PortoBay Liberdade

Portobay - 27mO grupo PortoBay, o grupo hoteleiro português com maior número de prémios internacionais, decidiu realizar a mais perfeita e incomum das conjugações, aliar o charme ao urbano, criando, assim, o PortoBay Liberdade na mediática Avenida da Liberdade em Lisboa.

Com o intuito de nos fazer viajar no tempo, Frederico Valsassina, o arquiteto responsável pelo projeto, recuperou um edifício do século XX, mantendo a essência de outra época, mas acrescentando-lhe a virtude do contemporâneo, que tão bem se conjuga com o passado.

Portobay - 25O hotel encontra-se povoado de arte e cultura portuguesa em perfeita comunhão com o resto do mundo. Uma espécie de ambiente cosmopolita de mãos dadas com o conforto e o aconchego.

Portobay - 26Bar Aviator6

Primeira Impressão:
À medida que nos aproximamos do hotel, somos imediatamente levados para o século XX, ou não fosse a fachada do PortoBay um autêntico hino ao passado.

Já no interior do hotel, do lado direito o bar contíguo à receção, o Aviator 6, com decoração inspirada na aviação em tons de azul (com o azul Tiffany, como eu gosto de o chamar) e material metálico, com direito a uma esplanada que na sua modernidade se opõem à fachada histórica.

  Portobay - 24Do nosso lado esquerdo, a receção propriamente dita, com uma zona de espera preenchida por peças e mobiliário oriundos de diferentes partes do mundo.

Devido a uma qualquer dificuldade em encontrarem a nossa reserva fomos convidados a aguardar comodamente no Aviator 6, infelizmente essa falha fez-nos esperar ainda um bocado, mas também nos permitiu ir absorvendo todo o ambiente deste hotel urbano e simultaneamente charmoso.

Finalizada esta pequena, mas chata confusão e já com tudo resolvido fomos convidados (não acompanhados) a subir ao nosso quarto.

Portobay - 23Ao longo do hotel, nos diferentes pisos encontramos as fotografias de Henrique Secura sobre a cidade de Lisboa e por todo o hotel está bem presente a preocupação com a arte e os artistas portugueses, visível nos quadros, nas esculturas, nos azulejos do pátio do restaurante, e em cada recanto do hotel.

Podemos encontrar nomes de conceituados artistas como Ana Vidigal, Catarina Pinto Leite, Artur Bual, Cruzeiro Seixas, Menez e Joana Rêgo.

O hotel é assim, uma verdadeira viagem sobre arte, cultura e lazer.

Portobay - 4 

Quartos:
O hotel conta com 98 quartos, de cinco tipos, Classic, Superior, Deluxe, Junior Suite e Suite. Ficamo-nos pela Junior Suite! Um verdadeiro luxo cosmopolita aos olhos da minha humilde sabedoria sobre aposentos!

A varanda do quarto era o seu ex-libris, e preenchia o quarto com uma luminosidade contagiante, que tão bem define a cidade de Lisboa.

A decoração, à semelhança do restante hotel, conjuga duas épocas bem distintas, o passado que está patente, principalmente, nas cantarias de lioz, e que garante ao ambiente uma singela elegância, e o presente, bem patente no luxo, sofisticação e apontamentos contemporâneos que dão uma vida cosmopolita a todo o quarto.

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A cama era extremamente confortável e o quarto de banho enorme preencheu na perfeição todos os meus requisitos.

Faltou-me apenas um pequeno apontamento que servisse de “Boas-vindas”, fosse uma peça de fruta ou um doce característico da cidade (sou picuinhas, que posso eu fazer!).

Portobay - 14Bistrô4

Restaurantes/bares:
Aqui está uma categoria em que o PortoBay se destaca de muitos hotéis.
Sendo um hotel de cidade, e estando situado numa das zonas mais emblemáticas da capital, o Porto Bay apostou na excelência. E conseguiu, definitivamente!

Três é o número de espaços que o hotel contém, o Aviator 6, o Deck7 e o Bistrô4.

Portobay - 7Deck7

Sobre o primeiro já vos falei no início deste texto, decoração a fazer lembrar a aviação, com cunho contemporâneo, em tons azuis, que mescla a elegância e a informalidade ao mesmo tempo. Este espaço oferece-nos mais de 300 referências de bebidas e uma esplanada em pleno centro da cidade voltada para a famosa Avenida da Liberdade mas sem o exagero do movimento da baixa Lisboeta.

Portobay - 11mDeck7
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Quanto ao Deck7, imaginem um terraço com um ambiente intimista, elegante sem ser pretensioso, e onde têm à disposição um jacuzzi! Isto é o Deck7, um local onde podemos bronzear enquanto desfrutamos de um bom gin, e preguiçamos no jacuzzi!

Portobay - 17Relativamente ao último, o Bistrô4 foi onde tomamos o pequeno-almoço e tivemos oportunidade de jantar (e que jantar!). Este espaço traz a Lisboa uma nova lufada no conceito francês de Bistromomie, pela mão do Chef Benoît Sinthon (*Michelin).

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Nas duas refeições optamos pelo encantador pátio exterior, envolvidos pelo perfume dos limoeiros e das oliveiras que o rodeiam. Sobre a nossa experiência ao jantar o João falar-vos-á num artigo específico.

Portobay - 31Vitality Pool*

Serviços:
O PortoBay é um autêntico Resort Urbano, que nos apresenta diferentes serviços capazes de tornar a nossa estadia numa experiência única.

A sua piscina interior, a Vitality Pool, apresenta luz natural, é aquecida, possui hidromassagem e jatos de água, e tem acesso a um pequeno pátio com espreguiçadeiras em jeito de oásis urbano.

Portobay - 29Spa Aromatherapie*

Mesmo junto à piscina temos o Spa do PortoBay, um local com quatro salas de tratamentos com a assinatura da reconhecida marca Aromatherapie e uma zona de relaxamento, onde podemos desfrutar dum momento único que nos fará viajar para longe da azáfama do dia-a-dia.

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Para quem além da mente, também não descura o corpo, o hotel tem também o ginásio, com luz natural e vista para a piscina e pátio interior, equipado com diferentes máquinas de treino e um conjunto de personal trainers.

E porque nem todos viajam em lazer, mas sim a trabalho, o hotel conta com quatro salas e capacidade para receber 150 pessoas para conferências ou congressos, que também podem ser utilizadas para diferentes eventos.

 Portobay - 30Serviço de quartos*

Atendimento:
O hotel é, sem dúvida, constituído por uma boa equipa, pessoas atentas e preocupadas que tentam garantir a melhor estadia possível a qualquer um dos seus hóspedes. Nota-se uma preocupação constante na organização, principalmente pelo facto de ser um hotel com poucos meses de vida.

Não fosse aquela confusão inicial com a nossa reserva, e tudo teria corrido pelo melhor. Mas confusões acontecem e são facilmente perdoadas quando tudo o resto segue na direção oposta.

 portobay - 32A fachada clássica bem integrada com os complementos mais modernos*

Uma experiência a recordar neste antigo palacete do século XX que une o clássico ao contemporâneo, e que presta uma homenagem à cidade das sete colinas através da arte.

Um verdadeiro oásis urbano que nos permite estar no centro da capital sem que sejamos atingidos pelo movimento desmesurado das massas.

Uma grande estreia do PortoBay em Lisboa!

PortoBay Liberdade
Quartos a partir de 135€
Rua Rosa Araújo, 8 – Av. da Liberdade . Lisboa
+351 210 015 700
portobayliberdade@portobay.pt

English Version

Fotos: Flavors & Senses e as assinaladas com* – PortoBay Liberdade

Nota
Estivemos no PortoBay Liberdade a convite do grupo PortoBay, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho, cuja opinião e texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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The Yeatman – Sunset Wine Party

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Depois do clássico de Natal com a Christmas Wine Experience eis um outro clássico do The Yeatman, a Sunset Wine Party.

O Hotel com a melhor vista sobre o Porto e o melhor terraço da cidade promove já no próximo dia 23 de Julho mais uma das suas Sunset partys em que o mote é juntar os encantos de um pôr do sol com os melhores vinhos e a melhor gastronomia.

Para isso, Beatriz Machado, Directora de Vinhos, escolheu criteriosamente mais de 40 vinhos entre os parceiros vínicos do Hotel para conjugar com uma série de petiscos criados por Ricardo Costa (*Michelin) disponíveis em formato buffet.

yeatman-4 Fica a promessa de vistas como esta

Mas desenganem-se os que pensam que será apenas mais uma prova com direito a comida, a Sunset Wine Party promete muito mais, dos Djs e da música ao vivo até ao  Spa Lounge com direito a massagens e conselhos de Beleza.

É mais um evento com selo de qualidade garantida como o The Yeatman já nos tem habituado.

Parceiros: Dona Berta, Niepoort, Passadouro, Pessegueiro, Quinta Nova, Ramos Pinto, Herdade do Rocim, Quinta da Romaneira, Rui Roboredo Madeira, Vale dos Ares

yeatman-2Os elementos chave para a Sunset Wine Party*

Info:
THE YEATMAN
Preço – 65€ p.p.
Reservar AQUI
Lugares Limitados
Dress Code – Casual Chic
Mais informações – 220 133 121
events@theyeatman.com

 

* Óculos Barton Perreira disponíveis em Óptica do Porto
Fotos: Flavors & Senses e The Yeatman

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São Gião – Moreira de Cónegos

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 Falar do São Gião é invocar o lado religioso da gastronomia, 1º rumar a Moreira de Cónegos é como que uma peregrinação (confesso que prefiro bem mais este tipo de sacrifício), 2º as mãos e os ingredientes de Pedro Nunes são obra do divino.

Chegar ao restaurante não é das tarefas mais difíceis, um bom GPS, ou um amigo fã de futebol facilmente nos indica o estádio do Moreirense, já o São Gião é um pouco mais difícil de encontrar à 1ª passagem, mas fica ali bem em frente ao Parque de estacionamento do Estádio, numa casa com ares de moradia privada e sem grande identificação.

Passando a pesada porta de madeira tudo muda, o espaço é amplo e bem iluminado, fruto das grandes janelas que rodeiam toda a sala e nos colocam os campos verdes da região como pano de fundo.

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A decoração é simples, com apontamentos clássicos e modernos mas minimalista, tendo nos copos de água coloridos a sua principal extravagância, as mesas são espaçosas e bem distribuídas permitindo alguma privacidade e direito de conversa mesmo com a sala cheia.

Já bem instalados, começamos pelo couvert (2,5€), que se viria a revelar o momento menos feliz da refeição, muito por culpa do pão, cuja qualidade não deixa saudade, acompanhado por azeite.

sgiao - 8Terrina de Fígados de Ganso (10€)
A carta do São Gião muda quase diariamente, com base nas emoções de Pedro Nunes e nos melhores ingredientes que vai recebendo na sua casa. Tivemos a sorte de poder provar o seu mi-cuit de Foie Gras, e perdoem-me os acérrimos senhores da PETA, mas foi das melhores Terrinas que já provei em Portugal. Textura certíssima, sabor forte mas delicado, servido à temperatura correta (falha tantas vezes), muito bem acompanhados por tostas finas e uma compota de framboesa, cujo doce e a acidez funcionaram muito bem com a terrina.
sgiao - 7Omeleta de camarão (12€)
É verdadeiramente difícil encontrar uma omelette bem feita por estas bandas, ora estão queimadas e com o interior seco, ora sabem a óleo sem qualquer pitada de manteiga. No S. Gião são um clássico pelo que decidimos partilhar uma como entrada. Se por fora tinha algumas zonas ligeiramente queimadas, o interior compensou a falha do excesso de temperatura, cremoso  e ainda ligeiramente líquido com o tempero certo e camarões no ponto e na quantidade certa. Não fosse o exterior e estaria perfeita!

sgiao - 5Peixe Galo Frito, Açorda de milharas (21€)
Porque estamos no Minho as doses são fartas e dariam plenamente para partilhar, mas como não se faz esta peregrinação todos os dias optamos por ser um tanto ou quanto egoístas. As postas de Peixe Galo (de porte considerável) foram fritas de forma exímia, sem excessos de gordura, com uma polme bem crocante e o interior ainda húmido. Um peixe absolutamente delicioso e muito bem acompanhado pela saborosa açorda de milharas, bem temperada e com quantidade certa de ovas, estava apenas um pouco líquida demais para o meu gosto, tendo em conta que  gosto da açorda com um pouco mais de consistência e cremosidade.

sgiao - 6Empada de Carnes Variadas (18€)
Uma deliciosa e reconfortante empada, com as carnes que viajavam entre o frango e a caça ainda húmidas e suculentas. Um prato forte, repleto de sabor, aumentado ainda pelo excelente gratin de batata que o acompanhava e os legumes muito bem assados. Mais um excelente momento.

sgiao - 4Pudim Abade Priscos (4,5€)
Ir ao Minho e não comer o mais importante dos pudins nacionais nunca seria visto com bons olhos, logo, foi a primeira sobremesa a ser escolhida. E em boa altura o fizemos, consistência perfeita, com as marcas características de um bom abade de priscos, com as notas do toucinho e do vinho do Porto a fazerem-se sentir. Doce quanto baste para uma refeição já longa e pesada.

sgiao - 3Folhado de Mirtilos  (4,5€) 
Um folhado feito à base de camadas crocantes de uma massa tipo filo, recheadas com uma boa compota de Mirtilos. Uma sobremesa simples mas com um bom jogo de textura e temperaturas a conjugar muito bem o quente e o doce do folhado com o gelado de frutos vermelhos.

A carta de vinhos apresenta as principais referências nacionais, ou não fosse o próprio Pedro Nunes um afamado enófilo, com preços sensatos. Acompanhamos a refeição com um Branco Duas Quintas de 2013 da Ramos Pinto (17,5€), que se comportou de forma muito competente com os pratos escolhidos.

Além da carta e das mãos do Chefe, o serviço de sala é outra das mais valias do São Gião, funcionários competentes, com gosto por aquilo que estão a fazer, mesclando muito bem o profissionalismo e o detalhe do serviço clássico com a abertura e descontração de espaços mais modernos.

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Considerações Finais
Pedro Nunes é garantidamente um nome de destaque entre os seus pares, principalmente pela mestria com que combina a tradição Portuguesa com a técnica Francesa e apontamentos mais irreverentes, sendo fácil encontrar na sua carta tanto o seu famoso cabrito assado como um risotto de ostras ou uma terrina de foie, como a que referimos em cima.

No que diz respeito à nossa refeição, não fosse a qualidade do couvert estar abaixo do expectável  e a omelete ter o exterior ligeiramente queimado e tudo teria estado perfeito. Grande qualidade de ingredientes e boa qualidade técnica que fazem deste um dos mais interessantes restaurantes do Norte e do País. Um espaço que de facto merece todas as romarias e peregrinações e do qual me confesso devoto! Agora resta rezar para que na próxima excursão religiosa haja carabineiros na carta!

Nota: Já depois desta visita o restaurante São Gião foi eleito pelos votantes dos prémios “Flavors & Senses – Os Melhores para 2015″ como o vencedor na categoria Restaurante Fora de Portas (ver)

sgiao - 2Os inúmeros prémios do São Gião

Restaurante São Gião
Avenida Comendador Joaquim de Almeida Freitas, 56 Moreira de Cónegos
253 561 853

English Version

Fotos: Flavors & Senses

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Um Dia no Pinhão

Douro2014 - 16Estação Ferroviária do Pinhão

Durante a nossa estadia no Vintage House Douro (ver), tivemos oportunidade de passear (mais uma vez) pelo Pinhão, que se situa na margem direita do rio Douro, e é o centro da região demarcada do Vinho do Porto.

O Pinhão é uma pequena freguesia que pertence a Alijó, e a sua paisagem está classificada pela UNESCO como património cultural da humanidade.

Douro2014 - 9O Pinhão em pano de fundo

Já tínhamos estado no Pinhão algumas vezes e sempre que lá vou adoro! Não pela arquitetura dos edifícios que infelizmente não é das mais bonitas, aliás, não é nada bonita mesmo! Mas a paisagem envolvente faz-nos esquecer de tudo isso!

Douro2014 - 10

O Pinhão não é grande, aliás, é até bem pequeno, mas há uma série de coisas bem interessantes para se fazer e assim passar um dia em perfeita comunhão com o Douro e a Natureza.

pinhao - 1Estação Ferroviária do Pinhão

Podem optar por fazer como nós e irem ao Douro sempre que tiverem oportunidade. E para isso vou enumerar uma série de pequenos prazeres a que podem aceder a partir do Pinhão neste pequeno paraíso que é o Douro.

Este foi um dos nossos roteiros, de um dia apenas.

dourox_196Miradouro de Casal de Loivos*

Casal de Loivos:
Optamos por começar de manhã bem cedo e após um maravilhoso pequeno almoço no Vintage House, fizemos um pequeno desvio até Casal de Loivos. Esta pequena localidade, na zona mais alta do Pinhão, tem um Miradouro de cortar a respiração!

Uma das imagens mais idílicas que já tive o prazer de vislumbrar. Basta perguntarem a algum habitante do Pinhão onde fica e eles indicar-vos-ão.

 Douro2014 - 22O Pinhão e o Douro vistos de Casal de Loivos

dourox_6PipaDouro e Vintage House

PipaDouro:
Há algo melhor do que conhecer a região do Douro a partir do próprio rio? Navegar entre os montes repletos de vinhas e socalcos? Não, não há!

E por isso depois duma vista perfeita do Miradouro e de ter o Douro a nossos pés nada como abraçar o rio pelo seu coração.

O PipaDouro não é apenas um serviço de barcos, o PipaDouro é o serviço, que além de buscar a excelência, funciona sem destinos, em que o próprio cliente decide o que quer, tudo criado para tornar a nossa experiência, “A Experiência”!

Douro2014 - 8m

Fizemos uma viagem de cerca de duas horas no barco Friendship I (também já passeamos no mais pequeno e igualmente encantador Pipadouro II). O Pipadouro encontra-se mesmo em frente ao Hotel Vintage House Douro, podem embarcar aí, mas como é óbvio, convém reservarem antes.

Para ficarem a saber mais sobre este assunto leiam o artigo do João (ver).

Douro2014 - 2m

Optamos por fazer uma breve paragem e almoçar num dos restaurantes locais,  mesmo em frente ao rio, comidinha simples e caseira ao bom estilo do interior, com um preço bastante acessível. Podem também optar por almoçar numa das Quintas do Douro.

pinhao - 3Os bonitos azulejos da estação contam a história do Douro e da sua gente

De tarde continuamos o nosso passeio pela pequena vila, passando pela emblemática estação Ferroviária do Pinhão, outrora o mais importante ponto de ligação das gentes da terra com o exterior e que potenciou o desenvolvimento da mesma, com os comércios a instalarem-se junto da estação onde diariamente confluíam as pessoas de todas as terras em redor.

Podem também fazer um pequeno passeio de comboio entre o Pinhão e o Tua, sempre junto à margem do Rio ou até optar por chegarem aqui vindos do Porto, numa viagem que dificilmente esquecerão.

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Quinta do Bomfim - 14

Quinta do Bomfim:
Seguimos o nosso passeio em direção à Quinta do Bomfim uma das mais emblemáticas da região que alberga agora o mais recente centro de enoturismo da família Symington.

Quinta do Bomfim - 18

É um local a não perder no Pinhão e tem um maravilhoso terraço sobre o Douro, que por si só já valeria a visita!

Para ficarem a saber mais sobre este assunto leiam o artigo do João (ver).

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Talho Qualifer:
Daqui voltamos à zona da estação (cerca de 5 min) para visitar um sítio ao qual voltamos sempre que visitamos o Pinhão, o Talho Qualifer.

Este pequeno talho não é bem aquilo a que estamos habituados quando vamos ao nosso fornecedor habitual, em primeiro lugar é a casa de uma figura diferente, Fernando Rebelo, o Talhante. Quando o visitamos a primeira vez só nos conseguimos lembrar do famoso talhante italiano Dario Cecchini célebre por encantar os turistas na pequena localidade de Panzano in Chianti.

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Mas aqui a história não é sobre Dante ou os gigantescos costoletões, mas sim sobre uma magistral forma de servir e de apresentar o seu trabalho, mais concretamente o fumeiro. Aqui existem enchidos para todos os gostos e feitios e de todos os géneros, reza a lenda que alguns cortam o efeito do álcool e que outros são até bons para tratar a celulite.

Mezinhas à parte, aqui encontramos todo o tipo de corte do porco transformado em fumeiro, das linguiças e chouriços às febras ou costeletas, sem esquecer um maravilho bacon ao qual nunca conseguimos resistir.

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Douro2014 - 5Quinta das Carvalhas

Caso tenham tempo ou optem por ficar mais dias na região (vale bem a pena), visitem alguns dos mais importantes produtores de vinhos do Douro e Porto, muitos deles localizados bem nesta importante zona do “Cima Corgo”. Da imponente Quinta do Noval, à Quinta das Carvalhas da Real Companhia Velha, da Niepoort à Wine & Soul, da Quinta de la Rosa à Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, as opções são muitas e  para todos os gostos, dos vinhos mais clássicos e históricos aos mais irreverentes.

Devem ter em atenção que muitas destas Quintas não estão de portas abertas ou preparadas para o enoturismo, pelo que a visita deve ser agendada atempadamente.

Além disso podem circular pela N222 entre o Pinhão e a Régua, a estrada que separa o Douro das suas belíssimas Quintas e que foi recentemente eleita a melhor estrada do Mundo para conduzir.

Embarquem nesta aventura e deixem-se levar pelos encantos do Douro.

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Photos: Flavors & Senses

* Óculos Porsche Design by Carrera (Vintage) powered by Óptica do Porto

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Cervejaria Brasão

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Antes de começar a falar sobre o restaurante devo admitir que nutro um particular respeito pelo trabalho de Sérgio Cambas, o jovem empresário que há alguns anos pegou num restaurante de ambiente teoricamente ultrapassado e localizado, numa zona onde ninguém queria ir, e o transformou naquilo que é hoje o Paparico, o nosso restaurante do Ano em 2014 (ver). Sérgio é chefe, escanção, cicerone e empresário e faz tudo isso de forma certíssima e eficaz, pelo que a abertura de mais um espaço com a sua assinatura criou elevadas expectativas.

A descida até à baixa era algo que certamente ambicionava, abrindo assim uma Cervejaria, tão à imagem de alguns dos mais emblemáticos nomes da cidade. Mas de semelhante só o conceito, aqui não há luzes fortes, mas sim uma boa iluminação, não há o frio do inox, que é substituído pelo uso intensivo da madeira, que nos remete para um ambiente de conforto que não encontramos em mais nenhuma cervejaria. Em suma, a decoração do espaço foi muito bem conseguida.

Passando ao que realmente interessa e depois de bem instalados, começamos a refeição com pão de boa qualidade (2€), uma ótima manteiga de presunto (0.70€), umas crocantes e saborosas folhas de arroz com oregãos (1€), azeitonas e alcaparras bem temperadas (2€) e um bom creme picante.

brasao - 7 Ostras, pepino e lima (16€)
Passando às entradas, eis que surgiram na mesa umas bonitas e bem limpas ostras nacionais. A acompanhar, muito bem, finas rodelas de pepino e lima cuja frescura e acidez combinou muito bem com a ostra.  Muito bom!

brasao - 6Repolgas e espargos salteados em Pingue de presunto, gema de ovo (6,5€)
Cogumelos, ovos, espargos e gordura são e serão sempre uma combinação prodigiosa. Aqui com todos os elementos bem temperados e cozinhados no ponto, senti apenas falta de um pouco mais de molho, ou então (seria perfeito) de mais uma gema que ajudasse a ligar melhor todos os elementos.

brasao - 5Bife do Lombo com cogumelos (17€)
Um bom e generoso bife do lombo, servido no ponto certo e coberto com um delicado molho de finas fatias de cogumelos paris com a textura e a untuosidade perfeita para o prato. A acompanhar, umas excelentes e crocantes batatas fritas à rodela e uma bonita e saborosa salada. Assim se faz jus ao nome de cervejaria!

brasao - 4Francesinha (9€ – com ovo 9,50€)
Não sou o maior consumidor nem o maior fã deste icónico prato da cidade do Porto, mas, ainda assim, volta e meia lá surge a vontade de entrar por “maus caminhos”. Aqui, o resultado foi ótimo, o molho tinha o sabor certo, picante q.b., com a textura certa e a deixar que se  sinta também o sabor dos restantes elementos do prato. Queijo bem derretido, bife tenro e saboroso e as delicadas salsicha e linguiça fresca cuja origem não engana. Uma francesinha muito bem conseguida, que entra facilmente para o top das minhas escolhas.

Nota positiva ainda para as boas batatas fritas e para a molheira que surge automaticamente na mesa.

brasao - 2Bolo húmido de Chocolate com gelado de Pistácio (4,5€) 
Um clássico fondant de chocolate, doce e com a textura certa. Bom também o gelado, embora preferisse o bolo acompanhado de um gelado mais ácido e sem nata.

brasao - 3Cheesecake de Banana com caramelo (3,5€)
Uma apresentação digna de um outro tipo de restaurante, numa sobremesa muito bem conseguida. Tarte de queijo, saborosa e sem os habituais excessos de gelatina e doce na medida certa, excelente o creme de banana e os apontamentos de caramelo e chocolate, que não só melhoraram o sabor como também a textura do prato. Ótimo final!

A acompanhar a refeição, uma cerveja artesanal Sovina de pressão e o simpático Allo de 2013 da Soalheiro (12€).

Antes de falar no serviço, uma nota em especial para as bonitas loiças em que os pratos são servidos, pintadas à mão ao bom e velho estilo de Viana, que por si só transmitem um charme particular.

Do serviço poderia dizer muito, ou nada, dada a forma perfeita como decorreu toda a refeição, com uma simpatia única e uma atenção quase cirúrgica à boa imagem do seu criador. Algo raro particularmente quando pensamos que ainda é um projeto recente. Certamente não encontrarão um serviço assim em mais nenhuma cervejaria da cidade.

Considerações Finais
O Brasão é mais uma aposta ganha de Sérgio Cambas, mesclando a experiência do Yuko com a técnica e o serviço do Paparico. A decoração quebra todas as barreiras em jeito de rústico contemporâneo e a cozinha remete-nos muitas vezes para um outro estilo de restaurante. É sem dúvida um sítio que será visitado por muitos pela sua francesinha mas que é e sempre será muito mais do que isso.

Até Breve!

Cervejaria Brasão
Rua Ramalho Ortigão, 28 Porto
934 158 672
geral@brasao.pt

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Douro/Pinhão – Quinta do Bomfim

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 A Quinta do Bomfim é uma das mais emblemáticas Quintas da região do “Cima Corgo”, instalada no coração do Pinhão ali bem junto do lindíssimo Rio Douro. A Quinta tem protagonizado os mais emblemáticos vinhos da Dow’s desde 1896, altura em que foi comprada pela empresa, hoje nas mãos da família Symington. Entre eles estão, por exemplo, os recentes Dow’s 2007 com 100 Pontos ou o 2011 eleito em 2014 o melhor vinho no Top100 da WineSpectator.

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 A Symington, ao bom estilo Britânico, tem o maior respeito pelas suas raízes, pela sua história e pela sua herança. Herança essa definitivamente ligada ao vinho, muito em particular ao vinho do Porto, que hoje decidem partilhar com o público em geral, não só com os seus vinhos, mas também abrindo as portas de uma das suas mais emblemáticas Quintas.

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Assim, e à semelhança do que já haviam feito com as Caves da Graham’s em Vila Nova de Gaia (ver), a Symington comprou espaços adjacentes e renovou toda a propriedade do Bomfim, preparando-a para o enoturismo como nenhuma outra Quinta na região.

A renovação manteve (e muito bem) as linhas da renovação da Graham’s, desta feita, com o branco a assumir um papel fulcral, não só na imagem exterior, mas também no interior dos espaços e da adega, iluminando todas as salas de uma forma única e rara quando se fala em adegas e vinho.

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As paredes contam a história da Quinta que se entrelaça com a dos Symington há já 5 gerações, entre textos bem organizados e fotos bem legendadas vamos recriando um ambiente de época enquanto nos imaginamos a viver as glórias e dificuldades de outros tempos.

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Essa mesma história serve de mote às visitas guiadas, que tivemos o prazer de experimentar em primeira mão.

Começamos o circuito pelo Museu (fotos acima), com essas fotografias e histórias de que vos falei, uma réplica de um barco Rabelo e velhas pipas de vinho a completar o cenário. Passamos depois pela moderna e renovada Adega, onde vai ser possível acompanhar todos os trabalhos durante a época das vindimas, um espaço que mostra bem a preocupação da Symington e associa as técnicas mais modernas com a tradição que sempre teve lugar nos velhos lagares de vinho do Porto.

Passeando um pouco pelo exterior, seguimos para o Armazém Velho, construído em 1896 e suportado por uma impressionante estrutura de madeira onde começa o processo de envelhecimento dos vinhos antes de partirem para Vila Nova de Gaia.

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Na Sala de Provas, podem provar-se não só os Portos, mas também um alargado leque de vinhos produzidos pelos Symington, aproveitamos ainda o lindíssimo Terraço sobre o Douro e, claro, a visita termina na Loja, onde é possível comprar, não recordações, mas sim prazeres futuros, na mágica altura de retirar a rolha de uma garrafa!

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Mas a visita não ficou, nem se fica por aqui, como uma Quinta que se preze, o mais importante são as suas vinhas, e no Bomfim vai ser possível passear livremente pelas vinhas e experimentar, por alguns momentos, a vida árdua dos trabalhadores que ajudam a criar os néctares que todos apreciamos.

Os visitantes vão poder escolher entre três tipos de passeio, um pequeno trilho pela vinha com a duração de cerca de 20 minutos, um percurso mais extenso de cerca de 3km, com a duração de 1h30 e um percurso intermédio, que os leva até à Casa dos Ecos, um pequeno edifício no meio da vinha, com uma das melhores vistas sobre o Douro, e um terraço que bem se poderia transformar num restaurante com uma das melhores vistas do mundo!

Quinta do Bomfim - 23Um brinde na Casa dos Ecos

Ao longo dos trilhos é disposta também a informação sobre as vinhas, do solo, à casta ou até a altitude a que se encontram. Tudo meticulosamente preparado para receber os visitantes, sejam eles nacionais ou estrangeiros, de uma forma única.

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  Quinta do Bomfim - 18       Quinta do Bomfim - 16       Quinta do Bomfim - 15

Da visita ao Bomfim trouxe comigo um encanto particular pelo espaço, pela forma como foi renovado sem ser adulterado, pelo cuidado com os detalhes, pela visita guiada, comandada por uma jovem cheia de vontade e felicidade, não só por aquilo que a sua região nos oferece, mas por poder partilhar connosco uma história única!

Quinta do Bomfim - 21

  Quinta do Bomfim - 2       Quinta do Bomfim - 3       Quinta do Bomfim - 20

Um trabalho brilhante que merece ser visitado por todos! Eu cá fico a aguardar pelas vindimas para lá voltar e fazer uma outra visita, desta feita com toda a azáfama e loucura caraterística dessa época.

Quinta do Bomfim - 24Jóias da Dow’s

Quinta Do Bomfim
5085-060 Pinhão – Alijó
Horário: 10h30 às 19h00
Visitas em Português, Inglês, Espanhol e Francês a partir de 8€
Passeios na Vinha  – 5€
+351 254 730 370
quintadobomfim@symington.com

Nota
Visitamos a Quinta do Bomfim a convite do família Symington, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho, cuja opinião e texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

Fotos: Flavors & Senses

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The Vintage House Douro

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O Douro tem um lugar muito especial no meu coração, não vos sei explicar bem porquê, mas sei que quando começo a observar as vinhas em socalcos e o rio, há alguma coisa no meu corpo que se altera automaticamente, fico com taquicardia, com taquipneia, fico fora de mim!

Nauvintagehouse- 6mA varanda do quarto, com vista sobre o Douro

Para quem acredita em reencarnação, digamos que provavelmente eu já pertenci a estas terras!!!
Já tinha tido o privilégio de conhecer o Vintage House mas nunca tínhamos ficado lá hospedados, mas felizmente isso aconteceu!

Douro e Vintage House? Mas quem pode pedir mais?
Podemos dizer que este hotel quase toca o rio, e faz com ele uma perfeita comunhão.

Agora nas mãos do novissímo grupo NAU Hotels and Resorts, o Vintage House, uma antiga adega, deu origem a um hotel de luxo, localizado numa privilegiada zona dominada por quintas e vinhas em socalcos.

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Primeira Impressão:
Perfeita!!! Não precisava de dizer mais nada, mas tem que ser, senão é demasiado vago!
Antes de entrar na receção, e ainda meios atordoados pela beleza da paisagem envolvente, um funcionário abordou-nos e tratou prontamente de tudo, desde nos acompanhar à receção, a estacionar o carro (o teoricamente normal para um hotel 5 estrelas).

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Lá esperavam-nos alguns membros da equipa e fomos recebidos com um “welcome drink” que declinamos, mas que muito feliz me fez sentir ao ver a forma correta de receber que nem sempre está presente.

O nosso check in foi realizado com prontidão e fomos acompanhados ao nosso quarto.

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À medida que íamos percorrendo o hotel até ao quarto não pude deixar de reparar na decoração, estilo clássico, uma espécie de antiga casa de família que vai passando de geração em geração mantendo a sua alma e traça, mas à qual se vai acrescentando o conforto e a sofisticação.

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Quartos:
O Hotel possui 43 quartos, 36 standard, 5 Junior Suites e 2 Suites. Ficamos num quarto standard, que me encheu as medidas, ou não fosse aquela magnífica varanda ter a melhor vista de sempre! O Douro e as Vinhas a fazerem as honras! Aliás, no Vintage House todos os quartos têm esse privilégio.

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Fomos recebidos com umas maravilhosas cerejas, colhidas na propriedade, que fizeram com que, caso nós ainda não tivéssemos atingido a felicidade, este seria o momento em que o faríamos!

A cama era extremamente confortável e a decoração do quarto seguia a linha do restante hotel, o clássico de mãos dados com o luxo e a sofisticação.

A casa de banho em azulejo de várias cores e linhas clássicas fez os meus olhos brilharem automaticamente.

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Restaurantes/Bares:
O Vintage presenteia-nos com três espaços, o Restaurante Rabelo, o Bar Library e o Salão do Rio.

No primeiro tivemos a oportunidade de jantar na esplanada com uma maravilhosa e calma vista para o Douro, onde vislumbramos o pôr do sol enquanto nos deliciávamos com os pratos e vinhos que iam surgindo na mesa.

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Por outro lado, no Bar Library o ambiente é misterioso, elegante e digno de uma família real, com os livros, o piano e a lareira a envolverem os nossos sentidos. Aqui, podemos desfrutar de diferentes bebidas.

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Por fim, no Salão do Rio foi onde tomamos um farto pequeno-almoço, enquanto nos deliciávamos com o sol que provocava um brilho perfeito no rio.

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Serviços:
O Hotel possui uma imensidão de serviços para satisfazer o mais insatisfeito dos mortais!

Podemos começar pela sua bonita piscina mesmo em frente ao rio. Dentro do hotel, encontramos também o agradável Salão dos Ingleses, uma sala de jogos com bilhar, tv e lareira.

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O Hotel oferece ainda um Court de Ténis e uma Academia do Vinho, com loja de vinhos e produtos regionais com cursos e provas de vinho.

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Possui ainda salas devidamente preparadas para conferências e diferentes eventos.
Para atividades extra hotel, temos a possibilidade de vivenciarmos momentos únicos ao longo do Vale do Douro, nomeadamente a bordo do PipaDouro (ver) ou na visita a muitas das Quintas do Douro.

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Atendimento:
Desde a nossa chegada até à nossa partida este ponto foi levado a cabo duma forma completamente exímia.

Atendimento atento, cuidado, preocupado, carinhoso, onde a sensação de que nada é deixado ao acaso está presente em cada pormenor.

Senti-me apaparicada do início ao fim, sem dúvida!

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O Vintage House Douro é um dos pequenos Paraísos do nosso País, está situado no Pinhão, numa terra escondida com um micro clima e com um ambiente diferente mas no qual ninguém imagina que existe este céu na terra!

Pode até nem ser o Hotel mais bonito do mundo, mas tem o seu charme, não é certamente o mais luxuoso mas tem o seu encanto, nem tão pouco será um Hotel sem defeitos, mas tem garantidamente muito mais virtudes, a começar pela paz e silêncio que nos oferece logo à chegada!

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Conseguimos chegar até ele de diferentes formas, de carro, pela recém eleita Melhor Estrada do Mundo, a N222 entre o Peso da Régua e o Pinhão, com as suas curvas perigosíssimas mas com a sua majestosa paisagem, de comboio, percorrendo a idílica Linha do Douro, ou de barco, percorrendo o rio por entre vinhas e socalcos! Seja qual for o meio, o que interessa é chegar e viver um momento único que vão querer eternizar.

Por muito que vos descreva, palavras nenhumas serão suficientes…

The Vintage House Douro
Quartos a partir de 140€
Lugar da Ponte, Pinhão
(+351) 254 730 230
bookings@nauhotels.com

Nota
Estivemos no The Vintage House Douro a convite do grupo NAU, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho, cuja opinião e texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

Fotos: Flavors & Senses

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Um Dia em Amarante

Casa da Calçada  - 26

Durante a nossa estadia na Casa da Calçada (ver) tivemos oportunidade de conhecer a pequena mas idílica cidade de Amarante com as suas majestosas paisagens.

Lembro-me que quando andava na faculdade tinha mais do que uma colega desta cidade, mas nunca cheguei a conhecê-la. Erro meu, não sabia o que estava a perder!
Amarante é uma cidade pertencente ao distrito do porto com cerca de 11 mil habitantes e banhada pelo rio Tâmega.

Passamos apenas um dia à descoberta da cidade, que se transformou numa maravilhosa experiência.

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Começamos pela belíssima Ponte de São Gonçalo, uma vez que passei a minha noite anterior a vislumbrá-la da janela do quarto na Casa da Calçada, e assim muito ansiei atravessá-la!

Pensa-se que terá origem numa antiga ponte romana, no entanto, atribui-se a sua construção ou reconstrução ao beato Gonçalo de Amarante por volta de 1250. Cerca de cinco séculos mais tarde não resistiu às cheias do rio Tâmega, e em 1809 teve a sua maior provação, a resistência e heróica defesa contra as tropas de Napoleão durante a Segunda Invasão Francesa! Este povo era resistente!

Desde 1910 que este exemplar de arte e história é classificada como Monumento Nacional.

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Continuamos à descoberta da cidade e após atravessarmos a ponte chegamos à Igreja e Convento de São Gonçalo.

São Gonçalo ou beato Gonçalo, como é considerado pela Igreja Católica, veio duma família nobre e estudou para sacerdote, decidiu depois partir à descoberta do mundo através da peregrinação por Roma e Jerusalém, mas quando regressou à sua terra natal, Vizela, já o sobrinho lhe tinha usurpado o lugar de sacerdote (a família é do piorio!) e ele decidiu rumar às margens do rio Tâmega onde pregou o Evangelho e se fixou no local que hoje é Amarante por volta do século XIII, numa ermida por ele erguida que se pensa ser o local onde hoje se vislumbra a Igreja e Convento de São Gonçalo.

No entanto, as obras propriamente ditas iniciaram-se em 1543, sob o reinado de João III, tendo prolongado-se até ao século XVIII, com intervenções no século XX.

Este exemplar de arquitetura religiosa, combina mais do que um estilo, o renascentista, o maneirista, o barroco e o oitocentista.

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Possui uma fachada maravilhosa, com a sua imponente varanda dos reis e o pórtico que representa diferentes figuras religiosas, e no interior destacam-se o órgão de tubos e o túmulo do beato Gonçalo.

Continuamos a nossa visita à cidade, passeando simplesmente pelas simpáticas ruelas, preenchidas com comércio tradicional e cheias de tradição, mas sim, também há as típicas “lojinhas parolas”, mas para essas não disponibilizo muito da minha atenção!

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Por fim, decidimos terminar a nossa visita à cidade na Confeitaria da Ponte, esta preciosidade aberta desde 1930, serve os melhores doces conventuais da região, e ainda nos congratula com uma monumental vista sobre o Tâmega, mesmo junto à Ponte de São Gonçalo.

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Foi um dia diferente, a conhecer o nosso Portugal, as nossas terras e a perceber que não precisamos sair do país para nos maravilharmos com as paisagens, com a comida e com as pessoas, temos tudo aqui, bem pertinho e bem junto a nós, basta partirmos à sua descoberta!

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Para quem quiser passar mais dias por Amarante, esta terra tem muito mais para nos oferecer, como por exemplo, a Igreja de São Domingos e o Museu de Arte Sacra, mesmo ao lado da Igreja de São Gonçalo, a Igreja de São Pedro, o Solar dos Magalhães, edifício do Século XVIII em ruínas, o Parque Florestal de Amarante, o Museu Municipal Amadeo de Souza Cardoso, e para os mais ativos, podem sempre optar pela descoberta da natureza através dos percursos pedestres, pelo Campo de Golfe, pelo Parque Aquático de Amarante ou então um pequeno “salto” ao Douro.

Há uma imensidão de coisas por descobrir, basta querermos.

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Amarante e a Casa da Calçada são uma pequena delícia imperdível!

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Photos: Flavors & Senses

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Largo do Paço* – Amarante

Casa da Calçada  - 25

 Localizado na emblemática Casa da Calçada, outrora Palácio do Conde de Redondo, hoje Hotel de charme ( ver mais ), o Largo do Paço é uma espécie de milagre gastronómico no interior de Portugal. Durante anos foram três os chefes portugueses que aqui conseguiram a sua estrela Michelin, José Cordeiro, Ricardo Costa e Vítor Matos, que a mantém hoje em dia.

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Vítor Matos nasceu na Suíça e por lá se fez cozinheiro com base na Escola Francesa. Em Portugal foi passando sempre por projetos hoteleiros, fazendo a sua ascensão calma e ponderadamente até que em 2010 aceitou começar a liderar a cozinha do Largo do Paço.

O restaurante respira a mesma imagem que o Hotel, com uma decoração clássica, mesas amplas e bem espaçadas, umas cadeiras caricatas (mas pouco confortáveis) e uma excelente vista sobre o rio.

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Já instalados e prontos para iniciar o festim, somos recebidos com um copo de espumante Portal da Calçada Bruto, feito com as castas Azal, trajada e loureiro das vinhas que circundam a propriedade da Casa da Calçada. Um vinho de bolha fina, cítrico e com alguma cremosidade e delicadeza na boca.

Seguiram-se duas manteigas, uma de caviar e outra de algas, servidas à temperatura certa com sabores suaves e mas muito bem conseguidos. A acompanhar uma variada seleção de pães como focaccia, nozes, alho, sementes e um pão tradicional. Bons, mas sem nenhum destaque.

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É a vez de entrarem em campo as  saudações do chef, que no caso de Vítor Matos se dividem em 3 momentos e num sem fim de aperitivos. No primeiro momento, Tártaro de vitela, pele de lula, caviar, beterraba e papel de arroz,  Barriga de porco com chutney de manga e tortilha,  umas Air Baguetes com presunto de porco bísaroao bom estilo espanhol celebrado por Albert Adrià. Havia ainda Trufas de alheira e umas falsas mini beterrabas de foie gras, que nos remete para a famosa tangerina de Heston Blumenthal.

Destaque para o foie com beterraba, pelo sabor, textura e combinação de sabores e para o elegante tártaro de vitela do qual não me importava de receber uma porção maior.

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 No segundo momento deixamos os sabores da terra para nos “afundarmos” no fundo do mar, não só pela névoa de gelo seco e algas, que aromatizava a sala –  num claro apelo a todos os sentidos – mas principalmente pelos seus componentes, Camarão da costa, lavagante, moscatel, molho de ostra, yuzu e creme de coentros e uma tempura de algas com mousse de açafrãoDestaque para a frescura do aperitivo de camarão, uma colherada de sabor a mar bem balanceada pelo moscatel e a frescura e textura do creme de coentros. Destaque ainda para a crocância da tempura.

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No terceiro e último momento, antes de se iniciar o menu “Largo do Paço”, mais uma bonita e cuidada apresentação com um cone de ceviche de salmão, guacamole e ovas de truta. Um excelente final, repleto de frescura e sabor num bom jogo de texturas, que se viria a revelar uma das características de Vítor Matos ao longo da refeição.

largodopaço - 10Foie Gras, beterraba, ruibarbo, maça, kumquat, citronela e aipo
Iniciando pelo Foie Gras, o chef apresentou-o em três texturas, uma excelente terrina, uma mousse e uma esfera semelhante à dos aperitivos. Fiquei particularmente agradado com as texturas e sabor que conseguiu nos 3 elementos de foie, assim como na sua combinação com a beterraba e os pinhões (no caso da mousse). Destaque ainda para a frescura de elementos como o aipo ou o gelado de maça verde e citronela que cortou muito bem a gordura do foie tornando o prato muito mais leve.

largodopaço - 9Sardinha, ovas de sardinha, tomate, cebolo, coentros, gaspacho e azeitona
Mais um prato dividido em 2 momentos ou melhor, duas formas de apresentar a sardinha. O primeiro com o mesmo (e saboroso) creme de coentros dos aperitivos, gaspacho e ovas de sardinha. O segundo, um granizado de tomate com tártaro de sardinha, pepino e azeitona. Ambos irrepreensíveis quer na textura quer no sabor, embora no primeiro impacto o granizado revela-se demasiado frio, escondendo alguns sabores, que depois se abriram e revelaram. Um prato super fresco e apelativo para esta época do ano. Muito bom.

A acompanhar todos estes pratos esteve mais um vinho da casa, o Branco entrada de gama feito à base, principalmente, de Azal, que se mostrou leve e fresco.

largodopaço - 8Salmão, cabeça de porco, enguia fumada, acelga, alvarinho, açafroa e ovas de truta
Salmão em jeito de mi-cuit, com excelente sabor e textura delicada. Boa a conjugação das acelgas a dar um toque de terra ao prato e do leve fumado da enguia e da cabeça de porco, com tudo muito bem ligado pela emulsão de alvarinho e açafroa dos Açores. Um excelente prato!

largodopaço - 7Salmonete, gamba-rosa, algas, ouriço do mar, gnocchis de açafrão
Uma verdadeira combinação de sabores do mar, um dos meus peixes favoritos, o salmonete, combinado com uma gamba de cocção invejável, um molho ótimo, à base de açafrão e fígado de salmonete. Num conjunto apenas manchado pela textura demasiado densa dos gnocchis.

Os dois últimos pratos foram harmonizados com o Quinta da Calçada Exuberant 2012, um vinho elegante, com boa mineralidade e  toque cítrico que funcionou bem com os pratos de peixe.

 largodopaço - 6Primeiro tempo do prato de carne (tártaro)

largodopaço - 5Vitelão
1º Momento – mostarda em grão, ovo de codorniz, molho mexicano, pão de alho, pickels
Com o prato de carne a ser servido a 2 tempos, foi também servido a duas temperaturas. Primeiro o tártaro, tecnicamente muito bem preparado, bonito e leve, com a acidez do pickle e do pepino a funcionar muito bem com a untuosidade do ovo e os elementos mais doces e picantes do molho. Muito Bom.

2ºMomento – cherovia, Salva, cantarelos (o nosso prato parecia trazer trompetas da morte?), queijo da serra, tutano, alho negro e cebola caramelizada  
Carne com sabor tenra e no ponto. Bons os raviolis de queijo da serra com o queijo na medida certa, sem que houvesse sobreposição de sabores. Gostei também da cherovia em duas texturas e de toda a ligação à terra que Vítor Matos consegue neste prato, independentemente do tipo de cogumelo. O Tutano foi a “cereja no topo do bolo” dando outra dimensão ao prato.

A harmonizar com este prato tivemos, desta vez, um tinto do Douro, o Restrito Grande Escolha 2011, um vinho bem conseguido, como foi apanágio do ano, dominado pela Touriga Nacional mas sem que as características da mesma se sobrepusessem ao vinho.

largodopaço - 4Framboesa, Líchia, Mascarpone, morango, ruibarbo e Lima Kaffir
Em jeito de pré ou 1ª sobremesa, surgiu um prato que me enche as medidas no que diz respeito ao capítulo doceiro – frescura, fruta, elegância e doce na medida certa. Um bom jogo de texturas mais uma vez, da gelatina, ao bolo húmido, ao chocante do merengue, tudo funcionou em perfeita harmonia. Top!

largodopaço - 3Beringela, Sabugueiro, Abóbora, Aloé Vera, Pinhões, Queijo de Azeitão e Baunilha
Uma sobremesa que mais uma vez cumpriu os meus requisitos de leveza e frescura para o fim de uma refeição já de si longa. Inteligente o uso da Beringela, realçando a sua textura e doçura natural, muito bem contrastado com os restantes elementos, onde pela diferença se destaca a leve mousse de queijo de Azeitão e o excelente gelado de Baunilha.

As Sobremesas foram acompanhadas por um Colheita Tardia – Outono de Santar 2011 à base do famoso Encruzado do Dão.  Um vinho com um bonito tom de palha e notas de fruto seco e algum pêssego. Um final fresco!

A carta de vinhos conta com a presença de todas as principais referências nacionais, guardadas numa bonita e mais contemporânea cave que acabamos por visitar com o Chefe. Já a harmonização que nos foi sugerida, funcionou no geral em todos os pratos sem que houvesse um fator surpresa (ainda acabaria por vir!)  ou uma combinação imperdível.

O Serviço decorreu calma e pausadamente, com os tempos certos sem ser invasivo e demonstrou um bom conhecimento dos pratos.

largodopaço - 2Mignardises

Entretanto fomos convidados para conhecer a cozinha, enquanto trocamos algumas palavras com o chefe e provamos as suas delicadas mignardises, com destaque para o bom chocolate e o financier. Aqui apenas melhoraria a seleção de chás disponível.

Conversa puxa conversa, entre pratos, cozinhas e vinhos e acabamos na elegante garrafeira do restaurante a provar o Moscatel do Douro que Vítor Matos (um grande enófilo) fez em parceria com a Dalva, um Colheita 2003.

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Um vinho criteriosamente escolhido por Vítor Matos entre os cascos armazenados pela Dalva, com um rótulo também da sua autoria (o chefe é também um interessante artista plástico). O vinho apresentava uma lindíssima cor dourada, com nuances florais, pêssego, casca de laranja e mel, criando um moscatel bastante apelativo e nada maçador.

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Considerações Finais
Vítor Matos tem o mérito e ousadia de numa região interior e conservadora, num hotel clássico e de charme, apresentar uma cozinha contemporânea, com uma série de nuances vanguardistas e detalhes irrepreensíveis. É notável não só o facto de manterem a estrela Michelin (mais ainda depois de ver a pequena cozinha em que trabalhavam no passado), mas também o facto de o fazerem no interior, com certamente menos fornecedores, menos mão de obra e certamente menos comensais. A cozinha apresentou um excelente domínio técnico e um cuidado e interesse especial não só pelo sabor mas pelo despertar de todos os sentidos, fosse através do olfato ou da exímia combinação de texturas e cores. Revelou-se, assim, e ainda que com um ou outro elemento menos conseguido, uma excelente experiência gastronómica num espaço de visita obrigatória.

Casa Da Calçada
Largo do Paço, 6, Amarante
(+351) 255 410 830
book@largodopaco.com

Nota
Estivemos na Casa da Calçada e no Largo do Paço a convite, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

Fotos: Flavors & Senses

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Casa da Calçada

Casa da Calçada  - 22

Um paraíso, de nome Casa da Calçada, perdido no nada, por entre vales e paisagens idílicas, ergue-se para nos maravilhar com a sua majestosa delicadeza de outra era.

Construído durante o séc. XVI, para ser um dos principais palácios do célebre Conde de Redondo, é desde 2001 um hotel 5 estrelas, tornando-se em 2003 membro da conceituada cadeia dos Relais & Châteaux.

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Este paraíso encontra-se em Amarante, uma pequena e bonita cidade, que se encontra a pouco mais de 45min do porto e a 1h30min do Vale do Douro.

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Primeira Impressão:
O primeiro contacto foi um autêntico deleite para os meus olhos mal entramos pelo pequeno portão que se abre para todo o esplendor da Casa. No seu interior um estilo Barroco, com elementos neoclássicos, que invadiram os meus sentidos e me fizeram viajar no tempo com uma rapidez surreal.

O check in foi realizado com prontidão mas sem aquele acompanhamento clássico de um 5 estrelas, faltou claramente o acompanhamento ao quarto e a apresentação do Hotel.

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Senti também falta daquele momento de relaxamento e welcome drink tão comuns, por exemplo na nossa viagem pela Tailândia, mas tenho que me habituar que os asiáticos têm uma arte de receber um pouco distinta dos europeus!

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Quartos:
A Casa da Calçada possui 30 quartos, divididos em cinco tipos, quarto executivo, de luxo, de luxo superior, suite executiva e suite presidencial. Tivemos oportunidade de ficar num quarto de luxo, (e que quarto!) decoração de estilo romântico, com uma casa de banho lindíssima em mármore, com uma cama super confortável e com uma vista incrível para a zona histórica de amarante e para o rio Tâmega.

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Eu sou suspeita, eu sei, pois adoro este estilo arquitetónico e tudo que me faça viajar no tempo, mas que posso eu fazer, efetivamente vivia num quarto assim!

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Restaurants/bares:
O hotel tem um dos mais conceituados restaurantes de Portugal, onde tivemos uma estonteante experiência gastronómica, O Largo do Paço, premiado com uma estrela Michelin.

Este restaurante privilegia a cozinha regional portuguesa e os sabores mediterrâneos com toda a criatividade do chefe Vítor Matos, tornando-se num dos pontos altos da gastronomia portuguesa que merece a visita de qualquer um, nem que seja uma vez na vida, mas sobre esta experiência falar-vos-á o João noutro post.

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Além do restaurante, o hotel conta ainda com mais dois bares, um mesmo ao lado do restaurante, que nos permite relaxar num ambiente clássico, muito ao estilo de Reis e Rainhas a tomar o seu chá, ou o seu vinho. E outro bar junto à piscina, que não estava aberto, uma vez que estivemos hospedados no início de Maio e infelizmente o calor ainda não se fazia sentir.

Serviços:
A Casa da Calçada apesar de não ter um daqueles spas enormes como muitos hotéis, tem sim aquilo a que eles chamam de Quarto Spa, criado para proporcionar um relaxamento único numa viagem que elevará a nossa mente ao equilíbrio, aliado à qualidade dos produtos Alqvimia (dos quais também sou utilizadora!).

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Ao passear ao longo do hotel descobrimos uma interessante sala de jogos, um espaço elegante, digno dum palácio antigo onde a corte se reunia para se divertir um pouco, um local, que no mínimo nos faz imaginar uma noite bastante animada com a familia e os amigos.

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Um dos ex-libris do hotel é a piscina, dum lado com vista do alto sobre a cidade, e do outro com vista para as vinhas do próprio hotel, sim, a Casa da Calçada tem as suas próprias vinhas e produz vinho, por sinal bastante agradável (tivemos oportunidade de os provar no restaurante). Um ambiente de calma, de paz, com uma vista idílica e que consegue trazer a sensação de plenitude ao mais stressado dos mortais (EU)!

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O Hotel possui também salas preparadas para diversos eventos, sejam congressos, conferências, ou pelo contrário, para organização de festas, como casamentos, por exemplo.

Além destas atividades internas, a Casa da Calçada permite-nos o acesso a diferentes momentos de lazer ao ar livre na região local, seja, para os amantes de golfe através do Campo de Golfe, que fica a 15min de distância do hotel, seja para os amantes de bicicleta através dos mais de 9km de ciclovia em carris antigos, que a cidade oferece.

Além disto, para os mais aventureiros (não é o meu caso), têm mesmo o Tâmega “à porta” com as devidas condições para canoagem e rafting.

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O hotel proporciona também uma série de programas aos seus clientes, em que organiza passeios pelas regiões próximas, seja pela cidade do Porto, seja pelas diferentes regiões do Vale do Douro.

Casa da Calçada  - 26Igreja de São Gonçalo vista da Casa da Calçada

Atendimento:
O atendimento é educado, cuidado, atento, há alguma atenção aos pormenores, como por exemplo, os doces típicos da cidade à chegada ao quarto, no entanto e com os pequenos “defeitos” que senti na recepção, confesso que senti falta daquele “apaparicar” exagerado dum hotel cinco estrelas (que posso eu dizer, gosto de ser tratada como uma princesa!).

Casa da Calçada  - 21

No entanto, a nossa estadia foi inesquecível e sentimo-nos num pequeno palácio de um passado memorável!

A Casa da Calçada é, sem dúvida, um dos ex-libris hoteleiros do País, escondido numa pequena cidade encantadora, com o clássico charme das cidades atravessadas por um rio, garante-nos um momento único de viagem no tempo, por entre a sua decoração barroca de estilo romântico, que nos permite sentirmo-nos pequenos príncipes e princesas a viver um conto de fadas, talvez por isso tenha sido declarada, pelo Governo Português, um edifício de relevante interesse Arquitetónico, Histórico e Cultural.

Um edifício que atrai turistas de todo o mundo e garante-lhes uma definição real da beleza hoteleira e da alta Gastronomia! Até Breve!

Casa Da Calçada
Quartos a partir de 130€
Largo do Paço, 6, Amarante
(+351) 255 410 830
reservas@casadacalcada.com

Nota
Estivemos na Casa da Calçada a convite, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

Fotos: Flavors & Senses

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