Dia dos Namorados – 7 Hotéis imperdíveis no PORTO e Norte

No seguimento da escolha do João sobre os melhores restaurantes da cidade para o Dia dos Namorados (ver), hoje apresento 7 hotéis imperdíveis, na cidade ou fora dela, para aqueles que querem dar asas aos seus próprios jogos e momentos de prazer. Não faltarão vistas únicas, luxo, confidencialidade e muito, muito charme!

Hotel Teatro, Baixa do Porto

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Bem no centro da Baixa Portuense, o Teatro é já uma referência da cidade. Inspirado no antigo Teatro Baquet, que ali havia sido criado em 1859, o Hotel  viaja por toda a atmosfera de uma peça de teatro, com o elegante e refinado design de interiores de Nini Andrade Silva. Aqui, e à semelhança do ano passado, escolhi a Suite, que com os detalhes dourados, a sua ampla banheira e os seus tons quentes me parece um cenário exclusivo para uma noite de romance bem cosmopolita.

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Podem ainda jantar no seu excelente restaurante, Palco (onde tivemos recentemente um fantástico jantar), comandado pelo jovem chef Arnaldo Azevedo, vencedor do prémio Chef Revelação nos prémios Flavors & Senses – Os melhores para 2014 (ver).

Mais informações, Hotel Teatro

The YeatmanVila Nova de Gaia

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Já aqui referimos o The Yeatman vezes sem conta, mas não há Top do Porto em que não deva ser incluido. A monumental Bacchus Suite é um quarto de sonho, do jacuzzi à lareira, passando pelo terraço privado com as melhores vistas sobre o Porto. É certo que não está ao alcance de qualquer mortal, mas na verdade, qualquer um dos Quartos do Hotel será fantástico para uma noite imperdível, e claro, sempre com a margem do rio como pano de fundo!

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Podem  sempre optar por alguns do vários pacotes que o Hotel dispõe para o São Valentim, que incluem a estadia e o jantar com pratos especialmente criados pelo estrelado Ricardo Costa.

Mais informações, The Yeatman

Six Senses Douro ValleyDouro

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Instalado numa antiga casa senhorial e outrora conhecido como AquaPura, o Hotel foi totalmente renovado para abraçar o conceito do grupo Six Senses. Quartos amplos e modernos como a Suite Panorama, onde é possível observar  o Douro em todo o seu esplendor, aliam-se a um bom restaurante e a um Spa único, criado com todos os segredos do grupo Six Senses. Uma estadia que certamente não vos deixará esquecer este dia!

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Mais informações, Six Senses Douro Valley

Casa da CalçadaAmarante

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Num dos antigos palácios do Conde de Redondo nasceu em 2003 uma das principais unidades hoteleiras do Norte do País, a Casa da Calçada. Um hotel de charme, 5 estrelas, bem no coração de Amarante, com uma vista única sobre o Rio e o centro histórico da cidade. Quartos românticos, que nos transportam para outras épocas, como é o caso do Quarto de Luxo, que possui todas as comodidades para elevar os sentidos num dia tão especial. Além disso, o Hotel conta com um restaurante com estrela Michelin, em que nada é deixado ao acaso. (ver artigo Flavors & Senses)

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Mais informações, Casa da Calçada

Quinta do Vallado – Wine HotelDouro

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A Quinta do Vallado é o local ideal para um casal de enófilos, com vontade de desfrutar de um bom momento a dois na companhia de excelentes vinhos. Aqui é possível dormir praticamente nas vinhas, e aprender todo o processo de produção do vinho com as visitas e provas guiadas. Os quartos, esses são uma fantástica fusão entre o clássico e o contemporâneo numa bonita obra de respeito pela arquitetura tradicional do Douro. Um destino que promete encantar quem o visita. (ver artigo Flavors & Senses)

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Mais informações, Quinta do Vallado – Wine Hotel

InterContinental Palácio das Cardosas, Baixa do Porto

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A famosa Avenida dos Aliados nasceu há 100 anos e é nela que figura hoje um dos mais importantes Hotéis da cidade, o InterContinental Palácio das Cardosas. Restaurado com recurso a materiais nobres, aliando a modernidade com o clássico, a escolha da Junior Suite recaiu não só pela qualidade e conforto do quarto mas também pela sua vista sobre a movimentada Avenida e a Câmara Municipal.

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Mais informações, Intercontinental Palácio das Cardosas

Vidago Palace, Vidago – Chaves

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Mandado construir por D. Carlos I, o Vidago Palace foi inaugurado em 1910, com um ex-libris do luxo para a época. Um século depois estruturou-se e reabriu, mais luxuoso do que nunca, mais elegante e com um charme digno de reis e rainhas. Nos últimos anos o hotel tem sido considerado como um dos melhores hotéis do mundo para casar, por isso será também um dos melhores para um bom momento de romantismo!

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Mais informações, Vidago Palace

Fotos: Flavors & Senses e de Divulgação

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Dia dos Namorados – 9 Restaurantes imperdíveis no PORTO e arredores

À semelhança de outros anos, não podemos deixar de sugerir alguns restaurantes para esta data, cada vez mais importante, que é o São Valentim. É certo que muitos restaurantes aproveitam para criar bonitos menus, na maioria das vezes mais caros e menos interessantes que o seu menu habitual, mas isso agora não interessa nada!

É dia de celebração e ninguém quer ficar de fora, assim, e para ajudar alguns românticos indecisos sobre o melhor sítio para levarem a sua amada, escolhemos 9 restaurantes no Porto e nas proximidades, com base na sua oferta gastronómica, ambiente e experiência.

Pedro Lemos, Foz do Douro

pedrolemos- 2Pedro Lemos

Um ano depois de vencer a estrela Michelin e reformular a sala, Pedro Lemos está melhor do que nunca, voltado para as raízes da nossa cozinha, para a qualidade dos ingredientes, e acima de tudo, para o sabor que coloca no prato. Para este Dia dos Namorados Pedro Lemos apostou tudo e não faltará Caranguejo Real, Caviar, Foie Gras, Trufas, Wagyu e uma grande selecção de vinhos.

plniepoort - 1 Uma criação de Pedro Lemos em torno da Banana

Mais informações, Pedro Lemos

The YeatmanVila Nova de Gaia

yeatmanoA melhor vista da cidade do Porto*

O Hotel The Yeatman é o maior nome da hotelaria no Norte do País, aliando uma qualidade ímpar à melhor vista sobre a cidade. No seu The Restaurant (* Michelin), e sob o comando do chef Ricardo Costa, surgem pratos  singulares, repletos de técnica e ingredientes de 1ª categoria. Este ano o The Yeatman dispõe de vários menus, inclusive para o dia 13 de Fevereiro. Não será certamente um barato dia dos namorados, mas será certamente um dia inesquecível (aproveite para a pedir em casamento e marcar também um quarto no hotel)!

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Mais informações, The Yeatman

ShikoPorto

shikoShiko – Tasca japonesa*

O Shiko foi uma das aberturas mais badaladas de 2015, uma cozinha muito própria, que alia os petiscos das Tabernas Japonesas (Izakayas) ao sushi, e claro, à imaginação do Brasileiro mais Nortenho de Portugal, Ruy Leão! Percam-se entre os petiscos da carta e um sushi irrepreensível ou deixem-se levar pelas escolhas do chef em jeito de menu Omakase.

shiko2Niguiri de Sardinha

Mais informações, Shiko – Tasca Japonesa

Cafeína, Foz do Douro

cafCafeína

O nome Cafeína dispensa apresentações, sendo presença assídua em todos os rankings da cidade nos últimos 20 anos. A cozinha de Camilo Jaña aliada à atmosfera única da sala do Cafeína são motivos mais do que suficientes para uma noite muito bem passada a dois.

caf2O imperdível bolo de chocolate do Cafeína

Mais informações, Cafeína

Antiqvvm, Porto

antiqvvmAntiqvvm*

No final de 2015 uma das chegadas de peso ao Porto foi Vítor Matos, com uma estrela Michelin (conquistada na Casa da Calçada em Amarante) e uma cozinha dominada pela técnica e criatividade. Com a sua chegada deu-se a abertura do Antiqvvm, instalado no antigo Solar do Vinho do Porto, com uma vista imperdível e uma sala muito bem conseguida. Mais uma ótima opção para o fine dining da cidade!

antiqvvm2Uma das fantásticas sobremesas do Antiqvvm

Mais informações, Antiqvvm

Restaurante Palco, Hotel Teatro – Porto

teatroO Palco do Hotel Teatro*

Arnaldo Azevedo é um dos mais jovens promissores chefs de Portugal, o que lhe valeu o prémio de “Chef A Seguir” nos prémios Flavors & Senses – Os Melhores para 2014A sua cozinha flui entre elementos de maior criatividade e pratos de maior tradição, assentes nas melhores técnicas da alta cozinha francesa e os sabores portugueses. A sala do Palco é por si só um ponto alto para o romantismo, intimista e bem decorada, com uma atmosfera e ritmo muito próprio.

teatro2Ovo, trufa e risotto

Mais informações, Restaurante Palco

Boa Nova, Leça da Palmeira

rui paula - 1Boa Nova

A Boa Nova é o restaurante de assinatura de Rui Paula, o culminar de um sonho, de poder oferecer o melhor da sua cozinha num espaço emblemático e único assinado por Siza Vieira. Para o dia dos namorados não faltará certamente um serviço irrepreensível e pratos dignos de estrelas michelin. Um local único, eleito no ano passado o melhor “Restaurante de Autor” nos prémios “Flavors & Senses – Os melhores para 2015″.

ruipaulaA famosa Lula de Rui Paula*

Mais informações, Restaurante Boa Nova

Fora do Porto

E porque por vezes a melhor forma de elevar o romantismo é sair da nossa zona de conforto e procurar sítios e coisas novas, sugerimos dois restaurantes fora do Porto, mas suficientemente próximos para que ninguém lhes negue uma visita.

FerrugemFamalicão

FerrugemFerrugem

O Ferrugem tem vindo, desde a sua abertura, a quebrar preconceitos, 1º por tentar recriar a cozinha minhota, tão assente na tradição, 2º por tentar provar que é possível abrir-se um grande restaurante com cozinha criativa, a um preço justo e fora dos grandes centros urbanos. Para o dia dos Namorados, o chef Renato Cunha irá preparar um menu exclusivo em harmonização com alguns dos melhores vinhos nacionais, principalmente na região dos vinhos verdes.

Ferrugem - caviar portuguesCaviar Português

Para mais informações, Ferrugem

Romando PrivéVila do Conde

 

romandoRomando Privé*

O Romando Privé nasceu em 2015, fruto da junção da experiência do Romando e do Sushi Café com um club noturno, criando assim uma sala cosmopolita que poderia estar em qualquer capital mundial, mas está em Vila do Conde. Um espaço de glamour em que a comida não é posta de lado em detrimento do ambiente de festa, dos cocktails ao Sushi, tudo é feito com os melhores ingredientes.

romando2Sushi*

Para mais informações, Romando Privé

Fotos: Flavors & Senses com a excepção das assinaladas com (*) pertencentes ao respectivo restaurante.

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Londres – Artesian

Artesian - 4 O Artesian Bar do Hotel The Langham em Londres

Os Bares e os cocktails têm desempenhado um papel importante nas nossas últimas viagens, de Bangkok a Praga, e Londres não poderia ser exceção. A cidade é morada de alguns dos principais bares mundiais, e muito em particular do bar que há 4 anos consecutivos é eleito o melhor bar do mundo, o Artesian do hotel The Langham.

O The Langham hoje dispensa apresentações, estando nos olhos do mundo por ser a casa onde o famoso e “arranjadinho” Bradley Cooper assenta o seu restaurante “Adam at The Langham” em busca das 3 estrelas Michelin! Ficções à parte, foi o Artesian que nos fez visitá-lo, e ainda bem.

O bar foi totalmente redesenhado pelo aclamado arquiteto londrino David Collins, com base nos sonhos e “delírios” de Alex Kratena e Simone Caporale, os Head Bartenders do Artesian nestes últimos anos. A decoração arrojada em tons de violeta e azul e peças dignas de joalharia servem de palco para um espectáculo único.

Artesian - 9

Na sua última carta (Kratena e Caporale deixaram o Artesian no final de 2015) o tema foi o Surrealismo, e isso reflete-se nos copos únicos em que os cocktails são servidos, alguns deles verdadeiras obras de arte criadas em exclusivo para Alex Kratena, que sempre deu ao copo uma importância única, considerando-o como um meio para comunicar com o cliente e não só como um mero recipiente da bebida.

 Na sala, e tendo em conta que o visitamos ao final da tarde, respira-se o espírito cosmopolita da cidade, o luxo e um bulício muito próprio, entre boa música, gente elegante e um serviço ímpar.

Artesian - 8 Chameleon Cristals #feelingamazing 

Começamos os rounds de cocktails com o Chameleon Cristals, uma caixa surpresa, em que deve ser pedido um desejo antes de a abrir e se soltar uma luz intensa e o fumo que nos transportam imediatamente para outro mundo. A bebida à base de Tanqueray nº10, Pisco, lima, chili e soja é impressionante na frescura e no balanço dos componentes, criando um conjunto harmonioso e irrepreensível.

A acompanhar um menos exuberante You’re So Gangsta, apresentado num elegante flute, e feito com Vodka Grey Goose, Yuzu, lichia, ginseng e rosa. Uma bebida que nos transporta para o Oriente, cheio de elegância e mestria.

Artesian - 10 You’re So Gangsta (#Feelinglikeaboss)

A acompanhar os cocktails não faltaram os petiscos do menu SNAX, uma pequena lista de aperitivos criada pelo chef  Chris King com consultoria do famoso Michel Roux Jr., para proporcionar uma refeição leve enquanto as bebidas brilham. Provamos um ótimo Camarão com panko, coco e abacate , uns pequenos “cornetos” com Tártaro de atum, tomate, manjericão e pinhões , num conjunto fresco que acompanhou muito bem este primeiro round de bebidas.

Artesian - 2Tártaro de atum, tomate, manjericão e pinhões

Seguiram-se mais cocktails e mais apresentações impressionantes, como o Anti Hero, uma bebida de sabores mais fortes que as primeiras, feita com Don Julio Reposado, muscat, toranja e fumo. Brilhantemente apresentado numa espécie de legos em forma de elefante. Uma bebida para quem gosta de emoções fortes.

Artesian - 5Anti Hero #Fellinglikearockstar

Para terminar as bebidas, o Always print the Myth, mais um cocktail cheio de frescura graças à combinação de Hendricks com pepino, aquavit, sherry e cedro. Um grande, grande final.

Artesian - 6Always print the Myth #Feelingwitty 

Para degustar, um delicado Hummus com sumac (especiaria), um Misto de charcutaria e uns pequenos Arancinis de cogumelos. Bons petiscos, que sem um brilho singular acompanharam bem as estrelas da noite.

Artesian - 7

Nota ainda para a qualidade do serviço, de sorriso no rosto, cheio de conhecimento, bons conselhos depois de ouvir os  gostos dos clientes e grande eficiência numa sala cheia. Digno de causar inveja em muitos dos restaurantes Michelin da cidade.

Em suma, visitar o Artesian é como esperar o inesperado, entrar numa outra dimensão de diversão, luxo e glamour, que nos mostra o melhor que Londres tem para oferecer.

Um mundo único que merece uma visita obrigatória!

A partir de 2016 o responsável pelo Bar será Phillip “Pip” Hansen, que terá a responsabilidade de manter o Artesian na sua linha vencedora.

Artesian – The Langham London
Cocktails a parti de £17
The Langham Hotel – 1c Portland Place, Regent Street – Londres

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses e The Langham Hotel London

Nota
Estivemos no Artesian a convite do Hotel The Langham, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Londres – Taberna do Mercado

Taberna do Mercado - 1 A cozinha da Taberna do Mercado

A Taberna do Mercado é provavelmente o restaurante “estrangeiro” mais falado em Portugal no último ano. Primeiro por ser um restaurante de comida portuguesa em Londres e com assinatura de Nuno Mendes e em segundo lugar graças ao artigo de Giles Coren, um crítico em declínio que decidiu usar Portugal, Nuno Mendes e a Taberna para se promover, e no final conseguiu exatamente o resultado contrário.

Mas falemos do que realmente importa, localizado no Spitalfields Market, em East London (uma região bem especial para Nuno Mendes), a Taberna do Mercado promete logo à entrada “Comida, Vinho e Petiscos” pelo que podíamos perfeitamente estar algures na baixa do Porto ou no Bairro Alto em Lisboa.

A decoração, essa transporta-nos para um ambiente industrial, moderno e cozy, numa boa adaptação do conceito de taberna para o vibrante ambiente de East London. Não Faltam detalhes portugueses, desde a louça Vista Alegre, aos vinhos, sem esquecer a imprescindível Super Bock ou a Água das Pedras!

Taberna do Mercado - 7António Galapito 

Nuno Mendes, que se mantêm no Chiltern Firehouse, entregou os comandos da Taberna a António Galapito, que o acompanhou desde a sua estreia em Londres com o Bacchus, tendo depois passado por outras das mais influentes casas de bem comer londrinas. A Carta foi concebida para que todos os pratos sejam partilhados, dos snacks, aos queijos e fumeiro português (destaque para o Cachaço da Bísaro que é presença obrigatória no meu frigorifico durante todo o ano), sem esquecer as conservas caseiras, os pratos, as sandwiches  e claro, as sobremesas.

Taberna do Mercado - 3Rissóis de Camarão (£5)
Quando a comida surge na mesa esquecemos por completo a ideia de que poderíamos estar em Lisboa ou Porto. Estamos em Londres, e o receituário português está na mão de um “bom lunático” cuja irreverência e ousadia se sente a cada dentada. Prova disso são estes aparentemente simples rissóis, provavelmente os melhores que degustei até hoje ( e sim já foram muitos). Massa bem frita e crocante, recheio elegante com uma boa bisque de sabor delicado e recheio certeiro. Perfeitos!

Taberna do Mercado - 2Conservas caseiras - Cavala e sofrito de tomate (£5) / Vieiras nozes e manteiga (£7)
Nas conservas é ainda mais evidente a marca de Nuno Mendes, preparadas em sous vide de forma a que todos os sabores se integrem, sem perderem as texturas delicadas. Cavala e tomate é uma preparação clássica, cuja suntuosidade do molho e a textura e sabor do peixe se destacaram, principalmente quando acompanhadas pelo delicioso sourdough da Taberna (que belo pão!). As vieiras, deliciosas e com a textura certa, beneficiaram da conjugação de notas cítricas com o picante leve do queijo e a estrutura dos frutos secos dada pelas nozes e a manteiga ligeiramente queimada. É favor enviarem as receitas para uma das principais conserveiras nacionais!

Taberna do Mercado - 4Ovos, queijo Terrincho,  batata ratte e couve (£8)
Podiam ser os ovos rotos espanhóis, mas não são, são sim uma deliciosa combinação de sabores e texturas, onde a cremosidade conseguida com os ovos e o queijo terrincho se envolve na perfeição com a delicadeza da batata ratte e o crocante da couve. Comida de conforto, simples e criativa como se espera de uma versão 2.0 de uma Taberna.

Taberna do Mercado - 5Prego, pasta de camarão e azedas (£9)
Prego em bolo do caco, com o bife fatiado e no ponto, boa adição da pasta de camarão e das azedas, embora eu não consiga abdicar da mostarda na altura de comer um prego (servida à parte). Foi o menos surpreendente e interessante  dos pratos, mas é um prego bom e bem conseguido, não é suposto surpreender ninguém (ou pelo menos nenhum português).

Taberna do Mercado - 6Pão de ló, azeite e flor de sal (£12)
Para terminar, já passei alguns bons momentos em torno de um pão de ló de Ovar ou de Alfeizerão, mas poucos, ou provavelmente nenhum me deu tanto prazer como este. Doce na medida certa, húmido no ponto, e a adição do azeite e da flor de sal deu-lhe um kick fantástico.

O serviço é descontraído e despretensioso, cuidado no trato numa mescla cultural que anda entre o Português moderno e o inglês liberal. Quem precisar de ir ao Wc pode sempre passar algum tempo sentado dentro da própria cozinha, vendo in loco todo o desenrolar da refeição.

Considerações Finais
Não há muito a dizer sobre a cozinha de Nuno Mendes que não tenha já sido dito. Óbvio que aqui não se vive a alta cozinha que lhe valeu uma estrela Michelin e um lugar entre os melhores restaurantes do mundo com o Viajante, nem é isso que se pretende. O bonito de ver, e saborear é a forma como essa irreverência e criatividade, que fazem de Nuno Mendes uma figura singular, se mesclaram com as mais simples tradicões gastronómicas portuguesas! Dos rissóis aos pregos, passando pelos pezinhos de coentrada ou o pão de ló. Tudo é invariavelmente português mas tudo é também Londrino e cosmopolita, e essa é a magia de Nuno Mendes, que outros terão de copiar e recriar para ajudar a comida Portuguesa a se exibir lá fora.

Sem dúvida, um restaurante português que faz falta a Portugal!

Taberna do Mercado
Old Spitalfields Market – Londres
+ 44 (0)207 375 0649
info@tabernamercado.co.uk

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses

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One Aldwych London

One Aldwych - 8

Já há três anos que não visitava Londres, as saudades já apertavam e por isso, nada melhor que a época de Natal para fazer uma breve visita a uma das cidades mais cosmopolitas, culturais e importantes da Europa e do mundo!

Londres é uma das melhores cidades para se viajar, tem tudo para todos os gostos, e cada recanto se transforma numa experiência única ( Não percam o nosso Roteiro de 3 dias em Londres), e numa das melhores cidades do mundo a hotelaria tinha de ser especial, e é, sem dúvida.

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Para esta viagem tivemos o prazer de experienciar uma estadia muito agradável, num dos hotéis mais bem localizados da cidade (pelo menos para mim que adoro esta zona de Londres), o One Aldwych na maravilhosa zona de Covent Garden, mesmo ao lado do Musical Lion King.

One Aldwych - 2

Primeira Impressão
Ao aproximarmo-nos do edifício onde se localiza o hotel apercebemo-nos logo da sua imponência, um edifício  já com mais de 100 anos, num estilo arquitectónico do período do Rei Edward VII (uma das construções mais importantes desta época, aliás), com pormenores que lhe conferem uma elegância tipicamente parisiense.

Já serviu de sede de diferentes jornais, de diferentes ministérios, de bancos e de restaurantes, mas é desde 1998 que serve a cidade como hotel de luxo.

One Aldwych - 9 The Lobby Bar

Uma vez lá dentro, para chegarmos à receção passamos por um dos espaços gastronómicos do hotel, o The Lobby Bar, com a sua belíssima, luminosa e gigante árvore de Natal, e com um ambiente repleto de boa disposição, com uma azáfama vibrante típica dos boémios e cosmopolitas bares de Londres (já vos disse que Londres tem alguns dos melhores bares do mundo? Não? Então, ficam a saber que é verdade, Londres é um autêntico festim no que diz respeito a cocktails!).

Olhamos à volta de todo o lobby e este presenteia-nos com verdadeiras obras de arte, uma atmosfera puramente cosmopolita mas com identidade, com um ambiente boémio mas que nos transmite conforto ao mesmo tempo.

One Aldwych - 7
Quando conseguimos tirar os olhos da árvore de natal e do lobby dirigimo-nos à receção, que se encontra mesmo em frente ao bar, e fomos muito bem recebidos, mas como chegamos muito cedo o nosso quarto ainda não estava pronto por isso deixamos as malas e fomos redescobrir Londres! Voltamos já de noite, exaustos mas felizes depois de um momento memorável no musical Les Miserables (não percam) e dum excelente fim de tarde no Artesian (melhor bar do mundo há 4 anos consecutivos), e fomos diretos ao nosso quarto, e que quarto!

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Quartos
Os quartos no One Aldwych são um dos ex libris do hotel, são de quatro tipos, Aldwych Rooms, Executive Rooms (ou Suites), Deluxe Rooms (ou Suites) e Studio Suites, sendo que também há a possibilidade de transformar alguns numa autêntica casa de família, pois há conexão entre alguns quartos.

Mas, falando da nossa experiência, ficamos num Deluxe, que era bastante grande, com um design moderno, muito bem equipado (a cama tinha uma série de tomadas adjacentes, muito bem posicionadas), a cama – ai a cama – essa era perfeita, das mais confortáveis onde já dormi, aliás.

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E o quarto estava bem preparadinho à nossa espera, com fruta, vinho e chocolate, (a fruta é reposta a cada dia de estadia) e são estes pormenores que, para mim, fazem toda mas toda a diferença, a arte de saber receber infelizmente não chega a todos, mas o One Aldwych podia bem dar aulas sobre esta matéria!

One Aldwych - 18

Outro pormenor que me fascinou foi o facto de estar repleto de flores, orquídeas e antúrios, à semelhança do restante hotel.

One Aldwych - 29 Os cocktails de Pedro Paulo no The Lobby Bar

Restaurantes/Bares
Neste momento o hotel conta com duas opções gastronómicas, o Indigo e o The Lobby Bar. O Indigo localiza-se no 1º andar do Hotel, numa espécie de terraço interior com vista sobre o The Lobby Bar, aqui servem-se os pequenos almoços em modo à la carte, onde provamos uns ótimos Eggs Royale entre muitas outras iguarias preparadas no momento.

One Aldwych - 17  Eggs RoyaleOne Aldwych - 10

Ao jantar pudemos provar o outro lado do Indigo, uma carta criada pelo Chef Dominic Teague que se assume como o 1º restaurante londrino sem glúten  e sem produtos lácteos. Um tanto ou quando expectantes quando ao jantar, lá fomos nós sempre abertos a novas experiências. E o resultado superou todas as expectativas, a começar logo pelo “pão” do qual o João é sempre mordaz na apreciação, mas que aqui passou com distinção, sendo certo que seria mais um bolo salgado do que propriamente um pão dada a ausência de glúten.

One Aldwych - 24 One Aldwych - 23 As entradas foram logo um sinal de que iríamos ter uma excelente refeição, com dois pratos frescos, saborosos e bem apresentados, o salmão fumado com toranja e abacate e o caranguejo com cavala e camarão.

One Aldwych - 26 Seguiram-se dois ótimos pratos, um Pregado com tomate cherry, batata e tapenade e um delicado faisão com aipo, agrião e molho de vinho do Porto. Para terminar, não faltou uma boa mousse de chocolate com gelado de leite de amêndoa e uns excelentes figos com gelado de avelã. Em suma, uma excelente refeição!

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Quanto ao The Lobby Bar, já vos disse que Londres é um paraíso no que diz respeito a esta matéria, e o bar do One Aldwych é uma das principais referências da cidade, seja pela sua localização idílica seja pelos fantásticos cocktails preparados pela equipa comandada pelo português Pedro Paulo.

One Aldwych - 29 Pedro Paulo e um dos cocktails de assinatura 

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Entre todas as bebidas que provamos a criatividade e o cuidado com a apresentação foi uma constante, com bitters e xaropes originais que elevavam as bebidas a um outro nível. Uma visita obrigatória! E claro, é sempre bom podermos falar a nossa língua durante um serão enquanto partilhamos ideias e aprendemos com o mais referenciado barman nacional.

Londres15 - 30

Para os viajantes gastronómicos como nós fiquem já a saber que no Verão de 2016 o One Aldwych irá receber uma das aberturas mais aguardadas da cidade, um restaurante do espanhol Eneko Atxa (***Michelin no Azurmendi) assente na tradição basca.

É sempre uma maravilhosa desculpa para voltar a Londres e ao Hotel!

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Serviços:
Um dos melhores serviços que o One Aldwych pode oferecer-nos é a sua localização, Covent Garden, esta é uma das mais bonitas e tradicionais zonas de Londres, o hotel, como já referi, é mesmo ao lado do Lyceum Theater onde está em exibição o Lion King, e junto a muitos outros, o que permite aos seus hóspedes usufruir de um dos mais belos momentos da sua viagem mesmo ao lado de “casa”!

Além disso com essa mesma localização permite-nos chegar rapidamente a qualquer uma das principais atrações da cidade.

O hotel possui ainda atividades bastante interessantes no seu interior, como é o caso do The Health Club at One Aldwych. Este é constituído pelo Spa, com uma panóplia de tratamentos capazes de relaxar o mais stressado dos mortais, pelo Ginásio, aberto 24h por dia, com equipamentos de última geração e personal trainers preparados para acompanhar quem precisar, e pelo complexo da piscina, banho turco e sauna. Por falar neste complexo, nota máxima para duas coisas, a piscina tem música (debaixo de água), para fomentar o relaxamento, e o banho turco tinha um aroma perfeito a eucalipto (devia ser norma, mas nem sempre o é!), que por momentos melhorou drasticamente a minha rinite!

Apesar de não ter nada esse aspeto, o hotel também serve como hotel de negócios, para quem o procura, e a cidade de Londres deve ter uma procura bastante elevada de hotéis para esta finalidade. Assim, o One Aldwych possui cinco salas, sendo que duas se poderão ligar para dar origem a uma maior. Dentro destas salas é possível fazer todo o tipo de eventos, desde os profissionais, conferências e congressos, até aos mais informais, como jantares privados, bailes, casamentos, aniversários, entre outros.

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Atendimento:
Consegue perceber-se bem que a equipa do One Aldwych é uma equipa bem preparada e muito bem formada, nada é deixado ao acaso, e sentimo-nos acompanhados sem nos sentirmos sufocados.

Tenho que dar nota máxima à receção que nos aguardava no quarto, como já vos disse anteriormente. Assim como a capacidade de toda a equipa de nos fazer sentir em casa, com aquele profissionalismo quase imbatível dos londrinos associado a uma simpatia e uma certa descontração citadina que muito me agradou.

O One Aldwych é um hotel que sabe como cativar os seus hóspedes, a decoração liga na perfeição com a cidade elegante e cosmopolita que é Londres, mantendo inteiramente a sua identidade.

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É um local que consegue ser boémio e clássico ao mesmo tempo, oferecendo uma das melhores localizações da cidade e um dos melhores serviços de hospitalidade.

Tem uma frescura presente em cada recanto preenchido por flores e citrinos frescos que ornamentam a atmosfera circundante.

Além de tudo isto, é um hotel que se preocupa com o ambiente, tendo ganho já alguns dos mais importantes prémios neste sector, como por exemplo o Green Business Award ou o Luxury Eco Certification Standard.

Um dos grandes hotéis a não perder numa visita a Londres!

One Aldwych - 4

One Aldwych
Quartos a partir de 390€
1 Aldwych – Londres
+44 (0)20 7300 1000

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses

Nota
Estivemos no One Aldwych a convite do Hotel, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Vinho em Viagem #3 – Niepoort

Inconbudapest - 3Porto Branco 10 anos da Niepoort em Budapeste

Depois dos primeiros Vinho Em Viagem em Paris, e Istanbul com vinhos da Symington, foi agora a vez de um pequeno périplo Europeu com vinhos da Niepoort.

O conceito é simples, desafiamos os escanções e chefes dos restaurantes que visitamos a harmonizar alguns dos seus pratos com o nosso vinho, enquanto mostramos aquilo que de melhor se vai produzindo no nosso País. Algo difícil em países produtores de vinho, como os que temos visitado, mas sempre com um resultado excelente.

Ladegustation - 3 Ladegustation - 2Um brinde com LBV 2011 e a equipa do La Degustation (*Michelin) em Praga   

Começamos a viagem por Praga, onde a presença dos vinhos portugueses pouco ou nada se faz sentir, com excepção de algumas marcas de vinho do Porto, normalmente de boa qualidade mas com serviço que em nada beneficia o nosso mais consagrado néctar.

Começamos a nossa visita pelo La Degustation (ver), onde fizemos uma brilhante harmonização dos pratos com sumos naturais preparados na casa, pelo que teríamos de deixar para o final um brinde com toda a equipa do restaurante. Um vinho que demonstra bem o seu premiado ano, com uma cor intensa e notas de fruta escura, com uma boca capaz de seduzir e cativar todos aqueles que o provaram e se renderam a este belo vinho.

Edvard - 9Redoma Branco 2014 no Edvard (*Michelin) em Viena

De Praga seguimos para Viena, onde mais uma vez a presença portuguesa não vai muito além dos vinhos do Porto, aqui com especial incidência nos grandes vinhos da Região, os Vintage, os LBV e Tawnys acima de 20 anos.

No Edvard (ver), restaurante estrelado do Hotel Kempinski, o nosso desafio foi levado bastante a sério (aliás o trabalho do escanção Marcel Ribis a harmonizar toda a refeição foi um dos melhores que experienciamos nos últimos tempos), com o chef a preparar um prato, fora do menu, especificamente para o Redoma Branco, numa ótima combinação de Abóbora e Queijo Taleggio. Um belo momento! Onde o lado mineral e a elegância com que a barrica deu estrutura ao vinho, sem se evidenciar, completaram muito bem a intensidade do taleggio, assim como a frescura do molho de ervas e as várias texturas da abóbora!

Konstantin - 25The Senior Tawny decidiu prestar uma homenagem ao chef Konstantin Filippou (*Michelin – Viena)

Do Edvard, passamos para a sala de Konstantin Filippou (ver), o chef do ano 2016 na Áustria pelo guia Gault e Millau.

Mais uma grande degustação com pratos de forte crivo criativo e uma harmonização à base de vinhos naturais e de pequenos produtores. Ao receber o nosso desafio o escanção ficou algo apreensivo por achar que não iria ter nenhum prato que fosse harmonizar bem com um tinto do Douro, pois tinha em mente os vinhos mais carregados e potentes da região.

Depois de provar o vinho  – Redoma Tinto 2013 – percebeu a assinatura de Dirk Niepoort, onde a elegância se sobrepõe à concentração e potência, criando vinhos que nos fazem querer beber não um copo ou dois, mas uma garrafa ou duas.

Konstantin - 6

Assim, a sua escolha recaiu sobre uma Presa de Porco Ibérico, Morcela, milho, Queijo e Kumquat, que deu muito gozo de acompanhar com o redoma, cuja complexidade de aromas e sabores se equilibrou brilhantemente no prato.

O Porto The Senior Tawny serviu ainda para celebrar o chef, a sua equipa e a magnífica refeição que degustamos no Konstantin Filippou. 

De Viena partimos para Budapeste e connosco seguiu também um Porto Branco de 10 anos, que serviria para, num toque um nadinha provocador, mostrar o nosso fantástico Porto Branco ao lado dos vinhos de Tokaj.

tanti - 4Niepoort Branco 10 Anos na mesa do Tanti (*Michelin)

Assim, levamos este vinho connosco até ao Tanti (ver), o mais recente estrelado de Budapeste, para presentear o jovem chef Oliver Heiszler e a sua equipa com um Porto único.

Depois de uns belos dias e uns fantásticos vinhos por três das mais bonitas cidades da Europa Central seguimos até Madrid, mais propriamente, até ao El Club Allard (ver), o restaurante com duas estrelas Michelin, onde María Marte cria uma fusão entre as suas raízes dominicanas e a alta cozinha Espanhola.

casallard - 1Niepoort Redoma 2014 em Madrid no El Casa Allard (**Michelin)

O Redoma Reserva Branco 2014 é um vinho do qual não me consigo cansar, fresco e mineral com uma acidez viciante e uma estrutura perfeita para acompanhar os elegantes pratos de María Marte.

casallard - 9“Arroz do Mar” harmonizado com o Redoma Reserva 2014

 elcluballard - 18

Foi uma experiência fantástica viajar com os vinhos que nos fazem felizes em casa e ver a forma como os mesmos são sentidos e apreciados por quem normalmente os desconhece, assim como a forma como harmonizam com outras cozinhas, que foi – como não podia deixar de ser – uma experiência ótima e reveladora das qualidades dos vinhos nacionais e, neste caso em particular, da Niepoort.

Agora, resta esperar pelas próximas viagens enquanto vamos pensando num vinho para nos acompanhar!

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses com a Sony A7S

Nota
Vinhos gentilmente cedidos pela Niepoort.

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Madrid – El Club Allard**

casallard - 2

 

Aproveitando uma escala em Madrid, depois de uma viagem pela Europa Central, decidimos experienciar (como já é habitual) o lado gastronómico da cidade. O que incluiu um pequeno almoço reforçado no Mercado de San Miguel, onde não faltou jamón, croquetas e pintxos, um passeio digestivo pela cidade e um almoço no restaurante El Club Allard.

Como o próprio nome indica, o restaurante nasceu como um club privado, tendo em 2003 aberto as suas portas ao público sob o comando de Diego Guerrero, o chef com o qual viriam a ganhar duas estrelas Michelin.

casallard - 1Nesta visita levamos conosco o Redoma Reserva Branco 2014 da Niepoort

Mas não foram as estrelas que nos fizeram optar por este restaurante (existem vários em Madrid com o mesmo galardão), o que nos despertou verdadeiramente o interesse foi a história de María Marte, a cozinheira que hoje lidera a cozinha do El Club Allard.

 María, uma jovem Domininica, chegou a Madrid no virar do século, em busca de uma vida melhor, agarrando-se a todos os trabalhos que pôde, desde as limpezas num salão de cabeleireiro, a lavar pratos na copa do El Club Allard. Tendo crescido e trabalhado toda a sua vida num pequeno restaurante de família, ficou fascinada com a beleza e magia de um restaurante de alta cozinha, sonhando poder um dia também ela estar à frente dos fogões.

Esse dia chegou, depois de algumas tentativas, quando surgiu uma vaga na cozinha e lhe foi dada a oportunidade de a ocupar desde que não deixasse o seu turno na copa. Assim fez, durante meses passou quase a totalidade do seu dia na cozinha, com um ou outro momento de descanso no pequeno vão das escadas. Mas a sua luta deu frutos e em pouco tempo assumiu um papel preponderante na cozinha, estando ao lado de Diego Guerrero quando este conquistou a 1ª e 2ª estrela Michelin, em 2006 e 2011 respectivamente.

Em 2013, com a inesperada saída de Guerrero, María assumiu a chefia total da cozinha, conseguindo a proeza de manter as estrelas (feito raro, especialmente quando poucos acreditavam na sua capacidade) e de moldar a cozinha à sua identidade, levando alguns ingredientes com os quais cresceu até à alta cozinha espanhola.

Uma história quase de conto de fadas que nos convenceu a marcar esta visita.

casallard - 3 O cartão comestível com que todos os comensais são recebidos na mesa, que acompanha uma leve e saborosa maionese de cebola caramelizada

Tendo sido um club privado, a atmosfera do restaurante vive ainda dessa origem, sem sinalética no exterior do edifício, com pequenas salas decoradas de uma forma minimalista com detalhes clássicos, onde sobressai o branco e os apontamentos dourados.

À chegada somos imediatamente recebidos por uma vasta brigada de sorriso no rosto e uma palavra amável que rapidamente tomou conta dos nossos pedidos e fez surgir na mesa a maionese de cebola caramelizada que iria acompanhar o “cartão” que decorava a mesa.

Seguiu-se uma deliciosa selecção de pães, com destaque para o pão de tomate e o brioche, acompanhados de um elegante azeite.

Por esta altura o escanção Javier Gila, testava e aprovava o Redoma Reserva 2014 que viria a acompanhar a maioria da refeição.

casallard - 4 Enguia fumada, morangos, molho de coco, rocoto e amêndoa
Logo no primeiro snack do menu, María mostra as influências da América Latina, ao introduzir o pimento rocoto e o coco. O resultado foi uma excelente combinação de texturas e sabores, cuja frescura dos elementos acompanhou bem o lado mais delicado e fumado da enguia. Um ótimo início.

casallard - 6Shot de Peixe Manteigaespargos brancos e ikura 
Um prato mais próximo da vanguarda espanhola, com o caldo de peixe manteiga (do qual não sou propriamente apreciador) a funcionar muito bem com a espuma de espargos brancos, num interessante jogo Terra Mar. A explosão de mar dá-se ao provarmos a tosta que devíamos provar intercalada com o shot, à base de algas e ikura (ovas de salmão). Delicioso!

casallard - 7Cupcake de ovos  e trufa
Este cupcake é uma das principais assinaturas da última carta de María Marte, feito à base de mandioca, ovo de codorniz e uma espuma de espinafres com aroma de trufa. Na boca o resultado é uma explosão de untuosidade (que adoro) graças à gema de codorniz. Dispensaria facilmente o aroma a trufa.

casallard - 8Usuzukuri de Pargo vemelho, Mousse de pico de gallo , tomate e creme de espargo
Um prato que voa entre o Japão, e o México, desde o fino corte do peixe (usuzukuri) à mousse de pico de gallo, um preparado mexicano à base de cebola, tomate e coentros. Mais uma vez o resultado é um conjunto fresco, como se pretende para 1ª entrada, tecnicamente irrepreensível e cheio de sabor.

casallard - 9Arroz do Mar
O prato é descrito apenas dessa forma, cabendo ao comensal descobrir os seus ingredientes e o seu sabor. Bem, na realidade não se trata de arroz mas sim de lulas, cortadas de forma a assemelharem-se a arroz, e cozinhadas com o plâncton e as algas, desenvolvendo um sabor a mar único e irresistível. Curiosamente, o arroz surge no prato através dos pequenos crocantes em forma de concha que o acompanham. Muito, muito bom!

casallard - 10 Pato grelhado com falso milho doce
O encantador mini barbecue em que o prato é servido serve para fumar levemente o prato, trazendo até à mesa uma outra dimensão e aroma. Pato delicado, cozinhado no ponto, com um molho saboroso a fazer lembrar o típico modo de barbecue. Já milho é feito à base de milho peruano, moldado para se assemelhar a uma mini maçaroca. Mais uma boa combinação entre as origens da chef e os detalhes da alta cozinha.

casallard - 11Pregadoazeite de arbequina fumado e legumes
Um prato de aparência menos arrojada que as entradas, para dar início aos pratos principais, mostrando que também há espaço para respeitar os clássicos, como nos bons e velhos clubes privados. Pregado de elevado porte, com cocção irrepreensível, legumes baby bem preparados e torneados com um pil pil feito à base de azeite fumado de arbequina e a gelatina natural do pregado. O molho foi um ótimo veículo de ligação entre todos os elementos.

Até aqui a refeição foi acompanhada, como já havíamos dito, pelo magnífico branco do Douro, Redoma Reserva 2014 da Niepoort. Um vinho de aromas complexos, com uma fantástica integração da madeira e uma boca fresca e mineral com uma acidez e uma elegância únicas, pelo que lhe permitiu acompanhar muito bem os pratos mais leves e frescos do menu. Mais uma prova de que 2014 foi um ano ótimo para os brancos do Douro.

casallard - 12Pá de cordeiroquiabo, e gnocchi de tâmara
Carne saborosa e preparada no ponto certo, húmida e suculenta, com um aprumado molho do assado. A acompanhar esteve muito bem a doçura das tâmaras, a textura dos quiabos e a frescura do molho de iogurte que finalizava o prato. Um prato clássico, muito bem preparado.

A harmonizar a escolha de Javier Gila esteve um outro Douro, mais propriamente um tinto da Ribera del Duero, um Viña Pedrosa Criança 2012. Um 100% Tempranillo, que é como quem diz por cá, Tinta Roriz ou Aragonês, cuja potência e elegância fizeram um ótimo pairing.

casallard - 13Hibisco e pisco sour 
Para pré sobremesa surge mais um dos pratos que são já a assinatura da chef, uma flor de hibiscos com espuma de pisco sour e um crumble de pistácio. Um brilhante limpa palatos com um bom contraste entre acidez e doçura numa bonita homenagem às origens de María.

casallard - 14Pera e Abacaxi 
Para primeira sobremesa surge algo ao meu estilo, pouco doce, leve e fresca. Um pequeno bombom recheado  com pera e abacaxi, numa explosão de cremosidade e sabor e uma pequena french Toast com espuma de iogurte, igualmente apaladada. Muito bom!

elcluballard - 16Pedras de Chocolate
Pedras de chocolate, esponja de menta, gelado de pimenta e pão de azeite, são elementos desta última sobremesa em que todos funcionam muito bem individualmente, cujos sabores também se poderiam conjugar, mas aos quais falta um elo de ligação, nomeadamente um creme ou um líquido, uma vez que o gelado não consegue desempenhar na perfeição esse papel.

casallard - 15Petit fours

Para finalizar uma já longa refeição, uma delicada infusão acompanhada dos petit fours, apresentados em forma de quadro escolar, onde nos é permitido brincar com o giz de laranja enquanto saboreamos as letras de gengibre ou as bolachas com yuzu. Um Final que desponta sorrisos em todos os comensais.

O serviço de sala roçou a perfeição, com a delicadeza necessária, a formalidade mesclada com a descontração nos momentos certos e um conhecimento certeiro de todo o menu. De facto as estrelas não surgem por acaso e o serviço de sala tantas vezes relegado assume um papel preponderante na experiência do cliente.

Considerações Finais 
Saímos do El Club Allard com a sensação de que de facto María Marte é muito mais do que uma história real de “conto de fadas”, que a sua luta e o seu reconhecimento são de facto mais do que merecidos quando analisamos aquilo que põe em cada prato. E é nos pratos que vemos a sua identidade, em quase todos encontramos um ingrediente ou elemento que nos transportam para as suas origens e para a cozinha latina. Os seus menus apresentam uma boa conjugação entre técnicas mais inovadoras e as cocções mais clássicas que surgiram nos pratos principais, numa fusão que assenta bem na imagem do restaurante. Pratos com poucos elementos em que é permitido a todos brilharem à sua maneira sem adulterações de sabor.

Assim, o El Club Allard entra no restrito grupo dos melhores restaurantes de Madrid (a concorrência é muita, e boa) com a única mulher distinguida com duas estrelas e uma história que vale a pena conhecer à mesa, através de um serviço dedicado e sabores vibrantes. Até à Próxima!

El Club Allard
C/ Ferraz, 2 – Madrid – Espanha
+ 34 91 542 95 89
reservas@elcluballard.com

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses com a Sony A7S

Nota
Redoma Reserva 2014, gentilmente cedido pela Niepoort.

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Visitar Budapeste em 3 Dias – Dia 3

Budapeste - 84

3ºDIA

- Bairro do Castelo

Último dia em Budapeste (infelizmente), decidimos deixar para este dia o mais mágico, histórico e majestoso local da cidade, o Bairro do Castelo De Buda ou Budavári Palota.

Este magnífico marco da história da cidade, a rivalizar com a serenidade do Danúbio, foi, outrora, a capital fortificada do país e a casa da corte real. Foi mudando o seu aspeto ao longo dos séculos, tendo aguentado muitos ataques impiedosos. Hoje, é o local de alguns dos museus mais importantes da cidade, e um ponto de visita obrigatório.

Budapeste - 91m

Para chegarem até ao Bairro do Castelo, se estiverem do lado de Peste, podem atravessar a imponente Ponte de Széchenyi, e observar os enormes leões que se fazem notar, quase como guardiões desta travessia até ao lado de Buda.

Budapeste - 38
Construída entre 1839-49, esta foi a primeira forma permanente de atravessar o Danúbio, pela ordem do aclamado reformista da cidade, István Széchenyi (depois de ter estado quase 8h à espera para atravessar o rio para poder ir ao funeral do pai).

Mas, como vos dizia, esta é uma das formas de chegarem até ao Bairro do Castelo, depois de atravessarem a ponte, têm logo à vossa frente o funicular que dá acesso ao castelo, ou então, um caminho pedonal, por entre escadas que vos permite fazer o mesmo trajeto. Sinceramente, a não ser que tenham algum problema de mobilidade, subam as escadas.

Budapeste - 88 As paredes junto ao funicular 

O funicular é caríssimo (tendo em conta os custos das coisas em geral), custando apenas a viagem de ida ou de volta HUF 1200 (aproximadamente 4€), demora pouquíssimo tempo, e não se consegue ter uma vista propriamente especial sobre a cidade.

Nós não entramos no Bairro por esta entrada, que fica mesmo na zona onde era o antigo Palácio Real, entramos sim por uma entrada mais a norte, a Porta de Viena, construída originalmente como o início da estrada entre Buda e Viena e destruída durante o cerco turco em 1686, a atual data de 1930.

E por esta razão não utilizamos o funicular ao subir, mas sim ao descer, já depois de visitar todo o complexo, e arrependemo-nos imenso, uma vez que a vista ao longo da escadaria é bem mais interessante.

Budapeste - 78

Voltando ao Bairro do Castelo, mais propriamente ao local por onde começamos, a Porta de Viena, esta é muito próxima de alguns edifícios importantíssimos, como o Museu de História Militar e os Arquivos Nacionais da Hungria. Vamos passeando ao longo deste charmoso bairro e vamos percebendo que efetivamente isto já foi uma cidade, com ruelas, lojinhas e casas típicas, com comércio, e com todos os serviços necessários à época, claro que atualmente esses mesmo locais estão substituídos por museus, hotéis, restaurantes e lojas de souvenirs.

Mas passeiem-se sem demoras e percam tempo nos detalhes, talvez assim se consigam imaginar numa outra época, a viver uma outra vida, é surreal as viagens no tempo que a nossa imaginação nos permite fazer!

Budapeste - 76Mátyas Templom

Continuando a caminhar sem direção específica cruzamo-nos com a imponente Mátyas Templom, ou Igreja de Mátyas.
Esta, situada no coração do bairro, inunda o ambiente de cor, desde as telhas às paredes do interior pintadas.
É um culminar de séculos de culto com alterações bem presentes em cada recanto.

Budapeste - 72
Originalmente construída entre 1255-69 para a população germânica de Buda, foi sendo alterada ao longo dos séculos, sendo testemunha de alguns dos mais importantes momentos da história do país.

Budapeste - 67
Foi utilizada como mesquita pelos turcos, sofreu uma imensa remodelação no século XIX aquando do milésimo aniversário da chegada dos magiares à cidade, foi utilizada como cozinha pelos nazis, e como cavalariça pelos soviéticos! Já serviu de tudo e para tudo, hoje é um belíssimo exemplo do estilo gótico que se abre ao mundo diariamente, enaltecendo ainda mais a beleza e história da cidade.

A entrada é paga, ficando por HUF 1250 (aproximadamente 4€).

Budapeste - 73A vista do Bastião dos Pescadores

Ao lado da igreja está o Bastião dos Pescadores ou Halászbástya, com um aspeto medieval e cujo nome se deve ao facto de, supostamente, esta ter sido a zona do Bairro do Castelo defendida por elementos do Grémio dos Pescadores (mas na verdade este local tem pouco mais de um século!). Este monumento, da autoria de Frigyes Schulek, foi acrescentado em 1902 para se anexar à Igreja Mátyas. Possui sete torres, em homenagem a sete tribos magiares que fundaram a nação húngara.

O seu aspecto acrescenta quase que um ambiente fantasioso ao local.
Não vale a pena pagarem para aceder ao terraço superior, as vistas que têm dele são as mesmas que têm do terraço inferior, e esse é gratuito!

Budapeste - 77

Continuamos o nosso caminho ao longo do bairro, até que chegamos ao mais imponente edifício do local.
Na verdade, aquilo a que chamamos de Castelo de Buda é o Palácio Real ou Királyi-palota, um conjunto de vários edifícios, quase todos convertidos em museus.

O primeiro a perceber as vantagens defensivas deste local, erigido na colina, foi o Rei Béla IV no século XIII, que mandou construir uma cidade no alto com um castelo e muralhas.

Budapeste - 87

Mais tarde o Rei Mátyas terá acrescentado beleza com o cunho da cultura renascentista.
Posteriormente, o edifício foi destruído na guerra com os turcos e os Habsburgos construíram um belíssimo palácio no seu lugar.

A fachada e a cúpula são da autoria dos conceituados arquitetos Miklós Ybl e Alajos Hauszmann.

Durante a Segunda Grande Guerra o palácio sofreu danos graves, como por exemplo, na cúpula, que foi totalmente destruída e teve que ser reconstruída.

Budapeste - 80
O palácio já não é utilizado como residência desde 1945 e atualmente abriga vários museus, como a Galeria Nacional Húngara e o Museu da História de Budapeste.

Galeria Nacional Húngara ou Magyar Nemzeti Galéria ocupa a maior parte das instalações do Palácio Real, estendendo-se por quatro alas. Fundada em 1975, surgiu durante o movimento reformista do século XIX, e guarda grande parte dos tesouros da cidade, apresentando a arte húngara desde a época medieval até aos dias de hoje.

Budapeste - 81

Grande parte dos salões possuem janelas viradas para o Rio Danúbio, tendo uma vista maravilhosa.
Esta está fechada às segundas-feiras e o preço do bilhete é de HUF 1800 (aproximadamente 6€), sendo que só permite a entrada às exposições permanentes, as temporárias variam de preço.

Quanto ao Museu da História de Budapeste ou Budapesti Történeti Múzeum retrata a história da cidade, desde a Idade Média até aos dias de hoje, incluindo a história do Castelo e do Palácio no qual está inserido, através de escassos resquícios do que foi o palácio medieval.

Assim como a Galeria Nacional, está fechado às segundas-feiras e o bilhete custa HUF 2000 (aproximadamente 6.5€).

Budapeste - 86

A região do Castelo de Buda conta ainda com outras atrações que podem visitar se forem passar o dia todo por este bairro, como a Biblioteca Nacional Széchényi, o Palácio Sándor, o Teatro de Dança Húngara, o Museu da História Militar (Hadtorteneti Muzeum) e o Labirinto do Castelo (Budavári Labirintus).

Budapeste - 79m

Terminada a visita ao castelo é hora de almoçar no estrelado Tanti (ver).

Nesta altura já vocês devem estar a perguntar-se onde andam os tradicionais banhos! Budapeste é uma cidade sem mar, mas com uma tradição de banhos termais que excede qualquer outra cidade! Por isso, têm várias opções, dentre as quais destaquei três:

Gellért Gyógyfürdő – no famoso Hotel com o mesmo nome, este são os mais conhecidos da cidade, situados na região abaixo da colina Gellért
– Király Gyógyfürdő – segundo os locais, um dos melhores, pois não tem o exagero de turistas habitual
– Széchenyi Gyógyfürdő – situados no parque da cidade na região de Városliget

Finalizamos o nosso terceiro e último dia em Budapeste a assistir ao concerto de música clássica na Basílica de São Estêvão (aquele cujos bilhetes compramos no dia anterior).

Não poderia pedir mais nada neste momento! Ouvir Bach num dos locais mais lindos e intensos da cidade.

Meu Deus, que grande final para uma viagem que não queria que terminasse nunca!

Budapeste - 37

Onde Ficar
InterContinental Budapest
Kempinski Hotel Corvinus

 English Version

Texto: Cíntia Oliveira | Fotos: Flavors & Senses com a Sony A7S

Nota
– As fotos nem sempre representam a nossa primeira passagem nalguns dos locais ou o mesmo dia de viagem.

Este Artigo é o 3º de 3 artigos para o nosso Guia de Budapeste (ver 1ºDia) (ver 2ºDia)

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Visitar Budapeste em 3 Dias – Dia 2

Budapeste - 111Basílica de São Estevão

2º DIA

- Lipótvaros

Hoje decidimos manter-nos por Peste e dividir o nosso tempo em três dos sítios mais importantes da cidade, a mágica Svent István Bazilika (Basílica de São Estevão), a altiva Magyar Állami Operahaz (Ópera) e o imponente Országház (parlamento).

Assim, e após um pequeno almoço daqueles de filme (quiçá de novela brasileira…), ou seja, com tudo a que temos direito, lá seguimos nós para mais um dia maravilhoso.

Budapeste - 94

Começamos pelo Parlamento, uma vez que não tínhamos comprado o bilhete no site partimos do princípio que seria mais fácil arranjar bilhetes de manhã, com visita guiada e numa língua minimamente perceptível para nós, nomeadamente inglês ou espanhol (infelizmente estas coisas raramente têm português).

Budapeste - 96

E ainda bem que o fizemos pois percebemos que a maioria das pessoas que lá estavam já tinham bilhete comprado. O ideal é comprarem no site, veem os horários disponíveis e reservam logo o bilhete no horário e língua correspondente, até porque estas visitas só podem ser feitas com guia.

Budapeste - 98

O preço do bilhete ficou-nos por HUF 2000 cada um (aproximadamente 6.5€), atenção que os residentes na UE têm um preço mais acessível do que os não residentes, o que requer, como é óbvio, a apresentação do BI, CC ou passaporte.

O Parlamento é dos edifícios mais imponentes de Budapeste e um dos melhores “postais” da cidade. A sua altivez enche-nos a curiosidade de explorá-lo. Num ápice se percebe qual a sua inspiração, o Parlamento da magnífica cidade de Londres (ver roteiro de Londres).

Budapeste - 101

Este (para mim) ganha-lhe na brancura e pureza da cor, que lhe confere mais vida e harmonia (mas o de Londres ganha com o Big Ben, como é óbvio!).

A construção do Parlamento tem origem numa criação neogótica de Imre Steindl que ganhou um concurso para construir tamanho edifício, começando a 1885, e terminando somente em 1904 (Steindl ficou cego antes do término da construção). Sendo que pelo meio ainda se fez uma pré inauguração em 1896 para comemorar o milésimo aniversário da chegada dos Magiares à cidade.

 Budapeste - 97
Efetivamente, é notória a inspiração no Parlamento de Londres, nomeadamente nos seus pináculos espiralados e esguios, mas Steindl introduziu algo novo, um átrio central redondo barroco e uma cúpula, no centro deste encontra-se guardado o bem mais precioso da cidade, o seu símbolo nacional, a Coroa Sagrada (cuja cruz que contém está ligeiramente inclinada – ninguém sabe muito bem porquê!). Outra curiosidade interessante é o facto de se dizer que terá sido esta a coroa oferecida pelo Papa ao Rei Estevão no ano de 1000. No entanto, sabe-se que esta é do século XII!

Budapeste - 103

Não deixem de observar com atenção, também, os frescos da cúpula, são uma autêntica obra de arte protagonizada por Karóly Lotz.

Além deste local visitamos algumas salas, as imponentes escadarias e a Câmara dos Representantes.
A visita demorou cerca de 45 minutos.

Budapeste - 107

Budapeste - 95 Néprajzi Múzeum

Para quem for com mais tempo, mesmo em frente ao Parlamento, têm o Néprajzi Múzeum, o Museu de Etnografia com trajes tradicionais, artesanato, mobiliário antigo, ferramentas, reconstruções de casas rústicas, e excertos de filmes antigos e registos sonoros. Este museu, curiosamente, foi construído pelo segundo classificado que concorreu à construção do parlamento.

Budapeste - 93

Daqui seguimos para o mais majestoso edifício neorrenascentista da cidade, a Basílica de São Estevão.

Este local sagrado teve a sua quota parte de problemas ao longo da sua construção. O primeiro artista que a desenhou em estilo neoclássico morreu antes do seu término, passado pouco tempo esta colapsou, e o artista que se seguiu, Miklós Ybl, faleceu, também, antes da sua conclusão, que se verificou em 1906, ao que se sucederam estragos de grandes dimensões já na Segunda Grande Guerra.

Mas, este passado conturbado em nada altera a sua beleza atual.

Budapeste - 42m

O interior da igreja apresenta-se em forma de cruz grega, com o chão a estender-se em mármore preta e branca.
Do altar somos observados por uma belíssima estátua de São Estevão, enquanto a cúpula, de 96m de altura, está repleta de mosaicos de Károly Lotz.

Budapeste - 35

Mas, tudo isto é quase que insignificante perante o tesouro que se encontra no interior desta basílica, a mão direita mumificada do próprio São Estevão (dizem eles! Eu tenho sempre uma grande dificuldade em acreditar nestas coisas!). A mão encontra-se guardada num estojo que se ilumina quando colocamos uma moeda numa caixa que está ao lado.

Budapeste - 36
Se quiserem ter uma vista deslumbrante da cidade e do Danúbio, não percam a subida à Torre Panorâmica, uma galeria exterior em torno da cúpula, esperam-vos 364 degraus ou um elevador.

Budapeste - 44Budapeste - 28
A entrada na Basílica é gratuita, só se paga para ver a Mão mumificada ou para subir à torre.
À saída da igreja estavam uns rapazes a publicitar um concerto que se iria realizar, no dia seguinte, de música clássica, olhamos, ponderamos e compramos bilhetes! Já tinha perdido esta oportunidade em Praga e em Viena, não podia deixar que acontecesse o mesmo em Budapeste!

Budapeste - 113Concerto na Catedral de Santo Estevão

Apercebemo-nos que praticamente uma vez por semana é realizado um concerto de órgão na basílica, acompanhado com violino, trompete, um tenor e um soprano, e uma seleção exímia de grandes obras da música clássica. Não percam esta oportunidade, por norma há publicidade à entrada da igreja ou então podem sempre pesquisar na internet os concertos que vão realizar-se, nos dias da vossa viagem.

O preço do bilhete foi de HUF 6500 cada um (aproximadamente 21€).

 Budapeste - 48Ópera de Budapeste

Terminada a visita à Basílica seguimos para a Ópera.
Este local é um dos mais sumptuosos edifícios da capital Húngara.

Não assistimos a nenhuma ópera (apesar dos preços serem bem mais convidativos que os de Viena!) mas valeu bem a pena a visita ao seu interior.

Budapeste - 51

Budapeste - 56 Budapeste - 55m

O bilhete custa HUF 2990 (aproximadamente 11.5€) mas se quiserem tirar fotografias pagam mais!

A construção da ópera tem uma história bastante interessante, esta foi financiada por Ferenc József, que ordenou que fosse mais pequena que a de Viena, esqueceu-se foi de pedir que fosse menos bonita, pois Miklós Ybl conseguiu suplantá-la!

O edifício neorrenascentista é deslumbrante e as mármores interiores são da mesma linha da Basílica de São Estêvão.

Budapeste - 54

Budapeste - 61

A escadaria principal proporciona um momento incrível de admiração em quem tem o privilégio de a observar.
Local de cultura, de beleza e de história que enaltece ainda mais a perfeição da cidade.

Junto à Ópera, podem ainda passear pela famosa avenida Andrássy onde se localizam alguns dos melhores cafés da cidade, assim como as lojas das principais marcas luxo.

Budapeste - 45 Avenida Andrássy

O dia não poderia ter terminado de forma melhor! Seguimos para o hotel, foi um dia cansativo e hoje ficaremos pelo hotel a desfrutar de bons petiscos e vinhos no Lounge do Hotel Intercontinental Budapeste (ver) com a melhor vista da cidade, o Castelo, que com a sua grandiosidade e iluminação inunda a noite de vida.

Amanhã lá estaremos a visitá-lo!

Onde Ficar
InterContinental Budapest
Kempinski Hotel Corvinus

 English Version

Texto: Cíntia Oliveira | Fotos: Flavors & Senses com a Sony A7S

Nota
– As fotos nem sempre representam a nossa primeira passagem nalguns dos locais ou o mesmo dia de viagem.

Este Artigo é o 2º de 3 artigos para o nosso Guia de Budapeste (ver 1ºDia

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Visitar Budapeste em 3 Dias – Dia 1

Budapeste - 74 O Parlamento visto do Castelo de Buda

A última das três cidades de uma maravilhosa viagem ao centro da Europa.

Assim conhecemos Budapeste, ao entardecer num dia de Outono, com cores vivas e paisagens místicas a rivalizarem com o cunho cosmopolita da cidade que cedo nos fez apaixonar.
Budapeste é isso mesmo, é um local onde encontramos um palácio medieval, uma igreja gótica, um edifício barroco, uma ruela escondida, uma avenida luxuosa, uma praça repleta de bares e cafés, onde encontramos de tudo e em que o passado, o presente e o futuro vivem em harmonia!

É a cidade das duas cidades, a misteriosa e mágica cidade de Buda e a agitada e empresarial cidade de Peste.

Uma excelente forma de terminar uma viagem por três cidades distintas mas com tanta história em comum.

Budapeste - 26mHistória da cidade de Budapeste

Budapeste terá tido o seu início no século I a.C. quando foi ocupada pelos romanos, que permaneceram durante séculos.

Já em 896 foi a vez das tribos Magiares se instalarem na região.
Em 1000 o famoso rei Estevão é coroado monarca e declara o país um Estado Cristão.
Seguem-se as invasões dos Mongóis durante o século XIII.

Mais tarde, entre 1458-90 a cidade torna-se uma das principais capitais do renascimento europeu, durante o reinado de Mátyás.

Budapeste - 27Catedral de Santo Estevão

Já no século XVI os Turcos invadem a cidade e aí permanecem por 150 anos, até que em 1686 foi libertada por um exército aliado europeu. Os Habsburgos passaram, então, a controlar a Hungria (lembram-se deles da história de Viena, certo?! Ver ).

Nos séculos seguintes segue-se a Era da Reforma, em que várias instituições públicas são criadas, e a cidade vai evoluindo favoravelmente.

Entre 1848-49 dá-se a Guerra da Independência, quando o país tenta libertar-se do domínio do Império Austríaco mas sem sucesso, até que em 1867 é acordado o Compromisso que estabelece uma monarquia dupla entre a Áustria e a Hungria.

Até que em 1918, após a Primeira Guerra Mundial, os impérios se dissociam.

Budapeste - 62

Mais tarde com a ajuda e “libertação” do país da Alemanha Nazi da Segunda Guerra Mundial, pelas mãos dos russos, o país caiu num período de Comunismo por cerca de 45 anos, até que em 1989 são anunciadas eleições livres.

Através deste pequeno resumo de história conseguimos perceber que Budapeste tem muita arquitetura do renascimento, há arte espalhada em cada recanto, possui também uma influência Imperial muito marcada, por parte do Império Austro-Húngaro, tem também, em algumas zonas, uma face mais sombria, influenciado pelos anos de domínio comunista, mas acima de tudo tem, nitidamente, uma cultura muito boémia.

Budapeste - 108

Assim, viajamos numa breve história de Budapeste e da Hungria, e agora vamos viajar pela cidade!

À semelhança das outras cidades, Praga e Viena, elaborei um roteiro de três dias, não deu para fazer tudo o que queríamos mas deu perfeitamente para ficar a conhecer a essência de Budapeste e para querer voltar no futuro.

É uma cidade muito acessível em termos de preços, os locais de visita e os transportes são bem mais baratos relativamente a outras cidades europeias (o facto de virmos de Viena também faz com que tudo pareça mais barato!).
A cidade pode ser facilmente dividida em cinco zonas, não tivemos tempo para visitar todas, mas estivemos em três, por isso falar-vos-ei do que conseguimos fazer em três dias e do que vos sugiro caso consigam ir mais tempo, cinco dias parece-me ser o suficiente.

Budapeste - 10 Vista sobre o Hotel de Gellért, famoso pelos seus banhos termais

As cinco zonas em que a cidade pode ser dividida são as seguintes:
- Bairro do Castelo – Buda
– Lipótvaros (Parlamento) – Peste
– Belváros – Peste
– Gellért-Hegy e Rózsadomb – Buda
– Oktogon e Városliget – Peste

Apenas passeamos pelas três primeiras, por isso é dessas, essencialmente, que vos vou falar.

Budapeste - 251ºDIA

- Belváros

Chegamos à cidade já de tarde, vindos de comboio (duração da viagem: 4h) de Viena, o edifício da estação já fazia adivinhar uma cidade muito bonita e bastante agitada. O sol fazia sentir-se, apesar do frio, e seguimos então caminho até ao hotel (ver) para deixar as malas e sair à descoberta da cidade.

Como já era de tarde, optamos por passear pela zona mais próxima do nosso hotel, Belváros, e deixar os locais mais distantes para os outros dias.

Budapeste - 3Praça Vorosmarty tér

Em Belváros existem alguns locais onde podem visitar o seu interior, ou simplesmente optar por passear e aproveitar a cidade como um local e não como um turista, que foi o que fizemos. Passeamos sem destino específico e fomos conseguindo descobrir uma cidade animada, com um traço boémio maravilhoso, e com uma surpresa ao virar de cada esquina.

Budapeste - 41Váci utca

Seguimos a nossa viagem (a pé, claro) pela rua mais famosa da cidade, a Váci utca. Esta rua é ladeada por restaurantes, bares, cafés, lojas de roupa, de jóias, livrarias, e muito mais.

As belas esplanadas amontoam-se umas em cima das outras e para todo lado que olhamos há uma imensidão de pessoas.

Se quiserem parar para tomar um café ou comer algo, os bares/cafés são uma excelente opção, mas os restaurantes são uma péssima escolha, muito mais caros que os restaurantes do resto da cidade, e nada tradicionais, são uma autêntica caça ao turista (não quer dizer que não possa haver um ao outro que sejam bons, mas no geral não é o que acontece, infelizmente), no entanto, para melhor usufruírem desta zona, aconselho-vos a tomar um café, num dos cafés mais antigos e famosos da cidade.

Budapeste - 2Gerbeaud

Para mim o mais interessante é talvez o Gerbeaud, na praça Vorosmarty tér, que se pode considerar a ponta norte da Váci utca. Esta praça é, também, por si só um belíssimo local, com ambiente boémio e imperial ao mesmo tempo, que no mês de Dezembro se transforma num belíssimo mercado de natal.

Esta avenida, que nos tempos medievais já atravessou Peste dum lado ao outro, tem sido um local para passear e fazer compras desde o século XVIII, atingindo o seu auge em finais do século XIX e inícios do século XX.
Atualmente, mantém-se como um ponto de referência da cidade, e uma das zonas mais visitadas por turistas e ocupadas por locais para os seus encontros e saídas habituais, ainda que para compras as melhores lojas da cidade estejam agora na avenida Andrássy.

Budapeste - 4Interior da Igreja de Váci uca

Na zona de Belváros há três locais importantes que podem escolher para visitar (optamos por não visitar o interior de nenhum destes museus pois nesse dia já não tínhamos tempo e nos dias seguintes já tínhamos locais específicos que considerávamos mais importantes):

A Nagy Zsinagóga e Zsidó Múzeum ou Grande Sinagoga é a segunda maior do mundo (a maior é a de Nova Iorque) e o Museu Judaico ao seu lado retrata o holocausto na Hungria.

Budapeste - 24A Grande Sinagoga

A Grande Sinagoga é um edifício lindíssimo e eclético que impõe a sua presença, atrás desta fica um parque memorial onde estão sepultados muitos dos judeus que morreram quando esta região de cidade se transformou num gueto.

Quanto ao Museu Judaico, este partilha com o mundo a tragédia do holocausto, recordada em fotografias da época.

Budapeste - 23Museu Nacional Húngaro

O Magyar Nemzeti Múzeum ou Museu Nacional Húngaro é o maior do país e abriga uma das mais importantes peças para o povo, o Manto da coroação do Rei Estêvão I.

Instalado num colosso neoclássico o museu nasceu através da iniciativa do grande reformista da cidade, Ferenc Széchényi, em 1847 pelas mãos do arquiteto Mihály.

Aqui vão poder encontrar uma vasta coleção de gravuras, manuscritos, livros, mapas, esculturas de pedra medievais, lapidário romano, e toda a história desde os primórdios da cidade até à libertação do comunismo.

Budapeste - 22 Budapeste - 21

Destaque mais importante: sintam-se a pisar a história, pois foi nos degraus deste edifício (degraus exteriores) que se deu um dos momentos mais significativos do país, o hino nacional pelas palavras do poeta Sándor Petofi a exortar os Húngaros a libertaram-se do jugo dos Habsburgos. Talvez uma das principais causas da Guerra da Independência de 1848-49, que viria a ser ganha pelos Habsburgos.

O Iparmuvészeti Múzeum, ou Museu de Artes Aplicadas, é outro dos locais a visitar na região de Belváros e que vale por si só, independentemente das suas coleções, sendo um exemplo perfeito da arquitetura Secessionista, com traços islâmicos, hindus, e vários temas orientais. O edifício foi inaugurado para a Exposição Mundial de Viena em 1873, sendo que nesta altura ainda não tinha o cunho arquitetónico e decorativo atual, o que se verificou mais tarde, já em 1896.

No seu interior podem encontrar-se antiguidades, mobiliário e decoração art noveau, cerâmicas, têxteis, vidro, pratas e gravuras das grandes coleções do museu.

Se não for do vosso gosto este tipo de museus, pelo menos não percam a sua beleza exterior.

Budapeste - 7

Budapeste - 6 Grande Mercado

Na outra ponta da Váci utca terminamos o nosso passeio no Grande Mercado, o Nagycsarnok. Construído no final do século XIX é um belíssimo edifício art noveau que fascina mais por fora do que por dentro. No seu interior encontramos três pisos com imensas bancas repletas de variadíssimos alimentos com um aspeto muito saboroso, e também com peças de artesanato.

Budapeste - 18

Não é um mercado tão incrível como alguns dos que já visitamos noutros países, mas serve bem as necessidades da cidade.

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Budapeste - 16

Depois desta maravilhosa e revigorante caminhada, que já nos permitiu conhecer parte de Peste, regressamos ao hotel para descansar um pouco e nos prepararmos para um jantar tradicional húngaro no restaurante És Bisztró do Hotel Kempinski (ver).

Onde Ficar
InterContinental Budapest
Kempinski Hotel Corvinus

 English Version

Texto: Cíntia Oliveira | Fotos: Flavors & Senses com a Sony A7S

Nota
– As fotos nem sempre representam a nossa primeira passagem nalguns dos locais ou o mesmo dia de viagem.

Este Artigo é o 1º de 2 artigos para o nosso Guia de Budapeste 

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