Um dia em Kuala Lumpur

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Depois de uma viagem memorável pela exímia Singapura e pelo espiritual Bali, e antes de regressar a casa, eis que fazemos uma breve paragem na capital da Malásia, Kuala Lumpur.

Esta cidade é a maior da Malásia, sendo o centro cultural e económico do país, e é onde se situa a residência oficial do Rei, o Palácio Istana Negara.

História
Kuala Lumpur parece ter a sua origem no ano de 1850 quando o chefe malaio de Kelang, Raja Abdullah, contratou trabalhadores para abrirem minas de estanho.

Estes fizeram-no na confluência de Sungai Gombak (ou Sungai Lumpur – que significa rio enlameado) e Sungai Klang. Kuala Lumpur significa, então, “confluência enlameada”.

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A Malásia foi colónia inglesa durante cerca de um século, já esteve sob o domínio japonês, já se preocupou com o comunismo, mas desde 1957 que é independente, e Kuala Lumpur é a sua capital desde 1963.

Kuala Lumpur é formada pela mistura de diferentes culturas. Diferente da restante Malásia, onde o povo malaio compreende a maioria étnica, a maior parte dos habitantes de Kuala Lumpur são malaio-chineses. Há também malaio-indianos, europeus, asiáticos e outras raças indígenas.

A administração está a cargo da Câmara Municipal, que por sua vez responde ao Ministério Federal da Malásia.

– Língua Oficial: O malaio é o idioma oficial, no entanto, o inglês é muito falado.

– Religião: O Islamismo é a religião mais praticada, no entanto, há outras religiões como Budismo, Cristianismo e Hinduísmo.

– Moeda: Ringgit Malaio (MYR) – 1€ = 4,44305 MYR

– Clima: Quente e húmido durante todo o ano, com chuvas que podem ir de Março a Maio e de Setembro a Novembro. Estivemos no início de Março e o clima estava perfeito, quente e sem chuva!

– Vacinas: não são necessárias (para portugueses).

– Passaporte: Como é habitual é obrigatória a apresentação de um passaporte com validade de 6 meses.

– Visto: não necessitamos de visto (Portugal), a não ser que pretendam ficar no país por mais de 90 dias.

– Como chegar: Voamos, como já é habitual, com a Emirates – Porto-Lisboa (TAP); Lisboa-Dubai; Dubai-Singapura (Aeroporto Chang), partindo depois para outros destinos, mas é possível voarem directos do Dubai para Kuala Lumpur com a Emirates. No nosso caso, chegamos a partir do aeroporto de Ngurah Rai em Bali, com um voo da AirAsia, que liga toda a Ásia à capital malaia, ao aeroporto Internacional de Kuala Lumpur no distrito de Sepang a cerca de 50km do centro da cidade, este voo teve a duração de cerca de 3h.
Todas as principais empresas de aviação voam regularmente para Kuala Lumpur.

– Fuso Horário: + 8h (relativamente a Portugal).

– Transportes: Kuala Lumpur é servida por todo o tipo de transportes públicos, sendo os mais utilizados o comboio e o Bus. A Uber também está disponível na cidade, mas não é aconselhável o seu uso a partir do Aeroporto (já irão perceber porquê!).

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Kuala Lumpur foi apenas um ponto de passagem antes de regressarmos a Portugal, mas já que aqui estávamos tentamos aproveitar ao máximo.

Escolhemos como casa o imponente Grand Hyatt Kuala Lumpur (ver), e nas poucas horas pela cidade optamos por passear à descoberta desta e visitar alguns pontos importantes.

Assim sendo, a questão que se coloca é, o que fazer em Kuala Lumpur em apenas 24h?

Deambular pela cidade sem destino era uma opção, mas existiam alguns lugares que eu gostava de visitar. Assim, optamos por ver dois desses locais, as Batu Caves e Chinatown.

Kl - 4Os “reis” das Batu Caves

Sim, as Torres Petronas também poderiam ser uma opção, mas o Grand Hyatt situava-se mesmo no distrito financeiro da cidade ou como eles lhe chamam, Triângulo Dourado, e o nosso quarto tinha uma vista privilegiada sobre as Torres e isso foi mais do que suficiente para mim.

Até porque, acho que efetivamente o interessante nas Petronas é mesmo a vista que estas oferecem de toda a cidade. De resto são apenas duas torres gigantes de 452m de altura em aço e vidro ligadas por uma ponte! Sim, sem dúvida que à noite, quando completamente iluminadas, são uma verdadeira obra megalómana e que rouba totalmente a nossa atenção!

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Bem, mas falando-vos um pouco do nosso tempo em Kula Lumpur, digamos que este não começou da melhor forma!

Chegamos a Kuala Lumpur já de noite e como o aeroporto fica longe do centro da cidade, chamamos um uber – erro crasso – jamais o cometam!

Entramos no uber, confirmamos a morada do hotel, e 10 segundos à frente fomos mandados parar por um polícia. Bem, após uma conversa deste com o condutor que, como é óbvio, não percebemos, eis que nos pede os passaportes! E o passaporte é aquela coisa da qual nós não nos separamos nem por um milésimo de segundo quando estamos bastante longe de casa! Certo?
Ninguém nos dizia nada… não percebíamos nada do que diziam… e o pânico começou a instalar-se!

Finalmente, e após alguns minutos (que pareceram uma eternidade!) fomos informados pelo agente da autoridade que não podíamos pedir uber no aeroporto, que era ilegal, proibido, etc etc etc! Enfim, que podíamos andar de Uber na cidade mas no aeroporto tínhamos que utilizar somente o táxi ou os autocarros. E pronto, lá fomos nós de táxi, pagar 10 vezes mais pela viagem até ao hotel, mas pronto, chegamos inteiros e sem confusões!

Nesse dia e após este começo atribulado e uma viagem de cerca de 1h para chegar ao centro de Kuala Lumpur, já só queríamos dormir, e felizmente o Grand Hyatt tratou muito bem de nós!

GHKL - 2A tão merecida cama no Grand Hyatt depois da aventura

Após uma belíssima noite de sono e um pequeno-almoço delicioso lá fomos nós, agora de Uber (!), numa viagem de cerca de 15 minutos até às Batu Caves.

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Batu Caves

Ao chegar já se vê ao longe a imponente e gigante (43m de altura) estátua dourada de Murugan – Deus da Guerra para o Hinduísmo.

Talvez o momento mais estonteante da visita às Batu Caves seja mesmo o facto de nos depararmos com esta majestosa figura que se opõe à naturalidade das cavernas com quase 400 milhões de anos!

No fundo este local é nada mais que a mistura dum templo religioso com as formações rochosas talhadas pela natureza ao longo de milhões de anos.

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Mas este local nem sempre foi assim tão sagrado, já serviu única e exclusivamente como fornecedor de guano – fezes de aves – para o povo que ali vivia utilizar como fertilizante, mas foi graças a um indiano devoto que a partir do século XIX este local passou a ser visto como um local sagrado capaz de atrair crentes de todo o mundo.

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O complexo das cavernas inclui templos, altares, museus, e uma espécie de zoológico. E para poderem usufruir de tudo disto preparem-se para subir 272 degraus!

Logo à entrada somos brindados com um verdadeiro museu a céu aberto do Hinduísmo, diferentes figuras divinas dão as boas-vindas a este verdadeiro monumento da natureza que são as Batu Caves.

A entrada no complexo e a subida pelas escadas até ao topo é gratuita, se optarem por visitar a Dark Cave e a Galeria de História Natural têm que pagar – entre 35 a 80 MYR, dependendo se querem a visita educacional ou a de aventura – aqui terão oportunidade de fazer uma visita guiada ao interior real de algumas das centenas de grutas e ver espécies únicas de vários tipos, desde plantas a insectos e aves (principalmente morcegos). Não fomos, porque além de eu não me dar muito bem com locais demasiado húmidos e escuros, as fotografias, expostas na entrada, do tipo de aranhas e insectos que íamos encontrar destruiu por completo qualquer curiosidade que pudesse ter!

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Este local encontra-se no segundo piso da imensa escadaria.
No terceiro e último piso existe um templo, alguns altares assim como figuras hindus, e algum comércio de souvenirs alusivos à religião.

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Importante:
– As mulheres não podem entrar de vestimentas curtas, devem colocar um lenço ou sarong a tapar os membros inferiores.
– Cuidado com os macacos que se encontram às centenas ao longo de todo o complexo! São agressivos e roubam tudo o que encontram!

Kl - 20A minha antiga garrafa de água!

Devo confessar que esperava mais deste local, passando a imponência do seu aspeto exterior, com uma perfeita fusão da espiritualidade com a natureza, ao subir as dezenas de degraus o que se vai encontrando no interior das grutas não vai ao encontro do espanto inicial.

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Não sei explicar, mas não me dá a sensação de pureza e verdadeira espiritualidade.
Talvez tenha sido eu que não me tenha conseguido ligar ao local…

Bem, terminada esta visita foi tempo de seguir para o outro local que ainda queria ver, Chinatown. Daqui seguimos de comboio até à estação KL Central (barato e bem organizado) numa curta viagem que nos colocou diretamente onde queríamos (os transportes públicos funcionam muito bem na cidade). A estação é mesmo do lado das Batu Caves, virando à direita quem sai do complexo. Ao longo do trajeto até à estação ainda é possível comprar algo para comer ou beber numa das diferentes barracas que se apresentam na rua.

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Kl - 33Petaling Street

Chinatown

Cidade que é cidade tem que ter uma Chinatown, principalmente quando essa cidade tem uma cultura chinesa tão enraizada como é o caso de Kuala Lumpur.

Assim, Chinatown transporta-nos para um ambiente cheio de cor, luz, loucura, agitação, barulho (muito), e muitas réplicas!!!
Esta é das regiões mais importantes da cidade e encontra-se sempre repleta de pessoas, não só turistas mas também locais.

A região presenteia-nos com imensos templos, mercados, restaurantes, lojas, e permite-nos encontrar basicamente tudo para todos os gostos.

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Alguns dos locais mais interessantes são o Mercado Central – onde se encontra um dos principais focos da comunidade artística da cidade, promovendo o artesanato tradicional e que melhor define as tradições Malaias (o Mercado Central é muito próximo de Chinatown, há quem o considere parte desta e quem o considere uma região à parte); o imponente Sri Mahamariamman – o principal templo Hindu de Kuala Lumpur; e o Malaysia Heritage Walk – uma das principais ruas, que no fundo se traduz num mercado a céu aberto.

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Além destes espaços encontram-se muitos mais templos, lojas e mercados, por isso, façam como nós e explorem Chinatown sem pressas. A animação é uma constante e ainda podem aproveitar para fazer umas comprinhas!

Gostei da agitação de Chinatown mas não a achei lá muito tradicional, mas sim muito mais uma infinidade de lojas a vender réplicas de vários produtos!

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Bem, já exaustos mas felizes por “fazer render” este dia, decidimos terminá-lo com uma das coisas que mais adoramos, Street Food numa das ruas gastronómicas mais movimentadas da cidade, a Jalan Alor, (relativamente perto do distrito financeiro) onde pudemos provar comida verdadeiramente tradicional!

Kl - 35Restaurantes em Jalan Alor

Como no dia a seguir o voo era ao início da tarde, e a viagem até ao aeroporto ainda demorava cerca de 1h, optamos por ficar apenas a relaxar na piscina do Grand Hyatt, e não visitamos mais nada na cidade.

Assim, podemos dizer que apenas tivemos um dia para explorar a capital da Malásia.

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Mas, a realidade é que muitas pessoas que conheço passaram em Kuala Lumpur só mesmo para fazerem uma escala, um pouco maior ou menor que a nossa, e também só aproveitaram alguma coisa da cidade, como nós.

Se forem com mais tempo, aqui estão alguns locais a não perder (pelo menos de acordo com o que pude apurar junto de outros viajantes e de habitantes de Kuala Lumpur):

– Butik Bintang (esta é uma das regiões principais, com ruas interessantes cheias de comércio local, restaurantes, comida de rua, lojas de artesanato, lojas de roupa, entre outros. Apesar de termos andando por estas ruas, pois o nosso hotel era relativamente próximo, não as exploramos muito.)

– Changkat Bukit Bitang (rua na região de Bukit cheia de bares e animação noturna)

– Merdeka Square (local onde foi proclamada a independência da Malásia)
e Museu Sultan Abdul Samad (museu que conta a história da Malásia)

– Museu Nacional

– Thea Hou Temple (templo chinês mais importante da cidade – dedicado à Deusa do Céu)

– Torres Petronas, Menara KL (Torre de televisão com uma das melhores vistas da cidade e mais barato que a subida às Petronas!) e Suria KLCC Shopping Complex

– Chow Kit Market (mercado tradicional e sem a enchente turística habitual)

– Masjik Jamed (Mesquita mais antiga da cidade)

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Se fizerem uma escala em Kuala Lumpur aproveitem para absorver o que puderem da cidade, pouco ou muito, dá sempre para ficar a conhecer alguma coisa!

Não vou mentir e dizer que é uma das minhas cidades preferidas, porque definitivamente não o é, mas já que fiz uma escala destas aproveitei ao máximo para a conhecer.

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Onde Ficar
Grand Hyatt Kuala Lumpur

 English Version

Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Bali com o apoio da Samsonite.

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Grand Hyatt Kuala Lumpur

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Vindos da pureza, espiritualidade e serenidade de Bali, chegamos à frenética Kuala Lumpur na Malásia, e nada melhor que um hotel com o selo Hyatt para desfrutarmos de uma curta estadia na cidade.

O Grand Hyatt Kuala Lumpur fica mesmo no “centro da ação” da cidade, basta para isso dizer-vos que da janela do nosso quarto a imagem que nos invadia era, nada mais nada menos, que as imponentes Petronas Twin Towers! Situado estrategicamente no chamado Golden Triangle, o local, em Kuala Lumpur, onde os negócios e o entretenimento acontecem, este hotel encontra-se adjacente ao Kuala Lumpur Convention Center e rodeado pelos luxuriantes jardins do parque da cidade, que produzem um belo espetáculo de luzes quando anoitece.

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Como sabem, para nós, tudo o que tenha o cunho Hyatt tem garantia da qualidade, e o Grand Hyatt Kuala Lumpur não foi exceção.

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Primeira Impressão
Kuala Lumpur é “povoada” por arranha céus, e à medida que íamos chegando próximo do nosso hotel, percebíamos que essa quantidade de edifícios que rasgam os céus se adensava ainda mais. E o Grand Hyatt era, também ele, um desses edifícios enormes que nos fazem querer subir ao topo e observar tudo à nossa volta.

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Um hotel com um lobby literalmente gigante que mais parece um shopping, com pessoas a entrar e sair, como se de uma empresa se tratasse! Um ambiente típico de um meticuloso hotel de negócios. Mal entramos neste lobby fomos encaminhados por um simpático funcionário até ao 39º piso, onde a verdadeira receção se localizava e onde a ação se desenrolava! Mal chegamos fomos agraciados com uma vista de cortar a respiração sobre a cidade e sobre as elegantes Petronas.

O nosso check in foi feito sem demoras e fomos encaminhados ao nosso quarto.

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Quartos
Chegamos à noite a Kuala Lumpur o que fez com que a visão que tínhamos da janela do nosso quarto fosse completamente estonteante, a luz das Torres iluminava de tal forma o ambiente que quase parecia de dia, e o aço e vidro que constituem a estrutura das torres refletiam essa mesma luz duma forma tão perfeita que quase me senti a tocar nas Petronas!

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O quarto de estilo contemporâneo, à semelhança do restante hotel, estava organizado de uma forma perfeita, a cama, enorme e cujo o conforto nos convidava a utilizá-la, situava-se mesmo em frente à imensa janela que nos presenteava com uma vista deslumbrante sobre a cidade. Em baixo pude vislumbrar aquela que iria ser a minha companheira de relaxamento, a enorme piscina, e ao fundo o espetáculo de luzes do parque da cidade que nos deliciou com os seus tons vivos e a sua combinação de cores.

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A casa de banho era inteligentemente separada do quarto por um vidro que alternava entre o transparente e o fosco, e que também ele nos permitia a belíssima vista sobre a cidade.

À nossa espera, em jeito de Boas-Vindas, estavam frutas e doces, e ainda chá e café, acessíveis durante toda a estadia.

O hotel, sendo enorme, possui, ao todo, 370 quartos, dos quais 42 são suites.

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Restaurantes
O Grand Hyatt Kuala Lumpur conta com três espaços gastronómicos, o Thirty8, o JP peres e o Poolside.

O primeiro, que como o próprio nome indica, se localiza no 38º andar, foi onde tomamos um dos pequeno-almoços mais completos desta viagem pela Ásia, e onde tivemos oportunidade de almoçar como uma vista de 360º sobre Kuala Lumpur, este serve, essencialmente, gastronomia ocidental, chinesa e japonesa.

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Por sua vez, o JP peres, localizado na entrada do hotel, serve o melhor da cozinha tradicional malaia.

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Por último, mas não menos importante, temos o Poolside, um espaço que faz as delícias de quem passa o dia todo a “morenar” na piscina!

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Serviços
Como qualquer outro hotel do excelente grupo Hyatt Hotels, o Grand Hyatt Kuala Lumpur apresenta todos os serviços capazes de satisfazer todas as necessidades dos seus hóspedes, da mais geral, à mais peculiar.

Desde o Concierge ao serviço de quartos 24h que utilizamos e adoramos, até ao serviço de lavandaria, Wi-Fi, transporte, entre outros.

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O seu ex libris passa pelo espaço de Welness, seja pela imensa piscina (que para mim ficaria perfeita num ambiente de Rooftop, mas não se pode ter tudo, não é?!) com vista privilegiada para as Petronas Twin Towers, seja pelo Fitness Centre que funciona 24h por dia e apresenta equipamento inovador para quem quer manter-se em forma, além de aulas personalizadas com profissionais de excelência, seja pelo deslumbrante Essa Spa que pretende trazer a paz e a serenidade em quem nele entrar, uma experiência que pode ser apreciada individualmente ou com a nossa cara-metade.

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Para quem quer apreciar um momento calmo mas delicioso o local ideal é o Thirty8 com o seu Afternoon Tea Delights. Por sua vez, para um final de tarde este também é o local ideal, com música ao vivo e cocktails de assinatura.

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Mas, indubitavelmente este é um hotel de negócios, razão pela qual foi galardoado com o prémio Best Business Hotel in Kuala Lumpur na 2015 Business Traveller Asia-Pacific Awards, e por isso apresenta sete salas equipadas com toda a sofisticação e luxo necessários para todo o tipo de eventos, quer seja para congressos ou conferências, quer para festas diversas, como por exemplo casamentos.

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Atendimento
Acho sinceramente que tudo que tenha a assinatura Hyatt tem a garantia da excelência e do luxo, e o Grand Hyatt Kuala Lumpur não foi exceção.

Num hotel com um cunho tão financeiro e com dimensões tão megalómanas não podemos esperar ser “apaparicados” daquela forma tão exagerada (que eu Amo!) como num hotel mais pequeno e pessoal, no entanto, tendo em conta as suas dimensões nada falhou, até porque o hotel é munido de um considerável número de funcionários capazes de nos fazerem sentir acompanhados ao longo de toda a nossa estadia.

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O luxo está presente em cada detalhe, e o carinho também, seja nos simpáticos funcionários que nos guiam até ao 39º andar quando chegamos e nos sentimos meio perdidos naquela entrada gigante, seja nos doces que nos esperam no quarto, seja no funcionário sorridente que transformou um simples Room Service num jantar romântico com vista privilegiada para as Petronas!

Confesso que não sendo Kuala Lumpur um dos meus destinos de eleição esta experiência no Grand Hyatt enriqueceu bastante esta breve passagem pela cidade.

Mais um brilharete Hyatt!

Grand Hyatt Kuala Lumpur
Quartos a partir de 170€
12 Jalan Pinang – Kuala Lumpur
+60 3 2182 1234
kualalumpur.grand@hyatt.com

English Version

Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Kuala Lumpur com o apoio da Samsonite.
Estivemos no Grand Hyatt a convite do grupo Hyatt, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Bali – TOP 20

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Como vos referi no artigo anterior (ver) viajamos por três regiões de Bali – Ubud, Ungasan (na Península de Bukit) e Seminyak. Por isso, este Top 20 terá essencialmente locais a visitar ou atividades a fazer nestas ou próximo destas zonas.

Como já disse, foram apenas 5 dias em Bali, e infelizmente tivemos de deixar alguns destes locais para uma próxima visita!

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UBUD

Esta zona é considerada o centro cultural de Bali. Uma região no centro da ilha cercada de casas preenchidas por pequenos altares com oferendas, mercados, templos, floresta e campos de arroz.

A serenidade da sua beleza contrasta com a confusão de algumas das suas ruas. Mas aqui a espiritualidade e a natureza são rainhas!

A partir de Ubud é possível visitar quase tudo na ilha de Bali, e sendo um ponto tão importante, faz com que a maioria dos viajantes fiquem instalados nesta região e façam tudo a partir dela.

Percam o máximo de dias que puderem nesta região.

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Pelas ruas de Ubud sentem-se os olhares da pureza Balinesa, cheiram-se os incensos das múltiplas oferendas ao deuses, e observam-se as celebrações espirituais.

É o local dos artesãos e cultivadores de arroz.
É o local onde nos perdemos na beleza da serenidade mesmo quando a multidão se faz ouvir bem alto.

Os habitantes ostentam as suas vestes, os seus sarongs brilhantes e coloridos e fazem-nos sentir numa constante cerimónia.

Tudo é diferente em Ubud, aqui respira-se a verdadeira essência de Bali.

Ubud é relativamente fácil de percorrer a pé, tem uma rua principal, a Jalan Raya Ubud que corta Ubud de este a Oeste, e que se cruza com a Jalan Raya Forest que segue para sul e que faz o caminho da Floresta dos Macacos.

– O que visitar em Ubud (e que dá para ver/fazer a pé):

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1º – Santuário da Floresta dos Macacos
Um verdadeiro santuário dos macacos e que prometia ser dos locais mais mágicos desta viagem a Bali. E assim foi!

Uma floresta em que os macacos são reis, onde ostentam as suas caudas e pedem (ou exigem e roubam!) comida a quem por lá passa.

O complexo transmite uma paz e harmonia que são quase indescritíveis. Rodeado de natureza com o verde predominante e as cascatas em que os templos Hindus parecem ser as moradias de eleição dos macacos.

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A missão do Santuário dos Macacos é a conversação de toda a área baseada no conceito de Tri Hita Karana – em que a paz e a liberdade só serão obtidas quando observados os três relacionamentos em harmonia: 1. Os Deuses abençoam a vida, a natureza e o seu conteúdo; 2. A natureza oferece o sustento para as necessidades dos seres humanos; 3. Os humanos têm a obrigação de organizar uma estrutura de vilas para construir templos, realizar cerimónias, fazer oferendas e resolver os seus problemas em conjunto.

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Os macacos correspondem ao Deus Hanuman na religião Hinduista, o rei dos macacos que emprestou a sua agilidade, a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita de Ravana. Este pediu em troca que pudesse viver enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim, Hanuman tornou-se imortal. Simbolicamente, o macaco é a Ciência Superior, a Lógica Superior, que possibilita “medir o mundo”, medir a Grande Obra.

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A entrada no complexo custa 40mil rupias – aproximadamente 3€.
Horários: das 8h30 às 18h (ultima entrada às 17h30).
Dicas:
– Não se ponham a alimentar os macacos ou a tentar chegar até eles como se os fossem domesticar! Isso não vai acontecer e arriscam-se a receber uma mordida bem agressiva.
– Os macacos estão no habitat deles, são eles que mandam, respeitem-nos.
– Não levem sacos com comida, eles vão cheirar e vão atacar-vos para a tentar roubar.
– Há pessoas a vender bananas à entrada do complexo, não as comprem, não vão ter sossego a visita toda. Se o fizerem pelo menos atirem-nas para o chão, em vez de tentarem brincar com os macacos como se eles fossem crianças!

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2º – Palácio Real
O símbolo da realeza de Ubud situa-se mesmo em frente ao Mercado, onde ainda hoje mora a família real, apesar de esta já não ter grande voto na matéria na governação da cidade! O complexo é constituído por uma série de belíssimos edifícios de arquitetura balinesa, que lhe dão o ar de templo sagrado. Pelos seus jardins erguem-se estátuas dos deuses, e um dos ex libris nesta visita é a possibilidade de assistir (paga-se, claro) a um espetáculo de Dança Balinesa, que acontece quase todos os dias ao fim da tarde.

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3º Mercado de Ubud
O centro comercial de Ubud é um autêntico festim de negociatas! Basicamente vão encontrar um pouco de tudo à venda, comida, artesanato, vestuário, e coisas que não lembram a ninguém!

Os preços são fabulosos se vocês tiverem capacidade de negociar, se não, preparem-se para ser roubados!

O complexo é constituído por várias lojas, e há barriquinhas, ou uma espécie delas, espalhadas à volta das lojas. Todos vos vão tentar vender algo!

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É um local fascinante para observar a cultura e a vida mais agitada dos balineses. Um local imperdível, sem dúvida.
Compramos fruta, compramos sarongs, e absorvemos a arte de negociar deste povo tão carismático!

A frase que fica no ouvido: “how much do you want to pay?”!
Horários: 8h às 18h

4º Café Lotus
Próximo ao Palácio Real está um dos mais mediáticos cafés/restaurantes de Ubud, o Café Lotus.
Este local icónico conta com mais de 30 anos a receber turistas de todo mundo e a acarinhar os seus habitantes.

Todo o local tem um ambiente mágico, desde os seus jardins com o mítico lago de lotus, até culminar no templo que lhe faz fronteira, o Pura Saraswati.

Um local para relaxar e desfrutar.

Aqui também se realizam espetáculos de Dança Balinesa ao fim da tarde, exceto às sextas-feiras – o bilhete é vendido em conjunto com o jantar, e só desta forma, por isso os preços variam de acordo com a distância do palco.

5º Pura Saraswati
Localizado bem no coração de Ubud, o templo da água é um dos templos mais facilmente acessíveis na região, que fica bem ao lado do Café Lotus.
O templo foi projetado por Gusti Nyoman Lempad, um dos arquitetos e artistas mais importantes de Ubud, e está repleto de esculturas artísticas que cobrem o templo em honra de Saraswati, a deusa do conhecimento e da arte, mas a sua principal atração é a lagoa pitoresca em frente ao templo, repleta de flor de lótus.
A entrada é gratuita.

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6º Dança Balinesa
Uma das atividades imperdíveis em Ubud é assistir a um espetéculo de Dança Balinesa. Esta pode ser de vários tipos, todas igualmente fascinantes.

Podem fazê-lo como já referi no Palácio Real, no Café de Lotus e no Pura Saraswati. Em qualquer um deles irá valer a pena.
As vestimentas brilhantes, os sorrisos e os movimentos delicados fazem-nos esquecer do quotidiano e transportam-nos para outro mundo.

– O que visitar a partir de Ubud (próximo):
Aqui o ideal é contratarem os serviços dum motorista privado que vos levará a todos estes locais durante um dia inteiro e ainda executa a função de guia turístico, como referi no artigo anterior (ver).

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7º – Pura Goa Gajah
O Templo Goa Gajah, também conhecido como Caverna do Elefante devido à enorme rocha cuja a entrada se assemelha a uma boca aberta de um qualquer animal ou figura mítica demoníaca (na minha opinião nada parecido com um elefante!), data do século IX.

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Este foi dos templos que achei menos interessante. Ao lado da caverna podemos ver um altar em pedra esculpido com as três figuras da Santa Trindade (saber mais).

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Próximo da capela existe uma belíssima fonte – talvez o mais interessante de todo o complexo.
A entrada no templo tem o valor de 15 mil Rupias – 1€.
Horários: 8h às 16h

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7º Pura Gunung Kawi
Este templo, localizado a cerca de 15km de Ubud, foi um dos meus templos favoritos. Para percorrê-lo esperam-nos centenas de degraus, mas nada disso importa pois estes são adornados com paisagens mágicas de campos de arroz.

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Este templo do século XI foi construído para o Rei Anak Wungsu e suas esposas e é composto por majestosos altares de pedra esculpidos numa falésia.

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A entrada no templo tem o valor de 15 mil rupias – 1€
Horários: 7h às 17h

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8º – Pura Tirtha Embul
Um dos templos mais importantes para o povo Balinês situa-se a cerca de 20km de Ubud na vila de Manukaya. Construído no século X este é um local de purificação do corpo e da mente.

Foi dos locais mais espirituais de toda a viagem. Aqui uma nascente de água que brota da terra purifica quem nela se banha.

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Pode observar-se de perto a crença hinduísta de Bali ao mesmo tempo que nós mesmos sentimos necessidade de nos purificar.
É um local mágico, um local puro, um local com uma carga espiritual que vai além de quase tudo o que já vi ou senti.

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A não perder!
A entrada tem o valor de 15 mil rupias – 1€
Horários: 9h Às 17h

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9º – Tegalalang – Campos de Arroz
Nesta altura já se devem estar a questionar sobre o cartão postal de Bali! Certo? Os imponentes Campos de Arroz! Bem, só posso dizer-vos que eles são ainda mais incríveis ao vivo!

Visitamos os Campos de Arroz Tegalalang e deslumbramo-nos com a arquitetura da natureza. A sensação que temos é que o mundo assumiu uma série de escadas verdejantes que nos levam num caminho até ao céu.

A conjugação do verde dos campos com o azul do céu é digna de um dos mais belos quadros do mundo.

O arroz é a base da alimentação balinesa e faz parte da cultura local.

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O cultivo é feito conforme rituais milenares, diretamente ligados à religião e à filosofia local.

O sistema de plantio e irrigação é conhecido como subak. O solo é recortado em camadas ou terraços para que a água fique acumulada em determinados pontos, mas flua, também, naturalmente do topo para a área mais baixa.

A ideia principal é cultivar o arroz criando um efeito de harmonia com os deuses, a natureza e os outros. Respeitando a base da filosofia balinesa Tri Hita Karana.
Podem observar os campos de longe ou percorrer os seus socalcos a pé e senti-los mais próximos ainda.

Outro campo de arroz que os locais garantem ser ainda mais idílico é o Jatiluwih.

10º – O Café – kopi Luwak
Sabiam que o café mais caro do mundo é produzido em Bali? Nem eu! E sabem como ele é produzido? Eu também não sabia, mas descobri!

Pois bem, o café mais caro do mundo chama-se Kopi Luwak e é produzido duma forma um tanto ao quanto peculiar!
Assim, a produção deste café é feita a partir dos grãos extraídos das fezes dos civetas (animal asiático da família dos mamíferos carnívoros) – sim, fezes, leram bem!

Eles escolhem os melhores grãos na altura de comer e só digerem a polpa, com a semente passando intacta pelo sistema digestivo, mas sofrendo a ação das bactérias e enzimas do estômago. O resultado são grãos que rendem um café muito mais saboroso e suave (dizem, não o cheguei a provar), e raro também: como são produzidos menos de 250 por ano, um quilo do grão chega a custar até mil dólares em locais como o Japão e a Europa.

Em Bali conseguem provar o café por um valor bem mais baixo!

Bali - 73

11º – Lake Batur e Vulcão Batur
O lago Batur está localizado nos pés do vulcão Batur e do vulcão Agung, a cerca de 37km de Ubud e é o maior lago de Bali.
É, sem a mais pequena dúvida, um dos local a incluir num roteiro de Bali, a sua beleza é indescritível, e a sensação de liberdade é imperatória.

Bali - 76m
Aqui podem fazer duas coisas, uma é organizarem-se e marcar com antecedência uma caminhada ao longo do Vulcão Batur e experienciar a adrenalina de o subir, e ter uma visão avassaladora do seu topo.

Outra opção, e que pode ser conjugada com a primeira, é passearem no lago Batur e visitar uma das aldeias ao seu redor.

Uma das mais interessantes é a aldeia de Trunyan, e o seu cemitério sagrado “village of the dead”. Os balineses têm por hábito cremar os seus mortos, mas nesta aldeia segue-se uma tradição um bocadinho diferente!

Bali - 77

Os corpos dos falecidos (que têm de ter sido casados e tido uma morte de causa natural) são levados numa canoa para este cemitério, onde são depois colocados numa zona de terra ao pé da colina e junto a uma árvore sagrada com mais de 1000 anos, que se diz ter a capacidade de absorver os cheiros dos corpos em decomposição, assim como a água do lago (razão pela qual não apresenta qualquer cheiro, apesar dos corpos ao ar livre).

É acessível por barco a partir das margens do Lago Batur.

12º – Pura Tegeh Koripan
Este templo, situado à beira da montanha Gunung Batur, é considerado o mais antigo de Bali. Para chegar até ele são centenas de degraus a subir, mas que compensam. Dizem ser um local bastante místico ao entardecer.

BanyantreeU - 27

PENÍNSULA de BUKIT

Esta região no extremo sul de Bali, que quase parece separar-se da restante ilha, é uma das zonas que os surfistas escolhem para as suas aventuras.

Além de Uluwatu, na Península situam-se mais duas zonas principais, Ungasan (onde ficamos aquando da nossa estadia no incrível Banyan Tree Ungasan) e Pecatu. A península vai desde Jimbaran a Nusa Dua.

O que ver em Bukit:

13º – Pura Luhur Uluwatu
É um dos mais belos templos de Bali. Localiza-se na borda de um íngreme penhasco, com vista para uma praia paradisíaca, e foi construído assim estrategicamente para proteger a ilha dos espíritos do mar (considerados maus).
Assistir ao Kecak em Uluwatu:

Dança típica que se chama Kecak, uma manifestação religiosa e artística que representa o Ramayana, lenda Hindu em que o Deus macaco Hanuman salva o príncipe Rama do maligno Rei Ravana.

Nesta zona é necessário ter cuidado com os macacos, são agressivos, e podem roubar tudo o que virem!

14º – Praias
Pandawa Beach – chamada de praia secreta, com areia branquinha e fina e com ambiente mais calmo. Segundo os locais, das melhores praias de Bali.

Dreamland Beach – praia dos surfistas, muito bonita mas nada interessante para quem quer fazer praia mesmo (entrada paga – uns cêntimos apenas).

Blue Point – a favorita dos surfistas (paga-se o acesso ao parque de estacionamento).

Padang Pandang – praia para quem quer passar o dia a apanhar sol. Tem uma série de barraquinhas com comida de rua, e aluguer de espreguiçadeiras (praias do Eat, Pray, Love).

Bigin – mais uma praia de areia branca. De difícil acesso mas que vale a pena (entrada paga – uns cêntimos apenas)

Green Bowl Beach – um paraíso, recomendável para quem gosta de subir e descer degraus, tendo em conta que só tem acesso após centenas de degraus (paga-se o acesso ao parque de estacionamento).

Nusa Dua – cheio de resorts de luxo, em que parte da praia principal e mais bem cuidada é de uso exclusivo dos hóspedes desses mesmo resorts.
Mas nesta região é imperdível o Nascer do Sol, ver os locais a apanhar estrelas do mar na praia e o Nusa Dua Art Market.

Há mais uma série de praias nesta península, estas são algumas delas. Explorem, umas vão amar outras nem por isso! Eu continuo a ser da opinião que Bali é muito mais do que um destino de praia, aliás, há destinos de praia bem mais paradisíacos que Bali.

SEMINYAK

Este é o local da animação, agitação, confusão e que nos dá a ideia que fomos para albufeira em vez de ir para Bali! Nada relacionado com a serenidade e espiritualidade de grande parte da ilha! Tem pontos imperdíveis, com praias badaladas, sem dúvida, mas não me conquistou, sinceramente. Mas felizmente, o Hotel Peppers Seminyak (ver artigo) fez esse trabalho!
Situa-se muito próximo da Península de Bukit, a Oeste desta.

15º – Tanah Lot
Um Templo ou santuário mágico que se traduz como “Terra no meio do Mar”. Ergue-se sozinho sobre uma escarpa na costa ocidental de Bali. Não vimos, mas dizem que o pôr do sol aqui é dos mais belos momentos da natureza.

16º – Sunsets em Seminyak
Ku De Ta – Um dos locais mais badalados e imperdíveis de Seminyak, um restaurante, bar e um dos melhores Sunset´s da região.

Potato Head Beach Club – Outros dos míticos restaurantes/bares mesmo em cima da praia e com uma carta recheada de cocktails que fazem a felicidade dos fins tarde quentes e animados.

Mozaic Beach Club – da família do magnífico Mozaic em Ubud (ver artigo) surge este beach club onde a cozinha ocidental influenciada pelos sabores do sudeste asiático podem ser apreciados com a brisa do mar e os maravilhosos sunsets, num ambiente de festa e descontração.

A NORTE DE BALI

17º –  Lovina Beach e Cascatas Gitgit
Lovina é conhecida como uma das praias mais tranquilas de Bali. Fica fora do caos, do boom turístico de Seminyak e Uluwatu, fora das praias com ondas cobiçadas por surfistas de todo o mundo.
É uma praia de águas calmas e areias escuras.
A praia apesar de tranquila não é paradísiaca e o ex libris desta praia é mesmo o passeio de barco para ver os golfinhos. Onde a beleza do momento é levada ao extremo quando isto acontece antes do nascer do sol. O passeio de barco (por pessoa) pode andar à volta dos 4€ por pessoa, se bem negociado! Muitas vezes os hotéis próximos desta zona oferecem este tipo de serviço.
Próximo da praia e descendo uma trilha por dentro da mata somos levados a Gitgit, uma cascata lindíssima com cerca de 35m de altura e que fica dentro de uma autêntica floresta tropical.

18º –  Pura Ulun Danu
Ulun Danu ou o Templo do Lago, construído no século XVII, é um lugar com uma atmosfera muito especial. Há toda uma relação simbólica entre o templo e a água e este parece flutuar sobre o lago.
Situado às margens do Lago Bratan, nas montanhas próximas a Bedugul, Pura Ulun Danu impressiona pela sua bela arquitetura, e oferece-nos a riqueza da cultura e da espiritualidade balinesas.
A entrada no templo tem o valor de 30 mil rúpias – 2€.

PEQUENAS ILHAS PRÓXIMAS A BALI (a Este deste):

19º –  Gili Islands
Bali é uma ilha vulcânica e absolutamente turística, isso significa que muitas das praias tem a areia bem escura ou são lotadas ou estão sujas (ou todas as opções juntas). Existem praias bonitas sim, mas o paraíso está um bocadinho mais ao lado, nas Gili Islands! Não fica longe de Bali e chega-se lá principalmente através de Pandang Bay (a Este de Ubud), através de barco numa viagem de cerca de 2h.

As ilhas Gili são 3 pequenas ilhas: Gili Trawangan (ou Gili T), Gili Meno e Gili Air. Elas ficam a noroeste de Lombok, ainda na Indonésia, e todas as praias tem areia branca e água em vários tons de azul, quente e com um aspeto paradisíaco.

Gili T é a maior das 3, e a mais próxima de Bali, com mais estrutura e cheia de opções de hospedagem para todos as bolsas e onde se encontra a agitação noturna.

A Gili Air, por sua vez, é a mais perto de Lombok, uma opção mais tranquila, também com boa estrutura e cheia de opções de hotéis e restaurantes, mas sem a loucura noturna de Gili T.

Gili Meno é a menos estruturada das 3, existem sim restaurantes e hospedagem, mas são mais escassos, porém é considerada a mais bonita de todas.

Se forem vários dias para Bali, reservem nem que sejam duas noites para este paraíso. Estabeleçam-se numa das ilhas mas viajem entre as três. Elas são bastante pequenas, por isso também as podem conhecer a pé. Outra das opções é fazerem snorkeling. Se não quiserem fazer nada, não façam, isto é simplesmente o paraíso! E aqui sim, as praias são perfeitas!

Onde Ficar
Banyan Tree Ungasan
Peppers Seminyak
Bisma Eight

 English Version

Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Bali com o apoio da Samsonite.

Este Artigo é o 2º de 2 artigos para o nosso Guia de Bali

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Bali – A Ilha dos Deuses

Bali - 48

Bali é uma das milhares de ilhas que constituem a Indonésia e provavelmente a mais visitada, a mais mediática, e a mais tradicional do país. É também a única onde impera a religião Hindu (uma vez que a restante crença do país é maioritariamente Muçulmana) e onde podemos viver de perto a espiritualidade na sua mais pura essência.

Óbvio que qualquer pessoa que tenha assistido ao filme Eat, Pray, Love tem o sonho de visitar Bali, mas há quem diga que esta ilha, apelidada de Ilha dos Deuses, era bem mais interessante antes do famoso filme!

Se era ou não, não sei, mas que esta ilha é bem divina, isso eu posso garantir-vos, sem a mais pequena dúvida!

Bali - 83Palácio de Ubud

Um pouco de História

A origem da palavra Bali tem a sua ligação à espiritualidade, a ilha terá sido baptizada com esse nome no século IX, que deriva de Wali. Este era o termo com o qual os nativos, que muito veneravam os seus deuses, chamavam o ato de adoração. Ou seja, Wali significa sacrifício oferecido ao deus, adoração, culto ou oferenda.

Bali terá sido povoado antes da Idade do Bronze, por volta de 3000 a.C., mas as inscrições em pedra datadas do século IX são os registos humanos mais antigos já encontrados na ilha.

A cultura de Bali sempre foi o cultivo de arroz e os rituais.

Quando comerciantes indianos se perderam no Oceano Índico e chegaram à ilha introduziram o hinduísmo em Bali, Java, e outras ilhas da região da Indonésia.

Bali - 70 Campos de Arroz em Tegalalang

Já no século XI na Ilha de Java, os habitantes lutaram para recuperar o seu reino perdido para o Rei Airlanga. Durante a luta, a mãe do rei fugiu para Bali, levando para lá o idioma de Java, chamado kavi. O kavi era usado em Bali pela realeza. A prova do uso desse idioma são as rochas talhadas encontradas no majestoso templo Gunung Kawi em Ubud.

Após o século XIII várias dinastias de Java governaram Bali.

Em 1478 o islamismo chegou a Java. Mas os habitantes resistiram a mudar as suas crenças, e grande parte deles acabou por se refugiar em Bali.

No entanto, terão sido os portugueses (sim, nós, que já dominamos quase o mundo todo!) os primeiros que aí se estabeleceram, quando, em 1585, um navio português naufragou na costa de Bukit e estes entraram ao serviço da realeza local de Bali, os Dewa Agung.

Entretanto, volvidos 12 anos o reino passou de Portugal para o domínio Holandês. Nessa altura estabeleceram para tal um importante entreposto da Companhia Holandesa das Índias Orientais entretanto criada, e os balineses foram obrigados a trabalhar nas plantações.

Atualmente Bali pertence à Indonésia, que é independente desde a Segunda Guerra Mundial.

Tem uma localização geográfica de grande valor, sendo uma região de importância para o comércio desde sempre, a sua história foi influenciada por várias culturas, costumes e religiões mas foi a Hindu que prevaleceu, e isso é notório no seu ambiente espiritual e sereno.

No entanto, é uma zona que não só está sujeita a uma série de catástrofes naturais, como sismos, tsunamis e atividade vulcânica devido à sua localização em cima de três placas tectónicas, como atentados terroristas, como o de 2002 que dizimou a vida de 180 pessoas.

Bali - 27

O que levar na Mala para Bali

Vestuário: confortável e fresco são as palavras de ordem! O calor e a humidade sentem-se de uma forma alucinante durante todo o ano! Na época de chuvas (entre outubro e Março) levem uma capa de chuva – nós fomos em Fevereiro e apesar de não termos apanhado muita chuva, deu bastante jeito numa das tardes.

Nos templos o ideal, no caso das senhoras, é levarem uma saia comprida, ou calças, por uma questão de respeito, podem sempre fazer como eu e comprar os lindíssimos Sarong (vestuário tradicional Balinês). Mesmo que cheguem a um templo sem esse tipo de roupa, não se preocupem, à entrada alguém vos facultará o acessório necessário para que possam entrar.

Fármacos: protetor gástrico, antidiarreico, anti-inflamatório, analgésico, anti-histamínico, antiespasmódico para as dores de estômago, e antibiótico de largo espectro, como por exemplo o Clavamox. Não esquecendo, claro, o nosso amigo, Gurosan! Esta medicação pode vir a ser importante pois a gastronomia é bastante diferente da europeia, mais condimentada e com outros ingredientes, que apesar de até podermos apreciar bastante, nem sempre reagimos bem a eles, principalmente se for a primeira viagem por terras asiáticas!

Primeiros Socorros: Levem curitas, para as bolhas que vão surgir por andarem muito, levem soro fisiológico, umas compressas e adesivo, assim, qualquer ferida pequena que façam, podem lavá-la e aplicar um pequeno penso.

Essenciais: repelente e protetor solar.

Bali - 14

O que precisam saber para viajar para Bali

Língua Oficial: Balinês (percebem relativamente bem o inglês)

Moeda: Rupia Indonésia – 1€ = 14 810,42 IDR (tive vários milhões nas mãos pela primeira vez na vida, e última, muito provavelmente!)

Clima: bastante quente durante todo o ano (25 a 35 ºC, as épocas mais chuvosas são de Outubro a Março – fomos em final de Fevereiro e correu bem, apanhamos chuva numa das tardes).

Vacinas: tomamos a da Hepatite A (Para Portugueses)

Passaporte: Como é habitual é obrigatória a apresentação de um passaporte com validade de 6 meses.

Visto: não necessitamos de visto (Portugal), a não ser que pretendam ficar no país por mais de 90 dias. À chegada ao aeroporto há um balcão que vos informará se precisam pagar visto de acordo com a vossa nacionalidade.

Como chegar: Voamos, como já é habitual, com a Emirates – Porto-Lisboa (TAP); Lisboa-Dubai; Dubai-Singapura (Aeroporto Changi) – num total de cerca de 17h de voo ao todo, fora as escalas. Passamos quatro dias em Singapura e depois voamos para o aeroporto Ngurah Rai na cidade de Denpasar em Bali que demorou cerca de 2h e foi realizado com a companhia aérea AirAsia.

É fácil encontrar viagens a partir de qualquer grande cidade, uma vez que todas as grandes companhias voam para Bali, ou têm escalas que nos levam facilmente até Denpasar.
A Partir do Brasil é fácil conseguir voos com a Emirates, a United e a Etihad.

Fuso Horário: + 8h (relativamente a Portugal)

Bali - 25

Transportes: Os táxis não são caros e levam-nos a todo o lado basicamente, mas raramente têm taxímetro! Negoceiem os preços! Aliás, tudo se negoceia em Bali! As estradas são muito rudimentares e o próximo transforma-se no longe muito facilmente. A melhor opção que encontramos foram os serviços de motorista privativo, bons preços e que nos levam a todo o lado.

O aluguer de uma motorizada é uma das melhores opções para se deslocarem na ilha, embora no nosso caso tenhamos optado por andar sempre com motorista/guia uma vez que não tínhamos muito tempo para explorar a ilha por nossa conta.

No que diz respeito a guias e motoristas, existem centenas de empresas e guias com planos de visita já traçados ou criados à nossa medida de forma a visitarmos apenas o que pretendemos (foi a nossa opção). Acabamos por pagar 500k IDR por cerca de 6 horas de visita. Um dia inteiro (cerca de 10 horas) andará em torno dos 700k IDR, dependendo da empresa.

Existe ainda a possibilidade de se usar a Uber em vários pontos da ilha, especialmente em Seminyak, Denpasar e Ubud, mas existe uma grande hostilidade por parte dos taxistas pelo que é necessário usar a aplicação com cautela.

Religião: maioritariamente Hinduísmo.

Regras: a mais importante a ter em conta é que em Bali o tráfico de droga é punido com pena de morte.

Bali - 1

Curiosidades

Conhecer Bali é viver tradições e costumes milenares, é observar uma cultura única que se mantém imutável apesar da loucura do entra e sai de milhares de turistas.

É o local onde sentimos a espiritualidade a tomar conta de nós e onde o contacto com a natureza é elevado ao seu expoente máximo.

O povo balinês é um povo simpático e meigo (menos na hora de negociar ou de nos impingir algo!) e que preza os seus costumes acima de tudo.

Há tradições neste povo que merecem destaque:
– Religião: são extremamente religiosos e acreditam na magia e no poder dos espíritos. O Hinduísmo aqui praticado é um pouco diferente do da Índia. Parece existir uma fusão anterior do Hinduísmo com o Budismo. Os Balineses veneram a Trindade Tradicional Hinduista – Brahma (criador do universo que representa a mente cósmica), Shiva (o poder da destruição ou transformação) e Vishnu (poder da manutenção do universo). No entanto, para os Balineses o Deus de todos os Deuses é o Sang Hyang Widhi Wasa.

O que significa que o Brahma é a sua dimensão como criador, Vishnu como zelador e Shiva como destruidor!

No Hinduismo Balinês o objetivo é buscar harmonia e equilíbrio entre a ordem e a desordem do cosmo.

Oferendas: preparem-se para ver oferendas aos deuses por todo o lado! Para este povo existem espíritos do bem e do mal, e ambos têm que ter a sua atenção. Assim, diariamente são preparados os Canang Saris, pequenas cestas feitas de folha de palmeira e recheadas com flores, arroz, fruta, incenso e moedas. As oferendas colocadas em sítios altos são para os espíritos do bem, as colocadas no chão são para os espíritos do mal, para acalmá-los (O cheirinho a incenso é algo mágico e presente por toda a ilha).

Esta é a razão pela qual este povo gosta de morar no alto, nas montanhas, pois este será o lugar mais puro e mais próximo dos deuses. O mar, por sua vez, é o local de onde provêm os espíritos maus, razão pela qual os surfistas são vistos como seres muito corajosos em Bali.

Comemorações: o povo Balinês celebra tudo, a vida e a morte essencialmente. As celebrações começam logo no nascimento, e prolongam-se ao longo da vida do ser humano. Mas a que mais me fascinou foi a celebração da morte, porque para os balineses, este é um dos dias mais felizes da sua vida. Quando o morto é cremado a sua alma é libertada e prossegue a sua viagem para o céu. Para eles a morte é apenas o começo de um mundo diferente. Assim, quando alguém morre é feita uma grande festa, com uma torre de cremação, e o povo realiza danças e peças de teatro, onde todos estão presentes e todos homenageiam e celebram a vida daquela pessoa.

Era tão mais simples se fosse assim em todo o lado, independentemente da religião! Não acham?

Preparem-se para ver celebrações por toda a ilha, para eles há sempre algo para agradecer, nem que seja mais um dia de vida!

Bali - 22

Bali é cheio de costumes, tradições e culturas que nos são estranhas mas que não nos são indiferentes.
Passear nas ruas do centro de Bali, Ubud, é uma aventura, tamanha é a azáfama de locais vestidos com os seus Sarongs lindíssimos e turistas que quase se atropelam. Podia ser menos turística, podia, mas deixemo-nos de preciosismos, todos têm o direito de conhecer e experienciar o que de melhor há no mundo, e Bali é um desses lugares.

A natureza e a espiritualidade apresentam-se numa conjugação divina. Os templos rivalizam com os campos de arroz enquanto os vulcões mostram a sua imponência.

Em todo lado que passem alguém vos vai tentar vender alguma coisa! E vão ser persistentes, muito persistentes mesmo! Dá para fazer excelentes negócios no Mercado de Ubud, se souberem regatear preços (o que não é o meu caso!).

BanyantreeU - 27

A nossa experiência por Bali durou 5 dias, foi pequena, mas imensamente rica. Esta dividiu-se em diferentes zonas, Ungasan (próximo da famosa região de Uluwatu), Ubud (o coração espiritual da Ilha) e Seminyak (a clássica zona de praia cheia de animação noturna).

Onde Ficar
Banyan Tree Ungasan
Peppers Seminyak
Bisma Eight

 English Version

Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Bali com o apoio da Samsonite.

Este Artigo é o 1º de 2 artigos para o nosso Guia de Bali

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Peppers Seminyak

Pepperssem - 24

Localizado em Seminyak, próximo da mediática zona de Kuta, e com algumas das praias, bares e restaurantes mais badalados de Bali, encontra-se um verdadeiro refúgio, o Peppers Seminyak.

Escondido entre jardins exuberantes que contrastam com uma serenidade plena, o Peppers (grupo hoteleiro Australiano) é um autêntico mundo que combina o luxo e o relaxamento.

É certo que a região de Seminyak não roubou o meu coração (por vários motivos que explicarei noutro post), mas este hotel fez essa proeza!

Pepperssem - 3

Primeira Impressão
O Peppers Seminyak está a apenas alguns kilómetros do aeroporto de Denpasar, e para chegarmos até ele passamos pelas famosas, e agitadas (agitadas é um eufemismo!) ruas de Seminyak, os cafés, os restaurantes, os bares, as lojas, os turistas… até que finalmente chegamos ao paraíso!

Pepperssem - 23

É como se entrássemos num mundo à parte… Uma lufada de ar fresco, paz e sossego no meio da confusão!

O Lobby é ao “ar livre”, porque isto de viver no verão o ano todo tem os seus benefícios, e somos recebidos com sorrisos e boa disposição. Este local estava repleto de australianos (como já é condição em Bali) que faziam também o seu check in e, como nós, iam apreciando a relaxante zona da piscina mesmo em frente à receção.

Pepperssem - 11
Aguardamos num confortável sofá enquanto preparavam o nosso quarto (ou melhor dizendo, casa!) e foi-nos servido um saboroso “chá das cinco”, deliciamo-nos com os snacks, os doces e um chá gelado enquanto controlávamos a vontade de entrar na piscina, que por sua vez se encontrava basicamente vazia – percebemos porquê quando chegamos ao nosso quarto!

Fomos abordados por um rapaz extremamente simpático que pertencia à equipa do hotel e que nos indicou que se precisássemos de ajuda para programar as nossas atividades pela região podíamos contar com a ajuda dele. Confessou-nos que era holandês e que se tinha apaixonado por Bali (eu bem achei que ele tinha um ar meio nórdico!).

Pepperssem - 16

Quartos
As luxuosas Villas tornam-se facilmente o ex-libris do Peppers Seminyak. São de 5 tipos, de acordo com a quantidade de quartos que as compõem.

E todas possuem piscina! Ficamos numa Two Bedroom Pool Villa, e a sensação que me deu foi que estava numa casa de férias, e não num hotel!

Pepperssem - 5

Para chegarmos até à nossa Villa percorremos um autêntico jardim tropical, repleto de cor e harmonia. O lado espiritual também se encontra presente nos recantos do hotel, seja nas oferendas espalhadas ao longo deste, seja pelos pequenos templos que harmonizam ainda mais o ambiente.

Pepperssem - 9As oferendas que em Bali se encontram um pouco por todo o lado

Quando entramos na nossa “vila privada” tive a sensação de querer ficar ali para sempre, e levar comigo todos os amigos que amo! Imaginei tardes bem passadas ao sol, cocktails a animar a atmosfera e a piscina como confidente!

Pepperssem - 17
Mal entramos observamos à nossa frente as espreguiçadeiras e a piscina. Do nosso lado direito a cozinha, do nosso lado esquerdo a sala, ambas ao ar livre, e a misturarem-se com a calma da área da piscina. Os tons neutros da sala conjugavam na perfeição com o estilo contemporâneo da cozinha. Na mesa uma taça recheada de frutas tropicais enchia o ambiente do cor!

Pepperssem - 15
Procurei de imediato o quarto, havia duas portas, uma à direita e uma à esquerda, ou seja, dois quartos, estava-nos designado o da esquerda.

Pepperssem - 19
Um quarto enorme, teto alto sobre a cama, que se revelou extremamente confortável, um closet igualmente espaçoso, e uma casa de banho daquelas que me roubam o coração, uma primeira zona que continha a banheira que fez as delícias do meu habitual relaxamento antes de deitar, e uma segunda zona com dois duches, um interior e um exterior mais incomum, com uma cana de bambu a servir de torneira!

Pepperssem - 2

Restaurantes
O Laneway é o único restaurante no Peppers Seminyak, moldando-se ao longo de todo o dia para servir eficazmente todas as refeições.

Um fantástico pequeno Almoço no Laneway

Com uma cozinha que funde pratos tradicionais com sabores contemporâneos, já foi muitas vezes mencionado com um dos restaurantes imperdíveis em Seminyak.

Fica mesmo em frente à piscina do hotel e muito próximo do Lobby. Aqui tivemos a oportunidade de tomar um ótimo afternoon tea, um pequeno almoço à la carte muito, muito bom e, claro, um jantar que se revelou bastante agradável (em que o João mais uma vez foi surpreendido com um animado Happy Birthday e um delicioso bolo de chocolate), com um dos pratos a conseguir surpreender-nos bastante – Caril vermelho de Pato – que nos conquistou pelo sabor, textura e técnica.

Pepperssem - 12

  Pepperssem - 14       Pepperssem - 13      

Durante o dia, com o seu Pool Bar, faz também as delícias de quem se ausenta da sua Villa (quem consegue) e prefere relaxar na piscina, sendo que o momento alto do dia acontece às 16h com o Mojito Club Cocktails!

Pepperssem - 1

Serviços
O Peppers Seminyak está muito bem localizado para quem gosta de animação, mesmo no centro da confusão, próximo de mediáticos locais como o Ku De Ta, ou das badaladas praias do surf.

Para quem, como nós, prefere um ambiente um pouco mais calmo (estamos a ficar velhos!) pode simplesmente ficar no hotel! Seja na sua própria Villa, seja a passear ao longo de todo o complexo por entre belíssimos jardins.

Pepperssem - 7 Alguns detalhes da arquitectura Balinesa no Peppers

Para quem quiser elevar o relaxamento ao expoente máximo, nada como um dia no The Spa at Peppers Seminyak. Aqui encontramos tratamentos de corpo e rosto que relaxam não só o físico mas principalmente a mente.

Para quem gosta de cozinhar e aprender mais sobre a gastronomia balinesa, o hotel organiza aulas de culinária.

Os mais ativos podem usufruir do sofisticado ginásio e das aulas de yoga (como é o caso dos nossos amigos australianos loucos por fitness!).

Pepperssem - 6
Há ainda espaço para negócios com diferentes Villas a transformarem-se em autênticas áreas de conferências (sinceramente ainda gostaria de saber como é possível alguém conseguir trabalhar num ambiente destes!).

Pepperssem - 22

Atendimento
Já devem ter percebido que tenho uma certa adoração pelo povo balinês e pela sua arte de receber, e no Peppers Seminyak senti todo esse mimo característico dos balineses.

Pepperssem - 8

Num ambiente jovem e bem descontraído, mas sem ser desatento ou desajustado, a equipa do Peppers Seminyak enquadra-se bem na atmosfera que se vive nesta região de Bali, animados, bem-dispostos e sorridentes, assim se apresentam aos seus hóspedes.

Pepperssem - 20

O Peppers Seminyak é um dos locais mais bonitos da região de Seminyak, mesmo não estando em cima da praia, contornando esse entrave com a envolvência natural.

O facto de ter Villas que parecem verdadeiras casas luxuosas e com vários quartos (um máximo de cinco) permite-nos passar daquelas férias entre amigos, que ficam indubitavelmente eternizadas.

Pepperssem - 21

Peppers Seminyak
Villas a partir de 350€
Jl. Pura Telaga Waja, Petitenget – Seminyak, Bali
+62 361 730 333
info@peppersseminyak.com

English Version

Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Bali com o apoio da Samsonite.
Estivemos no Peppers a convite, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Bali – Mozaic

mozaic - 13A porta de entrada do Mozaic promete levar-nos para outro mundo*

Diz-se que Bali é a ilha dos Deuses, de uma beleza ímpar e paradisíaca, e uma identidade cultural rara face à preservação do hinduísmo. Diz-se que Bali tem um mar perfeito para os surfistas e que o interior da ilha nos devolve a paz interior. Diz-se que Bali é uma terra fértil em campos de arroz e frutos raros, diz-se até que por lá se come a melhor e mais variada cozinha da Indonésia.

Assim sendo, terá sido neste Mozaic que os deuses decidiram concentrar todos os atributos da ilha para os mostrarem ao mundo através da mão de Chris Salans, o Franco Americano sobre o qual já vos falei na nossa visita ao Spice (ver).

O restaurante, aberto em 2001, tornou-se o primeiro espaço de fine dining, fora de um hotel, aberto no País, tendo sido ao longo dos últimos anos presença assídua nos mais variados tops e rankings internacionais, incluindo o Top 100 da revista Restaurant e os guias da Miele e da Wine Spectator.

mozaic - 2Decoração do Lobby

Passando a imponente fachada do edifício, somos recebidos no lobby, uma sala ampla e confortável, em que os comensais são recebidos com um brinde de espumante ou um cocktail, enquanto escolhem o menu que irão degustar e lhes é explicado todo o conceito em torno da cozinha e da carta do Mozaic.

Conceito esse que Chris Salans desenvolveu a partir da sua paixão pelos ingredientes locais e a sua formação clássica de cozinha francesa, juntando ambas num conceito que obriga os clientes ocidentais e menos habituados a determinados tipos de produto a provarem sabores que lhes são completamente estranhos.

mozaic - 12Canapé

Como canapé serviram um gougères com mascarpone e azeite de trufacom uma excelente massa e sabor do queijo, prejudicado pelo excesso de azeite de trufa e o seu aroma intenso. Seguidamente fomos acompanhados à sala, entre corredores de uma verdadeira selva tropical, envolta no misticismo que só Bali consegue ter. Infelizmente e por estarmos em época de chuvas não foi possível jantar na sala ao ar livre, cujo ambiente e a envolvência natural fazem desta um dos espaços mais românticos do mundo para jantar.

mozaic - 11Amuse bouche

Já bem instalados na ampla mesa da sala coberta, somos brindados com os amuse bouche, e pelo que parece não é só em Portugal que os cones fazem furor, aqui com 3 propostas distintas, cogumelos e parmesão, tártaro de salmão e foie gras, com o de salmão a revelar-se o mais interessante.

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Entretanto é-nos colocado na mesa um arranjo repleto de frutos e ingredientes tropicais, para que possamos cheirar e “explorar” alguns dos ingredientes locais que iremos provar ao longo de toda a degustação. Um momento que nos obriga a testar o desconhecido e a aprender. Excelente ideia!

mozaic - 10Kecicang, Camarão do oceano índico, pickle de rabanete e flores de gengibre 
Um prato de tons rosa, dominado pelo encanto da lindíssima flor de gengibre, de sabor mais suave que a raíz, bem equilibrado pela acidez leve do pickle e o camarão cozido no ponto e de bom sabor. Um prato fresco que mostra bem a identidade do restaurante. Muito bom!

No copo esteve Chardonnay australiano, 2010 da Splash, que sem grande exuberância conseguiu harmonizar bem com o prato, com o seu lado fresco e algo cítrico.

mozaic - 9Suna Cekuh, Luciano-do-golfo, puré de milho fumado, milho baby  e gengibre
Prato bem conseguido, especialmente no equilíbrio entre o delicioso puré de milho e o gengibre. Peixe bem preparado mas numa porção pequena pelo que acaba por se perder junto dos restantes elementos.

A harmonizar esteve um branco fácil, repleto de fruta mas com um lado crocante que funcionou bem com o prato, um Herbis Verdejo 2012 de Franck Massard, produzido na Rueda em Espanha.

mozaic - 8Buah Pala, Peito de pato, foie gras, puré e gelatina de noz moscada fresca
Este prato é um dos desafios mais exigentes que o Mozaic propõe aos seus clientes ocidentais, conjugar o magret e o foie que nos são tão familiares com um sabor tão marcante como o da noz moscada, que normalmente apenas conhecemos seca, e sem o seu fruto que aqui serve de base ao puré e à gelatina. Um prato complexo, exigente, com um excelente magret e uma terrina de foie muito bem preparada e que certamente se ama ou se detesta, no meu caso fiquei encantado com o desafio, embora no final me pareça ser demasiada noz moscada para um prato só.

Para acompanhar o prato viajamos até Itália com um I Muri Primitivo 2013 da Vigente del Salento em Puglia, um vinho com notas de especiaria e taninos marcados. Boa conjugação com o prato!

mozaic - 7Jeruk Bali, Leitão de Kintamani, puré de pomelo, kai-lan (brócolo chinês) e cogumelo ostra
Mais um prato que retrata em absoluto a cozinha balinesa, com o seu tão afamado leitão a ser apresentado de uma forma bem ocidental, desossado, com a pele estaladiça e conjugado com elementos bem asiáticos como o Kai-lan e o pomelo, com este a ganhar destaque no prato pelas suas notas típicas de citrino, permitindo uma ótima conjugação com o porco. A acompanhar esteve um ótimo puré de batata, com manteiga na medida certa, dando uma outra estrutura ao conjunto. Grande prato!

Para beber, foi a vez de um Pinot Noir da Nova Zelândia, um Shearwater 2013, uma boa interpretação do novo mundo, dominado pela fruta e com taninos aveludados que combinaram muito bem com o porco e o puré.

mozaic - 6Jeruk Semaga, sorbet de tangerina, caramelo de cardomomo e emulsão de iogurte
Na passagem para as sobremesas, começamos por uma explosão de frescura, com um ótimo sorbet de tangerina, um caramelo aromatizado com cardomomo que dava alguma doçura ao conjunto e uma boa emulsão. Uma sobremesa simples, que vai de encontro ao meu gosto.

Ainda que não seja propriamente fã de Moscato, o escanção conseguiu acompanhar um prato com um bom representante desta classe, o Bosc Dla Rei Moscato d’Asti 2013, com aromas de mel e alperce, levemente frisante com um final médio.

mozaic - 5Cengkeh, Chocolate Valrhona, abacaxi de Bandung e sorbet de Cravinho fresco
Excelente marquise de chocolate, doce quanto baste e de sabor bem vincado, boa a junção com o abacaxi ligeiramente caramelizado e o surpreendente sorbet de cravinho fresco. Um final fresco leve e bem conseguido!

Para terminar, um Sauternes Calvet 2011 Reserve du Ciron, com as notas características de alperce, mel, confit de fruta, com uma boa acidez que equilibra bem a doçura do vinho. Ainda assim preferia tê-lo provado com o prato de pato, foie e noz moscada.

Antes de finalizarmos a nossa já longa refeição no Mozaic, houve ainda tempo para os habituais petit fours, com base na pastelaria clássica francesa com ingredientes autóctones.

mozaic - 4Petit fours

Nota alta para o serviço,  trabalhado com rigor à boa maneira francesa mas com uma simpatia e sorriso genuíno que só as “gentes” de Bali conseguem ter. Proporcionando-nos assim o melhor de dois mundos, não desvirtuando o local e as raízes de onde estamos a comer.

mozaic - 3Parte da cozinha do Mozaic

Considerações Finais
Chris Salans consegue neste Mozaic um trabalho notável no que diz respeito à integração dos ingredientes da região numa cozinha marcadamente francesa. Outro dos segredos do sucesso está no espaço, amplo, romântico e bem  integrado na natureza local, proporcionando a qualquer comensal um momento único para relaxar e desfrutar de boa comida. Nos pratos, é certo que nem todos são fáceis para o paladar ocidental e que o menu tem momentos mais altos que outros, ainda que todos se mantenham a bom nível, especialmente no rigor técnico. Alguns empratamentos parecem datados, estando profundamente marcados pelo lado mais clássico da cozinha francesa com a qual Chris se fez Chef.

Um valor seguro e obrigatório para quem passar por Bali e Ubud!

Mozaic
Jl. Raya Sanggingan, Ubud – Bali
+62 361 975768
reservations@mozaic-bali.com

English Version

Fotos: Flavors & Senses e Mosaic (assinalada com *)

Nota
Flavors & Senses em Bali com o apoio da Samsonite.
Estivemos no Mozaic a convite, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Flavors & Senses – Os Melhores Para 2016: A Cerimónia

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Pela 3ª vez entregamos os prémios do Blog, no passado dia 6 de Junho, na impressionante sala de eventos da Real Companhia Velha, que respondeu positivamente à ousada proposta de se juntarem a nós para mais uma edição de “Os Melhores Para…”. Permitindo-nos assim dar um salto qualitativo na nossa organização, aumentar o número de convidados, mas sempre mantendo um ambiente de festa, elegante e descontraído, como já vem sendo a nossa assinatura.

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Este ano contamos com o patrocínio já habitual da Riedel, através da Portfolio, que permitiu à Alejandra, do Atelier We Came From Space, personalizar para os nossos prémios duas das peças mais emblemáticas da marca, o copo Riedel Sommeliers Bordeaux Grand Cru e o Decanter Cornett0 com os quais presenteamos os vencedores.

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Com os convidados a chegar ao interior da sala, começamos a festa com grandes Vinhos como já vem sendo hábito nos nossos eventos. Desta vez a cargo – como seria expectável – da Real Companhia Velha, o seu excelente Espumante Bruto, e os topos de gama, Carvalhas Branco e o tinto Carvalhas Tinta Francisca. 

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Premios_FAS16-060616-6018Dois dos grandes vencedores da noite

Enquanto se ultimavam os últimos detalhes e se aguardava a chegada dos restantes convidados, foi tempo de se ir provando algumas das excelentes iguarias que os nossos parceiros trouxeram até ao evento para cativar alguns dos palatos mais importantes da cidade. Começando pela já habitual presença da Bísaro, que este ano nos surpreendeu com a presença de um cortador e um imponente presunto com 30 meses de cura além do restante fumeiro, com destaque para o Cachaço que me deixa sempre rendido.

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O impressionante Azeite da Acushla a mostrar mais uma vez o esplendor de Trás-os-Montes, e algumas novidades, os produtos “fora da caixa” da Casa do Vale, que vão desde um potente pó de salicórnia de Aveiro cheio de sabor a mar ao Chutney de cogumelos shitake, passando por compotas diferenciadas, com produtos de produção própria.

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Outra das novidades foi a presença do Panca – Cevicheria do Parque, o espaço mais recente de restauração da cidade, num conceito pop-up, criado em conjunto por Camilo Jaña (Grupo Cafeína) e Ruy Leão (Shiko – Tasca Japonesa), que se revelou o prato certo para um final de tarde quente e animado, trabalhando no evento com produtos da Qual House.

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Premios_FAS16-060616-6314 Panca e Luís Américo (Cantina 32, entre outros)

Passando à apresentação dos prémios, mais uma vez a meu cargo e da Cíntia, este ano houve uma grande melhoria, microfones (para não ter de me preocupar com a projeção da voz!), som e imagem – um excelente trabalho a cargo da Luz & Som.

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Este ano coube a Vasco Mourão a abertura do palco, para receber o prémio de melhor “Restaurante de Petiscos”, entregue à Casa Vasco pelo 2º ano consecutivo. Palco esse que voltaria a pisar mais tarde para celebrar a categoria “Restaurante Trendy”, com o seu Cafeína, numa altura em que o restaurante acaba de celebrar 21 anos.

Premios_FAS16-060616-6572Vasco Mourão com as representantes da Acushla e da Bísaro

Premios_FAS16-060616-6582António Coelho da Adega S. Nicolau, com as lembranças da Acushla, Bísaro e Casa do Vale

A gastronomia típica também foi homenageada, com o título de “Restaurante Tradicional” a ir para a Adega S. Nicolau, conhecida pela sua localização na Ribeira do Porto e pela mestria com que dominam o receituário Portuense, que já havia vencido o prémio na edição de 2014.

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Premios_FAS16-060616-6602João Machado do Ichiban com o prémio “Restaurante Especializado”

 A João Machado, do japonês Ichiban, coube a responsabilidade de receber o prémio de uma das novas categorias dos prémios “Restaurante Especializado”. Um prémio que pretende eleger restaurantes que se especializam num determinado tipo de cozinha, ou no trabalho de um produto específico.

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Como “Restaurante Fora de Portas” foi eleito este ano o restaurante Ferrugem em Famalicão, com o seu carismático chefe Renato Cunha. Este prémio reforça a popularidade desta iniciativa além fronteiras da cidade do Porto, bem como a excelência da gastronomia do Norte de Portugal.

Premios_FAS16-060616-6606Renato Cunha do Ferrugem

Noutra das novas categorias “Serviço de Sala”, a escolha recaiu sobre O Paparico, o célebre restaurante de Sérgio Cambas, famoso pela sua hospitalidade. O empresário voltou ainda a pisar o palco para celebrar o prémio de “Empresário do Ano”, pelo reconhecimento do sucesso dos seus espaços no último ano.

Premios_FAS16-060616-6619Sérgio Cambas com o prémio de “Serviço de Sala”

Ao Restaurante Palco do Hotel Teatro no coração do Porto, liderado por Arnaldo Azevedo (Chef a Seguir em 2014), coube o reconhecido prémio de  “Restaurante de Autor”, numa altura em que o Porto começa a reforçar a sua oferta neste segmento.

Premios_FAS16-060616-6116 A Carismática equipa do Tapabento

Premios_FAS16-060616-6036O incansável Sérgio da Portus Wine Trip

Ruy Leão e o seu Shiko – Tasca Japonesa foram congratulados com dois dos prémios mais cobiçados da noite, “Restaurante Revelação” e “Chefe a Seguir”. Um prémio que presenteia o sucesso do trabalho de Ruy Leão neste restaurante de matriz japonesa aberto em Fevereiro do ano passado.

Premios_FAS16-060616-6624Ruy e Alexandra Leão

O principal prémio individual “Chefe do Ano” foi mais uma vez para Pedro Lemos que em 2015 já havia ganho nas categorias de Chefe e Restaurante do Ano, premiando mais uma vez a consistência e mestria do seu trabalho.

Premios_FAS16-060616-6760Pedro Lemos e a sua esposa Joana com o prémio de Chefe do Ano

Este ano o restaurante gastronómico do The Yeatman, comandado pelo chefe Ricardo Costa, levou para casa dois títulos, incluindo o principal da noite – “Restaurante do Ano” e o de melhor “Serviço de Vinhos”. Um prémio que assegura o trabalho de altíssima qualidade que o chefe e o hotel têm vindo a realizar na procura pela segunda estrela Michelin. Infelizmente e por motivos aos quais somos alheios a representação do Hotel não conseguiu chegar a tempo da entrega de prémios.

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Premios_FAS16-060616-6662 A equipa de luxo da Real Companhia Velha que nos ajudou em todos os momentos

Prémios e vencedores apresentados, foi tempo dos convidados se soltarem e confraternizarem enquanto iam regando o espírito com os vinhos de Real Companhia Velha e finalizando os petiscos enquanto entravam também no capítulo doceiro com os deliciosos Pudins Abade Priscos e os Pastéis dos Remédios da Doçaria da Cruz de Pedra em Braga.

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E foi num ótimo clima de confraternização que acabamos a noite a celebrar não só os vencedores como toda a gastronomia do Porto e do Norte, do mais tradicional aos afamados restaurantes Michelin.

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Premios_FAS16-060616-6358A equipa de sucesso por trás da Sushiaria, Terminal 4450 e Esquina do Avesso

Premios_FAS16-060616-6720Vasco Coelho Santos e João Faria

Premios_FAS16-060616-6725A equipa Flavors & Senses e os representantes da Óptica do Porto

Premios_FAS16-060616-6436Rita Branco (@oportoencanta) Alexandra e Ruy Leão, António Coelho

Premios_FAS16-060616-6693Joana e Pedro – o casal @bebespontocomes

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Premios_FAS16-060616-6735Tiago Lessa o nosso Videógrafo e dj de serviço

Não posso finalizar o artigo sobre esta tarde tão bem passada sem referir o apoio incondicional da Marta e do Tiago Lessa, do Ricardo Bernardo pelas fantásticas fotografias, e a empresas como a Luz e Som, a Químico Digital e a Óptica do Porto que não estando minimamente ligadas ao sector da gastronomia se quiseram associar ao que de melhor o Porto e o Norte tem para oferecer, pessoas dispostas a ajudar sem pedir ou exigir nada em troca, sem eles seria impossível fazer um evento deste género, que vive sem grandes patrocínios ou fundos.

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Até 2017!

Mais Informações:
Real Companhia Velha| Óptica do Porto | Luz e SomPortfolio | RiedelCasa do Vale | Acushla | Panca – Cevicheria do Parque | Bísaro | Doçaria Cruz de Pedra| Portus Wine Trip | Qual HouseWe Came From Space |Químico Digital

Fotos: Ricardo Bernardo

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Flavors & Senses – Os Melhores para 2016: Nomeados e Vencedores

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Este ano o “Flavors and Senses – Os Melhores Para…” recriou-se mais uma vez, com a inclusão de Duas Novas categorias, RESTAURANTE ESPECIALIZADO e SERVIÇO de SALA, e com a introdução da apresentação dos 5 nomeados em cada categoria em formato de vídeo, permitindo-nos criar uma dinâmica maior entre os restaurantes nomeados e o público, numa aposta que se revelou vencedora, tendo em conta o sucesso dos vídeos e as suas visualizações e partilhas nas redes sociais.

A escolha dos nomeados é feita depois de muito debate entre a nossa equipa, depois de ouvirmos e lermos a opinião de algumas pessoas, desde simples comensais a chefes, bloggers e jornalistas, e finalizada por nós com todo o cuidado e dedicação, pelo que acreditamos que todos os 5 nomeados merecem um destaque especial e que cada um deles seria um justo vencedor.

Mas, como em todos os prémios, tivemos de eleger um e para isso recorremos mais uma vez a um alargado leque de votantes, este ano cerca de 120 pessoas, entre empresários, jornalistas, críticos, bloggers, chefes, produtores de vinho e gastrónomos de reconhecido valor.

Este ano a lindíssima sala de eventos da Real Companhia Velha foi o palco escolhido para um animado final de tarde, em que conseguimos reunir a grande maioria dos nomeados (não foi tarefa fácil!), num clima descontraído, informal, mas de grande elegância e de grande diversão bem à imagem daquilo que queremos para o conceito Flavors & Senses. Para isso, muito valeram os excelentes vinhos da Real Companhia Velha, começando por um dos meus favoritos espumantes nacionais, o Real Companhia Velha Bruto, passando pelo Carvalhas Branco e o elegante Carvalhas Tinta Francisca.

Mais uma vez tivemos presentes o fantástico presunto e fumeiro da Bísaro com direito a corte manual de uma lindíssima perna com cura de 30 meses, o delicioso Azeite da Acushla, os sempre fantásticos Pudins Abade Priscos e Pastéis dos Remédios da Doçaria Cruz de Pedra.

Além destes excelentes produtos, que já nos acompanham de outras edições, tivemos ainda a presença de duas novidades, uma espécie de apresentação oficial do Panca – Cevicheria do Parque, o inesperado projecto de Camilo Jaña e Ruy Leão, que dá ao Porto a sua primeira Cevicheria, a trabalhar no evento com excelentes peixes da Qual House,  e também, os produtos de alta qualidade da renovada Casa do Vale, com produtos tão inesperados como pó de salicornia, chutney e vinagrete de cogumelos shitake e compotas de laranja e framboesa, tudo de produção própria.

Destaque também para o apoio incondicional da Riedel que ano após ano surpreende com os seus copos e decanters de assinatura (verdadeiras obras de arte) que presenteiam os vencedores.

Uma outra forma de elevarmos a fasquia do evento, como nos propomos todos os anos, foi o incondicional apoio da Óptica do Porto, uma empresa de referência que não estando ligada à gastronomia, não hesita em apoiar o que de melhor se faz na cidade, tal como a Luz e Som, a principal empresa do Porto no que diz respeito à sonorização e iluminação de casas e eventos, que este ano nos permitiu dar um outro lado de requinte e qualidade ao evento. Finalizado brilhantemente pelo design da Alejandra e as impressões da Químico Digital.

E os Nomeados e Vencedores foram os seguintes:

Restaurante de Petiscos 

Vencedor : CASA VASCO

Restaurante Tradicional

Vencedor : ADEGA S. NICOLAU

Restaurante Trendy

Vencedor : CAFEÍNA

Restaurante Especializado

Vencedor : ICHIBAN

Restaurante Fora de Portas

Vencedor : FERRUGEM

Serviço de Vinhos

Vencedor : THE YEATMAN

Serviço de Sala

Vencedor : O PAPARICO

Restaurante de Autor

Vencedor : PALCO (Hotel Teatro)

Restaurante Revelação

Vencedor : SHIKO – TASCA JAPONESA

Empresário do Ano

Vencedor : SÉRGIO CAMBAS

Chefe a Seguir

Vencedor : RUY LEÃO

Chefe do Ano

Vencedor : PEDRO LEMOS

Restaurante do Ano

Vencedor : THE YEATMAN

Não posso finalizar o post sem agradecer aos restantes elementos da equipa, à Marta por todo o apoio, ao Sérgio da Portus Wine Trip por se assegurar que não faltava vinho em nenhum copo, ao Tiago Lessa pelos fantásticos vídeos e ao Ricardo Bernardo, cujas fotos irão surpreender toda a gente.

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Bali – Spice by Chris Salans

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Chris Salans é provavelmente o mais reconhecido chef na paradisíaca ilha de Bali, um americano, educado em França, cuja carreira se foi desenvolvendo ao lado de chefs como David Bouley e Thomas Keller e cozinhas míticas como a do Lucas Carlton e do The French Laudry. Depois de um primeiro trabalho no The Legian, o chef regressou a Bali para fazer da ilha a sua casa e levar os ingredientes autóctones da região para um nível gastronómico diferenciado. Esse foi o mote da abertura do seu Mozaic, o 1º restaurante da Indonésia a entrar no guia The World’s 50 Best Restaurants, mas sobre o Mozaic falarei num próximo post.

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Em 2015, e mantendo o respeito pelos ingredientes e os sabores da região, Chris Salans abriu o Spice, na movimentada rua Jalan Raya, bem no coração de Ubud. Um conceito descontraído que mistura a cultura Balinesa com a Bistronomie francesa, numa clara manifestação de respeito pela cultura local, com os olhos postos no futuro da região.

Spice - 11

Mas passemos à nossa experiência, a sala envidraçada permite-nos desfrutar da agitação da principal rua de Ubud num ambiente confortável e moderno que quase chega a ser cosmopolita. Ao centro a sala é dominada pelo Bar e a cozinha aberta, podendo desfrutar da refeição enquanto vemos a simpática equipa de cozinheiros a preparar o nosso repasto.

Spice - 9Dumplings de Bangkuang (nabo mexicano), molho de soja 
Uma primeira entrada leve e fresca, com a massa bem cozinhada e um bom recheio mais denso, bem equilibrado pelo molho de soja aromatizado e os elementos crus e crocantes presentes no prato. Um bom início.

Spice - 8Tataki de Atum, Sambal Kecicang e crackers de Tempe
Tataki ligeiramente braseado e cortado em cubos, com um atum bem cozinhado mas ao qual faltava um pouco de sal,  compensado pelo saboroso Sambal Kacicang, que é como quem diz uma espécie de tempero com cebola roxa e flor de gengibre, que o transformou e elevou. A acompanhar, uns ótimos crackers à base de tempe, um produto muito comum na Indonésia, feito à base de grão de soja.

Spice - 7Laksa, noodles de ovo, camarão e ovo 
Seguiu-se o melhor prato do dia, e muito provavelmente o melhor Laksa que comi até hoje. Massa de ovo cozinhada no ponto, camarões suculentos, ovo cozinhado a baixa temperatura a dar ainda mais untuosidade ao prato, picante qb, ótimo jogo de texturas e sabores que abraçavam todo o palato. Um prato de conforto, perfeito em qualquer lugar do mundo.

Spice - 6Barriga de Porco crocante,  molho de cúrcuma e dukkah
Não pode haver Bali sem Leitão ou Porco, e aqui a barriga deste nosso saboroso companheiro estava irrepreensível, suculenta, húmida e tenra por dentro, com uma fina camada crocante no exterior. Para dar ao prato a leveza que raramente o porco tem o acompanhamento foi abacaxi e dukkah (tempero à base de frutos secos e sementes de origem egípcia mas muito popular na Austrália), ligado com um molho fresco de cúrcuma, que funcionou harmoniosamente. Muito bom!

Spice - 3Tarte de maça, amêndoas e gelado de lima Kalamansi 
Nas sobremesas apesar de Chris nos servir criações completamente ocidentais, existe sempre um apontamento que nos transporta de novo para a região onde estamos. Neste caso, um gelado de Kalamansi, um citrino complexo que parece um híbrido entre uma tangerina, uma lima e um kumquat, que acompanha a tarte quente de maça, alta e bem recheada, que nos leva para uma casa bem Americana com uma avó dotada para a cozinha. O gelado contrabalança muito bem a doçura e a temperatura da tarte, com as notas mais ácidas e cítricas.

Spice - 4Bolo de Chocolate, gelado de jaca 
Um clássico bolo de chocolate, equilibrado no açúcar, húmido e com um bom recheio. A acompanhar, um interessante gelado de jaca, que nos mostra bem as características do fruto. Muito bom.

No que diz respeito a bebidas, não faltam cocktails, sumos de fruta tropicais e um ótimo chá gelado caseiro.

Spice - 5 Spice - 2

Considerações Finais 
Com o Spice Chris Salans fez uma aproximação ao público geral, com comida de conforto, preços justos, boa imagem e muito, muito sabor, criando um daqueles espaços que todos gostaríamos de ter à porta de casa, sem exigências e regras mas com carisma e muita qualidade. A comida não é de todo local, mas os ingredientes respiram a identidade da região, e a técnica com que os pratos são executados refletem o futuro da nova cozinha Balinesa. O Spice é, a par do Locavore, uma das melhores opções informais para uma refeição em Ubud. E sim, quero voltar a comer aquele Laksa!!

Spice by Chris Salans
Jalan Raya, nº23 – Ubud – Bali
+62 361 4792420

English Version

Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Bali com o apoio da Samsonite.
Estivemos no Spice a convite, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Tivoli Palácio de Seteais

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Existem locais no mundo que nos arrebatam de uma forma inexplicável, que nos transportam pelo tempo como se este parasse, e que com um simples vislumbre nos fazem sonhar sem fronteiras ou limites, mesmo sabendo (achamos nós!) que são inatingíveis! E isto é a mais fiel descrição que posso fazer do primeiro momento em que me deparei com o Palácio de Seteais, há muitos anos atrás numa viagem de escola.

Sintra2016 - 8Os caminhos de Sintra…

Sintra tem um local muito especial no meu coração, na minha mente, na minha alma… não sei porquê, e nem tento encontrar explicação! E o Palácio de Seteais provocou um sentimento em mim que também nunca consegui definir. Aquela viagem de escola fez-me sonhar, fez-me pensar como seria ficar num local tão imponente, tão requintado, tão clássico… mas tão inatingível!

Lembro-me dos meus colegas de escola a divertirem-se e eu simplesmente a desejar entrar naquele palácio e nunca mais sair! E também me lembro da sensação de tristeza quando uma professora me disse: “esquece Cíntia, aquilo é um hotel de luxo, não acessível a muitos.” Sim, ela tinha razão na altura.

Sintra2016 - 6Sintra

Mas, sonhar não tem preço e fui-me afastando do Palácio de Seteais, até que o perdi de vista, mas sem nunca perder essa memória e o desejo de lá ficar. Ao longo destes anos regressei a Sintra muitas vezes, e sempre que o avistava o desejo era o mesmo, e eu era, mais uma vez, arrebatada com uma panóplia de sensações que me levavam a querer ficar ali para sempre!

Mas, afinal, os sonhos realizam-se, e…

No âmbito da Semana Histórica da Gastronomia e Vinhos de Colares, que se realiza no Tivoli Palácio de Seteias, ficamos hospedados neste monumental Palácio!

E assim, provei a mim a mesma que sonhar não custa, e que quando menos esperamos, os sonhos podem mesmo tornar-se realidade!

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História
O Palácio de Seteais foi construído no século XVIII para o cônsul holandês Daniel Gildemeester, em terras cedidas pelo Marquês de Pombal.

O local escolhido para a construção do palácio, conhecido como o antigo Campo do Alardo, presenteava o cônsul com uma vasta paisagem ao redor da deslumbrante Serra de Sintra.

Alguns anos após a morte do cônsul, a sua viúva vendeu o Palácio de Seteais ao V Marquês de Marialva que mandou ampliar a estrutura do palácio, pelas mãos do arquitecto neoclássico José da Costa e Silva (autor do Teatro de São Carlos, em Lisboa) transformando-o assim, num edifício simétrico em forma de “U”.

A fachada principal do Palácio foi então decorada com motivos típicos do neoclassicismo e os jardins seguiram uma tendência mais romântica.

Os dois edifícios, o novo e o antigo, foram ligadas em 1802 por um arco de estilo neoclássico, construído em homenagem ao Príncipe Regente D. João VI e à Princesa Carlota Joaquina, que haviam visitado o Palácio de Seteais nesse mesmo ano. O arco triunfal foi decorado com as efígies de bronze do par real e uma inscrição em latim.

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As paredes de várias salas interiores foram, também, decoradas com frescos atribuídos ao pintor francês Jean Pillement e aos seus discípulos. Os motivos aí presentes variam, incluindo vegetação exótica e criaturas mitológicas, típicas do neoclassicismo.
Os jardins de luxo construídos estavam assentes em socalcos que caminhavam em direção ao Oceano Atlântico.

Joaquina de Menezes sucedeu ao V Marquês de Marialva na posse do Palácio de Seteais, morrendo viúva e sem descendentes, foi o seu sobrinho D. Nuno José de Moura Barreto, Grão Mestre da Maçonaria Portuguesa que herdou tudo.

Após vários donos o palácio foi por fim adquirido pelo Governo Português em 1946.

É usado desde 1954 como hotel de luxo pela cadeia Tivoli, que manteve as características originais.

O nome Seteais está envolvido em mais do que uma lenda, desde a possibilidade deste local ser um antigo campo de Centeio (ou centeais, como se diria na altura), e daí o nome Seteais, ou a lenda da belíssima moura e a sua velha aia encontradas por D. Mendo de Paiva, em que se esta pronunciasse sete “ais” originaria a sua própria morte. Como este sétimo “ai” terá sido pronunciado após o medo de morrer pelas mãos dos mouros que as tentaram resgatar da proteção de D. Mendo, este ter-se-á tornado no cristão mais impiedoso na perseguição aos mouros. O local onde a belíssima mulher proferiu o sétimo “ai” chamar-se-ia então de Sete Ais, ou melhor dizendo, Seteais!

Bem, mas lendas e histórias à parte vamos lá regressar ao ano de 2016 e falar sobre a nossa experiência neste magnificente Palácio de Seteais.

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Primeira Impressão
A minha verdadeira primeira impressão foi aquela há 16 anos atrás quando vi o Palácio pela primeira vez, uma sensação de imponência e altivez, um local de reis e rainhas, e que imediatamente nos transporta para uma época de requinte.

Desta vez, e dada a minha história com este local, mal entramos no complexo do palácio tenho que confessar que os meus olhos se encheram de lágrimas, não sou muito do tipo de chorar, mas há momentos em que é impossível!

Estava um dia de sol radiante, que se fazia brilhar diretamente sobre o majestoso Arco que une as duas alas do palácio, e que enaltecia ainda mais a beleza da arquitetura neoclássica do edifício.

Um simpático funcionário esperava por nós na entrada do hotel, e prontamente nos ajudou e acompanhou à receção.

Se ainda não tínhamos a certeza que estávamos perante um edifício do século XVIII, essa dúvida dissipou-se sem demoras. A decoração clássica no interior do palácio faz-se sentir em cada pormenor, desde o mobiliário de grande riqueza às imensas tapeçarias, passando pelas pinturas e frescos ao longo das paredes e tetos.

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Um requinte sem igual, que nos faz viajar no tempo, e que conjugado com um atendimento exímio nos faz acreditar que somos, também nós, reis e rainhas.

Após um rápido e eficiente check in fomos acompanhados ao nosso quarto, enquanto íamos observando tudo à nossa volta, tetos altos capazes de ornamentar os lustres mais deslumbrantes e escadarias imensas por onde, certamente, desfilaram as mais elegantes mulheres ao longo dos séculos, ostentando os seus belíssimos vestidos.

É impossível não recriar, ou imaginar os bailes ou festas em jeito de Great Gatsby que se passaram outrora neste mesmo local!

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Quartos
Passando aos quartos, estes seguem a mesma linha arquitectónica e de decoração do restante hotel. Ficamos na ala antiga do palácio (ala esquerda) no quarto número 3, muito próximo da receção, uma porta enorme abria-se para nos dar as boas-vindas e fazia antever uma estadia memorável. A chave que a abriu é ainda antiga e pesada (muito pesada!) – estamos num palácio, não há cartões a abrir portas! Estes pormenores significam muito, pois conseguem recriar o passado de uma forma mais pura.

Entramos, atravessei o pequeno hall e dirigi-me sem demoras ao quarto, os tons de verde e rosa das paredes, da cama e dos tapetes faziam uma simbiose perfeita com a luz que entrava pela janela enorme e que mostrava, também ela, o verde do jardim e o azul do oceano atlântico. O mobiliário é composto essencialmente por peças do estilo D. Maria, Neoclássico, Luís XVI, Neorromântico e Imperial.

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A cama, extremamente confortável, era duma dimensão sem igual. Os tapetes, portugueses, repetem os desenhos e tons das paredes, decoradas com ilustrações da época. O soalho é em madeira original e faz aquele barulho típico de casa antiga, maravilhoso!

Dirigi-me à janela, e fiquei uns segundos a observar o jardim, o azul da piscina e a dimensão infinita do Oceano Atlântico.
Faltava-me ver a casa de banho, a minha divisão de eleição, sem demoras, contornei todo o quarto e fui ter com “ela”… simples mas clássica, e com uma banheira daquelas dignas de princesa! Conquistou-me sem demoras!

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À nossa espera, no quarto, estavam doces regionais de Sintra e vinho do porto. Os hóspedes têm também chá ao seu dispor.

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Nota bastante positiva para a capacidade de insonorização da porta que separa o quarto do hall – nessa noite ao deitar, a agitação ainda se fazia sentir no andar de baixo, com o pianista ainda ao serviço, achamos que não íamos conseguir dormir, e qual não é o nosso espanto quando fechamos a porta “gigante” e deixamos de ouvir qualquer tipo de som vindo do exterior.

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Restaurantes
O hotel conta com um Restaurante e um Bar.
O primeiro serve todas as refeições do dia, desde pequeno-almoço, almoço e jantar. Aqui tivemos a oportunidade de saborear um vasto e delicioso pequeno-almoço disposto ao longo duma mesa enorme digna de refeições de reis e rainhas. A variedade de frutas é o mais apelativo. Uma excelente forma de iniciar o dia, numa belíssima sala com lustres que “caem do céu” e frescos que nos dão as boas-vindas na parede.

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Foi também aqui que provamos um almoço invulgar recriado (da década de 30 e 40) para acompanhar os excelentes vinhos de Colares no âmbito da Semana Histórica da Gastronomia e Vinhos de Colares (ver).

O restaurante de decoração clássica, e ambiente requintado tem ainda uma belíssima esplanada com vista para os jardins de Seteais, para a piscina e para o oceano.

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Mesmo ao lado do restaurante encontra-se o bar, com uma panóplia de cocktails, e num ambiente que se torna ainda mais intimista à noite com a presença do pianista a fazer as honras de quem desce a escadaria do primeiro andar até ao bar.

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Serviços
Ficar no Palácio de Seteais por si só já é uma experiência sem igual, é, simplesmente, um regresso ao passado, ao século XVIII, e uma descoberta constante da história.

Percam-se sem demoras na Sala de Leitura, descansem ao longo das diferentes salas deste palácio enquanto observam os frescos dos tetos e paredes.

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A piscina é um dos ex libris deste hotel, bem localizada ao lado dos jardins do palácio, tem uma das vistas mais bonitas de Sintra, o Oceano Atlântico.

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Um dos meus locais preferidos? Os Jardins de Seteais, sem dúvida. Percorrê-los é uma sensação única de contacto com a natureza mas também com o passado, imaginar as diferentes pessoas que já os percorreram ao longo dos séculos, imaginar as batalhas que já ali se travaram, imaginar os encontros amorosos que já foram protagonizados nestes jardins…

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Para os amantes de desporto o hotel conta com Campo de Ténis e com acessibilidade a Campo de Golfe, sendo um destinado bastante relevante para os adeptos deste último.

Para quem viaja a trabalho, o Tivoli Palácio de Seteais oferece uma série de salas ou salões de conferências e eventos, com um serviço capaz de garantir o maior luxo e conforto possíveis.

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Para quem pretenda organizar um baile ou festa garanto-vos que este palácio é o local certo – nada pode ser mais perfeito que a celebração de um casamento no jardim de entrada do Palácio. O cenário tem como principais testemunhas o Palácio da Pena e o Castelo dos Mouros, vistos ao fundo na monumental Serra.

Aliás, este hotel é um dos hotéis mais procurados em Portugal para a celebração de casamentos, razão pela qual serão efetuadas algumas alterações nas instalações de forma a tornar ainda mais memorável datas tão especiais.

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Atendimento
Por vezes, e infelizmente, o atendimento no sector do luxo em Portugal tende a não se posicionar num patamar de excelência, mas aqui não foi, de todo, o caso.

A excelência esteve presente em cada momento. Desde a nossa chegada, e a prontidão e simpatia com que nos receberam, até à nossa despedida, com a presença de vários elementos da equipa a desejarem-nos boa viagem.

Durante a estadia conseguiram fazer com que nos sentíssemos acompanhados a cada segundo, nada faltou, nem sequer os sorrisos constantes que eu tanto aprecio.

Os funcionários andam impecavelmente arranjados e com uma postura elegante, o que vai ao encontro do ambiente clássico do hotel.

Simpatia, elegância e discrição são, talvez, o mote deste atendimento exímio.

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Há locais que têm a capacidade de nos fazer sentir especiais, que nos fazem perceber que os sonhos são nada mais que uma infinita dimensão de possibilidades e que a dada altura podem tornar-se realidade… há locais que transformam “gatas borralheiras” em verdadeiras Princesas, e que nos fazem acreditar que a vida pode ser, sim, um autêntico conto de fadas!

E o Tivoli Palácio de Seteais é esse local, e muito mais!

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Guiado por um patamar de excelência, consegue recriar a história e oferecer o requinte e o luxo de outra época tão distinta mas tão presente neste verdadeiro palácio do século XVIII.

Uma experiência para lá do memorável!

Até breve Palácio de Seteais…

Tivoli Palácio de Seteais
Quartos a partir de 185€
Rua Barbosa du Bocage, 8 – Sintra
+351 219 234 277
experience.seteais@tivolihotels.com 

English Version

Fotos: Flavors & Senses

Nota
Estivemos no Tivoli Palácio de Seteais a convite, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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