&Beyond Ngala Safari Lodge

Como escrever sobre a melhor experiência da tua vida?

Passaram-se meses desde que vivenciei aquele que considero ser o mais genuíno e mais excitante momento da minha vida… aqueles 31 segundos do olhar mais penetrante e provocador que já senti!

Não, não vos vou descrever um qualquer Affair, nem tudo na vida é sobre sexo… às vezes a vida resume-se ao momento em que a natureza humana se cruza com a vida selvagem e à simples troca de olhares mais intensa de sempre entre um ser humano e um leopardo! Mas lá chegaremos!

Novembro foi o mês que escolhemos para conhecer outro continente que não a Ásia, foi o mês que nos aventuramos por África, que desbravamos a Cidade do Cabo e recordamos porque nós portugueses fomos tão importantes para o mundo, e foi o mês que me fez perceber que a nossa espécie é tão mais insignificante do que eu já achava.

Escrever sobre este momento demorou muito tempo porque não se pode passar para simples palavras aquilo que se vive na selva! Na verdadeira selva, onde as espécies vivem em perfeita comunhão e onde nós, nós homo sapiens “quase” não interferimos.

Parece-se com um mundo perfeito, não parece? O mais mortífero dos animais não interferir em nada?! É o momento em que nós passamos a estar novamente fora do topo da cadeia alimentar!

Sim, eu escrevo sobre hotéis de luxo, e óbvio que este artigo será sempre sobre isso! Sobre uma reserva natural chamada &Beyond Ngala, mas este artigo é muito mais do que isso. É sobre a melhor experiência de uma vida (até agora pelo menos!).

Mas primeiro deixem-me falar-vos sobre a importância da cadeia de reservas naturais da &Beyond espalhadas por esse mundo fora.

&Beyond foi criada em 1991 na tentativa de acompanhar a crescente demanda por experiências de ecoturismo e vida selvagem, e na esperança de que, toda esta procura pudesse ter uma resposta num meio empresarial que pusesse a conservação da vida selvagem em primeiro lugar com uma base económica sustentável.

Assim nasceu a &Beyond que se espalhou por África e garantiu a conservação e proteção de zonas e espécies, mas também o trabalho que se traduziu em benefícios para toda a comunidade.

Sim, podem opiniar sobre o facto das estadias nestes Lodges serem caríssimas, podem! Mas acham que as coisas se pagam com o quê? Que se leva todo um sonho para a frente e se constrói um mundo melhor para todas as espécies sem dinheiro? Acham mesmo? Então reavaliem tudo aquilo que pensam que sabem!

O Seu lema? “Care of the Land, Care of the Wildlife and Care of the People!”

Atualmente podem encontrar este lema espalhado por África, Ásia e América do Sul. E é uma certeza de que onde a &Beyond estiver, esse local será um local sagrado, onde a natureza e todas as suas espécies vivem na mais perfeita sintonia!

Chegamos ao aeroporto de Hoedspruit ao início duma tarde bem quente.

A aventura começou logo no aeroporto! O mais carismático e cómico aeroporto de sempre! As imagens falam por si!

Esta era a sala de espera entre voos!

Esperavam-nos um simpático funcionário do &Beyond.

Fizemos a viagem de cerca de uma hora juntamente com mais 4 pessoas que também estavam hospedadas no hotel.

A viagem foi marcada pela presença de dois dos Big Five (os Big Five são, como o próprio nome indica, os cinco animais a não perder – elefante, rinoceronte, búfalo, leopardo e leão) – o elefante e o búfalo!

Um grupo de elefantes em reunião, pouco depois de arrancarmos do aeroporto

Ainda nem tínhamos chegado e já tínhamos visto dois??? O prelúdio da perfeição estava confirmado!

Chegamos ao &Beyond Ngala. Um autêntico oásis no meio da selva, um misto de algo rudimentar com detalhes luxuosos, uma certa mescla de autenticidade com magia!

Recebidos por um grupo de pessoas desprovidas de preciosismos, com um discurso genuíno foi-nos trazida água fresca e fomos convidados a relaxar um pouco enquanto nos entregavam um documento para assinarmos! Sem check in, toda a informação estava já lá, previamente tratada com o hóspede para não o incomodar mais durante toda a estadia! E que papel era esse que tínhamos que assinar?!

Nem li… já sabia o que era! Uma espécie de consentimento informado, a dinâmica do nosso comportamento de forma a respeitar a vida selvagem, a forma como tínhamos que aceitar que nós somos os visitantes e temos que respeitar tudo o que nos rodeia. E também, o facto de que se algo correr mal, pode correr mesmo muito mal! Sim, podemos morrer, ser atacados e morrer! E ou aceitamos e corremos o risco e assinamos o consentimento ou não poderemos participar nos Safaris! Assinado o papel foi tempo de nos ser atribuído um funcionário que nos acompanharia ao quarto naquele momento e a quem teríamos que contactar durante a estadia quando quiséssemos sair do quarto à noite! Pois é… estamos numa reserva no meio da selva, não há grades à volta do hotel! E recentemente tinham tido algumas invasões de alguns animais mais perigosos e então decidiram reforçar as entradas dos quartos e também o acompanhamento constante do hóspede. Assustados? Não fiquem! A adrenalina de estar lá e pensar nisso é indescritível!

Ao longo do caminho até chegar ao quarto ainda nos cruzamos com um bambi (Uma impala quero eu dizer!).

Algures no caminho para o quarto

Há 21 quartos no Logde, quatro dos quais específico para famílias, sim, as crianças são mais do que bem vindas.

O nosso quarto era constituído pelo quarto propriamente dito, um pequeno closet incorporado no quarto, um quarto de banho de serviço e depois o verdadeiro quarto de banho todo em vidro que dava para um chuveiro exterior e um espaço de jardim que nos fazia lembrar que estávamos no meio da savana, onde por vezes se esgueiravam alguns pequenos animais para nos fazerem companhia!

O quarto tinha também uma varanda com um sofá no qual ainda nos foi possível ter conversas interessantes com alguns esquilos que insistiam em tentar entrar no nosso quarto!

Nesse primeiro dia foi tempo de trocar de roupa e seguir para o bar/sala de convívio para tomar um refresco e seguir para o primeiro Safari da minha vida!

Uma das bonitas zonas de bar do lodge

Fomos incluídos num grupo de mais quatro pessoas, dois casais, que se viriam a revelar uma excelente companhia durante esta experiência. E fomos apresentados ao Shaun e ao Tom – o Ranger e o Tracker respectivamente, que nos guiaram e nos ensinaram como funciona toda a vida selvagem e que foram a chave do sucesso de toda esta experiência.

Os 40º que se faziam sentir foram-se dissipando quando subimos ao jipe (os jipes são abertos sim, somos nós e a selva numa proximidade que tem tanto de assustadora como de fascinante) e começamos a percorrer a reserva!

Bambis por todo o lado! É das espécies que há em maior número, a natureza tem o dom da perfeição, uma vez que estes são o alimento de várias outras espécies!

Kudu

Wildebeest

Nesse fim de tarde tivemos oportunidade de ver um leopardo fêmea, e toda a sua perspicácia na tentativa de caçar uma impala, e o Shaun disse-nos que se tivéssemos sorte teríamos oportunidade de conhecer a sua família, os dois bebés já grandinhos e o Macho, com quem eu viria a ter a troca de olhares mais perturbadora da minha vida e o rosnar mais sexy de sempre!

Em preparação para a caçada

Há Safaris ao nascer do sol e ao por do sol, de forma a garantir uma maior probabilidade de ver os animais, porque durante o dia tendo em conta as temperaturas que se podem atingir é quase impossível encontrar algumas das espécies. Principalmente porque o principal rio que passa naquela reserva está completamente seco.

Rio Timbavati completamente seco

Nesse fim de tarde foi ainda tempo para parar o jipe numa zona descampada e igualmente segura para beber um gin e petiscar algo. E que momento incrível – apreciar o por do sol no meio da savana, sem pretensiosismos, sem medos, completamente livres…

Penso sempre que adoro o expoente máximo do luxo, mas é nestes momentos que percebo sempre que nada é mais perfeito e me dá mais prazer do que a sensação de algo genuíno e virgem…

Nesse dia ainda aproveitamos a selva durante a noite, quando decidimos regressar do nosso pequeno descanso já tinha escurecido e foi excitante percorrer todo o trajeto de volta à reserva com apenas as luzes do jipe e uma lanterna (enorme, mas que não deixava de ser uma lanterna!) a iluminar o nosso caminho… não sei se têm noção, mas ali não há luz nenhuma à volta! Achamos que sabemos o que é a escuridão, mas viver na cidade não nos permite percebê-la na realidade. Ali não, ali, apenas as estrelas e a lua iluminam a noite. É mágico!

Na reserva os dias têm sempre a mesma dinâmica, levantar às 4h (o funcionário responsável por nós bate à porta a essa hora, para o caso dos despertadores não serem o suficiente!) e às 4h45 temos que estar no lounge para tomar café e arrancarmos para o primeiro Safari do dia às 5h!

Um dos confortáveis pontos de encontro

Na primeira noite não consegui pregar o olho sequer, tal era a excitação!

Nessa noite tínhamos chegado do Safari às 20h30, fomos diretos jantar no restaurante da reserva que com o seu staff está preparado para receber todos os hóspedes que chegam exaustos do Safari, com sorrisos genuínos e com comida tradicional e de conforto.

O Lindíssimo cenário que nos esperava para jantar

Lombo de vitela com satay de amendoim e tahini

Acabados de jantar fomos para o quarto, era tempo de descansar e o cansaço era bem presente mas a adrenalina de estar ali não me permitiu dormir!!!

No segundo dia quando o funcionário bateu à nossa porta estava eu já prontinha a partir para a aventura!

Equipas prontas para mais um dia

O encontro no lounge era sempre caracterizado pelas expressões de sono vs felicidade! Começamos a criar laços com as pessoas que iam no nosso jipe. A Zandri e o Brendon, curiosamente também eles Rangers de um outro Lodge do grupo, o  &Beyond Phinda. Quão privilegiados somos, 3 Rangers no mesmo jipe, só podia ser uma experiência incrível!

E a Anika e o Eshan, um casal maravilhoso do Sri Lanka que é louco por Safaris!

Grupo perfeito para uma viagem perfeita!

Shaun, o João, Brendan, Eshan, Anika, Zandri, eu e o Tom – que equipa!!

Pelo caminho ainda fomos travando amizade com pessoas do mundo inteiro, o que só tornou esta viagem ainda mais memorável.

Incrível como por norma os meus artigos são apenas sobre as características do hotel e a experiência duma forma mais objectiva, e agora não consigo não ser emotiva e falar sobre todas emoções que fui sentindo ao longo desta estadia… destes três dias que pareceram uma vida!

No segundo dia avançamos com o Safari da manhã que começou logo duma forma extremamente excitante… Cães Selvagens! Uma série deles aliás! Que de acordo com o Shaun, já não eram vistos há seis semanas.

Pudemos observá-los a organizarem-se para caçar, são das espécies mais mortíferas devido a essa capacidade de organização em grupo.

Wild Dogs

Outro dos highligths dessa manhã foram os jovens leopardos a descansar, e extremamente incomodados por sentirem o seu sono a ser perturbado!

Crias de Leopardo

Tempo de regressar para tomar um pequeno-almoço digno de guerreiros!

No &Beyond Ngala tem umas panquecas que são de morrer!

Nesse dia foi tempo de aproveitar a piscina do hotel, os 39ºC que se faziam sentir obrigavam a estar sempre dentro de água, enquanto observávamos uma família de warthogs, não sabem o que é? Lembram-se do Pumba do Rei Leão?! Esse mesmo!!! Andava um casal e as suas três crias a passear livremente pelo hotel e a tomar banho num pequeno lago que existia ao lado da piscina!

Cenário incrível!

O Pumba e os seus filhos a descansar nos caminhos do lodge

Não podia pedir muito mais para descansar!

Após um merecido descanso foi tempo de nos prepararmos para o segundo Safari do dia! Reunimos no lounge do hotel e decidimos iniciar a tarde com Gin, mal sabíamos que seria efetivamente um fim de tarde bem agitado e animado! Aproximava-se o momento crítico duma verdadeira batalha de titãs na selva!

Uma boa seleção dos fantásticos Gins sul africanos

A água é essencial ao longo de todo o safari

Começamos por ver uma mãe e uma cria de rinocerontes, e tal era o espanto do bebé que se tornou dos momentos mais cómicos da tarde!

Perguntam vocês como conseguem todas estas espécies não atacar o jipe mal nos vêem? Primeiro porque estes jipes e a nossa espécie nunca constituíram uma ameaça para eles, segundo porque não somos a sua presa, e terceiro porque a equipa do &Beyond vai treinando a forma como vai aparecendo às crias, para que estes se possam habituar desde pequenos à nossa presença.

Os verdadeiros fotógrafos de Safari

Depois foi tempo de ver a família dos elefantes com um bebé que ainda andava meio a cambalear, como se estivesse extremamente tonto! Uma ternura!

Os elefantes são animais que transmitem uma imagem ternurenta mas que são provavelmente o animal que mais respeito impõe na selva! Nesse dia estaríamos prestes a perceber isso!

O bebé ainda mal conseguia andar!

Continuando o nosso Safari foi ainda tempo de ver hienas, animal com aquele ar meio traiçoeiro! Também excelentes caçadores por trabalharem muito bem em grupo.

Hiena

Girafa

Onde está o wally?

Entretanto o Shaun recebeu um aviso das outras equipas nos outros jipes – um conjunto de leões estaria no rio… óbvio que fomos sem demoras!

E lá estava um conjunto de leões, desde fêmeas, machos e bebés, muitos bebés, sendo que um deles era branco! Algo raríssimo, existem cerca de 15 no mundo inteiro! Que privilégio poder estar no meio da selva e presenciar um dos mais raros exemplares desta espécie.

Existe algo mais lindo?

Senti-me das pessoas mais felizes naquele momento… senti-me completa! Mal eu sabia que ainda faltava acontecer tanta coisa naquele meu novo mundo selvagem!

Minutos depois a família de elefantes que tínhamos visto há pouco começou a descer as margens do rio mesmo em frente ao nosso jipe, por precaução afastamo-nos.

E assistimos a uma iminente guerra de titãs! Achava eu… não há leão nenhum que seja titã o suficiente para um elefante! Não, o Leão não é o rei da selva, esse é mesmo o elefante! O bebé branco foi o primeiro a fugir “deixa-me fugir que eu sou demasiado raro e não posso morrer!” Deve ter sido o seu pensamento! Os machos e os restantes bebés foram os seguintes, apenas duas fêmeas ficaram, incrível como os elementos do sexo feminino são os mais corajosos, seja qual for a espécie!!!

Assustador ficou quando o bebé elefante começou a aproximar-se e uma das fêmeas (provavelmente a mãe) decidiu levantar a tromba (sinal de ataque) e correr atrás das Leoas! Foi de tremer! Mais ainda quando também se virou para o jipe e tornou a levantar a tromba, e por um milésimo de segundo tu pensas: se eles se dirigirem para nós, não há como escapar!

Provavelmente o momento mais excitante de sempre na minha vida! Achei eu! Mal sabia eu o que me esperava na manhã seguinte!

Após esta loucura toda foi tempo de parar num local seguro para petiscar algo e brindar a mais um dia incrível!

Ainda houve tempo para mais um rinoceronte

Descobrimos que era o aniversário do Eshan e o hotel mais uma vez mostrou a sua capacidade exímia de tratar os seus clientes. Havia uma garrafa de espumante para comemorarmos o dia especial do Eshan e também este dia memorável para todos nós!

Shaun Zandri e Brendan

Voltamos à reserva e foi tempo de nos prepararmos para um grande jantar! O jantar que juntava todos os hóspedes numa festa bem animada! Estes jantares fazem-se como forma de despedida dos diferentes grupos. Basicamente é apenas aconselhável ficar três a quatro dias nestas reservas, pelo grau de cansaço que este tipo de experiência provoca, e pelo grau de exigência deste tipo de turismo.

Daí, a cada três dias faz-se um jantar que englobe todos os hóspedes e grupos de Safaris com os rangers e os trackers para que possamos ter uma festa de despedida! É nestes detalhes que percebemos o serviço que o &Beyond providencia. É a isto que podemos chamar luxo!

Uma noite bem dormida era tudo o que precisava antes me preparar para o último dia na selva! E nessa noite já dormi, o cansaço foi superior à adrenalina!

Mais um encontro às 4h45 no lounge, e toda a mentalização de que este seria o último dia em comunhão total com a natureza!

Após o fim de tarde do dia anterior ia convicta que não haveria muito mais para ver ou sentir! Nada podia ser mais intenso que aquilo que tinha acontecido ontem… nada podia criar tanta adrenalina dentro de mim como ver leões e elefantes a enfrentarem-se! Não era possível! E não era mesmo… até nos cruzarmos com o Leopardo macho!

Apanhado!

O “meu” leopardo

Antes disso fomos passando por girafas e búfalos, sendo estes últimos um animal impressionante, duma beleza e imponência sem igual!

E entretanto a Zandri (que também é Ranger) avistou um leopardo, o leopardo macho da família da qual já tínhamos vistos todos os restantes membros.

Estava a tentar dormir debaixo duma árvore, essa manhã estava extremamente quente, ainda era cedíssimo e já estava um calor insuportável. Ficou incomodado com a nossa presença, levantou-se e mudou de local, insistimos em ir atrás, mais uma vez se tentou afastar de nós! Mais uma vez nós insistimos! E então ele decidiu começar a rodear o jipe dando três voltas e começando a cheirar não só todo o jipe, mas a nós também! E parou de repente! Parou à minha frente, estávamos à distância de um braço apenas, olhou-me nos olhos da forma mais penetrante com que eu já fui olhada em toda a minha vida, rosnou-me duma forma que tinha tanto de meiga como de sexy, tornou a olhar-me sem desviar o olhar e fez com que eu me apaixonasse perdidamente por aquele momento! É inexplicável, é assustador, é excitante, é desconcertante… o mundo parou durante cerca de 30 segundos!

Atrás de mim só se ouvia o Shaun: “don’t move Cíntia, don’t move, keep steel…”

É verdade que se devem aproveitar os momentos sem o telemóvel a atrapalhar, mas agradeço todos os dias por estar a gravar todo este momento, assim posso eternizá-lo duma forma ainda mais real!

Medo? Nenhum, nenhum mesmo… só queria ter podido estender o braço e tocar-lhe… mas sei que isso não seria possível!

Perguntei ao Shaun se aquilo era normal, se o leopardo achou que eu constituía algum perigo para ele, e porque parou especificamente à minha frente? E ele apenas me disse! “Ele cheirou algo em ti que lhe despertou interesse! E quis perceber melhor o que era!”

Feliz por perceber que as minhas feromonas até na selva têm impacto!!!

O último café na selva

Voltamos à reserva para o último pequeno almoço e a minha mente estava já  noutro universo! Foi de longe a experiência mais incrível que já tive em toda a minha vida… todo o contacto com a natureza no seu estado mais puro e mais virgem é duma sensação disruptiva que não se consegue traduzir totalmente em palavras. Mas estar tão próximo dum felino e senti-lo a olhar daquela forma tão intensa fez-me ficar com a perfeita sensação que esta era a experiência duma vida!

Búfalos

Nesse dia e antes de virmos embora foi ainda tempo de comprar uma série de souvenirs para a família e os amigos. Principalmente porque na loja do hotel grande parte do valor que se paga pelos souvenirs reverte a favor duma série de projetos de proteção de algumas das espécies, nomeadamente dos rinocerontes, que são caços furtivamente para lhes extraírem os cornos, que se acredita terem propriedades curativas.

A loja &Beyond no Ngala

Podem saber mais sobre o “Rhino’s whithout Borders”  e ajudar aqui!

Chegou a hora de ir embora! Tempo de despedir do grupo que nos acompanhou nesta experiência, agradecer-lhes toda a companhia, agradecer-lhes o carinho e a amizade que ficou.

Tempo de dizer:

“obrigada Shaun e Tom por terem tornado tudo isto possível!”

Obrigado a todos!

“Obrigada &Beyond Ngala por cuidarem deste bocadinho de paraíso em que todas as espécies vivem em perfeita comunhão, deste e de muitos outros espalhadas por esse mundo fora! Obrigada por continuarem a acreditar que há muitos mais locais no mundo onde podem levar a cabo este projecto tão nobre. “

Todos os recantos do Ngala, são mágicos!

E…

Obrigada meu Perfeito Leopardo por me teres proporcionado o momento mais excitante de sempre!

Até breve &Beyond!

&Beyond Ngala Safari Lodge
Quartos a partir de 560€ por pessoa com tudo incluído
&Beyond Ngala Private Game Reserve – Kruger Park

English Version

Fotos: Flavors & Senses

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Aubergine

Alemão, crescido no campo junto à fronteira com a Bélgica, feito cozinheiro um pouco por todo mundo… este poderia muito bem ser um resumo da vida de Harald Bresselschmidt, que depois de uma bem sucedida passagem pelo Grande Roche Hotel em Paarl, decidiu instalar-se em Cape Town e abrir o seu Aubergine.

Corria o ano de 1996, quando Harald se instalou numa casa histórica do século XIX, para rapidamente começar a mudar o cenário gastronómico da cidade. Formado na cozinha francesa mais clássica, como é apanágio dos chefs da Europa Central, e inspirado pelos ingredientes Africanos e Asiáticos e as carnes de caça únicas da África do Sul, Harald criou um espaço muito próprio, onde o vinho (uma das suas grandes paixões) ganha um papel preponderante.

Mas passemos à nossa visita… Logo à entrada somos brindados com toda a simpatia pelo staff, algo que viria a repetir-se ao longo de todo o jantar, o ambiente, dividido entre diversas salas e um terraço para as noites mais quentes, é acolhedor e mais informal do que se espera habitualmente de um clássico restaurante de fine dining.

Já instalados, somos rapidamente convidados a conhecer o menu, enquanto nos explicam as diversas opções de degustação e os vários pratos da carta.

Escolhas feitas, somos brindados com diferentes pães, uma ótima manteiga de cogumelos e azeite.

Seguiu-se uma muito refrescante, Sopa de Pepino com Tofu e Sementes, que cumpriu lindamente com a obrigação de despertar o palato.

Sopa de Pepino, Algas, Tofu e Sementes

No copo começou-se, e bem, com um Ambeloui, Methode Cap Classique, feito na combinação clássica de Pinot Noir e Chardonnay e com 3 anos Sur Lies.

Espargos Brancos, Vieira, ovas de salmão e sashimi de truta de mar
Uma composição clássica, com a vieira num ponto irrepreensível, um bom “sashimi” da barriga e do lombo da truta, e em geral um bom contraste entre as notas de terra dos espargos com os sabores mais marítimos do prato.

Desafiados por Ralph Reynolds, o “apaixonado” Sommelier do restaurante, acompanhamos o prato com dois vinhos distintos, o Aubergine 2013, feito especialmente para a casa com Sauvignon Blanc e Semillon, um vinho muito interessante na boca, sem exuberâncias nem excesso de doçura com uma forte presença da fruta.  E o Savage 2015, também ele feito com Sauvignon Blanc e Semillon, mas desta feita, resultando num vinho mais intenso, mais complexo, alcoólico e longo na boca, um grande vinho!

Lulas, tomate, risotto nero e açafrão
Apresentação mais uma vez algo datada, mas o arroz, as lulas e todos os elementos, criaram o melhor risotto que comi em muito tempo, e que desde então continuo sem comer melhor em restaurantes. Um belíssimo prato!

Para harmonizar Ralph propôs-nos TMW Mourvèdre 2016, que é como quem diz Tim Martin Wines,  um vinho com o mínimo de intervenção, elegante, fino e preciso.

Gnu, favas, pancetta, pera glaceada e cogumelos com molho de berberis 
Existe sempre uma primeira vez para tudo, e a carne de Gnu foi uma agradável surpresa! Mal passada, em jeito de rosbife, e muito bem ladeada pelos restantes ingredientes. Grande molho!

Avestruz, queijo azul, legumes, papel de parede e molho infusionado com alecrim
Excelente ponto de cocção da avestruz, bem ladeada pelos sabores dos legumes, cogumelos, as notas de queijo azul e o excelente molho com alecrim. Mais um prato com uma proteína pouco comum, que surpreendeu!

Dois pratos de caça, dois vinhos distintos, primeiro o Beaumont Pinotage 2015, provavelmente o melhor pinotage que já provei, bem equilibrado entre a fruta e a madeira, corpo médio e taninos bem integrados. Bebeu-se também o Migliarina Shiraz 2012, produzido em Stellenbosch, demonstrou características próprias da casta, alguma evolução ainda que com uma interessante intensidade e notas de especiaria que combinaram muito bem com o prato.

Duo de Huguenot e tartelete de Boland com tapenade de azeitonas e kumquats
Dois queijos produzidos na queijaria Sul Africana Dalewood, e os dois que mais os caracterizam, Boland, que resultou numa ótima tartelete, e o Huguenot em lascas finas. Um momento a que nunca consigo resistir, e do qual saí agradavelmente surpreendido pelos queijos produzidos na região. O Cabo não para de me surpreender…

No copo, Intellego Chenin Blanc 2012, a mostrar-se num belíssimo momento de prova, muito complexo e refinado. Um grande vinho, que ficou lindamente com os queijos!

Mocha Semifreddo, texturas de uvas, gelado de arroz tostado
Leve doce e equilibrado, com as uvas a fazerem um bom contraste com as notas mais intensas do mocha. Nota alta para o gelado de Arroz.

A acompanhar, o clássico, Signal Hill Straw Wine 2001,  feito de uvas provenientes de vinhas muito velhas, segue o processo clássico deste estilo em Jura. Com uma doçura elevada, não lhe faltam notas de mel, baunilha, canela, especiarias e marmelo, conjugadas com muita complexidade.

Bola de Berlim de caramelo, fondant de chocolate com gelado de baunilha, mousse de morango, tartelete de chocolate e framboesa e semifreddo de menta e maçã
A sobremesa perfeita para quem não se consegue decidir por apenas uma – que é como quem diz, a Cíntia! Preparações clássicas, tecnicamente bem executadas e com bons sabores. Destaque para a tartelete de chocolate e framboesa e a bola de berlim de caramelo.

A harmonizar esteve um Noble Late Harvest 100% Chenin Blanc Joostenberg 2017, de doçura equilibrada, com notas de marmelada, alperce e mel, finalizadas com uma excelente acidez.

Petit fours

Tal como disse ao início, todo o serviço decorreu de forma exímia, desde o tempo entre pratos à simpatia da equipa e às suas explicações sobre os pratos.  Uma das coisas que não posso deixar de destacar são os vinhos, o serviço e a qualidade da harmonização. O sommelier Ralph Reynolds explicou-nos que o chef é também um grande apaixonado por vinhos, e que muitas das vezes pensa primeiro no vinho que quer servir e depois cria o prato a partir daí, e isso verificou-se na qualidade da harmonização, surpreendente em muitos dos pratos!

Considerações Finais
O Aubergine é um dos históricos restaurantes da Cidade do Cabo, com Harald Bresselschmidt a desafiar o mercado há mais de 20 anos com as suas propostas de cozinha e atmosfera de fine dining, e a servir de abertura de portas para a boa revolução gastronómica que hoje se vive na cidade.
Os pratos de caça são memoráveis, assim como as combinações mais inusitadas de ingredientes. Mas o que surpreendeu mesmo foram as harmonizações vínicas, e a forma como comida e vinho se complementaram ao longo de todo o jantar.
Aqui estamos na casa certa para qualquer apaixonado por vinhos que visite a cidade!
Harald Bresselschmidt

Aubergine
Preço médio: 50€ sem vinhos
39 Barnet Street, Gardens  – Cidade do Cabo
+27 021 465 0000
info@aubergine.co.za

English Version

Fotos: Flavors & Senses

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Cidade do Cabo

V A Waterfront

Terminamos as nossas viagens do ano de 2018 pelo continente Africano.

Foi a primeira vez por este continente e uma agradável surpresa, principalmente para mim que não levava na mala nenhuma expectativa.

Confesso que queria tanto ter feito Camboja e Vietname que quando o João me conseguiu convencer com a ideia da África do Sul decidi nem me preocupar com esta viagem! Mas hoje posso dizer-vos que foi uma das melhores experiências da minha vida!

A vista sobre o centro da Cidade do Cabo

Voamos do Porto para Madrid e depois daqui para Joanesburgo, onde apanhamos mais um avião para a Cidade do Cabo. Isso tornou-se aliciante para mim pois era apenas uma viagem de longo curso (quando vamos para a Ásia são duas viagens de longo curso) e mais duas pequenas e ainda por cima a viagem de Madrid para Joanesburgo (que são 10h) foi durante a noite. O que dá sempre para descansar mais!

Voamos com a Ibéria, companhia que nunca tínhamos experimentado mas que ficamos completamente fãs. Mas sobre essa experiência o João fala-vos melhor aqui!

Fomos conhecer um bocadinho de África do Sul. E começamos pela Cidade do Cabo, a Capital Legislativa do país e a mais populacional a seguir a Joanesburgo.

As Praias lindas e geladas da Cidade do Cabo

Famosa pelo seu Porto Natural, a Cidade do Cabo tem significado histórico para nós portugueses por ter sido aqui, no Cabo da Boa Esperança, que os navegadores portugueses provaram mais uma vez o seu valor na época dos Descobrimentos, mas quanto a este assunto, lá chegaremos!

Breve resumo da História

Os vestígios mais antigos de algum tipo de ocupação humana datam de 10000 a. C. E estão presentes nas Grutas de Peers.

Mas, a primeira vez que a cidade efetivamente deu que falar foi na altura dos Descobrimentos, e graças a quem? Ao navegador Português Bartolomeu Dias!

Tantos tentavam transpor o Cabo das Tormentas – nome dado por Bartolomeu após duras tempestades que sofreram para o dobrar – mas foi este navegador português que alcançou esse feito e abriu caminho para as futuras navegações para a Índia, criando a importante ligação entre o Oceano Atlântico e Indico.

Cabo esse que João II de Portugal apelidou de Cabo da Boa Esperança! E tudo isto aconteceu em 1488.

Mas a cidade começou a crescer somente em 1652 com a Companhia Holandesa das Índias Orientais pelas mãos de Jan Van Riebeeck.

Estabelecendo-se aqui um importante ponto de comércio que servia de apoio às viagens das Índias orientais da Holanda.

Com o trabalho escravo da Indonésia e de Madagáscar a cidade prosperou, mas na altura da Revolução Francesa, Holanda estava demasiado ocupada e perdeu o controlo da Cidade, dando origem a que os Britânicos tomassem conta desta e lá se estabelecessem a partir de 1795.

A descoberta de diamantes já no século XIX aumentou o fluxo de imigração a África do Sul, e a Cidade do Cabo foi prosperando.

África do Sul e consequentemente a Cidade do Cabo passaram por momentos de grande tensão na história, nomeadamente de 1948 a 1990 com o Apartheid (como é possível pensarmos que há bem poucos anos aqui ainda existia segregação racial?E já terá terminado totalmente?), mas foi a partir de 1994 que as eleições passaram a ser livres.

O país passa por um momento incrível a nível económico, quer na área do turismo quer no ramo imobiliário, mas é bem presente a disparidade e o fosso gigantesco que separam a pobreza da riqueza, uma espécie de cidade encantada envolta numa autêntica favela onde milhões de pessoas tentam construir as suas vidas.

Este foi o primeiro impacto mal chegamos à Cidade do Cabo. A periferia está imersa em pobreza mas quando se chega à cidade propriamente dita a riqueza é uma constante.

Mansões dignas de Bervelly Hills, automóveis dignos de estrelas de cinema, e a beleza natural envolvente quase que nos fazem esquecer que acabamos de passar por milhões de pessoas que vivem num limite de pobreza assustador.

Se devem ir à Cidade do Cabo apesar deste choque, SIM… a minha resposta será sempre essa, quando estamos num país que provoca em nós um sentimento de angústia, revolta, mas ao mesmo tempo de deslumbramento.

A Cidade Do Cabo tem a vista sobre o oceano mais sublime que já tive o prazer de experienciar, conheci pessoas incríveis que me trarão memórias de felicidade para sempre, e acima de tudo, consegui dar ainda mais valor ao que tenho, às oportunidades que a vida me deu e que eu aproveitei sem hesitar, e ver o mundo e o ser humano com um olhar ainda mais atento.

Mas então, o que não perder nesta Cidade???

Selecionei 10 coisas que para mim são imperdíveis!

Ficar no hotel The Twelve Apostles
O staff mais simpático que já vi, e um ambiente de tal forma sereno que não apetece sair de lá! Contrastando apenas com a loucura do Leopard Bar que é o ponto de encontro dos locais! Por isso, se não tiverem oportunidade de se hospedar no 12 Apostles, por favor não percam uma ida ao Leopard Bar ao fim da tarde para beberem um Gin e observarem o por do sol! Eles têm um menu de Gins incrível e a um preço bem em conta para um bar de hotel de luxo! Aliás, toda a lista tem preços bastante justos. Outro ex libris do hotel é o seu Spa. Dos melhores circuitos de água onde já estive. Mas sobre toda esta experiência no Hotel 12 Apostles falo-vos mais aqui!

The Twelve Apostles

Passear por V&A Waterfront e sentir a vibração da cidade!
Há animação por todo o lado, os diferentes grupos musicais fazem fila para poder mostrar os seus dotes artísticos e entreter quem por lá passa. Este é o coração da cidade, por aqui passam milhões por ano, turistas e locais. Se a intenção é visitar um museu, passear, fazer compras, sentir a agitação e as pessoas de Cape Town, este é um local imperdível! Honestamente acho que quem passa pela Cidade do Cabo deve passar pelo menos umas horinhas por aqui.

Não é de longe o mais interessante da cidade mas merece uma visita! Daqui tem acesso a diferentes locais, como por exemplo Robben Island – onde Nelson Mandela foi mantido durante anos; Cape Wheel – a roda Gigante, que eu, como sempre, dispenso!; a Nobel Square – com estátuas dos quatro premiados ao Nobel da Paz; o Two Oceans Aquarium – para quem viaja com crianças é uma excelente opção; o SpringBok Experience para os amantes do filme Invictus; a Clock Tower – no seu estilo vitoriano, que estava fechada para obras aquando da nossa viagem; o Diamond Museum – como não poderia deixar de ser numa cidade tão rica em diamantes!Se o intuito, como foi o nosso caso, não é visitar nada em concreto, aconselho-vos a desfrutar apenas da animação constante desta região! A sentir a vida que fervilha por aqui, e a observar a Table Mountain com a sua imponência! No entanto, optamos por entrar em dois locais quando visitamos a Waterfront! Curiosamente no mesmo edifício! Mas dada a excelente experiência eles constituem mais dois pontos de importância na Cidade do Cabo! E são eles o Zeitz Mooca Museum e o Silo Hotel.

Zeitz Mooca Museum
O maior Museu do mundo dedicado à Arte Contemporânea produzida por artistas africanos, aberto desde 2017 no edifício do Hotel Silo, no Silo’s District. Tenho que vos confessar que não me apetecia perder tempo a visitar um museu nesta viagem, ainda resisti à primeira tentativa do João, mas como na manhã em que era suposto irmos à Table Mountain foi impossível por causa do vento, lá decidimos ir ao Zeitz Mocca Museum! E ainda bem pois amei! A estrutura original do edifício tem uma forte herança industrial que se coaduna na perfeição com a arte contemporânea apresentada no seu interior. As obras, o ambiente, e o edifício em si transformam este museu num dos meus preferidos de todos os que já visitei. Imperdível!

Preço: 190ZAR (13€ aproximadamente)

https://zeitzmocaa.museum

Já que estão por Silo’s District e neste edifício aproveitem para – Tomar um cocktail no Silo Hotel!
Se tiverem sorte ainda arranjam mesa no Rooftop (só acessível a hóspedes, mas quando há mesas eles facilitam o acesso) senão fiquem-se pelo 6 andar pois o bar é igualmente incrível.

Uma das experiências mais incríveis da Cidade do Cabo são as vistas deslumbrantes e megalómanas que se têm da Table Mountain.
Este é sim, sem a mais pequena dúvida, um local a não perder! Mas, boa sorte, porque tendo em conta o vento que se faz sentir na cidade, às vezes é impossível subi-la, por questões de segurança, obviamente. Tentamos duas vezes, mas sem sucesso, mas à terceira foi de vez! Fizemo-lo de funicular mas para os mais atléticos é possível fazerem-no a pé pelos trilhos preparados para isso. Honestamente, sou uma pessoa de momentos, e o momento em que chegamos ao topo da Table Mountain foi de longe dos melhores que já tive numa viagem. É mágico, é indescritível e por muito que tentem compreender olhando para as fotografias nunca vão conseguir, por isso, confiem em mim – Este tem que ser um dos vossos itens numa wishlist! O nome deve-se ao formato da montanha que se assemelha a uma mesa, que se desenvolve num autêntico planalto de 3km! Estende-se desde o chamado Devil’s Peak (melhor local para ver o pôr do sol, aliás!) a leste até à Lion’s Head a oeste, compondo o anfiteatro natural! A primeira ascensão documentada aconteceu em 1503 por António Saldanha (navegador português). Que foi o responsável pelo atual nome, por observar um terreno extenso e plano, e quem colocou uma cruz que ainda hoje é visível nas imediações da Lion’s Head! Se fizerem a subida e descida de funicular os bilhetes podem ser comprados diretamente lá, e não são caros, apenas têm que esperar um pouco nas filas!

Visitar Cape Point e o Cabo da Boa Esperança.
Se podem não fazê-lo podem, mas se são portugueses têm mesmo que o fazer. E, assim, fazer jus a Bartolomeu Dias que dobrou este último numa altura em que mais ninguém conseguia. Façam uma viagem de cerca de 1h e pouco de carro desde o centro de Cape Town até Cape Point (nós alugamos carro em Cape Town pois assim podíamos fazer este tipo de viagens e ir apreciando tudo o que queríamos com o nosso tempo – se não quiserem alugar carro e conduzir podem contratar motorista privado, ou ir nos passeios realizados por agências privadas). Conduzimos pela inconfundível Chapman’s Peak Drive e paramos em cada local da estrada cujas vistas nos deslumbravam (há vários trajetos para que possam parar em segurança).

Chegamos então ao Table Mountain National Park. A entrada é paga (303ZAR – cerca de 19€ ) e quando entramos é-nos dado um mapa bastante simples para orientação dos dois cabos.

Quais as variadíssimas razões que justificam a visita a Cape Point e ao Cabo da Boa Esperança? Se são portugueses já falamos sobre a questão histórica (de orgulho!), mas há muitas mais! É a ponta mais a sudoeste do continente africano. E a natureza é provavelmente a principal razão de o visitarem. É um parque natural com kms e kms duma beleza única, onde podem avistar uma diversidade imensa de animais (cuidado com os Babuínos!) e onde irão respirar o ar mais puro e fresco das vossas vidas (relacionado com uma corrente de ar que vem da Antártida).


Uma vez dentro do parque podem seguir sempre em frente pelos caminhos e vão diretos a Cape Point com o seu antigo Farol. Daqui têm uma vista incrível sobre todo o Cabo da Boa Esperança. Podem subir até ao farol de funicular ou pelas íngremes escadas, que vos aconselho pois podem ir apreciando as vistas! Do Farol podem tornar a pegar no carro e seguem as placas que vos levam ao Cabo da Boa Esperança, ou mal terminam as escadas do farol encontram um caminho pedonal para a Boa Esperança. Ao longo do parque podem também encontrar dois monumentos de homenagem aos dois navegadores portugueses Bartolomeu Dias e a Vasco da Gama.

Atenção ao vento que se faz sentir que é sempre imenso! E aos horários do parque – que variam de 6h/7h-17h/18h de acordo com o por e nascer do sol durante todo o ano.

Depois dos Cabos optem por parar na pequena cidade portuária Simons Town e apreciar as casas com aquele estilo totalmente colonial, que nos fazem quase viajar no tempo.

Aqui, aproveitem também para provar o fish & chips típico desta zona. Tivemos um almoço interessante no Bertha’s, o mais embemático espaço da cidade, com uma esplanada bem posicionada sobre o porto.

Depois do almoço nada como parar para ver a colónia de pinguins em Boulders Beach que é algo que certamente não imaginariam ver na vida! São centenas e centenas de pinguins africanos que se estebeceram nesta praia já desde 1982.

Entrando na colónia, e depois de comprarem o bilhete (76ZAR – 5€), podem seguir em frente ou pela direita, sigam pela direita que essa zona tem muito menos pessoas e é mais fácil ver os pinguins. Não, não podem tocar, até porque não têm acesso à praia, vão vê-los dos estrados de madeira que estão devidamente acima da areia.

Uma forma de terem um contacto mais direto com os pinguins é na praia ao lado, na Foxy Beach, mas cuidado que os pinguins não são assim tão amistosos quanto parecem! Esta zona é também ótima para fazer praia pois devido à forma da sua estrutura granítica a praia fica mais protegida do vento.

A pior altura para visitarem é Janeiro pois os pinguins encontram-se mais no mar à procura de alimento.

 

Um dos ex libris de África do Sul são os vinhos!

Por isso, uma vez em Cape Town torna-se imperativo visitarem regiões e quintas vínicas. Muito nos falaram de Stellenboch, que muito queríamos ir mas que foi impossível de conjugar com os nossos timings. E por isso optamos por visitar a quinta Bouchard Finlayson pertencente à família Red Carnation e fomos acompanhados pelo carismático Frank Woodvine, que nos deu uma aula de biologia incrível ao longo de toda a quinta.

Almoçamos com o Enólogo Peter Finlayson que foi um anfitrião maravilhoso, durante todo o almoço e prova de vinhos. Esta quinta é das mais importantes de África do Sul, e os seus vinhos dos mais galardoados, a região fica a apenas 1h30 de carro do centro da cidade mas vale cada km só para desfrutar dum ambiente familiar e genuíno e provar cada um dos vinhos.

Fizemos esta visita organizada pelo hotel the 12apostles, uma vez que os proprietários do hotel são os mesmos da quinta. (ver)

Frank Woodvine

Tivemos ainda tempo para Visitar mais uma quinta vínica, a famosa Klein Konstantia, uma propriedade lindíssima que nos foi indicada por um querido amigo produtor de vinho que já lá tinha estagiado. Uma propriedade enorme e cuidada até ao último detalhe, numa das áreas mais bonitas do Cabo. Constantia tem mesmo uma beleza inigualável, e os vinhos ali produzidos são também eles únicos e memoráveis.

Mas se tiverem oportunidade façam o circuito do vinho pela região de Stellenboch.

Alem dos vinhos, a gastronomia é algo a Experimentar em Cape Town. Apesar do nos ter parecido bastante internacionalizada houve alguns restaurantes que não posso deixar de mencionar como “a não perder” em Cape Town, como é o caso do Aubergine e do Salsify. Mas sobre estas experiências o João fala-vos ao pormenor noutros artigos (como aqui e aqui)!

Certamente haverá muito mais a visitar nesta cidade tão culturalmente rica e com um povo tão meigo, por isso, daqui a uns anos será imperativo o nosso regresso!

Até breve Cape Town!

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Fotos: Flavors & Senses

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Salsify at The Roundhouse

Encosta acima, encosta abaixo, muito verde e um horizonte azul que se confunde com o céu, é assim o caminho para chegar à The Roundhouse, a casa que serviu de posto de caça a Lord Charles Somerset, antigo governador do cabo, que posteriormente foi hotel, salão de chá, entre outras atividades …. e que hoje alberga o novo restaurante de Luke Dale-Roberts, o bem sucedido chef e empresário que domina a restauração na Cidade do Cabo (podem ler mais sobre Luke – aqui).

Um edifício histórico, de forma rara, redonda como o nome indica, e com uma das mais bonitas vistas sobre Camps Bay, serviu de base para Sandalene (quem mais poderia ser!) criar um cenário completamente inesperado para quem, como nós, visita o restaurante pela primeira vez.

A vista sobre Camps Bay

Se a experiência de um restaurante vai muito para além da comida que nos é servida, no Salsify isso é rapidamente perceptível mal entramos no restaurante e nos deparamos com as primeiras nuances da decoração. À medida que vamos sendo acompanhados à mesa, a nossa host vai também introduzindo-nos à história do edifício e aos diferentes cenários criados por Sandalene. Da estátua da Lady Salsify ao graffiti de Lord Charles, tudo faz sentido e surpreende.

Lady Salsify

Alguns detalhes da decoração

Já à mesa, o espectáculo vai-se sucedendo de outra forma, com a equipa a mostrar logo de início que apesar de ser um restaurante novo (teria cerca de um mês quando o visitamos), todos estavam preparados e o serviço bem afinado. Introduzidos à carta e ao menu de degustação, optou-se por este último, acompanhado pelas escolhas vínicas do Sommelier Nash Kanyangarara.

Rapidamente somos introduzidos aos primeiros snacks, aqui com uma tempura de beterraba com sementes de mostarda e um biscoito de aipo com pesto de estragão trufa e parmesão.  Ambos muito bons na conjugação de texturas e sabores que abriram o palato para o que se seguiria.

Para acompanhar, e porque um cocktail nunca é demais, começamos com o Gin Tónico de assinatura, preparado na mesa, com toranja e bitters de cereja, e uma Margarita de Abacaxi e Fava Tonka.

Excelentes cocktails

Seguiu-se o momento do Pão, com uma excelente manteiga trabalhada com pó e óleo de folha de figueira. Não é fácil pedir um início muito melhor do que o que tivemos até aqui…

Minestrone de Primavera, Polvo, ostras e ervas
Um caldo claro que nos leva para água de tomate, com pedaços de polvo, ostra, salicórnia e algumas ervas. Muito bom no jogo de texturas e sabor, no entanto e olhando ao prato, certamente um pouco mais de salinidade só lhe ficaria bem!

No copo esteve um Pino Gris, Migliarina Grey Matter 2017. Uma casta rara na África do Sul, que aqui resultou num vinho cool e super fresco, cuja acidez crocante e o lado cítrico do vinho fez maravilhas na harmonização!

Espargos Grelhados, girassol e molho holandês
O Girassol é um elemento chave do prato, presente em várias formas, desde a semente, ao óleo com que montaram o molho holandês e o pesto gelado que cobre os espargos. Excelente prato vegetariano, da aparente simplicidade da cocção à magia de uma boa matéria prima como era o caso destes espargos.

A harmonizar esteve um vinho que me deixou rendido, Orpheus & The Raven Old Bushvine  Chenin Blanc 2017 – demonstra no nariz o seu estágio em madeira, em bom equilíbrio com a fruta. Na boca é rico e concentrado, resultando muito bem com as nuances gordas do prato e o sabor único dos espargos.

Vieira, Caril, romã e bhaji de cebola
Uma viagem às influências indianas na costa africana, com uma vieira irrepreensível, e várias técnicas de cocção que levaram o prato a bom porto. Fresco, especiado, crocante e leve!

Para acompanhar o prato a escolha do sommelier recaiu sobre um Chardonnay Domaine des Dieux 2014, um vinho complexo de nariz exótico e palato equilibrado pelas notas cítricas. Um certo lado doce do vinho conjugou muito bem com a vieira e o caril.

Peixe de linha, ervilhas, feijões e mateiga com fermento
Kabeljou, um peixe muito comum na região, aqui trabalhado de forma simples, e com o seu sabor a ser facilmente vencido pelos restantes elementos do prato. Mexilhões, ervilhas, ervas, butarga e um molho de manteiga queimada com um sabor distinto dado pelo fermento que elevaram o acompanhamento.

E porque as harmonizações estavam em alta, esta não foi excepção, com um Fable Mountain Jackal Bird 2014, um blend dominado pela Chenin Blanc, com estágio prolongado em contacto com as borras, que resulta num vinho diferenciador, complexo e introspectivo. No nariz, um lado cítrico, casca de melão e especiarias, enquanto na boca sentimos um bom punhado de fruta, com uma textura bem vincada e uma mineralidade muito própria que fez o casamento com o prato resultar.

Peito de pato à Pequim, Ameixa amarga e creme de noz
Longe de um verdadeiro pato à Pequim, este peito cozinhado de forma irrepreensível, o seu molho delicioso com as ameixas, os pickles e salsa de noz, criaram um conjunto de conforto sem o peso que muitas das vezes estraga o prato de carne num menu de degustação.

A acompanhar bebeu-se Foundry Shirah 2012, de boquet bem perfumado, com ervas, ameixa e especiarias. Na boca é complexo e intenso o que o tornou uma boa companhia para o pato.

Scone de Morango, compota de mirtilo e geleia de framboesa
Mais em jeito de primeira sobremesa do que de pré, esta combinação de frutos vermelhos em diferentes texturas e com diferentes cocções, equilibrado no açúcar e refrescado pelo gelado acabou por criar uma boa passagem e a desejada limpeza no palato.

Abacaxi Assado, bolo de coco, Kefir de leite de cabra gelado
Uma sobremesa que representa bem a forma como gosto de acabar uma degustação, leve e fresca, com bons contrastes de sabores e aqui também as diferentes temperaturas a fazerem toda a diferença. Muito bom!

As harmonizações finalizaram-se com um Keermont Fleurfontein Sauvignon blanc 2017, um Late Harvest, de excelente qualidade, com notas de alperce seco, citrinos e frutos secos, bem acompanhados por uma ótima acidez.

Um ótimo final, para um almoço já de si longo, a que se seguia uma longa caminhada no topo da Table Moutain (não, não houve nenhum incidente!)

Quanto ao serviço, irrepreensível! Profissional desde o primeiro contacto, cria facilmente um ambiente de fine dining mas com a descontração e leveza que o espaço pede. Nota apenas para a mise en scene, será mesmo necessário finalizarem todos os pratos na mesa?

Nos vinhos, e como foram lendo ao longo do artigo o trabalho de Nash Kanyangarara, contribuiu e muito para que me rendesse aos vinhos Sul Africanos.

Considerações Finais
Luke Dale-Roberts, a sua esposa Sandalene e desta vez com o chef Ryan Cole, criaram aquele que será provavelmente o “next big thing!” da Cidade do Cabo, depois do The Test Kitchen  e dos bem sucedidos e mais casuais The Pot Luck Club e The Shortmarket Club, o Salsify é já é um ótimo restaurante em qualquer lugar do mundo. A visita é obrigatória para os foodies que visitam a cidade, e se puderem optem pelo almoço e usufruam de uma vista inesquecível sobre um dos cartões postais da cidade.

Agora é esperar que consiga uma reserva num futuro regresso à Cidade do Cabo. Não será fácil certamente!

Salsify at the Roundhouse
Preço médio: 80€ sem vinhos
  The Roundhouse, Camps Bay – Cidade do Cabo
+27 021 01 06 444
reservations@salsify.co.za

English Version

Fotos: Flavors & Senses

 

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The Shortmarket Club

“Em equipa que ganha não se mexe…”

Foi assim que o aclamado chef Luke Dale-Roberts (nº 44 na World´s 50 Best Restaurants com o seu The Test Kitchen) se juntou à sua mulher Sandalene, e aos seus braços direitos, Wesley Randles na cozinha e Simon Widdison  na sala para, em meados de 2016, abrirem mais um espaço de sucesso, o The Shortmarket Club.

A premissa é aparentemente simples, um restaurante no centro da cidade, numa zona boémia e vibrante, um edifício histórico e uma cozinha que combina criatividade e conforto.

Randles e Simon, que trabalham com Luke desde os primeiros tempos do The Test Kitchen, assumem a gestão do espaço enquando Sandalene mostrou mais uma vez o brilhantismo da sua decoração.

Ao chegarmos à porta do Shortmarket Club pela primeira vez, dificilmente podemos esperar o que daí virá, uma entrada estreita e um corredor que nos levam a uma escadaria que termina num ambiente surpreendente. Podia ser um qualquer club ou speakeasy inglês, mas trata-se de um confortável e luxuoso restaurante em Cape Town.

Já instalados, não tardamos a pedir alguns cocktails enquanto vamos olhando para a carta e escolhendo pratos para uma refeição que se pretendia leve e rápida…

Ostras de Saldanha Bay
Ostras frescas da baía de Saldanha junto à cidade do cabo servidas com ótimo leche de tigre e limão. Um ótimo início!

A acompanhar chegou também um pão de boa qualidade, feito na casa, acompanhado por manteiga e ricotta caseira com bons temperos.  As primeiras impressões dificilmente poderiam ter sido melhores.

Atum Sambal Oelek
Com este primeiro prato finalizado na mesa com óleo de coco quente, percebemos a influência asiática no processo de criação. O Atum em jeito de tataki estava temperado com sambal oelek (condimento de malaguetas típico do Sri Lanka e Sudoeste Asiático), combinado com coentros, manjericão e cebola roxa. O contraste do óleo quente com a textura fresca do atum e das ervas criou uma boa simbiose de sabores e texturas na boca. Muito elegante!

Tártaro de Cabra de leque, parmesão, noz e molho ponzu
Cabra de leque é a famosa gazela de pequeno porte que serve de imagem à seleção Sul Africana de Rugby. Prato muito bem apresentado e muito bem conseguido, com vários elementos e texturas, mas com a carne a manter-se como destaque principal.

Couve flor tandoori
O prato vegetariano é um mergulho na Índia, onde não faltou o sambal, o masala, o arroz jasmim, o coco e o chutney. Mais uma vez um excelente contraste de sabores e texturas que resultou num prato vegetariano que não me importaria nada de degustar várias vezes.

Bochecha de Porco crocante, endívia, gorgonzola e mel
Um prato de assinatura do chef que nos conquista rapidamente, o jogo de texturas e a apresentação segue a mesma linha dos pratos anteriores, aqui com o contraste do queijo, com a vinagrete de mel e as nozes pecan a funcionar muito bem com a gordura do porco e o lado amargo da endívia.

Batatas assadas em gordura de pato
Como acompanhamento pediu-se umas batatas assadas, mas na realidade este “simples” prato foi talvez o mais surpreendente. Textura e sabor, muito sabor, fizeram destas as melhores batatas que provei em muito, muito tempo!

Simples e bem executados cocktails, aqui com a versão de um Clover club

Pêssego, ricotta, gelado de pinhão, pão de ló e mel infusionado com hortelã, tomilho e limão
Uma sobremesa leve e delicada, muito bem conseguida na combinação de sabores, com destaque mais uma vez para a excelente ricotta e o ponto do fruto. Um belíssimo final!

O serviço não podia ter decorrido de melhor forma, sentados ao balcão, não faltaram temas de conversa com a equipa de bar, sempre prestáveis e com a resposta na ponta da língua para as diversas questões sobre os pratos.

Considerações Finais
Apesar do selo de garantia dos seus proprietários confesso que não cheguei ao The Shortmarket Club com as maiores expectativas, no entanto, as surpresas foram-se sucedendo desde a porta (chegamos antes de abrirem e sem reserva e garantiram-nos logo ali que nos conseguiriam dois lugares no bar), à decoração, passando pela atenção da equipa e acabando como é óbvio na proposta gastronómica. Esta última com o cozinheiro a apresentar um conceito próximo da cozinha de bistrô, com simplicidade, conforto e sabor mas com uma influência bem vincada dos sabores asiáticos, da frescura, ervas, especiarias e muitas texturas.
Uma agradável surpresa no coração da Cidade do Cabo, que se revela o espaço certo para uma refeição de fine dining um pouco mais informal, num ambiente único e cosmopolita!

 

The Shortmarket Club
Preço médio: 50€ sem vinhos
88 Shortmarket Street – Cidade do Cabo
+27 021 447 28 74
info@theshortmarketclub.co.za

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Fotos: Flavors & Senses

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A magia e os néctares africanos da Bouchard Finlayson

Estabelecida em 1989 na famosa região vínica de Walker Bay na Western Cape, a Bouchard Finlayson sempre se assumiu como um produtor boutique, focado na qualidade e diferenciação dos seus vinhos. Internacionalmente ganhou prestígio e pergaminhos com as suas produções de Pinot Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc, muito por culpa de Peter Finlayson, que antes de se estabelecer e fundar a empresa junto com a família Bouchard, criou durante vários anos os míticos vinhos da Hamilton Russell, onde começou a explorar a sua paixão pelo Pinot Noir, e a forma do explorar naquela região tão própria de Capetown.

Peter Finlayson

Hoje as ações da empresa estão entregues à família Tollmans (responsáveis pelo grupo de hotéis Red Carnation), mas os vinhos e as vinhas continuam entregues às mãos treinadas de Peter.

Por falar em vinhas, nem só de Pinot, Chardonnay ou Sauvignon Blanc vivem as terras da empresa, expandidas por um vasto e virgem território que respeita e homenageia toda a flora da região, ou não fosse a região do Cabo considerada um Reino Floral (Fitocório) por si só, conhecido por Fynbos.

E foi por aí mesmo que começou a nossa visita pelos domínios da Bouchard Finlayson, uma visita pela propriedade, para conhecer uma vastidão de plantas, flores e alguns animais que habitam os terrenos lado a lado com as vinhas. Para isso não podíamos ter tido mais sorte, a acompanhar-nos esteve Frank Woodvine, o Botânico responsável por manter toda a propriedade bem conservada em termos de plantas e biodiversidade da região.

Frank Woodvine e a famosa Prótea Sul Africana

O passeio começa de forma simples, uma viagem de carro até um descampado onde Frank começa por nos explicar algumas questões relativas à atmosfera e ao fynbos. Até aqui tudo bem, depois o difícil é mesmo acompanhar o ritmo de Frank, encosta acima enquanto se movimenta em direção a mais uma planta. Seria fácil de compreender essa dificuldade se o Frank não tivesse quase 90 anos, mas assim só serve mesmo para nos dizer que temos de passar mais tempo no monte e menos no ginásio.

O passeio é lindíssimo, as plantas são de uma beleza ímpar, e apesar de já conhecermos algumas delas, é sempre diferente quando as vemos no seu habitat. Mas o especial desta viagem é mesmo o Frank, a sua postura, o brilhantismo com que nos fala e explica cada detalhe e acima de tudo a sua forma de estar e o modo como entregou a sua vida a defender a essência da sua região.

Obrigado Frank!

Uma toca de Porco-espinho

 Depois de uma longa e inspiradora caminhada regressamos à Adega, agora sim para nos sentarmos à mesa e podermos provar os famosos vinhos da casa servidos pela mão do próprio Peter.

Começamos com o Blanc de Mer 2018, um blend, onde predomina o riesling, com notas bem florais, e aromas de alperce e marmelo, bem equilibrados por uma interessante frescura, ou não estivéssemos com o oceano logo ali ao lado. Seguiu-se o Sauvignon Blanc 2018, uma casta que no meu caso é sempre um pouco mal amada, salvo raras excepções de terroir, e aqui se mostrou fresco, muito, muito tropical, crocante e de final equilibrado. Uma boa surpresa!

enquanto vamos provando os vinhos…

Ainda nos brancos, provou-se o Chardonnay Sans Barrique 2017, que como o próprio nome indica não passa por madeira. Um vinho fresco, muito elegante, de nariz diverso, e com uma complexidade acima da média, revela que à semelhança dos vinhos  mais estruturados pela madeira, também ele irá envelhecer muito bem. O Mission Valley 2016 é um Chardonnay “clássico”, à boa maneira da Borgonha, com estágio em madeira durante 8 meses. Um belíssimo vinho, complexo, estruturado, com a madeira muito bem casada, a fruta a fazer-se sentir, com destaque para pera e pêssego e um final longo que se mantém na boca.

Nos tintos, passamos pelo Galvin Peak 2016, um 100% pinot noir que nos mostra bem porque é Peter Finlayson conhecido por criar os melhores pinot noir sul africanos. Nariz floral, com fruta vermelha, madeira muito bem conjugada com a fruta, trazendo à boca uma excelente complexidade e equilíbrio. Um belo vinho!

Provou-se ainda o Hannibal 2016, um blend onde predomina a Sangiovese, com pinot noir e nebbiolo, entre outras castas. Um trabalho clássico de enologia, que resulta num vinho que facilmente nos transporta para Itália e os aromas e sabores dos seus vinhos, embora aqui resulte num blend complexo, leve e fácil mas simultaneamente tânico e complexo na fruta. Muito bom!

Por fim,  não podíamos deixar de escrever sobre o Tête de Cuvée 2017, um vinho raro e exclusivo, do qual foram feitos apenas 4 barris. Trata-se de um 100% pinot noir, que apenas é lançado em anos excepcionais, aqui a apresentar um que ainda se está a construir, com a madeira a precisar ainda de mais tempo para se casar com a fruta, mas também a apresentar uma combinação de fruta escura e especiarias muito prometedora. Daqui a 5/6 anos será um grandíssimo vinho!

Parece que terminamos bem!

Dificilmente poderíamos pedir melhor para uma primeira prova de vinhos em solo africano, excelentes vinhos e um cicerone de respeito! A Bouchard Finlayson é uma daquelas empresas que apesar de fugir das regiões mais afamadas de Stellenbosch ou Constantia, conseguiu o seu lugar na rota dos vinhos sul africanos, muito por culpa de Peter Finlayson, por um dia ter acreditado que o vale de Hemel-en-Aarde seria perfeito para as uvas mais famosas da Borgonha.

Uma região imperdível, vinhos irresistíveis!

Bouchard Finlayson 
Visitas de Segunda a Sexta – 9h/17h | Sábado – 10h/13H
R320 Road, Hermanus 7200 – África do Sul
South Africa+27 28 312 3515
info@bouchardfinlayson.co.za

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Fotos: Flavors & Senses

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The Twelve Apostles

Numa das melhores localizações de Cape Town fica um dos mais idílicos hotéis de sempre!

Com a Twelve Apostles e a Table Mountain (quem não sabe ao que me refiro vai ter de ler o artigo sobre o que fazer na cidade do Cabo) como confidentes, este hotel roubou o nome à primeira!

Pertence ao grupo Red Carnation da família Todman desde 2002, e é um dos elementos pertencentes ao Leading Hotels of the World.

Primeira impressão
O The Twelve Apostles causa uma excelente primeira impressão mesmo antes de chegarmos ao hotel, quando decide preparar ao pormenor toda a nossa estadia sem sequer nos conhecer.

Respondemos a um questionário por e-mail que garantiu ao hotel um total conhecimento sobre as nossas preferências e sobre nós.

O caminho para o hotel percorre-se com o Atlântico como companhia, as vistas são de cortar a respiração e a atmosfera da beleza de Cape Town intensifica-se quando entramos no The Twelve Apostles.

Somos recebidos por toda uma equipa repleta de boa disposição e com sorrisos estampados no rosto.

O hotel é todo branco e encontra-se inserido entre a montanha e o oceano! Combinação perfeita, certo?!

Facilmente nos apercebemos que o estilo colonial é dominante, sendo o branco e azul às cores utilizadas, desde as fardas do staff à decoração de cada pormenor.

Na recepção somos convidados a sentar e a descansar um pouco da longa viagem.

Imediatamente percebo a simpatia dos funcionários, sempre atentos às nossas necessidades. O lobby é pequeno e agitado duma forma elegante, sem aquele exagero de um business hotel.

Adornado por flores e peças de arte convida ao confronto mas também à curiosidade de querer ver mais e mais.

Somos acompanhados ao nosso quarto e vamos apreciando tudo à nossa volta, todo o chão é em alcatifa, o que lhe confere um conforto sem igual mas que também deve dar imenso trabalho aos funcionários! Cada parede tem um quadro, alguns daqueles que da vontade de trazer connosco para casa, e o que mais captou a minha atenção foi o facto de haver funcionários por todo o lado, com um ar educado e tímido mas sempre dispostos a fazer da nossa estadia a melhor de sempre.

Cara de sono?

Quartos
Mesma linha colonial. Um Deluxe Room onde o Branco e azul são dominantes. Confortável e elegante ao mesmo tempo.

A casa de banho era pequena mas perfeitamente funcional e tinha menu de sabonetes – algo que nunca vi em nenhum hotel!

A cama, uma King Size, era de extremo conforto e tinha o menu de almofadas mais incrível de sempre.

Um dos ex libris do quarto? A varanda com vistas quer para a montanha quer para o Oceano.

No quarto tínhamos à disposição chá e café e esperavam-nos também vinho e doces.

Os roupões eram os mais bonitos que já tive, numa espécie de kimono azul e branco, de tão elegantes que fui à loja do hotel, que tinha coisas muito interessantes, comprar um para trazer comigo para casa.

O melhor do quarto, aliás, o melhor do hotel foi o serviço. Todas as noites chegávamos ao quarto e ele estava preparado duma forma tão peculiar – Iluminado com velas, com cromoterapia e com os roupões deixados graciosamente em cima da cama. Um completo sonho!

Restaurantes
O hotel conta com três restaurantes bem distintos.

O principal – o Azure é onde servem o pequeno almoço, e deixem-me que vos diga, o The Twelve Apostles tem dos melhores e mais variados pequenos almoços que já provei.

Com ostras e espumante à discrição, tem um menu que garante opções para todos os palatos.

 E por falar num pequeno almoço com vistas…

Este restaurante tem um ambiente elegante e extremamente cosy que segue a linho de decoração de todo o hotel. Tem uma varanda com uma vista privilegiada sobre o oceano, que garante uma atmosfera romântica.

Ao jantar o ambiente é de Fine dining e tivemos uma experiência bastante interessante numa das nossas noites no hotel.

 selecção de pães e manteigas do Azure

Reconhecido com um dos mais famosos restaurantes de inspiração clássica de Cape Town, o nosso jantar começou com uma boa seleção de pães, onde se destacava a focaccia, e seguiu por uma longa degustação, onde não faltou abalone, uma panna cotta de ervilhas,  Mexilhões,  um fantástico lombo de cabra-de-leque, um tipo de Gazela, e um belo bife com abóbora e cogumelos shiitake.

 Um delicioso lombo de Cabra-de-leque servida com beterraba, pickles e jus de veado

Entre vários vinhos e vários pratos seguimos para o capítulo doçeiro com diversas texturas de chocolate, cacau e cereja. Muito bom!!

 Chocolate, cacau e cereja

Outra das opções de restaurante e o The Café Grill – aqui é onde são servidas todas as refeições ao longo do dia, quando, por exemplo, estamos a relaxar na piscina. E que parece um autêntico restaurante de praia, vão perceber o que quero dizer ao olharem para as fotografias.

The Café Grill

Está quase como que inserido na montanha e na natureza envolvente, e é um dos mais bonitos locais de todo o hotel, pois contempla mesmo ao seu lado, uma piscina de de água natural vinda da montanha (gelada, como é óbvio!) que nos transporta com os sons da natureza para outro mundo!

E por último mas não menos importante! Temos o meu local preferido do hotel! O Leopard Bar!

The Leopard Bar

Que local incrível! No dia em que chegamos à Cidade do Cabo já era tarde, e optamos por não sair do hotel, mas também não nos apetecia jantar uma refeição completa, por isso optamos por ir ao bar e petiscar algo por lá, mas mal nós sabíamos que o bar era um dos principais pontos de encontro dos moradores de Cape Town. E então de repente demos de caras com um ambiente extremamente cosmopolita, agitado e cheio de energia, com uma atmosfera quase Londrina!

Sabíamos que a noite prometia!

Primeiro um por do sol de cortar a respiração, depois música ao vivo (como é habitual todas as noites) e depois um menu de Gins que nos surpreendeu duma forma que não esperávamos.

Pelo meio fomos petiscando, porque entre Gins, espumante e cocktails a coisa já não estava fácil! Mais uma vez, também aqui, o mais importante foi a componente humana! O barman que acompanhou a nossa noite foi duma simpatia e duma atenção sem igual.

Incrível como é sempre essa componente humana que que mais me cativa seja em que serviço for.

Degustação de alguns surpreendentes Gin’s Sul Africanos

Serviços
O The Twelve Apostles, como qualquer outro hotel de luxo, abrange todos os serviços típicos desta categoria de hotéis. Talvez o que mais o destaca seja esta componente humana de que tanto falo, mas sobre isso aprofundo no próximo item.

O hotel conta com uma sala de eventos com terraço, perfeita para qualquer tipo de celebração. E com o oceano como companhia. Aqui podem celebrar-se pequenos encontros, conferências, festas e até mesmo casamentos, apoiados pelo catering do restaurante principal.

Quanto a locais de lazer o hotel conta com duas piscinas, uma, como já referi, de água natural, proveniente da montanha, e outra de água quente num terraço muito bem situado em frente ao oceano.

Para os mais ativos existe um ginásio aberto 24h por dia.

Um dos ex libris do hotel, é o seu Spa.

Este está munido de 7 salas de tratamento, uma área de bem estar com águas aromatizadas e pequenos snacks e um circuito de água que todos os spas deveriam ter – três pequenas piscinas, uma com um efeito terapêutico semelhante ao mar morto, outra extremamente quente e outra gelada! A ideia é fazer as três num total de 15 minutos e depois descansar 2h! É uma espécie de relaxamento total, em que a sensação que temos é a de que o nosso corpo pesa uma tonelada e em que ao fim de 2h estamos novos e rejuvenescidos!

Uma sensação de bem estar perfeita!

Outra das atividades diferenciadoras do Hotel é o seu cinema, com direito a pipocas e coca cola como manda a tradição!

Mas o hotel é mais do que meras atividades de interior e por isso garante aos seus hóspedes uma panóplia de opções por toda a cidade. Seja passeios à V&A Waterfront, seja para alguma praia mais longe, seja para a Table Mountain. Esses passeios podem ser organizados pelo hotel ou o staff pode apenas garantir o transporte até locais próximos, uma vez que tem uma série de shuttles sempre disponíveis para transportar todos os hóspedes.

Nota máxima para este ponto, uma vez que a equipa reúne todos os esforços para suprir todas as nossas necessidades, garantindo acima de tudo a nossa segurança.

No nosso caso em concreto e como fomos jantar a alguns restaurantes, o hotel garantiu sempre que não regressávamos de táxi mas sim com um dos motoristas deles.

Nisto, o Concierge foi incansável, – obrigada Dane por tudo!

Outra das atividades do hotel é organizar piqueniques nos locais mais paradisíacos da cidade e visitas a regiões ou quintas vínicas!

No caso fomos até à Bouchard Finlayson, uma vez que esta pertence à mesma família proprietária do hotel. Aqui tivemos o prazer de conhecer o carismático Frank Woodvine, de quase 90 anos, que nos mostrou toda a propriedade e nos deu uma aula de biologia como nunca tivemos em todos os nossos anos de escola, e que foi dos anfitriões mais enérgicos de sempre, que com os seus quase 90 anos corria por todo a vegetação e vinha e me fazia suar para o acompanhar!

Acompanhar o Frank foi um dos melhores e simultaneamente mais difíceis, momento de toda a viagem

A clássica Protea de Cape town

Bouchard Finlayson

Após está agradável surpresa foi tempo de relaxar para um almoço com Peter Finlayson e degustar os seus vinhos, provavelmente os mais famosos Pinot Noir da África do Sul, mas sobre isso falará o João.

Além desta região e quinta, o hotel organiza para os seus hóspedes idas a muitas outras regiões, como Kostantia e Stellenbosch.

Atendimento
Sem me querer tornar repetitiva, já vos disse que o melhor do hotel foi o staff?!

Acho que deve ter sido dos melhores serviços que já tivemos num hotel. A equipa era duma simpatia genuína, duma preocupação constante, desde os motoristas dos shuttles aos recepcionistas, aos barman do Leopard Bar e ao Dane, um dos concierges, que foi maravilhoso connosco e com que criamos uma empatia muito grande.

Até à funcionária da loja do hotel onde comprei o meu roupão era meiga!

Nada falhou nesta equipa!

Acho que só me resta falar-vos na Rainha do Hotel!!!! A Ingwe, e quem é ela perguntam vocês? Uma gatinha muito linda que circula pelo hotel livremente e que basicamente manda naquilo tudo! Tanto que, os pratinhos de comida e de água estão atrás da recepção! Por isso, não se admirem de chegarem ao hotel e a Ingwe Estar sentada a descansar na secretaria da recepção ou no sofá!

Até breve The Twelve Apostles!

The Twelve Apostles
Quartos a partir de 300€
Victoria Road, Camps Bay – Cape Town 
+27 21 4379 000
reservations1@12apostles.co.za

English Version

Fotos: Flavors & Senses

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Voar com a Iberia para a África do Sul

Sempre gostei de voar, mais pelo significado e pela vontade de chegar a um novo destino, do que propriamente pelas horas de voo, o prazer de estar num avião ou o desespero que é o tempo perdido em aeroportos e segurança (sempre a pior parte).

Se para mim, que viajar significa quase sempre prazer e coisas boas, é assim, imaginem para quem voa constantemente em trabalho! É por esses e para esses que as companhias trabalham constantemente para melhorar os seus serviços, criando Lounges nos Aeroportos e áreas nos aviões, nomeadamente as Business e First class, onde o conforto e as comodidades transformam, as horas “perdidas” em momentos bem mais convidativos, quer para quem precisa de trabalhar, quer para quem simplesmente necessita de um bom descanso antes da chegada ao seu novo destino.

Na sequência da nossa última viagem para a África do Sul, mais propriamente para a Cidade do Cabo, o melhor voo que encontramos foi com a Iberia, fazendo Porto – Madrid, Madrid – Joanesburgo e Joanesburgo – Cidade do Cabo. Voos mais curtos, com uma companhia confiável (desculpem-me algumas das companhias africanas) e com muito menos horas de escalas e voos, sem dúvida a melhor opção para quem quer partir rumo à ponta de África a partir do Porto.

Premium Lounge Velásquez

Nesta viagem tivemos oportunidade de conhecer dois dos Lounges da Iberia no Aeroporto de Madrid, primeiro o Premium Longe Velásquez e posteriormente antes do regresso ao Porto, o Premium Lounge Dali, nomeados numa clara homenagem aos grandes artistas espanhóis.

Premium Lounge Velásquez
Bem recebidos à entrada, somos rapidamente conduzidos ao interior do Lounge depois da confirmação dos nossos acessos. Espaço recentemente redecorado, não faltam diferentes zonas de descanso ou de trabalho, com luz apropriada, bons materiais e todo o tipo de ligações para que não haja nenhuma bateria sem carga, como já é habitual num bom Lounge.

A comida e as bebidas à discrição de cada visitante, são sempre alguns dos pontos mais avaliados por quem visita estes espaços, pelo que aqui isso não é esquecido, é certo que não estamos perante as “loucuras” das grandes companhias do Médio Oriente, mas não faltam Gins e outros digestivos de primeira categoria, juntando-se a bons vinhos espanhóis e uma vasta selecção de cervejas.

Na comida, a oferta flui entre as saladas, sandes, seleção de queijos e embutidos e claro alguns pratos quentes, para terminar em beleza com os sempre simpáticos gelados da Häagen-Dazs que acabaram a acompanhar-me na rápida viagem até à porta que nos levaria ao avião.

Embarque
Chegamos perto do final da hora dos embarques (o conforto do Lounge tem destas coisas) e fomos prontamente acompanhados à porta de acesso para a business class, pelo que tudo decorreu rapidamente, em poucos minutos estávamos confortavelmente instalados e com um copo de um simpático Cava nas mãos.

 

Avião
Bem, o Airbus A330 é um dos aviões comerciais mais utilizados do mundo, e o da Iberia, mantém as mesmas linhas que muitas outras companhias, e ainda bem, o conforto, espaço e entretenimento estão garantidos nas cabines individuais da Business Class.

Existe os habituais espaços para guardar bens, carregadores, uma mesa especialmente bem pensada para colocar o objectos ou bebidas sem atrapalhar a mobilidade do passageiro. Almofadas confortáveis, uma manta, meias e, claro, um acento totalmente reclinável.

Refeições
Como é habitual, à chegada somos recebidos com um copo de Cava ou sumos naturais, para brindar ao início de mais um voo. Como o nosso voo era noturno começamos com um jantar  tardio, com várias opções à carta, que resultaram em alguns momentos surpreendentes. Uma salada de peixe fumado com laranja, pão escuro, queijo azul e marmelada, e mais uma salada, com legumes crocantes e vinagrete foi um surpreendente início de refeição a bordo.

Peixe fumado e laranja

Mantendo-me no vinho branco, seguiu-se uma bochecha de porco ibérico com esmagada de batata e legumes (já vi bem pior a ser servido em teoricamente “bons” restaurantes).

Bochecha de Porco Ibérico

Para finalizar o jantar, uma das boas surpresas foi um bolo de cenoura e especiarias, bem acompanhado por um copo de Xerez (que diga-se fez um belo trabalho a ajudar-me a adormecer).

 Bolo de cenoura e especiarias

Depois de alguns Gin & Tonic, uns quantos filmes e umas boas horas de sono, chegou o momento do pequeno-almoço, aqui também com uma irrepreensível selecção, Omelete, carnes fumadas, tostas, fruta laminada e os iogurtes que normalmente também habitam no frigorifico cá de casa. Estávamos em boas mãos!

Pequeno-almoço

Serviço
O Serviço que experienciamos foi irrepreensível a todos os níveis. Sem um Staff alargado, estiveram sempre presentes, com uma especial atenção ao nosso conforto e ás nossas necessidades durante o tempo de voo.

Entretenimento
Um voo não se faz só de uma cama confortável (não que seja não seja perfeito, poder dormir durante todo um voo, com todo o conforto do mundo), ou de bebidas e comida, para isso a Iberia conta com alargadíssimo leque de filmes e séries,  muitos deles em várias línguas (incluindo o português), canais de tv, jogos, e ate mesmo alguns MB de acesso Wi-fi para que nenhum email ficasse por enviar durante o voo.

Deu para ver uma série de filmes, descansar, dormir e aproveitar ao máximo o voo.

No regresso a Madrid, e depois de mais uma confortável viagem nocturna, seguiu-se um belo almoço na cidade e um regresso ao Aeroporto, mais propriamente, ao Lounge Dali, antes do regresso a casa.

Premium Lounge Dali
Fomos novamente bem recebidos à entrada e rapidamente chegamos a um espaço também ele recentemente redecorado, e muito semelhante ao Lounge Velásquez, aqui com a vantagem de aproveitar uma zona arquitectónica muito bonita do aeroporto.

Lounge bem cheio de visitantes, mas ainda assim foi fácil uma zona de descanso confortável para aguardar pelo voo de regresso ao Porto, enquanto vamos aproveitando mais um ou outro snack, e claro o gin tónico que nunca pode faltar.

Voar assim torna-se fácil! A Iberia conseguiu surpreender-me do primeiro ao último momento desta ligação entre Portugal e a África do Sul.

Até breve!

Versão Portuguesa

Fotos: Flavors & Senses

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Flavors & Senses – Os Melhores Para 2019: A Cerimónia

A 6ª edição dos prémios Flavors & Senses – Os Melhores Para… foram entregues na passada segunda-feira dia 25 de Março, no sempre elegante e romântico Hotel Pestana Palácio do Freixo, inserido na agitada semana da Porto Food Week.

Momentos de espera antes da abertura da sala

Uma parceria de sucesso, que nos permitiu mais uma ver dar um salto qualitativo a que sempre nos propomos, uma melhor organização, mais convidados, e claro um ambiente de festa e descontração onde a gastronomia é a nossa celebração.

Este ano contamos com o patrocínio da Belo Inox, a empresa portuguesa de cutelaria que acreditou nas nossas ideias loucas e abraçou o desafio de se tornar o patrocinador principal dos prémios, assim como de todas as categorias de personalidades.

O apoio já habitual da Riedel, através da Portfolio, que permitiu à Alejandra Jaña, personalizar para os nossos prémios duas das peças mais emblemáticas da marca, o copo Riedel Sommelier Bordeaux Grand Cru e o Decanter Tyrol com os quais presenteamos os vencedores.

Outro apoio de peso foi a Zomato, que este ano se juntou a nós para apoiar os prémios, criando coleções específicas com todos os nomeados, e com apoio específico à categoria “Restaurante Trendy”.

Com um maravilhoso dia de “Verão” e os convidados a chegar a bom ritmo, começamos a festa com grandes Vinhos como já vem sendo hábito nos nossos eventos. Mais uma vez a cargo da Niepoort, com o tempo a pedir stocks dos brancos Wana Bi e Gonçalves Faria, aos quais se juntaram o natural e descontraído Drink Me do projecto Nat’Cool e o do Dão 100% Touriga Nacional.

Este ano as iguarias foram apresentadas de diferente forma, com o Chefe Tony Salgado, do Pestana Palácio do Freixo, a trabalhar as carnes frescas da Bísaro, assim como o Polvo e o Bacalhau da Brasmar. Para cativar alguns dos palatos mais apurados do País, não faltaram croquetes de alheira, polvo panado com guacamole, Bao de entrecosto de bísaro, Cachaço de bísaro com espuma de batata ou creme de bacalhau e grão com ovo Bt.

“My Precious”

Como não podia deixar de ser houve também a sempre concorrida bancada da Bísaro, que este ano nos conquistou mais uma vez com o seu presunto com 30 meses de cura, magistralmente cortado no momento. Destaque ainda para os restantes cortes e peças de fumeiro, como o Lombo, Cachaço (sempre o meu preferido), chouriça picante e claro pão, bola e folar que me transportam sempre para o coração de Trás-os-Montes.

Antes de passarmos à apresentação dos prémios, mais uma vez a meu cargo e da Cíntia (qualquer dia já pareço um “monstro de palco”), houve tempo para a primorosa atuação da fadista Helena Sarmento, que com os seus músicos, trouxe um pouco mais de brilho e charme ao nosso evento.

O fado de Helena Sarmento que abrilhantou o início da entrega de prémios

Este ano coube à categoria de Loja Gastronómica a abertura dos prémios, com o a Queijaria do Almada a sair premiada.

Alberte Xoan, o galego responsável pela Queijaria do Almada, preparado para um discurso em “Portunhol”

Seguiram-se os Restaurantes Fora de Portas, com o prémio “Restaurante Beiras”a ser recebido pelo surpreendido Ricardo Nogueira do afamado Mugasa, celebre pelo seu incomparável  Leitão à Bairrada. Já no Restaurante “Trás-os-Montes” o vencedor foi o recém estrelado G Pousada, com António Geadas a subir ao palco para celebrar o trabalho de toda uma família. Para finalizar os prémios “regionais”, subiu ao palco  António Loureiro, que pela 1ª vez venceu o prémio “Restaurante Minho” depois de ter, também ele, conquistado a estrela para o seu A Cozinha por António Loureiro.

 O emotivo Ricardo Nogueira do Mugasa

Tó Geadas, fala da família e toda a importância da sua união para atingirem todo o reconhecimento que têm conseguido nos últimos meses para o seu G.

 António Loureiro o grande vencedor dos restaurantes Minhotos, com o seu “A Cozinha” 

A equipa da Zomato anuncia o vencedor da categoria Trendy

Ao agitado e cosmopolita Romando Privé, couve o título de “Restaurante Trendy”, com Nelson Pena a fazer prova de que é possível estar na moda e criar projectos originais, fora dos centros urbanos.

Visivelmente emocionado, Nelson Pena agradeceu e falou sobre um grande projecto de família, que são os seus restaurantes 

A Pedro Braga do Mito, calhou a subida ao palco pela vitória na categoria “Restaurante de Partilha”.

Pedro Braga, o homem forte de 2019 no que diz respeito a cozinha de “Partilha”

O prémio de “Restaurante Tradicional”, caiu novamente nas mãos da Adega São Nicolau, com Renata Coelho, a protagonizar um dos momentos mais simbólicos e emocionantes da noite.

Renata Coelho, responsável pela Adega São Nicolau, com mais um prémio de “Restaurante Tradicional”

Seguiram-se os prémios Especializados, com o de “Cozinha Internacional” a viajar mais uma vez para o japonês Ichiban.

 João Vitorino, em representação de toda a equipa do Ichiban

Enquanto o jovem Fava Tonka, levou para casa o de “Cozinha de Produto” pelo seu trabalho em torno dos legumes e vegetais.

Ricardo Rodrigues e Nuno Castro, os enfants terribles de Leça da Palmeira

Com Nuno Castro e Ricardo Rodrigues a voltarem mais tarde ao Palco para receberem respectivamente os prémios de “Chefe a Seguir” e “Empresário do Ano”.

Cíntia Oliveira e Raquel Castro da Belo Inox durante o anúncio do Empresário do Ano

Ricardo Rodrigues com o prémio Belo Inox de Empresário do Ano

E Nuno Castro, bem vestido, com a jaleca de Chefe Revelação e um belíssimo faqueiro Belo Inox

Na nova categoria de “Casual Fine Dining”, onde se premeiam restaurantes sofisticados, com cunho de autor, bom ambiente mas com um clima e uma cozinha menos “exigente” que os padrões conhecidos para os espaços de alta cozinha, o vencedor foi o Almeja, do jovem e talentoso chefe João Cura, que voltaria também ele ao palco para receber o prémio de “Restaurante Revelação”.

Paulo Amado das Edições do Gosto e criador do Pensar Cozinha, a receber o chef João Cura pelo prémio de Restaurante Revelação

João Cura do Almeja, numa das suas subidas ao palco


Nos prémios de “Serviços”, o prémio ficou mais uma vez nas mãos da equipa de “O Paparico”, para a categoria de “Serviço de Sala”. Enquanto que o The Yeatman levou novamente para casa o título de melhor “Serviço de Vinhos”, este ano com o Apoio da Niepoort.

Sérgio Cambas e José Araújo, os rostos que ano após ano fazem brilhar a sala d’ O Paparico

Um prémio em que ambos, Sérgio Cambas de O Paparico e Beatriz Machado do The Yeatman, quiseram deixar os prémios nas mãos das suas equipas.

Beatriz Machado do The Yeatman juntamente com alguns elementos da sua equipa e Paulo Silva da Niepoort

Uma das categorias que mais prazer nos deu criar nesta edição de 2019, foi a de “Chefe Pasteleiro by Belo Inox”, com o prémio a cair nas mãos do génio criativo, Fábio Quiraz, pelo trabalho que tem vindo a realizar n’ O Paparico.

 Fábio Quiraz, o jovem transmontano que se transformou num dos mais talentosos e promissores pasteleiros nacionais 

Para terminar, o ainda jovem Euskalduna, e o seu líder  Vasco Coelho Santos, revelaram-se mais uma vez os grandes vencedores da noite, com 3 prémios, respetivamente  “Restaurante de Autor”“Chefe do Ano by Belo Inox” e o almejado “Restaurante do Ano” uma prova de que um projecto tão diferenciador, conseguiu entrar de estaca e fixar-se como um dos porta estandartes da cena gastronómica portuense e nacional.

Vasco Coelho Santos a admirar o faqueiro personalizado que premiou o Chefe do Ano


 Euskalduna Studio e Semea by Euskalduna em Palco pela vitória em Restaurante do Ano

Prémios e vencedores apresentados, foi tempo dos convidados se soltarem e confraternizarem enquanto iam regando o espírito com os vinhos da Niepoort e enquanto passavam também ao capítulo doceiro com os nossos já clássicos e deliciosos Pastéis dos Remédios e os Pudins Abade Priscos da Doçaria da Cruz de Pedra em Braga.

Impossível resistir ao Abade Priscos da Doçaria da Cruz de Pedra

E foi assim, mais uma vez, com um incrível clima de confraternização e amizade que acabamos a noite a celebrar as pessoas, o seu trabalho e toda a cena gastronómica do Porto e do Norte. Muito mais do que os vencedores, celebrou-se uma identidade, uma cultura e um momento ótimo da nossa gastronomia.

Não posso finalizar o artigo sobre este inesquecível final de tarde, tão memorável e  tão bem passado sem referir o apoio incondicional do Tiago Lessa e do seu Estúdio Cozinha, do design sempre preciso da Alejandra Jaña, e da Químico Digital, empresas e pessoas dispostas a ajudar sem pedir ou exigir nada em troca, só assim  fizemos o impossível de criar um evento deste género, que vive sem grandes patrocínios ou fundos.

Que surgam mais novidades e até 2019!

PS.

Caso Queiram saber mais sobre cada um dos restaurantes vencedores podem visitar o site da Zomato 

Mais Informações:
Belo Inox | Edições do Gosto | Pensar Cozinha | Portfolio | RiedelNiepoort | Bísaro | Doçaria Cruz de PedraBrasmar | Estúdio Cozinha | We Came From Space |Químico Digital | Pestana Palácio do Freixo | Zomato

Fotos: Luís Ferraz/ Edições do Gosto

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Flavors & Senses – Os Melhores para 2019: Nomeados e Vencedores

Este ano os prémios “Flavors and Senses – Os Melhores Para…” estiveram de regresso, depois de uma pausa e uma reflexão em 2018, 2019 marcou a sua 6a edição e, como qualquer criança, soube manter o seu processo de crescimento, 1º associando-se à edição de estreia da PORTO FOOD WEEK, mas também por continuar a melhorar a sua oferta em termos de categorias e novos prémios. Este ano deu-se a divisão da categoria RESTAURANTE ESPECIALIZADO, a partir da qual nasceram os prémios COZINHA INTERNACIONAL e RESTAURANTE DE PRODUTO, assim como as novas categorias CASUAL FINE DINING, e o prémio especial para celebrar o melhor da pastelaria – CHEFE PASTELEIRO DO ANO. Uma alteração que visa dar protagonismo a mais espaços e a mais trabalhos de valor que merecem também eles ser reconhecidos pela excelência do seu trabalho.

A escolha dos nomeados é feita depois de muito debate entre a nossa equipa, depois de avaliarmos a média de uma primeira escolha onde consultamos um restrito grupo de pessoas, desde simples comensais a chefes, bloggers e jornalistas, e finalizada por nós com todo o cuidado e dedicação, pelo que acreditamos que todos os 5 nomeados merecem um destaque especial e que cada um deles seria um justo vencedor na respetiva categoria.

Mas, como em todos os prémios, tem de existir sempre um vencedor e para isso recorremos uma vez mais a um alargado leque de votantes, este ano com um número recorde de participantes, cerca de 140 pessoas, entre empresários, jornalistas, críticos, bloggers, chefes, produtores de vinho e gastrónomos de reconhecido valor.

Este ano o cenário idílico do HOTEL PESTANA PALÁCIO DO FREIXO foi o local escolhido para um animado final de tarde, em que após o fórum PENSAR COZINHA, conseguimos reunir na sua essência o fantástico cenário gastronómico nortenho, dos restaurantes mais clássicos e tradicionais aos chefes com estrela Michelin.

Um ambiente descontraído, de diversão e convívio que deixou bem patente o dinamismo que se vive atualmente na região. Para abrir as “hostilidades” nada como o animado fado de Helena Sarmento, ou não estivéssemos nós aqui para celebrar também Portugal. Seguindo a ideia de manter as animosidades e o espírito “livre” valeram os vinhos da NIEPOORT, sempre irreverentes e irrequietos, apresentando aqui algumas das suas propostas além Douro e além ideias pré-formatadas sobre Vinho. Nat’Cool, Gonçalves Faria, Wanna Bi e Dão Touriga Nacional levaram-nos numa viagem vínica pelos vinhos Nortenhos da empresa.

Desta vez, e graças ao generoso chefe Tony Salgado, os produtos já habituais da BÍSARO, como o presunto com 30 meses de cura com direito a corte manual, o delicioso pão artesanal de Trás-os-Montes, ganharam nova vida através de menu elaborado especialmente para o evento, onde não faltou também o fantástico bacalhau e o polvo da BRAMAR e o final sempre feliz, com os Pudins Abade Priscos da DOÇARIA CRUZ DE PEDRA.

Destaque para o apoio incondicional da RIEDEL que ano após ano surpreende com os seus copos (da linha Sommelier) e decanters de assinatura (verdadeiras obras de arte) que presenteiam os vencedores. Este ano os prémios contaram também com o apoio da ZOMATO, que patrocinou a categoria Trendy, ou não fosse a sua intenção mostrar o que está na moda e o que de melhor se faz na gastronomia.

Este ano o evento não seria possível sem o patrocínio da BELO INOX, a elegante marca de cutelaria 100% portuguesa, que se aliou a nós para abrilhantar o evento e proporcionar grandes surpresas a alguns dos nossos vencedores.

Finalizado na perfeição, o sempre irrepreensível design da ALEJANDRA e as impressões da QUÍMICO DIGITAL.

Deixo-vos aqui mais uma vez os vídeos de todos os nomeados em cada categoria, e os respetivos Vencedores:

Loja GASTRONÓMICA

Vencedor : QUEIJARIA DO ALMADA

Restaurante BEIRAS

Vencedor : MUGASA

Restaurante TRÁS-OS-MONTES

Vencedor : RESTAURANTE G POUSADA

Restaurante MINHO

Vencedor : A COZINHA POR ANTÓNIO LOUREIRO

Restaurante de PARTILHA 

Vencedor :MITO

Restaurante TRADICIONAL

Vencedor : ADEGA S. NICOLAU

Restaurante TRENDY

Vencedor :ROMANDO PRIVÉ

Restaurante ESPECIALIZADO – COZINHA INTERNACIONAL

Vencedor : ICHIBAN

Restaurante ESPECIALIZADO – PRODUTO

Vencedor : FAVA TONKA

Serviço de VINHOS


Vencedor : THE YEATMAN

Serviço de SALA

Vencedor : O PAPARICO

Restaurante CASUAL FINE DINING

Vencedor : ALMEJA

Restaurante de AUTOR

Vencedor : EUSKALDUNA

Restaurante REVELAÇÃO

Vencedor :ALMEJA

Empresário do Ano

Vencedor :RICARDO RODRIGUES

Chefe a Seguir

Vencedor :NUNO CASTRO

Chefe Pasteleiro do Ano

Vencedor :FÁBIO QUIRAZ

Chefe do Ano

Vencedor :VASCO COELHO SANTOS

Restaurante do Ano

Vencedor : EUSKALDUNA

Para finalizar queria agradecer aos restantes elementos da equipa do Pestana Palácio do Freixo, da Intermagazine/Edições do Gosto e ao Tiago Lessa pelos fantásticos vídeos e toda a fotografia, e claro, a todos os presentes e a todas as pessoas que direta ou indiretamente tornaram este evento possível.

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