Flavors & Senses – Os Melhores Para 2016: A Cerimónia

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Pela 3ª vez entregamos os prémios do Blog, no passado dia 6 de Junho, na impressionante sala de eventos da Real Companhia Velha, que respondeu positivamente à ousada proposta de se juntarem a nós para mais uma edição de “Os Melhores Para…”. Permitindo-nos assim dar um salto qualitativo na nossa organização, aumentar o número de convidados, mas sempre mantendo um ambiente de festa, elegante e descontraído, como já vem sendo a nossa assinatura.

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Este ano contamos com o patrocínio já habitual da Riedel, através da Portfolio, que permitiu à Alejandra, do Atelier We Came From Space, personalizar para os nossos prémios duas das peças mais emblemáticas da marca, o copo Riedel Sommeliers Bordeaux Grand Cru e o Decanter Cornett0 com os quais presenteamos os vencedores.

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Com os convidados a chegar ao interior da sala, começamos a festa com grandes Vinhos como já vem sendo hábito nos nossos eventos. Desta vez a cargo – como seria expectável – da Real Companhia Velha, o seu excelente Espumante Bruto, e os topos de gama, Carvalhas Branco e o tinto Carvalhas Tinta Francisca. 

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Premios_FAS16-060616-6018Dois dos grandes vencedores da noite

Enquanto se ultimavam os últimos detalhes e se aguardava a chegada dos restantes convidados, foi tempo de se ir provando algumas das excelentes iguarias que os nossos parceiros trouxeram até ao evento para cativar alguns dos palatos mais importantes da cidade. Começando pela já habitual presença da Bísaro, que este ano nos surpreendeu com a presença de um cortador e um imponente presunto com 30 meses de cura além do restante fumeiro, com destaque para o Cachaço que me deixa sempre rendido.

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O impressionante Azeite da Acushla a mostrar mais uma vez o esplendor de Trás-os-Montes, e algumas novidades, os produtos “fora da caixa” da Casa do Vale, que vão desde um potente pó de salicórnia de Aveiro cheio de sabor a mar ao Chutney de cogumelos shitake, passando por compotas diferenciadas, com produtos de produção própria.

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Outra das novidades foi a presença do Panca – Cevicheria do Parque, o espaço mais recente de restauração da cidade, num conceito pop-up, criado em conjunto por Camilo Jaña (Grupo Cafeína) e Ruy Leão (Shiko – Tasca Japonesa), que se revelou o prato certo para um final de tarde quente e animado, trabalhando no evento com produtos da Qual House.

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Premios_FAS16-060616-6314 Panca e Luís Américo (Cantina 32, entre outros)

Passando à apresentação dos prémios, mais uma vez a meu cargo e da Cíntia, este ano houve uma grande melhoria, microfones (para não ter de me preocupar com a projeção da voz!), som e imagem – um excelente trabalho a cargo da Luz & Som.

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Este ano coube a Vasco Mourão a abertura do palco, para receber o prémio de melhor “Restaurante de Petiscos”, entregue à Casa Vasco pelo 2º ano consecutivo. Palco esse que voltaria a pisar mais tarde para celebrar a categoria “Restaurante Trendy”, com o seu Cafeína, numa altura em que o restaurante acaba de celebrar 21 anos.

Premios_FAS16-060616-6572Vasco Mourão com as representantes da Acushla e da Bísaro

Premios_FAS16-060616-6582António Coelho da Adega S. Nicolau, com as lembranças da Acushla, Bísaro e Casa do Vale

A gastronomia típica também foi homenageada, com o título de “Restaurante Tradicional” a ir para a Adega S. Nicolau, conhecida pela sua localização na Ribeira do Porto e pela mestria com que dominam o receituário Portuense, que já havia vencido o prémio na edição de 2014.

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Premios_FAS16-060616-6602João Machado do Ichiban com o prémio “Restaurante Especializado”

 A João Machado, do japonês Ichiban, coube a responsabilidade de receber o prémio de uma das novas categorias dos prémios “Restaurante Especializado”. Um prémio que pretende eleger restaurantes que se especializam num determinado tipo de cozinha, ou no trabalho de um produto específico.

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Como “Restaurante Fora de Portas” foi eleito este ano o restaurante Ferrugem em Famalicão, com o seu carismático chefe Renato Cunha. Este prémio reforça a popularidade desta iniciativa além fronteiras da cidade do Porto, bem como a excelência da gastronomia do Norte de Portugal.

Premios_FAS16-060616-6606Renato Cunha do Ferrugem

Noutra das novas categorias “Serviço de Sala”, a escolha recaiu sobre O Paparico, o célebre restaurante de Sérgio Cambas, famoso pela sua hospitalidade. O empresário voltou ainda a pisar o palco para celebrar o prémio de “Empresário do Ano”, pelo reconhecimento do sucesso dos seus espaços no último ano.

Premios_FAS16-060616-6619Sérgio Cambas com o prémio de “Serviço de Sala”

Ao Restaurante Palco do Hotel Teatro no coração do Porto, liderado por Arnaldo Azevedo (Chef a Seguir em 2014), coube o reconhecido prémio de  “Restaurante de Autor”, numa altura em que o Porto começa a reforçar a sua oferta neste segmento.

Premios_FAS16-060616-6116 A Carismática equipa do Tapabento

Premios_FAS16-060616-6036O incansável Sérgio da Portus Wine Trip

Ruy Leão e o seu Shiko – Tasca Japonesa foram congratulados com dois dos prémios mais cobiçados da noite, “Restaurante Revelação” e “Chefe a Seguir”. Um prémio que presenteia o sucesso do trabalho de Ruy Leão neste restaurante de matriz japonesa aberto em Fevereiro do ano passado.

Premios_FAS16-060616-6624Ruy e Alexandra Leão

O principal prémio individual “Chefe do Ano” foi mais uma vez para Pedro Lemos que em 2015 já havia ganho nas categorias de Chefe e Restaurante do Ano, premiando mais uma vez a consistência e mestria do seu trabalho.

Premios_FAS16-060616-6760Pedro Lemos e a sua esposa Joana com o prémio de Chefe do Ano

Este ano o restaurante gastronómico do The Yeatman, comandado pelo chefe Ricardo Costa, levou para casa dois títulos, incluindo o principal da noite – “Restaurante do Ano” e o de melhor “Serviço de Vinhos”. Um prémio que assegura o trabalho de altíssima qualidade que o chefe e o hotel têm vindo a realizar na procura pela segunda estrela Michelin. Infelizmente e por motivos aos quais somos alheios a representação do Hotel não conseguiu chegar a tempo da entrega de prémios.

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Premios_FAS16-060616-6662 A equipa de luxo da Real Companhia Velha que nos ajudou em todos os momentos

Prémios e vencedores apresentados, foi tempo dos convidados se soltarem e confraternizarem enquanto iam regando o espírito com os vinhos de Real Companhia Velha e finalizando os petiscos enquanto entravam também no capítulo doceiro com os deliciosos Pudins Abade Priscos e os Pastéis dos Remédios da Doçaria da Cruz de Pedra em Braga.

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E foi num ótimo clima de confraternização que acabamos a noite a celebrar não só os vencedores como toda a gastronomia do Porto e do Norte, do mais tradicional aos afamados restaurantes Michelin.

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Premios_FAS16-060616-6358A equipa de sucesso por trás da Sushiaria, Terminal 4450 e Esquina do Avesso

Premios_FAS16-060616-6720Vasco Coelho Santos e João Faria

Premios_FAS16-060616-6725A equipa Flavors & Senses e os representantes da Óptica do Porto

Premios_FAS16-060616-6436Rita Branco (@oportoencanta) Alexandra e Ruy Leão, António Coelho

Premios_FAS16-060616-6693Joana e Pedro – o casal @bebespontocomes

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Premios_FAS16-060616-6735Tiago Lessa o nosso Videógrafo e dj de serviço

Não posso finalizar o artigo sobre esta tarde tão bem passada sem referir o apoio incondicional da Marta e do Tiago Lessa, do Ricardo Bernardo pelas fantásticas fotografias, e a empresas como a Luz e Som, a Químico Digital e a Óptica do Porto que não estando minimamente ligadas ao sector da gastronomia se quiseram associar ao que de melhor o Porto e o Norte tem para oferecer, pessoas dispostas a ajudar sem pedir ou exigir nada em troca, sem eles seria impossível fazer um evento deste género, que vive sem grandes patrocínios ou fundos.

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Até 2017!

Mais Informações:
Real Companhia Velha| Óptica do Porto | Luz e SomPortfolio | RiedelCasa do Vale | Acushla | Panca – Cevicheria do Parque | Bísaro | Doçaria Cruz de Pedra| Portus Wine Trip | Qual HouseWe Came From Space |Químico Digital

Fotos: Ricardo Bernardo

English Version

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Flavors & Senses – Os Melhores para 2016: Nomeados e Vencedores

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Este ano o “Flavors and Senses – Os Melhores Para…” recriou-se mais uma vez, com a inclusão de Duas Novas categorias, RESTAURANTE ESPECIALIZADO e SERVIÇO de SALA, e com a introdução da apresentação dos 5 nomeados em cada categoria em formato de vídeo, permitindo-nos criar uma dinâmica maior entre os restaurantes nomeados e o público, numa aposta que se revelou vencedora, tendo em conta o sucesso dos vídeos e as suas visualizações e partilhas nas redes sociais.

A escolha dos nomeados é feita depois de muito debate entre a nossa equipa, depois de ouvirmos e lermos a opinião de algumas pessoas, desde simples comensais a chefes, bloggers e jornalistas, e finalizada por nós com todo o cuidado e dedicação, pelo que acreditamos que todos os 5 nomeados merecem um destaque especial e que cada um deles seria um justo vencedor.

Mas, como em todos os prémios, tivemos de eleger um e para isso recorremos mais uma vez a um alargado leque de votantes, este ano cerca de 120 pessoas, entre empresários, jornalistas, críticos, bloggers, chefes, produtores de vinho e gastrónomos de reconhecido valor.

Este ano a lindíssima sala de eventos da Real Companhia Velha foi o palco escolhido para um animado final de tarde, em que conseguimos reunir a grande maioria dos nomeados (não foi tarefa fácil!), num clima descontraído, informal, mas de grande elegância e de grande diversão bem à imagem daquilo que queremos para o conceito Flavors & Senses. Para isso, muito valeram os excelentes vinhos da Real Companhia Velha, começando por um dos meus favoritos espumantes nacionais, o Real Companhia Velha Bruto, passando pelo Carvalhas Branco e o elegante Carvalhas Tinta Francisca.

Mais uma vez tivemos presentes o fantástico presunto e fumeiro da Bísaro com direito a corte manual de uma lindíssima perna com cura de 30 meses, o delicioso Azeite da Acushla, os sempre fantásticos Pudins Abade Priscos e Pastéis dos Remédios da Doçaria Cruz de Pedra.

Além destes excelentes produtos, que já nos acompanham de outras edições, tivemos ainda a presença de duas novidades, uma espécie de apresentação oficial do Panca – Cevicheria do Parque, o inesperado projecto de Camilo Jaña e Ruy Leão, que dá ao Porto a sua primeira Cevicheria, a trabalhar no evento com excelentes peixes da Qual House,  e também, os produtos de alta qualidade da renovada Casa do Vale, com produtos tão inesperados como pó de salicornia, chutney e vinagrete de cogumelos shitake e compotas de laranja e framboesa, tudo de produção própria.

Destaque também para o apoio incondicional da Riedel que ano após ano surpreende com os seus copos e decanters de assinatura (verdadeiras obras de arte) que presenteiam os vencedores.

Uma outra forma de elevarmos a fasquia do evento, como nos propomos todos os anos, foi o incondicional apoio da Óptica do Porto, uma empresa de referência que não estando ligada à gastronomia, não hesita em apoiar o que de melhor se faz na cidade, tal como a Luz e Som, a principal empresa do Porto no que diz respeito à sonorização e iluminação de casas e eventos, que este ano nos permitiu dar um outro lado de requinte e qualidade ao evento. Finalizado brilhantemente pelo design da Alejandra e as impressões da Químico Digital.

E os Nomeados e Vencedores foram os seguintes:

Restaurante de Petiscos 

Vencedor : CASA VASCO

Restaurante Tradicional

Vencedor : ADEGA S. NICOLAU

Restaurante Trendy

Vencedor : CAFEÍNA

Restaurante Especializado

Vencedor : ICHIBAN

Restaurante Fora de Portas

Vencedor : FERRUGEM

Serviço de Vinhos

Vencedor : THE YEATMAN

Serviço de Sala

Vencedor : O PAPARICO

Restaurante de Autor

Vencedor : PALCO (Hotel Teatro)

Restaurante Revelação

Vencedor : SHIKO – TASCA JAPONESA

Empresário do Ano

Vencedor : SÉRGIO CAMBAS

Chefe a Seguir

Vencedor : RUY LEÃO

Chefe do Ano

Vencedor : PEDRO LEMOS

Restaurante do Ano

Vencedor : THE YEATMAN

Não posso finalizar o post sem agradecer aos restantes elementos da equipa, à Marta por todo o apoio, ao Sérgio da Portus Wine Trip por se assegurar que não faltava vinho em nenhum copo, ao Tiago Lessa pelos fantásticos vídeos e ao Ricardo Bernardo, cujas fotos irão surpreender toda a gente.

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Bali – Spice by Chris Salans

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Chris Salans é provavelmente o mais reconhecido chef na paradisíaca ilha de Bali, um americano, educado em França, cuja carreira se foi desenvolvendo ao lado de chefs como David Bouley e Thomas Keller e cozinhas míticas como a do Lucas Carlton e do The French Laudry. Depois de um primeiro trabalho no The Legian, o chef regressou a Bali para fazer da ilha a sua casa e levar os ingredientes autóctones da região para um nível gastronómico diferenciado. Esse foi o mote da abertura do seu Mozaic, o 1º restaurante da Indonésia a entrar no guia The World’s 50 Best Restaurants, mas sobre o Mozaic falarei num próximo post.

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Em 2015, e mantendo o respeito pelos ingredientes e os sabores da região, Chris Salans abriu o Spice, na movimentada rua Jalan Raya, bem no coração de Ubud. Um conceito descontraído que mistura a cultura Balinesa com a Bistronomie francesa, numa clara manifestação de respeito pela cultura local, com os olhos postos no futuro da região.

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Mas passemos à nossa experiência, a sala envidraçada permite-nos desfrutar da agitação da principal rua de Ubud num ambiente confortável e moderno que quase chega a ser cosmopolita. Ao centro a sala é dominada pelo Bar e a cozinha aberta, podendo desfrutar da refeição enquanto vemos a simpática equipa de cozinheiros a preparar o nosso repasto.

Spice - 9Dumplings de Bangkuang (nabo mexicano), molho de soja 
Uma primeira entrada leve e fresca, com a massa bem cozinhada e um bom recheio mais denso, bem equilibrado pelo molho de soja aromatizado e os elementos crus e crocantes presentes no prato. Um bom início.

Spice - 8Tataki de Atum, Sambal Kecicang e crackers de Tempe
Tataki ligeiramente braseado e cortado em cubos, com um atum bem cozinhado mas ao qual faltava um pouco de sal,  compensado pelo saboroso Sambal Kacicang, que é como quem diz uma espécie de tempero com cebola roxa e flor de gengibre, que o transformou e elevou. A acompanhar, uns ótimos crackers à base de tempe, um produto muito comum na Indonésia, feito à base de grão de soja.

Spice - 7Laksa, noodles de ovo, camarão e ovo 
Seguiu-se o melhor prato do dia, e muito provavelmente o melhor Laksa que comi até hoje. Massa de ovo cozinhada no ponto, camarões suculentos, ovo cozinhado a baixa temperatura a dar ainda mais untuosidade ao prato, picante qb, ótimo jogo de texturas e sabores que abraçavam todo o palato. Um prato de conforto, perfeito em qualquer lugar do mundo.

Spice - 6Barriga de Porco crocante,  molho de cúrcuma e dukkah
Não pode haver Bali sem Leitão ou Porco, e aqui a barriga deste nosso saboroso companheiro estava irrepreensível, suculenta, húmida e tenra por dentro, com uma fina camada crocante no exterior. Para dar ao prato a leveza que raramente o porco tem o acompanhamento foi abacaxi e dukkah (tempero à base de frutos secos e sementes de origem egípcia mas muito popular na Austrália), ligado com um molho fresco de cúrcuma, que funcionou harmoniosamente. Muito bom!

Spice - 3Tarte de maça, amêndoas e gelado de lima Kalamansi 
Nas sobremesas apesar de Chris nos servir criações completamente ocidentais, existe sempre um apontamento que nos transporta de novo para a região onde estamos. Neste caso, um gelado de Kalamansi, um citrino complexo que parece um híbrido entre uma tangerina, uma lima e um kumquat, que acompanha a tarte quente de maça, alta e bem recheada, que nos leva para uma casa bem Americana com uma avó dotada para a cozinha. O gelado contrabalança muito bem a doçura e a temperatura da tarte, com as notas mais ácidas e cítricas.

Spice - 4Bolo de Chocolate, gelado de jaca 
Um clássico bolo de chocolate, equilibrado no açúcar, húmido e com um bom recheio. A acompanhar, um interessante gelado de jaca, que nos mostra bem as características do fruto. Muito bom.

No que diz respeito a bebidas, não faltam cocktails, sumos de fruta tropicais e um ótimo chá gelado caseiro.

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Considerações Finais 
Com o Spice Chris Salans fez uma aproximação ao público geral, com comida de conforto, preços justos, boa imagem e muito, muito sabor, criando um daqueles espaços que todos gostaríamos de ter à porta de casa, sem exigências e regras mas com carisma e muita qualidade. A comida não é de todo local, mas os ingredientes respiram a identidade da região, e a técnica com que os pratos são executados refletem o futuro da nova cozinha Balinesa. O Spice é, a par do Locavore, uma das melhores opções informais para uma refeição em Ubud. E sim, quero voltar a comer aquele Laksa!!

Spice by Chris Salans
Jalan Raya, nº23 – Ubud – Bali
+62 361 4792420

English Version

Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Bali com o apoio da Samsonite.
Estivemos no Spice a convite, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Tivoli Palácio de Seteais

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Existem locais no mundo que nos arrebatam de uma forma inexplicável, que nos transportam pelo tempo como se este parasse, e que com um simples vislumbre nos fazem sonhar sem fronteiras ou limites, mesmo sabendo (achamos nós!) que são inatingíveis! E isto é a mais fiel descrição que posso fazer do primeiro momento em que me deparei com o Palácio de Seteais, há muitos anos atrás numa viagem de escola.

Sintra2016 - 8Os caminhos de Sintra…

Sintra tem um local muito especial no meu coração, na minha mente, na minha alma… não sei porquê, e nem tento encontrar explicação! E o Palácio de Seteais provocou um sentimento em mim que também nunca consegui definir. Aquela viagem de escola fez-me sonhar, fez-me pensar como seria ficar num local tão imponente, tão requintado, tão clássico… mas tão inatingível!

Lembro-me dos meus colegas de escola a divertirem-se e eu simplesmente a desejar entrar naquele palácio e nunca mais sair! E também me lembro da sensação de tristeza quando uma professora me disse: “esquece Cíntia, aquilo é um hotel de luxo, não acessível a muitos.” Sim, ela tinha razão na altura.

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Mas, sonhar não tem preço e fui-me afastando do Palácio de Seteais, até que o perdi de vista, mas sem nunca perder essa memória e o desejo de lá ficar. Ao longo destes anos regressei a Sintra muitas vezes, e sempre que o avistava o desejo era o mesmo, e eu era, mais uma vez, arrebatada com uma panóplia de sensações que me levavam a querer ficar ali para sempre!

Mas, afinal, os sonhos realizam-se, e…

No âmbito da Semana Histórica da Gastronomia e Vinhos de Colares, que se realiza no Tivoli Palácio de Seteias, ficamos hospedados neste monumental Palácio!

E assim, provei a mim a mesma que sonhar não custa, e que quando menos esperamos, os sonhos podem mesmo tornar-se realidade!

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História
O Palácio de Seteais foi construído no século XVIII para o cônsul holandês Daniel Gildemeester, em terras cedidas pelo Marquês de Pombal.

O local escolhido para a construção do palácio, conhecido como o antigo Campo do Alardo, presenteava o cônsul com uma vasta paisagem ao redor da deslumbrante Serra de Sintra.

Alguns anos após a morte do cônsul, a sua viúva vendeu o Palácio de Seteais ao V Marquês de Marialva que mandou ampliar a estrutura do palácio, pelas mãos do arquitecto neoclássico José da Costa e Silva (autor do Teatro de São Carlos, em Lisboa) transformando-o assim, num edifício simétrico em forma de “U”.

A fachada principal do Palácio foi então decorada com motivos típicos do neoclassicismo e os jardins seguiram uma tendência mais romântica.

Os dois edifícios, o novo e o antigo, foram ligadas em 1802 por um arco de estilo neoclássico, construído em homenagem ao Príncipe Regente D. João VI e à Princesa Carlota Joaquina, que haviam visitado o Palácio de Seteais nesse mesmo ano. O arco triunfal foi decorado com as efígies de bronze do par real e uma inscrição em latim.

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As paredes de várias salas interiores foram, também, decoradas com frescos atribuídos ao pintor francês Jean Pillement e aos seus discípulos. Os motivos aí presentes variam, incluindo vegetação exótica e criaturas mitológicas, típicas do neoclassicismo.
Os jardins de luxo construídos estavam assentes em socalcos que caminhavam em direção ao Oceano Atlântico.

Joaquina de Menezes sucedeu ao V Marquês de Marialva na posse do Palácio de Seteais, morrendo viúva e sem descendentes, foi o seu sobrinho D. Nuno José de Moura Barreto, Grão Mestre da Maçonaria Portuguesa que herdou tudo.

Após vários donos o palácio foi por fim adquirido pelo Governo Português em 1946.

É usado desde 1954 como hotel de luxo pela cadeia Tivoli, que manteve as características originais.

O nome Seteais está envolvido em mais do que uma lenda, desde a possibilidade deste local ser um antigo campo de Centeio (ou centeais, como se diria na altura), e daí o nome Seteais, ou a lenda da belíssima moura e a sua velha aia encontradas por D. Mendo de Paiva, em que se esta pronunciasse sete “ais” originaria a sua própria morte. Como este sétimo “ai” terá sido pronunciado após o medo de morrer pelas mãos dos mouros que as tentaram resgatar da proteção de D. Mendo, este ter-se-á tornado no cristão mais impiedoso na perseguição aos mouros. O local onde a belíssima mulher proferiu o sétimo “ai” chamar-se-ia então de Sete Ais, ou melhor dizendo, Seteais!

Bem, mas lendas e histórias à parte vamos lá regressar ao ano de 2016 e falar sobre a nossa experiência neste magnificente Palácio de Seteais.

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Primeira Impressão
A minha verdadeira primeira impressão foi aquela há 16 anos atrás quando vi o Palácio pela primeira vez, uma sensação de imponência e altivez, um local de reis e rainhas, e que imediatamente nos transporta para uma época de requinte.

Desta vez, e dada a minha história com este local, mal entramos no complexo do palácio tenho que confessar que os meus olhos se encheram de lágrimas, não sou muito do tipo de chorar, mas há momentos em que é impossível!

Estava um dia de sol radiante, que se fazia brilhar diretamente sobre o majestoso Arco que une as duas alas do palácio, e que enaltecia ainda mais a beleza da arquitetura neoclássica do edifício.

Um simpático funcionário esperava por nós na entrada do hotel, e prontamente nos ajudou e acompanhou à receção.

Se ainda não tínhamos a certeza que estávamos perante um edifício do século XVIII, essa dúvida dissipou-se sem demoras. A decoração clássica no interior do palácio faz-se sentir em cada pormenor, desde o mobiliário de grande riqueza às imensas tapeçarias, passando pelas pinturas e frescos ao longo das paredes e tetos.

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Um requinte sem igual, que nos faz viajar no tempo, e que conjugado com um atendimento exímio nos faz acreditar que somos, também nós, reis e rainhas.

Após um rápido e eficiente check in fomos acompanhados ao nosso quarto, enquanto íamos observando tudo à nossa volta, tetos altos capazes de ornamentar os lustres mais deslumbrantes e escadarias imensas por onde, certamente, desfilaram as mais elegantes mulheres ao longo dos séculos, ostentando os seus belíssimos vestidos.

É impossível não recriar, ou imaginar os bailes ou festas em jeito de Great Gatsby que se passaram outrora neste mesmo local!

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Quartos
Passando aos quartos, estes seguem a mesma linha arquitectónica e de decoração do restante hotel. Ficamos na ala antiga do palácio (ala esquerda) no quarto número 3, muito próximo da receção, uma porta enorme abria-se para nos dar as boas-vindas e fazia antever uma estadia memorável. A chave que a abriu é ainda antiga e pesada (muito pesada!) – estamos num palácio, não há cartões a abrir portas! Estes pormenores significam muito, pois conseguem recriar o passado de uma forma mais pura.

Entramos, atravessei o pequeno hall e dirigi-me sem demoras ao quarto, os tons de verde e rosa das paredes, da cama e dos tapetes faziam uma simbiose perfeita com a luz que entrava pela janela enorme e que mostrava, também ela, o verde do jardim e o azul do oceano atlântico. O mobiliário é composto essencialmente por peças do estilo D. Maria, Neoclássico, Luís XVI, Neorromântico e Imperial.

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A cama, extremamente confortável, era duma dimensão sem igual. Os tapetes, portugueses, repetem os desenhos e tons das paredes, decoradas com ilustrações da época. O soalho é em madeira original e faz aquele barulho típico de casa antiga, maravilhoso!

Dirigi-me à janela, e fiquei uns segundos a observar o jardim, o azul da piscina e a dimensão infinita do Oceano Atlântico.
Faltava-me ver a casa de banho, a minha divisão de eleição, sem demoras, contornei todo o quarto e fui ter com “ela”… simples mas clássica, e com uma banheira daquelas dignas de princesa! Conquistou-me sem demoras!

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À nossa espera, no quarto, estavam doces regionais de Sintra e vinho do porto. Os hóspedes têm também chá ao seu dispor.

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Nota bastante positiva para a capacidade de insonorização da porta que separa o quarto do hall – nessa noite ao deitar, a agitação ainda se fazia sentir no andar de baixo, com o pianista ainda ao serviço, achamos que não íamos conseguir dormir, e qual não é o nosso espanto quando fechamos a porta “gigante” e deixamos de ouvir qualquer tipo de som vindo do exterior.

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Restaurantes
O hotel conta com um Restaurante e um Bar.
O primeiro serve todas as refeições do dia, desde pequeno-almoço, almoço e jantar. Aqui tivemos a oportunidade de saborear um vasto e delicioso pequeno-almoço disposto ao longo duma mesa enorme digna de refeições de reis e rainhas. A variedade de frutas é o mais apelativo. Uma excelente forma de iniciar o dia, numa belíssima sala com lustres que “caem do céu” e frescos que nos dão as boas-vindas na parede.

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Foi também aqui que provamos um almoço invulgar recriado (da década de 30 e 40) para acompanhar os excelentes vinhos de Colares no âmbito da Semana Histórica da Gastronomia e Vinhos de Colares (ver).

O restaurante de decoração clássica, e ambiente requintado tem ainda uma belíssima esplanada com vista para os jardins de Seteais, para a piscina e para o oceano.

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Mesmo ao lado do restaurante encontra-se o bar, com uma panóplia de cocktails, e num ambiente que se torna ainda mais intimista à noite com a presença do pianista a fazer as honras de quem desce a escadaria do primeiro andar até ao bar.

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Serviços
Ficar no Palácio de Seteais por si só já é uma experiência sem igual, é, simplesmente, um regresso ao passado, ao século XVIII, e uma descoberta constante da história.

Percam-se sem demoras na Sala de Leitura, descansem ao longo das diferentes salas deste palácio enquanto observam os frescos dos tetos e paredes.

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A piscina é um dos ex libris deste hotel, bem localizada ao lado dos jardins do palácio, tem uma das vistas mais bonitas de Sintra, o Oceano Atlântico.

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Um dos meus locais preferidos? Os Jardins de Seteais, sem dúvida. Percorrê-los é uma sensação única de contacto com a natureza mas também com o passado, imaginar as diferentes pessoas que já os percorreram ao longo dos séculos, imaginar as batalhas que já ali se travaram, imaginar os encontros amorosos que já foram protagonizados nestes jardins…

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Para os amantes de desporto o hotel conta com Campo de Ténis e com acessibilidade a Campo de Golfe, sendo um destinado bastante relevante para os adeptos deste último.

Para quem viaja a trabalho, o Tivoli Palácio de Seteais oferece uma série de salas ou salões de conferências e eventos, com um serviço capaz de garantir o maior luxo e conforto possíveis.

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Para quem pretenda organizar um baile ou festa garanto-vos que este palácio é o local certo – nada pode ser mais perfeito que a celebração de um casamento no jardim de entrada do Palácio. O cenário tem como principais testemunhas o Palácio da Pena e o Castelo dos Mouros, vistos ao fundo na monumental Serra.

Aliás, este hotel é um dos hotéis mais procurados em Portugal para a celebração de casamentos, razão pela qual serão efetuadas algumas alterações nas instalações de forma a tornar ainda mais memorável datas tão especiais.

Seteais - 27

Atendimento
Por vezes, e infelizmente, o atendimento no sector do luxo em Portugal tende a não se posicionar num patamar de excelência, mas aqui não foi, de todo, o caso.

A excelência esteve presente em cada momento. Desde a nossa chegada, e a prontidão e simpatia com que nos receberam, até à nossa despedida, com a presença de vários elementos da equipa a desejarem-nos boa viagem.

Durante a estadia conseguiram fazer com que nos sentíssemos acompanhados a cada segundo, nada faltou, nem sequer os sorrisos constantes que eu tanto aprecio.

Os funcionários andam impecavelmente arranjados e com uma postura elegante, o que vai ao encontro do ambiente clássico do hotel.

Simpatia, elegância e discrição são, talvez, o mote deste atendimento exímio.

Seteais - 11

Há locais que têm a capacidade de nos fazer sentir especiais, que nos fazem perceber que os sonhos são nada mais que uma infinita dimensão de possibilidades e que a dada altura podem tornar-se realidade… há locais que transformam “gatas borralheiras” em verdadeiras Princesas, e que nos fazem acreditar que a vida pode ser, sim, um autêntico conto de fadas!

E o Tivoli Palácio de Seteais é esse local, e muito mais!

Seteais - 18m

Guiado por um patamar de excelência, consegue recriar a história e oferecer o requinte e o luxo de outra época tão distinta mas tão presente neste verdadeiro palácio do século XVIII.

Uma experiência para lá do memorável!

Até breve Palácio de Seteais…

Tivoli Palácio de Seteais
Quartos a partir de 185€
Rua Barbosa du Bocage, 8 – Sintra
+351 219 234 277
experience.seteais@tivolihotels.com 

English Version

Fotos: Flavors & Senses

Nota
Estivemos no Tivoli Palácio de Seteais a convite, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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IV Almoço dos Vinhos de Colares no histórico Palácio de Seteais

Seteais - 11Palácio de Seteais

O Palácio de Setais (sobre o qual a Cíntia vos falará mais à frente) organizou pela 4ª vez um almoço, no mínimo emblemático, que serviu de lançamento à Semana Histórica da Gastronomia e Vinhos de Colares, que de 4 a 13 de Maio irá ocupar o restaurante do histórico Palácio de Seteais. Com as escolhas dos vinhos a cargo de Aníbal Coutinho, o chef António Escudeiro apresenta uma ementa no mínimo invulgar, em que são recriados pratos encontrados em menus da década de 30 e 40 servidos pela Adega Regional de Colares.

Mas vamos começar pelo início, e o que é isso de Colares? A grande maioria da população portuguesa nunca provou um vinho de Colares e outros tantos nunca ouviram sequer falar nessa região.

Seteais - 34Colares de 1969 – Viúva Gomes

Pois bem, Colares, ainda que bem pequena, é uma das regiões que mais tem crescido nos últimos 15/20 anos em Portugal, tendo passado de menos de 8 ha de vinha para os mais de 20 ha atuais. A região ocupa as lindíssimas, e caras, áreas da praia da Adraga, parte de Almoçageme e Colares, Azenhas do Mar, Fontanelas, Magoito, Casal de Pianos, praia da Samarra entre outras. Uma região que “rouba” ao mar e aos ventos as suas características tão peculiares.

Na história Portuguesa, os vinhos de Colares ganharam um forte protagonismo na época da filoxera, uma vez que as vinhas plantadas em areia não sofriam danos causados pelo insecto. Tendo vindo a sua produção a diminuir com o desenvolvimento de outras regiões, até cair quase no esquecimento, não fossem meia dúzia de produtores (literalmente) que continuam arduamente a produzir um dos mais especiais vinhos nacionais.

Seteais - 25 A Prova das novas Colheitas de Colares

 Antes do Almoço, tivemos o privilégio de participar numa prova das novas Colheitas de Colares, com a participação desses 6 produtores que abraçam toda a região: Colares Chitas, Viúva Gomes, Adega Regional de Colares, Fundação Oriente, Casal Sta. Maria, Monte Cascas.

Começamos pelos brancos em que as novas colheitas dizem respeito aos anos 2012 e 2013, algo pouco comum para o mercado de vinhos brancos, mas fácil de perceber quando se prova os vinhos e se verifica que mesmo com 4 anos são ainda jovens, cheios de vida, acidez e uma salinidade e mineralidade que nos rouba a atenção por completo.

Provou-se em 1ª mão o “Colares Chitas” 2012, um vinho com Malvasia de Colares (90%) e Jampal, Galego dourado, Arinto e D. Branca, apresentado pelo carismático Sr. Paulo da Silva, que tem dedicado toda a sua vida aos vinhos da região. O Viúva Gomes 2012, 100% Malvasia de Colares, com o seu lado salino bem presente, uma frescura ímpar, e a mineralidade e acidez que lhe vão dar anos e anos de vida. Seguiu-se um mais complexo Casal Sta Maria Doc Colares Branco 2013, 100% Malvasia de Colares, feito com recurso a barricas de 2ª utilização de Carvalho francês, resultando num vinho, complexo,  e untuoso, com a madeira a estar muito bem integrada e a desenvolver notas de baunilha e mel que se juntam ao lado floral, cítrico e, claro, às notas  de sal que caracterizam a região. Seguiu-se  Fundação Oriente com o 2013, em amostra de casco, 95% Malvasia de Colares e Arinto, que com toda a sua juventude, revelou uma ótima acidez e as notas características da região. Outro vinho com uma influência mais vincada da madeira foi o Monte Cascas 2013, 100% Malvasia de Colares, com notas bem vincadas de maça reineta e uma complexidade que impressiona. Para terminar os brancos foi apresentado o Arenae 2013 da Adeg. Reg. de Colares, 100% Malvasia de Colares, um vinho cítrico  de grande frescura e elegância.

Seteais - 28O “simpático” cenário que nos serviu de aperitivo

Nos tintos começamos por um Viúva Gomes de 2007, 100% Ramisco, com grande acidez e as notas de mar conjugadas com algum balsâmico, e taninos bem agressivos. Perfeito para guardar por uns bons anos! O Casal Sta. Maria 2007, 100% Ramisco, revelou-se um vinho já mais domado (provavelmente pelo estágio em barrica), com as notas características da casta e região, taninos marcantes e um longo final de boca. Um vinho de grande carácter! Também de 2007, seguiu-se o Arenae, 100% Ramisco, mais uma vez com as notas de compota e ginja bem presentes, a salinidade e a acidez mineral elevam o vinho, resultando num vinho fino mas austero. Seguiu-se a Fundação Oriente 2010100% Ramisco, outra amostra de casco, que promete um vinho intenso, de cor intensa e bem característico da região, e um potencial de guarda enorme. Passando ao Monte Cascas 2011, 100% Ramisco, um vinho elegante e austero, criado com 50% de engaço e 2 anos de estágio em barrica, com uma acidez ótima e um equilibro muito bem conseguido. Para beber, desde já mas com um futuro certamente surpreendente. Terminamos os tintos com um Colares Chitas, 90% Ramisco, 10% Molar e Parreira Matias. Um vinho cheio de fruta, e de taninos mais elegantes, que carrega consigo a história da marca e a capacidade de nos satisfazer hoje e daqui a 20 anos.

Finalizamos esta prova com um generoso vinho de Carcavelos, o Villa Oeiras Colheita 2004,  um vinho meio-seco de aromas a frutos secos, com um volume de boca interessante e uma boa textura que acaba de forma seca e equilibrada.

 Seteais - 27

Antes do almoço houve ainda tempo para um pequeno aperitivo, com o espumante Rosé de Stanley Ho e o Casal Sta. Maria, Malvasia 2013, a acompanhar os petiscos clássicos da cozinha do palácio, onde não faltaram rissois, polvo e canapés.

Seteais - 29

Já na mesa, foi servido um creme Diplomata (servido originalmente num menu de 1935), bem primaveril à base de ervilha e outros verdes. A acompanhar esteve um Arenae 2006, de cor amarela e aromas bastante cítricos, na boca revela alguma complexidade e uma frescura que impressiona para os seus 10 anos de vida.

Seteais - 30Creme Diplomata (menu de 1935)

Seguiu-se o Peixe, com uma Surpresa de Linguado e molho de camarão (menu de 1937), que harmonizou com o “histórico” Viúva Gomes Tinto de 1969Um vinho que nos surpreende pela sua idade e pela frescura que ainda mantém, um vinho que apetece beber e que termina  com os taninos bem domados pelos anos e algum iodo. Um grande prazer!

Seteais - 31Surpresa de Linguado e molho de camarão (menu de 1937)

Passando à carne, serviu-se uma boa Vitela Assada à moda de Sintra (menu de 1938), não parecendo muito distinta das demais  “vitelas assadas” espalhadas pelo País. No copo manteve-se um tinto, desta vez o mais jovem Colares Chitas 1996, de boa estrutura, ainda com a fruta bem presente e ótimo final.

Seteais - 32Vitela Assada à moda de Sintra (menu de 1938)

Para terminar não poderiam faltar os tradicionais doces de Sintra, com os Travesseiros, as Queijadas e as nozes de Galamares. Para fazer jus à região, acompanhamos os doces com um dos mais clássicos vinhos fortificados nacionais (também ele quase desaparecido), o Carcavelos DOC, Villa Oeiras. Um vinho de  tons dourados, de aromas a frutos secos e especiarias com uma textura e final particularmente cativantes.

Seteais - 33Travesseiros, as Queijadas e as nozes de Galamares

E assim, foi neste magnífico cenário que se deu início a uma excelente iniciativa do Tivoli Palácio de Seteais, na promoção desta tão rica e pouco explorada região vínica e gastronómica. Pelo que poderão nos próximos dias passar por lá e provar estes e outros pratos, assim como uma ampla selecção dos vinhos de Colares.

A não perder!

Tivoli Palácio de Seteais
Rua Barbosa du Bocage, 8 – Sintra
219 233 200

Fotos: Flavors & Senses 

Nota
Estivemos na apresentação da Semana Histórica da Gastronomia e Vinhos de Colares a convite dos hotéis Tivoli , sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Nespresso Gourmet Weeks no Largo do Paço com André Silva e João Oliveira

Casa da Calçada - 25

A Nespresso organiza pela 2a vez o seu festival gastronómico, o Nespresso Gourmet Week, que junta alguns dos principais chefs nacionais em jantares a 4 mãos, em que o mote gira, como é óbvio, em torno do café.

Com cerca de 8 jantares, ao longo das próximas duas semanas, o evento percorre, e bem, o País, não se cingindo a Lisboa ou Algarve, onde estão a maioria das estrelas Michelin portuguesas.

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A convite da Nespresso estivemos, na passada sexta-feira, no jantar inaugural do Gourmet Weeks, que juntou em Amarante, no Largo do Paço (*Michelin – Hotel Casa da Calçada), o jovem chef residente André Silva com o também jovem talento João Oliveira, do Hotel Bela Vista em Portimão, que nos últimos tempos tem reunido aplausos de unanimidade junto da crítica portuguesa, com um trabalho que vê certamente uma estrela no seu horizonte.

Mas passemos ao evento, as “hostilidades” começaram no magnífico terraço do Hotel, com vista sobre o rio e a famosa igreja de S.Gonçalo de Amarante, com o por do sol a ser abrilhantado pelo Espumante Bruto da Casa da Calçada, e uma série de pequenos Snacks preparados pelos chefs.

NespressoLP - 1Ouriço do mar, Zamburinha, algas e carabineiro

Entre cones com tártaros de peixe, mini burgers de língua de vaca e foie, petingas com ovas de sardinha e molho césar , os principais destaques foram a espuma de ouriço, com zamburinha e carabineiro, e o lingueirão com percebes e ikura. Dois snacks bem distintos, mas unidos pela intensidade e explosão de sabor a mar, que facilmente me conquistaram.

NespressoLP - 2Mini Burger de Língua e foie gras

NespressoLP - 3 lingueirão com percebes e ikura

Já na sala, e depois do pão, onde se destacava a focaccia, o azeite e a manteiga (provavelmente de ovas de arenque e algas), seguiu-se um festim de 8 pratos harmonizados não só com vinho mas também com café, elegantemente servido no copo criado pela Riedel para a Nespresso.

NespressoLP - 5Salmão, gamba Rosa, Daicon melancia, Caviar e Lungo Leggero (Chef André Silva)
Um ótimo prato para dar início à refeição, leve e elegante e ligeiramente marcado pelo café – com o qual se marinou o salmão e se criou o creme que unia todos os elementos. Ótimo equilíbrio de texturas e rigor técnico, num prato apelativo, tanto aos olhos como no palato. Um belo início.

A Harmonização com o café não serve propriamente para nos por a beber 8 ou 9 cafés num jantar, mas sobretudo para nos ajudar a perceber o lado mais sensorial, sentido o aroma do café que vai ajudar-nos a encontrá-lo de melhor forma no prato. No copo esteve um interessante Calçada Terroir Alvarinho 2015, cujas notas características da casta e a sua mineralidade funcionaram muito bem com o prato.

NespressoLP - 4Lagostins, Couve flor e Champanhe, Expresso Origin Brazil (Chef João Oliveira)
Depois de um bom início, seguiu-se um dos melhores momentos da noite, com um equilíbrio notável entre a doçura do lagostim (cozinhado de forma irrepreensível) e as notas de terra dos apontamentos do molho espesso de café e o puré de couve flor. Tudo muito bem elevado pelas ovas, a salicórnia e sobretudo a refrescante espuma de champanhe.  Delicado e delicioso!

Aqui, garantidamente o café deveria ficar-se pelo olfato ou uma prova ligeira. Com o brilho a ficar-se para o Tiara 2014, ainda jovem mas vibrante, com uma estrutura e uma acidez que ajudaram a dar ainda mais vida ao prato. Uma bela harmonização!

NespressoLP - 6Robalo do mar, Tagliateli de salsifi e cenoura assada, Ristretto (Chef André Silva)
Uma horta em comunhão com o mar, um robalo preparado com café mas que manteve o seu sabor e textura, bem conjugado com os sabores de terra, permitindo ao café alguma expressão, mantendo muito bem o equilíbrio –  como,  André Silva, tão bem soube fazer ao longo de todo o jantar. Nota alta para a textura do “tagliateli” e para o sabor do puré de cenoura.

No copo esteve outro branco com grande personalidade, o Madrigal 2013, 100% Viognier da Quinta do Monte D’Oiro, um vinho de aromas primaveris, e uma estrutura e untuosidade particularmente felizes quando conjugadas com os elementos de terra do prato.

 NespressoLP - 7Pregado, Cerefólio, alcachofra, funcho do mar, molho de peixe assado e Expresso Decaffeinato (Chef João Oliveira)
Outro excelente prato de peixe em que subtilmente João Oliveira soube usar o café. Delicioso o molho de peixe assado e o equilíbrio que a alcachofra trouxe à ligação entre o café e o peixe. A muxama era dispensável, assim como o excesso de funcho do mar – ótimo e inesperado mas excessivo na quantidade apresentada.

O prato harmonizou com mais um vinho da casa, o Calçada Vinhas Velhas 2012, cujas notas cítricas e o final refrescante se revelaram um parceiro eficaz para um prato de peixe de sabores ricos e texturas delicadas.

NGW'16. LargodoPaço-5ºPratoJoãoOliveira.CatarinaPires@Clementinethings -9676*Presa de Porco Preto, Capuchinhos e  Lungo Descaffeinato (Chef João Oliveira)
Apresentação bem conseguida, mas que se revelou o conjunto menos interessante da noite, com um duo de porco preto, presa e salsicha, com a carne bem cozinhada e suculenta. O ponto negativo foi o molho de café e sangue que tornou o prato demasiado pesado, especialmente para um menu de degustação tão grande e complexo.

A acompanhar esteve o Dona Matilde Reserva 2008, um vinho de corpo médio, dominado pela fruta e especiarias, o que se revelou acertado tendo em conta o peso do prato.

NespressoLP - 8Borrego com molho de vinho tinto e Lungo Origin Guatemala, morchella suculenta, milho, alcachofra e pistáchio ( Chef André Silva)
Prato bonito e saboroso, com o borrego a apresentar uma cocção irrepreensível, e bem acompanhado pela doçura do milho e as notas do cogumelo e da alcachofra. Tudo muito bem ligado por um excelente molho onde o café se equilibra bem com o vinho. Um dos pratos da noite!

Nos vinhos, passamos, e bem, ao Alentejo, com um Dona Maria Grande Reserva 2010, de cor intensa e cheio de frutos vermelhos e especiarias. Muito bom!

NespressoLP - 9Ristretto Intenso, Caramelito, Chocolate e amendoim salgado (Chef João Oliveira)
Para iniciar o capítulo doceiro, uma fusão clássica de café, caramelo e chocolate, super equilibrada, de sabores marcantes e ótimas texturas. Muito bom!

A harmonizar esteve o Moscatel Roxo Excellent da Horácio Simões, um vinho vibrante, com um final longo e fresco que nos convida a bebê-lo.

NespressoLP - 10Pastel de Nata, Espresso Forte, Aguardente velha, canela e maçã (Chef André Silva)
Para finalizar, mais uma combinação de sabores clássicos, com o café, a nata, a canela e a maçã a entrarem em plena comunhão. Ótimo o creme de nata e o bolo, a combinação de texturas e a ligação bem conseguida com o gelado de café. Um final em pleno!

Para terminar, um Graham’s Tawny 20 anos, sempre delicioso e equilibrado, a acompanhar sobremesas com notas de canela e ovo.

Para terminar uma já longa refeição (foram quase 5 horas à mesa!) não houve café! Mas não faltaram os simpáticos petit fours, todos eles de inspiração francesa.

Nota alta para o trabalho do escanção Adácio Ribeiro, pelas harmonizações muito bem conseguidas ao longo de toda a refeição!

Considerações Finais 
Uma grande iniciativa da Nespresso, a criação deste Gourmet Weeks, que leva a vários pontos do país um festival gastronómico diferente, em que o mote é esta bebida, tão enraizada nas tradições portuguesas, o café. Ainda que o lado criativo dos chefs seja limitado com a imposição da utilização dos cafés no desenvolvimento dos pratos, é uma boa forma de ver a sua imaginação e técnica serem postas à prova. No caso deste primeiro jantar, que juntou dois dos mais jovens e promissores cozinheiros da nossa “1ª liga”, o resultado superou as minhas expectativas. Com pratos mais interessantes do que outros e algumas falhas pelo meio, o menu de 8 pratos, acabou por se apresentar bastante equilibrado, sem cansar os comensais e o palato, algo complexo de se conseguir quando todos os pratos apresentam notas de café.

Agora é aproveitar as datas que ainda estão disponíveis para a edição 2016 do Nespresso Gourmet Weeks:
– 5 de Maio – O Lisboeta (Pousada de Lisboa) – Tiago Bonito convida Arnaldo Azevedo
– 10 de Maio – Henrique Leis – Henrique Leis convida Guy Doré
– 11 de Maio – Antiqvvm – Vítor Matos convida Rui Silvestre
– 19 de Maio – Feitoria – João Rodrigues convida Alessandro Negrini

Nespresso Gourmet Weeks 

Fotos: Flavors & Senses e catarinapires©Clementinethings (assinalada com *) 

Nota
Estivemos no Largo do Paço a convite da Nespresso, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Bisma Eight

BismaE - 51

Ubud é o centro cultural e espiritual de Bali, é onde nos sentimos parte dos costumes e tradições Balinesas, e onde nos perdemos numa introspeção sem fim.

O Bisma Eight em Ubud representa tudo isto.

Um Luxury Boutique Hotel situado no coração natural da região, que demonstra bem a herança artesã e espiritual da região.

BismaE - 21A vista sobre a floresta de Ubud

A apenas uma pequena caminhada de 10 min das principais ruas de Ubud, este oásis permitiu-nos elevar os sentidos a um verdadeiro refúgio da natureza.

Aqui, a decoração moderna cria uma simbiose perfeita com a tradição balinesa, e a serenidade e a beleza natural são honradas.

BismaE - 6

Primeira Impressão
Para chegar ao hotel percorremos uma estrada bem estreita e um tanto ao quanto sinuosa que em nada faziam antever o que nos esperava, fomos passando por caras sorridentes, por arrozais e os seus trabalhadores e por crianças de motorizada (que de certeza ainda não têm idade para o fazer!), até que chegamos ao nosso destino, o Bisma Eight.

BismaE - 19
Uma entrada bem discreta, mas uma receção calorosa com sorrisos genuínos!

O cru da pedra que preenche as paredes é abafado pelos círculos luminosos que parecem cair do teto e que juntos constituem o distinto candeeiro que nos dá as boas-vindas.

BismaE - 7

Um pequeno equívoco na nossa reserva foi eficazmente resolvido pelo simpático staff e o check in foi efetuado sem demoras.
Encaminhados ao nosso quarto pudemos observar o estilo quase que Boho Chic que predomina no hotel mas sem nunca se sobrepor à carga espiritual que este carrega de uma forma natural. Logo a seguir à receção, à nossa esquerda um altar duma divindade hindu se impõe altivamente e quase parece dar-nos as boas-vindas enquanto purifica a nossa mente.

E o Bismaeight é mesmo isto, um misto de uma atmosfera moderna, casual, elegante com uma imponência espiritual que nos faz perceber que estamos num local sagrado.

BismaE - 2

Quartos
O hotel é constituído por 38 suites, não há quartos, há sim enormes suites que combinam uma linha de decoração simplista com a arte balinesa.

BismaE - 1

São de três tipos, The Garden Suites com vista para o imenso jardim e acesso ao mesmo, The Canopy Suites (onde ficamos) com vista para o belíssimo terraço com a floresta ao longe, e The Forest Suites com uma vista de cortar a respiração para a floresta e muito próximo da piscina.

BismaE - 4
Quando entramos no quarto apercebemo-nos instantaneamente dum misto em que a madeira é rainha e se combina com o branco puro dos lençóis. Pelo meio vão havendo explosões de laranja e amarelo que conferem um ambiente vibrante ao quarto. Enorme, uma sala ampla com uma varanda em que o verde do jardim se faz sentir em plenitude, um quarto rodeado de madeira, com almofadas de cores fortes a rivalizar com a brancura dos lençóis, e uma casa de banho de morrer! Linda, linda, linda!

BismaE - 5
A banheira japonesa arrebatou-me sem demoras!

BismaE - 16

Restaurantes/cafés/bares
Há três opções, distintas mas igualmente perfeitas.
O The Library Café traz duas das mais agradáveis sensações da vida, literatura e café! Desfrutar dum bom café, ler um bom livro e relaxar umas boas horas, este é o mote do The Library Café.

BismaE - 27Parte do lobby com o The Library Café ao fundo

O The Pavilion, por sua vez, convida-nos a passar um dia inteiro com uma bebida bem fresca junto ao local mais paradisíaco do hotel, a sua infinity pool.

BismaE - 39No The Pavillion é possível comer praticamente em cima da floresta

   BismaE - 36       BismaE - 22       BismaE - 31
O ótimo Cooper Kitchen & Bar

Por último, o Cooper Kitchen & Bar faz as delícias gastronómicas do hotel durante todo o dia. Aqui tivemos oportunidade de saborear um excelente pequeno-almoço (ai aquele pão de Sourdough!), com um surpreendente Happy Birthday para o João, que teve direito a acordar com uma celebração bem diferente do habitual.

 BismaE - 30

Ao jantar, não faltou um ambiente animado e sempre selado pela calma e sensação de serenidade e plenitude que Bali (e Ubud em particular) nos transmite. Provaram-se reinterpretações de ingredientes típicos da região e os seus sabores clássicos com uma roupagem bem atual.

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Destaque para o excelente arroz da região com amêijoas e o short rib cozinhado a baixa temperatura. Muito bom!

Para finalizar o jantar, nada como um cocktail no bar do Cooper, num terraço com uma vista sobre a natureza e que nos faz esquecer o resto do mundo.

BismaE - 34

BismaE - 42

Serviços
O melhor de todos? A Infinity Pool! Que imagem paradisíaca, a água da piscina faz uma conjugação perfeita com o verde da floresta envolvente. Passamos horas e horas sem querer sair deste oásis. E o caminho que percorremos para chegar à piscina é igualmente deslumbrante, vamos observando o jardim com as suas cores fortes, numa caminhada quase guiada por deuses e que nos transporta sem demoras, no chão vamos observando oferendas e incensos que enaltecem ainda mais a perfeição deste local.

BismaE - 38mA representação da floresta que nos leva até à piscina do Hotel

Para quem gosta de se manter ativo, o ginásio do Bisma Eight é uma excelente opção. E as aulas de Yoga, que se realizam quase diariamente e se desenrolam no terraço do hotel garantem o equilíbrio emocional e físico que tanto tentamos alcançar no nosso dia a dia.

BismaE - 50
Para quem procura uma gastronomia pura e natural o The Gardens, na mesma rua do hotel e que pertence a este, é um autêntico festim de produtos biológicos e saborosos, que podemos escolher e desafiar o chefe e criar pratos diferentes e especiais só para nós.

BismaE - 18As plantações orgánicas do Bisma Garden

O Bisma Eight oferece ainda a opção de criar uma série de atividades fora do hotel e de acordo com o gosto pessoal de cada hóspede. Basta questionarem na receção e a equipa terá todo o gosto em ajudar.

É um destino perfeito para quem viaja em Lua de Mel!

BismaE - 49

Atendimento
O povo balinês é genuinamente simpático, sem dúvida, e a equipa do Bisma Eight leva essa simpatia ao extremo.

Há sempre um funcionário em cada recanto, sempre com um sorriso nos lábios, sempre pronto a fazer com que nos sintamos especiais.

BismaE - 35O Bolo de aniversário do João!

Cada necessidade é suprida com a maior eficiência possível e a boa disposição é uma constante.
Se ao menos todo o mundo fosse assim!

O Bisma Eight é um perfeito oásis que transportou um edifício com um design brilhante e o implantou no meio da floresta, onde os diferentes sons provenientes desta nos acalmam a mente e onde a paz que se sente nos preenche a alma.

É muito mais do que um hotel, é um local construído por humanos e ungido por Deuses!

Bisma Eight
Quartos a partir de 180€
68 JL. Bisma – Ubud –  Bali
+62 361 4792888
info@bisma-eight.com 

English Version

Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Bali com o apoio da Samsonite.
Estivemos no Bisma Eight a convite, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Banyan Tree Ungasan

BanyantreeU - 32

Todos nós já nos perguntamos, pelo menos uma vez na vida, como seria o paraíso… eu tenho por hábito procurá-lo incessantemente em tudo o que me rodeia, seja em certos momentos das minhas viagens, em pequenos detalhes na natureza, em certas obras de arte, e em pequenos pormenores da história que cada local carrega.

Sinto-me uma abençoada por conseguir descobrir tantas vezes o paraíso, ou melhor dizendo, aquilo que eu considero o meu paraíso!

BanyantreeU - 60

Mas, esta definição de paraíso tomou proporções incontroláveis no momento em que chegamos ao Banyan Tree Ungasan em Bali.

Bali era por si só uma das minhas viagens de sonho (sim, é óbvio que o Eat, Pray Love ajudou bastante!) mas o que não sabia era que existiam locais assim, com uma componente tão idílica, tão mística e tão divina!

BanyantreeU - 17

O Banyan Tree Ungasan situa-se, como o próprio nome indica, em Ungasan, no extremo sul de Bali, e a apenas 35 minutos de carro do aeroporto de Denpasar. Fica muito próximo de um dos mais mediáticos templos de Bali, o Pura Luhur Uluwatu, o templo que se situa no topo de uma falésia e que se diz ser o protetor de Bali contra o mal.

Tentem fazer uma visita a este templo, se conseguirem sair do Banyan Tree! Desafio-vos!

BanyantreeU - 27

Este imponente e majestoso hotel tem a particularidade de se situar mesmo em cima de um penhasco com uma vista deslumbrante sobre o Oceano Índico, e muito próximo de uma das mais bonitas praias de Bali, a Nusa Dua.

BanyantreeU - 76 O típico sino asiatico dá-nos as boas vindas à chegada

Primeira Impressão
Acho que já perceberam qual a minha primeira impressão, certo?
Mas eu passo a explicar mais detalhadamente.

Para começar, o hotel organizou tudo de forma a ir-nos buscar ao aeroporto, após um voo relativamente curto, vindos de Singapura (ver) lá estava à nossa espera um funcionário do hotel de sorriso simpático e com a sua farda de estilo tipicamente balinês (era a pessoa mais elegante no meio da imensidão de outros como ele à espera de futuros hóspedes!).

BanyantreeU - 34

Quando chegamos ao hotel fomos recebidos com um ritual de celebração que abençoou a nossa vida e prosperidade (ficamos giríssimos com grãos de arroz na testa e eu com flor de lótus no cabelo)!

Fomos convidados a relaxar no imenso sofá enquanto nos serviam uma bebida fresca de boas-vindas e nos faziam o check-in. A arquitetura balinesa de estilo contemporâneo conjugada com a natureza envolvente já tinham tomado conta de mim e neste momento já eu estava longe e naquele que viria a ser o mais perfeito paraíso que já vi.

BanyantreeU - 23

Quem leu os artigos sobre a Tailândia (ver) sabe que tenho uma qualquer paixão pela Ásia que não consigo explicar, o povo, os cheiros, a arquitetura, a natureza… é qualquer coisa que mexe comigo e me eleva os sentidos a um outro mundo. E foi isso que senti mal cheguei ao Banyan Tree, o facto de saber que estava numa terra tão espiritual como Bali teve a sua influência, claro!

Bem, não divaguemos mais! Da receção fomos conduzidos (no verdadeiro sentido da palavra! Ou seja, naqueles carrinhos semelhantes aos do golfe) até ao nosso quarto, desculpem! Casa!!! E que casa! Sim, porque um espaço com 403m2 não é um quarto, é uma casa! Certo?

BanyantreeU - 69A porta para o “pequeno” paraíso que era a nossa Villa

Quartos
O Banyan Tree Ungasan conta com 73 Villas categorizadas em três tipos, a Pool, o Sanctuary e a Presidential. Ficamos numa Pool Villa Sea View, ou seja, com uma vista de cortar a respiração para o mar.

BanyantreeU - 2A habitual carta e as frutas tropicais de boas vindas que tanto aprecio!

E se eu já tinha achado que o hotel era um paraíso, aqui é que as coisas tomaram uma dimensão digna de uma divindade!
Uma porta de madeira abre-se para a casa dos Deuses! Daqui, um caminho, por entre pedras que flutuam no lago, leva-nos à entrada da casa propriamente dita ou ao jardim e à piscina infinita que nos convida a entrar e nunca mais sair.

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Optamos por entrar primeiro em casa. Música balinesa tomava conta do ambiente, e foi neste momento que me afastei do resto do mundo e criei um lugar bem distante e bucólico, só para mim.

A sala junto com a cozinha, do tipo Kitchenette, tinham um estilo contemporâneo aliado ao estilo asiático, com pormenores bem patentes da cultura balinesa. Tetos altos garantiam um estilo imponente sem igual, dando o ar ainda mais oriental ao ambiente. Uma janela do chão ao teto, com acesso ao jardim e zona de piscina, enchia a sala de luz e cor.

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Na mesa, esperavam-nos uns deliciosos frutos tropicais (já vos disse que vivia aqui só por causa destes frutos?).
Continuamos à descoberta da casa e seguimos por um corredor, que continha a casa de banho de serviço (como se fosse necessária!), até que chegamos ao quarto. Este ia ao encontro da sala, um teto altíssimo sobre a confortável cama, e rodeado por janelas/portas de vidro do chão ao teto que se abriam para o jardim e a piscina, e quando digo piscina falo a sério! A porta em frente à cama abria-se diretamente para a piscina, de borda infinita cujo horizonte era o mar!

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Atrás do quarto a belíssima casa de banho e o funcional closet roubaram o meu coração num ápice, a banheira rodeada de vidro que deixava entrar a beleza do jardim, era o ex libris desta divisão.

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Terminada esta tour pela casa era tempo de conhecer o jardim e a piscina.
Duas espreguiçadeiras esperavam por nós, mas a chuva tropical que se fazia sentir nesse momento não nos permitiu usufruir delas.

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Descansei um pouco no sofá em forma de círculo que era coberto, e entrei no jacuzzi que chamava por mim, água quente quanto baste, com a chuva a tocar-me o rosto, com a piscina ao meu lado e com o mar e a natureza como confidentes! Provavelmente um dos momentos mais idílicos de sempre!

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Restaurantes
O hotel conta com quatro opções gastronómicas, sendo que uma delas, o Tamarind, estava, na altura da nossa estadia, encerrado.

Assim, sobram-nos três opções bastante agradáveis, o Ju-Ma-Na, o Bambu e o Pool Bar.

O primeiro é um dos mais mediáticos espaços do hotel, conhecido especialmente pelas grandes celebrações que organiza, como casamentos, aniversários e festas diversas. Aliás, aquando da nossa estadia houve uma celebração de 25 anos de casamento, com direito a fogo de artifício e tudo! Situa-se mesmo na ponta da falésia com uma vista deslumbrante sobre o horizonte com o oceano índico a fazer as honras. É um local com charme e alguma sensualidade, com um estilo de matriz marroquina, garante um ambiente elegante e cosmopolita.

BanyantreeU - 28O terraço do Ju-Ma-Na sobre a falésia 

O Bambu, mesmo em frente à mágica infinity pool do hotel, serve todas as refeições do dia, aqui tivemos a oportunidade de desfrutar do saboroso pequeno-almoço, com opções para todos os gostos, desde o mais tradicional balinês ao mais ocidental possível.

BanyantreeU - 67O pequeno almoço no Bambu

Por fim, o Pool Bar funciona associado à piscina, como o próprio nome indica, e serve snacks e bebidas ao longo do dia. Aqui tivemos a oportunidade de saborear um “chá das cinco” com alguns snacks, pastelaria e chá gelado e com uma vista magnífica sobre o oceano.

BanyantreeU - 33O “chá das cinco” no relaxante Pool Bar

Para quem não conseguir ausentar-se da sua Villa, o hotel leva a gastronomia até nós, com o seu conceito In Villa Dinning, com um Chef a cozinhar só para nós!

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Serviços
Além de todo o esplendor de natureza a que se tem acesso por todo o complexo do hotel, da mágica e elegante infinity pool que garante um relaxamento sem precedente, e do ambiente inigualável da nossa Villa com jacuzzi e piscina privativa, o hotel tem ainda imensas opções para transformar a estadia de qualquer mortal num momento digno de Deuses!

Uma dessas opções é um jantar a dois, num ambiente em que o romantismo é rei, num dos imensos locais idílicos do hotel, como por exemplo, um local completamente isolado, com o oceano índico como testemunha!

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Outro das opções mais aclamadas do Banyan Tree é o seu Spa, um dos locais mais deslumbrantes do hotel, em que o relaxamento toma conta de nós e nos faz acreditar que não existe mais nada além deste momento.

Tive a oportunidade de experienciar um tratamento de 90min, com ritual de pés, massagem corporal e craniofacial e relaxamento final, em que são servidos chá quente e frutas típicas. Um momento sem igual, nas mãos duma terapeuta de excelência e num dos espaços mais bonitos e calmos de sempre.

BanyantreeU - 74Ginásio

Outro dos serviços do hotel passa pela organização de um autêntico banho de Rainha ou Rei na nossa própria Villa, em que a nossa casa de banho é transformada num cenário de luxo e imponência digna dum banho real, com aromas sensuais, velas, flores e espuma a caracterizar um ambiente romântico ao qual nem o vinho faltará!

BanyantreeU - 30“White Dove” o lindissimo espaço sobre a falésia, criado especialmente para casamentos

Este é um dos hotéis de Bali mas requisitados para a realização de casamentos, e para passar a Lua-de-Mel, e por isso esta imensa escolha de atividades românticas “assenta como uma luva”!

Mas, o Banyan Tree também está preparado para um público muito mais alargado, sendo capaz de fazer as delícias de qualquer família. O The Turtle Club é a prova disso. Um espaço divertido e cheio de atividades destinado a crianças entre os 4 e os 10 anos.

BanyantreeU - 40mSim é verdade conseguiram por-me a cozinhar!

Outra das atividades bastante apreciada por todos são as aulas de cozinha. Tivemos oportunidade de experimentar uma (sim, eu cozinhei, e o João adorou! Mas foi um momento isolado, isso é certo!) em que aprendemos a cozinhar um dos pratos típicos de Bali, o Nasi Goreng, basicamente, arroz frito com legumes e ovo, e que estava bem bom, devo dizer!

O hotel conta ainda com uma Galeria, repleta de peças de arte balinesas feitas à mão ou amenidades da assinatura do spa que personificam o próprio Banyan Tree e nos permitem levar para casa um pouco deste pequeno paraíso.

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Para quem quer manter-se em atividade, mesmo em altura de férias, pode contar com o ginásio do hotel, e com aulas de Yoga.
Para quem viaja em trabalho, não que eu acredite que alguém tenha coragem de trabalhar no meio deste paraíso, o hotel contém três salas de reuniões, eventos ou conferências.

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Atendimento
Bali faz-me lembrar a Tailândia no que diz respeito ao atendimento nas unidades hoteleiras, ou seja, o mimo é elevado a outra dimensão.

O mote é garantir que nos sintamos especiais desde o primeiro ao último segundo da nossa estadia. E acontece desde o primeiro momento, em que somos recebidos por toda uma equipa recheada de sorrisos sinceros que nos “batiza” com amor e prosperidade.

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Durante a estadia nada falha, a simpatia e amabilidade são constantes, a capacidade de suprir todas e quaisquer necessidades está sempre presente e os sorrisos, esses são assumidamente genuínos.

BanyantreeU - 24Templo Hindu no interior do Resort

O Banyan Tree Ungasan é muito mais que um hotel ou resort de luxo, é um refúgio que nos aproxima dos Deuses, é um autêntico santuário que nos permite estar mais perto do paraíso, é o local que nos liberta do conflito que é a loucura de viver e nos abre a alma para a eternidade!

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Quero ficar aqui para sempre!

Banyan Tree Ungasan
Quartos a partir de 450€
Jl. Melasti, Banjar Kelod – Ungasan, Bali
+62 361 300 7000
ungasan@banyantree.com

English Version

Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Bali com o apoio da Samsonite.
Estivemos no Banyan Tree Ungasan a convite, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Comer em Singapura

Singapura - 114Maxwell Centre

 Se vocês, como eu, forem apaixonados por comida e por comer, será impossível não se  apaixonarem por Singapura.

Aqui a comida é levada muito a sério, dos restaurantes de Fine Dining aos Hawker Centres, as possibilidades são mais do que muitas, com opções para todos os bolsos e com uma premissa, difícil em Singapura é comer mal!

As influências, enquanto país de imigrantes, fluem principalmente entre a comida Chinesa, a Malaia e a Indiana. Na restauração moderna, não falta como seria expectável, a cozinha francesa, a japonesa, e a espanhola que parece ter invadido a cidade com as suas tapas.

Singapura - 115Maxwell Centre

Mas comecemos pelo pequeno almoço, em Singapura o mais tradicional é a Kaya Toast e ovos, que é como quem diz, ovos cozinhados a baixa temperatura acompanhados com uma torrada barrada com manteiga e uma espécie de compota (kaya), feita à base de creme de coco e açúcar. Doce, muito doce, mas é impossível deixar Singapura sem provar um destes pequenos almoços. O estabelecimento mais famoso é o Ya Kun Kaya Toast, espalhados um pouco por toda a cidade.

Singapura - 91

Quanto à comida de rua, a verdadeira essência da gastronomia da cidade, é algo que dificilmente alguém conhece melhor do que os Singapurenses, habituados a boa comida e a baixo custo. Em Singapura, e ao contrário do resto da Ásia, a comida de rua não se encontra propriamente nas ruas, mas sim em Hawker Centres (mais de 20 espalhados por toda a cidade), uma espécie de praças alimentares criadas pelo governo de forma a poderem controlar a qualidade, higiene e segurança dos estabelecimentos e produtos vendidos. Por isso decidimos escolher 10 pratos que simbolizam a interessante cozinha de Singapura.

Singapura - 25Satay by the bay Hawker Centre

10 Pratos Imperdíveis  em Singapura 

Singapura - 28Satay

1 – Satay
Satay é um prato famoso de origem malaia ou indonésia à base de carne marinada com açafrão das índias e outras especiarias, colocada em pequenos espetos e grelhada. Um prato muito apreciado pelos Singapurenses que até deu nome a um dos Hawkers da cidade (Satay by the bay). As carnes mais famosas são o frango, vitela, cordeiro (o mais interessante) e até porco em alguns dos vendedores de origem chinesa. A acompanhar normalmente está um molho picante à base de amendoim, juntamente com cebola e pepinos.

Onde comer: Satay by the bayKwong Satay e Haron Satay.

2 – Carrot Cake
Não, não é o famoso bolo americano nem tão pouco leva cenoura. É uma espécie de omelete à base de ovo e daikon.

Onde comer: Fu Ming Carrot Cake, Hai Sheng Carrot Cake, He Zhong Carrot Cake

Singapura - 29Carrot cake

3 – Hokkien ‘Mee’ 
O Hokkien Mee de Singapura é uma combinação de noodles de ovo e noodles de arroz, com caldo de camarão com carne de porco, lula e camarões, entre várias outras combinações.

Onde comer: Geylang Lorong 29 (Satay by the Bay), Eng Ho Fried Hokkien Prawn Mee, Ah Hock Fried Hokkien Noodles, Original Serangoon Fried Hokkien Mee

Singapura - 119Chicken Rice

4 – Chicken Rice
Este será porventura o prato mais famoso de Singapura. Espalhado por toda a cidade e por todo o tipo de restaurantes. O frango é cozido num caldo aromático de frango e porco, sendo depois o arroz também ele cozido com o mesmo caldo, gengibre, alho e uma série de especiarias. Normalmente é também acompanhado por um molho picante.

Onde comer: Tian Tian Chicken Rice (celebrizado por Anthony Bourdain), Boon Tong Kee.

Singapura - 117 As filas no Tian Tian Chicken Rice

5 – Chili Crab 
Os Singapurenses adoram caranguejos, de todas as formas e tamanhos, sendo os mais apreciados o Chili crab (com um molho de tomate ligeiramente picante, acompanhado de pequenos pães para mergulhar no molho) e o Black pepper crab (com um molho à base de pimenta preta ligeiramente adocicado).

Onde comer: Long Beach Seafood (ver), Red House Seafood Restaurant, Crab Party

Singapura - 56Chili Crab

6 – Fish Head Curry
Um prato originário provavelmente do sul da Índia que tem vindo a sofrer alterações com a influência dos outros povos que habitam Singapura. Um caril servido normalmente com meia cabeça de peixe e vegetais e com versões mais picantes ou mais doces, dependendo da sua origem.

Onde comer: Samy’s Curry, Bao Ma Curry Fish Head, Gu Ma Jia

Singapura - 31Murtabak

7 – Roti Prata e Murtabak
Mais um prato que tão bem caracteriza a mistura cultural de Singapura, origem indiana, nome malaio e comido por chineses! Uma espécie de panqueca fina, cozinhada sobre uma chapa quente que pode acompanhar uma enorme variedade de pratos.  Quando é recheada com ingredientes que podem ir desde a sardinha, ao frango ou vegetais passa a chamar-se Murtabak.

Onde comer: Prata Stall (Satay by the bay), Thasevi Famous Jalan Kayu Prata Restaurant, The Roti Prata House

8 – Bah Kut Teh
Este é um dos pratos mais humildes da cozinha de Singapura e dos seus imigrantes chineses, um caldo intenso à base de porco, pimenta e ervas aromáticas, posteriormente enriquecido com os cortes menos nobres do Porco.

 Onde comer: Ya Hua Bak Kut Teh, Song Fa Bak Kut Teh, Leong Kee (Klang) Bak Kut Teh

Singapura - 116

9 – Laksa
Uma fusão entre as cozinhas chinesa e malaia. O mais famoso em Singapura é o Laksa com caril, onde se usa a massa, leite de coco, peixe, camarão e amêijoas além, como é óbvio, da folha de laksa.

Onde comer: 328 Katong Laksa, Sungei Road Laksa, Janggut Laksa

10 – Rojak
Terminamos com uma série de legumes salteados juntamente com um bolinho de massa frita e envolvidos num molho de pasta de camarão fermentada.

Onde comer: Janggut Laksa, Hoover Rojak

Singapura - 103Durio

Outra das coisas que não podem deixar de comer em Singapura, e na Ásia em geral, é a fruta, da pitaya aos vários citrinos, passando pela jaca e por uma série de espécies e de variedades que não se encontram na Europa. Um fruto em particular, o Durio, causa um verdadeiro estímulo de amor/ódio, o seu cheiro intenso (semelhante a um bom queijo francês) e a sua textura cremosa, faz com que ou se ame ou se odeie. É sem dúvida algo que não devem deixar de provar quando visitarem a cidade!

singapura -1xxxxxO “primo” chinês do nosso pastel de nata

Além da fruta e da fantástica comida de rua, Singapura é também um paraíso para os restaurantes de Fine Dining, com cerca de 10 espaços a fazer parte do Asia’s 50 Best Restaurants. Entre eles, o mais famoso será o restaurante André, do chef André Chiang, que utilizou a sua formação na cozinha francesa para a adaptar aos ingredientes asiáticos e a apresentações bem contemporâneas. Além do André, são também famosos o Waku Ghin, o Les Amis, o trendy Burnt Ends, o Corner House no lindíssimo Jardim botânico, o Japonês Shinji (um dos melhores fora do Japão), o Jaan, o Tippling Club, o Wild Rocket (ver) e um novo rookie da cena gastronómica Singapurense, o Meta (ver), entre muitos outros restaurantes maravilhosos.

meta - 2Camarão doce japonês no restaurante Meta

E assim se vive em Singapura, uma cidade que vale a pena conhecer sem sair da mesa.

Sim, porque comida é cultura!

Onde Ficar
The South Beach
The Fullerton Hotel

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Singapura com o apoio da Samsonite e da Singapore Tourism Board (STB) – #YourSingapore.
– Durante a nossa visita fomos acompanhados pela incansável Naseem Huseni – guia da STB

Este Artigo é o 5º de 5 artigos para o nosso Guia de Singapura

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Passatempo – Adegga Winemarket Porto 2016

Porto2016 cópia

O Adegga Winemarket Porto 2016 vai decorrer no próximo dia 16 de Abril no Hotel Porto Palácio.

“O Adegga WineMarket Porto é mais do que vinho.
É sobre quem encontramos, as gargalhadas que soltamos, o tempo que passamos a sorrir.
É emoção e alegria. Somos nós, são vocês.
São as pessoas.”

 É desta forma que um dos mais interessantes projectos de divulgação do vinho nacional se apresenta, pelo que o nosso Blog não poderia deixar de apoiar mais uma edição deste evento que tantas marcas deixou nas suas edições anteriores (Ver).

Assim, temos um Passatempo para os nossos leitores, com direito a 2 entradas duplas no Adegga Winemarket Porto 2016.

Para Participar só têm de:
1- Fazer “GOSTO” na nossa Página e na do Adegga
2- Partilhar a publicação do Facebook no vosso mural.

O passatempo termina à meia-noite de Sexta 15 de Abril.
Sendo os Vencedores escolhidos aleatoriamente pela nossa equipa e divulgados no dia 15 de Abril .

Quer conhecer melhor este evento? Saiba tudo aqui: Adegga Winemarket Porto 2016

Local
Porto Palácio Congress Hotel & Spa – Avenida da Boavista, 1269, Porto
Entradas: dos 15€ aos 50€
Das 15h00 às 21h00

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