Paris – Le Chiberta*

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Guy Savoy é um dos maiores nomes da gastronomia francesa, com 4 restaurantes em Paris (abriu recentemente uma encantadora casa de ostras) e um luxuoso restaurante em Las Vegas, a cozinha de Guy Savoy prima pela mestria com que se trabalham os ingredientes, deixando que brilhem sem se sobreporem demasiados componentes ou elementos. Depois de na nossa última visita a Paris termos saído arrebatados do fantástico Les Bouquinistes (ver), foi a vez de experimentarmos o Le Chiberta, junto aos famosos Campos Elísios, galardoado com uma estrela Michelin, e tornado célebre por ter sido, em meados de 2014, o palco para o jantar que reuniu o Presidente Obama com François Hollande, com todo o mediatismo a que um encontro deste género tem direito.

Mas deixemos as páginas mais cor de rosa e passemos para as gastronómicas, a cozinha está a cargo de Stéphane Laruelle, um dos braços de confiança de Guy, com a responsabilidade da sala a cair sobre Jean-Paul Montellier, antigo mestre no Bristol.  A decoração e design do espaço ficou mais uma vez a cargo de Jean-Michel Wilmotte, que trabalhou também no Guy Savoy e no Les Bouquinistes, criando um restaurante moderno e refinado, com o preto e o vermelho a assumirem os tons principais, e como já lhe é habitual, a garrafeira a ter, também aqui, um lugar de destaque.

 Le Chiberta - 9 O balcão, perfeito para a hora de almoço

Depois de bem recebidos por toda a equipa e bem instalados nas confortáveis e amplas mesas, começamos a degustação com o já habitual brinde, um excelente cocktail à base de Champanhe e a acompanhar uns pequenos aperitivos que são já marca no restaurante, com Pâte à Choux com queijo e uns pequenos biscoitos salgados com creme de castanha. Seguiu-se, como não poderia deixar de ser, o pão, mais uma vez de elevadíssima qualidade (e vocês sabem o quanto prezo um bom pão), a famosa manteiga de algas de Guy Savoy e um tremendo croquete de legumes ladeado na perfeição com um molho tártaro.

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Le Chiberta - 6Foie Gras de Pato com aipo, chutney de pêra e pão de gengibre
A combinação do aipo com o Foie é já um clássico de Guy Savoy, com uma terrina muito bem preparada, com a textura certa e sabores a contrastar bem, além de ter sido servida à temperatura certa. Muito boa a leve combinação com a pêra, quer fresca quer no chutney, assim como a força e dimensão que o gengibre veio acrescentar ao prato. Muito Bom.

 Le Chiberta - 5Truta do Mar, pérolas de tapioca, cogumelos
Truta no ponto, com a pele estaladiça e ainda húmida e suculenta. Bem acompanhada na ligação terra mar pelos cogumelos e pelas pérolas de tapioca cozinhadas em jeito de risotto, num bom jogo de texturas e contrastes dados pelos legumes presentes. Tudo muito bem envolvido pelo delicado molho de peixe.

A acompanhar um Albert Mann, Pinot Gris Cuvée Albert, de 2012, um vinho da Alsácia, com notas expressivas da fruta, com destaque para o marmelo e um toque ligeiramente fumado que funcionou muito bem com os dois primeiros pratos.

Le Chiberta - 4Ravioli de Lavagante, limão e gengibre, Bisque de Lavagante
Lavagante em duas texturas, Ravioli cremoso, com recheio à base de lavagante e legumes, envoltos numa massa muito fina e cozinhada no ponto e um pedaço do seu lombo, cozinhado de forma irrepreensível. A Bisque que liga todos os elementos é feita à base de lavagante e lagostins, num molho forte e apetitoso que ganha dimensão e frescura pelas notas do gengibre e da erva príncipe  e do fresco azeite de ervas. Excelente.

A acompanhar, um branco da Borgonha, do Domaine Chanzy, um Rully en Rosey de 2012, da habitual casta Chardonnay.

Le Chiberta - 3Alcatra de Vitela, texturas de Cenoura e Laranja
Uma reinterpretação de um clássico rôti, sobre cenouras assadas com molho de laranja. Aqui, com a alcatra temperada com sementes de coentros e cozinhada no ponto certo. A acompanhar, um jogo de sabor e textura protagonizado pela habitual combinação de laranja com cenoura, desde o creme, às chips, passando pelo molho. Simples e Harmonioso, um grande prato.

Para harmonizar, foi servido um Château Potensac de 2007, um tinto da região de Médoc, simples mas harmonioso, o que permitiu deixar brilhar o prato.

Le Chiberta - 11Pré-Sobremesa

 De pré-sobremesa foi servido um bonito jogo em torno da laranja, com creme, merengue, mousse e laranja fresca, num prato que poderia muito bem ser digno de maior destaque e que funcionou na perfeição como transição para o final da refeição.

Le Chiberta - 10Bolo Ópera, gelado de café
A sobremesa foi a parte mais clássica e menos criativa de toda a refeição, com um bolo Ópera bem preparado ( todas as camadas devem ser minuciosamente iguais), cheio de detalhe e saboroso, com um  fantástico gelado de café (e eu até dispenso café).

Para terminar, nada melhor que o vinho que nos acompanhou nesta viagem, o Graham’s Tawny 20 anos, que não só funcionou na perfeição com a sobremesa, como serviu também em jeito de presente, para a equipa do restaurante celebrar mais um excelente serviço em noite de casa cheia.

A carta de vinhos exprime a importância que os mesmos têm no restaurante, com todas as principais referências francesas, em particular as mais clássicas, com algumas propostas menos usuais.

Do serviço de sala, nada mais se poderia pedir, com todos os detalhes a serem respeitados, sem pressas ou agitação em noite de casa lotada, pelo que, na realidade era como se estivéssemos apenas nós na sala.

Considerações Finais
O Le Chiberta é a representação de uma nova e moderna alta restauração francesa, com ambiente menos formal, e mais cosmopolita, facilmente nos sentimos em Nova Iorque ou Londres. Da cozinha de Stéphane Laruelle saem pratos que representam a filosofia de Guy Savoy, numa combinação de criatividade e tradição, e respeito pelos ingredientes. Em todos os pratos contavam-se facilmente os ingredientes que o compunham, e em todos eles sentíamos o seu sabor e a sua função, sem máscaras nem rodeios. Num patamar um pouco acima do Les Bouquinistes, o Le Chiberta é mais uma grande opção para quem quer entrar no mundo de Guy Savoy, sem ter de se dirigir ao seu mais exclusivo e consequentemente mais caro restaurante com 3 estrelas no Guia Vermelho.

Le Chiberta (*Michelin)
3, rue Arsène Houssaye, Paris
+33 (0)1 53 53 42 00
chiberta@guysavoy.com

Graham’s Tawny 20 anos com o apoio da Symington Family

 

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Hyatt Paris Madeleine

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Este belíssimo Boutique hotel situado entre a La Madeleine e St Augustin pertence à categoria dos hotéis mais acolhedores e pequenos do grande grupo Hyatt Hotels.

Muito bem localizado na Boulevard Malesherbes, encontra-se no meio do elegante distrito de compras de Paris como as famosas ruas Faubourg Saint-Honoré e Rue Royale mas também muito próximo de icónicos lugares, como a Ópera de Garnier, a Place de La Madeleine, a Place de La Concorde e o Louvre.

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Primeira Impressão:
Uma imponente entrada, com um elegante lobby ao lado dum salão com um teto de vidro assinado por Gustave Eiffel. Esta zona, com mais do que uma funcionalidade, serve quer de bar, quer de restaurante, quer de sala de espera, quer de espaço para simples encontros de lazer ou de negócios, uma área que transmite a ligação perfeita entre o luxuoso e o acolhedor. De estilo moderno, com pequenos apontamentos asiáticos trazidos, e muito bem aplicados, aquando da renovação do Hyatt Paris Madeleine em 2007 pelo decorador francês Pascal Desprez.

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Associado a tudo isto, uma belíssima e enorme árvore de natal (como já havia dito, esta viagem a Paris foi realizada na época natalícia).

Após uma pequena espera, devido a um lapso ao não encontrarem a nossa reserva (o sistema informático às vezes tem destas coisas estranhas) lá fomos encaminhados ao nosso quarto, com direito a conhecer um pouco sobre a história de Paris, através das fotografias que decoram os corredores do Hotel.

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hyattmadelaine - 4 O nosso amplo e fantástico quarto (Hyatt Deluxe King)

Quartos:
O hotel possui 86 quartos, desde o standard à Suite Presidencial, com um terraço digno de uma produção de Hollywood!

O nosso quarto fez-me lembrar a nossa estadia no Park Hyatt Vêndome, um quarto elegante, moderno, luxuoso mas ao mesmo tempo “cosy”, a conjugação perfeita, na minha opinião.
Alguns dos quartos têm uma das vistas mais cobiçadas de Paris, La Tour Eiffel.

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Restaurantes/bares:
O Hyatt Paris Madeleine oferece-nos espaços exclusivos, cada um com o seu charme.
O Cafe M, com vista para a Boulevard Malesherbes, também redecorado por Pascal Desprez, é uma excelente opção para o pequeno-almoço e para o almoço.

Aqui tivemos oportunidade de saborear um completo e requintado pequeno-almoço, com ingredientes de excelente qualidade, do pão artesanal aos melhores queijos e sumos naturais, tudo que se pode desejar na primeira refeição do dia.

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Além disto, o Cafe M serve como Wine Bar a partir das 18h, um excelente espaço, um excelente serviço de vinhos e um excelente fim de tarde mesmo ao estilo parisiense.

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Outro dos locais exclusivos do Hyatt Madeleine é o the Chinoiserie, como descrevi inicialmente, com o seu imponente teto de vidro, este espaço é considerado o ponto fulcral do hotel, e percebe-se bem porquê.
Ambiente acolhedor, com o luxo em cada pormenor, com apontamentos asiáticos e com uma lareira que nos transporta para um romantismo mágico (no Inverno, para  conseguir uma mesa junto da Lareira é necessária uma reserva).

A cargo do Chef Patrick Charvet, podemos optar, no the Chinoiserie, por desfrutar do pequeno-almoço, almoço e jantar, ou até um excelente Brunch de domingo ou simplesmente uns petiscos e um vinho ou chá durante o dia.
Nós tivemos oportunidade de experimentar umas saborosas tapas ao fim do dia.

hyattmadelaine - 6Tapas num fantástico final de tarde: polvos bébé com tandoori, sardinha de conserva, chouriço espanhol, culatello e fiambre com trufas

hyattmadelaine -20A vista do nosso quarto sobre a Igreja de St Augustin

Serviços:
O Hyatt está muito bem situado, como já havia referido, e por isso permite aos seus hóspedes deslocar-se em poucos minutos quer para absorver toda a parte cultural da cidade, quer para aproveitar para fazer compras.

Dentro do hotel, também nos é permitido manter-nos ocupados, quer a exercitar o corpo no Fitness Center, quer a relaxar a mente no Deep Spa.
O Hyatt é um hotel de família, também, pois oferece aos pais a possibilidade de usufruirem dum excelente Brunch enquanto as crianças têm aulas de pastelaria.

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O hotel oferece-nos todos os serviços habituais de um excelente hotel cinco estrelas e ainda possui um sentido ecológico bem patente. No topo do Hotel têm as suas próprias Colmeias, e produzem o seu próprio mel, já diria Albert Einstein “se as abelhas desaparecem da superfície da terra, a Humanidade não durará mais de quatro anos.”. Depois de o provar só posso dizer que Paris e o Hyatt criam um excelente e bem diferenciado mel.

Como nem tudo é lazer, o hotel tem também quatro salas devidamente preparadas para eventos, congresso e conferências, ou simplesmente reuniões.

Atendimento:
Como sempre, os parisienses não desiludem, no que a atendimento diz respeito.
Cuidado, atento, educado, elegante, e acima tudo, a garantir a resolução de todas as necessidades dos seus hóspedes em poucos instantes.

É Paris, que posso dizer mais?!

Hyatt Paris Madeleine
Quartos a partir de 280€
24 Boulevard Malesherbes, Paris
+33 1 5527 1234
paris.madeleine@hyatt.com

Fotos: Flavors & Senses e Hyatt Paris Madeleine

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Paris – Restaurant Allard

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Que o mestre Alain Ducasse tem o toque de Midas já todos sabemos, muitos restaurantes, muitas estrelas e  uma alta cozinha francesa onde impera o rigor e qualidade da matéria prima. Mas nem só de estrelas Michelin e Hotéis de luxo se faz o império de Ducasse, vários são os restaurantes mais  tradicionais que recupera, mantendo-se fiel à traça do espaço e à cozinha que por lá se praticava, como o Aux Lyonnais ( sobre o qual escrevi aqui)  ou mais recentemente o Allard. E foi este último que tivemos a oportunidade de visitar durante a nossa última estadia em Paris, uma casa histórica, no coração da bela zona de Saint-Germain-des-Prés, fundada em 1932 por Marthe Allard, uma verdadeira “mãe cozinheira” que trouxe as suas receitas de família da Borgonha para Paris.

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Desde os anos 30 foi passando de geração em geração até 1985, mantendo-se fiel à cozinha de Marthe, que  cativava não só os clientes locais como as mais altas estrelas internacionais como Marlon Brando ou Orson Wells, um espaço que segundo Andre Allard “os clientes não visitam para fazer descobertas gastronómicas, mas sim pelos velhos conhecimentos gastronómicos”. E é esse legado que desde meados de 2013, Alain Ducasse se propõe a respeitar e elevar.

Ao entrar no restaurante sentimo-nos como Gil, a personagem de Owen Wilson no filme Midnight in Paris, graças à decoração, que manteve a sua imagem inalterada ao longo dos anos, sem no entanto nos fazer sentir que estamos num local velho ou acabado, mas sim como fazendo parte da sua história, é como se de repente o tempo tivesse voltado atrás e estivéssemos a viver outras vidas e outras épocas.

allard - 12 A monumental manteiga do Allard

Para começar somos brindados com o habitual copo de Champanhe, um pão de excelente qualidade e uma manteiga extraordinária que valia por uma refeição inteira (confesso que tenho dado por mim a recordá-la muitas e muitas vezes na hora de barrar o pão).

allard - 13 Foie gras, Pickes e pâté en croûte d’Arnaud Nicolas
Seguiu-se um misto em que se mostravam duas das principais entradas do restaurante, o Foie Gras, cozinhado no ponto certo e com um sabor irrepreensível, e a Pâté en Croûte, criada por Arnaud Nicolas (MOF em charcuteria). Sobre a Pâté en Croûte, massa excelente, bem cozinhada e crocante, e recheio à base de foie e porco, num fantástico resultado. Também os pickles de confecção caseira se mostraram com excelente qualidade e fizeram muito bem a combinação com as duas entradas mais gordas e pesadas.

allard - 11 Caracóis, manteiga de alho e ervas
Uma das mais tradicionais entradas da Borgonha, os clássicos caracóis com manteiga, ervas e muito alho. Um prato simples,  mas que exige alguns cuidados, nomeadamente no tempo que passam no forno, para não acabarmos com borracha. Neste caso, muito bem conseguidos, suculentos, e com um irresistível sabor a alho e ervas que se faziam sentir na medida certa. Capaz de cativar até o mais reticente dos provadores.

Harmonizou muito bem com um branco de 2013 Pouilly Fuissé do Domaine Cornin, com notas de frutos brancos e citrinos e uma boca bem exótica, que equilibrou muito bem a untuosidade e o alho dos caracóis.

allard - 10 Ovos em cocotte com cogumelos, pão com alho
Outro clássico da cozinha tradicional francesa. Ovos bem cremosos com a gema a envolver-se com o molho rico de cogumelos de forma quase pornográfica. Bem acompanhado pelo pão levemente torrado e barrado com alho. Como reparo, apenas precisava de um pouco mais de sal.

Para o vinho, mais uma boa escolha, com um tinto Maghani do Canet Valette, um vinho cheio  de elegância e ainda jovem, com bastante fruta vermelha e chocolate.

allard - 7Pregado, Legumes e Beurre blanc
Uma generosa dose do que aparentava ser um gigante pregado (nada daqueles pequenos muitas vezes vendidos como rodovalhos), ainda húmido e suculento, e claro, coberto de magia com um dos molhos que tornou celebre a cozinha do Allard, o delicioso e pouco saudável Beurrre Blanc, uma emulsão de manteiga com redução de vinagre de vinho branco e chalotas.  Bem acompanhado por legumes bem torneados e com a textura correcta.

A copo, um Mas des Merveilles Viognier de 2012 do Château Lagrezette, de nariz expressivo e notas a alperce e abacaxi com um final persistente que funcionou muito bem com o peixe e o seu potente molho.

allard - 8Vieiras à la Grenobloise
Grenobloise é uma das formas clássicas dos franceses servirem peixe, acompanhado de manteiga noisette, salsa, pão torrado e alcaparras. A cocção das vieiras estava perfeita, com um bom contraste de sabores e texturas num prato que se revelou um pouco mais pesado e difícil do que seria de esperar, muito por culpa da excessiva quantidade de alcaparras.

A acompanhar, um tinto bastante leve que funcionou muito bem com as delicadas vieiras e os sabores mais fortes do prato, um  Crozes Hermitage, Cuvée Laurent 2013 do Domaine Combier.

allard - 6Selecção de 3 queijos
Um queijo de cabra do célebre Dominique Fabre, um blue cremoso e pouco intenso, e o que me pareceu um Livarot da Normandia. Temperaturas e texturas correctas numa pequena e excelente selecção.

A acompanhar um Sauternes de 2010 do Château Haut-Bergeron, com boa complexidade de aromas e um corpo rico que ajudou à degustação.

allard - 5 Tarte de Limão Merengada
Muito bem preparada, massa fina e bem cozida, creme saboroso com a doçura e a acidez no ponto certo e um bom merengue. Tudo o que se pode pedir de uma boa tarte de limão.

allard - 4Ile Flottante de baunilha, praline
Mais uma clássica sobremesa francesa, muito semelhante às nossas farófias, mas com um outro domínio técnico. Claras com apresentação irrepreensível,  textura e sabor corretíssimos, e um brilhante e intenso molho de baunilha. Importante também o praline, quer pela textura quer pelas notas de caramelo que trouxe à sobremesa.

A finalizar, um vinho que nos acompanhou desde o Porto, para uma nova rúbrica que iremos apresentar em breve, e que associa as nossas viagens a vinhos Portugueses, um excelente e versátil Graham’s Tawny 20 anos, que serviu para finalizar brilhantemente a refeição. Um vinho fantástico para sobremesas como estas, com ovos, baunilha, caramelo e mesmo as notas mais ácidas do limão.

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A carta de vinhos está repleta das mais clássicas referências francesas, ou não estivesse a casa sempre bem composta de anglo-saxónicos em  busca da tradição, no entanto, o trabalho do jovem escanção do restaurante é notável, tendo feito funcionar todas as harmonizações, e nem sempre com escolhas fáceis ou óbvias.

O serviço de sala foi aquilo a que estamos acostumados num bom restaurante francês, corretíssimo e afinado, com uma boa dose de simpatia e neste caso e porque se trata de um bistro, sem muitos dos formalismos e normas que muitas vezes tornam a refeição mais “pesada”.

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Considerações Finais
Ducasse deu uma nova vida a um restaurante histórico da cidade, com um respeito pela tradição como só os franceses sabem  fazer. Das mãos da sua protegida, a jovem chef Laëtitia Rouabah, saem pratos cheios de alma, alguns deles sonhados e criados por Marthe Allard há quase 100 anos, recriados hoje com rigor, técnica e os melhores ingredientes. É certo que ninguém irá ao Allard para descobrir a alta cozinha francesa, ou a mestria dos detalhes de Ducasse, mas irão certamente para descobrir o conforto  e o sabor de uma tradição que foi passando de geração em geração no ambiente único, de um verdadeiro e sincero Bistro. É certo que não é um restaurante barato, como quase nenhum restaurante de qualidade em Paris o é, mas o menu de almoço a 34€ pode ser uma excelente forma de entrarem no mundo da mais tradicional “bistronomia” francesa.

Restaurant Allard
41, rue Saint-André des Arts, Paris
+33 (0)1 58 00 23 42
restaurant.allard@alain-ducasse.com

Graham’s Tawny 20 anos com o apoio da Symington Family

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Hotel Castille

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Mais uma visita a Paris, a cidade que nunca desilude, a cidade que me fascina cada vez mais… confesso que a cada visita que faço a Paris  ( e já foram muitas) me apaixono mais pela cidade da luz!

É verdade que a hotelaria de luxo em Paris raramente desilude, e nesta nossa viajem não foi excepção. Começamos pelo maravilhoso Hotel Castille do grupo italiano Starhotels.

Situado entre as praças de Madeleine e Vendôme, o Castille fica situado no coração da moda parisiense, mesmo ao lado da primeira e icónica casa  da Maison Chanel onde Coco atendeu as suas primeiras e mais importantes clientes, e a dois passos das famosas lojas do Faubourg St. Honoré.

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Primeira Impressão:
Bem, provavelmente uma das mais distintas primeiras impressões de sempre, é que mal chegamos, em cima do balcão da recepção, havia um gato lindíssimo, de pêlo macio e cinzento, para nos dar as boas vindas! Descobrimos de imediato que se tratava do Helliot, o cliente permanente do Castille, e sem dúvida o mais mediático de todos os hóspedes!

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Esta viagem foi realizada numa das minhas épocas preferidas do ano, o Natal, e então, todo o hotel estava meticulosamente decorado, o que já por si só enaltecia ainda mais a beleza do lobby. Este, sem dúvida que exala um dos estilos com que mais me identifico, recriando um ambiente  bem “cosy”, não ofuscando, no entanto, a opulência dos detalhes de luxo que se exibem em cada pormenor.

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Uma vez que o nosso quarto ainda não estava disponível, fomos acompanhados até ao bar, onde nos serviram um excelente chá verde acompanhado de deliciosos biscoitos.
Após alguns minutos fizemos o caminho até ao quarto, um elevador clássico, elegante, um corredor semelhante, até que chegamos ao quarto.

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Quartos:
O hotel possui 108 quartos, divididos em duas partes, uma espécie de asas, estes são de 6 tipos, nós ficamos num Duplex Junior Suite.
Este quarto deu-me muito mais a ideia de que tinha chegado a casa do que a um quarto de hotel, talvez pelo seu tamanho, pela sua decoração e pela sensação intimista que o quarto nos faz sentir.
A percepção que eu tenho é que no Castille o passado se mistura com o presente, e isso está bem presente na decoração dos quartos, o clássico e o contemporâneo vivem lado a lado, o que lhe dá um certo charme.

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Restaurantes/bares:
O Castille oferece-nos o L’Assiggio Restaurant e o L’Assiggio Bar & Salon de Thé, ambos combinam o estilo parisiense com o espírito italiano.
O L’Assiggio Restaurant apresenta-nos os sabores mediterrâneos e bem clássicos da Itália, conjugados com a refinada gastronomia francesa. Aqui tivemos oportunidade de saborear um pequeno-almoço de grande qualidade, com a melhor seleção de pastelaria e charcutaria, como só os franceses sabem.

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Uma das mais bonitas particularidades do restaurante é o seu terraço tipicamente italiano, decorado com frescos e uma belíssima fonte.
Quanto ao L’assiggio Bar & Salon de Thé, este oferece-nos a possibilidade de uma pausa ao longo do dia para saborear uma refeição mais leve, um simples cocktail ou um delicioso chá.

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Serviços:
Além dos serviços habituais dum hotel 5 estrelas, como Concierge ou Serviço de Quartos disponível 24h por dia, o Castille tem também um centro de Fitness devidamente equipado ( por onde me vou escapando de passar), três salas de reuniões para quem não procura apenas o lazer, e está preparado para receber animais de estimação, que é como quem diz, mais amigos para o mediático e mimado Helliot!

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Atendimento:
Se os tailandeses são os mais meigos e carinhosos a atender, os franceses são os mais bem preparados e formados no que a atendimento diz respeito, sem dúvida, e o Castille não é excepção, mais descontraído do que a maioria dos luxuosos 5 estrelas da cidade, mas sempre cuidado, preciso, atento e meticuloso, assim é o atendimento no Castille.
Não me canso de ouvir o “Bonjour Madamme”!

Um cheirinho de Itália na maravilhosa cidade de Paris, quem poderia pedir melhor combinação?! Uma excelente opção para quem quer ficar numa das zonas mais famosas e mediáticas de Paris. 100% Aprovado!!

Hotel Castille
Quartos a partir de 230€
33-37, Rue Cambon, Paris
+33 (0)1 44 58 44 58

Fotos: Flavors & Senses e Hotel Castille

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Passatempo – Simplesmente… Vinho

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O simplesmente… Vinho 2015 vai decorrer nos dias 27 e 28 de Fevereiro.

“É um salão off, manifestação de nicho, independente e alternativa, que reúne na Ribeira do Porto, produtores unidos simplesmente… pelo Vinho.
Vinho que respeita a terra e os terroirs, as vinhas e as uvas, as pessoas e as tradições.
Vinho que simplesmente… quer ser vinho, bebido, apreciado, partilhado.
É por este Vinho que os produtores do simplesmente… Vinho se unem. E, também, por partilharem, independentemente da dimensão ou notoriedade de cada um, o gosto por vinhos diferentes e com uma dose saudável de loucura e poesia.”

É desta forma que um dos mais ousados projectos de divulgação do vinho nacional se apresenta, pelo que o nosso Blog não poderia deixar de apoiar a iniciativa. Assim temos um Passatempo para os nossos leitores que são simplesmente apaixonados pelo vinho.

Para Participar basta Simplesmente…
1- Fazer “GOSTO” na nossa Página e na do Simplesmente Vinho
2- Identificar nos comentários um amigo com quem gostarias de participar no evento.
3- Partilhar a publicação no teu mural.

Prémio:
Uma entrada dupla
(com direito a copos, petiscos e muito e bom vinho)

O passatempo termina à meia-noite de quarta-feira dia 25 de Fevereiro.
Sendo o Vencedor escolhido aleatoriamente pela nossa equipa e divulgado no dia 26 de Fevereiro.

Saibam mais sobre o evento em Simplesmente… Vinho!

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Dia dos Namorados – 7 Quartos a não perder no Porto

No seguimento da escolha do João sobre os 7 melhores restaurantes da cidade para o Dia dos Namorados (ver), hoje apresento 7 dos melhores quartos da cidade, para aqueles que querem dar asas aos seus próprios jogos e momentos de prazer em vez de se fecharem no cinema com “As 50 sombras de Grey”.  É certo que muitos não terão o mobiliário da Boca do Lobo (há excepções), ou o luxo cinematográfico, mas temos as margens do Douro como vista, a baixa como base, ou simplesmente pequenos luxos palpáveis  e reais.

The Yeatman, Vila Nova de Gaia

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O Hotel dispensa apresentações, já ganhou tudo o que havia para ganhar e é, sem dúvida, a principal referência hoteleira da cidade. A monumental Bacchus Suite, é um quarto de sonho, do jacuzzi à lareira passando pelo terraço privado com as melhores vistas sobre o Porto. É certo que não está ao alcance de qualquer mortal, mas na verdade qualquer um dos Quartos do Hotel, será fantástico para uma noite imperdível, e claro, sempre com a margem do rio como pano de fundo.

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Além dos quartos o programa não poderia ser mais perfeito, se pensarem em incluir, o Spa e o Restaurante estrelado de Ricardo Costa.

Mais informações, The Yeatman

Casa dos Lóios by Shiadu, Baixa

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A primeira “Casa de Charme” do grupo Shiadu no Porto, localizada no  recém restruturado Largo dos Lóios, ocupa uma antiga casa brasonada, e um desses bons exemplos é o Quarto Deluxe, , com um espaço amplo, e um tecto que fará  enternecer o menos romântico dos casais.

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Perfeito para quem quer passar o dia pela baixa, jantar num dos muitos restaurantes da zona e quiser acabar a noite em romance.

Mais informações, Casa dos Lóios

The 4Rooms, Foz do Douro

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Completamente redesenhada pelo vencedor do Pritzker, Eduardo Souto de Moura, o 4 Rooms ocupa uma antiga casa numa das zonas mais ricas e históricas da cidade, a Foz Velha. A minha escolha recaiu sobre o encantador Garden Loft, com um pequeno jardim privado e mobiliário cuja autoria vai desde Philippe Starck a Siza Vieira.

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Um Retiro que alia a paz ao mais alto design. É ainda importante não esquecer que o fantástico Restaurante Pedro Lemos ( *Michelin), fica a dois passos do 4 Rooms.

Mais informações, The 4Rooms

 Vincci Porto, Massarelos

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No antigo Entreposto Frigorífico de Massarelos, um dos edifícios que melhor representa o modernismo industrial Português (início dos anos 30), nasceu recentemente o primeiro Hotel Vincci no Norte do País. Mantendo toda a fachada, o hotel foi muito bem desenhado, e transporta-nos no tempo para uma atmosfera bem mais retro.  A sua ampla Suite, mantém as linhas do restante Hotel, o que fará facilmente qualquer casal imaginar-se num cenário cinematográfico de outros tempos.

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Mais informações, Vincci Porto

1872 River House, Ribeira do Porto

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O 1872 está localizado bem no coração da zona ribeirinha da cidade, em cima do famoso muro dos Bacalhoeiros. Aqui foi dada atenção a cada pormenor, com 8 quartos repletos de detalhes, a escolha tinha obviamente que recair no Quarto com vista de Rio ( quem me conhece sabe a paixão que tenho por estas margens), para que possam acordar num dia cheio luz e olharem o Douro em todo o seu esplendor ( só faltam as vinhas).

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Mais informações, 1872 River House

Hotel Teatro, Baixa

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Bem no centro da Baixa Portuense, nasceu há pouco tempo um Hotel que é já uma referência da cidade. Inspirado no antigo Teatro Baquet, que ali havia sido criado em 1859, o Hotel  viaja por toda a atmosfera de uma peça de teatro, com o elegante e refinado Design de interiores de Nini Andrade Silva. Aqui optei por escolher a Suite, que com os detalhes dourados, a sua ampla banheira  e os seus tons quentes me parece um cenário exclusivo para uma noite de romance bem cosmopolita.

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Podem ainda jantar no seu excelente restaurante, Palco, comandado pelo jovem chef Arnaldo Azevedo, vencedor do prémio Chef Revelação nos Melhores para 2014 do Blog (ver).

Mais informações, Hotel Teatro

Intercontinental Palácio das Cardosas, Aliados

A aposta de um dos principais grupos mundiais na cidade do Porto, é uma bem sucedida recuperação de um edifício histórico da cidade. Restaurado com recurso a materiais nobres, aliando a modernidade com o clássico, a escolha da Junior Suite recaiu não só pela qualidade e conforto do quarto mas também pela sua vista sobre a movimentada Avenida dos Aliados e a Câmara Municipal.

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Também o seu restaurante, Astória, com assinatura de Pedro Sequeira, é um poiso seguro para os casais que pretendam um jantar romântico.

Mais informações, Intercontinental Palácio das Cardosas

Seja no Dia dos Namorados ou não, aproveitem uma noite diferente fora de casa e conheçam uma nova forma de estar na cidade.

Fotos: Pertencentes às respectivas unidades Hoteleiras

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Como Viajar na Tailândia | Transportes

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Chegar à Tailândia, não é tarefa dura, apenas longa, com voos a chegar ao aeroporto de Suvarnabhumi vindos um pouco de todo o mundo, com uma ou outra escala a juntar à viagem. No nosso caso uma viagem com 2 escalas, partindo do Porto para Lisboa, seguindo-se Lisboa – Dubai e  acabando no fantástico A380 da EMIRATES para um voo Dubai-Bangkok (ver).

Mas passemos ao mais importante, as deslocações dentro deste grande País.

emirates - 42voar com a Emirates

Avião
Da célebre e luxuosa Thai às low cost Air Asia ou Nokair as opções são muitas para viajar dentro do País. No nosso caso optamos por viajar com a Bangkok Airways, a companhia Boutique que com preços de Low cost oferece malas, Lounges para todos os viajantes e refeições a bordo, além de um excelente serviço  e tempos bem cumpridos.

Comboios
São lentos e as viagens demoram muitas horas, no entanto são o transporte ideal para os mochileiros que pretendem viajar de noite ou quem pretende viajar para zonas interiores menos turísticas. É um facto que raramente cumprem os horários, mas são seguros e limpos. Para adquirir um bilhete basta dirigirem-se à estação de Hua Lamphong.

Autocarros
Todas as cidades são servidas de uma estação de Autocarros, pelo que é fácil e barato circular por todo o país desta forma. No entanto, existem duas opções, os públicos, mais baratos, e os privados, que justificam o maior preço com o conforto dos lugares.

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Táxi 
É um dos meios de transporte mais baratos e eficazes, no entanto é preciso que usem o Taxímetro ou que não estejam parados no trânsito como é norma em Bangkok.

- Nunca deixem o condutor arrancar sem ligar o taxímetro.
– Garantam que levam a morada do destino escrita em tailandês  e que têm o número do destino ou hotel com vocês, uma vez que GPS não é com eles.

 Tuk Tuk
É impossível visitar a Tailândia e não viajar num destes  famosos veículos. Seja em Bangkok, Chiang Mai ou qualquer outro destino, eles estão por todo o lado.

- O importante é que tentem apanhar um fora das principais áreas turísticas e que negoceiem o preço antes de cada viagem. Podem e devem obrigatoriamente regatear.

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Songtaew
É uma espécie de Pick Up fechada  que transporta várias pessoas, à semelhança de um pequeno autocarro. É muito comum e prático para circular, por exemplo, em Chiang Mai, entre o centro e as zonas montanhosas.

Aluguer de Carros/Motos
O Aluguer de carros não será propriamente a melhor forma de se deslocarem, ainda que seja a mais livre. Muita distância entre as cidades, estradas pouco sinalizadas e um transito caótico.

Por seu lado o aluguer de uma pequena moto/scooter é a forma mais interessante de qualquer viajante explorar algumas zonas, nomeadamente as ilhas. Circular de moto por toda a costa de Phuket ou Koh Samui pode tornar-se numa das melhores experiências da viagem.

BTS/ MRT
Em Bangkok, sempre que possível utilizem a linha de metro (MRT) ou o SkY Train (BTS) , que apesar de não cobrirem a maior parte da cidade são a forma mais rápida de se deslocarem e evitarem o trânsito caótico da cidade.

Fotos: Flavors & Senses

Flavors & Senses na Tailândia com apoio da Emirates

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Dia dos Namorados – Os 7 Melhores Restaurantes do PORTO

Não que seja adepto da celebração, antes pelo contrário, mas o que é certo é que cada vez mais este é um dia importante no calendário de muitas pessoas, e consequentemente no de muitos restaurantes. Muitos aproveitam para criar bonitos menus, na maioria das vezes mais caros e menos interessantes que o seu menu habitual, mas isso agora não interessa nada!

Assim, e para ajudar alguns românticos indecisos sobre o melhor sítio para levarem a sua amada, escolhemos 7 restaurantes da cidade, com base na sua oferta gastronómica, ambiente e experiência.

Pedro Lemos, Foz do Douro

pedrolemos- 2Pedro Lemos

É neste momento o chef mais falado da cidade depois da conquista da sua 1ª, e há muito merecida, estrela Michelin.  Aqui, nada será deixado ao acaso,  desde o menu de degustação ao serviço de vinhos, com a particular vantagem de serem uns dos primeiros a experimentar o restaurante depois das obras de remodelação que visaram criar um nível de conforto e experiência ainda maior para os seus clientes.

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Mais informações, Pedro Lemos

Cafeína, Foz do Douro

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Um nome que dispensa apresentações, sendo desde há muitos anos uma das principais referências da cidade, com um ambiente e uma atmosfera muito própria e que muito cativa a sua fiel clientela. Com a cozinha intemporal de Camilo Jaña e a varinha de condão de Vasco Mourão, os pombinhos terão  direito a um excelente jantar com um dos ambientes mais trendy e cosmopolitas da cidade. E como falamos de dia dos namorados, não deixem passar ao lado o emblemático bolo de chocolate.

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Mais informações, Cafeína

The Yeatman, Vila Nova de Gaia

yeatmano A melhor vista da cidade do Porto*

O Hotel The Yeatman é o maior nome da hotelaria no Norte do País, aliando a sua qualidade à melhor vista sobre a cidade. No seu The Restaurant (* Michelin), e sob o comando do maestro Ricardo Costa, surgem pratos  refinados criados com os melhores ingredientes e executados com as mais precisas técnicas de confecção. Não será certamente um barato dia dos namorados, mas será certamente um dia inesquecível (aproveite para a pedir em casamento)!

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Os menus afortunados podem sempre acabar a noite no Bar, num ambiente calmo e acolhedor enquanto ouvem boa música ao vivo, e desfrutam da fantástica selecção de vinhos de Beatriz Machado.

Mais informações, The Yeatman

O Paparico, Paranhos

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Vencedor de Restaurante do Ano nos prémios “Flavors & Senses – Os melhores para 2014″ (ver), o restaurante O Paparico é um oásis numa das áreas menos famosas da cidade.  Com um foco na reinterpretação da cozinha tradicional Portuguesa, o Paparico destaca-se pela arte de bem servir, pelos cuidados e atenção dada ao cliente e claro pela ótima garrafeira de que dispõe. Um espaço acolhedor, familiar, com garantias de uma noite muito especial. Não deixem de provar a sua excelente terrina de vitela arouquesa.

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Mais informações, O Paparico

Vinum at Graham’s, Vila Nova de Gaia

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O Vinum resulta de uma parceria entre a Symington e o grupo espanhol Sagardi, localizado-se nas restauradas caves 1890 da Graham’s. Aqui será possível fazer mais do que um simples jantar, pelo que recomendavamos que os enamorados começassem mais cedo, com uma visita guiada pelas caves, ficando a conhecer um pouco mais sobre o Vinho do Porto e da própria história da cidade, seguindo-se uma prova de vinhos Graham’s e por final o jantar.  O Restaurante está muito bem integrado nas caves, mas o seu espaço amplo poderá não ser o mais romântico dos restaurantes, no entanto, tudo muda se fizerem a vossa reversa na fantástica sala Atrium, um espaço totalmente envidraçado com uma vista arrebatadora sobre o Douro e as suas duas margens. É um espaço para amantes de boa cozinha, em particular de pratos de carne, com ingredientes de qualidade superior e técnica a condizer. Premiado com o título de Restaurante Revelação em 2014, recebeu, ainda mais recentemente, o prémio de Serviço de Vinhos na revista Wine, o que por si só já o torna merecedor de uma visita.

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Mais informações, Vinum at Graham’s

Ichiban, Foz do Douro

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As nossas escolhas não poderiam deixar de contemplar os muitos Sushilovers da cidade, por isso a escolha mais óbvia será o mais autêntico dos restaurantes de Sushi da cidade, o Ichiban. Com o comando e a mão certeira do Japonês Masaki, o sushi aqui não precisa de  morangos, queijos, rúcula, molhos estranhos e afins, mas sim do melhor peixe, o melhor arroz e porque sushi é perfeição, a melhor técnica. Aproveitem para sentar ao balcão e desfrutar não só de uma excelente refeição e companhia, mas também de uma verdadeira aula de arte e empenho.

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Mais informações, Ichiban

Portarossa, Foz do Douro

portarossa-1Portarossa

Outra das paixões dos portuenses são as pizzas e a cozinha italiana, mas poucos são os restaurantes que podem criar um ambiente propício ao romance. A excepção é o Portarossa, mais um restaurante de Vasco Mourão, neste caso com uma fantástica decoração da dupla Oitoemponto, concebendo um restaurante cosmopolita mas ao mesmo tempo acolhedor e descontraído. Do forno a lenha saem as melhores pizzas de massa fina da cidade, e da cozinha excelentes pratos de pasta com o selo do chileno Camilo Jaña. Não deixem de acabar a noite com a soberba Pannacotta.

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Mais informações, Portarossa

Fotos: Flavors & Senses com a excepção das assinaladas com (*) pertencentes ao respectivo restaurante.

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Massagens na Tailândia

intercontinentalbkk - 33mHotel Intercontinental Bangkok

Bem, toda a gente sabe que se existe algo que temos que experimentar na Tailândia, esse algo são as massagens, certo?

Este país é conhecido mundialmente como sendo o país das massagens.
Há para todos os gostos e feitios (todos mesmo!),incluído os de má fama,  eu optei por experimentar apenas as de relaxamento e a tradicional tailandesa.

A massagem é tão antiga quanto o Homem, há registos que datam de cerca de 3000 a.C. e é fácil perceber porque é que ela é tão antiga, o que é que vocês fazem quando sentem alguma dor? Vão lá diretamente com as mãos e fazem pressão, friccionam… Ou seja, massajam!
O povo grego, romano, egípcio e chinês parecem ter sido pioneiros nesta arte, sendo que os registos mais antigos são destes povos.
Quanto à massagem tailandesa não se sabe ao certo quando e qual a sua origem exata, pensando-se inclusive que ela será originária da Índia.

Mas, história à parte, posso garantir-vos que as massagens que tive o prazer de receber na Tailândia foram, sem dúvida, as melhores de sempre!

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A primeira experiência foi no Hotel Intercontinental Bangkok. O espaço era perfeito, uma sala ampla, bem decorada de estilo moderno com apontamentos asiáticos, quentinha, e que apelava ao relaxamento por si só. Iniciaram com um ritual realizado aos pés, que eu adorei, e depois acompanharam-me à marquesa para uma massagem de uma hora. Fiquei maravilhada com o toque/pressão utilizada e o ambiente criado na envolvência de toda a massagem (ver mais).

oasis - 5Hotel Oasis Baan Saen Doi Spa Resort

Iniciada a minha boa vida no que diz respeito a massagens na Tailândia, passei à minha segunda experiência, no Hotel Oasis Baan Saen Doi Spa Resort, em Chiang Mai, aqui tudo esteve conjugado na perfeição, ou não fosse este hotel um Spa Hotel. Optei pela massagem tradicional tailandesa com duração de duas horas, não é muito o meu género, pois sou uma dorida convicta, mas não podia deixar de experimentar. Massagem realizada na perfeição, dói mas provoca uma sensação plena de bem-estar, perfeita para aliviar a tensão que o dia-a-dia nos provoca. Não deixem de experimentar esta massagem tão tradicional! O Oasis Baan Saen Doi Spa Resort é um expert em realizar verdadeiras experiências de massagem, o ambiente é singular, a decoração é apelativa ao relaxamento, o Spa no tradicional estilo Lanna é lindíssimo e a massagem revitalizou-me por completo (ver mais).

jwmarriottkhaolak - 22 Quan Spa no JW Marriott Khao Lak

Por último, mas não menos importante, pelo contrário, considero, sem dúvida, a melhor experiência que já tive em contexto de Spa, experimentei o Quan Spa no Resort JW Marriott em Khao Lak. Descobri o paraíso na terra, definitivamente!
Todo o Resort é perfeito, logo, o Spa não poderia ser doutra forma. A sensação que tive quando entrei no complexo foi a de ter entrado num mundo paralelo, num mundo à parte…. Aqui tive a oportunidade de experimentar uma massagem de relaxamento, à semelhança das experiências anteriores, a massagem foi fenomenal, o toque é completamente adaptado ao gosto de cada cliente, a forma como somos tratados é exímia, e o ambiente é preparado para nos receber como se fôssemos príncipes e princesas! E no final, ainda recebi um penteado lindíssimo (a terapeuta fez-me uma trança deveras artística)! (ver mais)

Chiang Mai - 54 Massagens no Sunday Market em Chiang Mai

Mas como nem só de Spas de Hotel vive a Tailândia, muito pelo contrário, podemos encontrar massagens por todo o lado, mesmo por todo o lado, nas ruas, nas praias, nos diferentes mercados que se vão realizando em diferentes cidades, como é o caso do Sunday Market em Chiang Mai, onde as massagens às pernas são um dos ex-libris, e porta sim porta não, existe uma casa de massagens, ou seja, para cada sítio que olhemos vamos dar de caras com um pequeno Spa, uns mais charmosos, outros mais duvidosos, uns mais apelativos, outros mais misteriosos…. Há para todos os gostos e claro para todas as bolsas! E duma coisa podem ter a certeza, não encontram massagens tão incríveis e a valores tão acessíveis como na Tailândia, em nenhum outro local do mundo!

Por isso, se forem à Tailândia não deixem de experimentar as massagens, estas não são somente um acto de negócio associado à caça ao turismo, estas são principalmente um dos expoentes máximos da cultura deste país tão singular.

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Fotos: Flavors & Senses

Flavors & Senses na Tailândia com apoio da Emirates

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Comer no JW Marriott Khao Lak

jwmarriottkhaolak - 18 Restaurante Tailandês Ta-Krai

Que a boa vida é algo quase certo num bom Resort de praia, não há dúvidas, com um bom clima, muitos cocktails, praia, piscina e uma boa dose de animação, o sucesso é garantido. Mas, adicionar a isso boa gastronomia já não é assim tão comum, quem nunca teve más experiências gastronómicas em Resorts que se acuse. Felizmente para nós, esse não foi o caso do JW Marriott em Khao Lak, onde a arte de servir e comer, ganhou notas bem interessantes. Como a Cíntia já vos havia  contado no artigo anterior (ver), o Hotel dispõe de 8 espaços, entre bares e restaurantes comandados pela batuta do Chef  islandês Janne A. Ollikainen, radicado na Tailândia há vários anos.

jwmarriottkhaolak - 52Czar Bar

No The Deli, são servidos pequenos snacks, sanduíches, cafés e gelados artesanais. Funciona um pouco como espaço mais descontraído onde os hóspedes podem recorrer a qualquer hora para uma refeição mais simples e descontraída. Num desses momentos provamos um inesquecível e refrescante smoothie de manga, que deixou sérias recordações.

jwmarriottkhaolak - 71 The Deli

jwmarriottkhaolak - 17 O Japonês Sakura

No Japonês Sakura, o controlo fica nas mãos dos chefs japoneses, com especial foco no bar de Sushi, e no gigante balcão de teppanyakki, permitindo aos comensais desfrutar da técnica e mestria dos profissionais que os servem.

jwmarriottkhaolak - 108 Aquamarine Pool Bar

jwmarriottkhaolak - 28 Ta-Krai

No Ta-Krai, o restaurante de cozinha tailandesa do Resort, é possível jantar da forma mais tradicional, descalços e sentados confortavelmente sobre uns colchões afundados no chão. Acompanhando a refeição com excelentes cocktails, numa boa combinação de frutos tropicais e álcool, fomos sendo agraciados com um “pequeno” festim de pratos clássicos, com uma apresentação cuidada.

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Começando com um excelente Phad Pak boong, um prato típico da comida de rua, com espinafres de água “morning glory” salteados e aqui acompanhados pela suculenta carne de caranguejo. Seguindo-se a fantástica salada de papaia “Som Tom Thai” , com elementos crocantes e notas ácidas e picantes muito bem conjugadas. Não podíamos deixar de provar a habitual sopa “Tom yam”, com camarão, manjericão, erva-príncipe, marisco e uma boa dose de picante (ainda que não tanto como outras que provamos).

Passando aos pratos principais, começamos com um familiar do Robalo, cozido a vapor com molho de chili e limão “Pla Nueng Manao”. Peixe no ponto, e muito bem acompanhado do molho que realçou e elevou todos os sabores.

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Seguiram-se uns camarões do rio gigantes com um elegante molho de caril vermelho. As notas elegantes do caril e a doçura do camarão funcionaram muito bem, neste prato típico da região de Khao Lak. Passando aos pratos de carne começamos com “Lab Ped” , um prato à base de pato picado e marinado  com coentros, folhas de lima kaffir, chalotas e arroz Thai. Mais uma vez um bom jogo de texturas e sabores, sempre com notas picantes mas que não se sobrepõem aos restantes elementos.  Provamos ainda um muito bom, “Nua Phad King”, um prato de bife salteado con gengibre, cebola e malaguetas tailandesas.

Para terminar, a mais tradicional de todas as sobremesas “mango with sticky rice”, ou seja um prato de manga fresca com arroz e leite de côco. Simples, doce quanto baste e leve, para uma refeição longa. A cada prato que provei de cozinha tradicional fui-me apaixonando mais pela comida tailandesa, uma combinação perfeita de ingredientes,  provocando todos os gostos  e texturas em conjuntos harmoniosos e bastante saudáveis.

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No restaurante Waterfront pudemos, além de desfrutar de um dos melhores e mais completos pequenos almoços que já experienciamos, degustar refeições à la Carte, durante todo o dia, com uma vista encantadora sobre a praia.

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O Olive é um restaurante de matriz mediterrânica, com preponderância para a cozinha italiana e as suas pizzas em forno de lenha.

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Depois de vários dias na Tailândia e de vários jantares sem a presença de pão na mesa, foi um deleite, receber um cesto com focaccia de tomate, e vários tipos de pão, muito bem acompanhados por um elegante molho de tomate e pimento. ( a fazer-me recordar o Cantinho do Avillez). Para entretém de boca, foi servida uma bem preparada vieira, com presunto de Parma e esferificações de balsâmico (marca de assinatura da casa). Seguiu-lhe um  excelente lombo de Foie gras, com maça, tosta e um molho de manga que apesar de primeiro se estranhar a combinação, surpreendeu pela positiva.

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Para os pratos principais, uma perna de cordeiro da Nova Zelândia, com a carne a separar-se do osso e excelente sabor, muito por culpa do ótimo molho que a acompanhava.

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E uma bocheca de vitela, muito saborosa, mas num conjunto muito pesado, com ravioli, puré de batata, legumes e molho.  Excelente textura e sabor da bochecha, mas impossível de terminar.

Para finalizar uma das melhores versões de Tiramisù que já comemos fora de Itália, com  a dose certa de café, biscoito e o perfume de Grand Marnier que lhe proporciona aquela nota extra.

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Além de todos estes restaurantes e da qualidade da sua confeção é ainda possível, sob marcação prévia, criar um menu romântico, para um jantar na praia, o pôr do sol e  fogueiras à mistura, para que nada das férias no Hotel seja esquecido.

Também o serviço de quartos, funciona 24H por dia, com uma série de pratos e as Pizzas do Olive.

Um Hotel fantástico, não só para relaxar e desfrutar de umas férias em família numa praia paradisíaca, mas também para quem gosta e exige comer bem.

JW Marriott Khao Lak
Quartos a partir de 190€
41/12 Moo 3, Khuk Khak, Takuapa, Phang Nga – Tailândia
+66 76 584 888

Fotos: Flavors & Senses

Flavors & Senses na Tailândia com apoio da Emirates

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