Visitar Singapura em 3 Dias – Dia 3

Singapura - 1113º DIA

– Ya Kun

No terceiro e último dia (ficava cá mais um mês se pudesse!) podemos quase afirmar que foi um dia bem gastronómico! Começamo-lo pelas delicias asiáticas e europeias do pequeno-almoço do The South Beach Hotel (ver), mas decidimos fazer um segundo pequeno-almoço, e aqui é que a coisa ganhou uma outra dimensão, neste caso, a barriga ganhou uma dimensão bem grande!

Saímos do hotel diretos para um típico pequeno-almoço singapurense, no histórico Ya Kun Kaya Toast que faz as delícias de todos desde 1944. E o que servem neste local, perguntam vocês? Um pequeno almoço tradicional de Singapura e carregadinho de açúcar, carregadinho mesmo!

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Ou seja, a Kaya Toast é nada mais nada menos que uma espécie de torrada recheada com um creme de açúcar, leite de coco e ovos e com manteiga, também. Neste pequeno-almoço tradicional podem também estar incluídos ovos cozinhados a baixa temperatura (ovo onsen) e a acompanhar café ou chá! Claro que nós comemos tudo a que tivemos direito, e como é óbvio saímos de lá a rebentar! Mas não podíamos deixar de provar esta iguaria. Para mim, muito mas muito doce, e eu até gosto das coisas doces!

Há imensos Ya kun Kaya Toast espalhados pela cidade, nomeadamente dentro dos shoppings, nós fomos ao do shopping Raffles City no centro da cidade.

Bem, mas vamos lá desgastar estas calorias todas!

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– Chinatown, Maxwell Food Centre, Chinatown Heritage Centre
Daqui seguimos para a mediática Chinatown, todas as cidades têm uma, e Singapura não é exceção, até porque grande parte da história, da cultura, dos costumes e da origem da cidade passa pelo povo chinês.

Assim, Chinatown, à semelhança da Little India, nasceu da política de segregação étnica mantida pelos antigos colonizadores ingleses. Quando Sir Stanford Raffles começou a planear a urbanização de Singapura, reservou à minoria chinesa (hoje, maioria!) toda a região a sudoeste do rio de Singapura.

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Este é dos mais completos bairros da cidade, no entanto, confesso que achei mais real, com mais identidade, quer a Little India, quer Kampong Glam.
Chinatown acaba por ter mais destaque porque também é mais extenso e porque estamos a falar do bairro correspondente à maior classe étnica da cidade.

Em Chinatown conseguimos encontrar muito da herança chinesa, mas também pormenores importantes dos legados hindu e malaio. O contraste criado entre as casas antigas cheias de cor e os arranha-céus do vizinho distrito financeiro proporcionam uma visão incrível.

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Singapura - 112Buddha Relic Tooth Temple

Podem perder facilmente um dia inteiro em Chinatown, têm vários templos, desde o místico Buddha Relic Tooth Temple – que se diz ter uma réplica de um dente de Buda; o magistral Sri Mariamman Temple – templo hindu e dos mais visitados de Singapura; e a belíssima Jamae Mosque – mesquita que chama a atenção pelo seu estilo eclético em tons verde; entre outros templos que podem encontrar.

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Além dos templos, chinatown também é conhecida pelas suas lojas e mercados onde podemos adquirir produtos tipicamente chineses quer a nível gastronómico quer a nível farmacêutico.

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singapura -1xxxxxEm Chinatown também podemos encontrar uma adaptação dos pasteis de nata Portugueses, ainda que fiquem bem aquém dos nossos!

Outro dos pontos cruciais deste bairro é a gastronomia passível de ser provada nos mais diversos restaurantes, bares e cafés. Como adoramos o conceito dos Hawker, optamos por almoçar no Maxwell Food Centre, e não poderíamos deixar Singapura sem provar um dos pratos mais tradicionais, o Chicken Rice, ou como quem diz arroz de frango! Maravilhoso! Não comemos muito pois a Kaya Toast ainda andava a passear por terras gástricas!

Singapura - 114Maxwell Food Centre

Singapura - 117O famoso espaço do Tian Tian Chicken Rice

Singapura - 119Chicken rice

Terminamos a visita a Chinatown no Chinatown Heritage Centre.

Este local é um ponto obrigatório para quem quiser conhecer o passado, as histórias, as atividades e a vida deste bairro e dos imigrantes chineses.

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Aqui está recriada a sua forma de viver, muitas vezes em condições tão pobres, e tão desumanas, e mostra-nos as suas habitações e ofícios recriados à semelhança quase exata do passado. Um local a não perder, sem dúvida.

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Singapura - 98As recriações das habituações do Chinatown Heritage Centre

Este local tem entrada paga: $15. Horários: 9h – 20h. Fechado na primeira segunda-feira de cada mês.

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Já bastante exaustos seguimos para descansar (que é como quem diz bronzear um pouco) na nossa nova “casa” de Singapura, o histórico e imponente The Fullerton Hotel.

Após um merecido “banho de sol” é tempo de ir jantar, e a escolha desta noite recaiu sobre um dos mais promissores restaurantes da cidade, o Meta. E devo dizer-vos que foi uma aposta certeira! Mas sobre esta aventura falar-vos-á o João.

Singapura - 129O famoso Merlion

– Merlion

Já com a barriguinha bem preenchida, é tempo de fazer a digestão, e nada melhor que uma caminhada para isso acontecer. Como estávamos hospedados no The Fullerton, aproveitamos para conhecer uma das mais míticas figuras da cidade, o Merlion, que fica mesmo em frente ao hotel, aliás, está inserido no  complexo Fullerton Heritage.

O Merlion é o símbolo turístico de Singapura por excelência, uma figura mitológica meio leão, meio peixe, como se se tratasse de uma sereia felina.
O leão (“singa”), como vos referi na História de Singapura terá sido avistado pelo príncipe de Sumatra. Já o peixe é um tributo ao papel histórico de Singapura como antiga cidade marítima.

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Esta zona é um parque onde se encontram duas estátuas do Merlion, uma pequena e uma enorme com um jato de água que sai pela boca. A estátua grande fica de frente para a água com os olhos postos no Marina Bay Sands Hotel, e de costas para o The Fullerton Hotel.

O Merlion pode ser visitado a qualquer hora do dia, mas sem dúvida que a sua beleza fica exacerbada quando anoitece e a cidade se ilumina em seu redor.

No parque, existe também um pequeno local onde os táxis aquáticos param. Uma excelente opção para quem quiser atravessar para o outro lado.

É tempo de ir dormir que amanhã a aventura vai continuar por outras terras! Indonésia aqui vamos nós!

Como vos disse, apenas ficamos três dias em Singapura, muito ficou por ver e fazer, apesar de termos conseguido captar na íntegra a essência desta cidade tão perfeita.

Caso tenham oportunidade, recomendo pelo menos cinco dias. Se assim for, aqui estão mais locais a não perder ou atividades a realizar:

Andar na Singapore Flyer – a Roda Gigante de Singapura, a maior do mundo aliás, para quem se atrever, a volta demora cerca de 30minutos e com sorte, se o céu estiver sem nuvens, ainda conseguem ver a Malásia e a Indonésia ao longe.

Visitar o Art Museum Singapore – museu de arte contemporânea de Singapura, Sudeste Asiático e Ásia.

Ir ao incrível ArtScience Museum – o museu em forma de Flor de Lótus.

Visitar a National Gallery

Fazer compras na mediática Orchad Road – uma avenida enorme onde se pratica um dos desportos rei em Singapura – Compras!

Passar um dia em Sentosa – uma ilha com praias (artificiais), parques temáticos, e muita animação.

Visitar o River Safari – um parque projetado para mostrar a exuberância e diversidade dos maiores rios do mundo e do ecossistema à sua volta.

– Passear no Singapore Zoo – um dos principais jardins zoológicos do mundo.

– Depois do zoo, aproveitar a noite para fazer um Night Safari, que fica mesmo ao lado do zoo.

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Singapura é provavelmente um dos melhores locais do mundo para se ver, e não sou eu que o digo, apesar de assinar por baixo!

É o País ou Cidade Estado ou simplesmente Cidade mais limpa, organizada e segura que já visitei.
A harmonia em que se vive, a educação do povo, o civismo levado a um nível que não se explica fazem deste local um dos mais interessantes do mundo.

Tem tudo para todos os gostos, as opções de lazer são infindáveis e a gastronomia é extremamente rica dada a junção de tantos povos.

Uma combinação perfeita de várias histórias, culturas, tradições e costumes!

Perfeição!

Singapura - 125Vamos ter muitas saudades desta vista!

Onde Ficar
The South Beach
The Fullerton Hotel

Mais Informações
– Ya kun Kaya Toast
– Chinatown Heritage Centre
– Meta Restaurant

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Singapura com o apoio da Samsonite e da Singapore Tourism Board (STB) – #YourSingapore.
– Durante a nossa visita fomos acompanhados pela incansável Naseem Huseni – guia da STB

Este Artigo é o 4º de 5 artigos para o nosso Guia de Singapura

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Visitar Singapura em 3 Dias – Dia 2

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2º DIA

– Singapore Botanic Gardens, National Orchid Garden e Dempsey Hill

Começamos o dia com um daqueles pequenos-almoços que mais parecem um brunch, e ficamos prontos para mais um dia de descoberta!
Para hoje estava programado conhecer o local que mais interesse me suscitava, dada a minha paixão por orquídeas, e assim foi… chegamos ao Paraíso: O Botanic Gardens, que incluiu o National Orchid Garden.

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A beleza deste local é quase indescritível, a sensação de pureza que ele nos transmite é tão mas tão imensa que acho que por momentos a minha mente se separou do meu corpo.

O Botanic Gardens foi inaugurado em 1859, após uma tentativa falhada em 1820. Ocupa uma área gigante, gigante mesmo, um dia não chega para o conhecer, nem dois, ou três, aliás, ouvimos dizer que muitos dos singapurenses ainda não o descobriram por completo, pois a cada visita se perdem de amores por um novo local.

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Conta, assim, com uma área de 74 hectares e funciona também como um importante centro de investigação e conservação de plantas. Mantendo muitas das suas estruturas originais, permite seguir a evolução dos jardins botânicos tropicais criados pelos colonizadores britânicos.

No fundo, o Botanic Gardens faz com que nos sintamos no meio da natureza mesmo estando no centro de uma grande metrópole, ficamos de tal forma rodeados de natureza, com lagoas, cascatas, árvores seculares e flores que nos esquecemos que estamos numa das cidades mais cosmopolitas do mundo.

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O espaço abriga selva primária mas também jardins perfeitamente conservados, incluído também fontes e diversas esculturas que vão surgindo no meio da vegetação e que tornam o espaço ainda mais interessante.

Os moradores costumam utilizar o parque para passear, fazer caminhadas e corridas, e levar as crianças a usufruir do melhor que a natureza tem para nos oferecer.

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Por falar em crianças, o Botanic Gardens tem um espaço totalmente direcionado para estas (até aos 12 anos), o Jacob Ballas Children´s Garden.
O jardim tem também um espaço construído de forma a garantir uma óptima acústica, onde se costumam realizar concertos ou peças de teatro.

Mas o ex-libris do Botanic Gardens e a sua principal atração é o National Orchid Garden, a única área de acesso pago ($5 – que, diga-se de passagem, é de graça!) que conserva mais de mil espécies e cerca de dois mil híbridos de orquídeas.

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É um importante centro para a ciência e investigação botânica, conservação de plantas, e educação ambiental.

É, sem a mais pequena dúvida, um dos locais mais magistral que já vi. Conseguem imaginar o que são mais de 1000 espécies de orquídeas?

Vi orquídeas com cores, com conjugação de cores e com formas que nem imaginava que fosse possível existirem.

A beleza incalculável desta flor é quantificável aqui neste local! Perfeito!

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Como é óbvio, a UNESCO inscreveu o Botanic Gardens de Singapura na lista de Património Mundial em 2015.

O Botanic Gardens está aberto das 5h à meia-noite, sendo que o National Orquid Garden abre às 8h30 e fecha às 19h, assim como o Jacob Ballas Children´s Garden que abre às 8h e fecha também às 19h.

Usem e abusem deste local, nós passamos lá apenas uma manhã, mas se forem com tempo, passem o dia.

Se se deslocarem de metro, devem utilizar a linha amarela e sair na estação botanic gardens, aqui entram no jardim pela entrada norte.

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Bem, daqui seguimos para Dempsey Hill, uma belíssima colina preenchida por restaurantes, lojas e comércio local. Fomos saborear um excelente almoço num dos mais antigos restaurantes de Dempsey Hill, o Long Beach, uma espécie de marisqueira chinesa. E que almoço, aquele Caranguejo picante acabou com a minha dieta num ápice!

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Singapura - 60Quando os chineses falam em peixe fresco, querem dizer vivo!

Singapura - 61Caranguejo Real no Long Beach

– Kampong Glam e Little India

Barriga cheia, estamos prontos para mais uma tarde de aventura! Foi a vez de conhecer dois dos pequenos e tradicionais bairros de Singapura, o Kampong Glam e o Little India. Que se revelaram locais tão distintos mas ambos com tanta cultura, tanta história e tanta harmonia.

Singapura - 68Mesquita do Sultão

Começamos por Kampong Glam ou Arab Quarter (Bairro Árabe) e a sua imponente Mesquita do Sultão que rasga o azul do céu com o seu dourado vibrante e que consegue transmitir uma paz sem igual (ou pelo menos era o que eu imaginava se não estivesse uma tarde de céu cinzento!).

Singapura - 67Bussorah Street

Assim, aqui encontra-se o coração da Singapura muçulmana. Sendo o local onde se identifica mais a riqueza da cultura muçulmana, no entanto, não pensem que isto se trata de um bairro abandonado ou distinto da limpeza e organização da restante cidade, é sim um local cheio de tradição e influência árabe.

Quando Sir Stanford Raffles elaborou o projeto de Singapura em 1822, reservou esta região aos comerciantes muçulmanos.
Atualmente, esta zona é um autêntico ex-libris das lojas de tecidos, tapetes, saris e perfumes. A atmosfera é vibrante e a sensação que temos foi a de que saímos de Singapura e entramos num país Árabe.

A rua principal é a Bussorah Street, uma rua pedonal repleta de casas coloniais e que nos leva até à Mesquita do Sultão.

 Singapura - 70 O famoso Teh Tarik no ainda mais famoso Sarabat Stall

A área conta ainda com inúmeros cafés que oferecem o tradicional Teh Tarik, um chá tradicional malaio que tem uma forma peculiar de servir, na qual é transferido repetidas vezes de uma certa altura entre duas canecas. É preparado com chá preto e leite condensado ou outro tipo de chás, ou então de café também com leite condensado. E ainda leva açúcar! É extremamente doce, peçam sem açúcar.

Os Singapurenses são viciados em glicose!

No eixo central do bairro, e o principal motivo pelo qual são atraídos tantos muçulmanos ao mesmo, está a impressionante Mesquita do Sultão. A sua cúpula dourada pode ser vista de quase todo o bairro. Não-muçulmanos são bem-vindos mas são aconselhados a não entrar no zona principal de oração. Ou seja, a vista é permitida mas à volta.

Singapura - 65 Mesquita do Sultão

A estação de metro mais próxima do bairro árabe é a Bugis na linha Verde.

Aproximadamente a 15 minutos de distância a pé vamos encontrar a Litlle India, o Bairro Indiano! Assim, como o Bairro Árabe, este local encontra-se cheio da tradição e cultura Indianas. Os mercados de frutas, vegetais, especiarias e flores inundam as ruas de cor e vida, e fazem deste local um dos mais alegres e agitados da cidade.

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Aqui, podemos encontrar a vida indiana no seu esplendor, sendo que este talvez seja o bairro étnico que mais traços guarda da comunidade original.
Observamos a cultura e religião indiana duma forma menos marcada e menos densa do que na Índia mas que já nos dá uma ideia dos costumes desse país tão intenso. Claro que este bairro se rendeu à limpeza e organização de Singapura, o que faz dele um local ainda mais perfeito, que certamente não é o usual num país como a Índia (ainda não conheço, infelizmente, mas está na minha Bucketlist).

Singapura - 74Serangoon Road

Na Little India vemos as mulheres com os seus coloridos Saris, sentimos os aromas fortes das especiarias, ouvimos as músicas alegres indianas, e deslumbramo-nos com os templos Hindus.

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Singapura - 79Templo Sri Veeramakaliamman

O que mais me fascinou foi talvez o Templo Sri Veeramakaliamman.
Tenho que ser honesta, os templos budistas têm um lugar mais especial no meu coração, não sei explicar porquê, transmitem-me uma paz interior que não se quantifica, mas os templos hindus são tão mas tão sublimes! As cores, as formas das estatuetas, a conjugação de toda a arte é vibrante!

A rua principal do bairro é a Serangoon Road, que agrupa calçadas estreitas e todo o tipo de comércio.

Singapura - 78As cores de Little India

Se não quiserem fazer compras nas lojas de rua, podem também utilizar o Mustafa Centre (aquele em que Anthony Bourdain se perde durante o seu episódio na cidade), que está aberto 24h por dia, e que é uma espécie de hipermercado com corredores estreitos repletos de prateleiras e balcões cheios dos mais variados produtos indianos.

Para comer, além dos restaurantes que vão encontrando pelas ruas, têm o Tekka Centre, com um Hawker simples, além disto, o complexo possui também um mercado de fruta, legumes, carne e peixe.

Preenchidos por esta amálgama de tradições e costumes sentimos o nosso mundo um bocadinho mais completo, mais feliz e mais evoluído.

É incrível como conseguimos estar numa das mais vibrantes cidades do mundo e ter a capacidade de viajar em pensamento para mundos e culturas tão distintas.

Daqui seguimos para um ótimo jantar no Wild Rocket, que foi recentemente eleito nº38 no Asia’s 50 Best Restaurants (ver)

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– Clarke Quay

Não quisemos terminar o dia sem experienciar a animada noite de Singapura, razão pela qual fomos para uma das mais mediáticas ruas da cidade, a Clarke Quay.

O local é um antigo porto secundário, que foi totalmente revitalizado, e deu lugar a inúmeros bares, restaurantes e lojas. Estes encontram-se harmoniosamente dispostos na construção original do porto, ou seja, somos brindados com pequenas casas coloridas que ganham vida e cor à noite, quando estão iluminadas cheias de gente e com música em alto e bom som! E tudo isto se passa à beira do rio, dando um ar ainda mais interessante ao local.

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O espaço funciona de dia e de noite, mas à noite, é, sem dúvida, muito mais animado e contagiante. E se pensam, que por ser um ambiente da noite, vão encontrar desorganização e sujidade, desenganem-se! Está tudo impecavelmente limpo. Singapura é incrível, já vos tinha dito?!

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Singapura - 82

Bem, mais um dia terminado na mais perfeita simbiose de sensações – percorremos a natureza, perdemo-nos nas diferentes culturas e tradições, que deram origem a esta cidade tão intensa, e terminamos o dia na loucura da noite junto ao rio!

Onde Ficar
The South Beach
The Fullerton Hotel

Mais Informações
Singapore Botanic Gardens
 Long Beach at Dempsey
 Mustafa Center

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Singapura com o apoio da Samsonite e da Singapore Tourism Board (STB) – #YourSingapore.
– Durante a nossa visita fomos acompanhados pela incansável Naseem Huseni – guia da STB

Este Artigo é o 3º de 5 artigos para o nosso Guia de Singapura

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Visitar Singapura em 3 Dias – Dia 1

TheSouthBeach - 19

Chegamos a Singapura por volta da hora do almoço, e só a simples experiência do aeroporto mais a viagem até ao hotel já foi o suficiente para perceber que esta viagem prometia. O aeroporto é super organizado e os funcionários são extremamente simpáticos e educados, e sim, aqui já se percebia bem a limpeza extrema a que eles estão habituados.

A viagem desde o aeroporto até chegarmos ao nosso hotel foi fantástica pois ficamos com uma noção bastante completa da cidade, edifícios gigantes a tocar o céu, vegetação e belíssimos jardins por todo o lado.
Após descansarmos um pouco no incrível The South Beach Hotel (ver ) apanhamos um táxi e partimos à descoberta da cidade.

Singapura - 321º DIA

– A Marina e os seus jardins

Começamos pelo Gardens By The Bay.
Este espaço único é um parque que se estende por 101ha de aterro marítimo, ou melhor dizendo, num local que outrora foi água. O parque inclui três jardins em frente à costa: o Bay South Garden, o Bay East Garden e o Bay Central Garden.

O complexo Gardens by the Bay faz parte de uma estratégia do governo de Singapura de transformar o país de “cidade-jardim” em “cidade num jardim”.

O objetivo é aumentar a qualidade de vida da população através da introdução de mais espaços verdes na cidade (sim ainda mais).

Singapura - 3 A impressionante estrutura arquitectónica dos Domos do Gardens by The Bay

O Gardens By The Bay contém mais de meio milhão de espécies de plantas, basicamente tem plantas importadas de todo o mundo, sendo que grande parte delas são mantidas num jardim fechado, em condições que garantem a subsistência dessas mesmas espécies, uma vez que o clima de onde elas são provenientes não é igual ao de Singapura.

No fundo, trazem um bocadinho de vários pontos do mundo para a cidade.

Singapura - 17

Singapura - 5

É hoje, o local mais visitado de Singapura.

Este imenso parque é constituído por cinco espaços distintos: o Flower Dome – a maior estufa de vidro do mundo com plantas e flores de regiões semiáridas e do mediterrâneo; o Cloud Forest – um local misterioso que nos deslumbra com uma montanha inundada de cascatas; Supertree Grove – emblemáticos jardins-árvore com cerca de 25 a 50 m de altura que fornecem sombra durante o dia e se inundam de vida, cor e música durante a noite!

Singapura - 14

Imperdível o Espetáculo das Luzes, de cerca de 15min, às 19h45; o DragonFly & Kingfisher Lakes – uma verdadeira maravilha da vida aquática mesmo no centro da cidade; e o Heritage Gardens – onde podemos descobrir a história e cultura de Singapura através das plantas.

Os dois primeiros espaços funcionam das 9h às 21h e têm um custo de admissão de $28 (cerca de 18€) e os restantes espaços funcionam das 5h às 2h gratuitamente.

Singapura - 10Cloud Forest

Depois de visitar o complexo terminamos a tarde a ver o Espetáculo das Luzes, um momento imperdível, num início de noite cheio de animação, vida e calor – já vos disse que uma das melhores sensações desta viagem foi sair do frio do Porto e sentir o calor do Sudeste Asiático?!

Singapura - 11

  Singapura - 7       Singapura - 4       Singapura - 8

Singapura - 2O fantástico espetáculo das luzes

A fome já se fazia sentir e fomos deliciar-nos com a gastronomia tradicional de Singapura (que é como quem diz, uma fusão entre a cozinha Malaia, Chinesa e Indiana), para isso escolhemos um dos mercados de comida de rua ou melhor dizendo, um dos Hawker Centre – local que agrupa uma série de espaços que vendem refeições, que no caso de Singapura foram todos devidamente agrupados e colocados em locais com todas as condições de higiene e segurança necessárias para garantir aos habitantes e turistas o melhor serviço possível – o Satay By The Bay.

O Hawker junto ao Gardens By The Bay (encontram bem as indicações desde o Gardens até ao mercado, se não encontrarem perguntem a alguém, são todos tão prestáveis que ninguém se negará a dar-vos indicações), e que faz as delícias de turistas e locais. Foi um festim de comida… cada vez amo mais a comida asiática!

Singapura - 25O ambiente do Satay By the Bay

Singapura - 26

Singapura - 28Não podíamos deixar de provar o clássico Satay

Mas sobre a ligação entre a comida e Singapura o João falar-vos-á mais à frente, num outro artigo.

– Marina Bay Sands

Finalizamos o nosso dia no emblemático Hotel MarinaBay Sands, sim, aquele que marca o visual estético da cidade pelo seu tamanho e imponência e claro, famoso por ter a piscina mais famosa do mundo, ou uma das mais!

singapura -1xxA vista do topo do Marina Bay Sands sobre a cidade

Não ficamos aqui hospedados mas tínhamos que ir conhecer esta obra arrojadíssima de arquitetura e que serve de cartão postal da cidade, por isso juntamos o útil ao agradável, ou seja, conhecemos o hotel, as vistas que o hotel oferece sobre Singapura e brindamos a esta viagem com um excelente cocktail no, também mediático, sky bar CÉ LA VI.

Uma dica importante, se efetivamente querem subir a um dos pontos mais altos de Singapura e ter uma visão monumental sobre a cidade, principalmente à noite quando esta se ilumina, não caiam no erro de ir ao Marina Bay Sands pagar $23 para subir ao deque de observação, subam ao CÉ LA VI (mais elevado) que é gratuito e gastem esse dinheiro num dos cocktails! Ou então, optem por jantar no restaurante do hotel e têm a mesma vista, e pelo menos gastam o dinheiro no jantar e não só nessa mesma vista!

singapura -1xxxCocktails no CÉ LA VI

O Marina Bay Sands é um autêntico esplendor da arquitetura, observar a sua imponência é algo que fica na memória, sem dúvida. Uma vez lá dentro preparem-se para a confusão no seu expoente máximo, ou não fossem estas três torres gigantes repletas de lojas, casinos, restaurantes (encontram-se aqui alguns dos melhores restaurantes da cidade, assim como os restaurantes de assinatura de vários chefs celebres), e cerca de 2000 quartos de hotel. O seu ex-libris? A imensa Infinity Pool que se encontra no topo das três torres em forma de barco, agora apenas acessível aos hóspedes.

Bem, o dia não poderia ter corrido melhor, exaustos mas felizes, regressamos ao hotel com a certeza de que o dia seguinte seria um dia surpreendente.

singapura -1xxxxUm brinde especial a uma 1ª grande noite em Singapura

Onde Ficar
The South Beach
The Fullerton Hotel

Mais Informações
Gardens By The Bay
Marina Bay Sands
Cé La Vi

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Singapura com o apoio da Samsonite e da Singapore Tourism Board (STB) – #YourSingapore.
– Durante a nossa visita fomos acompanhados pela incansável Naseem Huseni – guia da STB

Este Artigo é o 2º de 5 artigos para o nosso Guia de Singapura

 

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Singapura – Um amor à 1ª vista

singapura -1xParte da vista estonteando do The Fullerton Hotel

Singapura foi a maior surpresa que já tive numa viagem, não vos sei dizer propriamente se foi o local que mais gostei de visitar (provavelmente não), mas foi certamente o que mais me surpreendeu.

Por norma o meu tipo de viagem favorita passa por aqueles destinos mais históricos, com um passado bastante rico e ainda com marcas bem visíveis dessa mesma história, a minha paixão é, sem dúvida, essencialmente, História Antiga e Medieval, apesar de que a Moderna e Contemporânea também me despertam curiosidade.

Posto isto, Singapura faz parte daquelas cidades preenchidas por arranha-céus, demasiado modernizadas e aparentemente sem uma história muito relevante, o que à partida não estaria incluído no meu Top 10, mas…

Singapura roubou-me o coração!

Singapura - 8 A genial arquitectura  do  Gardens by the Bay

Então porquê? – perguntam vocês em tom de curiosidade.

Porque a cada passo e a cada descoberta da cidade ou país (sim, é as duas coisas!) a única lembrança que me vinha à memória era a letra de uma das mais belas músicas de sempre: “Imagine” de John Lennon, em que o mundo é descrito como uma utopia (infelizmente) e em que todos vivem em harmonia.
E Singapura é quase essa mesma utopia!

É a cidade mais limpa, mais organizada, mais segura e mais civilizada que eu já conheci. É a combinação de várias comunidades com diferentes costumes, tradições e ideologias religiosas, e que vivem em perfeita comunhão.

Sinceramente, era capaz de viver neste paraíso, e raramente (ou nunca, para ser mais sincera), eu digo isso! Apesar de tudo, eu Amo Portugal e gosto de viver no meu país.

Singapura - 65 A principal mesquita de Singapura

E como surgiu este Pequeno Paraíso? – Continuam vocês a perguntar.

Tudo parece ter tido início no século XIV quando o príncipe Iskandar Shah ancorou numa pequena vila de pescadores para fugir a uma tempestade. Reza a lenda que este terá avistado um leão, que em sânscrito se denomina singha e daí o nome do país, Singapura – a Cidade do Leão.

Mas o ponto mais crucial leva-nos um bocadinho mais à frente na história, já para o século XIX, quando o inglês Sir Thomas Stanford Raffles se estabeleceu na ilha com fins comerciais. Daí a forte influência britânica, como conduzirem pela esquerda, terem uma democracia parlamentar com um sistema Westminster, entre outras coisas.

Singapura - 77

O Império Britânico obteve soberania completa da ilha em 1824.

Singapura foi depois ocupada pelo Império do Japão durante a Segunda Guerra Mundial mas voltou ao domínio britânico após o conflito. Tornando-se auto-governada em 1959.

O território uniu-se a outros ex-territórios britânicos e formaram a Malásia em 1963.

Singapura - 90O Famoso Hotel Raffles, o 1º de Singapura

Passados dois anos tornou-se um Estado totalmente independente. O que parece ter sido a melhor decisão possível para este povo! Uma vez que, a partir daí, teve um aumento maciço em termos de riqueza que rapidamente a tornou num dos quatro Tigres Asiáticos.

A economia está, essencialmente, dependente da indústria e dos serviços e o país é líder mundial em diversas áreas. É o quarto principal centro financeiro do mundo, o segundo maior mercado de casinos e o terceiro maior centro de refinação de petróleo. O seu porto é um dos cinco mais movimentados do mundo (é incrível ver todos os barcos em torno da ilha quando se está a voar sobre Singapura).

E como se isto não bastasse, é o lar do maior número de famílias milionárias em dólares per capita, ao que parece, 1 em cada 10 habitantes possui mais de 1 milhão de dólares de Singapura!

O Banco Mundial considera-o como o melhor lugar no mundo para se fazer negócios.

Ou seja, para quem ainda não percebeu: Singapura é um dos países mais ricos e agitados do planeta!

TheSouthBeach - 19O centro empresarial de Singapura

Ao que parece tudo isto deve-se na sua maioria a Lee Kuan Yew, de descendência chinesa e filosofia socialista, considerado o “pai” de Singapura e que foi eleito primeiro-ministro durante 30 anos, sendo sucedido pelo seu filho, Lee Hsien Loong que ainda está no poder.

Nesta altura estão vocês a pensar – “Humm mais uma Ditadura!” – Mas enganam-se, existem vários partidos, eleições e um governo que desenvolveu o País em vez de se enriquecer a si próprio. Algo bem visível quando ouvimos alguns locais a falar sobre os seus governantes e o seu trabalho (gostava de poder dizer o mesmo…).

Atualmente, Singapura tem uma população de cerca de 5 milhões de habitantes de diversas etnias. Os três principais grupos são Chineses, Malaios e Indianos. Em termos de religião há um pouco de tudo. O que faz com que templos budistas (cerca de 50% da população), muçulmanos e cristãos (cerca de 15%) e hindus (cerca de 4%) vivam lado a lado. Viver lado a lado nem sempre significa viver em comunhão, mas aqui é assim que se vive, e vive-se tão mas tão bem!

Singapura - 81Templo Hindu – Sri Veeramakaliamman

No fundo, há um profundo respeito pelas diferenças culturais de cada um, claro que também existe todo um sistema formatado por regras bem definidas e bem rígidas (mesmo muito rígidas), mas a verdade é que funciona na perfeição, e por isso digo e vou repetir bastante ao longo deste artigo, que Singapura é um local perfeito!

O que precisam saber para viajar para Singapura:
– Língua Oficial: Inglês
– Moeda: Dólar de Singapura (1EUR = 1, 52683 SGD)
– Clima: bastante quente durante todo o ano (25 a 35 ºC, as épocas mais chuvosas são de Novembro a Janeiro/Fevereiro – fomos em final de Fevereiro e correu bem, apanhamos duas horas de chuva numa das tardes).
– Vacinas: Não são necessárias (Para Portugueses)
– Passaporte: Como é habitual é obrigatória a apresentação de um passaporte com validade de 6 meses.
– Visto: A maioria dos Países não necessitam de Visto para entrar em Singapura (Portugal e Brasil incluído) , a não ser que pretendam ficar no país por mais de 90 dias.

No entanto, os Brasileiros precisam de apresentar um certificado válido sobre a Febre Amarela. Saibam mais aqui.

– Como chegar: Voamos, como já é habitual, com a EmiratesPorto-Lisboa (TAP); Lisboa-Dubai; Dubai-Singapura (Aeroporto Changi) – num total de cerca de 17h de voo ao todo, fora as escalas.
É fácil encontrar viagens a partir de qualquer grande cidade, uma vez que todas as grandes companhias voam para Singapura.

A Partir do Brasil é fácil conseguir voos com a Emirates, a United e a Etihad.

– Fuso Horário: + 8h (relativamente a Portugal)

– Transportes: Os táxis não são caros e levam-nos a todo o lado basicamente, com taxímetro, fatura e sem burlas, para variar um pouco do habitual panorama. A rede do Metro também é bastante organizada e fácil de utilizar, garantindo um acesso rápido às diferentes zonas a visitar, a Uber também está disponível, com um ótimo serviço e um maior número de serviços (é possível até chamar um taxi a partir da aplicação).

Tendo em conta a sua elevada população, Singapura não apresenta o habitual (e infernal) trânsito das metropoles asiáticas. Isto porque o governo, definiu uma excelente rede de transportes públicos e aumentou o preço dos carros e das licenças (que podem custar tanto ou mais do que o carro que se quer comprar).

– Regras a ter (muito) em conta: É proibido mascar chiclete, aliás, não há à venda sequer e não podem entrar com este produto no país; é proibido cuspir para o chão; é proibido atravessar fora da passadeira; é proibido urinar na rua; é proibido deitar lixo para o chão; é proibido frequentar o casino com menos de 21 anos; é proibido o uso de droga, aliás é punido com pena de morte!; convém também evitar manifestações de carinho em público.

Pode parecer um exagero, mas não é, pois a verdade é que funciona, as ruas estão impecavelmente limpas, a cidade tem uma organização que roça a perfeição, e é um dos melhores locais do mundo para se viver! Por isso está a resultar!

Podem sempre infringir as regras se quiserem, habilitam-se é a sofrer as severas consequências, como multas altas, prisão ou até chibatadas! E escusam de pedir ajuda ao vosso país de origem! Um Sr. Presidente dos EUA já tentou e não lhe adiantou de grande coisa!

Singapura - 82Singapura também tem uma agitada vida noturna

O que visitar em Singapura?
Do topo do Marina Bay Sands, ao Zoo, passando por Chinatown aos parques nacionais, há tanto para fazer, tanto para ver e tanto para explorar! Singapura apesar de ter aquele aspecto todo cosmopolita, é um autêntico jardim, o verde é uma das cores predominantes e rivaliza com o metal dos arranha-céus. Tudo isto porque o visionário Lee Kuan Yew, quis desenvolver Singapura como uma cidade verde que cortasse os efeitos de uma selva de cimento.  A conjugação é encantadora de se ver.

TheSouthBeach - 18O Contraste entre os arranha-céus, o verde e a influência Inglesa

Singapura - 46As lindíssimas orquídeas do National Orchid Garden

Além disso, como poderão ver nos artigos do João, Singapura é dos melhor destinos do mundo para comer. Do Fine Dining à comida de rua, os Singapurenses levam a qualidade da sua comida muito a sério, pelo que as boas opções não faltam!

Estivemos apenas três dias em Singapura, mas recomendo-vos, desde já, cinco. Aproveitamos muito bem a cidade, mas gostávamos de ter ficado mais tempo.

Singapura - 30Satay – comida de rua

Basicamente, tenho um ótimo pretexto para voltar!

Nos próximos artigos vamos percorrer Singapura ao longo dos três dias que lá estivemos, o que visitamos, onde comemos e tudo o que fizemos num Roteiro único! Não percam!

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Singapura com o apoio da Samsonite e da Singapore Tourism Board – #YourSingapore.

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Singapura – Wild Rocket

wildrocket - 1

Depois de na primeira noite em Singapura nos termos deliciado com uma série de pratos típicos de influência malaia, chinesa e indiana num dos famosos Food Hawkers da cidade (Satay by the Bay), partimos no segundo dia para o Wild Rocket, o restaurante do carismático chef Willin Low, um advogado que há mais de 10 anos decidiu trocar a sua profissão pelo seu hobby, a cozinha. Um hobby que poucos dias depois da nossa visita lhe valeria a entrada no  Asia’s 50 Best Restaurants, na posição nº38.

O Restaurante está instalado no topo do Mount Emily, longe do bulício característico da cidade e dentro do Hotel Hangout (um budget design hotel). A renovada decoração do espaço remete-nos para um Japão moderno, com a entrada a fazer-se por uma pequena ponte ladeada de papel texturado, enquanto a sala e o uso da madeira nos remetem para uma chashitsu (casa de chá) ou um izakaya.

wildrocket - 2A mesa do chef 

Mas bom, o que nos trouxe aqui foi a comida e não propriamente uma aula de decoração ou design de interiores. Pelo que se o espaço nos remete para o Japão, Low orgulha-se de ter introduzido o conceito “mod-Sin” – que é como quem diz, cozinha moderna Singapurense – numa altura em que os principais restaurantes de fine dining da cidade se baseavam na cozinha francesa e japonesa. A sua ideia passa por recriar alguns dos pratos com que cresceu, sabores que normalmente se encontram apenas nos food hawkers, e elevar a qualidade dos ingredientes, a técnica, e claro a apresentação.

Mas passemos à mesa e ao que realmente interessa. Já instalados numa bonita mesa de madeira completamente despida (os talheres estão guardados numa gaveta estrategicamente enquadrada), somos brindados, com uns pequenos e saborosos pães tipo brioche acompanhados de um fino azeite.

wildrocket - 3Salada de Pomelo, camarão tigre e molho de coco gelado
Esta salada de pomelo é um dos pratos icónicos do menu, e é fácil perceber porquê, um conjunto que nos remete facilmente para a Tailândia, numa combinação interessante de temperaturas, notas frescas e picantes, bem combinadas com a doçura do camarão e do coco. Um grande início!

wildrocket - 4Carpaccio de vitela com puré de sésamo e gengibre
Uma entrada bem menos asiática, mas onde o uso do gengibre e do sésamo nos remetem logo para onde estamos. Carne de excelente qualidade, com a espessura certa (não é aquela “película transparente” que tantos restaurantes gostam de servir) e bom tempero. Um prato simples mas bem conseguido.

wildrocket - 6Linguini com pesto de laksa e camarão gigante
Mais um dos pratos-chave do menu de Willin Low, em que a apresentação nos remete novamente para Itália, mas os sabores nos deixam ficar com os pés bem assentes na Ásia. O Pesto de laksa é uma maravilha que vale por si só, picante mas equilibrado e repleto de sabor, ajudado por uma massa no ponto e um excelente e suculento camarão de proporções generosas. Delicioso!

wildrocket - 7Spaghettini com óleo de crustáceos e sakura ebi (tipo de camarão)
Um prato de aparência mais clássica, onde o óleo em que a fina massa é salteada acaba por ser o protagonista principal, juntamente com os bons camarões sakura. Nota alta ainda para o tempero, de picante ligeiro, e para o alho e as sementes que ajudam não só no sabor como na textura do prato.

wildrocket - 5Krapao tailandês de Porcomassa bee tai mak e ovo onsen 
Este último prato de massa foi o melhor prato da noite, uma espécie de Bolonhesa à asiática, com o ragu a ser substituído pelo Krapao tailandês, feito com carne de porco e manjericão e o tagliatelle a ser substituído pela massa bee tai mak à base de farinha de arroz. Tudo isto finalizado com um perfeito ovo onsen (que é como quem diz, a baixa temperatura) que envolveu todo o conjunto com a sua untuosidade. Um prato de conforto, elevado tecnicamente e repleto de sabor. Perfeito!

wildrocket - 9Alabote com pesto de buah keluakvegetais assados
Este foi o prato menos interessante da noite, não por uma confecção menos conseguida, mas pelo próprio peixe  que não tinha grande sabor. Nota alta para o pesto de Buah Keluak ( um tipo de noz), que elevou o prato, bons também os legumes assados.

wildrocket - 8Porco Ibérico, Quinoa e cogumelos 
O porco, cozinhado ao estilo Char siu, estava suculento e a desfazer, com um sabor viciante. Os cogumelos e a quinoa são um bom complemento, balanceando bem os sabores e a estrutura do prato. A folha de papel de arroz que cobre o prato serve mais como elemento decorativo do que propriamente como um acrescento ao conjunto.

wildrocket - 11Cheesecake de morangos
As sobremesas, com uma apresentação menos arrojada que a dos pratos, não perdem propriamente em sabor, e um bom exemplo disso é este cheesecake, com morangos bem macerados, um ótimo creme de queijo e bons biscoitos de sabor levemente caramelizado. Uma pequena delícia!

wildrocket - 10Tarte de chocolate e sorbet de abacaxi
Os Singapurenses adoram sobremesas com abacaxi e esta não é excepção, uma tarte de massa fina, com um ótimo recheio de chocolate, bem acompanhada pela frescura do sorbet. Uma sobremesa bem equilibrada e bem conseguida.

wildrocket - 12Panna cotta de Teh Tarik, pérolas negras 
Mais uma boa expressão da forma como o chef incorpora os mais famosos elementos da comida de rua singapuriana nos seus menus, o teh tarik, é o famoso chá servido com leite condensado, servido em vários pontos da cidade. Aqui preservou o seu sabor e tornou-se numa sedosa panna cotta, elevada pela baunilha e bem equilibrada por umas pérolas negras à base de tapioca. Muito bom!

A carta de vinhos é curta, com vinhos das principais denominações francesas e italianas, além de vinhos do novo mundo, como o Pinot Noir da Nova Zelândia com que acompanhamos a refeição, o The Nest da Lake Chalice. Um vinho com os aromas clássicos da casta e uma estrutura média e boa acidez, harmonizando bem com a generalidade dos pratos.

O Serviço de sala é eficaz e bem coordenado, sem se notarem pressas ou pressões em noite de casa de cheia.

Considerações Finais
Não há dúvidas de que Singapura é uma meca para os #foodies e os bons garfos, dos food hawkers aos restaurantes de fine dinning as opções são mais que muitas, e na realidade o difícil deve ser conseguir escolher e comer mal. Willin Low sabia disso quando há cerca de 10 anos decidiu abrir o seu restaurante, e trazer para o fine dining alguns elementos que normalmente so se encontravam na rua ou em restaurantes típicos. Hoje a sua cozinha reflete criatividade, especialmente para os locais que conhecem os pratos e os ingredientes que estão por trás das suas criações, técnica e um ótimo domínio dos sabores, do picante ao umami, tudo é bem conseguido e equilibrado.

Hoje o carisma e o talento de Willin Low foram reconhecidos com a 38ª posição no top mais importante dos restaurantes asiáticos ( Asia’s 50 Best Restaurants), se o será na realidade, é possível que não, mas os rankings são isso mesmo, números, e alguém tem de os ocupar. O que é certo é que a sua cozinha cativa os comensais e surpreende os palatos mais exigentes, sejam eles estrangeiros ou locais.

O Wild Rocket é, sem dúvida, um grande restaurante!

Wild Rocket
Hangout Hotel, 10A Upper Wilkie Road – Singapura
+65 6339 9448

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses

Nota
Flavors & Senses em Singapura com o apoio da Samsonite e da Singapore Tourism Board – #YourSingapore.

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The South Beach

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O recente The South Beach Hotel em Singapura é, basicamente, a perfeita junção do luxo e do design pela mão mágica de Phillipe Starck.
Localizado numa das mais famosas ruas da cidade, a Beach Road, o hotel é parte do impressionante complexo South Beach Development, que conta com escritórios, lojas, restaurantes e residências.

Abriu em 2015 e encontra-se ainda em Soft Opening, sendo que algumas das partes do complexo ainda não estão finalizadas.
E que honra poder conhecer o início daquele que vai ser um dos melhores hotéis de Singapura!

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A filosofia do hotel é criar um ambiente H.I.P. (Highly Individualised People and Places), e, sem dúvida, que está a consegui-lo, com a ideia bem patente, por exemplo nos 43 espaços (Imaginative Social Spaces – como lhes chamam) espalhados ao longo de todo o hotel e que nos permitem, individualmente ou em grupo, desfrutar ou trabalhar em paz!

Além do The South Beach primar por ser um espaço onde todos querem estar e onde qualquer personalidade se encaixa, é, também, um dos mais bonitos e funcionais hotéis que já conheci.

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Pensado pela mente do genial Phillipe Starck, o hotel tem um design capaz de atordoar o mais adormecido dos cérebros. Cada recanto é uma infinidade de beleza, cada pequeno pormenor está pensado para ser funcional e aliado à mais alta sofisticação.

Vaguear pelo The South Beach Hotel é o mesmo que apreciar um belíssimo museu, se calhar, bem mais interessante que muitos, com peças criadas exclusivamente pelo designer francês  ou curadas por si.

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Primeira Impressão
Provavelmente uma das mais impressionantes “primeiras impressões” que já tive! Uma imponente entrada presenteia-nos com um painel (gigante) de Leds com uma instalação artística que faz as delícias de quem chega, o que por si só já auspiciava uma grande estadia.

A arte está presente mesmo antes de entrarmos no hotel, a entrada é ladeada quer por uma zona de relaxamento, com belíssimos móveis quer por um Gorila! Sim, um Gorila, uma bonita escultura que personificou esta espécie animal tão bem!

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Somos encaminhados à receção, ou deverei dizer, receções, pois até nisto o The South Beach se destaca! O Lobby é, então, chamado de Global Village, com vários “decks” de receção, com design e arquitetura diferentes e que vão representando cada povo, cada comunidade, para que todos possam identificar o “seu local” e, assim, se sentirem em casa. Da mesma forma que tão bem representa a forma harmoniosa como vários povos habitam Singapura.

Ao longo do lobby há vários espaços de relaxamento, desde pequenas salas de estar, a uma longa mesa de madeira onde podemos descansar, ter uma reunião de trabalho ou simplesmente sentar para comer algo, sim, porque existe também uma zona com bebidas frescas e pastelaria variada de estilo francês.

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Ou seja, ainda nem passamos do Lobby e já nos apaixonamos perdidamente pelo The South Beach! O design de Phillipe Starck, a arquitetura de Foster and Partners, e a forma descontraída, mas atenta e atenciosa de receber, garantiram uma excelente primeira impressão.

Após o check-in que foi realizado confortavelmente numa das salas de estar, fomos encaminhados ao nosso quarto.
O elevador que nos levou até lá somou uns pontos extra ao incrível design do restante hotel, as paredes estão preenchidas com diferentes desenhos em tons azuis e vermelhos e que parecem movimentar-se com o efeito de luzes que vai alternando enquanto o elevador se desloca, tamanho é o efeito de luzes e cores, dando um ar psicadélico, que me arrisco a dizer que é um perigo após uma grande noite no bar do hotel!

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TheSouthBeach - 3O nosso quarto – Show Case You

Quartos
Os 654 quartos e suites vão ao encontro da filosofia e design do hotel, dividem-se em diferentes categorias que agradam a diferentes personalidades, no caso das suites temos a Deluxe, a Premier, a Charmain e a Presidential, no caso dos quartos temos o Show Case Me, Show Case You (onde ficamos), Show Case Us e o Show Case Us Plus.

Há ainda um outro que faz as delícias do sexo feminino, o Show Case Her, com um piso totalmente dedicado a nós mulheres, e que vem munido de tudo o que nós precisamos, desde um equipamento para limpeza facial, um alisador de cabelo, produtos Jo Malone, e uma incrível e enorme camisa Boyfriend para que não nos sintamos sós! Tudo pensado no melhor do universo feminino!

TheSouthBeach - 1Os detalhes fofinhos do Show Case Her

Bem, mas vamos ao nosso quarto, fomos recebidos com um festim de pequenas peças de pastelaria e frutas que enchiam o quarto de cor. À nossa espera estava também uma cama super confortável, daquelas que nos faz querer dormir até ao meio dia, umas almofadas gigantes, e um conforto e limpeza sem igual!

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O quarto de banho estava repleto de produtos Jo Malone que lhe conferiam um aroma suave e fresco. Como sabem, eu amo esta divisão, normalmente delicio-me com a banheira, mas desta vez aquilo que roubou o meu coração foi a sanita! Sim, a sanita, leram bem! A mais sofisticada de sempre! Pode parecer ridículo o que digo, mas é verdade, o assento era aquecido, e possuía aquilo que eu tanto gosto, tampo automático, os jactos de água quentes, que tão bem substituem o nosso habitual e desnecessário bidé!

O mini bar do quarto estava incluído na estadia, claro que não tinha bebidas alcoólicas, mas tinha chocolates, snacks e diferentes bebidas.
O quarto foi ao encontro do design de todo o hotel, e esteve sempre aliado ao conforto e à sofisticação.

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Um dos pormenores mais caricatos, os chinelos dele tinha o desenho de uns bigodes, os meus tinham o desenho de uns lábios com batom vermelho! E é neste tipo de momentos que te apercebes que estás num hotel design!

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Outra das grandes funcionalidades do quarto é a “portinha secreta” como eu gosto de lhe chamar, ou seja, um espaço a que os funcionários têm acesso por fora, sem perturbar a tua estadia, e que podem deixar lá o que for necessário ou o que nós pedirmos e que podemos ir buscar depois, abrindo uma outra pequena porta do interior do quarto.

TheSouthBeach - 43Laugh – um brilhante e cosmopolita bar e restaurante *

Restaurantes
O hotel conta com quatro espaços de gastronomia, sendo que um deles ainda não abriu, o Court Martial Bar, um bar que certamente vai fazer as delícias dos apreciadores de cocktails e whiskeys.

Quanto aos restantes, temos o ADHD – All Day Hotel Dinnig, que como o próprio nome indica, funciona o dia todo, servindo uma extensa seleção de cozinha internacional nas diferentes refeições do dia, sendo também o local onde é serviço o ótimo pequeno almoço do Hotel.

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TheSouthBeach - 12Do Dim Sum, aos ovos preparados na hora e ao salmão fumado, nada falta no pequeno almoço do ADHD

Outra das opções gastronómicas, mais propriamente com o conceito de Bar, é o Laugh que se situa no edifício em frente ao hotel, o edifício que tem essencialmente os escritórios. Este espaço, como o próprio nome leva a crer, é divertido, tem cor, tem animação, e é vibrante. Serve, não só uma lista de cocktails e diferentes bebidas alcoólicas, mas também petiscos ou pratos principais, tudo para todos os gostos. O seu ex-libris são as mesas e os balcões com ecrãs cheios de cor e movimento.

TheSouthBeach - 42Prefix *

Por fim, mas não menos importante, aliás foi o meu local preferido, temos o Prefix. Este espaço, localizado no coração da Global Village, em que a madeira é rainha e lhe transmite um ambiente contemporâneo, está repleto de livros e vinhos, e conjuga tons neutros com vibrantes. Para mim, o local mais relaxante do hotel.

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Serviços
Como todos os hotéis de luxo, o The South Beach apresenta serviço de quarto 24h, Lavandaria, Concierge, Business Services (com um Salão de Baile e 19 salas de conferências), entre outros.

Mas, há serviços que o distinguem de outros hotéis de luxo. E, aqui, o prémio vai, certamente, para os 43 Imaginative Social Spaces, que têm a capacidade de elevar os nossos sentidos a um qualquer local de fantasia!

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Além desta particularidade, outro dos serviços que os distingue é o seu Sky Garden e a Infinity Pool no 18º piso, com uma vista de cortar a respiração de 360º sobre Singapura. Um dos espaços mais harmoniosos de todo o complexo. Que fica ainda mais charmoso com o bar que o completa, o Flow18.

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Confesso que tive uma das manhãs mais relaxantes de sempre neste local (o jet lag também ajudou).

Para quem quer estimular também o físico, neste mesmo andar tem o Fitness Center que funciona 24h.

O hotel conta ainda com mais um Sky Garden e uma Infinity Pool também com bar, o Ebb6, que se localiza no Padang Terrace no outro edifício do complexo.

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Para quem, como nós, vai a Singapura para a conhecer, o hotel foi uma opção excelente pois fica bastante central e próximo de quase tudo, tendo inclusive uma estação de metro mesmo atrás, que passará a ter uma paragem mesmo dentro do complexo do hotel, tudo pensado ao pormenor!

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Atendimento
Adoro Hóteis Design, com o atendimento a ir sempre ao encontro da decoração e arquitetura do espaço, ou seja, descontraído! Mas não é um descontraído qualquer, é um descontraído altamente personalizado, despretensioso, e eficaz mantendo todos os luxos e satisfazendo todas as necessidades dos seus hóspedes.

É simpático sem exagero, é sincero, e é atento sem ser invasivo, ou seja, conhecem-nos e tratam-nos pelo nome quando passamos por eles, mas não invadem o nosso espaço pessoal.

O The South Beach é uma aposta mais que certeira, que reflete bem Singapura. É um belíssimo hotel, altamente funcional, com arte em cada recanto e que garante experiências totalmente inesperadas.

TheSouthBeach - 22É impossível não ficar rendida a esta vista

Tem, provavelmente, uma das decorações mais bonitas que já vi num hotel.
As vistas sobre Singapura são estonteantes e a atmosfera vibrante que se sente em todo o hotel contrasta na perfeição com a calma e o relaxamento sentidos quer nos quartos, quer no Sky Garden quer em alguns dos Imaginative Social Spaces.

TheSouthBeach - 45O pior do The South Beach é mesmo o momento da despedida

Nada mais me resta do que recordar esta estadia memorável e sonhar com a próxima viagem a Singapura para ver como o The South Beach se está a portar!

Acredito que com este início tão imaculado, o futuro seja o mais promissor possível!

The South Beach
Quartos a partir de 300€
30 Beach Road – Singapura
+65 6818 1888
sales@thesouthbeach.com.sg

English Version

Fotos: Flavors & Senses e Divulgação (assinaladas com *)

Nota
Flavors & Senses em Singapura com o apoio da Samsonite e da Singapore Tourism Board – #YourSingapore.
Estivemos no The South Beach a convite, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Restaurante Palco – Hotel Teatro

Palco - 1 Há alguns anos que acompanho de perto o trabalho do jovem chef Arnaldo Azevedo (eleito Chef A Seguir nos prémios Flavors & Senses – Os Melhores para 2014), mas por estranhos motivos só agora visitei a sua casa, ou como quem diz, o Palco onde é o actor principal desde a sua abertura.

Quanto ao restaurante, este está inserido no charmoso Hotel Teatro, um Design Hotel, que ocupa o espaço onde outrora brilhou o Teatro Baquet, com a assinatura , mais uma vez brilhante, de Nini Andrade Silva. Ao passarmos a pesada porta da entrada, iluminada por Almeida Garret, entramos numa peça, com cada divisão a tornar-se um diferente momento cénico, em que por momentos ficamos sem saber se seremos espectadores ou figurantes de uma peça pronta a começar!

O Palco respira esse mesmo conceito, com os seus tons quentes e iluminação suave que nos transporta para um certo romantismo, com uma decoração sóbria onde alguns elementos de design exclusivo enchem o espaço.

Voltando à estrela da peça, Arnaldo Azevedo, e apesar da sua idade, não se fez “actor” por simples graça, cresceu a ver o pai cozinhar (o Arnaldo Pai, tem um restaurante de cozinha tradicional em Ermesinde – Toca da Formiga), aprendeu e formou-se na célebre escola de Santa Maria da Feira antes de rumar aos restaurantes do Pine Cliffs, o saudoso Mesa (sabem como tenho saudades dessa cozinha do Luís Américo) e do estrelado Amadeus, onde partilhou a cozinha com o austríaco Siegfried Danler Heinemann.

Ou seja, não lhe faltou experiência antes de se estrear neste monólogo.

Palco - 2

Pouco depois de nos sentarmos e enquanto vamos dando uma vista de olhos pelo Menu, somos recebidos com as boas vindas do chef, um corneto (os chefs hoje em dia não se cansam dos cones!) com brandade de bacalhau e azeitona seca. Temperatura e texturas certas, num início cremoso e saboroso.

Entre os 3 menus disponíveis, optamos pelo menu Almeida Garret (52€ – 5 pratos), sendo que também é possível pedir à carta os vários pratos e sobremesas de cada menu.

Palco - 4

Seguiu-se o pão, como não poderia deixar de ser, com um simpático brioche e um bom pão de sementes, acompanhados por uma boa tapenade de tomate seco, e boas manteigas de foie gras e pimenta selvagem (saborosas e na temperatura correta) além do sempre delicioso azeite da Acushla.

Seguiram-se os snacks, onde o chef mostra bem, como gosta de fundir nas suas cozinhas, o respeito pelo lado clássico da cozinha com as técnicas e apresentações da cozinha mais contemporânea. Provou-se uma ótima enguia fumada com sour cream e caviar beluga, uma invulgar e bem frita espinha de carapau com brandade e ceviche de carapau e puré de abacate. 

Palco - 5enguia fumada com sour cream e caviar beluga

Palco - 3espinha de carapau com brandade e ceviche de carapau, puré de abacate

Uma “sandes de leitão”, numa interpretação deliciosa do clássico bairradino, em que um pequeno pedaço de barriga de leitão, suculenta e de pele estaladiça é servida com uma pequena tortilha. E ainda, uma homenagem ao mestre Joel Robuchon, com o seu célebre puré de batata com trufa negra. Pouco mais se poderá pedir de um início de refeição! Técnica, sabor, apresentação e distinção!

Palco - 6

Palco - 7Lagostim, foie gras e trompetas da morte
Confesso que parti para este prato com algumas reticências, os lagostins são um dos meus ingredientes favoritos e tinha medo da ligação com o foie onde a sua delicadeza de sabor e doçura natural se poderia perder facilmente ao lado do peso e intensidade do foie. Mas saí conquistado, o molho tinha a quantidade certa de foie para se fazer sentir sem se sobrepor ao lagostim (bem cozinhado), bem ladeado pelas notas terrestres do cogumelo. Um grande prato, onde brilhou o equilíbrio e um princípio certeiro de que “menos é mais”.

Palco - 8Pescada de Anzol, xerém de amêijoas e percebes, joselito
Um prato que junta as raízes nortenhas de Arnaldo Azevedo com o seu trabalho no Algarve, juntando, e bem, a pescada ao xerém. Peixe no ponto e húmido, onde faltou a pele crocante. Saboroso e bem preparado o xerém, onde brilharam as amêijoas e as percebes, enriquecendo o sabor a mar. Nota alta ainda para a junção da ervilha, cuja doçura equilibrou o prato, e do presunto cuja untuosidade o enriqueceu. Menos interessante foi o aipo, que embora compreenda a sua adição, pelo sabor e frescura, falhou na textura.

Palco - 9Risotto verde, ovo 63º e trufa negra
Quando nos é retirada a tampa da clássica panela de cobre e a sala ganha o aroma do “ouro negro” – sem os horríveis óleos e azeites – todos os sentidos se despertam. Arroz bem preparado, com uma bonita cor verde, à base de espargos e espinafres, e um ovo também ele bem conseguido, resultando numa mistura de comida de conforto revisitada e elevada à boa maneira da haute cuisine.

Palco - 10Porco Alentejano, Alcachofras,  couve de bruxelas e pickles 
Apresentação elegante, onde mais uma vez percebemos que a assinatura de Arnaldo Azevedo não passa por acrescentar vários elementos ao prato, mas sim permitir que os 3 ou 4 que utiliza brilhem em conjunto e por si só, com uma ou mais texturas. Delicioso o puré de alcachofras, apesar da sua cor menos convidativa, perfeito o jus de porco que ajuda a carne e todos os elementos a ligarem-se. Por falar em carne, foi o parente menos interessante do prato, precisando de um pouco mais de sabor e de uma textura mais suculenta. Nota alta para o pickle de cebola e açafrão, cuja frescura e acidez deram aquele kick, para elevar o prato.

Palco - 11Maça, Yuzu e toffee
No capítulo doceiro acabamos por aceitar o desafio do chef e provamos as suas 3 propostas, começando por esta, à base de maçã. Uma sobremesa que convenceu, pela sua frescura e doçura bem equilibradas. Duas pequenas maçãs, recheadas com puré de maçã assada que explodem na boca e nos levam imediatamente para esse clássico, bem conjugados com a frescura do yuzu e da granny smith, com o gelado de iogurte grego e claro com as notas mais doces do toffee apresentadas em várias texturas. Nota alta também para o “prato” , um saco de gelo moldado de forma a receber a sobremesa. Muito, muito bom!

Palco - 12Framboesa, coco e ananás dos Açores 
Mais uma sobremesa que me enche as medidas, com uma combinação de várias texturas de framboesa, da natural, ao bolo, passando pela fina gelatina de coulis, que envolve a ótima pannacotta de coco. Nota alta também para o gelado de ananás, num harmonioso conjunto dos três frutos. A não perder!

Até aqui acompanhamos a refeição com um Encruzado do Dão, o Munda 2010 (24€), um vinho cuja frescura, mineralidade e acidez permitiu uma boa harmonização com os pratos de peixe e marisco, assim como o seu corpo e a madeira bem integrada permitiram a ligação com o prato de porco. Um bonito vinho, que tão bem representa as qualidades da casta.

Palco - 13Chocolate, café, fava tonka
Para finalizar, e porque o mesmo não pode faltar em nenhum menu, o chocolate, numa combinação clássica com o café e a fragrância da fava tonta. Várias texturas, de chocolate, da bomboca ao chocolate temperado. Bom o uso, do café, mais uma vez ponderado e equilibrado, de forma a não se sobrepor aos restantes elementos. Um final Guloso!

A brilhar esteve também um magnífico Tawny 40 anos da Graham’s, cujo nariz complexo e as notas de caramelo e chocolate se revelaram a companhia perfeita para terminar esta refeição.

Palco - 14Mignardises

Enquanto finalizamos o Porto tivemos a companhia de umas mignardises clássicas, como a pâte de fruit de frutos vermelhos, o bombom de chocolate branco com anis e o macaron de rosas. Todas elas bem conseguidas.

O Serviço decorreu com eficiência, verificando-se o conhecimento e o gosto de quem lá trabalha, não só no conhecimento dos pratos, mas também naquele brilhozinho nos olhos de quem corre por gosto e é feliz onde está.

Considerações Finais
Se no passado tinha a certeza que Arnaldo Azevedo era uma das principais promessas da sua geração, saí do seu Palco com a certeza de que já não é promessa, mas sim um caso sério de talento e trabalho. Arnaldo pratica uma cozinha em que me revejo, não caindo nas tentações de se dedicar apenas a uma cozinha mais contemporânea, seja ela de base nórdica ou espanhola, ou de se deixar ficar pelo passado da escola francesa e austríaca. O seu menu é, assim, uma conjugação de clássicos com pratos mais criativos, permitindo-se ousar mais nos snacks e nas sobremesas, imperando o rigor técnico nos pratos aliado ao sabor. Sabor esse que não falhou em prato nenhum, seja nos mais ou menos conseguidos.

Dir-se-á que não é um restaurante barato, e não o é certamente, mas é no entanto um dos restaurantes onde a relação entre o preço e a qualidade do produto e da oferta mais se equilibram. O tempo, esse encarregarse-à de o tornar não só um dos grandes restaurantes do Porto, como um dos principais palcos  do País!

Uma peça a repetir!

Restaurante Palco – Hotel Teatro
R. de Sá da Bandeira 84 – Porto
+351 220 409 620
geral@hotelteatro.pt

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses

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Antiqvvm – “Cumplicidades Gastronómicas” Vitor Matos convida Eurico Castro

antiqvvm - 1O Jardim e a vista imperdível do Antiqvvm*

O Antiqvvm é uma das últimas adições à, cada vez mais apetecível, lista de restaurantes de fine dining na cidade do Porto. Depois de uma das mais comentadas movimentações da restauração em 2015, a saída de Vitor Matos do Largo do Paço em Amarante (*Michelin), a cidade do Porto, e mais propriamente o antigo Solar do Vinho do Porto, tornaram-se a nova casa de um dos mais criativos e artísticos chefs nacionais.

Aproveitando um convite para o jantar a quatro mãos com Eurico Castro (Restaurante Porta – Bragança), lá fomos conhecer este novo espaço, que promete mexer com a cidade.

antiqvvm - 2A bonita entrada do Restaurante*

Seguindo os encantadores caminhos do romântico, lá chegamos ao histórico edifício do Solar do Vinho do Porto, que partilha a vista e o espaço com os famosos jardins do Palácio de Cristal. Uma casa histórica, com jardins que nos seduzem e uma vista que nos deixa rendidos – por falar em vista, no Verão o jardim do Antiqvvm será certamente um dos espaços mais concorridos da cidade.  No interior manteve-se, e bem, a traça original, com respeito pelas arcadas e pilares seculares aos quais foram adicionados materiais nobres e requintados que nos transportam para um ambiente mais moderno e cosmopolita.

Antiqvvm - 9

Sendo um evento privado, tudo decorreu de uma forma diferente do processo habitual de iniciar uma refeição, com  os primeiros vinhos e snacks a serem apresentados de forma volante. Por falar em vinhos, o jantar foi acompanhado pelos vinhos transmontanos da Mont’Alegre e da Quinta de Valle Passos, dois jovens produtores de uma região que merece cada vez mais atenção.

Antiqvvm - 10

Os snacks passaram por clássicos de Vitor Matos, como o cone com ceviche e guacamole, o “macaron” com beterraba, mini pataniscas, tostas, bolas de Berlim 3.0 e uma batata brava fumada. Tudo muito bom e bem preparado! No copo estiveram também o Mont’Alegre Branco Clássico de 2015 que surpreendeu pela frescura e acidez, e o Valle de Passos Branco 2014, um vinho de elegantes notas florais e bom corpo que nos pede imediatamente comida.

Antiqvvm - 8Do Rio Baceiro à Mesa 
Truta, citrinos, mousse de escabeche, ovas e pão de girassol
Já na mesa, começamos a degustação com um prato de Eurico Gomes à base de Truta que facilmente me transporta para a minha querida região de Trás-Os-Montes e para os peixes do rio que tantas vezes pesquei durante a infância. Bom o sabor de todos os elementos, com destaque para a textura da truta, levemente fumada e a mousse de escabeche. Boa também a adição do crème fraîche que nos restrutura o palato para continuarmos a prova. O erro neste prato foram as proporções dos elementos, apresentando demasiada espuma para pouco peixe, o que fez com que alguns dos sabores se perdessem perante o escabeche.

A acompanhar, e bem, o Mont’Alegre branco 2015, cuja frescura e acidez foram um parceiro ideal para o escabeche.

Nota alta ainda para o pão de maçã e passas que foi servido durante o jantar.

Antiqvvm - 7Tributo ao Michel Von Der Kroft (**Michelin)
Queijo terrincho, salva, trompetas da morte
Uma homenagem de Vitor Matos ao seu amigo Holandês apaixonado por Portugal. Um prato de aparência simples, distante das criações mais arrojadas do chef, mas repleto de sabor. Raviolis tecnicamente irrepreensíveis, com o queijo a fundir-se otimamente com a delicada manteiga das Marinhas que envolvia a massa. Os cogumelos deram ainda mais dimensão ao conjunto, num prato de emoções fortes.

A harmonizar esteve o Valle de Passos branco 2014 de que falei há pouco, com a untuosidade do prato a mesclar-se perfeitamente com a estrutura do vinho. Muito Bom!

Antiqvvm - 6Mar e Terra
Polvo, ervilhas, enchidos transmontanos, batata baby
Com assinatura de Eurico Castro, este foi o prato menos conseguido da noite, muito por culpa da textura demasiado rija do polvo (e não, eu não gosto do polvo a desfazer). Faltou também alguma cremosidade ao conjunto, um papel que o creme/pasta de ervilhas não conseguiu ocupar em plenitude. Nota positiva para o molho de pimentos e o pó de enchidos cujos sabores se mesclaram bem com o polvo.

Antiqvvm - 5Da nossa tradição transmontana “A Lareira”
Bacalhau, mão de vitela maronesa, grão de bico e couve portuguesa
Depois da tempestade veio a bonança, com o melhor prato da noite, um clássico reconfortante reinventando por Vitor Matos. Aqui, o habitual bacalhau com grão ganha dimensão e sabor com a adição da delicada e gelatinosa mão de vitela e do seu límpido e saboroso caldo que envolve todo os elementos numa combinação arrojada. Muito, muito bom!

No copo entramos nos tintos, com um Mont’Alegre Clássico 2013, um vinho furtado e elegante que deu espaço ao bacalhau para brilhar, complementando-o com eficiência.

Antiqvvm - 4Sabores de Vinhais
Butelo de Vinhais e cogumelos selvagens
Sendo eu um apaixonado pelo Butelo, as casulas e os típicos pratos de pote transmontanos, não deixo de ver com bons olhos a reutilização destes produtos, numa tentativa de lhes dar uma imagem mais modernizada. Assim, Eurico Castro criou um bom Butelo, desossado e bem temperado, conjugado com um arroz caldoso de cogumelos silvestres que, sem surpreender, resultou num prato feliz e reconfortante.

Este prato teve a companhia do Valle de Passos tinto 2014, um vinho elegante e bem construído.

Antiqvvm - 3Barriga de Leitão Bísaro 2011
Pêra bêbeda, pickle de cebola, maçã, vinho tinto, beterraba, alho fermentado e legumes
Mais um prato de Vitor Matos com um ótimo leitão, de pele crocante e carne macia, ladeado por uma série de sabores e texturas que o elevaram, como o caso do molho e do alho fermentado. Saboroso e bem conseguido!

A harmonização ficou a cargo do Mont’Alegre Reserva tinto 2013 em garrafa magnum, um vinho de boa estrutura que promete evoluir bastante bem.

Antiqvvm - 2A Horta doce da minha Infância (nova versão)
Requeijão de ovelha, abóbora, pinhões, castanha, laranja e moscatel
É costume dizer-se que menos é mais, mas aqui todos os elementos funcionaram, a solo e em equipa, para formar uma ótima sobremesa. Onde os vários elementos vão adicionando texturas e sabores, dos mais fortes e doces aos mais frescos, com a laranja e o moscatel a darem uma frescura que equilibra o prato. Técnica e visualmente irrepreensível a mostrar que neste Antiqvvm as sobremesas não serão um parente pobre da restante carta.

Em jeito de celebração brindou-se com um Moscatel Dalva 2009 em garrafa Mathusalem, engarrafada especialmente para Vitor Matos e este jantar. Um vinho bonito, com uma cor surpreendente e uma boca elegante, que não estando ainda no seu auge, promete mais uma grande colheita de moscatel para a marca.

Antiqvvm - 1Petit fours

O serviço de sala não tendo quebrado o jantar, teve pequenos erros mostrando alguma inadaptação! Normal neste tipo de eventos que foge ao alinhamento normal de uma sala jovem ainda sem as rotinas totalmente esquematizadas.

Considerações Finais
Estes jantares a 4 mãos são sempre bons momentos para os chefs abrirem as portas da sua cozinha, descontraírem da rotina do seu serviço e criarem uma interação diferente com a sua equipa e os seus clientes. Neste caso, e em especial para mim, foi de muito bom grado que vi esta representação de Trás-Os-Montes no Porto, seja nos interessantes vinhos apresentados (que desconhecia) seja nos ingredientes muitas vezes utilizados, como o Butelo ou o Queijo Terrincho.

É certo que o menu teve duas linhas, e que a cozinha de Eurico Castro não está ainda ao nível da execução e da técnica de Vitor Matos, mas é certo também que as revoluções se fazem aos poucos, e levar o fine dining até Bragança não será certamente tarefa fácil.

Quanto a Vitor Matos, é bom ver a forma como abraçou um novo projecto começado do zero, ver que a sua veia artística e criativa anda mais eufórica do que nunca e acima de tudo ver que está feliz, algo que se refletiu nos pratos que provamos. A sua vinda para o Antiqvvm faz bem ao Porto e à gastronomia da cidade.

É sem dúvida um espaço a não perder, e no meu caso fica a vontade de voltar ao restaurante para conhecer o menu onde não faltarão alguns “devaneios e loucuras” que tanto aprecio em Vitor Matos!

Antiqvvm
R. de Entre-Quintas 22o – Porto
+351 22 600 0445
antiqvvm@gmail.com

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses e de divulgação (assinaladas com *)

Nota
Estivemos no Antiqvvm a convite da organização do “Cumplicidades Gastronómicas”, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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O Antigo Carteiro

O Antigo Carteiro - 6

Numa altura em que as cartas de amor foram trocadas por emails e mensagens rápidas (eficazes é certo), mas sem o romantismo e simbolismo das “velhas” cartas, e em que os correios servem apenas para contas, publicidade e certificados, felizmente ainda existem histórias de amor a passar pelo posto!

Uma delas é a de uma antiga mercearia/taberna, que servia também de posto dos Correios no bonito Largo do Ouro, transformado entretanto em restaurante – O Carteiro, e de Hélder Sousa, um vizinho que decidiu passar de cliente habitual a proprietário!

Hélder é um homem das Artes e do Teatro, e com um certo jeito descontraído lá nasceu o Antigo Carteiro, numa forma de respeitar a tradição e o espaço pelo qual se tinha apaixonado.

Conhecendo eu o espaço desde o início, e sabendo os altos e baixos com que o Hélder foi aprendendo sobre a restauração (ainda existem quem ache que é um negócio simples e fácil) é bom ver a paixão ainda esbatida no seu rosto, e claro a evolução de um espaço e de um conceito “fora da caixa”.

Por falar em conceito, podemos dizer que o Hélder é um freak, um daqueles freaks com ideias um tanto ou quanto loucas, por isso n’ O Antigo Carteiro o lema é comida dos Pés à Cabeça, literalmente falando, e se for possível com um toque “javardo” e emoções fortes e sexuais!

Mas passemos à nossa visita, antes que tenha de colocar um aviso para maiores de 18 no início do artigo! O espaço mantém a traça original, com aspecto de uma tasca recuperada e simplesmente decorada, com umas cadeiras de madeira vermelhas a contrastar com a calma das paredes. Não falta, também, uma esplanada que no Verão se transforma numa sala frenética de bom ambiente.

Já instalados, começamos por uma boa broa, azeite e uma maionese de alho, leve e saborosa.

O Antigo Carteiro - 4Língua de Vaca laminada (7€)
Não poderia haver melhor forma de começar a refeição, de acordo com o conceito do espaço, do que com a língua, cozida no ponto e fatiada como um carpaccio. Nota alta para o bom tempero, e o contraste criado pelo gengibre e as zestes de lima, dando maior frescura à entrada.

O Antigo Carteiro - 5 Cogumelos Portobello, farinheira (8€)
Conjunto untuoso e bem conseguido, com os cogumelos no ponto e bem envolvidos com a farinheira, que dá ao conjunto uma doçura interessante e bem equilibrada com o picante e amargor dos agriões. Mais uma boa entrada.

O Antigo Carteiro - 3Arroz de Enchidos, Bochecha de vitela (14€)
Para aquecer o estômago antes do prato principal, pedimos um arroz de enchidos, acompanhado com bochechas, previamente divido para ser partilhado entre os comensais. Carne deliciosa, húmida e com a textura que se pede de uma bochecha. Arroz caldoso e saboroso com grelos e enchidos, mas onde se pedia uma intensidade maior no sabor a fumeiro, ou não fosse essa a principal identidade do prato.

O Antigo Carteiro - 2Rabo de Boi, esmagada de batata e legumes (16€)
Para prato principal partilhou-se o rabo de boi, mais um prato que respira a identidade do restaurante, com o rabo bem preparado e temperado, literalmente a separar-se do osso. Com um acompanhamento simples que permite à carne brilhar por si só e num bom contraste com o agrião, que parece ser também ele um dos ingredientes fetiche da carta.

O Antigo Carteiro - 1Gelados Artesanais, Bacon e alecrim e Amora e aneto (3€ cada)
Os gelados, como não poderia deixar de ser, vivem da mesma imagem que a casa, com combinações algo javardas como a de alecrim com bacon caramelizado, que no fim acaba por funcionar ( a Cíntia diria que com bacon tudo funciona!) e feitos à bruta, sem máquina, maltodextrina ou estabilizadores. Ainda assim, preferi o de Amora, mais fresco e menos doce, que é para mim o defeito maior destes gelados, o excesso de açúcar, mas sim, estão no ponto para um bom glutão sem diabetes!

A carta de vinhos, não sendo extensa, procura também ela respeitar aquele lado freak do restaurante, pelo que não faltam opções menos comuns e novos produtores com vinhos e imagens irreverentes. A nossa refeição foi acompanhada, e muito bem, pelos vinhos Alentejanos da Herdade do Arrepiado Velho.

O serviço de sala é agora comandado pelo Hélder, que intercala pratos com conversa de cicerone, simpatia e muita, muita diversão, com um staff que respira também ele a sua imagem e identidade descontraída, mas com a barba e o cabelo mais aprumadinhos! É difícil não transparecer alegria quando ouvimos a forma como Hélder nos conta as suas história e apresenta os pratos com emoções e linguagens fortes, como se de um momento cénico se tratasse.

Considerações Finais 
Vendo o momento que hoje se passa n’ O Antigo Carteiro é caso para dizer que o restaurante renasceu, fruto da vontade e perseverança de um proprietário, e também de um novo  cozinheiro, o jovem Rui Oliveira, que respira também ele o conceito tão próprio do restaurante. Não é certamente um espaço consensual, seja pelo uso de ingredientes muitas vezes ignorados, seja pela descontração com que se vive o espaço. Os pratos transmitem sensações e sabores fortes, pelo que lhes é permitido apresentar pequenos erros aqui e ali.

Para quem se revê num espaço contra a corrente e longe do buliço da baixa é certamente um porto de abrigo. Um local de encontro de amigos, que não pretendem ser surpreendidos pela comida ou pelas criativas combinações de um chef, mas sim reconfortados por pratos calorosos e de cariz familiar, enquanto apreciam um bom momento do seu tempo, sem pressas e com emoções, como nos bons velhos tempos de uma carta de amor!

O Antigo Carteiro
Rua Senhor da Boa Morte, 55 – Porto
937317523
oantigocarteiro@gmail.com

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses

Nota
Estivemos n’ O Antigo Carteiro com um voucher da Zomato, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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Andaz London

AndazLondon - 25
A arquitetura Vitoriana do Andaz London

Já vos falei várias vezes do Hyatt Group Hotels, certo? Já sabem que é um dos grupos hoteleiros que mais gosto e em que mais fico hospedada quando viajo, certo? Mas o que vocês ainda não sabem é que uma das categorias do grupo, uma das mais recentes aliás, tem um dos melhores conceitos de sempre, um conceito que nos faz sentir únicos, que nos faz sentir parte da família, que nos faz sentir especiais. E isso ficou bem presente na nossa estadia no Andaz London Liverpool Street.

Como já vos referi, num artigo anterior, as saudades de Londres já se faziam sentir bastante, e por isso rumamos a terras de Sua Majestade, e o Andaz foi uma das nossas escolhas como hotel a não perder. E que escolha mais certeira!

Situado numa das ruas mais importantes e movimentadas da cidade (tudo em Londres é movimentado!), a Liverpoool Street, mesmo ao lado da estação de Liverpool, encontramos um edifício secular (ou mais do que um, melhor dizendo), com anos e anos de história, e que transformado com a renovação do Grupo Hyatt e mais propriamente do seu conceito Andaz, faz as maravilhas de quem lá fica hospedado.

O conceito desta categoria de hotéis é fazer com que não haja nenhuma barreira entre hóspedes e funcionários, é fazer com que, de A a Z, todas as nossas necessidades sejam atendidas e todos os nossos gostos conhecidos pelo staff, é fazer com que nos sentimos em casa de família e amigos, sem que nada, mesmo nada seja deixado ao acaso.

Posso garantir-vos que foi isso que senti durante a minha estadia, mas para que percebam melhor o que quero dizer vou contar-vos a minha experiência detalhadamente.

andaz2O Lobby sem recepção do Andaz*

Primeira Impressão:
Quando saímos da estação de Liverpool procuramos o hotel à nossa volta e logo o descobrimos, um belíssimo edifício vitoriano, com os seus tons laranja a rivalizar com o azul do céu (sim, estava sol em pleno inverno londrino!). Ao longo do edifício uma série de lojas de comércio de luxo, algumas entradas para restaurantes/bares (alguns dos espaços gastronómicos do hotel) e uma entrada elegante e bastante moderna para o hotel.

AndazLondon - 26

À partida, um edifício tão grande, tantas lojas, tanta confusão à mistura faziam adivinhar uma receção impessoal, certo? Errado! Mal entramos no Andaz, tivemos pelo menos três funcionários a dirigirem-se a nós (eram imensos, e cada cliente que entrava no hotel tinha a sua equipa “pessoal” de atendimento!), perguntaram-nos como estávamos, acompanharam-nos a sentar confortavelmente e serviram-nos um café, para mim já tinham ganho! Só depois desta calorosa receção é que fizeram o nosso check-in, porque o mais importante para o Andaz é garantir que o cliente se sinta em casa.

Não há uma receção específica, não há barreiras entre hóspede e funcionário, o check-in é feito com calma e só após o cliente se sentir bem instalado!

AndazLondon - 15 Uma encantadora espiral entre os vários andares do hotel

Fui observando tudo à minha volta, uma decoração bastante moderna e sofisticada, com muito charme e com pormenores que nos fazem sentir em casa, e que conferem identidade ao hotel. Mesmo no lobby por cima das nossas cabeças pude observar a espiral que se desenrolava ao longo do hotel e que dava acesso a cada piso dos quartos.

Foi-nos transmitido que o edifício na sua totalidade era a conjugação de três edifícios, um de 1884, o principal e de estilo totalmente vitoriano, um de 1901, e um mais moderno, que liga os dois anteriores.

Destaque, ainda, para o facto das indicações para as diferentes zonas do hotel não estarem escritas nas paredes ou no chão, mas sim projetadas por feixes luminosos, viam-se alguns no lobby e viríamos a descobrir muitos mais ao longo do restante hotel.

AndazLondon - 18O lado moderno do hotel

AndazLondon - 24

Enquanto aguardávamos pelo nosso quarto fomos acompanhados até a uma zona mais intimista do lobby, uma espécie de sala de estar com uma mesa e cadeiras com design incrível, de estilo rústico mas simultaneamente cosmopolita, onde nos sentaram e nos serviram chá, biscoitos e fruta. Aliás, esta zona é um dos locais ou lounges (sim, eu disse um, há mais!) do hotel onde nos podemos servir durante todo o dia, sem pagar nada por isso! Sim, é gratuito! Aqui encontramos café, chá, bebidas não alcoólicas, biscoitos e frutas. E para quem ainda não está convencido, ao fim da tarde, esta zona transforma-se e passa a servir aos seus hóspedes pequenos snacks e vinhos, que como é óbvio, fez as delícias dos meus fins de tarde!

Convencidos? Ainda não? Passemos aos quartos, então!

AndazLondon - 2Room With a View

Quartos:
Contam-se 267, incluindo 15 suites. Como é que é possível um hotel tão grande ter tanta personalidade? No Andaz é possível, e bem possível!

Ficamos num maravilhoso Room With a View, e o que é isto, perguntam vocês?!
Um Room With a View é um quarto inspirado na Arte Urbana, em que uma das paredes do quarto está incrivelmente pintada, de modo a trazer para nós a arte de rua, no fundo é um hino aos artistas, e uma forma de nos aproximarmos mais da arte e de toda a cultura artística da cidade de Londres, principalmente da zona Este da cidade.

AndazLondon - 12

Para mim, uma conjugação mais que perfeita, o que prova mais uma vez a forma inteligente com que o hotel atua, garantindo não só a inclusão do mesmo na dinâmica da região onde se encontra, mas também a aproximação à vida londrina oferecida de bandeja aos seus hóspedes. Até porque, uma das máximas do Andaz é mesmo essa: Arrive a Visitor Depart a Local (Chega como um visitante e parte como um local).

Voltando ao quarto em si, a cama era enorme, mas enorme mesmo, extremamente confortável e macia, o quarto de estilo contemporâneo conseguia transparecer conforto em cada detalhe, a casa de banho era linda, e só vos aviso duma coisa, se optarem por tomar um banho de imersão, tomem bem conta da banheira enquanto enche, é das mais rápidas que já vi!

AndazLondon - 11
Um dos pormenores mais interessantes do quarto é o facto do mini-bar ser, também ele, à semelhança das zonas de Lounge, completamente gratuito, e estava preenchido por sumos, águas, batatas fritas, biscoitos, café, e chás.

AndazLondon - 21O Pequeno almoço no restaurante 1901

Restaurantes /Bares:
Bem, o Andaz é dos hotéis mais completos no que diz respeito à quantidade de opções gastronómicas! Contam-se sete, que se podem considerar cinco, uma vez que dois são lounges.

AndazLondon - 23

Ora bem, temos o 1901 que serve como restaurante e wine bar para as várias refeições do dia, seja um chá das cinco tipicamente britânico, um fim de tarde acompanhado de um bom vinho ou um jantar sem pressas com o melhor da gastronomia europeia. Neste espaço tivemos oportunidade de tomar um pequeno-almoço delicioso.

AndazLondon - 1

Durante este ano o 1901 irá sofrer alterações deixando de ser restaurante para abraçar outra dinâmica dentro do hotel.

O Catch Champagne Bar & Lounge é um dos locais a não perder para uma noite animada e cheia de boa disposição, onde pudemos descontrair um pouco numa noite de festa, cheia de gente feliz e já bastante ébria! Um verdadeiro exemplo da loucura londrina, com o bar repleto não só de hóspedes mas principalmente de locais.

AndazLondon - 8Sashimi e nigiri no Miyako

Tivemos ainda um ótimo jantar no Miyako, o restaurante japonês do hotel. Decorado de forma simples com detalhes contemporâneos e orientais. Ótimo o sushi provado, com destaque para o sashimi de vieiras, o nigiri de atum e os rolos de atum picante.

  AndazLondon - 7       AndazLondon - 3        AndazLondon - 5

Dos pratos quentes que provamos, o caranguejo de casca mole frito em tempura, estava também ele com ótimo sabor e boa execução, suculento e crocante em simultâneo. No capítulo doceiro, os vencedores foram os gelados, cremosos e doces quanto baste.

Outro dos espaços gastronómicos do Andaz é o EastWay, muito famoso pelo seu brunch e pelas suas carnes grelhadas, uma autêntica combinação entre uma Brasserie  parisiense e uma Steakhouse americana no centro de Londres.

andaz4George Pub*

Finalmente um dos locais que me suscitou mais interesse, o George Pub, um Pub Inglês, completamente tradicional, aliás, todo o espaço remonta a mais de 100 anos atrás, tendo sido totalmente recuperado. Um bar verdadeiramente britânico!

Como é óbvio, sendo este hotel preenchido por espaços gastronómicos acessíveis ao público em geral, pois têm entradas diretamente para a rua, os cliente que não são hóspedes do hotel só podem circular nestes espaços, uma vez que os acessos ao hotel só são permitidos com a utilização da chave (cartão) do quarto, por isso a segurança é mantida sem preocupação de nenhum tipo.

AndazLondon - 17Um dos lounges do hotel 

Serviços:
O Andaz garante aos seus hóspedes uma estadia memorável, seja pela qualidade típica dum cinco estrelas, que aqui se apresenta duma forma muita mais descontraída e sem pretensiosismos, seja pelos espaços de conforto que possui, e que neste caso oferecem também gastronomia.

Apesar de não possuir piscina, tem na mesma um Fitness Center, com ginásio devidamente equipado, com equipamentos de última geração e serviço de Personal Trainer e fisioterapia, apresenta também serviço de spa com massagens e tratamentos de beleza com a assinatura dos produtos Anne Semonin, e banho turco, perfeito para relaxar na mais agitada das cidades europeias.

AndazLondon - 9Fitness Center

Mas o mais incrível de tudo isto é pensar que todo este complexo se situa num antigo Templo Egípcio. Eu disse-vos que este hotel tinha imensa história!

Mas, para quem procura algo diferente, o Andaz apresenta-nos algo único, uma imponente sala, com diferentes tipos de mármore com um valor incalculável, com uma beleza que não se traduz, e que terá sido um Templo Maçónico. Esta esteve fechada durante muito tempo, tendo sido descoberta através duma porta falsa durante as obras do hotel.

andaz3Templo Maçónico*

É atualmente utilizada para diferentes eventos, seja jantares secretos, festas privadas, ou sessões de filmes de terror clássicos, um conceito criado pelo hotel, quer para hóspedes, quer para locais, que garante uma noite bem animada ou melhor dizendo bem creepy! Um exemplar arquitetónico ao qual nem Madonna resistiu (consta-se que terá realizado aqui uma daquelas festas de arromba!).

Além deste local, o hotel tem ainda outro, noutra linha totalmente diferente, mas igualmente interessante, o Andaz Studio, uma sala estilo loft nova-iorquino, onde podemos organizar quer um jantar de amigos, quer um showcooking, ou não fosse a cozinha um verdadeiro “ferrari” dos fogões!

AndazLondon - 10
Como é óbvio, além deste espaços, o hotel tem ainda as comuns salas de reuniões, congressos ou conferências, num total de 14 espaços devidamente equipados para suprir as necessidades dos seus utilizadores.

Atendimento:
Que mais dizer sobre esta experiência, ao longo do artigo ficou bem presente a minha opinião sobre o atendimento do Andaz London Liverpool Street, dos melhores que já tive, sem dúvida.
Altamente personalizado, despretensioso, eficaz a satisfazer todas as necessidades dos seus hóspedes, simpático sem exagero, sincero, atento sem ser invasivo.

AndazLondon - 20O lado vitoriano no interior do hotel

Uma experiência única garantida por um grupo que já provou que sabe fazer o que de melhor se faz na hotelaria.

O Andaz London é o hotel da arte, da fragrância única que se sente em cada recanto do hotel (muito me fez lembrar a nossa experiência no Park Hyatt Paris (ver), da personalização de cada acto, da atenção a cada pormenor, é o hotel que, mesmo sendo enorme, consegue que nos sintamos em casa de amigos ou de família, é o hotel que carrega consigo, duma forma leve, décadas e décadas de história e locais preservados duma forma tão mágica que nos fazem viajar no tempo.

Obrigada por esta experiência Andaz London Liverpool Street!

Andaz London Liverpool Street
Quartos a partir de 254€
40 Liverpool Street – Londres
+44 207 961 1234

 English Version

 Fotos: Flavors & Senses e divulgação (assinaladas com *)

Nota
Estivemos no Andaz London Liverpool Street a convite do Hotel, sendo que isso em nada altera o nosso trabalho cuja opinião e o texto são da exclusiva responsabilidade do seu autor.

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