Singapura – Wild Rocket

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Depois de na primeira noite em Singapura nos termos deliciado com uma série de pratos típicos de influência malaia, chinesa e indiana num dos famosos Food Hawkers da cidade (Satay by the Bay), partimos no segundo dia para o Wild Rocket, o restaurante do carismático chef Willin Low, um advogado que há mais de 10 anos decidiu trocar a sua profissão pelo seu hobby, a cozinha. Um hobby que poucos dias depois da nossa visita lhe valeria a entrada no  Asia’s 50 Best Restaurants, na posição nº38.

O Restaurante está instalado no topo do Mount Emily, longe do bulício característico da cidade e dentro do Hotel Hangout (um budget design hotel). A renovada decoração do espaço remete-nos para um Japão moderno, com a entrada a fazer-se por uma pequena ponte ladeada de papel texturado, enquanto a sala e o uso da madeira nos remetem para uma chashitsu (casa de chá) ou um izakaya.

wildrocket - 2A mesa do chef 

Mas bom, o que nos trouxe aqui foi a comida e não propriamente uma aula de decoração ou design de interiores. Pelo que se o espaço nos remete para o Japão, Low orgulha-se de ter introduzido o conceito “mod-Sin” – que é como quem diz, cozinha moderna Singapurense – numa altura em que os principais restaurantes de fine dining da cidade se baseavam na cozinha francesa e japonesa. A sua ideia passa por recriar alguns dos pratos com que cresceu, sabores que normalmente se encontram apenas nos food hawkers, e elevar a qualidade dos ingredientes, a técnica, e claro a apresentação.

Mas passemos à mesa e ao que realmente interessa. Já instalados numa bonita mesa de madeira completamente despida (os talheres estão guardados numa gaveta estrategicamente enquadrada), somos brindados, com uns pequenos e saborosos pães tipo brioche acompanhados de um fino azeite.

wildrocket - 3Salada de Pomelo, camarão tigre e molho de coco gelado
Esta salada de pomelo é um dos pratos icónicos do menu, e é fácil perceber porquê, um conjunto que nos remete facilmente para a Tailândia, numa combinação interessante de temperaturas, notas frescas e picantes, bem combinadas com a doçura do camarão e do coco. Um grande início!

wildrocket - 4Carpaccio de vitela com puré de sésamo e gengibre
Uma entrada bem menos asiática, mas onde o uso do gengibre e do sésamo nos remetem logo para onde estamos. Carne de excelente qualidade, com a espessura certa (não é aquela “película transparente” que tantos restaurantes gostam de servir) e bom tempero. Um prato simples mas bem conseguido.

wildrocket - 6Linguini com pesto de laksa e camarão gigante
Mais um dos pratos-chave do menu de Willin Low, em que a apresentação nos remete novamente para Itália, mas os sabores nos deixam ficar com os pés bem assentes na Ásia. O Pesto de laksa é uma maravilha que vale por si só, picante mas equilibrado e repleto de sabor, ajudado por uma massa no ponto e um excelente e suculento camarão de proporções generosas. Delicioso!

wildrocket - 7Spaghettini com óleo de crustáceos e sakura ebi (tipo de camarão)
Um prato de aparência mais clássica, onde o óleo em que a fina massa é salteada acaba por ser o protagonista principal, juntamente com os bons camarões sakura. Nota alta ainda para o tempero, de picante ligeiro, e para o alho e as sementes que ajudam não só no sabor como na textura do prato.

wildrocket - 5Krapao tailandês de Porcomassa bee tai mak e ovo onsen 
Este último prato de massa foi o melhor prato da noite, uma espécie de Bolonhesa à asiática, com o ragu a ser substituído pelo Krapao tailandês, feito com carne de porco e manjericão e o tagliatelle a ser substituído pela massa bee tai mak à base de farinha de arroz. Tudo isto finalizado com um perfeito ovo onsen (que é como quem diz, a baixa temperatura) que envolveu todo o conjunto com a sua untuosidade. Um prato de conforto, elevado tecnicamente e repleto de sabor. Perfeito!

wildrocket - 9Alabote com pesto de buah keluakvegetais assados
Este foi o prato menos interessante da noite, não por uma confecção menos conseguida, mas pelo próprio peixe  que não tinha grande sabor. Nota alta para o pesto de Buah Keluak ( um tipo de noz), que elevou o prato, bons também os legumes assados.

wildrocket - 8Porco Ibérico, Quinoa e cogumelos 
O porco, cozinhado ao estilo Char siu, estava suculento e a desfazer, com um sabor viciante. Os cogumelos e a quinoa são um bom complemento, balanceando bem os sabores e a estrutura do prato. A folha de papel de arroz que cobre o prato serve mais como elemento decorativo do que propriamente como um acrescento ao conjunto.

wildrocket - 11Cheesecake de morangos
As sobremesas, com uma apresentação menos arrojada que a dos pratos, não perdem propriamente em sabor, e um bom exemplo disso é este cheesecake, com morangos bem macerados, um ótimo creme de queijo e bons biscoitos de sabor levemente caramelizado. Uma pequena delícia!

wildrocket - 10Tarte de chocolate e sorbet de abacaxi
Os Singapurenses adoram sobremesas com abacaxi e esta não é excepção, uma tarte de massa fina, com um ótimo recheio de chocolate, bem acompanhada pela frescura do sorbet. Uma sobremesa bem equilibrada e bem conseguida.

wildrocket - 12Panna cotta de Teh Tarik, pérolas negras 
Mais uma boa expressão da forma como o chef incorpora os mais famosos elementos da comida de rua singapuriana nos seus menus, o teh tarik, é o famoso chá servido com leite condensado, servido em vários pontos da cidade. Aqui preservou o seu sabor e tornou-se numa sedosa panna cotta, elevada pela baunilha e bem equilibrada por umas pérolas negras à base de tapioca. Muito bom!

A carta de vinhos é curta, com vinhos das principais denominações francesas e italianas, além de vinhos do novo mundo, como o Pinot Noir da Nova Zelândia com que acompanhamos a refeição, o The Nest da Lake Chalice. Um vinho com os aromas clássicos da casta e uma estrutura média e boa acidez, harmonizando bem com a generalidade dos pratos.

O Serviço de sala é eficaz e bem coordenado, sem se notarem pressas ou pressões em noite de casa de cheia.

Considerações Finais
Não há dúvidas de que Singapura é uma meca para os #foodies e os bons garfos, dos food hawkers aos restaurantes de fine dinning as opções são mais que muitas, e na realidade o difícil deve ser conseguir escolher e comer mal. Willin Low sabia disso quando há cerca de 10 anos decidiu abrir o seu restaurante, e trazer para o fine dining alguns elementos que normalmente so se encontravam na rua ou em restaurantes típicos. Hoje a sua cozinha reflete criatividade, especialmente para os locais que conhecem os pratos e os ingredientes que estão por trás das suas criações, técnica e um ótimo domínio dos sabores, do picante ao umami, tudo é bem conseguido e equilibrado.

Hoje o carisma e o talento de Willin Low foram reconhecidos com a 38ª posição no top mais importante dos restaurantes asiáticos ( Asia’s 50 Best Restaurants), se o será na realidade, é possível que não, mas os rankings são isso mesmo, números, e alguém tem de os ocupar. O que é certo é que a sua cozinha cativa os comensais e surpreende os palatos mais exigentes, sejam eles estrangeiros ou locais.

O Wild Rocket é, sem dúvida, um grande restaurante!

Wild Rocket
Hangout Hotel, 10A Upper Wilkie Road – Singapura
+65 6339 9448

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Singapura com o apoio da Samsonite e da Singapore Tourism Board – #YourSingapore.

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The South Beach

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O recente The South Beach Hotel em Singapura é, basicamente, a perfeita junção do luxo e do design pela mão mágica de Phillipe Starck.
Localizado numa das mais famosas ruas da cidade, a Beach Road, o hotel é parte do impressionante complexo South Beach Development, que conta com escritórios, lojas, restaurantes e residências.

Abriu em 2015 e encontra-se ainda em Soft Opening, sendo que algumas das partes do complexo ainda não estão finalizadas.
E que honra poder conhecer o início daquele que vai ser um dos melhores hotéis de Singapura!

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A filosofia do hotel é criar um ambiente H.I.P. (Highly Individualised People and Places), e, sem dúvida, que está a consegui-lo, com a ideia bem patente, por exemplo nos 43 espaços (Imaginative Social Spaces – como lhes chamam) espalhados ao longo de todo o hotel e que nos permitem, individualmente ou em grupo, desfrutar ou trabalhar em paz!

Além do The South Beach primar por ser um espaço onde todos querem estar e onde qualquer personalidade se encaixa, é, também, um dos mais bonitos e funcionais hotéis que já conheci.

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Pensado pela mente do genial Phillipe Starck, o hotel tem um design capaz de atordoar o mais adormecido dos cérebros. Cada recanto é uma infinidade de beleza, cada pequeno pormenor está pensado para ser funcional e aliado à mais alta sofisticação.

Vaguear pelo The South Beach Hotel é o mesmo que apreciar um belíssimo museu, se calhar, bem mais interessante que muitos, com peças criadas exclusivamente pelo designer francês  ou curadas por si.

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Primeira Impressão
Provavelmente uma das mais impressionantes “primeiras impressões” que já tive! Uma imponente entrada presenteia-nos com um painel (gigante) de Leds com uma instalação artística que faz as delícias de quem chega, o que por si só já auspiciava uma grande estadia.

A arte está presente mesmo antes de entrarmos no hotel, a entrada é ladeada quer por uma zona de relaxamento, com belíssimos móveis quer por um Gorila! Sim, um Gorila, uma bonita escultura que personificou esta espécie animal tão bem!

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Somos encaminhados à receção, ou deverei dizer, receções, pois até nisto o The South Beach se destaca! O Lobby é, então, chamado de Global Village, com vários “decks” de receção, com design e arquitetura diferentes e que vão representando cada povo, cada comunidade, para que todos possam identificar o “seu local” e, assim, se sentirem em casa. Da mesma forma que tão bem representa a forma harmoniosa como vários povos habitam Singapura.

Ao longo do lobby há vários espaços de relaxamento, desde pequenas salas de estar, a uma longa mesa de madeira onde podemos descansar, ter uma reunião de trabalho ou simplesmente sentar para comer algo, sim, porque existe também uma zona com bebidas frescas e pastelaria variada de estilo francês.

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Ou seja, ainda nem passamos do Lobby e já nos apaixonamos perdidamente pelo The South Beach! O design de Phillipe Starck, a arquitetura de Foster and Partners, e a forma descontraída, mas atenta e atenciosa de receber, garantiram uma excelente primeira impressão.

Após o check-in que foi realizado confortavelmente numa das salas de estar, fomos encaminhados ao nosso quarto.
O elevador que nos levou até lá somou uns pontos extra ao incrível design do restante hotel, as paredes estão preenchidas com diferentes desenhos em tons azuis e vermelhos e que parecem movimentar-se com o efeito de luzes que vai alternando enquanto o elevador se desloca, tamanho é o efeito de luzes e cores, dando um ar psicadélico, que me arrisco a dizer que é um perigo após uma grande noite no bar do hotel!

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TheSouthBeach - 3O nosso quarto – Show Case You

Quartos
Os 654 quartos e suites vão ao encontro da filosofia e design do hotel, dividem-se em diferentes categorias que agradam a diferentes personalidades, no caso das suites temos a Deluxe, a Premier, a Charmain e a Presidential, no caso dos quartos temos o Show Case Me, Show Case You (onde ficamos), Show Case Us e o Show Case Us Plus.

Há ainda um outro que faz as delícias do sexo feminino, o Show Case Her, com um piso totalmente dedicado a nós mulheres, e que vem munido de tudo o que nós precisamos, desde um equipamento para limpeza facial, um alisador de cabelo, produtos Jo Malone, e uma incrível e enorme camisa Boyfriend para que não nos sintamos sós! Tudo pensado no melhor do universo feminino!

TheSouthBeach - 1Os detalhes fofinhos do Show Case Her

Bem, mas vamos ao nosso quarto, fomos recebidos com um festim de pequenas peças de pastelaria e frutas que enchiam o quarto de cor. À nossa espera estava também uma cama super confortável, daquelas que nos faz querer dormir até ao meio dia, umas almofadas gigantes, e um conforto e limpeza sem igual!

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O quarto de banho estava repleto de produtos Jo Malone que lhe conferiam um aroma suave e fresco. Como sabem, eu amo esta divisão, normalmente delicio-me com a banheira, mas desta vez aquilo que roubou o meu coração foi a sanita! Sim, a sanita, leram bem! A mais sofisticada de sempre! Pode parecer ridículo o que digo, mas é verdade, o assento era aquecido, e possuía aquilo que eu tanto gosto, tampo automático, os jactos de água quentes, que tão bem substituem o nosso habitual e desnecessário bidé!

O mini bar do quarto estava incluído na estadia, claro que não tinha bebidas alcoólicas, mas tinha chocolates, snacks e diferentes bebidas.
O quarto foi ao encontro do design de todo o hotel, e esteve sempre aliado ao conforto e à sofisticação.

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Um dos pormenores mais caricatos, os chinelos dele tinha o desenho de uns bigodes, os meus tinham o desenho de uns lábios com batom vermelho! E é neste tipo de momentos que te apercebes que estás num hotel design!

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Outra das grandes funcionalidades do quarto é a “portinha secreta” como eu gosto de lhe chamar, ou seja, um espaço a que os funcionários têm acesso por fora, sem perturbar a tua estadia, e que podem deixar lá o que for necessário ou o que nós pedirmos e que podemos ir buscar depois, abrindo uma outra pequena porta do interior do quarto.

TheSouthBeach - 43Laugh – um brilhante e cosmopolita bar e restaurante *

Restaurantes
O hotel conta com quatro espaços de gastronomia, sendo que um deles ainda não abriu, o Court Martial Bar, um bar que certamente vai fazer as delícias dos apreciadores de cocktails e whiskeys.

Quanto aos restantes, temos o ADHD – All Day Hotel Dinnig, que como o próprio nome indica, funciona o dia todo, servindo uma extensa seleção de cozinha internacional nas diferentes refeições do dia, sendo também o local onde é serviço o ótimo pequeno almoço do Hotel.

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TheSouthBeach - 12Do Dim Sum, aos ovos preparados na hora e ao salmão fumado, nada falta no pequeno almoço do ADHD

Outra das opções gastronómicas, mais propriamente com o conceito de Bar, é o Laugh que se situa no edifício em frente ao hotel, o edifício que tem essencialmente os escritórios. Este espaço, como o próprio nome leva a crer, é divertido, tem cor, tem animação, e é vibrante. Serve, não só uma lista de cocktails e diferentes bebidas alcoólicas, mas também petiscos ou pratos principais, tudo para todos os gostos. O seu ex-libris são as mesas e os balcões com ecrãs cheios de cor e movimento.

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Por fim, mas não menos importante, aliás foi o meu local preferido, temos o Prefix. Este espaço, localizado no coração da Global Village, em que a madeira é rainha e lhe transmite um ambiente contemporâneo, está repleto de livros e vinhos, e conjuga tons neutros com vibrantes. Para mim, o local mais relaxante do hotel.

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Serviços
Como todos os hotéis de luxo, o The South Beach apresenta serviço de quarto 24h, Lavandaria, Concierge, Business Services (com um Salão de Baile e 19 salas de conferências), entre outros.

Mas, há serviços que o distinguem de outros hotéis de luxo. E, aqui, o prémio vai, certamente, para os 43 Imaginative Social Spaces, que têm a capacidade de elevar os nossos sentidos a um qualquer local de fantasia!

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Além desta particularidade, outro dos serviços que os distingue é o seu Sky Garden e a Infinity Pool no 18º piso, com uma vista de cortar a respiração de 360º sobre Singapura. Um dos espaços mais harmoniosos de todo o complexo. Que fica ainda mais charmoso com o bar que o completa, o Flow18.

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Confesso que tive uma das manhãs mais relaxantes de sempre neste local (o jet lag também ajudou).

Para quem quer estimular também o físico, neste mesmo andar tem o Fitness Center que funciona 24h.

O hotel conta ainda com mais um Sky Garden e uma Infinity Pool também com bar, o Ebb6, que se localiza no Padang Terrace no outro edifício do complexo.

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Para quem, como nós, vai a Singapura para a conhecer, o hotel foi uma opção excelente pois fica bastante central e próximo de quase tudo, tendo inclusive uma estação de metro mesmo atrás, que passará a ter uma paragem mesmo dentro do complexo do hotel, tudo pensado ao pormenor!

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Atendimento
Adoro Hóteis Design, com o atendimento a ir sempre ao encontro da decoração e arquitetura do espaço, ou seja, descontraído! Mas não é um descontraído qualquer, é um descontraído altamente personalizado, despretensioso, e eficaz mantendo todos os luxos e satisfazendo todas as necessidades dos seus hóspedes.

É simpático sem exagero, é sincero, e é atento sem ser invasivo, ou seja, conhecem-nos e tratam-nos pelo nome quando passamos por eles, mas não invadem o nosso espaço pessoal.

O The South Beach é uma aposta mais que certeira, que reflete bem Singapura. É um belíssimo hotel, altamente funcional, com arte em cada recanto e que garante experiências totalmente inesperadas.

TheSouthBeach - 22É impossível não ficar rendida a esta vista

Tem, provavelmente, uma das decorações mais bonitas que já vi num hotel.
As vistas sobre Singapura são estonteantes e a atmosfera vibrante que se sente em todo o hotel contrasta na perfeição com a calma e o relaxamento sentidos quer nos quartos, quer no Sky Garden quer em alguns dos Imaginative Social Spaces.

TheSouthBeach - 45O pior do The South Beach é mesmo o momento da despedida

Nada mais me resta do que recordar esta estadia memorável e sonhar com a próxima viagem a Singapura para ver como o The South Beach se está a portar!

Acredito que com este início tão imaculado, o futuro seja o mais promissor possível!

The South Beach
Quartos a partir de 300€
30 Beach Road – Singapura
+65 6818 1888
sales@thesouthbeach.com.sg

English Version

Fotos: Flavors & Senses e Divulgação (assinaladas com *)

Nota
Flavors & Senses em Singapura com o apoio da Samsonite e da Singapore Tourism Board – #YourSingapore.
Estivemos no The South Beach a convite, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Restaurante Palco – Hotel Teatro

Palco - 1 Há alguns anos que acompanho de perto o trabalho do jovem chef Arnaldo Azevedo (eleito Chef A Seguir nos prémios Flavors & Senses – Os Melhores para 2014), mas por estranhos motivos só agora visitei a sua casa, ou como quem diz, o Palco onde é o actor principal desde a sua abertura.

Quanto ao restaurante, este está inserido no charmoso Hotel Teatro, um Design Hotel, que ocupa o espaço onde outrora brilhou o Teatro Baquet, com a assinatura , mais uma vez brilhante, de Nini Andrade Silva. Ao passarmos a pesada porta da entrada, iluminada por Almeida Garret, entramos numa peça, com cada divisão a tornar-se um diferente momento cénico, em que por momentos ficamos sem saber se seremos espectadores ou figurantes de uma peça pronta a começar!

O Palco respira esse mesmo conceito, com os seus tons quentes e iluminação suave que nos transporta para um certo romantismo, com uma decoração sóbria onde alguns elementos de design exclusivo enchem o espaço.

Voltando à estrela da peça, Arnaldo Azevedo, e apesar da sua idade, não se fez “actor” por simples graça, cresceu a ver o pai cozinhar (o Arnaldo Pai, tem um restaurante de cozinha tradicional em Ermesinde – Toca da Formiga), aprendeu e formou-se na célebre escola de Santa Maria da Feira antes de rumar aos restaurantes do Pine Cliffs, o saudoso Mesa (sabem como tenho saudades dessa cozinha do Luís Américo) e do estrelado Amadeus, onde partilhou a cozinha com o austríaco Siegfried Danler Heinemann.

Ou seja, não lhe faltou experiência antes de se estrear neste monólogo.

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Pouco depois de nos sentarmos e enquanto vamos dando uma vista de olhos pelo Menu, somos recebidos com as boas vindas do chef, um corneto (os chefs hoje em dia não se cansam dos cones!) com brandade de bacalhau e azeitona seca. Temperatura e texturas certas, num início cremoso e saboroso.

Entre os 3 menus disponíveis, optamos pelo menu Almeida Garret (52€ – 5 pratos), sendo que também é possível pedir à carta os vários pratos e sobremesas de cada menu.

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Seguiu-se o pão, como não poderia deixar de ser, com um simpático brioche e um bom pão de sementes, acompanhados por uma boa tapenade de tomate seco, e boas manteigas de foie gras e pimenta selvagem (saborosas e na temperatura correta) além do sempre delicioso azeite da Acushla.

Seguiram-se os snacks, onde o chef mostra bem, como gosta de fundir nas suas cozinhas, o respeito pelo lado clássico da cozinha com as técnicas e apresentações da cozinha mais contemporânea. Provou-se uma ótima enguia fumada com sour cream e caviar beluga, uma invulgar e bem frita espinha de carapau com brandade e ceviche de carapau e puré de abacate. 

Palco - 5enguia fumada com sour cream e caviar beluga

Palco - 3espinha de carapau com brandade e ceviche de carapau, puré de abacate

Uma “sandes de leitão”, numa interpretação deliciosa do clássico bairradino, em que um pequeno pedaço de barriga de leitão, suculenta e de pele estaladiça é servida com uma pequena tortilha. E ainda, uma homenagem ao mestre Joel Robuchon, com o seu célebre puré de batata com trufa negra. Pouco mais se poderá pedir de um início de refeição! Técnica, sabor, apresentação e distinção!

Palco - 6

Palco - 7Lagostim, foie gras e trompetas da morte
Confesso que parti para este prato com algumas reticências, os lagostins são um dos meus ingredientes favoritos e tinha medo da ligação com o foie onde a sua delicadeza de sabor e doçura natural se poderia perder facilmente ao lado do peso e intensidade do foie. Mas saí conquistado, o molho tinha a quantidade certa de foie para se fazer sentir sem se sobrepor ao lagostim (bem cozinhado), bem ladeado pelas notas terrestres do cogumelo. Um grande prato, onde brilhou o equilíbrio e um princípio certeiro de que “menos é mais”.

Palco - 8Pescada de Anzol, xerém de amêijoas e percebes, joselito
Um prato que junta as raízes nortenhas de Arnaldo Azevedo com o seu trabalho no Algarve, juntando, e bem, a pescada ao xerém. Peixe no ponto e húmido, onde faltou a pele crocante. Saboroso e bem preparado o xerém, onde brilharam as amêijoas e as percebes, enriquecendo o sabor a mar. Nota alta ainda para a junção da ervilha, cuja doçura equilibrou o prato, e do presunto cuja untuosidade o enriqueceu. Menos interessante foi o aipo, que embora compreenda a sua adição, pelo sabor e frescura, falhou na textura.

Palco - 9Risotto verde, ovo 63º e trufa negra
Quando nos é retirada a tampa da clássica panela de cobre e a sala ganha o aroma do “ouro negro” – sem os horríveis óleos e azeites – todos os sentidos se despertam. Arroz bem preparado, com uma bonita cor verde, à base de espargos e espinafres, e um ovo também ele bem conseguido, resultando numa mistura de comida de conforto revisitada e elevada à boa maneira da haute cuisine.

Palco - 10Porco Alentejano, Alcachofras,  couve de bruxelas e pickles 
Apresentação elegante, onde mais uma vez percebemos que a assinatura de Arnaldo Azevedo não passa por acrescentar vários elementos ao prato, mas sim permitir que os 3 ou 4 que utiliza brilhem em conjunto e por si só, com uma ou mais texturas. Delicioso o puré de alcachofras, apesar da sua cor menos convidativa, perfeito o jus de porco que ajuda a carne e todos os elementos a ligarem-se. Por falar em carne, foi o parente menos interessante do prato, precisando de um pouco mais de sabor e de uma textura mais suculenta. Nota alta para o pickle de cebola e açafrão, cuja frescura e acidez deram aquele kick, para elevar o prato.

Palco - 11Maça, Yuzu e toffee
No capítulo doceiro acabamos por aceitar o desafio do chef e provamos as suas 3 propostas, começando por esta, à base de maçã. Uma sobremesa que convenceu, pela sua frescura e doçura bem equilibradas. Duas pequenas maçãs, recheadas com puré de maçã assada que explodem na boca e nos levam imediatamente para esse clássico, bem conjugados com a frescura do yuzu e da granny smith, com o gelado de iogurte grego e claro com as notas mais doces do toffee apresentadas em várias texturas. Nota alta também para o “prato” , um saco de gelo moldado de forma a receber a sobremesa. Muito, muito bom!

Palco - 12Framboesa, coco e ananás dos Açores 
Mais uma sobremesa que me enche as medidas, com uma combinação de várias texturas de framboesa, da natural, ao bolo, passando pela fina gelatina de coulis, que envolve a ótima pannacotta de coco. Nota alta também para o gelado de ananás, num harmonioso conjunto dos três frutos. A não perder!

Até aqui acompanhamos a refeição com um Encruzado do Dão, o Munda 2010 (24€), um vinho cuja frescura, mineralidade e acidez permitiu uma boa harmonização com os pratos de peixe e marisco, assim como o seu corpo e a madeira bem integrada permitiram a ligação com o prato de porco. Um bonito vinho, que tão bem representa as qualidades da casta.

Palco - 13Chocolate, café, fava tonka
Para finalizar, e porque o mesmo não pode faltar em nenhum menu, o chocolate, numa combinação clássica com o café e a fragrância da fava tonta. Várias texturas, de chocolate, da bomboca ao chocolate temperado. Bom o uso, do café, mais uma vez ponderado e equilibrado, de forma a não se sobrepor aos restantes elementos. Um final Guloso!

A brilhar esteve também um magnífico Tawny 40 anos da Graham’s, cujo nariz complexo e as notas de caramelo e chocolate se revelaram a companhia perfeita para terminar esta refeição.

Palco - 14Mignardises

Enquanto finalizamos o Porto tivemos a companhia de umas mignardises clássicas, como a pâte de fruit de frutos vermelhos, o bombom de chocolate branco com anis e o macaron de rosas. Todas elas bem conseguidas.

O Serviço decorreu com eficiência, verificando-se o conhecimento e o gosto de quem lá trabalha, não só no conhecimento dos pratos, mas também naquele brilhozinho nos olhos de quem corre por gosto e é feliz onde está.

Considerações Finais
Se no passado tinha a certeza que Arnaldo Azevedo era uma das principais promessas da sua geração, saí do seu Palco com a certeza de que já não é promessa, mas sim um caso sério de talento e trabalho. Arnaldo pratica uma cozinha em que me revejo, não caindo nas tentações de se dedicar apenas a uma cozinha mais contemporânea, seja ela de base nórdica ou espanhola, ou de se deixar ficar pelo passado da escola francesa e austríaca. O seu menu é, assim, uma conjugação de clássicos com pratos mais criativos, permitindo-se ousar mais nos snacks e nas sobremesas, imperando o rigor técnico nos pratos aliado ao sabor. Sabor esse que não falhou em prato nenhum, seja nos mais ou menos conseguidos.

Dir-se-á que não é um restaurante barato, e não o é certamente, mas é no entanto um dos restaurantes onde a relação entre o preço e a qualidade do produto e da oferta mais se equilibram. O tempo, esse encarregarse-à de o tornar não só um dos grandes restaurantes do Porto, como um dos principais palcos  do País!

Uma peça a repetir!

Restaurante Palco – Hotel Teatro
R. de Sá da Bandeira 84 – Porto
+351 220 409 620
geral@hotelteatro.pt

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses

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Antiqvvm – “Cumplicidades Gastronómicas” Vitor Matos convida Eurico Castro

antiqvvm - 1O Jardim e a vista imperdível do Antiqvvm*

O Antiqvvm é uma das últimas adições à, cada vez mais apetecível, lista de restaurantes de fine dining na cidade do Porto. Depois de uma das mais comentadas movimentações da restauração em 2015, a saída de Vitor Matos do Largo do Paço em Amarante (*Michelin), a cidade do Porto, e mais propriamente o antigo Solar do Vinho do Porto, tornaram-se a nova casa de um dos mais criativos e artísticos chefs nacionais.

Aproveitando um convite para o jantar a quatro mãos com Eurico Castro (Restaurante Porta – Bragança), lá fomos conhecer este novo espaço, que promete mexer com a cidade.

antiqvvm - 2A bonita entrada do Restaurante*

Seguindo os encantadores caminhos do romântico, lá chegamos ao histórico edifício do Solar do Vinho do Porto, que partilha a vista e o espaço com os famosos jardins do Palácio de Cristal. Uma casa histórica, com jardins que nos seduzem e uma vista que nos deixa rendidos – por falar em vista, no Verão o jardim do Antiqvvm será certamente um dos espaços mais concorridos da cidade.  No interior manteve-se, e bem, a traça original, com respeito pelas arcadas e pilares seculares aos quais foram adicionados materiais nobres e requintados que nos transportam para um ambiente mais moderno e cosmopolita.

Antiqvvm - 9

Sendo um evento privado, tudo decorreu de uma forma diferente do processo habitual de iniciar uma refeição, com  os primeiros vinhos e snacks a serem apresentados de forma volante. Por falar em vinhos, o jantar foi acompanhado pelos vinhos transmontanos da Mont’Alegre e da Quinta de Valle Passos, dois jovens produtores de uma região que merece cada vez mais atenção.

Antiqvvm - 10

Os snacks passaram por clássicos de Vitor Matos, como o cone com ceviche e guacamole, o “macaron” com beterraba, mini pataniscas, tostas, bolas de Berlim 3.0 e uma batata brava fumada. Tudo muito bom e bem preparado! No copo estiveram também o Mont’Alegre Branco Clássico de 2015 que surpreendeu pela frescura e acidez, e o Valle de Passos Branco 2014, um vinho de elegantes notas florais e bom corpo que nos pede imediatamente comida.

Antiqvvm - 8Do Rio Baceiro à Mesa 
Truta, citrinos, mousse de escabeche, ovas e pão de girassol
Já na mesa, começamos a degustação com um prato de Eurico Gomes à base de Truta que facilmente me transporta para a minha querida região de Trás-Os-Montes e para os peixes do rio que tantas vezes pesquei durante a infância. Bom o sabor de todos os elementos, com destaque para a textura da truta, levemente fumada e a mousse de escabeche. Boa também a adição do crème fraîche que nos restrutura o palato para continuarmos a prova. O erro neste prato foram as proporções dos elementos, apresentando demasiada espuma para pouco peixe, o que fez com que alguns dos sabores se perdessem perante o escabeche.

A acompanhar, e bem, o Mont’Alegre branco 2015, cuja frescura e acidez foram um parceiro ideal para o escabeche.

Nota alta ainda para o pão de maçã e passas que foi servido durante o jantar.

Antiqvvm - 7Tributo ao Michel Von Der Kroft (**Michelin)
Queijo terrincho, salva, trompetas da morte
Uma homenagem de Vitor Matos ao seu amigo Holandês apaixonado por Portugal. Um prato de aparência simples, distante das criações mais arrojadas do chef, mas repleto de sabor. Raviolis tecnicamente irrepreensíveis, com o queijo a fundir-se otimamente com a delicada manteiga das Marinhas que envolvia a massa. Os cogumelos deram ainda mais dimensão ao conjunto, num prato de emoções fortes.

A harmonizar esteve o Valle de Passos branco 2014 de que falei há pouco, com a untuosidade do prato a mesclar-se perfeitamente com a estrutura do vinho. Muito Bom!

Antiqvvm - 6Mar e Terra
Polvo, ervilhas, enchidos transmontanos, batata baby
Com assinatura de Eurico Castro, este foi o prato menos conseguido da noite, muito por culpa da textura demasiado rija do polvo (e não, eu não gosto do polvo a desfazer). Faltou também alguma cremosidade ao conjunto, um papel que o creme/pasta de ervilhas não conseguiu ocupar em plenitude. Nota positiva para o molho de pimentos e o pó de enchidos cujos sabores se mesclaram bem com o polvo.

Antiqvvm - 5Da nossa tradição transmontana “A Lareira”
Bacalhau, mão de vitela maronesa, grão de bico e couve portuguesa
Depois da tempestade veio a bonança, com o melhor prato da noite, um clássico reconfortante reinventando por Vitor Matos. Aqui, o habitual bacalhau com grão ganha dimensão e sabor com a adição da delicada e gelatinosa mão de vitela e do seu límpido e saboroso caldo que envolve todo os elementos numa combinação arrojada. Muito, muito bom!

No copo entramos nos tintos, com um Mont’Alegre Clássico 2013, um vinho furtado e elegante que deu espaço ao bacalhau para brilhar, complementando-o com eficiência.

Antiqvvm - 4Sabores de Vinhais
Butelo de Vinhais e cogumelos selvagens
Sendo eu um apaixonado pelo Butelo, as casulas e os típicos pratos de pote transmontanos, não deixo de ver com bons olhos a reutilização destes produtos, numa tentativa de lhes dar uma imagem mais modernizada. Assim, Eurico Castro criou um bom Butelo, desossado e bem temperado, conjugado com um arroz caldoso de cogumelos silvestres que, sem surpreender, resultou num prato feliz e reconfortante.

Este prato teve a companhia do Valle de Passos tinto 2014, um vinho elegante e bem construído.

Antiqvvm - 3Barriga de Leitão Bísaro 2011
Pêra bêbeda, pickle de cebola, maçã, vinho tinto, beterraba, alho fermentado e legumes
Mais um prato de Vitor Matos com um ótimo leitão, de pele crocante e carne macia, ladeado por uma série de sabores e texturas que o elevaram, como o caso do molho e do alho fermentado. Saboroso e bem conseguido!

A harmonização ficou a cargo do Mont’Alegre Reserva tinto 2013 em garrafa magnum, um vinho de boa estrutura que promete evoluir bastante bem.

Antiqvvm - 2A Horta doce da minha Infância (nova versão)
Requeijão de ovelha, abóbora, pinhões, castanha, laranja e moscatel
É costume dizer-se que menos é mais, mas aqui todos os elementos funcionaram, a solo e em equipa, para formar uma ótima sobremesa. Onde os vários elementos vão adicionando texturas e sabores, dos mais fortes e doces aos mais frescos, com a laranja e o moscatel a darem uma frescura que equilibra o prato. Técnica e visualmente irrepreensível a mostrar que neste Antiqvvm as sobremesas não serão um parente pobre da restante carta.

Em jeito de celebração brindou-se com um Moscatel Dalva 2009 em garrafa Mathusalem, engarrafada especialmente para Vitor Matos e este jantar. Um vinho bonito, com uma cor surpreendente e uma boca elegante, que não estando ainda no seu auge, promete mais uma grande colheita de moscatel para a marca.

Antiqvvm - 1Petit fours

O serviço de sala não tendo quebrado o jantar, teve pequenos erros mostrando alguma inadaptação! Normal neste tipo de eventos que foge ao alinhamento normal de uma sala jovem ainda sem as rotinas totalmente esquematizadas.

Considerações Finais
Estes jantares a 4 mãos são sempre bons momentos para os chefs abrirem as portas da sua cozinha, descontraírem da rotina do seu serviço e criarem uma interação diferente com a sua equipa e os seus clientes. Neste caso, e em especial para mim, foi de muito bom grado que vi esta representação de Trás-Os-Montes no Porto, seja nos interessantes vinhos apresentados (que desconhecia) seja nos ingredientes muitas vezes utilizados, como o Butelo ou o Queijo Terrincho.

É certo que o menu teve duas linhas, e que a cozinha de Eurico Castro não está ainda ao nível da execução e da técnica de Vitor Matos, mas é certo também que as revoluções se fazem aos poucos, e levar o fine dining até Bragança não será certamente tarefa fácil.

Quanto a Vitor Matos, é bom ver a forma como abraçou um novo projecto começado do zero, ver que a sua veia artística e criativa anda mais eufórica do que nunca e acima de tudo ver que está feliz, algo que se refletiu nos pratos que provamos. A sua vinda para o Antiqvvm faz bem ao Porto e à gastronomia da cidade.

É sem dúvida um espaço a não perder, e no meu caso fica a vontade de voltar ao restaurante para conhecer o menu onde não faltarão alguns “devaneios e loucuras” que tanto aprecio em Vitor Matos!

Antiqvvm
R. de Entre-Quintas 22o – Porto
+351 22 600 0445
antiqvvm@gmail.com

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses e de divulgação (assinaladas com *)

Nota
Estivemos no Antiqvvm a convite da organização do “Cumplicidades Gastronómicas”, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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O Antigo Carteiro

O Antigo Carteiro - 6

Numa altura em que as cartas de amor foram trocadas por emails e mensagens rápidas (eficazes é certo), mas sem o romantismo e simbolismo das “velhas” cartas, e em que os correios servem apenas para contas, publicidade e certificados, felizmente ainda existem histórias de amor a passar pelo posto!

Uma delas é a de uma antiga mercearia/taberna, que servia também de posto dos Correios no bonito Largo do Ouro, transformado entretanto em restaurante – O Carteiro, e de Hélder Sousa, um vizinho que decidiu passar de cliente habitual a proprietário!

Hélder é um homem das Artes e do Teatro, e com um certo jeito descontraído lá nasceu o Antigo Carteiro, numa forma de respeitar a tradição e o espaço pelo qual se tinha apaixonado.

Conhecendo eu o espaço desde o início, e sabendo os altos e baixos com que o Hélder foi aprendendo sobre a restauração (ainda existem quem ache que é um negócio simples e fácil) é bom ver a paixão ainda esbatida no seu rosto, e claro a evolução de um espaço e de um conceito “fora da caixa”.

Por falar em conceito, podemos dizer que o Hélder é um freak, um daqueles freaks com ideias um tanto ou quanto loucas, por isso n’ O Antigo Carteiro o lema é comida dos Pés à Cabeça, literalmente falando, e se for possível com um toque “javardo” e emoções fortes e sexuais!

Mas passemos à nossa visita, antes que tenha de colocar um aviso para maiores de 18 no início do artigo! O espaço mantém a traça original, com aspecto de uma tasca recuperada e simplesmente decorada, com umas cadeiras de madeira vermelhas a contrastar com a calma das paredes. Não falta, também, uma esplanada que no Verão se transforma numa sala frenética de bom ambiente.

Já instalados, começamos por uma boa broa, azeite e uma maionese de alho, leve e saborosa.

O Antigo Carteiro - 4Língua de Vaca laminada (7€)
Não poderia haver melhor forma de começar a refeição, de acordo com o conceito do espaço, do que com a língua, cozida no ponto e fatiada como um carpaccio. Nota alta para o bom tempero, e o contraste criado pelo gengibre e as zestes de lima, dando maior frescura à entrada.

O Antigo Carteiro - 5 Cogumelos Portobello, farinheira (8€)
Conjunto untuoso e bem conseguido, com os cogumelos no ponto e bem envolvidos com a farinheira, que dá ao conjunto uma doçura interessante e bem equilibrada com o picante e amargor dos agriões. Mais uma boa entrada.

O Antigo Carteiro - 3Arroz de Enchidos, Bochecha de vitela (14€)
Para aquecer o estômago antes do prato principal, pedimos um arroz de enchidos, acompanhado com bochechas, previamente divido para ser partilhado entre os comensais. Carne deliciosa, húmida e com a textura que se pede de uma bochecha. Arroz caldoso e saboroso com grelos e enchidos, mas onde se pedia uma intensidade maior no sabor a fumeiro, ou não fosse essa a principal identidade do prato.

O Antigo Carteiro - 2Rabo de Boi, esmagada de batata e legumes (16€)
Para prato principal partilhou-se o rabo de boi, mais um prato que respira a identidade do restaurante, com o rabo bem preparado e temperado, literalmente a separar-se do osso. Com um acompanhamento simples que permite à carne brilhar por si só e num bom contraste com o agrião, que parece ser também ele um dos ingredientes fetiche da carta.

O Antigo Carteiro - 1Gelados Artesanais, Bacon e alecrim e Amora e aneto (3€ cada)
Os gelados, como não poderia deixar de ser, vivem da mesma imagem que a casa, com combinações algo javardas como a de alecrim com bacon caramelizado, que no fim acaba por funcionar ( a Cíntia diria que com bacon tudo funciona!) e feitos à bruta, sem máquina, maltodextrina ou estabilizadores. Ainda assim, preferi o de Amora, mais fresco e menos doce, que é para mim o defeito maior destes gelados, o excesso de açúcar, mas sim, estão no ponto para um bom glutão sem diabetes!

A carta de vinhos, não sendo extensa, procura também ela respeitar aquele lado freak do restaurante, pelo que não faltam opções menos comuns e novos produtores com vinhos e imagens irreverentes. A nossa refeição foi acompanhada, e muito bem, pelos vinhos Alentejanos da Herdade do Arrepiado Velho.

O serviço de sala é agora comandado pelo Hélder, que intercala pratos com conversa de cicerone, simpatia e muita, muita diversão, com um staff que respira também ele a sua imagem e identidade descontraída, mas com a barba e o cabelo mais aprumadinhos! É difícil não transparecer alegria quando ouvimos a forma como Hélder nos conta as suas história e apresenta os pratos com emoções e linguagens fortes, como se de um momento cénico se tratasse.

Considerações Finais 
Vendo o momento que hoje se passa n’ O Antigo Carteiro é caso para dizer que o restaurante renasceu, fruto da vontade e perseverança de um proprietário, e também de um novo  cozinheiro, o jovem Rui Oliveira, que respira também ele o conceito tão próprio do restaurante. Não é certamente um espaço consensual, seja pelo uso de ingredientes muitas vezes ignorados, seja pela descontração com que se vive o espaço. Os pratos transmitem sensações e sabores fortes, pelo que lhes é permitido apresentar pequenos erros aqui e ali.

Para quem se revê num espaço contra a corrente e longe do buliço da baixa é certamente um porto de abrigo. Um local de encontro de amigos, que não pretendem ser surpreendidos pela comida ou pelas criativas combinações de um chef, mas sim reconfortados por pratos calorosos e de cariz familiar, enquanto apreciam um bom momento do seu tempo, sem pressas e com emoções, como nos bons velhos tempos de uma carta de amor!

O Antigo Carteiro
Rua Senhor da Boa Morte, 55 – Porto
937317523
oantigocarteiro@gmail.com

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses

Nota
Estivemos n’ O Antigo Carteiro com um voucher da Zomato, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Andaz London

AndazLondon - 25
A arquitetura Vitoriana do Andaz London

Já vos falei várias vezes do Hyatt Group Hotels, certo? Já sabem que é um dos grupos hoteleiros que mais gosto e em que mais fico hospedada quando viajo, certo? Mas o que vocês ainda não sabem é que uma das categorias do grupo, uma das mais recentes aliás, tem um dos melhores conceitos de sempre, um conceito que nos faz sentir únicos, que nos faz sentir parte da família, que nos faz sentir especiais. E isso ficou bem presente na nossa estadia no Andaz London Liverpool Street.

Como já vos referi, num artigo anterior, as saudades de Londres já se faziam sentir bastante, e por isso rumamos a terras de Sua Majestade, e o Andaz foi uma das nossas escolhas como hotel a não perder. E que escolha mais certeira!

Situado numa das ruas mais importantes e movimentadas da cidade (tudo em Londres é movimentado!), a Liverpoool Street, mesmo ao lado da estação de Liverpool, encontramos um edifício secular (ou mais do que um, melhor dizendo), com anos e anos de história, e que transformado com a renovação do Grupo Hyatt e mais propriamente do seu conceito Andaz, faz as maravilhas de quem lá fica hospedado.

O conceito desta categoria de hotéis é fazer com que não haja nenhuma barreira entre hóspedes e funcionários, é fazer com que, de A a Z, todas as nossas necessidades sejam atendidas e todos os nossos gostos conhecidos pelo staff, é fazer com que nos sentimos em casa de família e amigos, sem que nada, mesmo nada seja deixado ao acaso.

Posso garantir-vos que foi isso que senti durante a minha estadia, mas para que percebam melhor o que quero dizer vou contar-vos a minha experiência detalhadamente.

andaz2O Lobby sem recepção do Andaz*

Primeira Impressão:
Quando saímos da estação de Liverpool procuramos o hotel à nossa volta e logo o descobrimos, um belíssimo edifício vitoriano, com os seus tons laranja a rivalizar com o azul do céu (sim, estava sol em pleno inverno londrino!). Ao longo do edifício uma série de lojas de comércio de luxo, algumas entradas para restaurantes/bares (alguns dos espaços gastronómicos do hotel) e uma entrada elegante e bastante moderna para o hotel.

AndazLondon - 26

À partida, um edifício tão grande, tantas lojas, tanta confusão à mistura faziam adivinhar uma receção impessoal, certo? Errado! Mal entramos no Andaz, tivemos pelo menos três funcionários a dirigirem-se a nós (eram imensos, e cada cliente que entrava no hotel tinha a sua equipa “pessoal” de atendimento!), perguntaram-nos como estávamos, acompanharam-nos a sentar confortavelmente e serviram-nos um café, para mim já tinham ganho! Só depois desta calorosa receção é que fizeram o nosso check-in, porque o mais importante para o Andaz é garantir que o cliente se sinta em casa.

Não há uma receção específica, não há barreiras entre hóspede e funcionário, o check-in é feito com calma e só após o cliente se sentir bem instalado!

AndazLondon - 15 Uma encantadora espiral entre os vários andares do hotel

Fui observando tudo à minha volta, uma decoração bastante moderna e sofisticada, com muito charme e com pormenores que nos fazem sentir em casa, e que conferem identidade ao hotel. Mesmo no lobby por cima das nossas cabeças pude observar a espiral que se desenrolava ao longo do hotel e que dava acesso a cada piso dos quartos.

Foi-nos transmitido que o edifício na sua totalidade era a conjugação de três edifícios, um de 1884, o principal e de estilo totalmente vitoriano, um de 1901, e um mais moderno, que liga os dois anteriores.

Destaque, ainda, para o facto das indicações para as diferentes zonas do hotel não estarem escritas nas paredes ou no chão, mas sim projetadas por feixes luminosos, viam-se alguns no lobby e viríamos a descobrir muitos mais ao longo do restante hotel.

AndazLondon - 18O lado moderno do hotel

AndazLondon - 24

Enquanto aguardávamos pelo nosso quarto fomos acompanhados até a uma zona mais intimista do lobby, uma espécie de sala de estar com uma mesa e cadeiras com design incrível, de estilo rústico mas simultaneamente cosmopolita, onde nos sentaram e nos serviram chá, biscoitos e fruta. Aliás, esta zona é um dos locais ou lounges (sim, eu disse um, há mais!) do hotel onde nos podemos servir durante todo o dia, sem pagar nada por isso! Sim, é gratuito! Aqui encontramos café, chá, bebidas não alcoólicas, biscoitos e frutas. E para quem ainda não está convencido, ao fim da tarde, esta zona transforma-se e passa a servir aos seus hóspedes pequenos snacks e vinhos, que como é óbvio, fez as delícias dos meus fins de tarde!

Convencidos? Ainda não? Passemos aos quartos, então!

AndazLondon - 2Room With a View

Quartos:
Contam-se 267, incluindo 15 suites. Como é que é possível um hotel tão grande ter tanta personalidade? No Andaz é possível, e bem possível!

Ficamos num maravilhoso Room With a View, e o que é isto, perguntam vocês?!
Um Room With a View é um quarto inspirado na Arte Urbana, em que uma das paredes do quarto está incrivelmente pintada, de modo a trazer para nós a arte de rua, no fundo é um hino aos artistas, e uma forma de nos aproximarmos mais da arte e de toda a cultura artística da cidade de Londres, principalmente da zona Este da cidade.

AndazLondon - 12

Para mim, uma conjugação mais que perfeita, o que prova mais uma vez a forma inteligente com que o hotel atua, garantindo não só a inclusão do mesmo na dinâmica da região onde se encontra, mas também a aproximação à vida londrina oferecida de bandeja aos seus hóspedes. Até porque, uma das máximas do Andaz é mesmo essa: Arrive a Visitor Depart a Local (Chega como um visitante e parte como um local).

Voltando ao quarto em si, a cama era enorme, mas enorme mesmo, extremamente confortável e macia, o quarto de estilo contemporâneo conseguia transparecer conforto em cada detalhe, a casa de banho era linda, e só vos aviso duma coisa, se optarem por tomar um banho de imersão, tomem bem conta da banheira enquanto enche, é das mais rápidas que já vi!

AndazLondon - 11
Um dos pormenores mais interessantes do quarto é o facto do mini-bar ser, também ele, à semelhança das zonas de Lounge, completamente gratuito, e estava preenchido por sumos, águas, batatas fritas, biscoitos, café, e chás.

AndazLondon - 21O Pequeno almoço no restaurante 1901

Restaurantes /Bares:
Bem, o Andaz é dos hotéis mais completos no que diz respeito à quantidade de opções gastronómicas! Contam-se sete, que se podem considerar cinco, uma vez que dois são lounges.

AndazLondon - 23

Ora bem, temos o 1901 que serve como restaurante e wine bar para as várias refeições do dia, seja um chá das cinco tipicamente britânico, um fim de tarde acompanhado de um bom vinho ou um jantar sem pressas com o melhor da gastronomia europeia. Neste espaço tivemos oportunidade de tomar um pequeno-almoço delicioso.

AndazLondon - 1

Durante este ano o 1901 irá sofrer alterações deixando de ser restaurante para abraçar outra dinâmica dentro do hotel.

O Catch Champagne Bar & Lounge é um dos locais a não perder para uma noite animada e cheia de boa disposição, onde pudemos descontrair um pouco numa noite de festa, cheia de gente feliz e já bastante ébria! Um verdadeiro exemplo da loucura londrina, com o bar repleto não só de hóspedes mas principalmente de locais.

AndazLondon - 8Sashimi e nigiri no Miyako

Tivemos ainda um ótimo jantar no Miyako, o restaurante japonês do hotel. Decorado de forma simples com detalhes contemporâneos e orientais. Ótimo o sushi provado, com destaque para o sashimi de vieiras, o nigiri de atum e os rolos de atum picante.

  AndazLondon - 7       AndazLondon - 3        AndazLondon - 5

Dos pratos quentes que provamos, o caranguejo de casca mole frito em tempura, estava também ele com ótimo sabor e boa execução, suculento e crocante em simultâneo. No capítulo doceiro, os vencedores foram os gelados, cremosos e doces quanto baste.

Outro dos espaços gastronómicos do Andaz é o EastWay, muito famoso pelo seu brunch e pelas suas carnes grelhadas, uma autêntica combinação entre uma Brasserie  parisiense e uma Steakhouse americana no centro de Londres.

andaz4George Pub*

Finalmente um dos locais que me suscitou mais interesse, o George Pub, um Pub Inglês, completamente tradicional, aliás, todo o espaço remonta a mais de 100 anos atrás, tendo sido totalmente recuperado. Um bar verdadeiramente britânico!

Como é óbvio, sendo este hotel preenchido por espaços gastronómicos acessíveis ao público em geral, pois têm entradas diretamente para a rua, os cliente que não são hóspedes do hotel só podem circular nestes espaços, uma vez que os acessos ao hotel só são permitidos com a utilização da chave (cartão) do quarto, por isso a segurança é mantida sem preocupação de nenhum tipo.

AndazLondon - 17Um dos lounges do hotel 

Serviços:
O Andaz garante aos seus hóspedes uma estadia memorável, seja pela qualidade típica dum cinco estrelas, que aqui se apresenta duma forma muita mais descontraída e sem pretensiosismos, seja pelos espaços de conforto que possui, e que neste caso oferecem também gastronomia.

Apesar de não possuir piscina, tem na mesma um Fitness Center, com ginásio devidamente equipado, com equipamentos de última geração e serviço de Personal Trainer e fisioterapia, apresenta também serviço de spa com massagens e tratamentos de beleza com a assinatura dos produtos Anne Semonin, e banho turco, perfeito para relaxar na mais agitada das cidades europeias.

AndazLondon - 9Fitness Center

Mas o mais incrível de tudo isto é pensar que todo este complexo se situa num antigo Templo Egípcio. Eu disse-vos que este hotel tinha imensa história!

Mas, para quem procura algo diferente, o Andaz apresenta-nos algo único, uma imponente sala, com diferentes tipos de mármore com um valor incalculável, com uma beleza que não se traduz, e que terá sido um Templo Maçónico. Esta esteve fechada durante muito tempo, tendo sido descoberta através duma porta falsa durante as obras do hotel.

andaz3Templo Maçónico*

É atualmente utilizada para diferentes eventos, seja jantares secretos, festas privadas, ou sessões de filmes de terror clássicos, um conceito criado pelo hotel, quer para hóspedes, quer para locais, que garante uma noite bem animada ou melhor dizendo bem creepy! Um exemplar arquitetónico ao qual nem Madonna resistiu (consta-se que terá realizado aqui uma daquelas festas de arromba!).

Além deste local, o hotel tem ainda outro, noutra linha totalmente diferente, mas igualmente interessante, o Andaz Studio, uma sala estilo loft nova-iorquino, onde podemos organizar quer um jantar de amigos, quer um showcooking, ou não fosse a cozinha um verdadeiro “ferrari” dos fogões!

AndazLondon - 10
Como é óbvio, além deste espaços, o hotel tem ainda as comuns salas de reuniões, congressos ou conferências, num total de 14 espaços devidamente equipados para suprir as necessidades dos seus utilizadores.

Atendimento:
Que mais dizer sobre esta experiência, ao longo do artigo ficou bem presente a minha opinião sobre o atendimento do Andaz London Liverpool Street, dos melhores que já tive, sem dúvida.
Altamente personalizado, despretensioso, eficaz a satisfazer todas as necessidades dos seus hóspedes, simpático sem exagero, sincero, atento sem ser invasivo.

AndazLondon - 20O lado vitoriano no interior do hotel

Uma experiência única garantida por um grupo que já provou que sabe fazer o que de melhor se faz na hotelaria.

O Andaz London é o hotel da arte, da fragrância única que se sente em cada recanto do hotel (muito me fez lembrar a nossa experiência no Park Hyatt Paris (ver), da personalização de cada acto, da atenção a cada pormenor, é o hotel que, mesmo sendo enorme, consegue que nos sintamos em casa de amigos ou de família, é o hotel que carrega consigo, duma forma leve, décadas e décadas de história e locais preservados duma forma tão mágica que nos fazem viajar no tempo.

Obrigada por esta experiência Andaz London Liverpool Street!

Andaz London Liverpool Street
Quartos a partir de 254€
40 Liverpool Street – Londres
+44 207 961 1234

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses e divulgação (assinaladas com *)

Nota
Estivemos no Andaz London Liverpool Street a convite do Hotel, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Londres – Yauatcha Soho*

Yauatcha - 1Durante a última estadia em Londres, e aproveitando o tempo antes de um Musical, fomos conhecer o Yauatcha (uma estrela Michelin), para uma refeição “leve” à base de Dim Sum.

O restaurante aberto em 2004 por Alan Yau, o mesmo responsável pelo Hakkasan – o primeiro restaurante chinês Britânico a conseguir uma estrela Michelin – assenta a sua filosofia, e à semelhança do seu irmão mais velho, em cozinha tradicional chinesa e num ambiente cosmopolita.

Dividido em duas secções, salão de chá e pastelaria no piso térreo, numa apresentação de alguns dos melhores chás do mundo combinados com o melhor da pastelaria francesa com ingredientes asiáticos, e o restaurante, na cave, onde se desenrola a maioria da acção. Este último, com uma decoração que nos transporta para um bar ou nightclub, com um ambiente escuro ainda que com uma iluminação bem conseguida, um bar que ocupa toda a sala e contém um aquário gigante e, claro, as mesas “empacotadas” que nos faz comer quase que em comunidade, como no ambiente de um bom bar.

Conseguir mesa sem reserva não é tarefa fácil, mas à hora que chegamos (final dos almoços) lá se conseguiu uma vaga, para nosso gáudio.

Yauatcha - 5香酥炸鴨卷, Rolos de Pato crocantes (£7,80)
Massa fina e estaladiça, com fritura irrepreensível e recheio à base de pato desfiado, suculento e repleto de sabor. Um belo início.

Yauatcha - 4圍蝦滑燒賣, Shui Mai de Camarão e frango (£7.20) 筍尖鮮蝦餃, Har Gau – Dumpling de camarão (£6,40)
Shui Mai irrepreensível, com frango em vez do habitual porco, húmido, massa fina e camarão no ponto. Delicado e saboroso como o bom dim Sum deve ser.  O Har Gau apresenta, também ele, camarão de boa qualidade e uma ótima massa. Fica delicioso com o molho picante que o Yauatcha coloca na mesa. Aquele tipo de comida que apetece comer todos dos dias!

Yauatcha - 3Shangai Dumplings, Frango e massa de arroz (£5.80)
Cozinhado como uma gyoza, no que diz à sua capa crocante, que contrastou na perfeição com a restante massa. Por sua vez, o recheio estava saboroso e delicado, com um bom tempero que não mascarou a subtileza do frango.

Yauatcha - 2叉燒滑腸粉, Char Siu Cheung Fun – Porco e massa de arroz (£7,20)
Cheung Fun, uma espécie de caneloni de massa de arroz, cozido a vapor e recheado com carne de porco ao estilo Char Siu (que se refere a uma mistura adocicada, com inúmeros ingredientes, que é usada para marinar a carne de porco que normalmente é depois assada). Untuoso e delicado, com uma carne e molho repletos de sabor. Um grande  final de refeição.

Aqui, e dado o ambiente festivo, o melhor é deixarem-se levar pela extensa lista de cocktails, mas não falta também uma boa carta de vinhos, com opções para todos os gostos, onde não faltam também os vinhos Portugueses como o Cazas Novas, da região do Vinho Verde ou o Alentejano Loios, servidos a copo (£7,10).

O Serviço, à semelhança do resto do restaurante, foge às regras dos restaurantes estrelados do Guia Michelin, uma equipa bem parecida e um trabalho descontraído, rápido e eficiente num ambiente mais informal e de azáfama.

Considerações Finais
Não foi à toda que Alan Yau vendeu o grupo Hakkasan por largos milhões a um grupo de Investimento e que o Guia Michelin continua a premiar a sua cozinha, como no caso deste Yauatcha. Não é apenas um sítio para ver e ser visto, é um sítio que incorpora o espírito do Soho na sua atmosfera, mas que continua a traduzir na cozinha uma tradição e um rigor ímpares. Os pratos apresentados foram uma ótima apresentação do que este restaurante tem para oferecer, pelo que prometemos voltar para conhecer o resto da carta, como o Cheung fun de camarão, que o chef Leandro Carreira (agora no  Climpson Arch) nos recomendou à posteriori, assim como as impressionantes sobremesas.

Uma boa e acessível forma de conhecerem a cozinha do restaurante é o menu Tasting of Yauatcha (£28,88) para duas pessoas, servido entre as 14 e as 18h, com uma ampla selecção de Dim Sum a ser servida. O Yauatcha é o melhor que se pode esperar de um restaurante especializado em Dim Sum em Londres.

Yauatcha
15-17 Broadwick Street, Soho – Londres
+44 (0) 20 7494 8888
reservations@yauatcha.com

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses 

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Dia dos Namorados – 7 Hotéis imperdíveis no PORTO e Norte

No seguimento da escolha do João sobre os melhores restaurantes da cidade para o Dia dos Namorados (ver), hoje apresento 7 hotéis imperdíveis, na cidade ou fora dela, para aqueles que querem dar asas aos seus próprios jogos e momentos de prazer. Não faltarão vistas únicas, luxo, confidencialidade e muito, muito charme!

Hotel Teatro, Baixa do Porto

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Bem no centro da Baixa Portuense, o Teatro é já uma referência da cidade. Inspirado no antigo Teatro Baquet, que ali havia sido criado em 1859, o Hotel  viaja por toda a atmosfera de uma peça de teatro, com o elegante e refinado design de interiores de Nini Andrade Silva. Aqui, e à semelhança do ano passado, escolhi a Suite, que com os detalhes dourados, a sua ampla banheira e os seus tons quentes me parece um cenário exclusivo para uma noite de romance bem cosmopolita.

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Podem ainda jantar no seu excelente restaurante, Palco (onde tivemos recentemente um fantástico jantar), comandado pelo jovem chef Arnaldo Azevedo, vencedor do prémio Chef Revelação nos prémios Flavors & Senses – Os melhores para 2014 (ver).

Mais informações, Hotel Teatro

The YeatmanVila Nova de Gaia

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Já aqui referimos o The Yeatman vezes sem conta, mas não há Top do Porto em que não deva ser incluido. A monumental Bacchus Suite é um quarto de sonho, do jacuzzi à lareira, passando pelo terraço privado com as melhores vistas sobre o Porto. É certo que não está ao alcance de qualquer mortal, mas na verdade, qualquer um dos Quartos do Hotel será fantástico para uma noite imperdível, e claro, sempre com a margem do rio como pano de fundo!

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Podem  sempre optar por alguns do vários pacotes que o Hotel dispõe para o São Valentim, que incluem a estadia e o jantar com pratos especialmente criados pelo estrelado Ricardo Costa.

Mais informações, The Yeatman

Six Senses Douro ValleyDouro

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Instalado numa antiga casa senhorial e outrora conhecido como AquaPura, o Hotel foi totalmente renovado para abraçar o conceito do grupo Six Senses. Quartos amplos e modernos como a Suite Panorama, onde é possível observar  o Douro em todo o seu esplendor, aliam-se a um bom restaurante e a um Spa único, criado com todos os segredos do grupo Six Senses. Uma estadia que certamente não vos deixará esquecer este dia!

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Mais informações, Six Senses Douro Valley

Casa da CalçadaAmarante

Casa da Calçada  - 22

Num dos antigos palácios do Conde de Redondo nasceu em 2003 uma das principais unidades hoteleiras do Norte do País, a Casa da Calçada. Um hotel de charme, 5 estrelas, bem no coração de Amarante, com uma vista única sobre o Rio e o centro histórico da cidade. Quartos românticos, que nos transportam para outras épocas, como é o caso do Quarto de Luxo, que possui todas as comodidades para elevar os sentidos num dia tão especial. Além disso, o Hotel conta com um restaurante com estrela Michelin, em que nada é deixado ao acaso. (ver artigo Flavors & Senses)

Casa da Calçada  - 4

Mais informações, Casa da Calçada

Quinta do Vallado – Wine HotelDouro

Vallado - 17

A Quinta do Vallado é o local ideal para um casal de enófilos, com vontade de desfrutar de um bom momento a dois na companhia de excelentes vinhos. Aqui é possível dormir praticamente nas vinhas, e aprender todo o processo de produção do vinho com as visitas e provas guiadas. Os quartos, esses são uma fantástica fusão entre o clássico e o contemporâneo numa bonita obra de respeito pela arquitetura tradicional do Douro. Um destino que promete encantar quem o visita. (ver artigo Flavors & Senses)

Vallado - 35

Mais informações, Quinta do Vallado – Wine Hotel

InterContinental Palácio das Cardosas, Baixa do Porto

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A famosa Avenida dos Aliados nasceu há 100 anos e é nela que figura hoje um dos mais importantes Hotéis da cidade, o InterContinental Palácio das Cardosas. Restaurado com recurso a materiais nobres, aliando a modernidade com o clássico, a escolha da Junior Suite recaiu não só pela qualidade e conforto do quarto mas também pela sua vista sobre a movimentada Avenida e a Câmara Municipal.

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Mais informações, Intercontinental Palácio das Cardosas

Vidago Palace, Vidago – Chaves

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Mandado construir por D. Carlos I, o Vidago Palace foi inaugurado em 1910, com um ex-libris do luxo para a época. Um século depois estruturou-se e reabriu, mais luxuoso do que nunca, mais elegante e com um charme digno de reis e rainhas. Nos últimos anos o hotel tem sido considerado como um dos melhores hotéis do mundo para casar, por isso será também um dos melhores para um bom momento de romantismo!

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Mais informações, Vidago Palace

Fotos: Flavors & Senses e de Divulgação

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Dia dos Namorados – 9 Restaurantes imperdíveis no PORTO e arredores

À semelhança de outros anos, não podemos deixar de sugerir alguns restaurantes para esta data, cada vez mais importante, que é o São Valentim. É certo que muitos restaurantes aproveitam para criar bonitos menus, na maioria das vezes mais caros e menos interessantes que o seu menu habitual, mas isso agora não interessa nada!

É dia de celebração e ninguém quer ficar de fora, assim, e para ajudar alguns românticos indecisos sobre o melhor sítio para levarem a sua amada, escolhemos 9 restaurantes no Porto e nas proximidades, com base na sua oferta gastronómica, ambiente e experiência.

Pedro Lemos, Foz do Douro

pedrolemos- 2Pedro Lemos

Um ano depois de vencer a estrela Michelin e reformular a sala, Pedro Lemos está melhor do que nunca, voltado para as raízes da nossa cozinha, para a qualidade dos ingredientes, e acima de tudo, para o sabor que coloca no prato. Para este Dia dos Namorados Pedro Lemos apostou tudo e não faltará Caranguejo Real, Caviar, Foie Gras, Trufas, Wagyu e uma grande selecção de vinhos.

plniepoort - 1 Uma criação de Pedro Lemos em torno da Banana

Mais informações, Pedro Lemos

The YeatmanVila Nova de Gaia

yeatmanoA melhor vista da cidade do Porto*

O Hotel The Yeatman é o maior nome da hotelaria no Norte do País, aliando uma qualidade ímpar à melhor vista sobre a cidade. No seu The Restaurant (* Michelin), e sob o comando do chef Ricardo Costa, surgem pratos  singulares, repletos de técnica e ingredientes de 1ª categoria. Este ano o The Yeatman dispõe de vários menus, inclusive para o dia 13 de Fevereiro. Não será certamente um barato dia dos namorados, mas será certamente um dia inesquecível (aproveite para a pedir em casamento e marcar também um quarto no hotel)!

Yeatman - atum

Mais informações, The Yeatman

ShikoPorto

shikoShiko – Tasca japonesa*

O Shiko foi uma das aberturas mais badaladas de 2015, uma cozinha muito própria, que alia os petiscos das Tabernas Japonesas (Izakayas) ao sushi, e claro, à imaginação do Brasileiro mais Nortenho de Portugal, Ruy Leão! Percam-se entre os petiscos da carta e um sushi irrepreensível ou deixem-se levar pelas escolhas do chef em jeito de menu Omakase.

shiko2Niguiri de Sardinha

Mais informações, Shiko – Tasca Japonesa

Cafeína, Foz do Douro

cafCafeína

O nome Cafeína dispensa apresentações, sendo presença assídua em todos os rankings da cidade nos últimos 20 anos. A cozinha de Camilo Jaña aliada à atmosfera única da sala do Cafeína são motivos mais do que suficientes para uma noite muito bem passada a dois.

caf2O imperdível bolo de chocolate do Cafeína

Mais informações, Cafeína

Antiqvvm, Porto

antiqvvmAntiqvvm*

No final de 2015 uma das chegadas de peso ao Porto foi Vítor Matos, com uma estrela Michelin (conquistada na Casa da Calçada em Amarante) e uma cozinha dominada pela técnica e criatividade. Com a sua chegada deu-se a abertura do Antiqvvm, instalado no antigo Solar do Vinho do Porto, com uma vista imperdível e uma sala muito bem conseguida. Mais uma ótima opção para o fine dining da cidade!

antiqvvm2Uma das fantásticas sobremesas do Antiqvvm

Mais informações, Antiqvvm

Restaurante Palco, Hotel Teatro – Porto

teatroO Palco do Hotel Teatro*

Arnaldo Azevedo é um dos mais jovens promissores chefs de Portugal, o que lhe valeu o prémio de “Chef A Seguir” nos prémios Flavors & Senses – Os Melhores para 2014A sua cozinha flui entre elementos de maior criatividade e pratos de maior tradição, assentes nas melhores técnicas da alta cozinha francesa e os sabores portugueses. A sala do Palco é por si só um ponto alto para o romantismo, intimista e bem decorada, com uma atmosfera e ritmo muito próprio.

teatro2Ovo, trufa e risotto

Mais informações, Restaurante Palco

Boa Nova, Leça da Palmeira

rui paula - 1Boa Nova

A Boa Nova é o restaurante de assinatura de Rui Paula, o culminar de um sonho, de poder oferecer o melhor da sua cozinha num espaço emblemático e único assinado por Siza Vieira. Para o dia dos namorados não faltará certamente um serviço irrepreensível e pratos dignos de estrelas michelin. Um local único, eleito no ano passado o melhor “Restaurante de Autor” nos prémios “Flavors & Senses – Os melhores para 2015”.

ruipaulaA famosa Lula de Rui Paula*

Mais informações, Restaurante Boa Nova

Fora do Porto

E porque por vezes a melhor forma de elevar o romantismo é sair da nossa zona de conforto e procurar sítios e coisas novas, sugerimos dois restaurantes fora do Porto, mas suficientemente próximos para que ninguém lhes negue uma visita.

FerrugemFamalicão

FerrugemFerrugem

O Ferrugem tem vindo, desde a sua abertura, a quebrar preconceitos, 1º por tentar recriar a cozinha minhota, tão assente na tradição, 2º por tentar provar que é possível abrir-se um grande restaurante com cozinha criativa, a um preço justo e fora dos grandes centros urbanos. Para o dia dos Namorados, o chef Renato Cunha irá preparar um menu exclusivo em harmonização com alguns dos melhores vinhos nacionais, principalmente na região dos vinhos verdes.

Ferrugem - caviar portuguesCaviar Português

Para mais informações, Ferrugem

Romando PrivéVila do Conde

 

romandoRomando Privé*

O Romando Privé nasceu em 2015, fruto da junção da experiência do Romando e do Sushi Café com um club noturno, criando assim uma sala cosmopolita que poderia estar em qualquer capital mundial, mas está em Vila do Conde. Um espaço de glamour em que a comida não é posta de lado em detrimento do ambiente de festa, dos cocktails ao Sushi, tudo é feito com os melhores ingredientes.

romando2Sushi*

Para mais informações, Romando Privé

Fotos: Flavors & Senses com a excepção das assinaladas com (*) pertencentes ao respectivo restaurante.

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Londres – Artesian

Artesian - 4 O Artesian Bar do Hotel The Langham em Londres

Os Bares e os cocktails têm desempenhado um papel importante nas nossas últimas viagens, de Bangkok a Praga, e Londres não poderia ser exceção. A cidade é morada de alguns dos principais bares mundiais, e muito em particular do bar que há 4 anos consecutivos é eleito o melhor bar do mundo, o Artesian do hotel The Langham.

O The Langham hoje dispensa apresentações, estando nos olhos do mundo por ser a casa onde o famoso e “arranjadinho” Bradley Cooper assenta o seu restaurante “Adam at The Langham” em busca das 3 estrelas Michelin! Ficções à parte, foi o Artesian que nos fez visitá-lo, e ainda bem.

O bar foi totalmente redesenhado pelo aclamado arquiteto londrino David Collins, com base nos sonhos e “delírios” de Alex Kratena e Simone Caporale, os Head Bartenders do Artesian nestes últimos anos. A decoração arrojada em tons de violeta e azul e peças dignas de joalharia servem de palco para um espectáculo único.

Artesian - 9

Na sua última carta (Kratena e Caporale deixaram o Artesian no final de 2015) o tema foi o Surrealismo, e isso reflete-se nos copos únicos em que os cocktails são servidos, alguns deles verdadeiras obras de arte criadas em exclusivo para Alex Kratena, que sempre deu ao copo uma importância única, considerando-o como um meio para comunicar com o cliente e não só como um mero recipiente da bebida.

 Na sala, e tendo em conta que o visitamos ao final da tarde, respira-se o espírito cosmopolita da cidade, o luxo e um bulício muito próprio, entre boa música, gente elegante e um serviço ímpar.

Artesian - 8 Chameleon Cristals #feelingamazing 

Começamos os rounds de cocktails com o Chameleon Cristals, uma caixa surpresa, em que deve ser pedido um desejo antes de a abrir e se soltar uma luz intensa e o fumo que nos transportam imediatamente para outro mundo. A bebida à base de Tanqueray nº10, Pisco, lima, chili e soja é impressionante na frescura e no balanço dos componentes, criando um conjunto harmonioso e irrepreensível.

A acompanhar um menos exuberante You’re So Gangsta, apresentado num elegante flute, e feito com Vodka Grey Goose, Yuzu, lichia, ginseng e rosa. Uma bebida que nos transporta para o Oriente, cheio de elegância e mestria.

Artesian - 10 You’re So Gangsta (#Feelinglikeaboss)

A acompanhar os cocktails não faltaram os petiscos do menu SNAX, uma pequena lista de aperitivos criada pelo chef  Chris King com consultoria do famoso Michel Roux Jr., para proporcionar uma refeição leve enquanto as bebidas brilham. Provamos um ótimo Camarão com panko, coco e abacate , uns pequenos “cornetos” com Tártaro de atum, tomate, manjericão e pinhões , num conjunto fresco que acompanhou muito bem este primeiro round de bebidas.

Artesian - 2Tártaro de atum, tomate, manjericão e pinhões

Seguiram-se mais cocktails e mais apresentações impressionantes, como o Anti Hero, uma bebida de sabores mais fortes que as primeiras, feita com Don Julio Reposado, muscat, toranja e fumo. Brilhantemente apresentado numa espécie de legos em forma de elefante. Uma bebida para quem gosta de emoções fortes.

Artesian - 5Anti Hero #Fellinglikearockstar

Para terminar as bebidas, o Always print the Myth, mais um cocktail cheio de frescura graças à combinação de Hendricks com pepino, aquavit, sherry e cedro. Um grande, grande final.

Artesian - 6Always print the Myth #Feelingwitty 

Para degustar, um delicado Hummus com sumac (especiaria), um Misto de charcutaria e uns pequenos Arancinis de cogumelos. Bons petiscos, que sem um brilho singular acompanharam bem as estrelas da noite.

Artesian - 7

Nota ainda para a qualidade do serviço, de sorriso no rosto, cheio de conhecimento, bons conselhos depois de ouvir os  gostos dos clientes e grande eficiência numa sala cheia. Digno de causar inveja em muitos dos restaurantes Michelin da cidade.

Em suma, visitar o Artesian é como esperar o inesperado, entrar numa outra dimensão de diversão, luxo e glamour, que nos mostra o melhor que Londres tem para oferecer.

Um mundo único que merece uma visita obrigatória!

A partir de 2016 o responsável pelo Bar será Phillip “Pip” Hansen, que terá a responsabilidade de manter o Artesian na sua linha vencedora.

Artesian – The Langham London
Cocktails a parti de £17
The Langham Hotel – 1c Portland Place, Regent Street – Londres

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses e The Langham Hotel London

Nota
Estivemos no Artesian a convite do Hotel The Langham, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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