Christmas Wine Experience 2013

Decorreu nos passados dias 30 de Novembro e 1 de dezembro a 3a edição do Christmas Wine Experience, o grande evento vínico do hotel The Yeatman. Considerado por nós o melhor evento de 2012, este ano repete os mesmos moldes e a mesma qualidade. O evento juntou mais de 100 vinhos nacionais dos mais variados produtores e regiões, criteriosamente escolhidos por Beatriz Machado, Directora de Vinhos do hotel.

Sobre o espaço, pouco ou nada haverá a dizer, a melhor vista da cidade, uma excelente decoração, e um ambiente bem dividido, entre os stands dos produtores,  a loja, as marcas associadas ao evento e claro a secção gastronómica com petiscos de Ricardo Costa. A entrada de 35 ou 40 euros (Sábado), dependendo da data de compra, permitia ao visitante a participação no evento, com direito a provar todos os vinhos e também a um desconto de 10% nas compras na WIne Shop do Hotel, e ainda durante o dia de Sábado, à degustação de uma série de petiscos nacionais criados e selecionados pelo Chef.

Pedro Araújo da Quinta do Ameal

Passando ao que realmente interessa, o vinho, começamos pelos vinhos verdes. Presentes, os produtores da Casa de Cello, com o seu Quinta de Sanjoanne Superior, João Portugal Ramos com o seu alvarinho, Lagar Antigo, Quinta de Paços e os dois que nunca me canso de destacar, Quinta do Ameal  e a Quinta de Soalheiro. Ambos produtores de Vinho Verde, especializados em vinhos monocasta, o Loureiro no caso do Ameal e claro o Alvarinho na Quinta de Soalheiro. O 1º apresentou o seu vinho base, Quinta do Ameal Loureiro 2012 e o Escolha 2012, com o escolha a revelar-se o principal mandatário dos vinhos Loureiro. Mais interessante ainda, a prova dos mesmos vinhos com 10 anos de diferença, mostrando que são vinhos que sabem envelhecer mantendo a fruta e uma excelente frescura. De destacar ainda a presença do Produtor, Pedro Araújo, com a sua habitual simpatia e paixão, agora também voltada para o turismo com a abertura do ecoresort do Ameal.

O produtor Luís Cerdeira da Quinta de Solheiro

A Quinta de Soalheiro, a celebrar 30 anos de Alvarinho, marcou presença com a colheita de 2012 e o Alvarinho reserva de 2012 ( um vinho complexo que consegue jogar muito bem com as características da casta e a presença da barrica). Na falta de Primeiras vinhas, uma espécie de pré-lançamento da colheita de 2013, sempre fiel à casa, com a sua tropicalidade e mineralidade sempre a roçarem a perfeição. Na verdade é que ninguém faz alvarinhos como os  de Luís Cerdeira. Houve ainda tempo para provar um Alvarinho Soalheiro de 1997, vivo, com alguma fruta e ainda fresco, um vinho diferente que mais uma vez mostra que um vinho bem feito pode envelhecer bem.

Luís Pato

A possibilidade de encontrar os produtores, sejam eles mais ou menos reconhecidos, de dialogar e trocar opiniões é uma das melhores características deste evento, impossíveis de recriar num evento aberto às massas, um bom exemplo disso foi a possibilidade de conversar um pouco com Luís Pato, o senhor da Baga e o grande impulsionador dos vinhos da bairrada, não só na qualidade mas também na estratégia como apresenta os seus vinhos. Aqui presente com os Vinhas Velhas tinto 2009 e o Luís Pato Baga Natural 2012. O 1º, um vinho excelente, com cereja e fruta escura, complexo e suculento. o 2º uma interessante experiência com a casta Baga, sem a adição de SO2, ideal para alérgicos, vamos ver no futuro como se comporta com o tempo em garrafa este vinho verdadeiramente “puro”.

Da Herdade do Mouchão, o paraíso do Alicante Bouschet, o Ponte das Canas 2009, um vinho criado por Paulo Laureano que é certamente uma das melhores relações qualidade/preço do País, é difícil não gostar deste vinho, pode gostar-se mais ou menos, mas nunca passará indiferente. Já o Mouchão 2008, um grande ano para a casa, revela-se ainda jovem e a prometer ser um magnífico vinho para quem o conservar por muitos anos.

Paulo Silva da Niepoort

Na Niepoort, o destaque vai para duas das suas grandes criações, o Redoma Reserva Branco 2012, um dos mais interessantes brancos nacionais, cítrico, mineral, complexo e com uma excelente acidez. Já nos tintos a presença do Batuta 2011, conquistou certamente quem o provou, fruta escura com taninos elegantes e grande estrutura, num vinho que promete viver muitos anos na garrafa.

Tomás Roquette da Quinta do Crasto

Um dos meus habituais favoritos, a Quinta do Crasto, com a presença de Tomás Roquette, apresentou os seus Crasto Superior 2011, e o estonteante Tinta Roriz 2011, um magnífico topo de gama que embeleza qualquer garrafeira.  Um vinho sedutor, com bastantes frutos vermelhos e cacau, levemente floral, com taninos suaves e um final de boca longo.

Outro trabalho interessante a ser realizado no Douro é dos irMãos, jovens produtores cheios de garra e paixão pelo vinho que apresentaram o seu Mãos tinto de 2011 e o Reserva de 2010, ambos bastante interessantes com ótima relação qualidade preço.

O VT 2007 da quinta do sagrado, foi outro dos excelentes vinhos que me marcaram durante o evento, no nariz com muita fruta e compota, e na boca, forte com taninos bem marcados e a pedir por comida, um vinho bem gastronómico.

No certame e  por todos os motivos não podiam faltar grandes referências do Vinho do Porto, Churchill’s, Croft, Dow’s, Graham’s, Taylor’s ou Wiese & Krohn, aproveitando para mostrar alguns dos seus grandes vinhos, nomeadamente o grande Vintage de 2011.

Sem tempo e estofo para provar muitos mais vinhos é de notar ainda a presença de outros grandes produtores, como a Adega Mayor, Blandy’s, Cartuxa, Murganheira, Monte d’Oiro, Passadouro ou Quinta do Vallado, para citar alguns.

Como não se vive só de vinhos, houve ainda tempo para provar alguns petiscos selecionados pelo chef Ricardo Costa (*michelin), onde o destaque vai claramente para a grande variedade de azeites, queijos e enchidos nacionais e a presença de Nelson Preto da Quinta das Poldras, que nos presentou com um presunto Bísaro de 36 meses de cura, certamente um dos melhores presuntos a ser produzido em solo nacional.

Nelson Preto da Quinta das Poldras/Grão a Grão

Também os doces tiveram direito a destaque com a presença da Chocolataria Equador, marca que começa a gozar de grande prestígio quer pela singularidade da sua imagem, quer pela qualidade dos produtos que tem vindo a crescer  com os anos e a experiência.

Chocolataria Equador

Em suma, a 3ª edição do Christmas Wine Experience foi mais um grande sucesso, quer para os visitantes quer para os produtores, felizes com a organização demonstrada e com a possibilidade de chegar mais perto do seu público alvo sem a azáfama e loucura de outros eventos. Agora resta esperar por Dezembro de 2014, ou visitar a loja online do The Yeatman.

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2 Trackbacks

  • By #Oktoberfest – The Yeatman on Outubro 12, 2015 at 4:20 pm

    […] Sunsets (ver), seguindo-se em Dezembro a sua habitual feira de vinhos, Christmas Wine Experience (ver), seguindo-se 2016, um ano para o qual prometem reinventar e regressar com as suas tão aguardadas […]

  • By Christmas Wine Experience 2015 on Novembro 10, 2015 at 7:19 pm

    […] queiram saber um pouco mais podem sempre ler aqui como foi em 2013 ou […]

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