Blacklane – Istambul

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Como já havia referido no artigo sobre Paris, o nosso blog tornou-se parceiro do serviço BLACKLANE, uma empresa de transporte de luxo fundada em 2011, que hoje se encontra espalhada por mais de 130 cidades em todo o mundo e que prima pela facilidade de utilização (basta utilizar a App num dispositivo móvel) e qualidade do serviço.

Durante a nossa estadia em Istambul utilizamos o serviço três vezes, com veículos da sua gama média ( Mercedes E e BMW serie 5), sempre com a maior das pontualidades e um serviço irrepreensível. Aliás, devido a um atraso nosso, um dos motoristas teve de esperar por nós mais de 30 minutos, sem que isso se tivesse revelado um problema.

Todos os carros que utilizamos encontravam-se imaculados, com um motorista simpático e de boa apresentação e algumas amenities, como água e snacks.

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Adoramos a qualidade do atendimento dos motoristas e a amabilidade com que tentavam esclarecer todas as nossas dúvidas, um serviço 5 estrelas, sem dúvida. No final, e tendo em conta o habitual trânsito de Istambul, chegamos sempre a horas ao nosso destino.

Para mais informações sigam para o site da BLACKLANE e comecem a utilizar os serviços.

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Istambul – Neolokal

Istanbul - 114 Torre de Galata

 é um dos mais celebrados chefes da nova geração turca. Inspirado na épica história da sua região e num amplo leque de receitas tradicionais e ingredientes (muitos deles quase esquecidos) dá à cozinha turca uma nova roupagem e uma nova vida, mais contemporânea e actual. Depois de encerrar o seu bem sucedido restaurante Sekiz Istanbul Maksut rumou ao edíficio à Galeria SALT, no animado bairro de Galata, para abrir no último ano o seu moderno restaurante Neolokal, que como o próprio nome indica se baseia nas tradicões locais recriadas de uma nova forma.

À imagem da Galeria, que serve não só como museu, mas também como espaço para conferências, investigação e biblioteca, o restaurante, com uma bela vista sobre a zona antiga de Sultanahmet, vive de uma decoração minimalista, com ferro, luzes quentes e madeira a tornar o espaço mais acolhedor. A cozinha aberta no piso inferior transporta-nos para uma sala de teatro, onde uma equipa jovem segue à risca os detalhes de um prato sobre as ordens animadas de um líder. Há quem encontre calma e paz naquele espaço para por lá ficarem durante todo o serviço, sentados na plateia enquanto estudam.

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Já bem instalados, sobre a luz baixa da sala de jantar, iniciamos a noite com uns deliciosos cocktails (Istambul é sem dúvida uma pequena meca no que a cocktails diz respeito), um Daiquiri de Romã e um rum com ananás e leite de amêndoa que serviram na perfeição para abrir as hostes.

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Seguiu-se um dos pontos mais simples, mas simultaneamente mais altos do Neolokal, o pão. Quem segue os meus artigos sabe a importância que dou a este alimento e o do Neolokal foi sem dúvida um dos que mais me surpreendeu nos últimos tempos, feito à base de uma Sourdough que mantêm desde a abertura do restaurante, o pão tem uma crosta fina e bem crocante, uma bonita cor dourada e um interior macio, aromático e saboroso. A acompanhar, uma ótima pasta inspirada nas receitas da mãe de Maksut, feita à base de tomate, pimentos, nozes, tahini, sementes de papoila e azeite de salsa. Não podia pedir melhor início!

A acompanhar, um copo de Turasan, Emir de 2013, um branco da região de Capadócia, refrescante, com um corpo fino, notas cítricas e tropicais e um interessante toque salgado.

 Neolokal - 11Siyez, couve, alho e salsa
Siyez é um dos grãos históricos da alimentação da Anatólia, aqui apresentado sobre a forma de bulgur, a rechear um pequeno “dolma” de couve com um leve sabor do alho cozido em leite e um molho ligeiramente mais forte, resultante da caramelização da couve. Um prato simples que, não sendo dos mais interessantes da noite, não deixa de ser  uma boa junção de sabores e texturas.

neolokal nisan35589 çerkez ordegi – terrina de Pato, creme de noz e alho, chutney de pêssego, folhas de mostarda
Aqui quase poderíamos dizer que a França visitou a Turquia, numa excelente terrina, bom sabor e textura, muito bem combinada com o creme, que lhe confere humidade e as notas interessantes da noz, em bom contraste com as folhas mais amargas e as notas adocicadas do chutney. Um prato repleto de sabor e visualmente apelativo.

 Neolokal - 10 Houmus – húmus, ervas e creme de Tahini
Mais um elemento que dispensa apresentações na cozinha do Médio Oriente, o Húmus, uma pasta de grão de bico, aqui numa versão 3.0. De irrepreensível sabor, e elevado pela bem conseguida selecção de ervas da horta biológica do Neolokal, criando no conjunto elementos mais picantes, mais ácidos, uns mais amargos  outros mais doces, tudo muito bem ligado com o húmus e o creme de tahini que nos dá mais uma dimensão e textura. E claro, o pão volta  aqui a fazer parte das contas. Muito bom.

 A acompanhar estas entradas, um vinho 100% Narince, da Vino Dessera de 2014 , uma casta turca resultante num vinho com boa acidez, um corpo médio e interessantes notas cítricas e florais. Funcionou muito bem com os pratos.

Neolokal - 9Polvo, pistáchios, batata, salicórnia e framboesa
Polvo tenro e preparado com os tentáculos em terrina, acompanhado por uma diversidade interessante de sabores. A acidez da framboesa, o sabor a mar da salicórnia, o amargo das folhas de mostarda e as notas mais terrestres do creme de batata com um leve toque cítrico e claro pela presença do pistáchio. Mais um prato irrepreensível, visualmente atraente, e com excelente jogo de texturas e sabores.

neolokal ekim30709 1 Hadoque, beterraba e butarga
O Hadoque ou eglefim é um primo do nosso bacalhau, aqui fumado segundo as tradições mais antigas de Istambul, e acompanhado com uma série de elementos que mais uma vez completaram e fizeram sobressair o ingrediente principal. O sabor fumado e ligeiramente salgado do peixe funcionou muito bem com as notas doces e de terra dos cubos de beterraba, assim como com o sabor a mar da butarga.  Tudo bem unido pelo creme de taramasalata e pelo crocante de pão e rabanete. Mais um excelente prato.

A harmonizar com os dois últimos pratos uma combinação das castas narince e viognier de 2011 da Kastro Tireli, um vinho mais complexo que os anteriores, com uma bonita cor dourada e notas que vão de frutos secos a pêssego. Uma ótima escolha para os pratos em questão.

  Neolokal - 7İçli Köfte, molho de iogurte, alho, menta e limão, óleo de salsa e alho
Aqui aproximamo-nos ainda mais da tradição turca, com os Köfte, numa versão desconstruída. A massa é feita à base de bulgur, com a carne magra a ser cozinhada com frutos secos e servida com um refrescante molho de iogurte com um leve sabor a menta, alho e limão.  Um prato simples e bem composto, que representa muito bem a essência da cozinha turca e os seus magníficos temperos.

Para acompanhar este prato o escanção de serviço escolheu o vinho que levamos de Portugal para esta viagem, um excelente Pombal do Vesúvio 2009 da Quinta do Vesúvio. Privilégio maior, o próprio Maksut e o seu escanção  vieram até à nossa mesa para brindar connosco, a este prato e ao vinho, numa bela comunhão entre a Turquia e Portugal.

neolokal eylul30422“Fish of Fishermen”- Anchovas, “tarator” de nozes, cebola e taramasalata
Um prato que pretende prestar homenagem aos pescadores do bósforo (e que poderia prestar homenagem também aos pescadores Portugueses). Peixe miúdo, neste caso anchovas, fritos com uma polme bem crocante à base de sourdough, sobre um brilhante creme à base de noz, chamado Tarator (feito à base de caldo de peixe, nozes, alho, limão e azeite – é impreesionante a forma como conseguem dar voltas e voltas aos frutos secos), pickle de cebola e a taramasalata que já acompanhava o hadoque. Um prato com tanto de simples e súbtil como de impressionante. Um dos melhores da noite, com um creme e uma fritura que me vai deixar saudades da próxima vez que me dedicar a uma petinga ou uns jaquinzinhos.

neolokal ekim30673Salsicha de Pato, pilaf de bulgur uveyik, cebola, alho francês e espinafres com estrela de anis 
Pato confitado e prensado em forma de salsicha, com uma humidade notável acompanhado de um pilaf do grão tradicional Uveyik, cozinhado com cebola e alho francês a baixa temperatura durante sete horas até atingir uma textura semelhante à de um risotto. A ligar todos os elementos um aveludado creme de espinafres e espinafres cozidos com estrela de anis. Não esperava muito da salsicha, provavelmente por hábito e gosto de ver o pato cozinhado de outra forma, no entanto saí vencido, pela técnica apresentada, boa textura, e humidade fundamental. Nota ainda para o brilhante pilaf que podia ser uma refeição por si só.

 Neolokal - 4“Katmer” e “Tirit”, creme de iogurte e tarhana, tarhana seca
A vitela cozinhada em caldo de pato, com coentros, cominhos e paprika, resultou numa carne húmida, esfiapada e cheia de sabor, à semelhaça de um bom estufado. A massa é uma espécie de mil folhas feito com gordura de pato em vez de manteiga e o iogurte com dupla fermentação  temperado com tarhana traz ao prato toda uma outra dimensão de sabores. É mais um prato puramente turco, com uma roupagem moderna e preparado para agradar a desconhecidos ou aos mais céticos locais, todos os elementos estão no prato, assim como os sabores. Uma brilhante união entre a cozinha atual e a tradição.

A harmonizar, mais um vinho da região de Capadócia, um Turasan Seneler de 2012 , um blend de Boğazkere que dá estrutura e taninos vivos ao vinho e Öküzgözü que lhe confere elegância e o sabor a frutos vermelhos. Um tinto descomplicado mas interessante.

Quando muitas vezes uma refeição nos corre às mil maravilhas como esta no Neolokal, temos medo de avançar para o capítulo final, as sobremesas, tantas vezes o parente pobre das entradas e pratos principais. Felizmente não foi o caso e as 3 que provamos encheram-me as medidas.

Neolokal - 2“Pepeçura”, bolo de zerde, merengue de pistáchios
Esta sobremesa é a junção de três pratos da doçaria turca, o pepeçura, uma espécie de pudim feito à base de uva, bastante aromático e com uma textura gelatinosa. Zerde, um pudim à base de arroz e açafrão das índias aqui transformado num bolo, leve e arejado. E por fim, o pistáchio em forma de merengue e em creme para ligar todos os elementos. Todos os elementos funcionaram bem em separado e conjunto com destaque para o sabor do pudim, a crocância  do merengue e a subtileza do creme de pistáchio. Uma ótima sobremesa.

Neolokal - 1Parfait de tília, creme de limão e crocante de acibadem
Uma sobremesa elegante e refrescante. Um gelado à base de tília, com um excelente curd de limão e um crumble de amêndoa baseado nas acibadem, um doce semelhante às nossas bolachas de Amêndoa. Uma sobremesa ótima, doce quanto baste e com todos os elementos necessários.

neolokal ekim30791Abóbora crocante, parfait de tahini, mousse de Helva e crocante de sésamo
A última e mais surpreendente das sobremesas, a abóbora é cozinhada de uma estranha forma que a torna crocante por fora e líquida no interior, como se de um bombom se tratasse. Os restantes elementos funcionaram muito bem, em particular o parfait que transmite frescura ao prato, onde, sem dúvida, as pequenas explosões de abóbora são a atração principal.

A companhar todas as sobremesas foi servido um Symposium de 2014 à base de de moscatel de Bornova , um vinho doce suave, muito distinto do nosso Porto, moscatel ou Madeira.

O trabalho do escanção é louvável, pela qualidade com que harmonizou a refeição mas também pela sua carta de vinhos, feita à base de pequenos produtores e propostas criadas com base nas uvas autóctones da Turquia. Quanto ao vinho da Quinta do Vesúvio que nos acompanhou, espero que no final tenha servido para um ótimo brinde entre toda a equipa.

O Serviço de sala é interessante, uma vez que podemos observar o próprio Maksut ou os seus subchefes a servir os pratos e a explicar a sua história  ou técnica de confeção. Um estilo descontraído e moderno que muito me agrada quando, como neste caso, o profissionalismo não é posto em causa.

Considerações Finais
O Jantar no Neolokal foi o último desta nossa viagem por Istambul, e serviu para rematar aquilo que outros já tinham deixado bem patente, Istambul é garantidamente uma das melhores cidades do mundo para se comer. Comemos cultura, história, tradição e comemos uma nova era, que apelidei de Cozinha Turca Revisitada, onde chefes jovens como Maksut aliam as suas raízes com as melhores técnicas e apresentações da actualidade. Na mesa do Neolokal sinto-me como em Paris, à mesa do criativo Septime,  onde os elementos mais simples nos conseguem transmitir emoções que não esperamos, como o húmus com ervas ou as anchovas fritas com creme de noz. O espaço prende-nos e transporta-nos para uma interessante atmosfera de espetáculo íntimo onde temos o privilégio de ser interlocutores, com a comida como forma de expressão. Foi sem dúvida uma das melhores refeições que tivemos em Istambul e uma daquelas que não me sairá tão sedo da memória.

Se visitarem Istambul já sabem, este é um espaço de visita obrigatória, reservem e comam cultura, porque há muito mais do que kebabs, koftes e baklavas para descobrir.

Neolokal
SALT Galata, av. Bankalar, Karaköy Istambul
+90 212 244 00 16
info@neolokal.com

Fotos: Flavors & Senses e Seren Dal para Neolokal

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Prémios “Flavors & Senses – Os Melhores Para 2015″

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Voltando à apresentação dos Prémios ” Flavors & Senses – Os Melhores para 2015″ , a cerimónia que celebra a gastronomia e a restauração do Norte do País e em particular do Grande Porto.

Hoje ficam a conhecer os nomeados não para as categorias de Restaurantes mas sim para os maestros que tornam esses mesmos espaços únicos, ou seja os Chefes. Apresentamos o  “Chefe a Seguir”, um prémio que distingue os mais jovens e promissores chefes da região e a categoria rainha de “Chefe do Ano” em que premiamos o chef que durante o ano de 2014 mais se conseguiu destacar entre os seus pares.

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Para quem quiser ficar a saber mais sobre os vencedores da edição de 2014, basta clicar aqui.

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Grand Hyatt Istanbul

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Se um Hyatt nos faz feliz em Istambul, imaginem dois Hyatt!
Pois bem, assim foi a nossa estadia em Istambul, deixada totalmente nas mãos do grupo Hyatt Hotels, desta vez, num irmão mais experiente, mais maduro e mais antigo, o Grand Hyatt.

Este luxuoso hotel de negócios (maioritariamente) situa-se no coração pulsante da moderna Istambul, entre o Bósforo e a praça de Taksim, rodeado de muitos outros grandes nomes da hotelaria internacional. É uma zona muito mais dinâmica e comercial, ao contrário da localização do irmão mais novo, Hyatt Regency.

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Primeira Impressão
Hotel cheio de movimento, uma entrada típica de hotel de negócios, muita confusão, muitas pessoas, muita correria, provavelmente de todos os congressos que estavam a decorrer no momento.
Check-in muito eficaz, e apesar da confusão tudo parecia funcionar na mais plena harmonia, até porque, grande parte dos grupos que se observavam estavam quase sempre acompanhados por elementos da equipa do hotel.

O Grand Hyatt com 21 anos mantém-se um marco de referência hoteleira na cidade. Por fora, um imponente edifício com uma entrada principal que se faz com todo um protocolo de segurança digno de reis e rainhas, protocolo esse que provavelmente se deve ao facto do hotel se situar em Taksim, palco de anteriores manifestações não muito pacíficas. Por dentro, um estilo de decoração moderno com apontamentos mais tradicionais.

Após este primeiro contacto com o atribulado lobby que muito me fez lembrar o Intercontinental Bangkok (por semelhança com a agitação) fomos acompanhados ao nosso quarto.

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Quartos
Contam-se nada mais nada menos que 360 quartos neste gigantesco hotel!
Estes são de quatro tipos, desde o Standard até ao Suite, passando pelo Deluxe e pelo Grand Club. Ficamos num Standard com vista para a zona da piscina. O quarto é acolhedor, num estilo entre o moderno e o contemporâneo, a casa de banho é maravilhosa, podia trazê-la para casa comigo, banheira grande, ao lado dum grande espelho fixado na parede, criando uma atmosfera reconfortante.

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Restaurantes/Bares
O Grand Hyatt dispõe de cincos espaços gastronómicos, o 34, o Mezzanine Lounge & Bar, o The Library Bar, o Gazebo e o japonês Hori.
Tivemos oportunidade de experimentar quase todos.

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O 34 foi o local onde fizemos todas as refeições do dia, o pequeno-almoço, almoço e jantar.  Com a chefia a cargo do italiano Fabio Brambilla, a cozinha viaja pelo mediterrâneo, entre a cozinha italiana e as tradições turcas, dos mais tradicionais pratos de Pasta aos kebabs mais puristas, com um excelente selo de qualidade e personalidade, muitas vezes perdida neste tipo de restaurante de Hotel.

O Mezzanine Lounge & Bar foi onde relaxamos e apreciamos um excelente cocktail após um dia intenso de caminhada pela cidade.
O The Library Bar situa-se mesmo no lobby e é um local exclusivo com whisky e conhaques, vinhos e champanhes, e tem uma atmosfera requintada mesmo ao estilo dum clube de cavalheiros Inglês.

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Quanto ao Gazebo, este é o bar e restaurante da piscina, que sem dúvida alguma deve fazer as delícias dos hóspedes durante o verão, pena que estivemos no Grand Hyatt em Fevereiro!
Por último, o Hori é um restaurante tradicional Japonês, que traz para Istambul toda a envolvência dum verdadeiro restaurante de Sushi.

Não posso deixar ainda de realçar o Pequeno Almoço, com uma gigantesca variedade de produtos, e apto para satisfazer todos os visitantes, dos locais aos asiáticos sem esquecer os europeus, um verdadeiro festim de produtos, cores e sabores.

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grandhyattistanbul - 29Gaia Spa

Serviços
Além dos habituais serviços dum 5 estrelas, como serviço de quartos 24h/dia e concierge, o Grand Hyatt possui um lindíssimo Spa, o Gaia Spa onde pudemos desfrutar dum verdadeiro banho turco, ou Hamam, bem diferente daquilo a que nós chamamos banho turco em Portugal, uma sala lindíssima com vapor quente mas sem aquele exagero habitual e bem ao estilo romano, uma vez que as suas origens são mesmo estas, só difere na ausência do tanque de água fria, foram 30min de puro relaxamento, e de maravilhas para a minha pele.
Para quem prefere o habitual, tem também a sauna e o banho turco básico.

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Além do Spa há também um centro de fitness e um court de ténis para os mais ativos.
A piscina é lindíssima e é um dos ex-libris do hotel, infelizmente também não tivemos oportunidade de usufruir dela, dado o clima de Inverno!

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Como seria de esperar, o hotel está devidamente preparado para viagens de negócio, e diferentes eventos, aliás é dos hotéis mais escolhidos para diversos congressos, apresentando um total de 19 salas destinadas a isso, e altamente preparadas com toda a sofisticação e conforto necessários.
Além destas atividades internas, o hotel prepara-nos também, se assim o quisermos, um conjunto de atividades a fazer no exterior, seja a visitar diferentes zonas da cidade, ou simplesmente para fazer compras.

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Atendimento
Que dizer de mais um sucesso do grupo Hyatt?
Atenção, dedicação, interesse, boa disposição, excelente formação hoteleira, e mais uma vez, um conjunto de excelentes profissionais a garantirem mais uma vez uma estadia perfeita.
Uma vénia a este grande grupo hoteleiro!

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Grand Hyatt Istanbul
Quartos a partir de 180€
Taskisla Caddesi, Taksim – Istambul
+90 212 368 1234
istanbul.grand@hyatt.com

Fotos: Flavors & Senses e Grand Hyatt Istanbul

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Prémios “Flavors & Senses – Os Melhores Para 2015″

Tradicional

Continuando a apresentação dos Prémios ” Flavors & Senses – Os Melhores para 2015″ , a cerimónia que celebra a gastronomia e a restauração do Norte do País e em particular do Grande Porto.

Hoje ficam a conhecer os nomeados para “Restaurante Tradicional”, um dos estilos mais amados e acarinhados pelas gentes do Norte do País, onde a tradição ainda impera.

Petiscos

Outra das Categorias importantes nos dias que correm é a de “Restaurantes de Petiscos” com tantos espaços novos a abrir na cidade, numa fusão entre os petiscos portugueses e as tapas espanholas.

De Autor

E agora para algo completamente distinto saímos da tradição para algo novo, em que o CHEFE ganha um papel preponderante, seja na sua interpretação de um prato clássico ou na sua forma de ver um ingrediente. A categoria “Restaurante de Autor”, com alguns dos principais nomes da cidade, mostra um outro lado da gastronomia Portuense.

Para quem quiser ficar a saber mais sobre os vencedores da edição de 2014, basta clicar aqui.

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Prémios “Flavors & Senses – Os Melhores Para 2015″

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 Continuando a apresentação dos Prémios ” Flavors & Senses – Os Melhores para 2015″ , a cerimónia que celebra a gastronomia e a restauração do Norte do País e em particular do Grande Porto.

Hoje damos a conhecer os nomeados para “Restaurante Trendy” e o restaurante com melhor “Serviço de Vinhos“.

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Para quem quiser ficar a saber mais sobre os vencedores da edição de 2014, basta clicar aqui.

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Prémios “Flavors & Senses – Os Melhores Para 2015″

Hoje apresentamos a 3ª Edição dos Prémios “Flavors & Senses – Os Melhores Para 2015″, um evento que pretende distinguir os melhores restaurantes, chefes e personalidades da Gastronomia Portuense e do Norte do País. Do “Serviço de Vinhos” ao melhor restauraunte “Fora de Portas” serão doze as categorias a que concorrem os melhores espaços da cidade.

Cada categoria terá 5 nomeados, e desses será distinguido um vencedor eleito com base nos votos de um criterioso leque de jurados constituído por chefes, empresários, jornalistas, críticos e gastrónomos.

Durante os próximos dias vamos apresentar os nomeados e as diversas categorias, para hoje ficam duas das mais concorridas e almejadas, a de “Restaurante do Ano” e “Restaurante Revelação”.

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Em breve vamos também apresentar os nossos parceiros e a data e local da cerimónia de entrega de prémios.

Para quem quiser ficar a saber mais sobre os vencedores da edição de 2014, basta clicar aqui.

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Istambul – Alancha

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Antes de falarmos de comida, vamos falar um pouco de pessoas, nomeadamente de Kemal Demirasal, um jovem de 34 anos, natural de Izmir, na região costeira da Turquia, famoso por ser um dos mais importantes campeões do Windsurf Turco. E se o desporto e a cozinha nada têm de relacionado, é verdade também que foi esta paixão pela comida que o fez tornar-se cozinheiro, com viagens, muitas refeições, prática e muita experimentação. Em 2013 abriu em Alaçatı (uma famosa estância de Verão na costa do mar Egeu) o primeiro Alancha.  Ao qual se segue em 2015 um novo espaço, desta vez em Istambul,  com um público mais alargado e mais internacional.

O conceito representa a bem vincada influência da Natureza na vida de Kemal. Marcado pela Nova Cozinha Nórdica, Kemal procura nos mais puros ingredientes da Anatólia, uma base para criar um novo universo culinário em jeito de Cozinha Turca Revisitada.

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O restaurante ocupa alguns pisos do luxuoso complexo Armani Maçka Residence, numa combinação de revolução industrial vs Ecologia, de matriz nórdica, a decoração a cargo de Gürcan Dere, cria um ambiente estonteante, moderno  e cosmopolita marcado pela natureza e com detalhes maravilhosos, como as mesas altas de madeira, o bar ou a garrafeira. Um dos restaurantes mais bonitos e arrebatadores que já tive a possibilidade de visitar.

O espaço está dividido em 3 áreas distintas, a primeira sala “beets”, com mesas altas, espaçosas e confortáveis, serve para os almoços e o menu à la carte, segue-se o bar, onde o mestre Göksel Güleç e a sua equipa criam os cocktails de assinatura mais modernos e interessantes da cidade. Por fim no segundo piso, fica a sala “tasting”, exclusiva para o jantar onde se serve apenas o Menu de Degustação com mais de 18 pratos inspirados pela cozinha Anatólia.

Mas bem, passemos à comida, que eu próprio começo a ficar com fome enquanto escrevo e as memórias se reavivam.

Na impossibilidade de visitarmos o espaço ao jantar, optamos por uma vária seleção de pratos disponíveis no menu de almoço, alguns dos quais presentes também no menu de degustação.

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Já bem instalados foram surgindo 3 aperitivos, cada um a seu momento, primeiro, um fresco e leve creme de tomilho, com zestes de limão e amêndoa, sabor e uma cremosidade única. Em segundo lugar, umas chips de tupinambo com aioli, apetitosas e bem crocantes  com um ótimo aioli. Por fim boşnak com creme de trufa, uma carne seca tradicional (talvez até um pouco seca demais), acompanhada por um delicoso creme negro à base de trufa.

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Seguiu-se o pão, de dois tipos distintos, sourdough e pão de batata, ambos ligeiramente tostados na grelha e ambos de qualidade excepcional, (o pão dos turcos é uma coisa que me agrada, muito!) a acompanhar uma manteiga do mar negro coberta com pó de tomate, que se revelou uma companhia perfeita, aliás já era feliz só com isto, mas a refeição continuou.

Alancha - 9Funcho
“Funcho”, era assim a descrição dos pratos do menu, com base no seu ingrediente principal. Um creme leve e saboroso, com pinhões, redução de sumo de laranja (retendo a sua frescura) e um delicioso funcho salteado. Um daqueles pratos que nos faz pensar duas vezes sobre o universo vegetariano.

Alancha - 8Polvo, puré de grão de bico e limão, molho de coentros, pó de laranja e cebolo
Mais um belíssimo prato, com tanto de bonito como de bom. Todos os elementos funcionaram bem em conjunto e individualmente, com destaque para a integração da frescura cítrica no pó de laranja e na adição do limão ao puré. Também o cebolo com algumas zonas mais queimadas serviu muito bem como elemento terra, criando um ótimo balanço entre terra e mar. Luxuoso.

Alancha - 10Favas, Verbena e Trufa
Favas cozinhadas com caldo de legumes, cebola e cebolinho, enriquecidas com trufa e verbena, aparentemente um prato simples, muito simples, mas na realidade se o prato de funcho nos fez pensar duas vezes, este proporcionou um verdadeiro “orgasmo” vegetariano.

Alancha - 12Rock Bass (tipo de Robalo), flores, bergamota e estragão
Peixe grelhado no ponto, pele crocante e carne suculenta sobre uma cama de flores comestíveis provavelmente fermentadas. A acompanhar um molho de bergamota e um  leve óleo de estragão. Um prato repleto de dimensões, da textura aos sabores enchendo completamente o palato. Muito bom.

Alancha - 11Cordeiro, creme de iogurte e cenoura rocha
Cordeiro grelhado e ligeiramente glaceado. Acompanhado com cenoura roxa e um creme de iogurte. Mais um prato visualmente irrepreensível, cheio de caráter, força e inspiração bem vincada no universo turco.

Alancha - 14Gelado de cogumelos
Cogumelos?? Sim, sim, e estava arrebatador! Textura cremosa, sabor leve, reforçado pelo pó de cogumelos e complementado pela frescura do chá de laranja e coco. Brilhante!

Alancha - 13Queijo Kars Gavyeri, marmelada de romã, bolo fino de semolina
As minhas notas de prova levavam-me para algo próximo de um gruyère suiço, mas tal não fazia sentido tendo por base o conceito do restaurante. No entanto e elucidado à posteriori por Kemal, o queijo trata-se de  gruyère feito na pequena cidade de Kars, uma das regiões produtoras de queijo da velha Anatólia. A acompanhar o queijo, uma interessante marmelada à base de romã e um fino bolo de semolina, todos eles elementos interessantes e que funcionam bem com o queijo. No entanto, o elemento mais surpreendente vai para o arejado creme que une todos os elementos, feito à base de água e açúcar batidos até atingirem aquela textura. Nesta parte vocês perguntam qual a técnica de vanguarda usada para atingir essa textura, bem a técnica é aparentemente ancestral, e consiste em colocar raízes de Quilaia na água, ferver e deixar em infusão de um dia para o outro e depois bater essa água com um xarope de açúcar criando algo semelhante a um merengue chamado Natef. Neste caso as notas ligeiramente apimentadas e a sua textura funcionaram muito bem com os restantes elementos assim como com o vinho.

Alancha - 15Beterraba, caramelo, mousse de iogurte e milho
Gosto pouco de sobremesas excessivamente doces (com uma ou outra excepção da doçaria conventual portuguesa), e esta proposta do Alancha foi tudo o que posso pedir para um brilhante final de refeição. Beterrabas desidratadas cozinhadas em calda, uma ótima e fresca mousse de iogurte com um toque crocante do milho tufado, tudo ligado por um fantástico molho de caramelo. Grande Final!

Acompanhamos mais uma vez a refeição com um vinho nacional, Pombal do Vesúvio 2009 que se portou à altura de toda a refeição.

Alancha - 21Pombal do Vesúvio e o fantástico serviço de copos

O serviço de sala vive da mesma imagem do restaurante, descontraído e informal mas altamente profissional e atento a cada detalhe.

Não posso deixar de realçar os empratamentos, todos munidos de louças artesanais lindíssimas, e um cuidado estético que vai muito além das influências da cozinha Nórdica em Kemal. As cores, a montagem, os elementos e as texturas têm um papel enorme nesta nova roupagem que o chef dá à sua cozinha turca.

Alancha - 20Laboratório de cozinha

Não finalizamos a nossa experiência neste Alancha sem uma visita guiada a todas as áreas do restaurante e uma pequena conversa com Kemal, sobre as suas ideias e o futuro desta nova cozinha em Istambul. Se a ideia com que fiquei mal entrei no espaço era boa, durante a visita foi ainda melhor, o investimento (enorme certamente!) reflete-se nas mais diversas áreas, do luxo da decoração naturalista, ao detalhe das peças usadas no serviço, da cave de vinhos ao laboratório de cozinha onde diariamente dois chefes criam  e registam um sem fim de novas técnicas e formas de utilizar ingredientes nos futuros pratos do restaurante.

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Considerações Finais
Kemal Demirasal é mais um dos jovens génios da cozinha, que pretendem, e conseguem revolucionar a cozinha dos seus Países, mantendo-lhe os ingredientes e a identidade e dando-lhes uma nova imagem e brilhantismo. No caso de Kemal, começou esta sua aventura em Izmir, no seu primeiro Alancha (ainda em funcionamento), com um público maioritariamente Turco. Hoje, com a abertura deste novo espaço em Istambul a sua cozinha apresenta-se ao mundo e a um leque muito mais alargado de foodies e gastrónomos, a exigência, o rigor e as obrigações serão agora muito maiores, mas também o serão as recompensas. A cozinha apresentada é exuberante e aliciante, enquanto usa ingredientes tão simples como favas ou beterrabas, as técnicas apresentadas e a qualidade geral de toda a refeição num restaurante aberto há cerca de um mês ( a quando da nossa visita), não podiam ter deixado melhor impressão. Não tenho a menor dúvida de que no futuro, e a manter-se o atual fluxo turístico na cidade, o Alancha fará parte do famoso guia The World’s 50 Best da revista Restaurant.

Quanto a mim, completmente arrebatado, como nunca esperei sair, e cada vez mais convencido de que atualmente Istambul é um dos melhores destinos mundiais para o turismo gastronómico.

Alancha – Istanbul
Hüsrev Gerede Cad., Sehit Mehmet Sok 9 Besiktas – Istambul
(212) 261 35 35
istanbul@alancha.com

Pombal do Vesúvio 2009 com o apoio da Symington Family

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Istambul – Lokanta Maya

lokantamaya

Depois de pratos bem tradicionais e de alta cozinha Otomana, era tempo de conhecermos outro lado de Istambul, um lado mais contemporâneo mas que não esquece as suas raízes e tradições. Para isso, optamos por visitar o Lokanta Maya, um restaurante aberto em 2010 pela mão da chef Didem Şenol, que desde a sua abertura tem  vindo a revolucionar  região costeira de KarakÖy. Didem formou-se nos Estados Unidos, no célebre French Culinary Institute, mas voltou ao seu país de origem para recriar a cozinha turca sob o seu ponto de vista.

O foco do restaurante é aparentemente simples, oferecer pratos repletos de sabor com ingredientes locais e sazonais. E a carta reflete isso mesmo, alterando-se diariamente e a cada época do ano de forma a apresentar o melhor de cada ingrediente. A ideia promete.

Chegados ao restaurante, somos surpreendidos por uma sala de decoração minimalista, muitas mesas, meia luz e boa música ambiente. Mais cosmopolita só a sua clientela, entre estrangeiros e turcos, o ambiente flui entre uma mistura de arte, moda e gastronomia ao bom estilo de Londres.

Já na mesa vamos observando a boa vibe do espaço, e apreciando um interessantíssimo queijo com pimentos e azeite acompanhado com um ótimo pão (felizmente o bom pão é regra nos bons restaurantes da cidade, e eu agradeço).

Lokantamaya - 2Manteiga com ovas de salmão, pão com bergamota
Esta manteiga foi uma verdadeira revelação, chegamos a Istambul pouco tempo depois de uma passagem por Paris onde encontramos excelentes manteigas, mas esta junção com as ovas, a frescura e leve sabor a mar com a gordura e untosidade da manteiga e um pouco de pimenta rosa foram um início brutal. E a acompanhar um excelente pão.
Lokantamaya - 1Pastrami Caseiro, pão de sourdough
Excelente Pastrami, curado no tempo certo, com ótima textura e um toque ligeiramente picante. Mais uma vez, um delicioso pão a acompanhar. Muito bom.

Lokantamaya - 3Mexilhões em vinho branco, pão com alho
Os turcos têm uma paixão por mexilhões, sendo um dos seus principais petiscos de rua. Aqui, reinterpretados entre os sabores da turquia e a técnica dos belgas. Vinho, ervas e tomate a resultar nuns mexilhões saborosos e suculentos. Muito Bom.

Houve ainda tempo, nas entradas, para provar uma espécie de pataniscas de courgette com molho de iogurte e coentros que são como que uma das imagens do Lokanta Maya, com a receita a ter direito a figurar num dos grandes espelhos da sala. Cremosos por dentro, ligeiramente crocantes por fora e deliciosos!

Lokantamaya - 4Camarão picante, cevada esmagada
Camarão de boa qualidade e cozinhado no ponto. Cevada transformada numa espécie de esmagada que tanto transmitia a cremosidade de um puré, como texturas mais al dente de um risotto. Bom conjunto, aromatizado pelas ervas, algumas ligeiramente crocantes dando ainda mais elementos ao prato.

Lokantamaya - 5Pato confitado, puré de feijão branco, tapenade de azeitona
Uma dose enorme, com duas pernas de pato confitadas, suculentas e a desfazer como manda o figurino. Ótimo também o puré e a adição da tapenade e das azeitonas para quebrar um pouco a gordura e o peso do prato. Todos os elementos estavam deliciosos, no entanto, e no conjunto do prato senti falta de um molho que fizesse a ligação entre tudo.

Lokantamaya - 6Bolo de Semolina, gelado de alfazema
No final, houve espaço para apenas uma sobremesa, optámos por um dos clássicos do Lokanta Maya, uns pequenos bolos feitos com semolina, bastante húmidos e saborosos. A acompanhar, frutos secos e delicioso gelado de alfazema,  com um sabor intenso e uma boa textura. Excelente Final.

Acompanhamos a refeição com  vinho a copo, optando por brancos da casta Chardonnay de origem turca.

O serviço é descontraído e informal, mas com o profissionalismo certo,  bom inglês e um sorriso que cai sempre bem.

Considerações Finais
O trabalho de Didem Şenol no seu Lokanta Maya é digno de louvor, primeiro, é uma mulher à frente dos destinos de um restaurante assente nas raízes turcas, segundo, a escolha invulgar em 2010 da sua localização, hoje revela-se certeira, com a zona a desenvolver-se para novos horizontes gastronómicos, e a presença do museu de arte moderna de Istambul, que reflete também ele a imagem deste espaço. A cozinha é mais do que turca, são as influências do Mediterrâneo, da região do Egeu e claro da sua formação, resultando em pratos simples e reconfortantes como uma mãe cozinharia, mas ao mesmo tempo contemporâneos na apresentação e cheios de técnica e sabor. Foi uma ótima experiência este Lokanta Maya, cheio de boas energias e boa comida na transição entre o lado clássico e o lado mais moderno da cozinha turca. Espero voltar um dia, até lá, vou tentar duplicar a receita dos famosos “fritters” de courgette.

Lokanta Maya
Kemankeş Caddesi 35/A, Karaköy, Istambul
+ 90 212 252 6884
info@lokantamaya.com

Fotos: Flavors & Senses e Lokanta Maya

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Adegga Winemarket Porto 2015

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Foi no passado Sábado que o Porto recebeu a sua segunda edição do Adegga Winemarket. Tendo o mesmo palco que no ano anterior, o Hotel Porto Palácio, nesta edição o espaço foi outro, menos intimista que em 2014 mas mais amplo e iluminado.

O princípio foi o mesmo a que André Ribeirinho e a sua equipa nos têm habituado, uma prova de vinhos diferente, num ambiente descontraído, em que se consegue falar com produtores, perceber os vinhos, receber as informações através do Smart Wine Glass, e ao contrário da maioria das provas, comprar diretamente os vinhos de que mais se gostou.

adegga2015 - 13Niepoort

Começamos pela Niepoort, com a presença habitual do animado Paulo Silva, a mostrar algumas das novas estrelas da companhia, como os vinhos produzidos na Quinta de Baixo, na Bairrada, o Lagar de Baixo, o Syrah e o fantástico Poeirinho, um 100% baga feito a partir de vinhas muito velhas, que mostra bastante complexidade no nariz e uma boca elegante e precisa com taninos suaves que convidam a não largar o copo. Mais um grande vinho de Dirk Niepoort.

Nota ainda para o Riesling Dócil, que fez um “hater” de vinho que nos acompanhava iniciar-se na prova… certamente a primeira de muitas.

adegga2015 - 27Quinta do Pôpa

Seguiu-se a Quinta do Pôpa, do qual havíamos feito uma prova horizontal poucos dias antes, pelo que desta vez a prova resumiu-se aos rótulos Lolita e Milf de 2011 da Wine on the Rocks Finkus Collection, dois vinhos jovens com rótulos modernos e “radicais”, com a Milf a mostrar toda a sua “sabedoria e anos de experiência” com maior complexidade e taninos mais elegantes. Um Excelente Par!

adegga2015 - 11Poeira

Ainda no Douro, um grande vinho de Jorge Moreira, o Poeira, um dos grandes vinhos da região, um vinho pujante, bastante concentrado e com taninos austeros. A cave é o melhor destino deste vinho que terá certamente um futuro brilhante.

adegga2015 - 12 Quinta do Pessegueiro

Provaram-se também os interessantes vinhos da Quinta do Pessegueiro além do seu excelente azeite. Um espumante que entrou recentemente para o leque dos nossos favoritos, o Real Companhia Velha,  entre muitos outros já nossos conhecidos na região.

adegga2015 - 18           adegga2015 - 24           adegga2015 - 17

adegga2015 - 23Quinta de Lemos

Fugindo do Douro, voltamos ao Dão, com os vinhos da Quinta de Lemos em prova, realço o Jaen e o Tinta Roriz, como os vinhos que mais me cativaram, assim como a apresentação do branco Dona Paulette 2013, acabado de engarrafar. Além dos vinhos tivemos ainda uma agradável conversa com Pierre Lemos, sobre a Quinta, o projeto e a vida, algo possível apenas em pequenos eventos como este.

adegga2015 - 9António Madeira

Também os vinhos de António Madeira, da zona serrana do Dão, se mostraram em grande forma, com uma vincada marca do Terroir e uma expressão cada vez mais comum do trabalho feito na vinha.

Passando à região mais a norte do País, provamos os clássicos Alvarinhos da Quinta do Soalheiro, com destaque para um Primeiras Vinhas de 2007, a mostrar o porque de ser um dos melhores vinhos de Portugal, e certamente um dos meus brancos preferidos. Também sobre a casta Alvarinho, não posso deixar de falar da Quinta de Santiago, um projeto recente da região de Monção, presentes com um colheita e um reserva que dividem opiniões sobre qual o mais interessante, mas que garantidamente estará já na minha tabela entre os 3 melhores produtores da região.

adegga2015 - 8 Quinta de Santiago e os chocolates feitos em parceria com a Cacao di Vine

adegga2015 - 10 Quinta do Soalheiro

De regiões mais a Sul, destaque para os refrescantes vinhos do Casal Sta. Maria, secos, minerais e com aquele toque salgado que só aquela região de Colares apresenta. Grandes Brancos.

adegga2015 - 19 Casal Sta. Maria

adegga2015 - 16Um dos pontos fortes do evento é a qualidade fotográfica de Ricardo Bernardo, aqui bem patente com o carismático “Joe Guedes”

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Enquanto a prova ia decorrendo e a afluência aumentando na sala principal, fizemos um pequeno desvio para conhecer a sala Premium de 2015, desta vez com todo o Porto como pano de fundo e um maravilhoso pôr do sol. Em prova cerca de 15 vinhos entre Brancos e Tintos mais 10 Portos, alguns com mais de 100 anos.

Entre os brancos, destaco o Ribeiro Santo Vinha da Neve 2013 um vinho do Dão criado por Carlos Lucas com a casta Encruzado, um vinho complexo, com excelente estrutura e uma fantástica acidez, certamente um dos grandes brancos nacionais. Em prova ainda o Real Companhia Velha Séries Samarrinho 2013, um vinho feito com uma velha casta quase desaparecida e que lhe dá o nome, o Mirabilis Grande Reserva 2013, o Pedra Cancela Signatura 2012, o Ares do Dão Varanda da Serra 2013 Magnum e o Casa Ferreirinha Antónia Adelaide Ferreira 2012.
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Nos tintos havia também uma excelente selecção, com Foz Torto Vinhas Velhas de 2011 a revelar-se uma agradável surpresa, a par da nossa já conhecida Homenagem 2009 da Quinta do Pôpa em garrafa Magnum. Mas o claro vencedor da prova é o impressionante Legado de 2010 (Sogrape), mais um soberbo vinho de Luís Sottomayor. Um néctar intenso, com grande complexidade no nariz, excelente acidez e um uso certeiro da madeira, com um final de boca longo que tende a não desaparecer facilmente da memória.

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Entrando no universo do vinho do Porto, a nossa ideia vai sempre para a prova dos centenários vinhos da Andresen, os colheitas de 1910 e 1900, destes o vencedor foi o 1910, com notas mais interessantes e aquele “vinagrinho”. De realçar que em prova cega nenhum deles teria tanta idade, quer pela cor, aroma e estrutura do vinho. Muito bons.

Nota para o fantástico Niepoort Garrafeira de 1952, o Real Companhia Velha Jubileu, em que infelizmente a garrafa não faz jus à qualidade do vinho apresentado (os rótulos são certamente um ponto a rever nesta casa, que apresenta cada vez melhores vinhos, mas com uma imagem que não acompanha essa qualidade) e o Vieira de Sousa Branco com mais de 40 anos.

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adegga2015 - 21Vieira de Sousa +40 anos branco

De realçar ainda nesta sala Premium a presença de Cátia Mesquita, com os seus Chocolates artesanais. Uma talentosa mão portuense à qual os apaixonados do chocolate devem estar atentos. Todos os que provamos estavam irrepreensíveis, da técnica ao sabor passando pela complexidade do jogo de texturas num bombom. Uma grande surpresa, e uma excelente harmonização com os vinhos do Porto.

adegga2015 - 22 As Trufas e Bombons de Cátia Mesquita

Este Winemarket foi, à semelhança da edição anterior, mais do que uma prova de vinhos, foi um grande evento com a chancela da Adegga, um encontro com amigos e uma oportunidade para conhecer pessoas novas do mundo dos vinhos e da gastronomia. Para quem perdeu esta edição ou ficou com vontade de conhecer a qualidade dos eventos Adegga, não se preocupem, o Winemarket entrou em modo Tour e vai passar em breve pelo Algarve ( 6 de Junho), Lisboa ( 4 de Julho), Estocolmo (19 de Setembro), Berlim ( 3 de Outubro) e Lisboa ( 5 de Dezembro).

adegga2015 - 15A equipa Flavors & Senses em modo Adegga com Niepoort e Quinta do Pôpa

Adegga

Fotos: Flavors & Senses e Ricardo Bernardo para Adegga

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