Martini Bianco® com Lima

Para aproveitar o bom tempo que se tem feito sentir nada melhor de que um belo e fresco cocktail, sentado numa esplanada a ver o final de tarde passar. Na ausência de esplanada e de um bom barista nada como sermos nós próprios a criar as nossas bebidas, com mais ou menos técnica, inovação ou originalidade. Assim, hoje fica aquela que é para mim a melhor forma de beber vermute branco, uma mistura rápida e simples que dificilmente falhará junto dos amigos.

Martini Bianco® com Lima

q.b. Vermute branco (usei Martini)
q.b. 7up
1/2 Lima por pessoa

Misturar vermute e a 7up em quantidades iguais.Adicionar a lima.
Num copo colocar gelo e servir a mistura com pedaços de lima.

Nota
Não coloquei medidas propositadamente,o importante ao fazer o cocktail é mesmo misturar partes iguais das duas bebidas.

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Bruxelas – Pierre Marcolini

Numa terra onde o chocolate está disponível porta sim porta não, ser considerado o melhor é algo de grande valor. Depois de ser campeão europeu e mundial de pastelaria, Pierre Marcolini tem consolidado ao longo dos anos o titulo de melhor mestre chocolateiro belga. O seu processo criativo assemelha-se ao da alta costura e ao da produção de vinhos, se por um lado procura a melhor imagem para os seus chocolates a sua preocupação com a escolha dos grãos, a combinação das suas origens e características,, assemelha-se à combinação de diferentes castas vínicas.

Pierre desenvolveu um grande trabalho com pequenos produtores de cacau em vários pontos do mundo, conseguindo criar assim um produto exclusivo, luxuoso e inigualável. As suas imagens de marca são as tabletes quadradas, Carré² Chocolat, os seus pralinés onde o grande destaque vai para o seu tamanho mais reduzido (Pierre tem dedicado muito do seu trabalho a criar chocolates mais pequenos de sabor mais intenso e puro),  e os seus Grand Crus criando e dando destaque a grãos de origem definida, tais como o México, Venezuela, Brasil, Gana, Equador, entre outros.

As suas criações delicadas são sem dúvida as melhores que já tive oportunidade de provar, os seus chocolates não enjoaram os mais esquisitos e as suas combinações farão as delicias dos mais exigentes gourmands.  A verdade é que são experiências como esta que me fazem acreditar cada vez mais que mais vale provar um ou dois pequenos chocolates ou peças de pastelaria de alta qualidade  e pagar o seu preço do que encher o corpo com uma imensidão de produtos mais baratos  mas que nunca serão capazes de trazer as mesmas sensações.

Hoje em dia as criações de Pierre Marcolini podem ser encontradas em Bruxelas, Nova Iorque, Londres, Paris, Kuwait e Japão. Aqui ficam os seus espaços na Place du Grand Sablon, onde poderá encontrar além Pierre Marcolini, casas como Neuaus e Godiva( bem mais em conta do que em Portugal) e a mais acessível Leonidas.

Pierre Marcolini
Sablon
Rue des Minimes,1, Place du grand Sablon, 1000 Bruxelas
La Manufacture
Place du Grand Sablon, 39, Bruxelas

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Paris – Le Relais Louis XIII **

Todos temos histórias e super-heróis que nos marcam enquanto crianças, a minha foi sem dúvida a de Alexandre Dumas, com o simples titulo de Os três Mosqueteiros. O inocente jovem D’Artagnan que ambicionava defender o mundo de capa e espada onde a honra ainda contava para alguma coisa. Adiante. A ideia de almoçar no Relais Louis XIII surge não só pelo chef Manuel Martinez (MOF) ou pelas duas estrelas Michelin, mas também pelo espaço que lhe dá origem, uma antiga casa do século XVI que segundo a história foi o local onde Louis XIII foi coroado Rei de França, para os mais distraídos, Louis XIII e o seu governo são a base da história por detrás de Os três mosqueteiros.

Contos à parte, o Relais Louis XIII é um espaço acolhedor, bem decorado e acima de tudo um bom exemplo de recuperação e manutenção, que facilmente nos transporta no tempo. Quanto à refeição em si começamos com uma selecção de excelentes pães que acompanharam toda a refeição e uma boa manteiga bretã. Seguiu-se um leve Amuse Buche (cenoura ralada, com coentros e especiarias) que fez aquilo que lhe competia, abrindo o palato com uma boa conjugação de sabores.

Ravioli de Lavegante, foie gras e creme de Cèpes de Bordeaux (55€)
Um ravioli gigantesco que envolvia um grande e suculento pedaço de lavegante, com massa al dente e um pouco de foie que não se sobrepôs aos demais sabores. Ótimo creme de cogumelos que ligou harmoniosamente todos os sabores.

Crème brûlée de Foie gras, aveludado de héliantis, lentilhas verdes e presunto ibérico (49€)
Uma entrada forte e pesada que daria perfeitamente para duas pessoas, sendo a quantidade o seu único defeito. Creme ligeiro de Héliantis ( tubérculo próximo do topinambur) que escondia um delicado, cremoso mas também pesado brûlée de foie gras, o seu sabor intenso combinou bem com creme, as lentilhas trouxeram ao prato um elemento textural interessante.

Liguado ao Meunière, esparguete de lulas e aipo à carbonara (59€)
Aqui revela-se bem a mestria da técnica francesa, um perfeito linguado au Meunière, bem preparado (não fosse uma milimétrica espinha) e confecionado. O destaque e a diferença vai claramente para o “spaghetti” de lulas e aipo com finíssimos pedaços de pancetta e um leve e maravilhoso molho de carbonara que fez o prato voar bem alto.Memorável.
Robalo de linha na chapa, manteiga de lagosta e alho francês e batata ratte (59€)
Este prato era suposto ser servido com Pregado selvagem, mas na ausência deste espécime foi magistralmente substituído por um robalo do mar. A coação do peixe estava perfeita, pele crocante, carne húmida e bem tratada. Mais uma vez revela-se a técnica francesa através do corte dos legumes (curgete, aipo, alho francês, couve flor, héliantis) e a sua leve confecção. Tudo magistralmente ligado por um fantástico molho de manteiga, lagosta e alho francês.
Tarte de manga e abacate, geleia de gin e baunilha com sorbet de limão e manjericão (18€)
Uma sobremesa leve e fresca era o que se pretendia e assim se cumpriu. Uma fina tarte com base de sablé, um creme leve de manga e finas fatias de manga e abacate. Deliciosa. Já o sorbet apresentava uma textura irrepreensível com uma ótima conjugação do manjericão com o limão.

Barra de chocolate de leite Jivara com limão e coco, sorbet Jivara (17€)
Apesar da sua simples apresentação esta sobremesa escondia dentro de si um dos pontos altos da refeição, a fazer lembrar o clássico Bounty. Fina camada de chocolate Jivara, interior com creme de gelado de coco e base de limão, acompanhado por incrível sorbet de chocolate jivara.

Mignardises

O Serviço de sala é bem afinado, atento e cordial sem demasiadas regras. Toda a refeição correu sem erros de serviço e com notas bastante positivas, principalmente para uma casa completamente cheia no horário de almoço. A carta de vinhos é extensa, e o seu escanção era assertivo e eficaz.

Considerações Finais
Localizado num local com história, o restaurante galardoado com 2 estrelas do guia vermelho, o Relais Louis XIII revela-se um restaurante clássico com uma cozinha de elevada qualidade mas que fora de França dificilmente obteria as 2 estrelas (os critérios do guia serão sempre complicados). O chefe Manuel Martinez,  antigo vencedor do MOF, recorre às mais tradicionais técnicas e pratos franceses dando-lhes um cunho pessoal  com elementos que fazem a diferença. Vale bem a visita pelo espaço/ambiente e principalmente pelo menu de almoço onde podemos escolher entrada+prato+sobremehttp://www.flavorsandsenses.com/wp-admin/post.php?post=1482&action=editsa da carta por 50€ fugindo assim aos elevados preços praticados ao jantar.

Le Relais Louis XIII
8, rue des Grands-Augustins, 75006 Paris
+33 (0) 1 43 26 75 96

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Crumble de maçã bravo de esmolfe e pêra rocha

Num inverno com sabor a primavera, e apesar das boas temperaturas, ainda existem alguns pratos quentes que nos aquecem a alma e o espírito. Esse é o caso de um crumble acabado de cozinhar, rápido, simples e não menos delicioso que sobremesas complexas. Aproveitem a boa fruta que ainda temos e uma noite mais fria que se avizinha.

Crumble de maçã bravo de esmolfe e pêra rocha

Para 6 pessoas
Crumble
190 gr de farinha
125 gr de Manteiga
100 gr de açúcar
125 gr de farinha de amêndoa

Recheio
5 Maçãs bravo de esmolfe
3 pêras rocha
30 gr de açúcar amarelo
1 c.sopa de cacau em pó (100%)
1 pitada de canela em pó
1 pitada de noz moscada

Para o crumble, juntar os ingredientes secos e misturar a manteiga até formar pequenos grumos. Reservar.
Pré-aquecer o forno a 150ºC.
Lavar e cortar os frutos em pequenos cubos.
Juntar o açúcar, o cacau e os temperos e macerar bem.
Levar ao micro-ondas durante 3 a 4 minutos para pré cozer os frutos.
Colocar o recheio num pirex ou em ramequins individuais e cobrir com uma boa camada de crumble.
Levar ao forno entre 30 ou 40 minutos até o crumble estar bem dourado.
Servir de imediato.

Nota
o crumble é ótimo para uma combinação de quente e frio, pelo que pode ser servido com gelado de baunilha, crème fraîche ou chantilly.

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Paris – Café Pouchkine

O que é que a Rússia e Paris têm em comum? Pouco, ou quase nada, não fossem os milionários russos a passearem-se e o Café Pouchkine, uma pastelaria francesa de origem Russa. A. Dellos é um dos maiores empresários da restauração na Rússia, como o bom gosto existe em todos os países, cedo teve a ideia de levar um dos melhores jovens pasteleiros franceses para um outro universo, Emmanuel  Ryon ( MOF e campeão do mundo). Com a abertura naquele país de uma casa que fundiu os ingredientes russos com a mestria francesa, surge a necessidade de transportar a casa para a  1ª liga da pastelaria e daí  até à abertura de uma casa em Paris foi um passo.

Com um espaço localizado nas famosas galerias Printemps o Café Pouchkine ocupa assim um lugar entre o glamour e o luxo, que tão bem lhe assenta, as obras de E.Ryon são esteticamente das mais encantadoras de Paris, os ingredientes e as suas combinações são dos mais originais e criativos dada a fusão franco-russa e o seu sabor é deveras de outro mundo.

As suas obras mais interessantes são o Macaron Coeur Pistache (2 sabores no próprio macaron), a Charlotka, o Moskito, o Croissant Vanille, o Tutti Frutti o pain au chocolat e claro o Napoléon que não sendo das obras que mais saltam há vista é daquelas que mais fazem movimentar as papilas gustativas.

Napoléon

Lamento não vos poder mostrar fotos de todas as peças, das vitrines e dos espaços, mas por vezes além de difíceis momentos fotográficos, o estômago antecipa-se ao click da máquina. O Napoléon aqui apresentado é uma espécie de mil-folhas de pâte viennoise, creme de baunilha (sublime), revestido de massa brick (perfeita), cada pedaço que colocamos na boca faz-nos querer mais e mais. Não sendo um doce fácil de comer é uma daquelas peças que nos faz querer esconder dos outros e deliciarmo-nos como um glutão aflito.

Quando passarem pelos grandes armazéns não deixem de visitar esta casa, valerá cada cêntimo e cada segundo.

Café Pouchkine
Printemps – 64 Boulevard Haussmann, 75008 Paris

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Paris – Pierre Hermé (2)

Todas as visitas a Paris, passam por alguns sítios em particular, para uns a Torre Eiffel ou Notre Dame, para mim a Pierre Hermé. Já referido num post anterior (ver), o mais famoso pasteleiro do mundo (não necessariamente/certamente o melhor) continua a fazer as delicias de locais e turistas mais informados. O seu trabalho continua exímio, com as mais fantásticas combinações na criação de macarons e os seus famosos entrements sem esquecer, claro, o seu croissant ispahan.

Croissant Ispahan

Ispahan é a combinação mais famosa criada por PH, rosas, framboesas e lichias, e entra em quase tudo, gelados, bolachas, macarons e claro o seu ponto alto é nas viennoiseries. A verdade é que para quem sonha com um croissant e um chocolate quente numa cara esplanada parisiense, esqueçam, guardem o vosso dinheiro e viagem até ao endereço mais próximo do sr. Hermé e peçam esta obra-prima. Coberto com glaze de água de rosa e pétalas cristalizadas, recheado com pasta de amêndoa de sabor a rosa com compota de framboesa e lichia, para não falar na mágica massa folhada. Tudo nele é perfeito e os sabores bem balançados transportando o comensal para um outro universo.Tarte Infiniment vanille e Carré blanc

Sobre a tarte de baunilha pouco mais há a dizer, é um dos pontos altos da carreira de Pierre Hermé e um dos melhores doces de Paris. Depois de a provar qualquer fã de gelados, cremes, bolos de sabor a baunilha vai elevar a sua fasquia ao ponto de nunca mais se sentir satisfeito, a combinação de vagens do Tahiti, México e Madagáscar, chocolate branco e mascarpone, é uma bomba no mínimo inesquecível. Já o Carre blanc é uma obra  menos famosa do mestre pasteleiro, pêras confitadas, biscoito de amêndoas,  creme de mascarpone e chocolate branco, não sendo uma das suas melhores sobremesas é sem duvida um bom e saboroso doce, contudo para quem não conhecer os “marcos” de PH é preferível gastar os quase 7€ noutras experiências.

Pierre Hermé acaba também de lançar um novo livro em inglês onde revela as receitas de algumas das suas mais famosas obras (ver).

Pierre Hermé
72 rue Bonaparte 75006 Paris
(existem outras espalhadas por Paris)

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Paris – Un Dimanche à Paris

Quando se aproxima uma viagem a Paris aproxima-se com ela uma pesquisa pelas melhores pastelarias, as novidades da estação e alguns “clássicos da gula” parisiense. Paris é a cidade do luxo e a sua pastelaria não poderia representar nada menos do que isso, verdadeiras obras primas por fora  e por dentro. A Un Dimanche à Paris é mais que uma pastelaria, é um restaurante especializado em pratos com cacau, é um salão de chá onde pode comer um fantástico brunch, é uma loja de produtos à base de chocolate, uma delicada chocolataria e como não podia deixar de ser, é linda ( não deixem de olhar para o tecto da loja). Localizada na região das grandes pastelarias de Paris (Saint-Germain), vale cada segundo de uma visita.

Aqui poderão provar ainda um dos melhores (o melhor na opinião de muitos) chocolates quentes da cidade, servido numa dose generosa em louça de Limoges (8€) ou em pequenos copos (2€) pronto a ser levado para qualquer lado, sem duvida que merece a prova e muito mais. Podem ainda observar a criação de delicadas sobremesas e chocolates através da cozinha  envidraçada que faz as delicias dos clientes mais curiosos.

No que a pastelaria diz respeito, como em qualquer outra loja de luxo não se podem esperar sobremesas baratas, os preços rondam quase sempre os 4,5€ e os 8€ por cada obra de arte. Na Un Dimanche à Paris os destaques vão para o Le Croustillant au Grué de Cacao, o  Choux Pistache – Fruits Rouges, Tartelette Framboise-Estragon, e a Tartelette Fraise-Coco além de alguns dos seus Macarons.

Choux Pistache – Fruits Rouges

O Choux Pistache é um dos mais emblemáticos símbolos da casa, uma pate à choux ( massa de profiteroles e eclaires) diferente do habitual, com uma camada exterior crocante que a leva para outro nível (uma das melhores que provamos em Paris, se  não a melhor). O interior é constituído por um Chantilly de pistácio que eleva os desejos e uma compota de cerejas e framboesa que torna todo o conjunto numa bomba de sabor. Um balanço perfeito entre creme, densidade e acidez.

A Un Dimanche à Paris é um daqueles sítios que não vive do nome do seu mestre pasteleiro ou da sua marca, vive do seu espaço, do seu conceito e acima de tudo dos seus produtos que não deixarão ninguém indiferente.

Un Dimanche à Paris
Cour du Commerce Saint André
Saint-Germain-des-Prés – Metro Odéon
Tél: 01 56 81 18 18

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Clementinas, morangos, e baunilha

Com o blog prestes a fazer um ano, é tempo de algumas retrospectivas, os posts, as ideias que ainda estão por realizar, o aumento gradual de amigos e leitores que o visitam e claro o feedback. Depois de anos enquanto leitor assíduo decidi arriscar e criar o meu próprio blog, com a ajuda imprescindível do Tiago Lessa (que criou o logo e a página) e o apoio incondicional  da namorada, a quem o blog, as fotografias e os artigos já roubaram bastante tempo (obrigado pela paciência).

Os posts tem variado entre receitas e artigos de opinião entre restaurantes e pontos de atracção que são outro hobby fundamental na minha vida, as sobremesas e os pequenos delitos, há semelhança de quase todos os blogs levam a dianteira na preferência dos leitores, que gradualmente tem vindo a crescer, começamos 10, passamos a 30 e hoje cerca de 230 visitas diárias e 626 likes no facebook, obrigado a todos pelas visitas, pelo tempo despendido na leitura e pelas opiniões.

Em véspera de uma viagem não existe tempo e hipótese para criar um post especial de aniversário, mas prometo que o festejarei em grande estilo e companhia, tal é o orgulho que me traz poder escrever isto hoje. Assim fica uma sobremesa que resulta da combinação de alguns ingredientes da época e de algumas receitas já existentes no blog.

P.s. sempre que nos visitarem sintam-se completamente à vontade para deixar um comentário e exprimir a vossa opinião.

Bolo de Clementina,  morangos em calda de baunilha e hortelã e gelatina de morango com gelado de baunilha

Bolo de Clementinas
Gelado de Baunilha
Morangos em calda de baunilha e hortelã
250 gr de morangos
30 gr de frutose
100 ml de água
1 vagem de baunilha
q.b. hortelã

Abrir a vagem de baunilha e retirar as sementes.
Colar numa caçarola a água, a frutose e a baunilha( vagem e sementes), levar ao lume e deixar ferver cerca de 5 minutos.Retirar.
Colocar algumas folhas de hortelã e deixar em infusão cerca de 30 minutos.
Retirar a hortelã e a vagem de baunilha e reservar no frio.
Cortar os morangos em quartos e juntar à calda quando esta estiver bem fria.
Deixar marinar cerca de 30 minutos a 1 hora antes de servir.

Gelatina de morango
450 gr de morangos
80 gr de frutose
7 gr de agar-agar
450 ml de água

Lavar e cortar os morangos em quartos, posteriormente juntar a frutose e deixar marinar cerca de 30 minutos a 1hora (mexendo algumas vezes).
Triturar os morangos com a ajuda de um liquidificador e passar pelo chinês para eliminar as sementes.
Dissolver o agar-agar na água mexendo bem.
Levar a mistura ao lume até ferver e mexendo continuamente durante 5/7 minutos.
Adicionar o puré de morango à mistura e mexer bem até que comece a borbulhar (2/3 minutos).
Colocar na forma e deixar arrefecer cerca de 1 hora. Reservar no frio.

Montagem
Com um aro cortar um pouco de bolo e colocar no centro do prato.
Rodear o bolo com morangos e regar com um pouco da calda.
Cortar pequenos cubos de gelatina e coloca junto com os morangos.
Fazer uma quenelle de gelado e dispor por cima do bolo acompanhado com um pouco de chocolate branco temperado para se obter um elemento crocante no prato.

Nota
Uso Frutose em vez de açúcar para realçar os sabores da fruta em vez de os alterar por completo.

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Spaghetti alla Carbonara

Originária da região de Lázio a “Carbonara” é hoje um sucesso mundial, com mil e uma versões e adaptações. Contudo, tal como todos os sucessos internacionais também é bastante mal tratada, por vezes os molhos transformam-se em ovos mexidos, outras num aguado molho de natas. Aqui fica uma receita com base na original onde se destacam a mistura de Parmigiano Reggiano com Pecorino Romano e a ausência de natas como dita a lei.

Para 2 pessoas

90 gr de Guanciale, Pancetta ou Bacon*
2 ovos inteiros
1 gema de ovo
180 gr de spaghetti ou tagliatelle
50 gr parmigiano regiano
50 gr pecorino romano**
q.b. pimenta preta
q.b. sal
1 fio de azeite

Ralar muito bem os queijos.
Saltear o bacon no fio de azeite e reservar.
Colocar a massa a cozer numa panela com água a ferver temperada com sal.
Num processsador de cozinha ou com um fouet, misturar os ovos inteiros com a gema e adicionar os queijos aos poucos até obter um creme espesso (reservar um pouco de queijo para polvilhar no final), temperar com pimenta preta.
Reservar um pouco de água da cozedura da massa.
Quando a massa estiver al dente, coar para um sauté e juntar o bacon e o creme de ovo. Se o creme estiver muito grosso juntar um pouco de água de cozedura da massa, mexer bem até obter um molho bem sedoso a envolver toda a massa.
Servir de imediato com um pouco de queijo ralado.

Nota
* neste caso específico usei bacon.
** caso não consigam obter pecorino romano, que não é fácil em Portugal, podem substituir por parmigiano regiano ou por queijo Machego (mais próximo do pecorino).

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Menu – Dia dos Namorados

O dia dos namorados é um dia especial para muitos,  um dia comercial ou não, o certo é que a sua importância é sempre considerada. Aqui vamos considerar “apenas” um jantar romântico, longe dos restaurantes lotados, da confusão e mais amigo da carteira. Para um jantar romântico, além de boa comida é necessário recriar todo um ambiente, decoração, mesa cuidada, boa música ambiente, um bom vinho e claro uma excelente companhia.

Com base em algumas das receitas colocadas no blog, decidi criar um menu de 3 pratos que traga ao casal um belo momento à mesa.

Entrada:
Salada de camarão com manga e vinagreta de mostarda

Prato Principal:
Tornedó chasseur com gratin dauphinois

Sobremesa:
Sorbet de Morango e Laranja com Mousse de chocolate negro, fruta fresca e coulis de morango

No final deixem-se levar pelos encantos de uma refeição romântica e sejam felizes.

 

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