma nascente de água que brota da terra purifica quem nela se banha.

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Pode observar-se de perto a crença hinduísta de Bali ao mesmo tempo que nós mesmos sentimos necessidade de nos purificar.
É um local mágico, um local puro, um local com uma carga espiritual que vai além de quase tudo o que já vi ou senti.

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A não perder!
A entrada tem o valor de 15 mil rupias – 1€
Horários: 9h Às 17h

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9º – Tegalalang – Campos de Arroz
Nesta altura já se devem estar a questionar sobre o cartão postal de Bali! Certo? Os imponentes Campos de Arroz! Bem, só posso dizer-vos que eles são ainda mais incríveis ao vivo!

Visitamos os Campos de Arroz Tegalalang e deslumbramo-nos com a arquitetura da natureza. A sensação que temos é que o mundo assumiu uma série de escadas verdejantes que nos levam num caminho até ao céu.

A conjugação do verde dos campos com o azul do céu é digna de um dos mais belos quadros do mundo.

O arroz é a base da alimentação balinesa e faz parte da cultura local.

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O cultivo é feito conforme rituais milenares, diretamente ligados à religião e à filosofia local.

O sistema de plantio e irrigação é conhecido como subak. O solo é recortado em camadas ou terraços para que a água fique acumulada em determinados pontos, mas flua, também, naturalmente do topo para a área mais baixa.

A ideia principal é cultivar o arroz criando um efeito de harmonia com os deuses, a natureza e os outros. Respeitando a base da filosofia balinesa Tri Hita Karana.
Podem observar os campos de longe ou percorrer os seus socalcos a pé e senti-los mais próximos ainda.

Outro campo de arroz que os locais garantem ser ainda mais idílico é o Jatiluwih.

10º – O Café – kopi Luwak
Sabiam que o café mais caro do mundo é produzido em Bali? Nem eu! E sabem como ele é produzido? Eu também não sabia, mas descobri!

Pois bem, o café mais caro do mundo chama-se Kopi Luwak e é produzido duma forma um tanto ao quanto peculiar!
Assim, a produção deste café é feita a partir dos grãos extraídos das fezes dos civetas (animal asiático da família dos mamíferos carnívoros) – sim, fezes, leram bem!

Eles escolhem os melhores grãos na altura de comer e só digerem a polpa, com a semente passando intacta pelo sistema digestivo, mas sofrendo a ação das bactérias e enzimas do estômago. O resultado são grãos que rendem um café muito mais saboroso e suave (dizem, não o cheguei a provar), e raro também: como são produzidos menos de 250 por ano, um quilo do grão chega a custar até mil dólares em locais como o Japão e a Europa.

Em Bali conseguem provar o café por um valor bem mais baixo!

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11º – Lake Batur e Vulcão Batur
O lago Batur está localizado nos pés do vulcão Batur e do vulcão Agung, a cerca de 37km de Ubud e é o maior lago de Bali.
É, sem a mais pequena dúvida, um dos local a incluir num roteiro de Bali, a sua beleza é indescritível, e a sensação de liberdade é imperatória.

Bali - 76m
Aqui podem fazer duas coisas, uma é organizarem-se e marcar com antecedência uma caminhada ao longo do Vulcão Batur e experienciar a adrenalina de o subir, e ter uma visão avassaladora do seu topo.

Outra opção, e que pode ser conjugada com a primeira, é passearem no lago Batur e visitar uma das aldeias ao seu redor.

Uma das mais interessantes é a aldeia de Trunyan, e o seu cemitério sagrado “village of the dead”. Os balineses têm por hábito cremar os seus mortos, mas nesta aldeia segue-se uma tradição um bocadinho diferente!

Bali - 77

Os corpos dos falecidos (que têm de ter sido casados e tido uma morte de causa natural) são levados numa canoa para este cemitério, onde são depois colocados numa zona de terra ao pé da colina e junto a uma árvore sagrada com mais de 1000 anos, que se diz ter a capacidade de absorver os cheiros dos corpos em decomposição, assim como a água do lago (razão pela qual não apresenta qualquer cheiro, apesar dos corpos ao ar livre).

É acessível por barco a partir das margens do Lago Batur.

12º – Pura Tegeh Koripan
Este templo, situado à beira da montanha Gunung Batur, é considerado o mais antigo de Bali. Para chegar até ele são centenas de degraus a subir, mas que compensam. Dizem ser um local bastante místico ao entardecer.

BanyantreeU - 27

PENÍNSULA de BUKIT

Esta região no extremo sul de Bali, que quase parece separar-se da restante ilha, é uma das zonas que os surfistas escolhem para as suas aventuras.

Além de Uluwatu, na Península situam-se mais duas zonas principais, Ungasan (onde ficamos aquando da nossa estadia no incrível Banyan Tree Ungasan) e Pecatu. A península vai desde Jimbaran a Nusa Dua.

O que ver em Bukit:

13º – Pura Luhur Uluwatu
É um dos mais belos templos de Bali. Localiza-se na borda de um íngreme penhasco, com vista para uma praia paradisíaca, e foi construído assim estrategicamente para proteger a ilha dos espíritos do mar (considerados maus).
Assistir ao Kecak em Uluwatu:

Dança típica que se chama Kecak, uma manifestação religiosa e artística que representa o Ramayana, lenda Hindu em que o Deus macaco Hanuman salva o príncipe Rama do maligno Rei Ravana.

Nesta zona é necessário ter cuidado com os macacos, são agressivos, e podem roubar tudo o que virem!

14º – Praias
Pandawa Beach – chamada de praia secreta, com areia branquinha e fina e com ambiente mais calmo. Segundo os locais, das melhores praias de Bali.

Dreamland Beach – praia dos surfistas, muito bonita mas nada interessante para quem quer fazer praia mesmo (entrada paga – uns cêntimos apenas).

Blue Point – a favorita dos surfistas (paga-se o acesso ao parque de estacionamento).

Padang Pandang – praia para quem quer passar o dia a apanhar sol. Tem uma série de barraquinhas com comida de rua, e aluguer de espreguiçadeiras (praias do Eat, Pray, Love).

Bigin – mais uma praia de areia branca. De difícil acesso mas que vale a pena (entrada paga – uns cêntimos apenas)

Green Bowl Beach – um paraíso, recomendável para quem gosta de subir e descer degraus, tendo em conta que só tem acesso após centenas de degraus (paga-se o acesso ao parque de estacionamento).

Nusa Dua – cheio de resorts de luxo, em que parte da praia principal e mais bem cuidada é de uso exclusivo dos hóspedes desses mesmo resorts.
Mas nesta região é imperdível o Nascer do Sol, ver os locais a apanhar estrelas do mar na praia e o Nusa Dua Art Market.

Há mais uma série de praias nesta península, estas são algumas delas. Explorem, umas vão amar outras nem por isso! Eu continuo a ser da opinião que Bali é muito mais do que um destino de praia, aliás, há destinos de praia bem mais paradisíacos que Bali.

SEMINYAK

Este é o local da animação, agitação, confusão e que nos dá a ideia que fomos para albufeira em vez de ir para Bali! Nada relacionado com a serenidade e espiritualidade de grande parte da ilha! Tem pontos imperdíveis, com praias badaladas, sem dúvida, mas não me conquistou, sinceramente. Mas felizmente, o Hotel Peppers Seminyak (ver artigo) fez esse trabalho!
Situa-se muito próximo da Península de Bukit, a Oeste desta.

15º – Tanah Lot
Um Templo ou santuário mágico que se traduz como “Terra no meio do Mar”. Ergue-se sozinho sobre uma escarpa na costa ocidental de Bali. Não vimos, mas dizem que o pôr do sol aqui é dos mais belos momentos da natureza.

16º – Sunsets em Seminyak
Ku De Ta – Um dos locais mais badalados e imperdíveis de Seminyak, um restaurante, bar e um dos melhores Sunset´s da região.

Potato Head Beach Club – Outros dos míticos restaurantes/bares mesmo em cima da praia e com uma carta recheada de cocktails que fazem a felicidade dos fins tarde quentes e animados.

Mozaic Beach Club – da família do magnífico Mozaic em Ubud (ver artigo) surge este beach club onde a cozinha ocidental influenciada pelos sabores do sudeste asiático podem ser apreciados com a brisa do mar e os maravilhosos sunsets, num ambiente de festa e descontração.

A NORTE DE BALI

17º –  Lovina Beach e Cascatas Gitgit
Lovina é conhecida como uma das praias mais tranquilas de Bali. Fica fora do caos, do boom turístico de Seminyak e Uluwatu, fora das praias com ondas cobiçadas por surfistas de todo o mundo.
É uma praia de águas calmas e areias escuras.
A praia apesar de tranquila não é paradísiaca e o ex libris desta praia é mesmo o passeio de barco para ver os golfinhos. Onde a beleza do momento é levada ao extremo quando isto acontece antes do nascer do sol. O passeio de barco (por pessoa) pode andar à volta dos 4€ por pessoa, se bem negociado! Muitas vezes os hotéis próximos desta zona oferecem este tipo de serviço.
Próximo da praia e descendo uma trilha por dentro da mata somos levados a Gitgit, uma cascata lindíssima com cerca de 35m de altura e que fica dentro de uma autêntica floresta tropical.

18º –  Pura Ulun Danu
Ulun Danu ou o Templo do Lago, construído no século XVII, é um lugar com uma atmosfera muito especial. Há toda uma relação simbólica entre o templo e a água e este parece flutuar sobre o lago.
Situado às margens do Lago Bratan, nas montanhas próximas a Bedugul, Pura Ulun Danu impressiona pela sua bela arquitetura, e oferece-nos a riqueza da cultura e da espiritualidade balinesas.
A entrada no templo tem o valor de 30 mil rúpias – 2€.

PEQUENAS ILHAS PRÓXIMAS A BALI (a Este deste):

19º –  Gili Islands
Bali é uma ilha vulcânica e absolutamente turística, isso significa que muitas das praias tem a areia bem escura ou são lotadas ou estão sujas (ou todas as opções juntas). Existem praias bonitas sim, mas o paraíso está um bocadinho mais ao lado, nas Gili Islands! Não fica longe de Bali e chega-se lá principalmente através de Pandang Bay (a Este de Ubud), através de barco numa viagem de cerca de 2h.

As ilhas Gili são 3 pequenas ilhas: Gili Trawangan (ou Gili T), Gili Meno e Gili Air. Elas ficam a noroeste de Lombok, ainda na Indonésia, e todas as praias tem areia branca e água em vários tons de azul, quente e com um aspeto paradisíaco.

Gili T é a maior das 3, e a mais próxima de Bali, com mais estrutura e cheia de opções de hospedagem para todos as bolsas e onde se encontra a agitação noturna.

A Gili Air, por sua vez, é a mais perto de Lombok, uma opção mais tranquila, também com boa estrutura e cheia de opções de hotéis e restaurantes, mas sem a loucura noturna de Gili T.

Gili Meno é a menos estruturada das 3, existem sim restaurantes e hospedagem, mas são mais escassos, porém é considerada a mais bonita de todas.

Se forem vários dias para Bali, reservem nem que sejam duas noites para este paraíso. Estabeleçam-se numa das ilhas mas viajem entre as três. Elas são bastante pequenas, por isso também as podem conhecer a pé. Outra das opções é fazerem snorkeling. Se não quiserem fazer nada, não façam, isto é simplesmente o paraíso! E aqui sim, as praias são perfeitas!

Onde Ficar
Banyan Tree Ungasan
Peppers Seminyak
Bisma Eight

 English Version

Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Bali com o apoio da Samsonite.

Este Artigo é o 2º de 2 artigos para o nosso Guia de Bali

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Bali – A Ilha dos Deuses

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Bali é uma das milhares de ilhas que constituem a Indonésia e provavelmente a mais visitada, a mais mediática, e a mais tradicional do país. É também a única onde impera a religião Hindu (uma vez que a restante crença do país é maioritariamente Muçulmana) e onde podemos viver de perto a espiritualidade na sua mais pura essência.

Óbvio que qualquer pessoa que tenha assistido ao filme Eat, Pray, Love tem o sonho de visitar Bali, mas há quem diga que esta ilha, apelidada de Ilha dos Deuses, era bem mais interessante antes do famoso filme!

Se era ou não, não sei, mas que esta ilha é bem divina, isso eu posso garantir-vos, sem a mais pequena dúvida!

Bali - 83Palácio de Ubud

Um pouco de História

A origem da palavra Bali tem a sua ligação à espiritualidade, a ilha terá sido baptizada com esse nome no século IX, que deriva de Wali. Este era o termo com o qual os nativos, que muito veneravam os seus deuses, chamavam o ato de adoração. Ou seja, Wali significa sacrifício oferecido ao deus, adoração, culto ou oferenda.

Bali terá sido povoado antes da Idade do Bronze, por volta de 3000 a.C., mas as inscrições em pedra datadas do século IX são os registos humanos mais antigos já encontrados na ilha.

A cultura de Bali sempre foi o cultivo de arroz e os rituais.

Quando comerciantes indianos se perderam no Oceano Índico e chegaram à ilha introduziram o hinduísmo em Bali, Java, e outras ilhas da região da Indonésia.

Bali - 70 Campos de Arroz em Tegalalang

Já no século XI na Ilha de Java, os habitantes lutaram para recuperar o seu reino perdido para o Rei Airlanga. Durante a luta, a mãe do rei fugiu para Bali, levando para lá o idioma de Java, chamado kavi. O kavi era usado em Bali pela realeza. A prova do uso desse idioma são as rochas talhadas encontradas no majestoso templo Gunung Kawi em Ubud.

Após o século XIII várias dinastias de Java governaram Bali.

Em 1478 o islamismo chegou a Java. Mas os habitantes resistiram a mudar as suas crenças, e grande parte deles acabou por se refugiar em Bali.

No entanto, terão sido os portugueses (sim, nós, que já dominamos quase o mundo todo!) os primeiros que aí se estabeleceram, quando, em 1585, um navio português naufragou na costa de Bukit e estes entraram ao serviço da realeza local de Bali, os Dewa Agung.

Entretanto, volvidos 12 anos o reino passou de Portugal para o domínio Holandês. Nessa altura estabeleceram para tal um importante entreposto da Companhia Holandesa das Índias Orientais entretanto criada, e os balineses foram obrigados a trabalhar nas plantações.

Atualmente Bali pertence à Indonésia, que é independente desde a Segunda Guerra Mundial.

Tem uma localização geográfica de grande valor, sendo uma região de importância para o comércio desde sempre, a sua história foi influenciada por várias culturas, costumes e religiões mas foi a Hindu que prevaleceu, e isso é notório no seu ambiente espiritual e sereno.

No entanto, é uma zona que não só está sujeita a uma série de catástrofes naturais, como sismos, tsunamis e atividade vulcânica devido à sua localização em cima de três placas tectónicas, como atentados terroristas, como o de 2002 que dizimou a vida de 180 pessoas.

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O que levar na Mala para Bali

Vestuário: confortável e fresco são as palavras de ordem! O calor e a humidade sentem-se de uma forma alucinante durante todo o ano! Na época de chuvas (entre outubro e Março) levem uma capa de chuva – nós fomos em Fevereiro e apesar de não termos apanhado muita chuva, deu bastante jeito numa das tardes.

Nos templos o ideal, no caso das senhoras, é levarem uma saia comprida, ou calças, por uma questão de respeito, podem sempre fazer como eu e comprar os lindíssimos Sarong (vestuário tradicional Balinês). Mesmo que cheguem a um templo sem esse tipo de roupa, não se preocupem, à entrada alguém vos facultará o acessório necessário para que possam entrar.

Fármacos: protetor gástrico, antidiarreico, anti-inflamatório, analgésico, anti-histamínico, antiespasmódico para as dores de estômago, e antibiótico de largo espectro, como por exemplo o Clavamox. Não esquecendo, claro, o nosso amigo, Gurosan! Esta medicação pode vir a ser importante pois a gastronomia é bastante diferente da europeia, mais condimentada e com outros ingredientes, que apesar de até podermos apreciar bastante, nem sempre reagimos bem a eles, principalmente se for a primeira viagem por terras asiáticas!

Primeiros Socorros: Levem curitas, para as bolhas que vão surgir por andarem muito, levem soro fisiológico, umas compressas e adesivo, assim, qualquer ferida pequena que façam, podem lavá-la e aplicar um pequeno penso.

Essenciais: repelente e protetor solar.

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O que precisam saber para viajar para Bali

Língua Oficial: Balinês (percebem relativamente bem o inglês)

Moeda: Rupia Indonésia – 1€ = 14 810,42 IDR (tive vários milhões nas mãos pela primeira vez na vida, e última, muito provavelmente!)

Clima: bastante quente durante todo o ano (25 a 35 ºC, as épocas mais chuvosas são de Outubro a Março – fomos em final de Fevereiro e correu bem, apanhamos chuva numa das tardes).

Vacinas: tomamos a da Hepatite A (Para Portugueses)

Passaporte: Como é habitual é obrigatória a apresentação de um passaporte com validade de 6 meses.

Visto: não necessitamos de visto (Portugal), a não ser que pretendam ficar no país por mais de 90 dias. À chegada ao aeroporto há um balcão que vos informará se precisam pagar visto de acordo com a vossa nacionalidade.

Como chegar: Voamos, como já é habitual, com a Emirates – Porto-Lisboa (TAP); Lisboa-Dubai; Dubai-Singapura (Aeroporto Changi) – num total de cerca de 17h de voo ao todo, fora as escalas. Passamos quatro dias em Singapura e depois voamos para o aeroporto Ngurah Rai na cidade de Denpasar em Bali que demorou cerca de 2h e foi realizado com a companhia aérea AirAsia.

É fácil encontrar viagens a partir de qualquer grande cidade, uma vez que todas as grandes companhias voam para Bali, ou têm escalas que nos levam facilmente até Denpasar.
A Partir do Brasil é fácil conseguir voos com a Emirates, a United e a Etihad.

Fuso Horário: + 8h (relativamente a Portugal)

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Transportes: Os táxis não são caros e levam-nos a todo o lado basicamente, mas raramente têm taxímetro! Negoceiem os preços! Aliás, tudo se negoceia em Bali! As estradas são muito rudimentares e o próximo transforma-se no longe muito facilmente. A melhor opção que encontramos foram os serviços de motorista privativo, bons preços e que nos levam a todo o lado.

O aluguer de uma motorizada é uma das melhores opções para se deslocarem na ilha, embora no nosso caso tenhamos optado por andar sempre com motorista/guia uma vez que não tínhamos muito tempo para explorar a ilha por nossa conta.

No que diz respeito a guias e motoristas, existem centenas de empresas e guias com planos de visita já traçados ou criados à nossa medida de forma a visitarmos apenas o que pretendemos (foi a nossa opção). Acabamos por pagar 500k IDR por cerca de 6 horas de visita. Um dia inteiro (cerca de 10 horas) andará em torno dos 700k IDR, dependendo da empresa.

Existe ainda a possibilidade de se usar a Uber em vários pontos da ilha, especialmente em Seminyak, Denpasar e Ubud, mas existe uma grande hostilidade por parte dos taxistas pelo que é necessário usar a aplicação com cautela.

Religião: maioritariamente Hinduísmo.

Regras: a mais importante a ter em conta é que em Bali o tráfico de droga é punido com pena de morte.

Bali - 1

Curiosidades

Conhecer Bali é viver tradições e costumes milenares, é observar uma cultura única que se mantém imutável apesar da loucura do entra e sai de milhares de turistas.

É o local onde sentimos a espiritualidade a tomar conta de nós e onde o contacto com a natureza é elevado ao seu expoente máximo.

O povo balinês é um povo simpático e meigo (menos na hora de negociar ou de nos impingir algo!) e que preza os seus costumes acima de tudo.

Há tradições neste povo que merecem destaque:
– Religião: são extremamente religiosos e acreditam na magia e no poder dos espíritos. O Hinduísmo aqui praticado é um pouco diferente do da Índia. Parece existir uma fusão anterior do Hinduísmo com o Budismo. Os Balineses veneram a Trindade Tradicional Hinduista – Brahma (criador do universo que representa a mente cósmica), Shiva (o poder da destruição ou transformação) e Vishnu (poder da manutenção do universo). No entanto, para os Balineses o Deus de todos os Deuses é o Sang Hyang Widhi Wasa.

O que significa que o Brahma é a sua dimensão como criador, Vishnu como zelador e Shiva como destruidor!

No Hinduismo Balinês o objetivo é buscar harmonia e equilíbrio entre a ordem e a desordem do cosmo.

Oferendas: preparem-se para ver oferendas aos deuses por todo o lado! Para este povo existem espíritos do bem e do mal, e ambos têm que ter a sua atenção. Assim, diariamente são preparados os Canang Saris, pequenas cestas feitas de folha de palmeira e recheadas com flores, arroz, fruta, incenso e moedas. As oferendas colocadas em sítios altos são para os espíritos do bem, as colocadas no chão são para os espíritos do mal, para acalmá-los (O cheirinho a incenso é algo mágico e presente por toda a ilha).

Esta é a razão pela qual este povo gosta de morar no alto, nas montanhas, pois este será o lugar mais puro e mais próximo dos deuses. O mar, por sua vez, é o local de onde provêm os espíritos maus, razão pela qual os surfistas são vistos como seres muito corajosos em Bali.

Comemorações: o povo Balinês celebra tudo, a vida e a morte essencialmente. As celebrações começam logo no nascimento, e prolongam-se ao longo da vida do ser humano. Mas a que mais me fascinou foi a celebração da morte, porque para os balineses, este é um dos dias mais felizes da sua vida. Quando o morto é cremado a sua alma é libertada e prossegue a sua viagem para o céu. Para eles a morte é apenas o começo de um mundo diferente. Assim, quando alguém morre é feita uma grande festa, com uma torre de cremação, e o povo realiza danças e peças de teatro, onde todos estão presentes e todos homenageiam e celebram a vida daquela pessoa.

Era tão mais simples se fosse assim em todo o lado, independentemente da religião! Não acham?

Preparem-se para ver celebrações por toda a ilha, para eles há sempre algo para agradecer, nem que seja mais um dia de vida!

Bali - 22

Bali é cheio de costumes, tradições e culturas que nos são estranhas mas que não nos são indiferentes.
Passear nas ruas do centro de Bali, Ubud, é uma aventura, tamanha é a azáfama de locais vestidos com os seus Sarongs lindíssimos e turistas que quase se atropelam. Podia ser menos turística, podia, mas deixemo-nos de preciosismos, todos têm o direito de conhecer e experienciar o que de melhor há no mundo, e Bali é um desses lugares.

A natureza e a espiritualidade apresentam-se numa conjugação divina. Os templos rivalizam com os campos de arroz enquanto os vulcões mostram a sua imponência.

Em todo lado que passem alguém vos vai tentar vender alguma coisa! E vão ser persistentes, muito persistentes mesmo! Dá para fazer excelentes negócios no Mercado de Ubud, se souberem regatear preços (o que não é o meu caso!).

BanyantreeU - 27

A nossa experiência por Bali durou 5 dias, foi pequena, mas imensamente rica. Esta dividiu-se em diferentes zonas, Ungasan (próximo da famosa região de Uluwatu), Ubud (o coração espiritual da Ilha) e Seminyak (a clássica zona de praia cheia de animação noturna).

Onde Ficar
Banyan Tree Ungasan
Peppers Seminyak
Bisma Eight

 English Version

Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Bali com o apoio da Samsonite.

Este Artigo é o 1º de 2 artigos para o nosso Guia de Bali

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Peppers Seminyak

Pepperssem - 24

Localizado em Seminyak, próximo da mediática zona de Kuta, e com algumas das praias, bares e restaurantes mais badalados de Bali, encontra-se um verdadeiro refúgio, o Peppers Seminyak.

Escondido entre jardins exuberantes que contrastam com uma serenidade plena, o Peppers (grupo hoteleiro Australiano) é um autêntico mundo que combina o luxo e o relaxamento.

É certo que a região de Seminyak não roubou o meu coração (por vários motivos que explicarei noutro post), mas este hotel fez essa proeza!

Pepperssem - 3

Primeira Impressão
O Peppers Seminyak está a apenas alguns kilómetros do aeroporto de Denpasar, e para chegarmos até ele passamos pelas famosas, e agitadas (agitadas é um eufemismo!) ruas de Seminyak, os cafés, os restaurantes, os bares, as lojas, os turistas… até que finalmente chegamos ao paraíso!

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É como se entrássemos num mundo à parte… Uma lufada de ar fresco, paz e sossego no meio da confusão!

O Lobby é ao “ar livre”, porque isto de viver no verão o ano todo tem os seus benefícios, e somos recebidos com sorrisos e boa disposição. Este local estava repleto de australianos (como já é condição em Bali) que faziam também o seu check in e, como nós, iam apreciando a relaxante zona da piscina mesmo em frente à receção.

Pepperssem - 11
Aguardamos num confortável sofá enquanto preparavam o nosso quarto (ou melhor dizendo, casa!) e foi-nos servido um saboroso “chá das cinco”, deliciamo-nos com os snacks, os doces e um chá gelado enquanto controlávamos a vontade de entrar na piscina, que por sua vez se encontrava basicamente vazia – percebemos porquê quando chegamos ao nosso quarto!

Fomos abordados por um rapaz extremamente simpático que pertencia à equipa do hotel e que nos indicou que se precisássemos de ajuda para programar as nossas atividades pela região podíamos contar com a ajuda dele. Confessou-nos que era holandês e que se tinha apaixonado por Bali (eu bem achei que ele tinha um ar meio nórdico!).

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Quartos
As luxuosas Villas tornam-se facilmente o ex-libris do Peppers Seminyak. São de 5 tipos, de acordo com a quantidade de quartos que as compõem.

E todas possuem piscina! Ficamos numa Two Bedroom Pool Villa, e a sensação que me deu foi que estava numa casa de férias, e não num hotel!

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Para chegarmos até à nossa Villa percorremos um autêntico jardim tropical, repleto de cor e harmonia. O lado espiritual também se encontra presente nos recantos do hotel, seja nas oferendas espalhadas ao longo deste, seja pelos pequenos templos que harmonizam ainda mais o ambiente.

Pepperssem - 9As oferendas que em Bali se encontram um pouco por todo o lado

Quando entramos na nossa “vila privada” tive a sensação de querer ficar ali para sempre, e levar comigo todos os amigos que amo! Imaginei tardes bem passadas ao sol, cocktails a animar a atmosfera e a piscina como confidente!

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Mal entramos observamos à nossa frente as espreguiçadeiras e a piscina. Do nosso lado direito a cozinha, do nosso lado esquerdo a sala, ambas ao ar livre, e a misturarem-se com a calma da área da piscina. Os tons neutros da sala conjugavam na perfeição com o estilo contemporâneo da cozinha. Na mesa uma taça recheada de frutas tropicais enchia o ambiente do cor!

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Procurei de imediato o quarto, havia duas portas, uma à direita e uma à esquerda, ou seja, dois quartos, estava-nos designado o da esquerda.

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Um quarto enorme, teto alto sobre a cama, que se revelou extremamente confortável, um closet igualmente espaçoso, e uma casa de banho daquelas que me roubam o coração, uma primeira zona que continha a banheira que fez as delícias do meu habitual relaxamento antes de deitar, e uma segunda zona com dois duches, um interior e um exterior mais incomum, com uma cana de bambu a servir de torneira!

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Restaurantes
O Laneway é o único restaurante no Peppers Seminyak, moldando-se ao longo de todo o dia para servir eficazmente todas as refeições.

Um fantástico pequeno Almoço no Laneway

Com uma cozinha que funde pratos tradicionais com sabores contemporâneos, já foi muitas vezes mencionado com um dos restaurantes imperdíveis em Seminyak.

Fica mesmo em frente à piscina do hotel e muito próximo do Lobby. Aqui tivemos a oportunidade de tomar um ótimo afternoon tea, um pequeno almoço à la carte muito, muito bom e, claro, um jantar que se revelou bastante agradável (em que o João mais uma vez foi surpreendido com um animado Happy Birthday e um delicioso bolo de chocolate), com um dos pratos a conseguir surpreender-nos bastante – Caril vermelho de Pato – que nos conquistou pelo sabor, textura e técnica.

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Durante o dia, com o seu Pool Bar, faz também as delícias de quem se ausenta da sua Villa (quem consegue) e prefere relaxar na piscina, sendo que o momento alto do dia acontece às 16h com o Mojito Club Cocktails!

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Serviços
O Peppers Seminyak está muito bem localizado para quem gosta de animação, mesmo no centro da confusão, próximo de mediáticos locais como o Ku De Ta, ou das badaladas praias do surf.

Para quem, como nós, prefere um ambiente um pouco mais calmo (estamos a ficar velhos!) pode simplesmente ficar no hotel! Seja na sua própria Villa, seja a passear ao longo de todo o complexo por entre belíssimos jardins.

Pepperssem - 7 Alguns detalhes da arquitectura Balinesa no Peppers

Para quem quiser elevar o relaxamento ao expoente máximo, nada como um dia no The Spa at Peppers Seminyak. Aqui encontramos tratamentos de corpo e rosto que relaxam não só o físico mas principalmente a mente.

Para quem gosta de cozinhar e aprender mais sobre a gastronomia balinesa, o hotel organiza aulas de culinária.

Os mais ativos podem usufruir do sofisticado ginásio e das aulas de yoga (como é o caso dos nossos amigos australianos loucos por fitness!).

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Há ainda espaço para negócios com diferentes Villas a transformarem-se em autênticas áreas de conferências (sinceramente ainda gostaria de saber como é possível alguém conseguir trabalhar num ambiente destes!).

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Atendimento
Já devem ter percebido que tenho uma certa adoração pelo povo balinês e pela sua arte de receber, e no Peppers Seminyak senti todo esse mimo característico dos balineses.

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Num ambiente jovem e bem descontraído, mas sem ser desatento ou desajustado, a equipa do Peppers Seminyak enquadra-se bem na atmosfera que se vive nesta região de Bali, animados, bem-dispostos e sorridentes, assim se apresentam aos seus hóspedes.

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O Peppers Seminyak é um dos locais mais bonitos da região de Seminyak, mesmo não estando em cima da praia, contornando esse entrave com a envolvência natural.

O facto de ter Villas que parecem verdadeiras casas luxuosas e com vários quartos (um máximo de cinco) permite-nos passar daquelas férias entre amigos, que ficam indubitavelmente eternizadas.

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Peppers Seminyak
Villas a partir de 350€
Jl. Pura Telaga Waja, Petitenget – Seminyak, Bali
+62 361 730 333
info@peppersseminyak.com

English Version

Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Bali com o apoio da Samsonite.
Estivemos no Peppers a convite, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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