Bangkok – Le du

ledu - 1 Além da fantástica comida de rua, a cena gastronómica de Bangkok é uma das mais interessantes da Ásia, com alguns dos melhores restaurantes do mundo como o Nahm e o Gaggan ( 13º e 17º no Guia World’s 50 Best da revista britânica Restaurant). Dito isso não é de admirar que surjam cada vez mais restaurantes e que cada vez mais chefs se mudem para a cidade. Um desses casos é o do jovem chef Ton, um tailandês que se mudou para os USA, formou-se no CIA (não, não se tornou espião, apenas estudou no Culinary Institute of America) e fez carreira em alguns dos melhores restaurantes de Nova Iorque, como o Jean-Georges ou o Eleven Madison Park. Regressado a Bangkok, com o objectivo de trabalhar os ingredientes orientais com um estilo mais nova-iorquino, abriu há cerca de um ano o Le Du, uma das novas  sensações da cidade.

Localizado num pequeno beco junto à estação de BTS de Chong Nonsi, não foi fácil de encontrar mas lá chegamos. O espaço pretende associar a gastronomia ao conceito de wine bar, Ton é também sommelier, e tenta fazer a fusão entre os melhores vinhos e a sua cozinha ( o que não será tarefa fácil dados os elevados valores de impostos sobre os vinhos importados). Na sala de atmosfera citadina e bem cosmopolita, impera a descontracção,  com mesas bem dispostas e uma excelente vista para a cozinha, ao jeito de uma boa peça de teatro.

ledu - 4 Começamos com um brinde de Follador, um clássico Prosseco sem grande história, mas que serviu para arrefecer o corpo e preparar as papilas para o que se seguiria.

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Patê Thai-style, papel de arroz, umê, galanga, Lírio-do-brejo e Sriracha
Um patê de porco que se pretende quase como uma terrina de foie gras, com as devidas diferenças de sabor e textura. Sabores bem asiáticos, com a nota sempre marcante do gengibre e um excelente jogo de texturas. Um excelente início.

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Abacaxi “Phu lae”, rabanete, frutos secos, pó de camarão e porco, neve de menta e leite de coco fumado
Visualmente apelativa, esta entrada representa bem a fusão entre os ingredientes orientais a modernidade ocidental que o chef procura. Um prato fresco, cheio de sabores fortes como o camarão seco e o porco, contrastados na perfeição pelo abacaxi  e a neve de menta, para não falar no leite de coco fumado que recheava o abacaxi e ligava todos os elementos. Delicioso e inesperado.

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Robalo, puré de aipo, tupinambo, pickle de limão e feijão de soja extra fermentado
Mais um prato elegantemente apresentado, robalo cozinhado na perfeição, húmido e de pele crocante. O puré feito com os talos do aipo dá notas mais vegetais em conjunto com o tupinambo e em contraste com o sabor intenso do molho de soja fermentada. Um excelente prato de peixe que combinou muito bem o ocidente e o oriente.

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Cogumelos selvagens, ovo a baixa temperatura, Acacia pennata, pickle de cogumelos ostra, chili, cabaça, molho de peixe e bacon
Um prato que nos poderia ser quase familiar, dada a junção entre cogumelos, ovo e bacon. No entanto, os restantes elementos e os sabores criados no prato criaram algo bem diferente e até inesperado, num bom contraste de texturas e sabores. Só me faltou o pão para mergulhar no fundo do prato.

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Ravioli de Caranguejo e trufa preta, alho frito, bok choy e cebolinha verde
Suculento e fino ravioli de caranguejo bem aromatizado com a trufa, num prato delicado e saboroso. Mais uma vez vez as texturas são um dos pontos altos (algo recorrente na Tailândia, desde a comida de rua aos melhores restaurantes, o cuidado com a combinação de texturas é impressionante).

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Frango com soja escura, pandan, sésamo tostado, pepino e gel de chili e cabra fumada
Peito de frango cozinhado em sous vide com o molho de soja, o que lhe dava um ar aparentemente seco, mas que se revelou completamente oposto, suculento, húmido e macio. O prato combinou muito bem uma variadade de sabores, alguns deles que me eram desconhecidos, como o pandan num excelente balanço entre o doce, salgado  e o ácido. Um prato muito bem conseguido e visualmente muito atraente.

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Avestruz, tamarindo, feijão goa, sticky rice, pasta de chili e arroz tostado
Menos atraente que anterior, foi para mim o menos interessante dos pratos, ainda que a combinação de texturas e sabores no acompanhamento da carne tivesse nuances bastante interessantes.

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Cheesecake de carvão de coco, gel de tarte de limão e gelado de coco com especiarias
Na Europa não estamos habituados a usar o carvão como ingrediente de cozinha, ao contrário da Ásia em que é bastante usado em bolos. Aqui usaram o carvão de coco, para criar um cheesecake leve, com gosto ligeiramente fumado e pouco doce, visualmente diferente, cujo resultado me surpreendeu. Fantástico o gelado de coco  assim como a integração da acidez no gel de limão.

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Gelado de quiabo-róseo, gel de banana e mel, bolo e caramelo
Sobremesa criada em torno do gelado de quiabo-róseo e da banana, com um ótimo gelado mais uma vez, e a banana a fazer a ligação tanto em gel como ligeiramente caramelizada. Positiva ainda a adição de um bolo de Malibu onde pudemos sentir um pouco do álcool e do coco dando pontos adicionais e interessantes à sobremesa. Muito bom.

O Serviço é descontraído na medida certa, com a atenção correcta e a apresentação cuidada dos pratos. Sendo também um Wine Bar, o Le Du tem uma preocupação acrescida com os vinhos, o que não é fácil naquele país como já havia dito. Além do prosecco, acompanhamos a refeição com um Weingut Bernhard Ott ‘Am Berg’ 2013, um vinho Austríaco 100% Grüner Veltliner , cuja frescura e acidez funcionou muito bem com os pratos  iniciais, seguindo-se um tinto da Califórnia, um Beringer Cabernet Sauvignon de 2011, um tinto leve e fácil, que não surpreendendo, deixou brilhar os pratos.

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Considerações Finais
Este Le Du com apenas um ano de existência está mais que de parabéns, o Chef Ton e a sua equipa criaram um balanço quase perfeito entre a modernidade e a contemporaneidade da cozinha ocidental, bem ao estilo de Nova Iorque com as bases e os ingredientes da cozinha tradicional tailandesa. Para nós ocidentais pouco habituados a determinados ingredientes, cada prato traz algo de novo e surpreendente em muitos deles, já para os seus comensais tailandeses têm a oportunidade de ver alguns dos seus ingredientes serem usados como nunca viram ou pensaram. O cuidado estético, a qualidade técnica, o ambiente informal e claro, acima de tudo o sabor, fazem deste Le Du uma das melhores salas de jantar de Bangkok.

Le Du Restaurant
399/3 Silom soi7 Silom Bangrak Bangkok
(092) 919 9969

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Intercontinental Bangkok

intercontinentalbkk - 2Where simple pleasures come to life”

Mesmo no centro financeiro e comercial de Bangkok descobrimos um local elegante e muito luxuoso. O seu nome? Intercontinental Bangkok.

A localização não poderia ser melhor, fica no coração da cidade, em Ratchaprasong, no distrito financeiro onde tudo acontece, onde os arranha-céus rivalizam entre si para ver qual deles o mais estonteante! Este hotel pertence à icónica e luxuosa cadeia de hotéis Intercontinental, que data de 1946 quando ainda pertencia ao seu fundador, a empresa de aviação PanAm.

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Vindos de um hotel completamente incrível, o The Peninsula, claro que a exigência comandava o nosso pensamento.
Mas, são hotéis bastante distintos, cada qual com o seu estilo e a sua essência.

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Primeira impressão:
Mal entramos no hotel apercebi-me da imensidão do mesmo, muita luz, muito luxo, muito dourado à mistura! O lobby é maravilhoso, a sensação que temos é a de estarmos num grande salão de baile, preparado para uma gala.

Não esperando outra coisa, claro, fomos muito bem recebidos (não é fácil bater os orientais neste campo), e rapidamente encaminhados ao nosso quarto.

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Quartos:
Pelo Hotel predomina o estilo moderno, com um toque oriental bastante imponente, que muito agradará aos imensos visitantes chineses. Os quartos seguem o mesmo padrão, mas com um toque mais Europeu. Sempre que penso no Intercontinental penso em luxo e grandiosidade. Os quartos são assim, espaçosos, camas enormes, todo o luxo e sofisticação necessários para tornar a nossa estadia num verdadeiro encontro a dois com o conforto!

Claro que mal entrei no quarto dei de caras com um néon enorme que espreitava pela janela do outro lado da rua, ou não estivéssemos nós no centro comercial da cidade!
O hotel possui 381 quartos de 10 tipos, mas todos mantém em comum o luxo.

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Restaurantes/bares:
Como nem só de quartos se faz um hotel e como cada vez mais a gastronomia é uma prioridade nas nossas vidas, existe uma preocupação cada vez maior por parte dos hotéis para garantir aos seus hóspedes a melhor oferta gastronómica. E o Intercontinental apresenta-nos variadíssimas ofertas nesse sentido, contam-se 7. O Fireplace Grill, já distinguido em Bangkok pela qualidade das suas carnes grelhadas ( em particular o wagyu) e marisco fresco. O Grossi Trattoria & Wine Bar, que conta com uma fusão entre a tradição italiana e o espírito Australiano (origem do chef).

intercontinentalbkk - 3 Fireplace Grill

O Espresso, onde nos deliciamos com um pequeno-almoço com opções dos quatro cantos do mundo, e onde podem também optar pelo maravilhoso Jazz Sunday Brunch, ou simplesmente almoçar ou jantar um pouco de cozinha internacional. O Summer Palace, onde fomos premiados com um almoço de gastronomia tradicional cantonesa, num ambiente que nos fez viajar até à China.

O Balcony Lounge & Humidor Cigar Bar, um local onde se respira sofisticação enquanto se aprecia um bom vinho ou um elegante cocktail em conjugação com uma refinada escolha dos melhores cigarros do mundo. O The Deli, para os apaixonados por café ou simplesmente para degustar um snack durante o dia. E o Oasis Pool Bar, para saborear um excelente cocktail com uma vista estonteante sobre a cidade (sim, porque a piscina fica no topo do hotel!).

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No nosso almoço no Summer Palace, optamos pelo menu de Dim sum, com um ou outro apontamento da carta tradicional do restaurante. Somos fãs confessos deste tipo de cozinha chinesa e como não podia deixar de ser (o hotel tem muitos clientes chineses) não desiludiu. Algumas combinações brilhantes, como os dumplings de camarão e espinafre, os rolos de amêndoa e camarão picante, ou a barriga de porco salteada permitiram uma refeição memorável, bem acompanhada por um fantástico e tradicional chá amarelo. Um restaurante a não perder para quem visitar o Intercontinental Bangkok.

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Serviços:
O Intercontinental Bangkok é por excelência um Business Hotel dedicado a garantir uma panóplia de eventos e congressos, e durante a nossa estadia pudemos verificar isso mesmo. O que não é de admirar pois o Intercontinental Bangkok possui uma capacidade de 22 salas funcionais para todo o tipo de eventos, incluído um elegante e enorme salão capaz de acomodar cerca de 1000 pessoas. Este hotel transforma-se, sem dúvida, no mais versátil e espaçoso hotel do seu tipo na cidade de Bangkok.

intercontinentalbkk - 8Rooftop Swimming Pool & Oasis Pool Bar

Para os mais ativos, o Infinity Fitness oferece as novidades da tecnologia do ginásio ou as aulas para todos os gostos, associadas a uma estupenda vista panorâmica sobre a cidade.
Por sua vez, para os que como eu só querem descansar e aproveitar um bom cocktail, temos o Rooftop Swimming Pool & Oasis Pool Bar.

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Mas, o ex-libris do hotel é o seu Spa.
O Spa Intercontinental foi a minha primeira experiência de massagens na Tailândia (do qual vos falarei num post mais à frente), e digo-vos que me fez apaixonar completamente pela cultura da massagem tailandesa. O ambiente é de relaxamento e invade todos os nossos sentidos indo ao encontro da perfeição. Excelente experiência, excelente momento.

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O hotel oferece ainda todos as comodidades habituais aos seus hóspedes, como o serviço de concierge, o serviço de limousine e, também, a possibilidade de fazer compras através da ligação direta ao Gaysorn shopping.

Para os clientes frequentes do grupo, o Intercontinental Bangkok apresenta o Club Intercontinental, onde o luxo conhece o privilégio e há uma celebração entre a personalização do atendimento e a elegância da hospitalidade tailandesa, este local é situado no topo do hotel o que nos permite, mais uma vez, vislumbrar as magníficas vistas sobre a cidade.

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Atendimento:
Atento às nossas necessidades, acompanhamento constante do cliente, hospitaleiro e muito educado.
Claro que como se trata dum hotel enorme e com um ambiente mais empresarial, e aquando da nossa estadia decorria um encontro/evento com imensas pessoas e muita agitação, é óbvio que o hotel pareceu perder um bocadinho a sua identidade, no entanto, os esforços foram recompensados e garanto-vos que eles se muniram de funcionários capazes de acompanhar uma casa cheia!

Seja para negócios ou lazer o Intercontinental Bangkok marca os seus pontos na hotelaria e garante aos seus hóspedes uma estadia de elegância, luxo, imponência e relaxamento, não é a toa que este ano foi premiado com dois importantes títulos no World Travel Awards, o Thailand’s Leading Hotel e o Thailand’s Leading Business Hotel.

Sem dúvida, a repetir numa próxima viagem a Bangkok (já só consigo pensar no regresso!).

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Intercontinental Bangkok
Quartos a partir de 135€
973 Phloen Chit road, Pathum Wan, Bangkok
intercon@ihgbangkok.com

Flavors & Senses na Tailândia com apoio da Emirates
Fotos: Flavors & Senses e Intercontinental Bangkok

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Vídeo da Semana #4

Os Caçadores de Trufas

A época das Trufas chegou, e com ela a loucura dos negociantes e dos melhores restaurantes em busca do ingrediente mais valioso do mundo. Das valiosas trufas negras de Périgord (França) ou as ainda mais exclusivas trufas brancas de Alba (Itália), as trufas existem um pouco por todo o mundo, com melhor ou pior qualidade. Uma das características que tornam as trufas tão valiosas vai além dos seus aromas únicos, mas também da sua exclusividade e da forma como são apanhadas, em jeito de caça numa relação de afeto e dedicação entre o caçador e o seu cão. Originalmente era utilizado o porco ou melhor as porcas na apanha da trufa, com uma habilidade inata para farejar trufas, mas com o consumo de muitas das trufas que encontravam e a destruição do micélio das trufas que fazia baixar a produção. Os caçadores de trufas acabaram por treinar cães para as farejarem à semelhança dos cães polícia. A utilização das porcas está mesmo proibida em Itália desde 1985.

The Truffle Hunters from The Perennial Plate on Vimeo.

A parte Negativa:

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Bangkok – Nahm

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 O que levará um australiano a apaixonar-se pela cozinha Tailandesa ao ponto de deixar de viajar constantemente para o País e se estabelecer por lá? A resposta de David Thompson será certamente, Paixão! Depois de uma série de restaurantes na Austrália, de um restaurante em Londres, também ele chamado Nahm (Água) ( obteve a primeira estrela Michelin para um restaurante de cozinha tailandesa), em 2010 mudou-se de malas e bagagens para o Metropolitan de Bangkok onde abriu este Nahm que em pouco tempo se transformou no melhor restaurante da Ásia, ou pelo menos é o que diz o famoso guia dos 50 Best Restaurants ( Nº1 na Ásia e 13º no ranking mundial).

A cozinha do Nahm não tem artifícios, nem as técnicas mais vanguardistas, numa espécie de cozinha moderna tailandesa, como ditam os dias de hoje, mas sim um respeito absoluto pelas receitas mais tradicionais do País, muitas delas já esquecidas, que David tenta aos poucos recuperar, dando-lhes os melhores ingredientes e cozinhando-os com a maior mestria possível num misto de tradição e contemporaneidade.

E no interior do restaurante e à semelhança do Hotel, esse toque contemporâneo está bem patente na decoração. Uma sala  quente e acolhedora, com bastante recurso a madeira, mesas “limpas” sem toalhas ou grandes adereços de Fine dining, com pormenores que poderiam estar num qualquer restaurante casual de uma grande capital.  O conceito do restaurante baseia-se também ele na tradição, daí os pratos serem servidos em simultâneo, criando uma farta mesa em que os comensais partilham entre si  os diferentes pratos.

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Chegando ao restaurante para um almoço ( era impossível conseguir a reserva para o jantar), optamos pelo “menu de degustação” que aqui consiste na escolha de vários itens da carta para partilhar. Optamos também por acompanhar a refeição com alguns cocktails da extensa carta, com a escolha a recair sobre uma espécie de mojito tailandês.

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Escolhas feitas, chega rapidamente até nós a saudação do chef, que é já um clássico do Nahm, inspirado num antigo prato de comida de rua, Mar Hor, que consiste numa pequena fatia de abacaxi sobreposta por porco, frango e pasta de camarão. A doçura do abacaxi, a leve caramelização, o contraste de texturas e sabores criaram uma magnífica primeira dentada, enquanto as expectativas iam crescendo.

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Wafer Tailandês, camarão, coco e pickles de gengibre
Chamar-lhe-ia mais de “taco” tailandês. Um capa delicada e crocante que em contraste com as texturas e fragrâncias das diferentes ervas criaram um conjunto leve, apelativo e num bom jogo entre o agre e o doce.

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Caranguejo, amendoim e pickles de alho sobre arroz tufado
Delicado, com o caranguejo no ponto e todos os elementos a marcarem presença individualmente no conjunto. A vontade era que houvesse mais.

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Salada de camarão-da-malásia, porco e Centella asiática
Mais um excelente prato criado com mestria por David Thompson, uma salada leve, repleta de sabores e texturas, ligeiramente picante e doce. Aqui a Centella asiática não foi usada em extratos para emagrecer, mas sim fresca, em substituição das nossas habituais folhas de alface. Brilhante a presença do camarão seco e a delicadeza do molho.

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Caldo de Pato assado,cogumelos, manjericão tailandês e coco verde
Um caldo límpido, sem se tornar um Consommé, cheio de sabor do assado, com o pato tenro e húmido  e um leque de sabores mais fortes contrastantes com a frescura do coco e do manjericão a elevar as papilas para um outro nível. Irrepreensível.

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Sopa agre e picante (Tom Yum), camarão, frango e cogumelos selvagens
Tom Yum é uma das sopas clássicas da cozinha Tailandesa, picante e repleta de sabores. No caso desta, foi a coisa mais picante que já provei na vida ( e gosto de comida picante), um toque imenso na boca que deixava os lábios a fervilhar. No entanto, e essa é uma característica dos picantes usados na tailândia, não fiquei a suar nem com o nariz a pingar, nem tão pouco ( e aqui o mérito vai todo para o chef) se sobrepôs aos demais ingredientes da sopa, pudemos sentir na perfeição o camarão, o frango e as ervas. Um prato difícil,  que não é para qualquer um e que confesso tivemos uma grande dificuldade em acabar.

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Garoupa frita com molho de peixe
Frito nunca seria a minha primeira opção para a confecção de um peixe, mas quando a casa não é a nossa temos de abrir os horizontes. A mestria revelou-se na técnica de fritura, a pele, enrolada para dentro e crocante  com o interior do peixe ainda húmido. Um prato simples repleto de umami e técnica.

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Caril verde de vaca, manjericão e beringela tailandesa
Foi provavelmente o melhor caril que já comi, a carne a desfazer, as diferentes texturas, onde se destacam as pequenas beringelas tailandesas, quase crocantes. Picante quanto baste, num conjunto harmonioso e delicioso servido com um fantástico arroz thai jasmine.

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Salacca em xarope gelado, mangustão, e wafer tailandês com coco e fios de ovos de pato
Um conjunto de sobremesas tradicionais, com destaque para o xarope gelado e aromático, com ervas e alho frito, um sabor cítrico e refrescante  que não sendo surpreendente se revelou um excelente final de refeição, à semelhança do pequeno e doce wafer com os bem portugueses fios de ovos.

O serviço de sala foi o mais eficiente possível, num espaço que se pretende democrático e casual, com uma simpatia que só os tailandeses sabem ter. Claro que entender o seu inglês já é toda uma outra história, mas com treino chegamos lá.

Considerações finais
Não sou a melhor pessoa para julgar sobre cozinha tailandesa, cheguei ao Nahm com uma ou outra experiência na Europa e uma série de Pad Thai (que adoro), pelo que não posso dizer se o Nahm representa ou não a verdadeira cozinha tailandesa. O que posso julgar é o sabor, a textura, a confecção e a apresentação, e nesse campo David Thompson é um enorme mestre, em particular o seu jogo de texturas ( algo comum na cozinha oriental) deixou-me completamente rendido e com vontade de experimentar e conhecer mais ainda. Quem provavelmente sabe muito mais do que eu sobre a comida tailandesa atribui-lhe o 13º lugar no World 50 Best Restaurants e o 1º Lugar no que diz respeito à Ásia, o que certamente quer dizer alguma coisa e que não sou apenas eu a não ficar indiferente perante os seus pratos. Além disso, o Nahm será certamente o restaurante mais acessível da lista, com os menus a custar 1500THB para o almoço e 2200THB ao jantar ( cerca de 36 e 55 euros respectivamente). Uma refeição obrigatória para quem visitar Bangkok.

Nahm
Metropolitan by COMO – 27 South Sathorn Road, Tungmahamek Sathorn Bangkok
+66 2 625 3388
nahm.met.bkk@comohotels.com

Flavors & Senses na Tailândia com apoio da Emirates

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Vinum “II Jornadas do Boi de Trás-os-Montes”

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Uma vez por ano o Vinum, restaurante da Graham’s Port Lodge operado pelo grupo basco Sagardi, traz até aos seus clientes as “Jornadas do Boi de Trás-os-Montes” que consistem na apresentação da carne de dois velhos bois (13 anos neste caso) criteriosamente escolhidos por Imanol Jaca, um reputado fornecedor de carnes que viaja entre a Península Ibérica em busca dos melhores animais para fornecer aos seus clientes. Imanol defende o oposto das atuais correntes da longa e intensa maturação, por seu lado transmite que, mais importante que a raça, é a alimentação do animal ao longo da sua vida e que a longa maturação irá alterar por completo o verdadeiro sabor da carne, perdendo-se os sabores herbáceos e lácteos em detrimento da putrefação em que muitas vezes o ranço é um dos sabores predominantes.

Com a proximidade entre o grupo Sagardi e Imanol, o Vinum ( Restaurante Revelação – Flavors & Senses, Os Melhores para 2014)  tornou-se o local perfeito para o tratamento dado a estas carnes, dado o seu cuidado com o domínio da grelha. Não deixa de ser curioso, no entanto, que é num restaurante de gerência espanhola que encontramos um evento em que se dignifica e eleva a qualidade de um animal português!

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Não podendo estar presente na apresentação à imprensa das Jornadas, por motivos turísticos/profissionais, a Symington e o Vinum tiveram o cuidado de reservar um dos magníficos costeletões,  para que eu pudesse atestar a sua qualidade. As Jornadas foram criadas para durar 2 ou 3 semanas, mas que na realidade duram enquanto houver costeletões (normalmente muito menos tempo), pelo que aqueles que começam a ficar com água na boca ao ler este artigo podem começar já a pensar em reservar a sua peça no próximo ano, porque por agora não há mais.

Assim, demos início à degustação com um brinde de Altano Branco 2013, cujos aromas tropicais e cítricos e a frescura na boca, o tornou num excelente aperitivo. A acompanhar estava o excelente azeite da Quinta do Ataíde e o pão caseiro do Vinum, bem este pão… feito com farinha de moagem tradicional, valia um artigo por si só, dada a minha veia atual de aprendiz de padeiro e de tão bom que era, há muito que não comia um assim em Portugal.

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Enrolado de bacon e queijo
Uma pequena entrada que serviu muito bem para abrir o apetite, com a untuosidade do queijo e a gordura do bacon a envolverem toda a boca, como se de um bom vinho se tratasse. Bom domínio da fritura, com o panado no ponto e sem excessos de óleo.

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Guisado de orelha e chispe de porco ibérico com feijão branco
Quando se trata de um feijão de qualidade superior sem grandes malabarismos, mas cozido na perfeição o resultado é impressionante, e o suposto complemento foi o rei. Um prato fantástico para o frio que se fazia sentir, onde apenas se poderia apurar um pouco mais o sabor do guisado, sendo que entendo que se tratava de uma entrada e não do prato principal.

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Costeletão de Boi de Trás-os-Montes, pimentos de piquillo assados
E eis que surge o rei da festa, o costeletão que fez com que nos reuníssemos para um almoço. Depois de abatidos os animais, os costeletões  descansam, num processo de maturação a frio (dry age) durante cerca de 20 dias antes de ser consumido. Carne estupidamente boa, cujo segredo não passa da simplicidade com que é tratada, grelhada no ponto durante cerca de 5 minutos de cada lado com sal apenas num dos lados. Sabor delicado e uma gordura ( sim senhores nutricionistas, dietistas, vegas e afins) de chorar por mais.  Foi preciso e a “muito custo” acabar a carne e agarrar-me ao osso ( até porque teremos de esperar mais um ano por outra peça destas). A acompanhar e para “picar” um pouco os portugueses, não havia arroz, nem muito menos batatas, mas sim uns verdadeiros e frescos pimentos de piquillo assados, cuja doçura equilibrava na perfeição com a carne e que também eles mereciam ser Reis noutras jornadas.

Para harmonizar não podia ter tido melhor sorte, um Quinta do Vesúvio 2011, recém chegado ao mercado e que marca um novo patamar para este vinho da Symington, é garantidamente o melhor que já fizeram. Com uma opinião unânime na mesa,  se o Chryseia 2011 trouxe um 3º lugar este ano, o Vesúvio bem que poderá fazer o mesmo no futuro. Um vinhão!

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Sortido de Queijos artesanais
Queijos de ovelha oriundos da serra da Estrela, desde o habitual amanteigado até ao mais curado e picante, muito bem acompanhados por nozes e doce, além dum grandioso vintage Dow’s 2001, ainda cheio de potência e cor. Um ótimo final, que rematamos com umas boas trufas de chocolate, enquanto a garrafa de vinho do Porto se ia finalizando e a vista sobre as margens do Douro nos ia deixando mais poéticos (talvez fosse só do vinho).

Este menu das Jornadas, a 60€ por pessoa, fez valer cada cêntimo, daí não surpreender a velocidade com que se esgotou.

Passando os olhos pela carta habitual do restaurante é curioso ver como o Vinum procura trazer os melhores produtos e tradições portuguesas aliadas ao domínio técnico dos Assadores Bascos, onde o respeito pela grelha os tempos de cozedura são o ponto mais importante.

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Considerações Finais
A julgar pelo que vi deste menu não tenho dúvidas que o nosso prémio de restaurante Revelação (a somar a outros) está mais do que bem entregue, a um restaurante lindíssimo e muito bem integrado nas caves, com um respeito enorme pelos ingredientes e que promove os nossos produtos. Voltarei certamente para conhecer a carta e a sua magnífica garrafeira. Quanto aos bois transmontanos de Imanol Jaca, resta-nos esperar que no próximo ano volte a encontrar animais com as características que tanto aprecia e que se possam realizar as “III Jornadas do Boi de Trás-os-Montes”

Restaurante Vinum
Rua do Agro nº 141 (Graham’s Port Lodge), Gaia
+351 220 930 417

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Nota
A Refeição descrita foi realizada a convite do Vinum, sendo a opinião e o texto da exclusiva responsabilidade do autor.

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Bangkok

bangkok -56 Wat Pho

Como descrever Banguecoque (ou Bangkok)? Para mim, sem dúvida, uma cidade autenticamente paradoxal!

Deparamo-nos com templos antigos e resplandecentes a rivalizar com arranha-céus gigantescos e modernos, trânsito frenético 24h por dia (SIM, 24h! Nunca na minha vida vi tanta confusão junta) a competir com imagens serenas de Buda e uma imensa devoção religiosa (pareceu-me muito mais respeito e devoção do que propriamente fanatismo) lado a lado com prazer sexual! Tudo tem o seu toque de requinte e paz associado à loucura de um autêntico caos!

A meu ver tudo isto já seria suficiente para eu me apaixonar, mas o que realmente me fascinou nesta cidade foi o povo. A tolerância, a amabilidade, a sinceridade e a arte de bem receber cativaram o meu coração por completo!
Esta cidade, que nunca dorme, situa-se numa planície aluvial que se estende ao longo das margens do rio Chao Phraya.

bangkok -106 a qualquer hora do dia

Um dos grandes senãos para mim é o intenso calor assoberbado de humidade, a cidade é considerada a metrópole mais quente do mundo, e mal chegamos a Bangkok a sensação que tive foi a de que estava num banho-turco! Depois lá me foi habituando, mas não é fácil.

A história da capital da Tailândia é relativamente recente. Esta terá tido as suas origens no início do século XV, quando era uma vila na margem oeste do rio Chao Phraya, sob o governo de Ayutthaya. Devido à sua localização estratégica, perto da foz do rio, a localidade aumentou gradualmente a sua importância para o reino. Após a queda do Reino de Ayutthaya para a Dinastia Konbaung, que governava a Birmânia, em 1767, o Rei Taksin estabeleceu a sua capital na cidade, que se tornou a base do Reino de Thonburi. Poucos anos mais tarde, em 1782, Rama I, O Grande assume o poder, mudando a capital para a Ilha Rattanakosin, fundando o Reino Rattanakosin. Aqui, marca-se a 21 de Abril o início da cidade.

peninsula -18 rio Chao Phraya

Mas perguntam vocês, o que visitar em Bangkok?
E eu respondo-vos, o máximo que conseguirem! Já deu para perceber que é uma cidade frenética com um trânsito que não tem fim, por isso, organizem-se bem e guardem alguns dias para esta cidade na vossa viagem à Tailândia, porque quando apanharem um táxi para visitar um local que supostamente ficava a uma distância de cerca de 15min, garanto-vos que vão demorar pelo menos 45min! E este é o grande problema de Bangkok!

bangkok -105 Bangkok tem uma agitada e moderna vida noturna

Mas calma, a cidade tem alguns pontos de divisão que são úteis para nos orientarmos e decidirmos o que visitar. O centro original da cidade, ou seja, a antiga cidade real situa-se na margem este do rio Chao Phraya, sendo muitas vezes chamada de Ilha Ratanakosin. A norte está a zona de Dusit, onde se situa a “recente” cidade real, que conta com a residência oficial. Já a Sul encontramos a zona de Silom, um autêntico distrito de comércio, negócios e turismo.

Para vos ajudar um pouco nesta jornada preparei-vos uma lista de locais imperdíveis.

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Wat Pho ou Templo do Buda Deitado
Este templo é o mais antigo e maior de Bangkok, e, sem dúvida, um dos mais incríveis. Data do século XVI e terá sido remodelado e ampliado pelo rei Rama I e renovado nos anos que se seguiram. Situa-se na antiga cidade real a este do rio.

Este templo é basicamente um imenso complexo composto por capelas, pavilhões e figuras de Buda. O templo é também conhecido como o berço da massagem tailandesa tradicional, contando com uma escola onde é possível não só fazer uma massagem como aprender a arte.
O seu ex libris é a estátua gigante e dourada de 46m do Buda Deitado. Uma imagem monumental!

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bangkok -77 Grande Palácio

Grande Palácio e Wat Phra Kaew
Mesmo ao lado do Wat Pho deparamo-nos com uma espécie de fortaleza de imensos muros brancos e maciços e imponentes portões, que servem para cercar e guardar o Grande Palácio e o Templo do Buda de Esmeralda. Atenção que, apesar de vos parecer que do Wat Pho ao grande palácio é só atravessar a rua, não é, pois a entrada fica precisamente na ponta oposta!

O Grande Palácio Real é um conjunto de edifícios com diferentes funções, desde biblioteca a Panteão, desde residência oficial para Reis estrangeiros de visita a antigo tribunal real onde se celebram hoje os aniversários reais, apresentando pelo meio um modelo do Angkor Wat que relembra o antigo domínio da Tailândia sobre parte do Cambodja, e por fim, o mais importante de todas as funções, a de residência oficial do rei da Tailândia desde o século XVIII e que se manteve até ao século XX, com a morte misteriosa do rei Ananda Mahidol no Palácio de Baromphiman, o seu irmão rei Bhumibol Adulyadej nomeou a residência oficial o Palácio Chitralada, em Dusit.

A construção do conjunto palaciano teve início em 1782, durante o reinado de Rama I. Este conjunto abrange um grupo de edifícios ornamentados com folha de ouro, ladrilhos vidrados coloridos e vidro espelhado incrustado. Um autêntico deleite para os nossos olhos.
Mas, o local mais importante é sem dúvida a capela real ou Wat Phra Kaew. O Templo do Buda de Esmeralda, o mais sagrado da Tailândia, terminado em 1784 e ainda hoje usado como capela particular do monarca, sendo o único templo tailandês no qual não residem monges.
Apesar do conjunto de estruturas do templo ser aberto ao público, o Buda de Esmeralda só pode ser visto em determinados dias, e não são permitidas câmeras fotográficas.

Acredita-se que esta estátua tenha poderes mágicos e que quem a possuir vai governar todo o reino.
Ninguém sabe ao certo a origem da estátua, mas terá surgido pela primeira vez no século XV na cidade de Chiang Rai, e foi levada para Laos em meados do século XVI, de onde posteriormente se mudou para o Vietname, depois trazida para a Tailândia pelo rei Rama I.
Feita de Jade ou Nefrite, a estátua brilha numa caixa de vidro acima das cabeças dos turistas. Só ao rei é permitido se aproximar da mesma!

bangkok -91 Wat Saket

Wat Saket/Monte Dourado
O Wat Saket, situado na ilha Rattanakosin, é basicamente uma gigante colina criada pelo homem (há cerca de 300 degraus até ao topo). O Monte Dourado é uma esplêndida torre que fica a 260 metros de altura. A construção do templo começou em 1800, no reinado do rei Rama III e foi concluída no reinado do rei Rama IV. Ele possui relíquias indígenas de Buda ao estilo do Sri Lanka.

É fácil subir este monte, pois a cada conjunto de degraus vamos encontrando pequenos jardins, com cascatas, e vamos nos apercebendo da maravilhosa vista sobre a cidade.

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bangkok -24m Chao Phraya e Wat Arun ao fundo

Wat Arun
Pode definir-se por templo do crepúsculo, ou do amanhecer, e situa-se na região de Thonburi, na margem oeste do rio Chao Phraya, até porque é um dos poucos templos anteriores à Dinastia de Chakri, os atuais governantes da Tailândia.

É uma das imagens idílicas da cidade, principalmente à noite quando se encontra todo iluminado.
O templo é uma reprodução arquitectónica do Monte Meru, o centro do mundo na cosmologia budista.

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Wat Traimit
Este templo que se localiza em plena Chinatown (todas as cidades têm de ter a sua), a sul de Bangkok, está longe de ser tão magnífico como os anteriores, mas o que faz dele tão especial é o facto de albergar a maior estátua de ouro maciço do mundo, e um dos mais preciosos tesouros da Tailândia e do budismo, O Buda de Ouro.

A estátua é de cerca de 3 metros de altura, e representa Buda sentado no chão de pernas cruzadas, na posição que assumiu quando recebeu o Bodhi (iluminação).
Pensa-se que este terá sido construído na Índia, e mantido em Ayutthaya durante séculos, até ao reinado de Rama III, que o trouxe para Bangkok.

bangkok -101A imperdível comida de rua em Bangkok

Parque Lumphini e Estádio Lumphini
Este imenso espaço verde funciona como parque da cidade e oferece-nos um momento de repouso e fuga, mesmo em Silom, o centro empresarial e comercial de Bangkok.
A possibilidade de descansar da fatigante atmosfera frenética da cidade, não ver nem sentir os carros é algo raro e digno de ser aproveitado em Bangkok. O seu lago, apesar de artificial, é belíssimo e permite aos seus visitantes alugar um barco e passear. O Lumphini foi criado em 1920 pelo rei Rama VI como propriedade real. Atualmente é local de descanso mas também de celebrações, concertos, festivais e até de manifestações políticas.

Muito próximo do parque existe o famoso Estádio Lumphini, inaugurado há mais de uma década, e gerido pelo departamento do exército real, local para onde vão todos os rendimentos provenientes dos combates. É um prestígio para qualquer lutador combater neste local e consagrar-se campeão de Muay Thai, o desporto nacional.
Neste espaço não é permitida a presença de mulheres e é dos poucos locais na Tailândia em que é legal fazer jogos de apostas.

bangkok -90fios de ovos, como herança portuguesa na Tailândia

Casa de Jim Thompson
Não posso falar da sua casa sem antes falar deste homem tão famoso na Tailândia e um pouco por toda a Ásia.
Jim Thompson, nascido a 21 de março de 1906, foi um empresário americano (para muitos, também espião) que ajudou a revitalizar a indústria da seda tailandesa nas décadas de 50 e 60. Muito antes disso tinha sido um elemento crucial na libertação da Tailândia por parte do domínio japonês, o que já faria dele um homem importante. No entanto, e após outros negócios sem sucesso, acabou por se tornar um dos maiores comerciantes de seda tailandesa, cujo negócio prospera ainda hoje. Muita controvérsia existe quanto ao seu desaparecimento em Março de 1967, na Malásia e foi realizada a maior busca alguma vez feita na Ásia.

Atualmente a Casa de Jim Thompson é um museu e um complexo de várias estruturas tailandesas antigas que o empresário recolhia de todas as partes da Ásia.
Ele tornou-se um grande colecionador de arte do Sudeste Asiático, construindo uma grande coleção de arte budista e secular, não só da Tailândia, mas da Birmânia, Cambodja e Laos.
Conseguimos ver na sua forma quase original o legado de arte tradicional tailandesa com influências ocidentais que Jim nos deixou.

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Palácio Vimanmek
O Palácio Vimanmek, no Jardim Dusit, era a casa do Rei Rama V. Considerado a maior mansão do mundo em teca dourada, exibe coleções de artefatos e objetos tailandeses.
Aos seus visitante é possível conhecer a casa principal, as suas galerias, passear pelos jardins e visitar os museus de modo a consumir e apreciar a atmosfera do passado.
Este Palácio foi construído em 1900 a pedido do Rei Rama V, que se inspirou nos palácios europeus.
Em 1982, a Rainha Sirikit transformou o palácio num museu em homenagem ao Rei Rama V.

bangkok -6Igreja de Santa Cruz

Kudee Chin
Esta região de Bangkok é um autêntico regresso ao passado, que combina a fusão de culturas multi-étnicas e religiões que formaram a base do distintivo caráter desta comunidade ribeirinha que hoje é conhecida como santuário chinês.

Esta foi uma jornada que tivemos o gosto de fazer aquando da nossa estadia no The Peninsula Bangkok  (ver), no âmbito do The Peninsula Academy. Após uma agradável viagem ao longo do rio Chao Phraya, chegamos ao local do antigo reino de Thonburi, aqui encontramos o histórico bairro que data de há mais de dois séculos e possui templos de diferentes religiões, que vão desde a Igreja de Santa Cruz (origem portuguesa) e Wat Kalayanamit (Templo budista) à Mesquita Bangluang.
Aqui foi-nos possível imaginar a antiga Bangkok na sua plenitude.

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Como é óbvio, esta frenética mas serena cidade tem muito mais para conhecer, viver e usufruir, estes são apenas alguns locais de visita quase obrigatória, no entanto, num outro artigo falar-vos-ei das coisas imperdíveis a fazer em Bangkok, pois esta não é feita só de templos e palácios!

Tivemos ainda a oportunidade/sorte de assistir a uma importante data e cerimónia tailandesa, o Loy Krathong, também conhecido pelo festival das luzes! A cidade estava doida, basicamente, toda a gente invadiu as ruas, éramos “atropelados” por pessoas a vender arranjos de flores com velas e incensos (o conjunto que constitui o Krathong).

bangkok -62 Bailarinas tradicionais a representar o Loy Krathong

Nesta cerimónia o povo tailandês sai à rua para lançar ao rio o seu Krathong. O ato de lançá-lo ao rio significa prestar homenagem e respeito à Deusa da Água, e ao mesmo tempo pedir desejos de um futuro melhor. Assim como, exprime a simbologia de deixar ir embora todas as tragédias e começar uma nova e promissora vida.
Noutros pontos da Tailândia, nomeadamente a norte, existe também o hábito de lançar para o céu à noite os Kom Loys, ou objetos iluminados (que tivemos oportunidade de assistir, depois, na nossa viagem a Chiang Mai).

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Onde Dormir
The Peninsula Bangkok
Intercontinental Bangkok

Flavors & Senses na Tailândia com apoio da Emirates
Fotos: Flavors & Senses

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Tailândia – O que levar na Mala

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Nunca tinha viajado para um pais asiático, com um clima, cultura, tradições e costumes tão distintos.
Claro está, que como a típica mulher que sou, a parte de organizar a mala é sempre uma dor de cabeça, por isso, a principal coisa a fazer é mesmo uma lista de tudo o que precisamos, de forma a garantir que não levamos o desnecessário ou que nos falta o essencial!
No meu caso, foi uma viagem de cerca de duas semanas por mais do que uma cidade, Banguecoque, Chiang Mai, Phuket e Khao Lak, por isso tive que ser bastante seletiva no que levar para não ir carregada com coisas que não precisava.
Bem, posso enumerar aquilo que achei mais importante incluir na mala numa viagem deste tipo.

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Roupa/calçado:
Confortável e fresca, o clima é bem diferente do de Portugal, muito quente e bastante húmido. Não levem demasiada roupa, organizem-se por dias e repitam algumas peças conjugadas de forma diferente, é muito cansativo andarem com uma mala cheia de um lado para o outro.

Relativamente aos locais de visita na Tailândia, nomeadamente os templos budistas, requerem uma roupa que respeite os costumes e tradições, ou seja, para poderem entrar nos locais religiosos têm que usar calças ou saias compridas, pelo menos que tapem os joelhos, e no caso dos homens calças ou calções também compridos. No que diz respeito às camisolas, estas devem tapar os ombros, e a barriga, quer nas mulheres quer nos homens.

Quanto ao calçado, o ideal é também ser confortável, ténis continuam a ser a opção mais adequada. Nos templos têm que se descalçar antes de entrar, por isso, nesses dias, usem algo mais prático, umas sandálias, umas havaianas, umas alpercatas, por exemplo.

Fármacos:
Protectores gástricos e fármacos para a diarreia. A gastronomia é bastante condimentada e picante, diferente da nossa, o que pode alterar toda a vossa função gastrointestinal.

Sedativos, para a viagem de avião, no nosso caso, fizemos escalas em Lisboa e no Dubai, mas na soma de todas as viagens contam-se cerca de 15h. Eu não preciso pois tenho o dom de adormecer em segundos, mas se não for o vosso caso, levem algo para vos ajudar.
Anti-histaminicos, anti-inflamatórios ou até um antibiótico de largo espectro (sim, sou um bocado paranóica, é o que faz ser profissional de saúde!).

E por fim, Guronsan, eu levo-o para todo o lado!!!

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Primeiros socorros:
Não custa nada sermos prevenidos!
Levem curitas, para as bolhas que vão surgir por andarem muito, levem soro fisiológico, umas compressas e adesivo, assim, qualquer ferida pequena que façam, podem lavá-la e aplicar um pequeno penso.

Essenciais:
Repelente (quase fui comida viva pelos mosquitos, eles adoraram o meu sangue)!
Protetor solar, sempre, mesmo que não estejam na praia!

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Escapou-me alguma coisa? Mandem-me as vossas sugestões.
Boa viagem e não se esqueçam de nada!

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The Peninsula – Bangkok

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“Um oásis urbano no rio dos Reis”

Esta é a frase com que o Hotel The Peninsula em Banguecoque se define… E digo-vos, não conseguiria fazer uma descrição mais exata! Um verdadeiro paraíso mesmo em cima do rio!

Em hotelaria, o nome The Península é sinónimo de glamour e luxo, o grupo possui hotéis em algumas das cidades mais excitantes do mundo, com uma combinação única de tradição e inovação que oferece aos seus hóspedes uma estadia memorável, seja em negócios ou em lazer.
O grupo The Peninsula Hotels tem uma herança eximia, sendo hoje a mais antiga cadeia de Hotéis asiática, que começou em Hong Kong, em 1866.

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Quanto ao The Peninsula Bangkok, o hotel abriu as suas portas ao mundo a 19 de Novembro de 1998 às 09h09 (o 9 é um número importante na Tailândia), o que foi criteriosamente planeado com celebrações que enalteceram aquele que viria a ser um dos melhores hotéis da cidade.
Tudo estava destinado a dar certo, com um futuro auspicioso a espreitar a cada recanto, e assim foi!

Foi a nossa primeira vez na Tailândia, sem nada conhecermos sobre o povo e a sua cultura (além do meramente lido),  e iniciamos a nossa experiência por este exemplar de luxo e de refúgio que é o The Peninsula. Logo à chegada fomos recebidos duma forma delicada, meiga e extremamente educada, que felizmente se prolongou por toda a nossa estadia. Apercebi-me logo de toda a imponência do hotel, mas nada comparado com aquilo que viria a encontrar neste “oásis urbano”.

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Fomos conhecer o nosso quarto, e fiquei completamente hipnotizada pela estonteante vista. O hotel fica mesmo em frente ao rio Chao Phraya, como o nosso quarto ficava no 29′ andar, as nossas vistas eram o rio e os demais arranha-céus da cidade! Uma visão de uma cidade frenética, e que nunca dorme, magnifico!

Falando de quartos, o The Peninsula conta com 370, de 11 tipos diferentes, desde um “simples” deluxe room até uma magistral The Peninsula Suite, variando essencialmente no tamanho. Todos eles primam pelo luxo e são extremamente espaçosos, à semelhança de todo o hotel, estão decorados no estilo clássico mantendo o ambiente do tradicional tailandês a partir de pequenos apontamentos, assegurando o luxo atual com a tradição do passado.

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Adoro hotéis que privilegiam a arte, e o The Peninsula, por exemplo, serve de lar a uma das mais distintas coleções de arte contemporânea asiática, originária de oito países do Sudeste Asiático, pelas mãos de 25 artistas.

O The Peninsula tem a capacidade de ser luxuoso e imponente mas sem nunca perder a sua identidade, e isso deve-se essencialmente à sua equipa, que nos proporciona uma sensação de bem estar e de delicadeza a cada contacto com qualquer um dos funcionários, desde o cargo mais elevado ao mais simples. Sentimo-nos acompanhados desde o primeiro momento e a sensação que temos é de que nada é deixado ao acaso, tudo está meticulosamente pensado para que a nossa experiência seja o mais gratificante possível. Com uma preparação única para realizar e tratar de todas as necessidades dos seus hóspedes.

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No que diz respeito a restauração, o hotel oferece-nos sete diferentes opções. Desde os tradicionais restaurante Mei Jiang e Thiptara, o primeiro a cargo dum chef Chinês, apresenta comida típica cantonesa, o segundo representa o que de melhor e mais tradicional a comida tailandesa tem para nos oferecer.

Depois temos o delicioso River Cafe & Terrace, onde tivemos oportunidade de jantar e tomar o pequeno-almoço, uma vez que ocupa o principal espaço do Hotel, onde num conceito de Buffet encontramos pratos que viajam quer pela Ásia quer pela Europa.

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A oferta é variadíssima e para todos os gostos. Da fantástica salada de papaia (tailandesa) a um diferente mas muito saboroso Salmão fumado com crosta de amendoim, provamos um leque de várias entradas que eram uma refeição por si só. Da lista de grelhados, preparados no momento não pudemos deixar de provar o camarão tigre, o Atum, ou o fantástico bife de Wagyu, tudo muito bem acompanhado pelos excelentes cocktails da carta.

A selecção de sobremesas é mais uma vez extensa, com opões entre a pastelaria francesa e os mais tradicionais doces tailandeses, onde não faltava a habitual manga com sticky rice e coco. Em suma, foi uma refeição muito bem conseguida,  em particular no cuidado com os pratos,  e claro tudo fica melhor quando se tem uma magnífica vista sobre o rio e os seus encantos.

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Além destes, temos também locais mais descontraídos dos quais podemos ir usufruindo ao longo do dia, seja enquanto exploramos a esplêndida piscina, onde temos o The Pool, com alguns snacks e diferentes cocktails, ou para quando simplesmente nos apetece tomar algo ou descansar um pouco, temos o The Lobby, o The River Bar, e o The Bar.

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No que diz respeito ao pequeno almoço, e à semelhança do que já tínhamos experimentado ao jantar, a oferta é alargadíssima, desde os maravilhosos frutos tropicais, à pastelaria mais elegante, pães de excelente qualidade, e claro os habituais ovos para todos os gostos e feitios e as reconfortantes sopas asiáticas. Que grande refeição!

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No The Peninsula Bangkok é também possível realizar eventos quer profissionais quer de lazer, desde reuniões empresariais ou congressos a imponentes e luxuosos bailes de gala e Casamentos, e para isso o hotel possui um belíssimo salão, o Sakuntala, capaz de albergar cerca de 600 pessoas. Uma das suas vantagens, é que enquanto hóspedes dificilmente nos apercebemos da “loucura” que se passa nos salões, como aconteceu durante a nossa estadia, quase parece que estamos sozinhos, mas no bom sentido.

Como vêem, este “oásis” urbano tem tudo para todos!

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Mas, indo ao encontro um pouco da nossa estadia, para mim um dos ex-libris é a piscina. Imensa, luxuosa e mesmo sobre o rio. Todo o ambiente que a rodeia remete-nos para um clima de relaxamento e para o repouso. Espaço imperdível, sem dúvida.

Além disto, podemos ainda desfrutar dum momento de introspecção total no lindíssimo e exclusivo Spa, que fica mesmo junto à piscina, e sim, porque ir à Tailândia e não usufruir das maravilhosas massagens tailandesas, é um erro gravíssimo. À semelhança de todo o hotel, o Spa vai de encontro a um ambiente sofisticado mas tradicional, que eleva os nossos sentidos culminando numa fuga da realidade, e permanência neste local de calma iminente.

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Para os que se mantém activos até nas férias (o que não é o meu caso), existe também, um Court de Ténis e um ginásio altamente equipado, com sauna e banho turco como extra.

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Para garantir que também podemos fazer coisas diferentes nas férias, e experienciar novas áreas, o hotel possui a The Peninsula Academy, uma série de actividades que podem ir da simples aula de cozinha até um passeio de helicóptero para visitar as zonas montanhosas e as vinhas da Tailândia,  são actividades aplicáveis quer a adultos quer a crianças, e detalhadamente preparadas para que os hóspedes se sintam parte das experiências culturais do país.

No nosso caso, tivemos uma visita guiada pela zona antiga de Bangkok, onde existe ainda hoje uma igreja de origem portuguesa e claro, com direito a um belo passeio pelo rio.

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Acham que o já vos descrevi tudo? Enganam-se! Este luxuoso hotel tem ainda para nos oferecer serviço de helicóptero, limousine, e uma das coisas que mais me fascinou, serviço de barco, barcos esses de arquitetura tipicamente tailandesa, fascinantes, e que nos asseguram o transporte para diferentes locais ao longo do rio como elo de ligação entre o Hotel e a cidade.

E como um maravilha nunca vem só, ainda tivemos a sorte de aquando da nossa estadia, o hotel ter preparado uma comemoração especial, com música, festejos e decoração alusiva, que ia ao encontro duma data extremamente importante na Tailândia, a celebração do Loy Krathong, (do qual vos irei falar mais à frente), neste caso, nas águas do rio Chao Phraya.

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Convencidos?
Espero que sim, porque o The Peninsula Bangkok é provavelmente uma das formas mais eficazes de experimentar o luxo da Hotelaria Asiática e a sofisticação aliados à tradição, ao passado, e ao espírito tailandês.

O ponto mais alto da nossa estadia? O atendimento, sem dúvida! Exímio, delicado, cuidado, atento, e acima de tudo, carinhoso, mas ao longo da permanência no país fui-me apercebendo, que essa qualidade pessoal no serviço é comum em quase todos os locais da Tailândia!

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The Peninsula Bangkok
Quartos a partir de 190€
333 Charoennakorn Road, Klongsan, Bangkok
pbk@peninsula.com

Flavors & Senses na Tailândia com apoio da Emirates
Fotos: Flavors & Senses

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Voar com a Emirates – Dubai – Lisboa

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Aeroporto

Depois do fantástico voo no A380 saído de Bangkok (ver) chegamos ao Aeroporto do Dubai para uma “simples” ligação com o voo para Lisboa. Digo simples mas a nossa passagem pelo Aeroporto do Dubai foi muito mais do que isso. Com algumas horas livres entre os voos e com as malas já despachadas para o destino final, a nossa passagem pela segurança foi bastante rápida e  sem qualquer tipo de problemas, seguindo-se uma pequena viagem, sim viagem, porque o aeroporto é gigantesco e tem uma linha de metro a fazer a ligação entre os terminais.

O Aeroporto do Dubai já mostra todo o Luxo que espera os visitantes do Emirado, dos relógios Rolex às melhores lojas de moda, como Hermès ou Chanel, ao gigantesco Dutty Free,  e pequenos espaços gastrónomicos onde se destaca o bonito bar da Moët et Chandon.

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The Emirates Lounge
Feito o passeio, foi tempo de nos dirigirmos ao Lounge da Emirates, existe um Lounge para a Primeira Classe (que esperamos conhecer em breve) e um para a Classe Executiva. Estes contam ainda com o Timeless Spa, onde é possivel aos viajantes parar para desfrutar de uma massagem ou de um simples duche revitalizante. Já o Lounge ocupa todo o piso superior do Terminal permitindo aos seus utilizadores o embarque directo para o seu avião sem terem de andar pelo aeroporto (mais simples é impossível). O Design é o mais sóbrio e acolhedor possível, com alguns apontamentos que conferem modernidade ao espaço.  Tem salas mais amplas, espaços mais resguardados e preparados para quem precisa  ou quer dormir durante o seu tempo de espera. A ligação ao mundo faz-se pelas capas dos principais jornais e revistas de todo o planeta, computadores, e claro uma excelente rede wi-fi.

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No que a comida diz respeito, e porque é sempre um dos pontos mais importantes nos Lounges, nada é deixado ao acaso, com a nossa passagem pelo Dubai durante a madrugada, todo o espaço estava preparado para servir um ótimo pequeno almoço, bem ao estilo de um  bom hotel 5 estrelas.  Excelente selecção de pães, boa pastelaria, compotas, frutas, cereais, sumos, bons queijos ou carnes frias. Além disso também os pratos quentes, desde os ovos mexidos, salsichas, feijão e alguns pratos árabes e asiáticos também faziam parte das opções.  Assim, houve para todos os gostos e feitios, sempre com selo Halal. Já nas bebidas e à semelhança de Bangkok a lista é extensa desde as espirituosas, à água Voss, bom Champanhe e vinhos do velho e novo mundo. Ficamos bem cheios!

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Embarque
Como já havia dito, ficamos próximo do nosso portão de embarque, pelo que depois de informados sobre o início do embarque basta uma simples descida no elevador para estarmos juntos da entrada do avião, onde a habitual separação entre as categorias e os prioritários, facilitou a entrada no 777, mais uma vez feita de forma rápida e eficaz.

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Avião
Depois do A380 (que o aeroporto de Lisboa ainda não tem capacidade para receber), o 777 parece um irmão mais novo e não tão interessante. As poltronas da Executiva não têm ainda o nível de conforto e acessórios dos novos A380. No entanto somos super bem recebidos e em português, pelos elementos do staff, que rapidamente nos instalaram nas melhores condições possíveis e nos serviram o habitual Champanhe pré-voo, desta vez o elegante Veuve Clicquot. No 777 os lugares têm um pouco menos de privacidade e de espaço, mas continua com uma boa poltrona, os habituais extras mas sem o excelente kit de higiene da Bulgari.

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Refeições
Como o nosso voo começou de madrugada no Dubai e se estendeu até a hora de almoço em Lisboa, foram servidas duas refeições durante o voo, o pequeno-almoço e o almoço. O primeiro foi semelhante ao que já havíamos experienciado no A380, com uma boa seleção de frutas e pastelaria e um alargado leque de sumos naturais aos quais se juntou, e porque não, mais um copo de champanhe. Já no que diz respeito ao almoço a história é completamente diferente, podendo verificar-se mais ainda, a diferença para a classe inferior.  Algum tempo antes de começarem o serviço é-nos pedido que façamos a escolha dos pratos entre o leque variado de entradas, pratos e sobremesas e as respectivas bebidas para os acompanhar. Já com a mesa bem montada (destaque para a qualidade de construção que lhe dá uma solidez e estabilidade fantástica), optei por um gin tónico, para iniciar a refeição, ao que se seguiu um salmão fumado a quente com lavagante e natas ácidas, que acompanhado por um riesling de 2012 Dachsfilet de Prinz Von Hessen se revelou um ótimo início.

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Seguiu-se um bife do lombo, com batatas gratinadas e cogumelos, interessante o bife, que nunca imaginei poder chegar tão bem ao avião, menos  interessante o gratinado de batata, seco e com pouco sabor. A acompanhar um tinto da região de Saint Julien, Amiral de Beychevelle 2006, que funcionou lindamente com a carne. Para terminar, acabamos com uma Charlotte de pêra com morangos e ganache de chocolate acompanhada por um elegante vinho do Porto da Quinta do Portal Colheita de 2000. Um final simples mas bem conseguido. No geral e não esquecendo que um avião nunca será um restaurante, a refeição decorreu lindamente, com temperaturas correctas, bom empratamento e o melhor sabor possível.

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Para terminar, uns excelentes chocolates Godiva e a extensa lista de digestivos.

Serviço
O Serviço foi mais uma vez impecável, desde  o simples português, à simpatia e cordialidade das hospedeiras ou à atenção dada a cada passageiro e a cada pormenor, o que diga-se, torna toda a viagem bem mais fácil.

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Entretenimento
O sistema de entretenimento é o mesmo que já havia descrito sobre o voo no A380, o sistema ICE. A grande diferença no sistema entre as classes é o tamanho do ecrã e o mecanismo de controle. Neste 777 mais antigo, e sem ecrã táctil é mais difícil controlar as várias opções com recurso ao comando, mas o ICE vale por si só, e em particular pela extensa lista de filmes repleta de novidades (alguns ainda não estrearam em Portugal). Sem dúvida que hoje nenhuma companhia de longo curso pode criar um avião sem pensar bem no seu sistema de entretenimento, porque seja qual for a classe de voo, este fica bem mais fácil quando estamos entretidos.

Depois de dois voos na classe executiva da Emirates, é claro que o mais recente A380 leva vantagem, quer pelo tamanho do avião, pelo lounge ou por simplesmente ser mais recente. Mas não julguem que o 777 não tem condições para suplantar a maioria das classes executivas das empresas rivais, tudo funciona bem e é bem confortável. Como conclusão, é impossível não ficar fã do serviço prestado pela Emirates aos seus passageiros na classe Executiva, desde o cuidado em terra, aos pequenos pormenores e claro os aviões e a equipa que fazem a imagem da marca.

Sempre que puderem não deixem de se mimar com este pequeno luxo em pleno voo.

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Voar com a Emirates – Bangkok – Dubai

emirates - 37Quando nos surge na cabeça  a ideia de luxo, conforto e sofisticação  durante um voo, o nome da Emirates vem sempre à tona como a principal referência. Eleita por várias vezes a melhor companhia aérea do mundo, com mais de 140 destinos, e uma frota invejável de aviões desde o Boing 777 ao A380 ( o maior avião comercial do mundo). Para a nossa última viagem à Tailândia contamos com o apoio da Emirates, com voos entre Lisboa-Dubai e Dubai- Bangkok em classe executiva, onde além dos aviões pudemos testar todas as comodidades de voar com um gigante como a Emirates.

Relatando um pouco da nossa viagem de regresso a Portugal, a experiência de voar com a Emirates em Executiva ou Primeira Classe, começa ainda no hotel, com os viajantes a terem ao seu dispor um serviço de chauffeur para os transportar até ao aeroporto, e o quanto isso pode ser benéfico em cidades como Bangkok. Infelizmente não testamos o serviço, uma vez que chegamos a Bangkok de um voo doméstico vindo de Phuket.

Check-in
Quantos de nós não tiveram de passar já séculos em filas que parecem intermináveis, aqui com a separação por categorias de voo e o elevado número de balcões, tudo se desenrola com a maior das calmas, não demorando mais de 5 minutos a cumprir todos os pormenores, com um atendimento aprimorado e eficaz, com as malas a serem enviadas directamente para o Aeroporto do Porto com a prioridade garantida na classe Executiva.

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Segurança
No aeroporto de Suvarnabhumi (Bangkok), os passageiros a voar em Executiva e Primeira têm direito a passar pela segurança na via prioritária (usada pelas equipas de voo, ou diplomatas por exemplo), fazendo com que tudo se processe de forma muito mais rápida, desde a inspecção da bagagem de mão ao controlo dos passaportes. Mais uma vez estávamos livres em pouco mais de 5 minutos, com toda a parte complicada que antecede o voo, feita da forma mais descontraída possível.

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The Emirates Lounge (Bangkok)
Depois de um pequeno passeio pelas lojas e de gastar os últimos Bahts, dirigimo-nos ao exclusivo Lounge da Emirates. A sala Vip, como lhe poderíamos chamar, no aeroporto de Bangkok é um espaço amplo, desenhado com o conforto em mente. A sala é ótima para quem quiser descansar ou claro para quem precisa de trabalhar ente os voos, com acesso à internet, computadores  e impressoras sempre ao dispor. Mas voltemos ao conforto, o Lounge da Emirates conta  com excelentes chuveiros e casas de banho (limpas a cada utilização), salas de estar, os principais jornais internacionais e claro uma grande selecção de comida e bebidas à discrição dos seus utilizadores.

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Dos vinhos fanceses, ao champanhe Moët et Chandon,  gins Bombay e Tanqueray, vinho do Porto Taylor’s, a oferta de bebidas espirituosas é alargada e para todos os gostos e perfeita para umas horas de relaxamento antes de um longo voo. Nas comidas a oferta da Emirates centra-se sempre em produtos Halal, com um largo leque de opções, das saladas, queijos, uma simpática selecção de pães, aos pratos quentes, onde pudemos provar uma boa quiche, salmão  grelhado com lentilhas, ou alguns pratos de caril com matiz bem tailandesa.

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As refeições estão bem preparadas para o nível de catering, reconfortantes e confortáveis, como tudo deve ser antes do voo.

Embarque
A responsável pela recepção informa-nos pouco tempo antes do início do embarque para o nosso voo que acontece próximo do Lounge, pelo que a caminhada é pequena. Mais uma vez a separação das classe e as duas mangas que separam o piso superior (Primeira e Executiva) e o piso inferior (Económica) fazem com que o embarque para o A380 seja rápido, sem grandes filas ou tempos de espera.

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Avião
Bem, o A380-800 é o maior avião comercial do mundo, e a frota da Emirates foi equipada de uma forma irrepreensível, não me canso de utilizar a expressão “o luxo está nos pequenos detalhes” e a Emirates levou isso ao extremo.  Tudo é relativamente novo nestes A380 , pelo que quando entramos a sensação só pode ser a melhor, enquanto pensamos “a sério?”. Os lugares  da executiva funcionam como pequenas cabines, em que a privacidade do utilizador é um dos pontos chave, as poltronas transformam-se em camas planas, com espaço e conforto. Existe um pequeno mini-bar, e uma mesa especialmente bem pensada para colocar o objectos ou bebidas sem atrapalhar a mobilidade do passageiro. Temos ainda uma confortável almofada, uma manta, meias e máscara para dormir.

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Outra das principais mais-valias do A380 são os verdadeiros Sky Bar, na primeira e na executiva, e como é fantástico durante um voo de 6,5 horas, alguém se poder levantar e ir até ao bar, pedir uma bebida entre a fantástica selecção (incluído cocktails) e socializar um pouco com outros passageiros ou a equipa de comissários de bordo. “E em caso de turbulência ?” perguntam vocês, bem, estes pequenos lounges possuem uma série de poltronas com cinto de segurança para que não seja necessário regressar ao lugar durante essas fases menos boas de um voo. No entanto, e infelizmente não nos cruzamos com o Cristiano Ronaldo nem com o Pelé!

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Kits de Higiene
Pouco depois de estarmos no avião foi entregue a cada passageiro um kit de higiene criado em parceria com a Bulgari, pelo que não faltaram produtos de excelente qualidade, tanto no kit das senhoras como no masculino e um bonito nécessaire.

 Refeições
Logo à chegada ao nosso lugar somos recebidos por um copo de Moët et Chandon ( ou sumos) para brindar ao início de mais uma voo. Como o nosso voo era noturno apenas seria servido o pequeno almoço, com uma cuidada selecção de produtos, desde os vários tipos de pão e pastelaria, fruta fresca laminada na hora, sumos naturais, ou os mais completos pratos de ovos mexidos e salsichas.

emirates - 14 Ficamo-nos pela opção mais simples, com ótima fruta, manteiga e compota, pastelaria e yogurte, tudo servido numa mesa bem composta, com toalha de pano, pratos de porcelana e elegantes talheres. Já no Lounge/ Bar, estão sempre a ser servidos lanches, com sandwiches, sushi, bolos  ou frutos secos para acompanhar as bebidas. Falando em bebidas, a carta é extensa e a seleção é melhor que a do Lounge em Bangkok, marcada por produtos como a Vodka Grey Goose, Hennessy XO, Chivas Regal 18 Anos, Glenfiddich e muitos outros de primeira categoria.

Serviço
O Serviço que experienciamos foi impecável a todos os níveis à semelhança do que já havia acontecido “em terra”. Um Staff alargado e sempre presente, com o próprio responsável da equipa a apresentar-se a cada passageiro, uma equipa com um sorriso invejável  e atenções desdobradas, com a capacidade de atenderem a quase todos os pedidos e comunicarem com os seus passageiros ( a equipa do nosso voo falava 16 línguas).

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Entretenimento
Um voo não se faz só de uma cama confortável ( não que seja mau dormir durante todo um voo), ou de bebidas de qualidade superior, para isso a Emirates tem o ICE ( sigla para Informações, Comunicação, Entretenimento ) vencedor há 10 anos consecutivos de melhor sistema de entretenimento em voo.  Um alargadíssimo leque de filmes, séries, canais de tv, jogos, ou a possibilidade de utilizar o email ou o telefone.  O controlador em estilo de tablet, serve para controlar desde a poltrana, à função de massagem e claro o próprio sistema ICE, de uma forma bastante eficaz.

Deu para ver uma série de filmes, descansar, dormir, conversar, e aproveitar ao máximo o A380 da Emirates.

Voar nunca foi tão fácil!

Nota
Não Percam o próximo artigo, sobre o fantástico aeroporto do Dubai e o voo no 777 de regresso a Lisboa.

Fotos: Flavors & Senses e Emirates
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