JW Marriott Khao Lak

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Imaginem um local perfeito, um paraíso na terra, numa região completamente “renascida das cinzas”…. Esse paraíso é o JW Marriott Khao Lak Resort e Spa.
Localizado em Khao Lak, na província de Phang Nga, uma das mais afetadas na Tailândia pelo Tsunami de 2004. Uma visão de mar azul, palmeiras, horizonte como pano de fundo e a sensação da areia fina nos nossos pés, faz-nos sentir no céu!

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O que o JW Marriott tem de incrível é que ele consegue conjugar na perfeição o luxo e as comodidades de um grande resort, com a beleza natural de Khao Lak.

A excelência deste resort conferiu-lhe em 2010 o prémio Conde Nast World’s Top New Hotels.

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Primeira impressão:
O que dizer de primeiras impressões quando a sensação que temos foi a de que acabamos de descobrir um dos sítios mais bonitos à face da terra? Quando nos dirigíamos para Khao Lak só conseguia pensar que esta zona tinha sido completamente devastada pelo tsunami, e perguntava-me como estaria agora, volvidos 10 anos? Sabíamos que o JW Marriott era bastante recente, e estávamos com as expectativas bastante elevadas, devido a tudo que já tínhamos visto e lido acerca do hotel. Ai… E como eu fico feliz quando algo supera as minhas expectativas!

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À chegada fomos recebidos por um autêntico comité de boas vindas, o lobby é dos mais bonitos que já vi e enquanto esperávamos pudemos olhar à volta e apercebermo-nos da imensidão do resort. Consegue ver-se o mar e o seu horizonte, uma imagem que logo à partida enaltece o início de qualquer estadia.

O resort tem uma arquitetura e uma decoração tradicional Tailandesa, no estilo Lanna, mas com imensos apontamentos de estilo moderno. A tradição mistura-se com o luxo em cada pormenor.

Mas, uma maravilha nunca vem só, e como o JW Marriott não deixa nada ao acaso, na tarde em que chegamos, e depois de uma massagem do outro mundo no Spa do Hotel, fomos presenteados com um “Welcome Sunset”, um evento com agradáveis cocktails, petiscos deliciosos e com a melhor vista possível, o pôr do sol no maravilhoso mar de Andamão. Esta iniciativa serve para que os hóspedes se sintam devidamente acolhidos por toda a equipa  de gestão do resort e que percebam que tudo será feito para tornar a sua estadia nas melhores férias de sempre (pelo menos foi aquilo que eu senti)!

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Quartos:
O hotel é constituído por 293 quartos, de oito tipos, nós ficamos num Deluxe Lagoon Pool access, sim, acesso à piscina! O nosso quarto tinha acesso direto à piscina com cerca de 3km que rodeia todo o hotel! A decoração é feita à semelhança do restante resort, com cada pormenor pensado para nos sentirmos numa verdadeira experiência oriental, conjugado com todo o luxo.

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A casa de banho era enorme, e a banheira, essa era mais um tanque do que uma simples banheira! Quando entramos o quarto estava devidamente preparado para nós, chocolates, frutas e um verdadeiro momento de arte de bem receber se mostrava em cima da imensa cama, um elefante de toalhas e um “welcome” de pequenas flores.

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A cada segundo que passava, a cada pormenor, mais eu me apaixonava pelo JW Marriott e por Khao Lak.

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Restaurantes/bares:
Pode afirmar-se que o hotel tem de tudo e para todos os gostos, e isso está bem presente em tudo, inclusive nas diversas opções gastronómicas. São oito, sim, oito!

Desde os mais tradicionais asiáticos, como o Tailandês Ta-Krai, ou o Japonês Sakura até ao mais europeu, como o italiano Olive, passando pelos bares de piscina, como o Infinity Pool Bar ou o Aquamarine Pool Bar. Pelo meio encontram-se o Czar Bar, o The Deli e o Waterfront Restaurant.

Mas, não se preocupem, sobre as aventuras gastronómicas neste paraíso falaremos num post específico.

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Deixemos por agora “apenas” a referência ao pequeno almoço, um dos pontos altos do dia de qualquer Hotel, não é excepção neste JW Marriott, servido no Waterfront, numa sala ampla e repleta de luz natural, para não falar da vista sobre o mar. Aqui encontramos uma das maiores e mais variadas  ofertas de pequeno almoço entre todos os hotéis que já visitamos. Cada espaço da sala é dividido por secções onde tudo é preparado no momento, desde os frescos batidos de fruta, aos mais clássicos ovos Benedict ou pães de inspiração francesa. E como estamos na Ásia não falta também a sua própria área, com excelentes caldos e noodles. Um must.

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Serviços:
O resort em si já confere a qualquer mortal uma série de atividades, seja percorrer toda a piscina, que como já referi, tem cerca de 3km, sendo a maior do Sudeste Asiático, ou simplesmente passear pela praia paradisíaca e banhar-se no mar de Andamão. Isto por si só já seria suficiente, mas como é óbvio, este pequeno grande oásis tem muito mais para nos oferecer.

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Seja atividades no mar como windsurf, Kayak, snorkeling e vela, seja atividades na terra, como ténis, bicicleta ou voleibol de praia, ou no exterior do hotel, como visitar os mercados, as vilas, ou as ilhas mais próximas (as ilhas Similan ebm próximas de Khao Lak são o melhor destino do país para os amantes de snorkeling), tudo devidamente organizado pelo hotel.

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Podemos também usufruir do ginásio, assim como de variadíssimas aulas, como yoga, por exemplo.
Se levarem as crianças e preferirem um momento a dois, o JW Marriott também garante um espaço bastante divertido e didático para os mais pequenos.

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Se por outro lado, a vossa estadia não for de lazer mas de trabalho, o hotel também se encontra preparado para reuniões, congressos e conferências, cujas salas têm capacidade para levar até 250 pessoas, incluindo, o restaurante Waterfront que sendo mesmo em frente ao mar garante um espaço perfeito para diversos eventos.
Mas, para mim o ex libris deste resort é o Quan Spa, que perfeição, como eu gostava de ter um espaço assim perto de casa! Decoração que vai totalmente ao encontro daquilo que se imagina para um Spa Oriental, com o estilo Lanna ainda mais vincado que no restante Hotel, com tudo conjugado para garantir a todos os nossos sentidos o relaxamento total. Sem dúvida a melhor experiência de massagem que tive na Tailândia.

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Atendimento:
Não sei mais que hei-de dizer sobre o atendimento do povo tailandês, provavelmente vocês já não aguentam ler a mesma coisa, “que o povo é meigo, atencioso, educado, etc etc”! Sim, é tudo isso e muito mais. E aqui no JW Marriott o esforço ainda foi maior, e o resultado ainda mais brilhante. Desde o Welcome Sunset, até ao facto de durante todo dia, em cada local, estar sempre um dos responsáveis a verificar se tudo, mas mesmo tudo está do agrado dos seus hóspedes, e sim, eu disse responsáveis, não disse os simples funcionários, desde o diretor de marketing, ou responsável do spa, ao próprio Diretor do hotel.

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A amabilidade é agradável mas não suficiente, é necessário que as nossas necessidades sejam atendidas antes mesmo de sabermos que as vamos ter, e essa é a forma de trabalhar do JW Marriott.

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Khao Lak é uma autêntica fénix renascida das cinzas, que apesar de completamente destruído pelo tsunami de 2004 se conseguiu regenerar e ser ainda mais paradisíaco, o JW Marriott é o oásis que nos faz acreditar que a terra é um local maravilhoso para se habitar.
De certeza que há por esse mundo fora uma imensidão de locais assim, mas este, sem dúvida que está no meu top de “Paraísos na Terra”!

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JW Marriott Khao Lak
Quartos a partir de 190€
41/12 Moo 3, Khuk Khak, Takuapa, Phang Nga – Tailândia
+66 76 584 888

Fotos: Flavors & Senses

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Hyatt Regency Phuket

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Mas quem pode ir à Tailândia e não dar um saltinho às suas praias paradisíacas? Ninguém, certo? E nós não somos diferentes! Por isso, após Chiang Mai, rumamos a Phuket. E nada melhor do que um excelente Hotel como o Hyatt Regency Phuket Resort para garantir o sucesso da nossa estadia.
Este é o primeiro resort da família Hyatt a abrir em Phuket, e está no bom caminho, aberto há cerca de um ano, ainda apresenta sinais de evolução e de construção contínuas, tudo para garantir o melhor a quem por lá decide desfrutar das suas férias.
O Hotel situa-se nos socalcos duma encosta íngreme com vista privilegiada para a ponta sul da interessante Kamala Beach.

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kamalapuket  - 13             kamalapuket  - 2              kamalapuket  - 15 Praia de Kamala

Primeira Impressão:
Lembro-me de chegar bastante cansada ao Hyatt Regency, tinha sido uma viagem de avião de cerca de 4h mais uma viagem de táxi até ao hotel de cerca de 1h, por isso a única coisa que eu desejava era encontrar o paraíso e descansar! E assim foi!
O lobby é fenomenal, com vista direta para um lago artificial, a monumental Infinity Pool e a praia, o que se pode querer mais?!

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Sem grandes demoras, fomos muito bem recebidos com um refrescante cocktail de boas-vindas e duma forma bem personalizada nos imensos sofás em frente ao lago artificial, após esta receção fomos orientados ao nosso quarto.
Para chegar até ele fomos transportados nos típicos carros de golfe, uma vez que, como vos referi, o hotel fica organizado em socalcos ao longo duma belíssima encosta.

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Quartos:
O resort é constituído por 199 quartos de quatro tipos, sendo que basicamente todos eles possuem uma belíssima vista diretamente para o mar de Andamão.

O nosso tinha uma varanda maravilhosa com uma visão do paraíso! Apesar de não ser recomendado nadar na praia em frente ao hotel, esta não deixava de se assemelhar a uma visão perfeita do horizonte.

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O quarto enorme e de estilo moderno/contemporâneo enchia completamente as minhas medidas (e de qualquer um, penso eu)! Uma banheira com tamanho bem acima da média encontrava-se em comunhão perfeita com o restante quarto e fazia (ou fez!) as maravilhas do relaxamento.

hyattregpuket - 27Sunset Grill

Restaurantes/Bares:
Temos três locais onde podemos desfrutar da gastronomia tradicional tailandesa ou de diferentes opções mais ocidentais.
O The Pool House Restaurant foi onde tivemos oportunidade de tomar um pequeno almoço, com uma variedade que vai desde o mais típico prato tailandês até a uma seleção de pratos italianos, ou não fosse o Chef do Hotel, Italiano!

Aqui pudemos desfrutar destas iguarias mesmo ao lado da piscina, enquanto observávamos o mar em todo o seu esplendor.

hyattregpuket - 11The Pool House Restaurant

Este espaço serve não só o pequeno almoço mas também as restantes refeições ao longo do dia, o que nos permitia estar a descansar na piscina sem termos de nos ausentar para comer.
No The Pool Bar tivemos a oportunidade de petiscar umas criativas tapas no dia em que chegamos, bem ao estilo espanhol, foi-nos servida uma seleção de diferentes tapas muito bem preparadas juntamente com uma maravilhosa sangria! Rendi-me completamente ao hotel, nesse instante! Passamos ali o fim do dia e início da noite, numa espécie de Happy Hour de Tapas, (cada conjunto de dias tem o seu evento específico, nessa semana era a semana das tapas) bem acompanhados com a vista sobre o horizonte e as estrelas como teto.

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Ao longo do dia neste bar de piscina é possível aos hóspedes apreciar diferentes cocktails, vinhos ou sumos naturais bem frescos, à semelhança de qualquer bom resort onde o calor se faz sentir. Destaque ainda para a boa seleção musical.

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Por fim, o Sunset Grill é o restaurante principal e o seu nome diz tudo, apressem-se a ir jantar, de preferência logo pelo fim da tarde, tipo 17h30, 18h (anoitece cedo) e vislumbrem um dos mais incríveis pores do sol de sempre.
Neste restaurante comandado pelo Chef italiano Alessandro Martinelli  a especialidade são os grelhados como o próprio nome indica, apresentando um pouco de tudo e para todos os gostos, desde uma cuidada seleção de carnes, peixes frescos apanhados no dia pelos pescadores da região, a legumes e vegetais dos mercados locais que podem ser confeccionados mesmo à nossa frente no “open-air grill“.

No nosso jantar começamos com umas ótimas ostras (importadas de França) e um excelente caranguejo de casca mole panado com panko. Seguiu-se um peixe grelhado no ponto ( cujo nome não ouso pronunciar )  e um excelente entrecôte muito bem acompanhado por espargos e um delicado e muito bem preparado puré de batata. Nas sobremesas, destaque evidente para os maravilhosos gelados de fruta preparados na casa, com a manga e o coco a merecerem ovação.

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Serviços:
O hotel apresenta-nos dois tipos de atividades para nos presentear durante a nossa estadia, as atividades dentro do hotel e as atividades fora do hotel, organizadas pelo mesmo.
Assim, dentro do hotel temos várias opções para desfrutarmos durante o dia, desde a magnífica Infinity Pool, ao Spa Nahm que faz as delícias de quem procura o relaxamento mais puro através da massagem. Além da piscina principal, o hotel tem também uma outra, a Regency Club Pool, cujo acesso fica disponível aos hóspedes que ocupam os quartos da categoria club, esta piscina situa-se no topo do hotel (ou da colina), com uma vista estonteante.

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Para os habituais viciados em exercício (onde infelizmente não me incluo) o hotel tem também opções, quer o Fitness Center, aberto 24h com variadíssimos equipamentos, quer aulas de Muay Thai para toda a família.

Para quem prefere aprender ou aumentar os seus conhecimentos na gastronomia tailandesa, existem aulas de culinária tradicional tailandesa, e para os mais pequenos aulas para aprenderem a fazer pizzas.

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Falando nos mais pequenos, os pais podem aproveitar para descansar a dois, pois no Hyatt Regency existe um programa bastante criativo para as crianças, o Camp Hyatt, que permite criar um conjunto de atividades que ocupam as crianças praticamente o dia todo.

Mas, como vos referi, existem também actividades fora do hotel criteriosamente organizadas por este, desde visitas ao centro da cidade, à praia de Patong, para fazer compras, visitas a templos, a cidade, apesar de conhecida somente pelas suas praias, tem vários e importantes marcos da cultura religiosa do País. Desde visitas a ilhas próximas, como é o caso das famosas Phi Phi, a visitas a locais de pura natureza, como as belíssimas cataratas de Phuket, entre muitas outras experiências. Basta escolher e desfrutar dos prazeres desta incrível cidade.

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Atendimento:
Sente-se que o hotel é recente, mais que não seja pelas obras de melhoramento em alguns locais, e algum barulho, que no nosso caso em nada perturbou a nossa estadia. É um hotel que irá ainda evoluir imenso, dado o seu elevado potencial, mas no que à nossa estadia diz respeito tudo foi pensado criteriosamente e nada foi deixado ao acaso. Tudo o que solicitamos foi atendido num ápice, e como sempre, é de louvar a qualidade do serviço dos tailandeses, onde qualquer pequena falha técnica é mais do que colmatada pela amabilidade e simpatia genuína.

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Um luxo situado na encosta que vislumbra o belíssimo mar de Andamão, que observa o horizonte criando um momento inesquecível que eterniza o nosso bem estar.
O Hyatt Regency Phuket é uma excelente opção para todos os gostos, lua de mel, refúgio para descansar, férias de amigos, ou simplesmente, férias em família.

Hyatt Regency Phuket
Quartos a partir de 110€
16/12 Moo 6, Tambon Kamala, Amphur Kathu, Phuket – Tailândia
+66 76 231 234
phuket.regency@hyatt.com

Fotos: Flavors & Senses

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Chiang Mai – Sunday Market (Walking Street)

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Quando comecei a planear a viagem para a Tailândia, Chiang Mai sempre esteve nos planos de visita, não só pela sua vertente religiosa ou pela natureza envolvente, mas também pelos seus mercados e muito em particular pela sua famosa comida de rua. O Sunday Market é, como o próprio nome indica, um mercado que ocorre todos os domingos entre as 16h e a meia-noite, ocupando o coração da cidade antiga, entre o  Tha Pae Gate e a rua Ratchadamnoen. Com as artérias cortadas ao trânsito,  as ruas são ocupadas, por artesãos, comerciantes, artistas, e claro, muita, muita comida.

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As ruas ficam apinhadas de locais e turistas, e todos saem à rua para desfruta da sua noite de domingo ( melhor que ficar em casa a ver reality shows). Uma das paragens obrigatórias são as massagens aos pés, com duração de 30minutos a uma hora e preços bastante simbólicos (à semelhança de quase tudo no mercado), é uma experiência única, seja pelo relaxamento ou pela simples envolvência.

No Sunday Market e ao contrário, por exemplo, do Night Bazzaar, encontramos um alargado leque de artesãos e produtos muito mais exclusivos e tradicionais do norte da Tailândia, ao invés das habituais falsificações. De pequenos Budas esculpidos,  a óleos essenciais, especiarias, sedas, pratas, pinturas ou simples brinquedos, existe de tudo um pouco e para todos os gostos.

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Passando à comida, é possível encontrar um pouco de tudo, desde smoothies (existe algum fascínio com batidos por aqueles lados), pratos de marisco, espetadas, frango frito, as populares e reconfortantes sopas tailandesas e claro pratos como Khao soi ( caril de côco com noodles de ovo e frango), Som Tom Thai ( salada de papaia verde) ou o célebre Pad thai.

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Tudo é irresistível, do sabor ao preço, basta procurar os vendedores com mais afluência de habitantes locais, eles sabem onde devem ou não comer.  Para os mais corajosos, também se encontra um vendedor de insectos, grilos, baratas e larvas próximo do templo Phra Singh. Não custa nada provar.

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Quem visitar o Sunday Market pode ainda aproveitar para visitar durante a noite alguns dos templos no circuito do mercado,  aproveitando para relaxar um pouco e apreciar a devoção  e respeito que os tailandeses têm pela sua religião.

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Se tiverem a oportunidade de passar um Domingo na cidade, já sabem, este é o local obrigatório para passarem a noite. Para os menos afortunados, existem mercados diários, como o Night Bazzar, o mercado da carne e do peixe, e todos os dias muitas zonas da cidade transformam-se em verdadeiras feiras de comida, com tudo para todos os gostos!

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Chiang Mai

Chiang Mai - 4Wat Chedi Luang

Numa primeira viagem à Tailândia é obrigatório conhecer aquela que é chamada de capital cultural do país, a cidade de Chiang Mai.
Esta é a segunda maior cidade da Tailândia e situa-se no norte numa região montanhosa, banhada pelo rio Ping, um afluente do Chao Phraya.

Apesar de não se apresentar como uma cidade tão cosmopolita como Bangkok, tem-se desenvolvido cada vez mais a nível financeiro e turístico, sendo atualmente um grande centro de artesanato e ourivesaria.
Esta terá sido fundada em 1296, e é considerada o lugar do nascimento das fascinantes tradições da cultura do Norte e da religião budista na Tailândia. Há quem afirme que nada se pode comparar à beleza e à gentileza própria das gentes de Chiang Mai, aqui o sentido da hospitalidade está profundamente enraizado.

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A cidade antiga de Chiang Mai está rodeada por um fosso e muralhas fortificadas, e apresenta um animado labirinto de mercados, ruelas e muitos e belos templos antigos. No entanto, é importante explorar também a cidade moderna, que nos oferece as comodidades e os serviços tão eficientes como os da capital mas a uma dimensão mais reduzida.

Toda a cidade nos presenteia com o que há de melhor, quer na história, cultura ou na natureza. Há uma enorme variedade de atracções, desde magníficos jardins, aldeias tribais de montanha, parques naturais de elefantes e belezas naturais como cascatas, grutas e colinas.

Mas, como sempre, se impõe a pergunta “o que visitar em Chiang Mai?”
E nós estamos cá para tentar responder-vos e ajudar-vos a organizar a vossa visita a esta magnífica cidade!

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Vamos começar pelos templos! Estes são mais antigos do que os de Bangkok e num estilo um pouco diferente, no entanto igualmente fascinantes.
Só na antiga cidade situam-se mais de 36! Este local rodeado por muralhas fortificadas é histórico e extremamente interessante, só passear por entre as suas ruelas e sair à descoberta de cada recanto se torna suficientemente excitante! Quanto aos templos, entrem no máximo que conseguirem, se forem com o tempo contado, aqui ficam algumas sugestões dos mais importantes.

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Wat Phra Singh
Foi construído em 1345 pelo Rei Pha Yu, que o mandou erigir para guardar as cinzas do seu pai, o Rei Kam Fu. Pensa-se que terá sido o primeiro templo a abrigar o Buda de Esmeralda , um tesouro cultural que agora reside no palácio real em Bangkok.

O templo contém o célebre edifício Phra Viharn Lai Kam, de estilo nortenho e um dos mais famosos edifícios da cidade, que guarda no seu interior uma estátua muito venerada, a Phra Singh Buddha, esculpida no antigo estilo Lana feita de liga de ouro e cobre, e originária de Chiang Rai (outra interessante cidade Nortenha).

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Wat Chedi Luang
Este local tem uma fama incontornável devido ao seu enorme chedi em ruínas.
A construção do templo começou no século XIV quando o Rei Saen Muang Ma planeou depositar as cinzas do seu antecessor neste local. Após 10 anos de construção houve uma paragem, reiniciada anos mais tarde pela viúva de Saen Muang Ma . O templo ficou terminado em 1454 pelo Rei Tilokaraj deixando o Chedi com uma altura de 86m, o maior edifício Lanna da época.

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Parcialmente destruído no terramoto de 1545, este Chedi é o maior de Chiang Mai e este local onde está situado tem uma importância muito grande, uma vez que próximo está o Pilar da cidade, implantado ao lado duma árvore, cuja lenda diz que Chiang Mai prosperará enquanto a árvore viver.

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Wat Chiang Man
Muito provavelmente, o mais antigo templo da cidade. Aqui encontram-se várias estátuas de Buda, sendo a mais importante uma pequena figura em cristal de Phra Setang Khamani, que se crê ser dotada de poderes para fazer chuva, assim como a pedra Phra Sila, originária da Índia.

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Wat Phan Tao
Como vos referi no artigo de Bangkok, tivemos a sorte de estar no país aquando da celebração do Loy Kathrong (ver artigo Bangkok), e aqui em Chiang Mai também pudemos observar a celebração desta data festiva.

Estávamos a passear na cidade antiga, vindos do Wat Chedi Luang, quando nos deparamos com um pequeno templo onde predominava um edifício em madeira, um pouco mais simples do que os templos que tínhamos visto anteriormente. À entrada podia ler-se “The Monastery of a Thousand Kilns”, O Mosteiro dos mil fornos! Esta inscrição deve-se ao facto de que este local era utilizado para a fundição das imagens de Buda, destinadas ao Wat Chedi Luang.

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Sendo que este edifício terá sido construído, inicialmente, não como mosteiro mas como edifício real para o governante Chao Mahawong, que usou a estrutura de 1846 a 1854.
Decidimos entrar e verificamos que realmente se tratava dum espaço mais simples, mas igualmente encantador, e à medida que o fomos percorrendo apercebemo-nos que se passava algo diferente, havia uma imensidão de pessoas no local, apesar de já ser noite, e o templo estava repleto de monges a prepará-lo para algo. Neste caso, para o festival que já tínhamos assistido em Bangkok, o Loy Kathrong.

No templo Phan Tao, a meditação budista e a iluminação de lanternas de papel flutuantes tomam vida e criam um dos momentos mais perfeitos e fotogénicos pelo qual já passamos. É indescritível a sensação e a beleza do momento, só assistindo, mas acho que pelas fotos conseguem ver a essência. Isto é a Tailândia, e não apenas o turismo habitual, aqui vivemos a tradição, a magia e a cultura.

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Saindo da cidade antiga e percorrendo o resto da cidade vamos também encontrar imensos locais de interesse e paragem obrigatória.

Wat Suan Dok
Também conhecido como o Templo do Jardim Florido, e com o seu Chedi em forma de sino, este templo é o cemitério real de Chiang Mai.
A nível arquitetónico pode não ser dos mais fascinantes templos mas sem dúvida que tem um valor histórico muito grande.

Wat Umong
Muito próximo do Wat Suan Dok situa-se um dos templos monásticos mais antigos de Chiang Mai, que possui locais subterrâneos para meditação. Apesar de grande parte do edifício estar em ruínas, vale a pena a visita, principalmente pela beleza da floresta que o circunda.

Doi Suthep
A incrível montanha de onde se observa toda a cidade e que guarda um dos ex libris de Chiang Mai. Doi Suthep contém o Wat Phrathat no cume. Mas para aqui chegar é necessário subirmos uma escadaria de 290 degraus ou apanhar o funicular, apesar de preguiçosa, prefiro ir pelas escadas!
O templo tem um imponente Chedi dourado, dois santuários e claustros que datam do século XVI. Todo o ambiente é magnífico, olhamos à volta e vemos a exuberância do templo a rivalizar com a pureza da natureza circundante.

Reza a lenda que o local do Wat Phrathat foi escolhido quando o Rei Ku Na procurava um local para guardar as relíquias sagradas. Assim, estas foram amarradas à liteira no topo de um elefante que depois foi deixado sozinho a vaguear. O animal subiu o Doi Suthep, parou perto do cume e ajoelhou-se, indicando a escolha do local.
Próximo de Doi Suthep, a cerca de 4km encontramos o Palácio Phuping, a residência oficial da família real, cujos jardins estão abertos ao público.

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Deixando totalmente de parte os templos, e aproveitando a natureza e a cultura que a magnífica cidade de Chiang Mai tem para nos oferecer, há locais imperdíveis, como por exemplo os diferentes parques de Elefantes, que infelizmente não tivemos oportunidade de visitar, com muita pena nossa. Estes animais sempre foram importantíssimos na Tailândia, utilizados para transporte durante séculos, e hoje acabam por ser bastante utilizados no turismo, mas do que vou lendo, são utilizados com todo o respeito necessários (esperemos que sim).

Outro ponto importante a referir são as diferentes vilas com tribos que mantêm toda a tradição e costumes tailandeses, como a aldeia das refugiadas “mulheres girafa”, ou long neck women. Estas figuram a brutalidade do regime militar na vizinha Myanmar e, rapidamente, se transformaram numa atração turística na Tailândia. Aparentemente são utilizadas pelas autoridades tailandesas, mas elas afirmam-se felizes no país de acolhimento. O uso do colar diz-se ser de sobrevivência pois seria de proteção contra ataques de animais. Estas aldeias ou vilas acabam por ser locais de “caça ao turista”, um pouco teatrais e sempre com o objectivo de vender souvenirs, mas não deixam de representar a tradição e costumes da cultura tailandesa.

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Outro local que chamou completamente a minha atenção foi o Tiger Kingdom (ver), ou não fosse eu uma apaixonada por felinos, uma experiência única de poder tocar e sentir aquelas criaturas perfeitas!
Não percam também os mercados de rua, Chiang Mai é provavelmente a capital da street food na Tailândia, sendo que de noite ou de dia muitas zonas da cidade se enchem de vendedores e clientela para dar vida a uma tradição do país e a alguns dos pratos mais tradicionais do norte da Tailândia, um dos mercados imperdiveis é o de Chiang Mai Gate, na entrada sul da cidade antiga.

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Tivemos ainda a sorte de podermos disfrutar do Sunday Market, que como o próprio nome indica é um mercado especial que ocorre todos os domingos, com tudo para todos os gostos, artesanato, massagens e comida! Mas desta experiência falar-vos-à o João mais à frente.

Se marcarem uma viagem à Tailândia, não deixem de parte Chiang Mai, é uma cidade maravilhosa, com a essência histórica e cultural de Bangkok mas sem a loucura frenética da mesma.
Comecem por Bangkok e a seguir usufruam de Chiang Mai.

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Tenho a certeza que não se arrependerão!

Onde Dormir
Oasis Baan Saen Doi Spa Resort

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Chiang Mai – Tiger Kingdom

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Eu sou bem suspeita para falar do Tiger Kingdom, dada a minha paixão por gatos e a insistência em achar que tigres são gatos um “pouquinho” maiores, por isso queria há muito visitar um local deste género.
Fico feliz por saber que este local nos transmitir a ideia de que os tigres não estão dopados, como acontece no Tiger Temple, por exemplo,  mas sim que são criados desde bebés juntos com humanos e assim se habituam a nós, e que acima de tudo se encontram muito bem alimentados, o que convém, obviamente! Esperemos que assim o seja. A julgar pelo nivel de agitação e brincadeira entre os felinos, realmente não o parecem estar.

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Apanhamos um Tuk-Tuk no centro de Chiang Mai e fomos diretos ao Tiger Kingdom, descansados e com o Tuk-Tuk à nossa espera, entramos rapidamente para não perder tempo, (a viagem de ida e volta mais o tempo de espera ficou-nos por 500THB-cerca de 12.5€). Convém negociarem o preço e tendo sempre em conta a ida e volta uma vez que o Tiger Kingdom fica um pouco distante do centro e que não será fácil encontrar um transporte de regresso.

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Logo à entrada somos questionados sobre o que queremos ver: smallest/small/medium/big.
Não queríamos os enormes, mas também não queríamos os recém-nascidos, e então optamos pelos Small, se quiserem podem ver todos, claro que isso acarreta um preço bem mais elevado, (os preços andam à volta de 20/25€ por categoria) como o nosso tempo não era muito, optamos por uma só categoria.
Achávamos nós que small seria pequeno, não bebé, mas pequeno, mas estávamos enganados!
Os tigres desta categoria tinham entre 6 a 10 meses e eram enormes, como podem ver pelas fotos.

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Mesmo assim foi incrível… Entramos um pouco a medo, o João mais do que eu,  e claro ele dirá que era “respeito”, depois de nos serem dadas todas as instruções e sempre acompanhados por um dos tratadores. Ao bilhete associamos também o pacote de fotografia, com o acompanhamento de um fotógrafo e no final um cd com uma série de fotografias (o talento do fotógrafo já será outra questão).

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E sinceramente não sei mais o que vos dizer, pois é algo que se sente intensamente, vejam as fotos e vão certamente perceber que eu AMEI!

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Tiger Kingdom
51/1 Moo 7 | Rim Tai, Mae Rim – Chiang Mai

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Oasis Baan Saen Doi Spa Resort

oasis - 10Já mais a norte da Tailândia, e após a frenética cidade de Bangkok, chegamos a um pequeno refúgio na cidade de Chiang Mai, o Oasis Baan Saen Doi Spa Resort, só o nome já dá um certo ar de relaxamento!

Este Boutique Hotel-Spa foi criado no seguimento duma evolução da empresa Oasis, que depois de nove anos de sucesso na gestão de Spas por toda a Tailândia, escolheu Chiang Mai para o seu primeiro resort.
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Situa-se perto de importantes atrações da cidade, como o Doi Sutep Mountain ou o Chiang Mai Night Safari. No entanto, encontra-se um pouco mais distante do centro da cidade, garantindo, assim, uma paz e um refúgio perfeitos.

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Primeira Impressão:
O Resort ocupa uma série de edifícios numa pequena urbanização, o que poderia até nem ser bom, mas mal chegamos deparamo-nos, ainda no exterior,com um espaço lindíssimo, um local relaxante, calmo, que apela rapidamente aos cinco sentidos. O edifício parece um autêntico spa no meio do paraíso.

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Entramos, e o seu interior era ainda mais apelativo, ainda fomentava mais a fuga dos nossos sentidos em direcção ao relaxamento. Toda a receção do cliente é feita duma forma muito personalizada e muito direcionada a que nos sintamos completamente distantes da vida do dia-a-dia que tanto nos cansa e perturba.

A decoração e arquitetura do hotel é de estilo Lana, com recurso a muita madeira e bonitas peças de ornamentação, mais tradicional seria impossível, e tudo isto faz-nos sentir como verdadeiros locais e não como turistas.

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Quartos:
O hotel possui 11quartos, de sete tipos, sendo que três deles têm uma zona privada de piscina, e em todos eles está bem presente a arte e artesanato tailandês mantendo a tradição mas aliando-a a uma atmosfera mais elegante e luxuosa.

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Cada quarto possui uma agradável varanda, e a casa de banho (já sabem da minha fixação por este local) é maravilhosa! À semelhança do restante hotel a decoração é também no estilo tradicional Lana.

Restaurantes/cafés:
No que a restaurantes diz respeito, o Oasis oferece-nos cozinha tradicional do norte da Tailândia, no restaurante SaenKham Terrace.  Este apresenta uma enorme diversidade de produtos, muitos dos quais colhidos na região, como o arroz orgânico a crescer nos campos, precisamente atrás do restaurante.
Por um lado, podemos desfrutar da magnifica vista sobre as montanhas de Doi Kham e Doi Suthep, e por outro, apreciar os imensos campos de arroz, tudo isto enquanto nos deliciamos com uma óptima refeição.

oasis - 2mNo exterior do Oasis Café

Numa vertente totalmente distinta e muito mais ao estilo urbano e cosmopolita, o Oasis apresenta, fora do complexo do Resort, o Oasis Café, um espaço agradável, repleto de locais, com um ambiente descontraído, e alegre, mas mantendo sempre a decoração tradicional, que nos faz regressar ao passado.

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Aqui, encontramos gigantes porções de deliciosos bolos, smoothies fresquíssimos, sanduíches e pratos tradicionais tailandeses.

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Serviços:
Sendo o Oasis um Boutique Hotel Spa, óbvio que o seu ex-libris é o Spa.
Aqui podemos viver e desfrutar das massagens mais exclusivas e tradicionais da Tailândia. Os Tratamentos são criados e pensados com recurso ao melhor da antiga medicina tradicional tailandesa e aos segredos milenares orientais, associados às descobertas mais avançadas em beleza e bem-estar.

O ambiente e a decoração criam um lugar mágico capaz de elevar os nossos sentidos.

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Tive uma experiência magnífica no que a massagens diz respeito, mais uma para juntar às minhas recordações perfeitas da Tailândia.
Além do spa, o Oasis tem também um court ténis, uma piscina com vista para a passagem montanhosa e os campos de arroz, e um completo programa de wellness, com yoga, tai chi e um programa de desintoxicação corporal. Tudo para que possamos expulsar dos nossos corpos e mentes as preocupações do dia-a-dia.
Mas, como nem tudo é lazer, o Oasis possui, também, uma sala de reuniões para situações de negócio, conferência, ou palestras. Falando por mim, não me importava de ter reuniões  ou trabalhos agendados por aqui.

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Atendimento:
Sei que me vou tornando repetitiva, mas efetivamente o povo tailandês tem o dom de bem receber, e aqui não foi exceção. Um staff atento, educado e carinhoso que faz com que nos sintamos as pessoas mais importantes do mundo.

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Se visitarem Chiang Mai ( é obrigatório quando se tem a Tailândia como destino) e quiserem um local de paz, calma, relaxamento e beleza tradicional tailandesa, não procurem mais, pois encontraram – o Oasis Spa Resort.
Uma espécie de esconderijo secreto que nos fará voar mais alto, e nos deixará nas nuvens durante toda a nossa estadia.

Oasis Baan Saen Doi Spa Resort
Quartos a partir de 90€
199/135 Moo 3, Baan Nai Fun 2, Mae Hia, Muang – Chiang Mai, Tailândia
cs@oasisluxury.net

Fotos: Flavors & Senses

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Bangkok – Gaggan

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Quando pensamos em comer em Bangkok tudo nos vem à cabeça, desde grandes restaurantes como o Nahm (ver) ou as famosas bancas de rua onde é possivel comer o que de mais tradicional e autêntico a Tailândia tem para oferecer, mas, e por que não cozinha indiana? Muitos pensarão que estamos doidos ou desorientados. O que é certo é que o jovem chef de 36 anos, Gaggan Anand, colocou o seu “restaurante indiano” no topo do mundo, é hoje o nº 3 do guia Asia’s 50 Best Restaurants e o 17º no guia Mundial, um grande feito para um restaurante indiano que abriu as suas portas em 2010, pelo que já é motivo suficiente para merecer uma visita.

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Gaggan não cozinha a tradição mas estuda-a e recria-a em jeito “progressivo”, como aliás gosta de chamar à sua cozinha. Na verdade, o chef passou algum tempo no célebre El Bulli, sob a batuta de Ferran Adriá, a sua grande inspiração e o seu mestre, que não lhe terá fornecido certamente receitas  suas para que Gaggan duplicasse, mas como um verdadeiro mestre, o muniu de um arsenal de técnicas e metodologias que Gaggan decidiu aplicar numa das mais antigas e tradicionais cozinhas.

Mas deixemos a filosofia gastronómica e passemos à refeição, o restaurante, localizado numa estreita rua junto à zona comercial da cidade, transmite boa energia logo do exterior, uma casa clássica, branca e um pequeno lago a contrastar com os néons e arranha-céus em redor. No interior, uma decoração minimalista, com o branco a dominar e mesas espalhadas por várias e pequenas salas que dão aos comensais a privacidade necessária. Interessantíssima ainda a pequena biblioteca  com todas as principais referências bibliográficas da gastronomia moderna.

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Com a felicidade de ficarmos instalados na mesa junto ao vidro para a cozinha, iniciamos o jantar num verdadeiro ambiente de teatro e magia.

gaggan -20Depois da escolha do menu, a escolha das bebidas recaiu primeiro sobre os cocktails, especialidade da casa, onde como não poderia deixar de ser, a gastronomia molecular também marca alguns  pontos. O 1º cocktail, um falso lassi de coco, sem iogurte, mas com malibu, fava tonka, um pouco de leite e água de coco, resultou  extremamente  interessante, com  o contraste de texturas e o equilíbrio correcto entre o doce e o álcool. O 2º, um cocktail à base de Pepino, manjericão e gin, com uma acidez fantástica, a funcionar muito bem com os pratos.

O primeiro prato consiste numa série de pequenos snacks inspirados na comida de rua, o 1º um sorbet de de manga com manga fresca e ikura, que sem ser tão interessante como os que lhe seguiram, foi uma boa forma de despertar as papilas.

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Começamos com a esferificação de iogurte com especiarias, numa excelente combinação entre textura, o doce, o agre e o salgado num sabor que nos remete para um dahi papdi chaat (prato tradicional indiano com iogurte e um tempero “chaat” característico). Seguiu-se o pequeno saco de papel de arroz com frutos secos picantes, onde a marca picante do wasabi se destaca, uma brincadeira interessante, certamente inspirada nos sacos de chana jor garam (aperitivo de frutos secos). Seguiu-se o Pani Puri de Chocolate, um fino bombom de chocolate branco, recheado com água de ervas, ligeiramente picante e coberto com uma folha de prata. Uma combinação estranha que resultou muito bem.

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Entretanto surge um bonito snack de batata, com uma combinação de batata líquida e crocante, inspirado certamente no ninho das aves. Tecnicamente irrepreensível, a mostrar  todos os atributos da cozinha do Gaggan, um pequeno snack que leverá certamente muito tempo até estar pronto e 5 segundos para saborear. Passamos ao snack de mostarda de Bengali e noori, com uma textura e sabor a fazer recordar queijo. Seguiu-se um “clássico” Papadam com chutney de tomate, aqui feito com pérolas de tapioca desidratas, bem crocante com um ótimo chutney de tomate.

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Para terminar seguiu-se o Keema Pao, uma espécie de mini hambúrgers, feitos com um caril de cordeiro, que por mim bem podia substituir 90% da carne picada que se encontra nas casas famosas do dito cujo.

No final deste 1º tempo as expectativas que trazia estavam vencidas e elevadas para os pratos que se seguiriam.

gaggan -10Say Cheese, soufflé quente de 4 queijos, cereais de arroz crocante e  óleo de chili verde
O sabor forte dos queijos ganha contraste quando provamos todos os elementos na taça, em particular pela frescura do tomate. Um prato interessante, em que a ligação à Índia é menos óbvia que a dos primeiros pratos.

gaggan -9Sandwich, mousse de Foie Gras, baguete de água de cebola, chutney de cebola e avelã caramelizada
Um dos pratos que mais “Wows!” recebe durante a explicação, a ideia é simples, mousse de foie barrada num pão com cebola e frutos secos, a questão é que o pão é feito com cebola e não passa de uma espécie de combinação entre um ar e um meregue. Um “pão” leve e surpreendente, num conjunto fantástico. Mais uma vez, nada nos remete para a Índia, mas a inclusão de Foie gras devia ser obrigatória em quase todas as cozinhas.

gaggan -8Down to Earth, espargos, cogumelos, alcachofra e ovo a 62 ºC com ar de trufa e chili
No fundo uma elegante sopa de cogumelos, elevada pelo aroma da trufa e pelo ovo ( que deveria estar um pouco menos cozinhado para os ditos 62º). Um prato que remete irrepreensivelmente para o seu nome, com um sabor intenso e delicado.

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E eis que surge na mesa um prato cuja única descrição é “carvão”. Levantada a campânula e depois de sentirmos o interessante aroma do fumo, deparamo-nos com um pedaço de “carvão”, crocante e provavelmente feito com recurso a ervas e legumes desidratados. No interior, também uma surpresa, já que ninguém nos diz o que estamos a comer, eu diria, que seria uma combinação de peixe com puré de batata e especiarias bem indianas(?).  Um prato divertido e ao mesmo tempo saboroso.

gaggan -6River King, Camarão grelhado no tandoor e infusão de folha de caril e chutney de manga
Camarão temperado com a clássica tandoori massala que lhe dá o tom avermelhado, grelhado no ponto, sem que o tempero se sobrepusesse demasiado, sentido-se ainda a doçura e suculência do marisco além de umas brilhantes notas fumadas. Muito Bom.

gaggan -5Angry Bird, caril de frango do compo ao estilo de Chettinad com noodles idiyappam e arroz cozido a vapor
O mais indiano e tradicional de todos os pratos servidos, resultou num caril brilhante, com ótimo jogo de texturas, desde o arroz a vapor à carne de frango bem macia  (cozinhada a baixa temperatura) e aos noodles fritos. Um prato com picante na medida certa, com uma memorável explosão de sabores. Gaggan prova que é muito mais do que um cientista da cozinha indiana.

gaggan -4Made in Japan, Bolo de Matcha, creme de mascarpone, sal de baunilha e wasabi fresco
Uma sobremesa que me enche as medidas, leve, elegante e pouco doce. Viajando da Índia para o Japão com escala em Itália, o chef criou a sua versão de Tiramisù numa boa combinação de matcha e wasabi (que lhe deu algum picante e trago amargo) com o mascarpone. Excelente.

gaggan -3Magnum, inspirado no famoso gelado
As semelhanças com o famoso gelado de marca são poucas (nenhumas para ser mais sincero) mas a ideia está lá, um pequeno gelado coberto com chocolate, sabores leves para um final que se queria divertido. Como o pequeno Lollypop que se dá às crianças no final das refeições onde não faltaram sequer as petazetas. Um término que representou na perfeição uma refeição do Gaggan, uma verdadeira brincadeira gastronómica para adultos de mente aberta.

Acompanhamos muito bem a refeição com os imperdíveis cocktails de influência molecular preparados pelo barman espanhol e por um Chardonnay modesto de Robert Mondavi.

O Serviço funciona em jeito de fine dining casual, com muito rigor  e pormenor mas também com grande diversão como o  próprio restaurante e o menu assim o exigem.  Como já havia dito ficamos instalados junto ao grande vidro com vista para a cozinha, com todas as zonas de preparação meticulosamente separadas e as equipas bem orquestradas. Com a casa completamente cheia a cozinha ia funcionando de forma harmoniosa sem nada de Hells kitchen’s e Gordon Ramsey’s. Curioso de ver como o Gaggan desperta hoje o interesse de muitos jovens cozinheiros, com uma equipa de inúmeras nacionalidades.

Considerações Finais
Comer no Gaggan, e à semelhança dos restaurantes mais vanguardistas da escola espanhola, vai muito além do simples acto de comer e ser servido. Em 1º temos a dificuldade de conseguir uma mesa, tarefa difícil em quase todos os restaurantes cotados na célebre lista dos 50 Best Restaurants, depois temos as espectativas com um ” diz que é cozinha indiana progressiva”, e depois  a melhor parte, a experiência em si. No que me diz respeito, e quanto à minha experiência,  houve momentos altíssimos,  e momentos menos interessantes como é habitual num menu longo. A qualidade dos produtos, a técnica e a criatividade são pontos fortíssimos, que me fazem dizer que além de comer bem, me diverti, descobri novos sabores, provei combinações que não julgava possíveis e emiti muitos sorrisos genuínos durante as garfadas. Isso é a cozinha do chef Gaggan, mais do que indiana progressiva, é uma cozinha que desperta emoções. No final, saí com a sensação que acabara de ter uma das melhores refeições de 2014, a melhor da nossa visita a Bangkok e com a ideia de que teria de voltar rapidamente para ver até onde irá este jovem talento e o seu restaurante.

Gaggan
68/1 Soi Langsuan, Ploenchit Road, Lumpini, Bangkok
(662) 652 1700
info@eatatgaggan.com

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5 coisas a fazer em Bangkok

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Bangkok é uma daquelas metrópoles intermináveis onde o dia nunca termina, tal a azáfama e a intensidade com que se vive na cidade.  Para os turistas que visitam a cidade existem coisas óbvias que irão certamente visitar, como o templo do Buda deitado  (Wat Pho) ou o Grande Palácio, como já havia falado noutro artigo.

Para aqueles que querem viver ainda mais a cidade  e conhecer um pouco mais além dos templos, aqui ficam 5 coisas imperdíveis em Bangkok.

1. Passeio de Barco pelo rio Chao Phraya

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Também conhecido como rio dos reis, foi a partir das margens do Chao Phraya que a cidade de Bangkok  se foi construindo, ganhando importância aquando da decadência de Ayutthaya. Um passeio pelo rio permite ver a dicotomia dos mundos existentes na cidade, desde os luxuosos hotéis instalados nas margens, os templos como Wat Arun, e as zonas mais antigas e tradicionais da cidade. Serve ainda de elo de ligação a quem quiser visitar a famosa ilha de Ko Kret ou mesmo viajar até Ayutthaya para um passeio de um dia pelas ruínas.

2. Andar de Tuk Tuk

bangkok -106 Bangkok é uma cidade caótica, considerada a cidade com mais trânsito em todo o Mundo, mas isso não quer dizer que não se possam ter algumas experiências interessantes.  A desvantagem de ter uma linha de metro (BTS), que percorre apenas uma pequena parte da cidade é compensada pelo preço acessível dos Táxis ( procurem sempre táxis com taxímetro)  e dos famosos Tuk Tuk. Estes são uma experiência única e imperdível na Tailândia, seja em Bangkok, Chiang Mai ou qualquer outra cidade. Já sabem, negoceiem o preço antes e segurem-se bem durante a viagem!

3. Sky Bars

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Bangkok é conhecida pelos seus arranha-céus, mas mais conhecidos ainda são os seus bares e restaurantes a céu aberto a ocupar o topo dos edifícios. O mais famoso será certamente o Sky Bar Scirocco, do Hotel Lebua at State Tower, famoso por ter sido o cenário do filme Hangover II. É certamente o mais fantástico rooftop bar em que já estivemos, com um ambiente moderno, cosmopolita e caro, com bastantes turistas em clima de descontração e diversão. Outros rooftops famosos são o Vertigo, o Park Society e o Cloud 47.

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4. Visitar os mercados Flutuantes

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Visitar um mercado flutuante é uma das primeiras coisas que vêm à cabeça quando se pensa em visitar Bangkok pela primeira vez. Mas muitas vezes somos desencorajados pela distância e os horários ( convém aparecer bem cedo). O maior, mais famoso e cada vez mais turístico, é o mercado de Damnoen Saduak a cerca de 100 km da cidade. Mas não desesperem, existem mais mercados e mais próximos, como o de Taling Chan, um dos preferidos dos locais e conhecido pelas comidas preparadas nos barcos, ou Khlong Lat Mayom, que embora pequeno tem a vantagem de ser um dos menos turísticos.

5. Assistir a um combate de Muay Thai

muayfoto retirada daqui

O Muay Thai é uma arte marcial transformada em desporto de combate,  amado por todos os locais, sendo desporto oficial da Tailândia. Uma verdadeira actividade cultural é visitar um dos principais estádios, Lumpini e Ratchadamnoen para assistir a alguns combates. Não se deixem é levar pelas apostas, assistam e divirtam-se.

Para quem já visitou a cidade qual é o vosso top de actividades em Bangkok?

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Portugal: Os 5 Melhores Hóteis para a Passagem de Ano de 2014

Com a chegada da época mais festiva do ano, a loucura para encontrar os melhores destinos para a passagem de ano instala-se, cada um à sua medida e com ofertas para todos os gostos e carteiras. Seguindo o que já é nosso apanágio, selecionamos 5 dos melhores hotéis para uma passagem de ano inesquecível em Portugal.

Trás-os-Montes

Vidago Palace, Vidago (Chaves)

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Para fugir da agitação das grandes cidades, nada como uma viagem para o interior do País. Na passagem de ano não é excepção, com um dos mais luxuosos hotéis de Portugal, o Vidago Palace, a promover um dos réveillons mais excitantes e exclusivos, com o James Bond e o universo da espionagem como temática para a grande festa. Programas a partir de 1150€/casal.

Mais informações, Vidago Palace

Porto

The Yeatman Hotel, Vila Nova de Gaia

 

O The Yeatman Hotel consegue associar o melhor da gastronomia Michelin de Ricardo Costa com uma vista fantástica sobre o Douro e o fogo de artifício. Virar o ano, depois de um grande jantar e de uma boa noite de sono numa das suites temáticas do Hotel ( tem sempre o vinho como elemento chave da decoração), pode tornar-se um momento único e inesquecível. Jantares a partir de 215€.

Mais informações, The Yeatman Hotel

Lisboa

Ritz Four Seasons Hotel Lisboa, Lisboa

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Ritz e Four Seasons são dois nomes que dispensam apresentações, juntos representam em Lisboa o melhor da hotelaria de Luxo. Para a passagem de ano, o Hotel oferece aos seus hóspedes e a visitantes um fantástico jantar, preparado pelo chef Pascal Meynard e o chef Pasteleiro Fabian Nguyen. Para o dia 1 tem ainda preparado um memorável Buffet de Ano novo, onde não falta literalmente nada. Jantar a partir de 245€ (vinhos incluídos).

Mais informações, Ritz Four Seasons Hotel Lisboa

Alentejo

L’AND Vineyards, Montemor-o-Novo

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Localizado a cerca de uma hora de Lisboa, o L’And Vineyards, considerado um dos melhores Design Hotel nacionais, propõe programas de duas noites, com tudo incluído, inclusive o jantar de gala preparado pelo estrelado chef Miguel Laffan. Mais um grande destino para fugir dos habituais centros urbanos. Programas a partir de 320€.

Mais informações, L’AND Vineyards

 Algarve

Conrad Algarve, Quinta do Lago, Almancil

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O Conrad é garantidamente um dos mais luxuosos e bem estruturados hotéis do País, onde nenhum pormenor é deixado ao acaso, desde a arquitectura ao serviço prestado aos hóspedes. Na passagem de ano, e porque o Algarve é e continua a ser um dos principais destinos para a celebração desta festividade, o Conrad propõe vários pacotes, com a variante a assentar na oferta gastronómica, que pode ir desde o jantar buffet, ao jantar de degustação no restaurante Gusto de Heinz Beck ( 3 estrelas no La Pergola em Roma). A festa, essa será longa, recriando o ambiente boémio e burlesco do Moulin Rouge. A partir de 180€. (Artigo Completo)

Mais informações, Conrad Algarve

Fotos: Respectivas unidades Hoteleiras com excepção do Conrad Algarve ( Flavors & Senses)

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Bangkok – Le du

ledu - 1 Além da fantástica comida de rua, a cena gastronómica de Bangkok é uma das mais interessantes da Ásia, com alguns dos melhores restaurantes do mundo como o Nahm e o Gaggan ( 13º e 17º no Guia World’s 50 Best da revista britânica Restaurant). Dito isso não é de admirar que surjam cada vez mais restaurantes e que cada vez mais chefs se mudem para a cidade. Um desses casos é o do jovem chef Ton, um tailandês que se mudou para os USA, formou-se no CIA (não, não se tornou espião, apenas estudou no Culinary Institute of America) e fez carreira em alguns dos melhores restaurantes de Nova Iorque, como o Jean-Georges ou o Eleven Madison Park. Regressado a Bangkok, com o objectivo de trabalhar os ingredientes orientais com um estilo mais nova-iorquino, abriu há cerca de um ano o Le Du, uma das novas  sensações da cidade.

Localizado num pequeno beco junto à estação de BTS de Chong Nonsi, não foi fácil de encontrar mas lá chegamos. O espaço pretende associar a gastronomia ao conceito de wine bar, Ton é também sommelier, e tenta fazer a fusão entre os melhores vinhos e a sua cozinha ( o que não será tarefa fácil dados os elevados valores de impostos sobre os vinhos importados). Na sala de atmosfera citadina e bem cosmopolita, impera a descontracção,  com mesas bem dispostas e uma excelente vista para a cozinha, ao jeito de uma boa peça de teatro.

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Patê Thai-style, papel de arroz, umê, galanga, Lírio-do-brejo e Sriracha
Um patê de porco que se pretende quase como uma terrina de foie gras, com as devidas diferenças de sabor e textura. Sabores bem asiáticos, com a nota sempre marcante do gengibre e um excelente jogo de texturas. Um excelente início.

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Abacaxi “Phu lae”, rabanete, frutos secos, pó de camarão e porco, neve de menta e leite de coco fumado
Visualmente apelativa, esta entrada representa bem a fusão entre os ingredientes orientais a modernidade ocidental que o chef procura. Um prato fresco, cheio de sabores fortes como o camarão seco e o porco, contrastados na perfeição pelo abacaxi  e a neve de menta, para não falar no leite de coco fumado que recheava o abacaxi e ligava todos os elementos. Delicioso e inesperado.

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Robalo, puré de aipo, tupinambo, pickle de limão e feijão de soja extra fermentado
Mais um prato elegantemente apresentado, robalo cozinhado na perfeição, húmido e de pele crocante. O puré feito com os talos do aipo dá notas mais vegetais em conjunto com o tupinambo e em contraste com o sabor intenso do molho de soja fermentada. Um excelente prato de peixe que combinou muito bem o ocidente e o oriente.

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Cogumelos selvagens, ovo a baixa temperatura, Acacia pennata, pickle de cogumelos ostra, chili, cabaça, molho de peixe e bacon
Um prato que nos poderia ser quase familiar, dada a junção entre cogumelos, ovo e bacon. No entanto, os restantes elementos e os sabores criados no prato criaram algo bem diferente e até inesperado, num bom contraste de texturas e sabores. Só me faltou o pão para mergulhar no fundo do prato.

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Ravioli de Caranguejo e trufa preta, alho frito, bok choy e cebolinha verde
Suculento e fino ravioli de caranguejo bem aromatizado com a trufa, num prato delicado e saboroso. Mais uma vez vez as texturas são um dos pontos altos (algo recorrente na Tailândia, desde a comida de rua aos melhores restaurantes, o cuidado com a combinação de texturas é impressionante).

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Frango com soja escura, pandan, sésamo tostado, pepino e gel de chili e cabra fumada
Peito de frango cozinhado em sous vide com o molho de soja, o que lhe dava um ar aparentemente seco, mas que se revelou completamente oposto, suculento, húmido e macio. O prato combinou muito bem uma variadade de sabores, alguns deles que me eram desconhecidos, como o pandan num excelente balanço entre o doce, salgado  e o ácido. Um prato muito bem conseguido e visualmente muito atraente.

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Avestruz, tamarindo, feijão goa, sticky rice, pasta de chili e arroz tostado
Menos atraente que anterior, foi para mim o menos interessante dos pratos, ainda que a combinação de texturas e sabores no acompanhamento da carne tivesse nuances bastante interessantes.

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Cheesecake de carvão de coco, gel de tarte de limão e gelado de coco com especiarias
Na Europa não estamos habituados a usar o carvão como ingrediente de cozinha, ao contrário da Ásia em que é bastante usado em bolos. Aqui usaram o carvão de coco, para criar um cheesecake leve, com gosto ligeiramente fumado e pouco doce, visualmente diferente, cujo resultado me surpreendeu. Fantástico o gelado de coco  assim como a integração da acidez no gel de limão.

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Gelado de quiabo-róseo, gel de banana e mel, bolo e caramelo
Sobremesa criada em torno do gelado de quiabo-róseo e da banana, com um ótimo gelado mais uma vez, e a banana a fazer a ligação tanto em gel como ligeiramente caramelizada. Positiva ainda a adição de um bolo de Malibu onde pudemos sentir um pouco do álcool e do coco dando pontos adicionais e interessantes à sobremesa. Muito bom.

O Serviço é descontraído na medida certa, com a atenção correcta e a apresentação cuidada dos pratos. Sendo também um Wine Bar, o Le Du tem uma preocupação acrescida com os vinhos, o que não é fácil naquele país como já havia dito. Além do prosecco, acompanhamos a refeição com um Weingut Bernhard Ott ‘Am Berg’ 2013, um vinho Austríaco 100% Grüner Veltliner , cuja frescura e acidez funcionou muito bem com os pratos  iniciais, seguindo-se um tinto da Califórnia, um Beringer Cabernet Sauvignon de 2011, um tinto leve e fácil, que não surpreendendo, deixou brilhar os pratos.

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Considerações Finais
Este Le Du com apenas um ano de existência está mais que de parabéns, o Chef Ton e a sua equipa criaram um balanço quase perfeito entre a modernidade e a contemporaneidade da cozinha ocidental, bem ao estilo de Nova Iorque com as bases e os ingredientes da cozinha tradicional tailandesa. Para nós ocidentais pouco habituados a determinados ingredientes, cada prato traz algo de novo e surpreendente em muitos deles, já para os seus comensais tailandeses têm a oportunidade de ver alguns dos seus ingredientes serem usados como nunca viram ou pensaram. O cuidado estético, a qualidade técnica, o ambiente informal e claro, acima de tudo o sabor, fazem deste Le Du uma das melhores salas de jantar de Bangkok.

Le Du Restaurant
399/3 Silom soi7 Silom Bangrak Bangkok
(092) 919 9969

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